FIAÇÃO

worldfashion • 20/05/26, 10:44

Na indústria têxtil, a qualidade de um produto começa muito antes do tear. O tipo de fio escolhido, e o processo pelo qual ele foi produzido, define resistência, toque, absorção e durabilidade do que chega às mãos do consumidor.

No centro dessa decisão estão dois processos de fiação com lógicas distintas: o penteado compactado e o open-end. A Incofios, fabricante catarinense de fios 100% algodão, trabalha com os dois e a escolha entre eles começa na pergunta certa: qual é o produto final?

Na prática, esse conhecimento orienta cada etapa da produção na Incofios. A especificação do fio é feita em conjunto com o cliente, levando em conta o uso final do produto, o processo de beneficiamento e até o comportamento esperado após lavagens repetidas. O resultado é menos retrabalho, menos desperdício de matéria-prima e um produto final que entrega o que promete.

O fio penteado compactado é um tipo de fio de algodão de alta qualidade que passa por dois processos rigorosos: a penteação (remoção de fibras curtas) e a compactação (alinhamento denso das fibras).

Isso resulta em um fio extremamente macio, resistente, uniforme e com baixíssima pilosidade (menos fiapos/bolinhas), ideal para tecidos premium.

Já a fiação por Rotor (Open End) acontece quando a fita de fibra individualizada é inserida no rotor de alta velocidade, torcida e transformada em fio. O resultado é um fio mais volumoso, com ótima absorção de umidade e custo competitivo, características que o tornam ideal para toalhas de banho, panos de prato, jeans, moletom e uniformes. A produtividade mais alta do processo também favorece grandes volumes.

A escolha do processo começa, na prática, antes mesmo da fiação, “O comprimento da fibra de algodão usada como matéria-prima já define muito do que o fio pode entregar. Fibras longas, acima de 28 mm, garantem maior resistência, uniformidade e toque mais macio, e são justamente as que alimentam o processo penteado. Fibras médias, entre 21 e 28 mm, são a base do open-end e atendem bem à maioria dos artigos de uso diário”, garante Olívio Vieira Da Silva Neto, Supervisor de Qualidade da Incofios.

Ainda segundo ele, no penteado compactado, as fibras são alinhadas e aproximadas antes da torção, o que resulta em um fio com superfície mais limpa e maior coesão. “No open-end, o rotor forma o fio de maneira mais aberta, o que aumenta o volume e a capacidade de absorção. São lógicas diferentes, para produtos diferentes”, destaca.

Sobre a Incofios: Fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

da redação com informações da A Presse Inf

MAQUINÁRIO TÊXTIL

worldfashion • 18/05/26, 17:48

A Delta Máquinas Têxteis produziu e entregou a primeira RAMA 100% produzida no Brasil, marcando assim um novo capítulo da engenharia nacional e reforçando o avanco na tecnologia em direção à automação e à Indústria 4.0. A máquina foi apresentada durante o Delta Innovation Day, especialmente organizado para marcar a entrega da RAMA para a Textilfio Malhas, de Jaraguá do Sul (SC).

Considerada um divisor de águas para o mercado nacional, a solução chega para atender as etapas de preparação e acabamento de malhas e tecidos planos. Com estrutura de grande porte, que pode ultrapassar 50 metros de comprimento e operar com tecidos de até 3,2 metros de largura, a RAMA integra várias etapas do processo têxtil em uma única linha contínua.

Entre elas estão a impregnação química, o alinhamento da estrutura do tecido, a secagem e a termofixação — operações que passam a acontecer de forma sincronizada, com velocidade de produção que pode chegar a 60 metros por minuto.

Equipada com tecnologia aplicada ao processo e integração de dados, a solução foi desenvolvida para atuar como um sistema central dentro da planta industrial, aumentando a previsibilidade da produção.

O projeto também envolve consultoria pré-vendas focada na realidade de cada cliente, além de assistência técnica local e disponibilidade de peças.

“A RAMA é resultado de um trabalho consistente de engenharia e de entendimento profundo do processo têxtil. Ao desenvolver uma solução desse porte no Brasil, conseguimos atender melhor as necessidades da indústria local, reduzir a dependência de tecnologia externa e dar mais agilidade às empresas. É um avanço que impacta diretamente a produtividade, a qualidade e a capacidade de competir em um mercado cada vez mais exigente”, afirma Fábio Kreutzfeld, CEO da Delta.

Entre os principais ganhos estão a melhoria na qualidade final dos tecidos, maior controle produtivo, redução de desperdícios de matéria-prima e economia de energia — aspectos cada vez mais relevantes em um cenário de pressão por custos e necessidade de ganho de escala com eficiência.

Além disso, a máquina incorpora conceitos da Indústria 4.0, com integração de dados e automação de processos, permitindo maior previsibilidade e controle da operação. O projeto também contempla requisitos de segurança e ergonomia, alinhados à norma brasileira NR 12, e foi desenvolvido com foco em baixo custo de manutenção e alta disponibilidade operacional.

Para a Textilfio Malhas, a aquisição da RAMA está alinhada ao movimento de modernização e fortalecimento da operação. A expectativa é elevar o padrão de qualidade dos produtos, aumentar a produtividade e garantir maior controle sobre os processos industriais. “A chegada da RAMA representa um avanço importante para a nossa produção. Estamos investindo em tecnologia para evoluir em eficiência e consistência, com mais segurança nos resultados e capacidade de atender um mercado cada vez mais exigente”, destaca. Valdir Conti, diretor da Textilfio Malhas.

Sobre a Delta Máquinas Têxteis

Fundada em 2007, em Pomerode (SC), a Delta Máquinas Têxteis é referência em tecnologia para otimização da produção industrial têxtil, através do desenvolvimento de máquinas, equipamentos e softwares. São mais de 60 produtos em seu portfólio, aplicados aos processos de tecelagem plana, malharia circular, estamparia digital, beneficiamento e confecção. A Delta desenvolve, ainda, projetos de automação customizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. Com foco na indústria 4.0 têxtil e confecção 4.0, alinha automação, gestão de dados e padronização de processos inteligentes. Suas soluções já estão presentes em toda a América, com mais de 300 clientes atendidos.

da redação com informações da Trevo Comunicação

NOTA DE REPÚDIO

worldfashion • 14/05/26, 16:53

ABIT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA TÊXTIL E DE CONFECÇÃO

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifesta profunda preocupação e repudia a decisão anunciada pelo Governo federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”. Trata-se de uma decisão extremamente equivocada, que penaliza de modo direto quem investe, produz, emprega e acredita no Brasil.

