JBS COUROS - INOVAÇÃO RESÍDUO INDUSTRIAL

worldfashion • 07/11/25, 10:16

A JBS Couros, líder global no segmento, anualmente com milhões de peles sendo processadas nas 21 unidades industriais da empresa, distribuídas nos quatro continentes. Posiciona a Companhia como uma das maiores produtoras do material no mundo.

A empresa redefiniu o conceito de resíduo industrial ao transformar o farelo de rebaixe, resultante do processo de rebaixamento do couro, a partir do qual chega-se à espessura ideal da peça, em fonte de receita, e passou a exportar mensalmente 550 toneladas do material de três das suas quatro fábricas (Itumbiara, Uberlândia e Lins) para a Itália, onde o farelo é utilizado como matéria-prima na produção de fertilizantes, transformando resíduo em receita.

Com isso, os artigos da empresa já registraram uma redução média de 15% nas emissões de carbono, chegando em até 25% em alguns casos. “Esse projeto mostra que cada elo da cadeia pode gerar valor. Transformamos desafios em oportunidades. Com inovação e foco, comprovamos que é possível ser sustentável, rentável e eficiente ao mesmo tempo.”, afirma Guilherme Motta, presidente da JBS Couros.

Essa inovação é parte de uma estratégia mais ampla de aproveitamento total da matéria-prima pela JBS Couros. Lançado em 2019,o “Kind Leather” é outro pilar dessa visão. A tecnologia otimiza o uso da pele desde o início, removendo as partes de menor aproveitamento antes do curtimento, transformando o que antes seria resíduo em coproduto para outras indústrias. A abordagem aumenta o rendimento do couro e reduz de forma significativa o consumo de água, de energia e de resíduos sólidos.

Com um sistema de produção que contempla um manuseio minucioso em cada etapa, os clientes têm acesso a um produto de alto valor agregado. “Nosso papel é completar o ciclo da cadeia de valor da pecuária, transformando um subproduto em um material de alta qualidade”, pontua Motta. “Atendemos setores com padrões rigorosos, que demandam não apenas excelência no produto final, mas também uma garantia de origem e de processo produtivo responsável”, complementa.

Toque italiano na vanguarda

Na Itália, a Companhia mantém a Conceria Priante, referência mundial em design, maquinário e tecnologias mais modernas para produção do couro. Além de produzir artigos de alto padrão, a unidade funciona como um laboratório de tendências, onde são desenvolvidos acabamentos, cores e texturas que chegam a marcas internacionais de renome. “A proximidade com os maiores polos de design do mundo nos permite antecipar demandas e criar soluções que influenciam todo o setor”, comenta o executivo.

Ao integrar tecnologia, sustentabilidade e controle de ponta a ponta, a JBS Couros requalifica a percepção sobre o processamento das peles: de um simples subproduto a um ativo belo, durável e confortável, sempre inovando ao trazer soluções em economia circular e aumento da eficiência da cadeia produtiva.

Sobre: A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável.

da redação com informações da FSB Assessoria

ABRAFAS

worldfashion • 18/07/25, 13:38

A Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas, por meio de suas associadas, destaca inovações e boas práticas como pilares da transformação ambiental no setor têxtil. E a realização da COP30, em Belém (PA), em novembro deste ano, é ocasião para a Associação reafirmar o seu compromisso com a sustentabilidade.

No Brasil, só no segmento têxtil, as fibras de origem fóssil (petróleo) respondem por cerca de 55% das aplicações. Por outro lado, a partir de investimentos intensivos em pesquisas e processos produtivos, as fibras sintéticas hoje passam por transformações que as tornam cada vez mais alinhadas aos princípios da economia circular.

Neste sentido, a Associação e seus membros estão comprometidos em atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a partir da Agenda 2030 da ONU, com ênfase nos seguintes:

3   - saúde e bem estar,

4   - educação de qualidade

7   - energia limpa e acessível

8   - trabalho decente e crescimento econômico

9   - indústria, inovação e infraestrutura

12 - consumo e produção responsáveis

13 - ação contra mudança global do clima

14 - vida na água

15 - vida terrestre

Inovação e responsabilidade ambiental caminham juntas

Segundo o Presidente da Abrafas, Paulo De Biagi, o setor tem investido milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de soluções que minimizem os impactos ambientais.