Em vez de fortalecer a indústria nacional, o varejo formal, os empregos e a arrecadação do País, a medida amplia ainda mais a desigualdade tributária e regulatória entre as empresas brasileiras e as plataformas internacionais. Trata-se de um tratamento desigual, danoso à indústria e ao varejo nacionais.

Os dois setores atendem, há décadas, consumidores de todas as faixas de renda, oferecendo produtos acessíveis, qualidade, inovação e diversidade. Além disso, geram milhões de empregos formais. Cerca de 80% das peças comercializadas no Brasil têm valor abaixo de US$ 50, justamente a faixa que agora volta a receber tratamento favorecido para produtos importados.

É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos, custos logísticos, exigências trabalhistas, ambientais e regulatórias, enquanto concorrentes estrangeiros passam a ter vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional. Cabe lembrar que as indústrias fabricantes dos produtos que ingressam via plataformas eletrônicas já têm subsídios em seus países. O fim da taxa representa mais uma subvenção, mas concedida pelo governo brasileiro.

A decisão também representa um duro golpe sobre os investimentos produtivos, a geração de empregos formais e toda a cadeia têxtil e de confecção do Brasil. Esta é uma das maiores geradoras de empregos industriais do País e presente em mais de 60% dos municípios brasileiros. Cabe enfatizar que as mulheres representam  80% dos postos de trabalho do setor. Ou seja, a medida afeta de modo grave as trabalhadoras brasileiras.

Além disso, a medida impactará negativamente a própria arrecadação pública. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, as encomendas internacionais geraram R$ 1,78 bilhão em arrecadação federal, demonstrando que havia um caminho de maior equilíbrio competitivo e formalização do comércio eletrônico internacional.

O Brasil precisa fortalecer sua produção, ampliar sua competitividade e estimular investimentos industriais. A revogação da “taxa das blusinhas” conspira contra esses objetivos, aprofundando a dependência externa e desestimulando aqueles que aqui produzem sob regras rígidas e custos elevados.

A Abit seguirá atuando com firmeza perante o Congresso Nacional e as autoridades competentes em defesa da indústria nacional, do emprego formal, da concorrência justa e do desenvolvimento econômico sustentável do Brasil.

Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)

SINDITÊXTIL-SP SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE FIAÇÃO E TECELAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO

O Sinditêxtil-SP (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo), entidade com 94 anos de história na defesa do setor, manifesta seu mais veemente repúdio à decisão do Governo Federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. Esta medida é um retrocesso gravíssimo que penaliza diretamente quem produz, investe e gera riqueza no Brasil.

São Paulo é o “coração pulsante” da indústria têxtil brasileira, sendo responsável por quase 30% da produção nacional. Com aproximadamente 6.500 empresas espalhadas pelo Estado, o setor sustenta mais de 370.000 empregos diretos em toda a sua cadeia produtiva. A isenção concedida às plataformas internacionais de e-commerce desestabiliza esse ecossistema, criando uma concorrência desleal e predatória que ameaça a sobrevivência de milhares de confecções e fiações paulistas.

Os impactos econômicos e sociais são devastadores. É inadmissível que a indústria nacional, que opera sob regras rígidas, custos logísticos elevados, juros altos e uma pesada carga tributária, tenha que enfrentar concorrentes estrangeiros subsidiados que agora recebem nova subvenção do próprio governo brasileiro.  Cerca de 80% das peças têxteis comercializadas no Brasil custam menos de US$ 50, justamente a faixa impactada pela medida. Como as mulheres representam 80% da força de trabalho do setor, a revogação da taxa afeta de forma desproporcional as trabalhadoras brasileiras.  Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, a tributação sobre essas encomendas gerou R$ 1,78 bilhão para os cofres públicos. Abrir mão desses recursos em um momento de busca por equilíbrio fiscal é uma decisão contraditória e irresponsável.

O Sinditêxtil-SP, em conjunto com a Abit , CNI, Fiesp, Ciesp e a Coalizão Prospera Brasil, reafirma que a isonomia tributária não é um privilégio, mas uma condição básica para a justiça concorrencial. Não pedimos proteção, mas sim o direito de competir com as mesmas armas.

Exortamos o Governo Federal e o Congresso Nacional a agirem em defesa da indústria nacional e do varejo formal. O futuro de centenas de milhares de famílias paulistas e o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil não podem ser sacrificados em favor de plataformas estrangeiras que não geram empregos nem investem em nosso País.

Sinditêxtil-SP -  Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo

ABIV - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO

A Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (ABIV), entidade que representa o Polo do Bom Retiro, em São Paulo, e empresas do segmento do vestuário de diferentes estados, repudia a decisão anunciada pelo Governo federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”.

Grande parte dos produtos comercializados no Polo de Moda do Bom Retiro está justamente na faixa de preço afetada pela medida, abaixo de US$ 50, o que torna a concorrência com plataformas estrangeiras ainda mais direta e sensível para o setor.

Hoje, cerca de 95% das confecções do Polo são pequenas e médias empresas. A região movimenta R$ 5,3 bilhões por ano na produção de vestuário, fabrica 50,5 milhões de peças anualmente e concentra 19,4 mil trabalhadores em um único bairro da capital paulista. A grande maioria das empresas opera em formato de loja, 93,2%, e possui produção própria, 97%.

Ao beneficiar tributariamente as plataformas estrangeiras no acesso ao mercado nacional, o governo sacrifica empresas brasileiras, sobretudo as micro e pequenas, que produzem, empregam, investem, convivem diariamente com custos tributários elevados, juros altos, despesas logísticas e um ambiente regulatório complexo e sustentam a arrecadação do país.

Aos consumidores, um convite à reflexão. Ao optar por produtos importados sem a mesma carga tributária e sem o mesmo nível de exigências regulatórias, quem perde é o Brasil: são menos empregos, menos investimentos, menor arrecadação e menos oportunidades para milhões de brasileiros.

A ABIV seguirá atuando com firmeza junto ao Congresso Nacional e às autoridades competentes em defesa da isonomia competitiva, para assegurar que empresas nacionais e estrangeiras estejam sujeitas, no mínimo, às mesmas regras e condições de competição.

Cinthia Kim | Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (ABIV).

SINDIJOIAS-SP

“O Sindilojas-SP manifesta posição contrária e enxerga com muita preocupação o recente movimento do governo federal, de publicação da medida provisória que extingue o imposto para compras em sites internacionais para compras até US$ 50. A taxação até então vigente contribuía para reduzir distorções competitivas históricas, desencadeando efeitos positivos na economia, como a retomada do crescimento em segmentos relevantes do varejo, o aumento da geração de empregos e a ampliação de investimentos produtivos, além do fortalecimento da indústria nacional e maior previsibilidade para o ambiente de negócios.

Ao se posicionar de maneira contrária à revogação da “Taxa das blusinhas”, o Sindilojas-SP reforça uma atuação histórica em defesa do comércio varejista da capital paulista, especialmente no que diz respeito à proteção do mercado interno e à promoção de condições equitativas de concorrência. A entidade tem, ao longo dos anos, pautado junto ao poder público a necessidade de isonomia tributária como elemento central para garantir competitividade, estimular investimentos e preservar empregos, e seguirá atuando contra o retrocesso que a publicação dessa MP representa, e que tem impacto direto sobre a atividade econômica, a geração de renda e a sustentabilidade das empresas nacionais. A entidade seguirá defendendo a continuidade do aperfeiçoamento do sistema tributário, sempre com foco na justiça fiscal e no fortalecimento do ambiente de negócios no País.” – Aldo Nuñez Macri, presidente do Sindilojas-SP

da redação

COLLAB - PAULA RAIA/ TENCEL E CANATIBA

worldfashion • 12/05/26, 15:09

A estilista Paula Raia traz ruptura, arte e experiência sensorial na coleção com TENCEL™ e Canatiba Textil, inspirada em referências como Joni Mitchell, Lygia Clark e Joan Mitchell, a collab une versatilidade e sustentabilidade em peças de formas arquitetônicas e orgânicas.

O universo da moda se transforma constantemente, acompanhando as mudanças de comportamento e movimentações culturais. Neste contexto, Paula Raia lança em sua coleção AW26 peças desenvolvidas em parceria com a TENCEL™, principal marca de fibras sustentáveis do Grupo Lenzing, e a Canatiba Textil.

Com modelagens que evocam um universo onde o lúdico ganha espaço, a parceria apresenta cinco peças em jeans — jaqueta, calças, camisa e jardineira — com recortes em diferentes tons de azul e também em jeans marmorizado colorido, elementos que reforçam a proposta estética e contemporânea da coleção.

“Desenvolvidas com tecidos da Canatiba Textil, contendo as fibras sustentáveis TENCEL™ Liocel, as peças trazem um frescor ao Inverno 26, unindo shapes já consagrados com a versatilidade do jeans, resultando em roupas despretensiosamente elegantes que carregam em si conforto e atemporalidade.”, ressalta Paula Raia, CEO & Diretora Criativa.

Incorporar a sustentabilidade de forma estruturada à coleção foi uma estratégia para ampliar um valor que já é intrínseco à identidade da marca. Esse movimento reforça o posicionamento no mercado de luxo consciente, estimulando um impacto positivo e fomentando uma demanda cultural por processos cada vez mais responsáveis e transparentes. A TENCEL™ integra a parceria para dar vida às peças com responsabilidade ambiental, por meio de fibras produzidas com, no mínimo, 50% menos emissões de carbono e consumo de água.

A Lenzing, empresa responsável pela TENCEL™, foi a primeira produtora de fibras celulósicas a estabelecer metas concretas e cientificamente validadas, alinhadas à ciência, para a redução das emissões de gases de efeito estufa. “Esta é nossa primeira parceria com Paula Raia e nasce como um projeto pensado desde a origem, acompanhando o desenvolvimento de cada peça. Nosso objetivo é traduzir a sustentabilidade em algo desejável, presente no cotidiano e carregado de inovação. Colaborar com marcas que compartilham a visão de um impacto mais consciente é fundamental para construir projetos que não apenas dialogam com o presente, mas também apontam caminhos transformadores para o futuro”, destaca Juliana Jabour, Gerente de Desenvolvimento de Negócios Têxteis do Grupo Lenzing na América do Sul.

Com mais de 55 anos de trajetória, a Canatiba Textil consolidou-se como uma referência global em tecelagem, fornecendo materiais de alta qualidade para marcas renomadas na Europa e nas Américas. Seu compromisso com pesquisa, tecnologia e aprimoramento contínuo dos processos industriais fortalece sua atuação como protagonista na moda sustentável, impulsionando a inovação e contribuindo para um futuro mais responsável na indústria têxtil.

“A escolha do tecido é determinante para o resultado final do produto. Neste caso, o tecido Tornado Maxskin, um denim de peso encorpado (12 oz), une estrutura, caimento sofisticado e conforto graças à combinação de algodão, TENCEL™ Liocel e elastano. O algodão garante a autenticidade do denim, enquanto o TENCEL™ Liocel se destaca como o elemento-chave da composição, proporcionando maciez superior, toque extremamente suave e um caimento elegante que eleva a qualidade e o conforto da peça. Já o elastano adiciona a flexibilidade necessária para um jeans contemporâneo, confortável e sofisticado”, afirma Vanessa Covo, Diretora de Produto da Canatiba Textil.

A coleção cápsula, fruto da colaboração entre Paula Raia, TENCEL™ e Canatiba Textil, está disponível na loja física da marca e no e-commerce www.paularaia.com.br.

Sobre Paula Raia

A cada coleção, diversas expressões do ser são trabalhadas de forma poética e criteriosa. diferentes emoções, cosmos e desejos são materializados em profunda pesquisa de modelagem, silhueta e matéria-prima, com uma visão única e autoral da designer que dá nome à marca.

Sobre a TENCEL™

TENCEL™ é a principal marca de fibras têxteis do Grupo Lenzing. Desde 1992, a marca TENCEL™ tem sido uma potência que defende uma mudança positiva na indústria têxtil por meio de processos de produção eficientes em termos de recursos e inovações contínuas em fibras. As fibras Liocel e Modal da marca TENCEL™ são materiais de baixo impacto e alto conforto feitos de fontes de madeira gerenciadas de forma sustentável. Ambas as fibras são naturalmente macias, suaves ao toque e podem suportar cores ricas em tecidos. Com controle eficaz da umidade, os tecidos feitos de ambas as fibras também suportam uma sensação natural de secura.

Como soluções têxteis sustentáveis, as fibras TENCEL™ Liocel e Modal são altamente versáteis e podem ser combinadas com uma ampla gama de fibras têxteis para oferecer uma variedade quase infinita de designs e funções de produtos. As fibras podem ser incorporadas em quase todas as categorias têxteis, desde prêt-à-porter, jeans, roupas íntimas, roupas esportivas, roupas de trabalho, calçados e até produtos têxteis-lar.

As fibras TENCEL™ Liocel e Modal podem se decompor e compostar no final de seu ciclo de vida (certificado TÜV AUSTRIA). As fibras também são certificadas com o rótulo ecológico da UE (licença nº. AT/016/001) pela excelência ambiental, reconhecendo os elevados padrões ambientais ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Sobre o Grupo Lenzing

O Grupo Lenzing representa a produção ecologicamente responsável de fibras especiais à base de celulose e material reciclado. Como líder em inovação, a Lenzing é parceira de fabricantes globais de têxteis e não tecidos e impulsiona muitos novos desenvolvimentos tecnológicos. As fibras de alta qualidade do Grupo Lenzing formam a base para uma variedade de aplicações têxteis, desde roupas funcionais, confortáveis e modernas até têxteis-lar duráveis e sustentáveis. Devido às suas propriedades especiais e à sua origem botânica, as fibras Lenzing biodegradáveis e compostáveis certificadas pela TÜV também são altamente adequadas para produtos de higiene do dia a dia.

O modelo de negócios do Grupo Lenzing vai muito além do de um produtor tradicional de fibras. Juntamente com seus clientes e parceiros, a Lenzing desenvolve produtos inovadores ao longo da cadeia de valor, criando valor agregado para os consumidores. O Grupo Lenzing se esforça para a utilização e processamento eficientes de todas as matérias-primas e oferece soluções para ajudar a transformar a indústria têxtil do atual sistema econômico linear para uma economia circular. A fim de reduzir a velocidade do aquecimento global e, assim, também apoiar as metas do Acordo de Paris e do “Green Deal” da Comissão Europeia, a Lenzing desenvolveu um plano de ação climática claro e baseado na ciência que visa reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e uma meta líquida zero (escopo 1, 2 e 3) até 2050.

Principais dados e números do Grupo Lenzing 2025

Receita: 2,60 bilhões de euros

Capacidade nominal (fibras): 1.110.000 toneladas

Funcionários (equivalentes em tempo integral): 7.738

TENCEL™, LENZING™ ECOVERO™, VEOCEL™, LENZING™ e REFIBRA™ são marcas comerciais da Lenzing AG.

Sobre a Canatiba Textil

Há mais de 55 anos a Canatiba Textil tece inovação e sustentabilidade todos os dias, combinando tradição, tecnologia e pesquisa para criar soluções para todos os criadores de moda e confeccionistas do mundo que conectam moda, performance e responsabilidade ambiental. A Canatiba Textil oferece qualidade, inteligência, pioneirismo, parceria e sustentabilidade nas relações e no atendimento às demandas dos mercados de Jeanswear, Workwear e tecidos planos de moda abrindo novos caminhos e revolucionando o consumo nesses setores, por meio de soluções e resoluções inovadoras os clientes e parceiros. Ética, transparência, responsabilidade, respeito à sociedade e ao ambiente serão sempre os guias de todos os processos e ações da empresa. Com o objetivo de disseminar conhecimento e fomentar o desenvolvimento da indústria da moda, a Canatiba também promove iniciativas e plataformas de conteúdo como o Canatiba Trends, de pesquisa e direcionamento de tendências, e o Canatiba+Conhecimento, dedicado à difusão de informação, inovação e educação para o mercado.

da redação com informações da Tastemakers Brasil  Fotos crédito: Cassia Tabatini

Brasil Fashion Designers 2026 CIDADE DE SÃO PAULO - FEBRA TÊXTIL

worldfashion • 07/05/26, 10:27

O grande vencedor desta edição foi Mauricio Mazzon, que conquistou a oportunidade de apresentar sua coleção na Expotextil Perú 2026, uma das principais feiras do setor têxtil na América Latina. Intitulada “Elos”, a coleção é composta por dois looks de palco em denim, com peças como jaqueta, calça, casaco e corset. A proposta apresenta uma reflexão sobre conexão a partir do encontro entre o funk e o rap, dois ritmos brasileiros marcados pela origem periférica e pela denúncia social.

“Foi muito trabalho, de 8h da manhã até 10h da noite, então ver esse esforço reconhecido fez tudo valer a pena. Sou muito detalhista, então queria que tudo estivesse perfeito, principalmente o acabamento. Na coleção, criei dois looks de palco inspirados na energia do rap e do funk, o rap como estrutura e ostentação, e o funk como poder e sensualidade. Também quis trabalhar o denim de forma diferente, elevando o tecido para além do uso cotidiano e valorizando sua estética urbana na passarela”, destaca o vencedor Mauricio Mazzon.

Com todas as despesas pagas, o vencedor levará sua criação para o cenário internacional, ampliando sua visibilidade e dando um passo importante na consolidação de sua trajetória profissional. Além disso, recebe uma máquina de costura reta industrial da Silmaq e uma assinatura anual da plataforma New & Now, que oferece acesso a conteúdos exclusivos de tendências e inteligência criativa.

O segundo lugar ficou com Thaisa Chaves, com a coleção “Vestir para Resistir”, que traz como referência a música “Negro Drama”, dos Racionais MC’s, e a vivência da designer no Capão Redondo, traduzindo a moda como ferramenta de expressão, resistência e identidade.

Já o terceiro lugar foi conquistado por Vitória Amaral, com a coleção “Entendeu o Que Nóis Sente?”, inspirada nas batalhas de rap e na potência da palavra como instrumento de afirmação e pertencimento nas periferias. Como premiação, ambas receberam máquinas de costura da Silmaq e licença da plataforma New & Now.

As coleções foram avaliadas por um júri formado por profissionais renomados da indústria têxtil, da moda e da comunicação, garantindo um olhar técnico e multidisciplinar sobre os trabalhos apresentados.

Integraram o júri Yuko Suzuki, editora da revista World Fashion desde 1996 e presença histórica na cobertura da São Paulo Fashion Week desde sua primeira edição; Silvia Boriello, jornalista e editora da revista Costura Perfeita, voltada ao setor confeccionista; Priscila Faiad, mestre em Engenharia Têxtil e consultora especialista em qualidade de tecidos e fornecedores; Francesco Bogarin, designer vencedor do Concurso Novos Designers Brasil 2015, com atuação em design de moda e styling; Roberto Lima, gerente de Comunicação e Marketing da Abit e do Sinditêxtil-SP; e Symone Rech, especialista em Design Estratégico e Economia Comportamental, além de diretora de pesquisa e inteligência criativa da plataforma New & Now.

Sobre o Brasil Fashion Designers

Nesta edição, os finalistas foram desafiados a criar coleções inéditas compostas por dois looks completos para o inverno 2026, a partir do tema “Na Batida do Funk e na Rimada do Rap”. A proposta trouxe para a passarela um diálogo potente entre moda, música urbana brasileira e identidade cultural, explorando referências das periferias, estética contemporânea e narrativas sociais.

As coleções foram apresentadas em um desfile exclusivo e seguiram em exposição durante a programação da FebraTêxtil, ampliando a visibilidade dos novos talentos junto a compradores, empresas e formadores de opinião do setor. Realizado pelo Febratex Group, o Brasil Fashion Designers tem como missão aproximar jovens designers da indústria têxtil, promovendo oportunidades reais de inserção profissional.

“O Brasil Fashion Designers é uma vitrine para novos talentos e um elo direto com a indústria. A cada edição, vemos o quanto esses novos criadores chegam preparados, com propostas consistentes e alinhadas às transformações culturais e de mercado”, destaca Ricardo Gomes, gerente de projetos especiais do Febratex Group.

Para Hélvio Júnior, diretor de comunicação do Febratex Group, o concurso cumpre um papel estratégico no fortalecimento da moda brasileira. “Ao integrar o BFD à FebraTêxtil, ampliamos o acesso desses jovens ao mercado, conectando criatividade e cadeia produtiva. É uma iniciativa que fortalece a base da indústria e estimula a inovação no setor”, afirma.

A edição Cidade de São Paulo 2026 deu continuidade ao concurso no estado. Em 2025, o Brasil Fashion Designers realizou uma edição especial em homenagem à estilista Vivi Haydu, referência da moda brasileira, celebrando sua trajetória e contribuição para o fortalecimento da criação independente no país.

Com o patrocínio da Silmaq e com apoio da New & Now, Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) e Capricórnio, o Brasil Fashion Designers reafirma seu papel como uma das principais plataformas de incentivo à nova geração de designers do país, impulsionando carreiras e conectando talentos ao futuro da moda brasileira.

da redação com informação da assessoria de imprensa PA Comunicação 360

QUINTESS

worldfashion • 06/05/26, 14:53

Com a visão contemporânea aplicada na abordagem em uma calça jeans, que deve servir a todos, resultou na interpretação aliada a uma engenharia de produto. O desafio é atender a diferentes biotipos com naturalidade, do 38 ao 56, sem se prender a um padrão, a Quintess, marca do Grupo Posthaus, de Blumenau (SC), com 18 anos no mercado e milhões de clientes atendidos, inserido em um cenário que ainda dita padrões, escolheu trilhar um caminho mais sensível valorizando a individualidade e o estilo.

“Uma calça que aperta, outra que sobra. Quantas vezes já ouvimos isso? Para nós, a pergunta era clara: como lançar algo que realmente dialogasse com cada mulher? A resposta moldou a criação, que combina um olhar técnico e sensível. O que surge disso vai além do caimento, é uma nova experiência de vestir”, conta Ana Damásio, estilista do Grupo Posthaus.

O segredo está no processo de produção

A criação demonstra que é possível desenvolver um jeans capaz de se alinhar de forma natural a diferentes silhuetas. A inovação começa pelo cós, muitas vezes subestimado, mas essencial para o caimento. Ele foi redesenhado com precisão, incorporando discretamente um elástico nas laterais, que suaviza volumes sem comprometer o design.

“Não é mágica, é técnica”, explica a estilista. “Cada ajuste é pensado para acompanhar proporções variadas, valorizando cinturas e quadris de diferentes formatos. O efeito é sutil, mas perceptível no conforto e na elegância”.

O tecido também desempenha um papel fundamental. O denim 100% algodão oferece respirabilidade, resistência e um caimento que evolui com o uso. Ele acompanha os movimentos, mantendo a estrutura mesmo após múltiplas lavagens, garantindo durabilidade e a sensação de roupa nova.

Por fim, a modelagem reta conclui o processo, equilibrando a proporção e alongando as linhas corporais. Diferentemente de cortes justos ou flare, mantém largura constante do quadril até a barra, criando uma linha uniforme que respeita os formatos naturais do corpo de maneira harmoniosa, entregando liberdade de mobilidade e fluidez.

Pessoas reais no desenvolvimento

O processo contou com pessoas reais, cujos corpos e percepções guiaram cada decisão. Mulheres provaram, ajustaram, comentaram e aprovaram detalhes, transformando feedbacks em instrumento de precisão que norteou todas as etapas.

“Fui convidada para participar da confecção da calça jeans e, quando provei a versão final, pensei: é isso. A modelagem é pensada para corpos reais e diversos, para adaptar e servir bem em mulheres diferentes. Isso é algo que eu sempre bato na tecla, usar a roupa que serve de verdade, não só cabe. A calça conforta, valoriza e faz a gente se sentir bem dentro dela. Parece algo básico, mas faz toda a diferença na nossa autoestima”, relata a influenciadora Ana Luiza Palhares, conhecida pelo perfil Cinderela de Mentira.

Dessa forma, o projeto partiu da experiência de quem já enfrentou dificuldade para encontrar um jeans que realmente se ajustasse, do P ao plus size, conceito que, inclusive, integra o DNA da Quintess. Todas as sugestões contribuíram para transformar um modelo clássico em algo que acompanha e valoriza proporções diversas, sem comprometer a estética.

“Não se trata apenas de caber, mas de se reconhecer na roupa, de sentir que ela foi pensada para você. Proporcionar isso é um gesto de cuidado, fruto de um caminho que escutou e respeitou histórias diversas”, completa Ana.

A peça está disponível no site da marca.

da redação com informações da Oficina das Palavras – Comunicação para Negócios

FebraTêxtil 2026

worldfashion • 24/04/26, 15:42

A FebraTêxtil 2026, acontecerá entre os dias 5 e 7 de maio, no Expo Center Norte, pavilhão amarelo, em São Paulo.

Inicialmente prevista para fevereiro, a edição de 2026 teve sua data alterada para se alinhar ao calendário de lançamentos e compras do setor, oferecendo mais tempo de preparação aos expositores e aproximando o evento de um período estratégico para decisões comerciais.

“Essa mudança de data foi pensada estrategicamente para potencializar os resultados da feira. Queremos proporcionar um ambiente ainda mais favorável para geração de negócios, conexões e troca de conhecimento entre os diferentes elos da indústria têxtil”, afirma Hélvio Pompeo, presidente do Febratex Group.

Um dos expositores a Capricórnio Têxtil, uma das principais referências brasileiras na produção de denim e sarja, apresentará sua linha de tecidos com destaque para os lançamentos mais recentes, incluindo a coleção Bossa. A novidade traduz a essência da marca em produtos com identidade e sofisticação, reunindo listrados, microestruturas, fios com efeito flamê e composições com liocel, além de novas larguras que ampliam as possibilidades criativas para o mercado.

Os diferenciais da coleção estão na combinação entre inovação e versatilidade. As construções diferenciadas e o uso de matérias-primas que proporcionam conforto e sustentabilidade atendem às demandas de um setor cada vez mais dinâmico, além de oferecer maior flexibilidade para diferentes aplicações na indústria da moda.

“A FebraTêxtil é uma oportunidade estratégica para reforçarmos nosso posicionamento no mercado e estarmos ainda mais próximos dos nossos clientes e parceiros. Estar em São Paulo, um dos principais polos da moda e do denim no Brasil, potencializa essa conexão e amplia nossa visibilidade. Estamos muito felizes em apresentar a coleção Bossa, que traduz a essência da Capricórnio em inovação, qualidade e estilo, e confiantes de que será um grande diferencial durante a feira”, afirma João Bordignon, diretor-executivo de Marketing e Sustentabilidade da empresa.

Neste ano, o evento acontecerá em sinergia com a ENT Brasil - Feira de Nãotecidos e Têxteis Técnicos, ampliando a conexão entre diferentes segmentos da indústria.

Terá também a New&Now, plataforma de conteúdo e pesquisa de moda que conecta o mercado brasileiro às tendências internacionais, referência em eventos e conteúdo para a cadeia têxtil e de moda na América Latina. Será lançada o “Radar Têxtil”, projeto que pretende transformar a forma como a indústria brasileira acessa e aplica conhecimento sobre tendências globais.

Inspirado nos principais eventos internacionais do setor, como Première Vision Paris e London Textile Fair, o “Radar Têxtil” combinará conteúdo, experiência sensorial e direcionamento comercial, reunindo curadoria de macrotendências, exposição de materiais e palestras aplicadas, criando uma ponte direta entre a pesquisa global e o desenvolvimento de produto no Brasil.

O projeto será apresentado com foco nas macrotendências para o Inverno 2027, incluindo apresentação de conteúdo e palestra voltadas à tradução da pesquisa internacional para o contexto da indústria e das confecções brasileiras.

“O objetivo é criar uma experiência que vai além da informação. Queremos que os visitantes possam ver, tocar e compreender como as tendências globais se materializam em tecidos, cores e texturas, sempre com um olhar voltado para a aplicabilidade no mercado brasileiro”, explica Symone Rech, diretora de pesquisa e inteligência criativa da New&Now.

A iniciativa se destaca por valorizar a pesquisa de materiais, cores e texturas como ferramenta estratégica para inovação e desenvolvimento de produto, conectando indústria, criadores e mercado em um ambiente que estimula o diálogo e a interpretação criativa.

“Este projeto nasce para aproximar o design de moda da indústria têxtil. Quando a criatividade caminha mais perto da realidade produtiva, toda a cadeia se fortalece. Nos eventos do Febratex Group, conectamos quem pensa, quem desenvolve e quem produz, e é desse encontro que surgem soluções mais inteligentes, viáveis e uma indústria preparada para evoluir com consciência e competitividade”, reflete Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

A feira ainda contará com uma programação que inclui Espaço Talks, com palestras sobre  inovação, podcast ao vivo com especialistas do setor, Startup Corner, voltado a soluções tecnológicas, e o Fashion Show, com apresentações de produtos e coleções. E a edição do Brasil Fashion Designers (BFD), concurso voltado a estudantes e novos talentos da moda, integrando a agenda do evento.

Serviço:

● O quê: FebraTêxtil 2026

● Onde: Expo Center Norte, São Paulo (SP)

● Quando: 5 a 7 de maio de 2026

● Credenciamento: gratuito no link: https://bit.ly/4u8sskS

Os visitantes devem realizar o cadastro online e apresentar o comprovante no dia do evento para acesso à feira.

Sobre a New&Now
A New&Now é uma plataforma pioneira em pesquisa de tendências, inovação e estratégia para a indústria da moda e desenvolvimento de coleções. Fundada por Symone Rech, a empresa se consolida como um ecossistema criativo, especializado em traduzir macrotendências globais para o cenário brasileiro. Seu portfólio inclui curadoria, palestras e projetos sob medida, integrando pesquisa, criatividade e aplicação prática.
Destaque da plataforma, a New&Now lançou recentemente a SY.A, a primeira inteligência artificial criativa integrada a um sistema de pesquisa de moda na América Latina. Essa ferramenta exclusiva transforma referências de varejo em produtos comerciais em poucos cliques, otimizando positivamente o processo de criação e desenvolvimento de coleções.
Sobre o Febratex Group
O Febratex Group é o maior grupo de feiras e eventos do setor têxtil das Américas. Com 45 anos de atuação, celebrados em 2026, a empresa é 100% brasileira e atua nos principais polos têxteis do país.
Com matriz em Porto Alegre e filiais em São Paulo e Blumenau, o grupo organiza nove feiras especializadas, entre elas a Febratex, responsável por impulsionar cerca de 40% dos negócios de máquinas têxteis no Brasil.
Referência em inovação e sustentabilidade, o Febratex Group foi pioneiro na América Latina ao conquistar o Selo Lixo Zero com o Febratex Summit. A empresa também é signatária do Pacto Global da ONU e membro da Ubrafe, reforçando seu compromisso com práticas responsáveis no setor.
da redação por Yuko Suzuki

8ª edição - AGRESTE TEX 2026

worldfashion • 22/04/26, 14:09

Neste edição, além dos maquinários, constatamos maior participação de malharias e tecelagens, que além das novidades e informações, compartilharam conhecimento, como a Avil que em parceria com Makipeças, mostraram a produção em loco, como transformar o tecido numa peça pronta, em 40 minutos com estilista/modelista e costureiro Jack Araujo (instagram @jhonny_costureiro).

Confirmando os dados da Danielle Souto - Secretária do Desenvolvimento Econômico do Governo de Pernambuco, a indústria de vestuário de Pernambuco apresentou desempenho positivo entre 2024 e 2025, com crescimento consistente na produção, no consumo e, principalmente, na geração de empregos. É o que revelou o levantamento do IEMI - Inteligência de Mercado, referência nacional em estudos do setor. De acordo com os dados, o setor ampliou em 14,8% o número de trabalhadores diretos, ritmo significativamente superior ao crescimento de 2,4% no total de unidades produtoras, que chegaram a 1.011 estabelecimentos no período, conforme citado por Marcelo Prado, consultor e diretor do IEMI - Inteligência de Mercado.

O avanço da mão de obra indica aumento da intensidade produtiva e reforça o papel do segmento como um dos principais motores de geração de renda no estado. O volume da produção em peças também cresceu 2,8%, enquanto o valor da produção (em Reais) registrou alta mais expressiva, de 7,4%, sinalizando ganho de valor agregado e possível diversificação para produtos de ticket médio maior.

No mercado interno de vestuário, os indicadores mostram um ambiente de aquecimento. O número de pontos de venda especializados avançou 4,8%, enquanto o potencial de consumo no estado cresceu 5,8%, ultrapassando R$ 8,9 bilhões. O desempenho reflete a melhora das condições de renda e emprego, além do fortalecimento do varejo local.

“Estamos observando um ciclo positivo impulsionado principalmente pelo mercado interno. O crescimento da mão de obra em ritmo superior ao das unidades produtivas indica aumento da capacidade instalada e maior intensidade de produção. Ao mesmo tempo, o avanço mais forte do valor da produção em relação ao volume de peças sugere ganho de eficiência e maior presença de produtos com valor agregado”, afirmou Marcelo Prado, durante o talk realizado na feira.

No contexto nacional, Pernambuco mantém uma posição relevante na cadeia produtiva do vestuário. O estado concentra 4,9% das unidades produtoras do país e responde por 3,8% da mão de obra direta do setor. Em termos de produção, porém, a participação é de 2,5%, indicando que, embora tenha capilaridade industrial, ainda opera com escala média inferior à de polos mais consolidados.

Já no consumo, Pernambuco representa 3,3% dos pontos de venda especializados e 2,9% do potencial de consumo nacional, evidenciando a força do mercado interno como principal eixo de sustentação do setor. Nas exportações, a participação ainda é limitada, com 0,3% em volume e 0,4% em valor, o que aponta espaço para crescimento na inserção internacional.

Segundo Prado, o cenário também reflete fatores estruturais. “A consolidação de arranjos produtivos regionais, a maior integração com o mercado nacional e estratégias comerciais voltadas ao consumo interno ajudam a explicar esse desempenho. Ao mesmo tempo, os dados mostram que existe uma oportunidade clara de ampliar a inserção internacional e agregar mais valor às exportações”, completa.

O levantamento do IEMI reforça o papel estratégico da indústria de vestuário para a economia pernambucana, especialmente na geração de empregos e na dinamização do consumo, ao mesmo tempo em que evidencia desafios e oportunidades para aumentar competitividade e presença no mercado externo.

Os resultados refletem o sucesso da feira. Para Pedro Amâncio, diretor da SVC Laser Epson, a participação foi altamente positiva. “Atendemos muita gente de toda a região e de outros estados. Já ultrapassamos R$ 300 mil em negócios durante a feira, além de um volume significativo de oportunidades futuras. Trouxemos novidades como a DTF industrial, que chega para transformar o mercado local em produtividade”, contou.

Maurício Soares, gestor de marketing da Silmaq, também destacou o impacto da edição 2026. “Foi extremamente positiva. Abrimos novos clientes, fechamos negócios em novas regiões e apresentamos inovações importantes, como a primeira máquina de costura com inteligência artificial integrada. A expectativa é de crescimento entre 10% e 20% em relação à última edição”, revelou.

Já Rener Agostini, gerente nacional de vendas da Audaces, ressaltou a relevância estratégica da feira. “O Agreste pernambucano é uma região que respira moda. Estimamos um faturamento entre R$ 5 e 6 milhões durante a feira, podendo chegar a R$ 7 milhões com os desdobramentos dela. É um mercado essencial, tanto pelo volume quanto pela qualidade e potencial criativo”, ressaltou.

Outro momento de destaque foi o resultado do júri popular do Brasil Fashion Designers (BFD), que consagrou a estudante Camyle Nogueira, de 22 anos, natural de Toritama e aluna do Senai Caruaru. Com 24% dos votos, ela venceu com a coleção “Brasilidades”, marcada por cores vibrantes e estampas expressivas em contraste com tons mais suaves. Como premiação, recebeu uma máquina de costura da Silmaq. Emocionada, Camyle celebrou a conquista: “Cresci vendo o jeans sustentar minha família. Sou mãe e aspirante a designer, e chegar aqui com uma coleção escolhida pelo público é extremamente gratificante”, comemorou.

Entre os destaques, o desfile “Toritama by Acit” reforçou a importância da ‘capital do jeans’, apresentando ao público uma prévia das coleções que estarão no Festival do Jeans de Toritama 2026. A passarela evidenciou criatividade, identidade regional e a força produtiva local, consolidando o evento como vitrine de tendências e talentos.

Com resultados expressivos, forte adesão do público e alto nível de inovação, a oitava edição da Agreste Tex encerra reafirmando seu papel como uma das principais feiras do setor no Brasil e já projeta expectativas ainda maiores para a próxima edição, marcada para ocorrer de 4 a 7 de abril de 2028.

“Voltamos em 2028 para impulsionar, ainda mais, esse mercado tão importante para o Brasil. A nona edição vem com ainda mais grandiosidade, mais criativa e mais transformadora, ampliada e mais ousada”, finalizou Hélvio Pompeo Júnior, diretor de Operações do Febratex Group.

por Yuko Suzuki

ARTIGO - A urgência da sensatez

worldfashion • 17/04/26, 09:41

Por Luiz Arthur Pacheco*

A discussão em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 8/25), que prevê o fim da escala 6×1 e a implementação de uma jornada de 36 horas semanais sem redução salarial, atingiu o ápice do debate público em 2026.

Trata-se de um tema que desperta paixões e mobiliza anseios legítimos da sociedade brasileira, como a busca por saúde mental e maior convívio familiar. No entanto, a magnitude dessa transformação nas relações de trabalho exige que a análise técnica se sobreponha à retórica passional, especialmente em um ano marcado por processos eleitorais.

Representado pelo Sinditêxtil-SP e pela Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), esse setor produtivo tem defendido que a modernização da jornada de trabalho deve ser pautada pela racionalidade econômica.

Recentemente, o Sindicato foi signatário de um manifesto juntamente com a Abit e outras 172 instituições destacando a necessidade de equilibrar o bem-estar social com a produtividade e a competitividade do país. O receio é que uma mudança abrupta e imposta por decreto possa asfixiar empresas, elevar custos operacionais e, em última instância, prejudicar o próprio trabalhador através da precarização do emprego e do aumento da informalidade.

Um dos pontos mais críticos dessa discussão é o seu timing. No atual cenário de 2026, com a proximidade das eleições, o debate sobre a jornada de trabalho corre o risco iminente de ser contaminado pelo oportunismo político e por discursos de caráter populista. Reformas estruturais que impactam o Produto Interno Bruto (PIB) e a sustentabilidade de milhares de empresas não podem ser decididas sob o crivo de promessas eleitorais que visam ganhos de curto prazo em detrimento da estabilidade econômica futura.

Por essa razão, defende-se que a profundidade deste debate seja preservada e que o foco legislativo seja deslocado para 2027. Adiar a conclusão dessa pauta para o próximo ano é uma medida de prudência que permitiria um ambiente político mais sereno, livre das pressões típicas de períodos de votação. Somente fora do calor das urnas será possível construir uma transição gradual e segura, fundamentada em dados reais de produtividade e não em conveniências partidárias.

A indústria têxtil paulista, que já enfrenta desafios produtivos severos e convive com taxas de juros elevadas, não possui margem para erros. Estudos e consultas realizadas com empresas associadas indicam que a redução da jornada sem a correspondente redução de salário aumentaria drasticamente os custos de produção, o que inevitavelmente seria repassado ao consumidor final, encarecendo fretes e insumos básicos. Sem um ganho de eficiência técnica ou automação que compense a redução de horas, o Brasil corre o risco de perder ainda mais competitividade no mercado global.

A modernização é um conceito que o setor têxtil abraça, mas ela deve vir acompanhada de segurança jurídica e diálogo franco. O país precisa de soluções que integrem a inovação tecnológica à valorização do capital humano, sem ignorar a matemática financeira que sustenta a atividade industrial. A discussão sobre a escala 5×2 ou a jornada de quatro dias deve ser o desfecho de um processo maduro de negociação coletiva e estudos setoriais, e não uma imposição legislativa apressada.

Portanto, a responsabilidade deve ser a tônica deste momento. É imperativo que as lideranças políticas e a sociedade civil compreendam que o futuro do trabalho no Brasil é importante demais para ser sacrificado no altar do populismo. O amadurecimento técnico do tema no próximo ano, em um ambiente desprovido de cunho eleitoral, é o único caminho para garantir que o avanço social pretendido não se transforme, ironicamente, em um retrocesso econômico para o Estado de São Paulo e para toda a nação.

*Luiz Arthur Pacheco é presidente do Sinditêxtil-SP

Real Leather. Stay Different

worldfashion • 01/04/26, 15:59

International Student Design Competition é um concurso global voltado a estudantes de moda e design que valorizam a individualidade, acreditam na criatividade consciente e desejam explorar a beleza, a versatilidade e a sustentabilidade do couro como material nobre e natural. A competição é uma iniciativa do Leather and Hide Council of America (LHCA), entidade sem fins lucrativos que representa a indústria de couros e peles dos Estados Unidos, e conta com o apoio institucional do CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil).

A iniciativa visa integrar novos talentos brasileiros a uma rede internacional de inovação, sustentabilidade e slow fashion.

O painel de jurados é composto por renomados profissionais do setor, que trarão sua expertise para avaliar os projetos dos estudantes. São eles:

Patricia Carta. Diretora Editorial da Harper’s Bazaar Brasil e Publisher da Carta Editorial, editora que completa 50 anos em 2026. Iniciou a carreira nos anos 80, foi editora de moda da Revista da Folha, diretora de moda da Vogue e trouxe a Harper’s Bazaar para o Brasil em 2011. São 15 anos do título no país e cinco décadas de uma editora que formou o olhar editorial sobre moda de gerações inteiras. Além da revista, Patricia foi curadora adjunta de moda do MASP (2015-2018) e participou de exposições que trouxeram acervos como Rhodia/MASP e Renner/MASP para o museu. Ela entende moda como cultura, não apenas como produto.

Renatta Gomes tem 15 anos de carreira especializada em moda de couro. Começou como sacoleira e hoje comanda a Renatta Gomes Couro grife com duas lojas em São Paulo que completa 7 anos e atende clientela formada por influenciadoras, atrizes, blogueiras e modelos.

Sua expertise não é teórica. É prática acumulada em coleções, ajustes, escolha de fornecedores, desenvolvimento de modelagem e compreensão do que funciona comercialmente sem perder identidade criativa. Renatta sabe o que separa projeto bonito de peça que vende, que veste bem e que representa valor real para quem compra.

Marnei Carminatti atua como coordenador do projeto Preview do Couro e se destaca como designer, palestrante e especialista em processos criativos voltados ao desenvolvimento de produto, contribuindo com uma visão aprofundada sobre a cadeia produtiva e as tendências do setor. Também participa ativamente de iniciativas de desenvolvimento setorial ao lado da ASSINTECAL e do CICB, colaborando na criação de coleções apresentadas em importantes feiras internacionais, como a LINEAPELLE, em Nova York e Milão, e a Première Vision Paris.

Caio Nakane e Victoria Nakane

Os irmãos Caio Nakane e Victoria Nakane representam uma nova geração de criadores brasileiros que transitam entre arte, design e expressão autoral. Caio é designer de calçados, tatuador há mais de uma década, diretor criativo da Viga e artista multidisciplinar, com um trabalho que cruza moda, arte e cultura urbana em peças que combinam robustez, sofisticação e narrativa conceitual. Já Victoria, após mais de dez anos no mercado financeiro, hoje atua como CEO da Viga, liderando estratégia, gestão e expansão da marca. Juntos, desenvolvem a Viga como um projeto que integra design autoral, pensamento contemporâneo e visão de negócio.

Os jurados terão a responsabilidade de selecionar os finalistas que irão desenvolver peças autorais com, no mínimo, 50% de couro, alinhando viabilidade comercial, durabilidade e design com propósito.

Os projetos podem concorrer nas categorias de vestuário, calçados e acessórios, além do People’s Choice Award, votação popular online.

Com a extensão do prazo, estudantes de moda e design têm agora até o final de abril de 2026 para submeter seus projetos e participar desta competição global que promove o uso do couro na moda, no design e na arte artesanal, destacando a sustentabilidade e a valorização de materiais naturais.

Para inscrição acessar:

Site: www.chooserealleather.com

E-mail: lhca@riverglobal.net

da redação  com informações da MIKI MALKA