“Nosso compromisso é garantir que a fibra sintética evolua não apenas em performance, como também no campo da preservação ambiental. Isso já ocorre e vai se acelerar nos próximos anos”, afirma. O executivo destaca que algumas empresas já apresentam produtos com componentes orgânicos que se decompõem naturalmente entre dois e cinco anos após seu descarte em aterro ou ambiente marinho.

A indústria de fibras químicas tem avançado no uso de produtos biodegradáveis e na adoção do tingimento em massa (dope dyeing), tecnologia que reduz significativamente o uso de água e produtos químicos no processo produtivo, além de diminuir a geração de efluentes que necessitam de tratamento. Tais inovações refletem o compromisso do setor com a sustentabilidade ao encontro da preservação do ambiente marinho.

Certificação e qualidade: os diferenciais do mercado regulado

De Biagi alerta que, na comercialização – seja física ou por meio de plataformas – é preciso diferenciar os produtos que são certificados daqueles que muitas vezes têm origem duvidosa ou desconhecida. “A sustentabilidade não pode ser apenas um discurso. É preciso responsabilidade e rastreabilidade. Empresas associadas à Abrafas seguem rigorosas normas de controle, estabelecidas internacionalmente”, argumenta. Estas certificações garantem que a cadeia produtiva esteja comprometida com processos limpos e eficientes.

A COP30 como catalisadora de mudanças globais

A Abrafas vê na COP30 oportunidade estratégica para dialogar sobre o papel das fibras artificiais e sintéticas na agenda ambiental.

A entidade defende a transição para modelos produtivos mais limpos, com incentivo a alternativas circulares, à utilização de componentes orgânicos, à redução no consumo de água e à utilização de energia provinda de fontes renováveis.

O setor em números

O cenário nacional mostra uma indústria em transformação. Em 2024, o Brasil produziu mais de 207 mil toneladas de fibras sintéticas, com destaque para poliamida, poliéster e elastano. A capacidade instalada ultrapassa 332 mil toneladas e a produção abastece majoritariamente o mercado interno. Já no âmbito das fibras artificiais, foram produzidas cerca de 15 mil toneladas de acetato de celulose, das quais mais de 60% foram destinadas ao consumo interno. Para dados completos e atualizados sobre o setor, clique aqui.

Sobre a Abrafas

Fundada em 1968 e composta por onze associadas, a Abrafas representa a quase totalidade das empresas produtoras de fibras e filamentos químicos no Brasil. A entidade atua nacional e internacionalmente na defesa dos interesses do setor, promovendo desenvolvimento tecnológico, boas práticas industriais e soluções ambientalmente responsáveis que fortaleçam a posição do Brasil na indústria global de fibras artificiais e sintéticas.

Empresas associadas à Abrafas

Antex – De origem espanhola, o grupo têxtil, fundado em 1968, produtor de poliéster, está no Brasil desde 2001. Segundo o Diretor-Presidente Rubén Serra, os processos e tecnologias utilizados são pensados para reduzir os impactos ambientais. Destaca a produção de filamentos de poliéster 100% reciclado de garrafas PET obtidas no Brasil e processadas com energia 100% renovável da planta instalada em Curitiba (PR), além do desenvolvimento local da tecnologia de fios biodegradáveis.

Cerdia – Desde 2018, o Brasil é uma das bases de produção da empresa suíça, que tem unidade de fabricação de cabos de acetato de celulose instalada em Santo André (SP). Estes cabos são obtidos a partir de madeira de reflorestamento e usados na produção de artigos biodegradáveis, como fios têxteis e canudos termoplásticos. “Mais de 90% das matérias-primas são orgânicas e de fontes renováveis”, afirma Wellington Bonifácio, Diretor Geral das operações da América do Sul e Country Head no Brasil.

Dini Textil – Empresa nacional, fundada em 1991, construiu sua trajetória com foco em fios e tecidos tecnológicos de poliéster para mercados industriais como o automotivo, aeroespacial, hospitalar, de segurança e mobiliário corporativo. “Um dos diferenciais da Dini está na capacidade de produzir fios de poliéster 100% reciclados a partir de garrafas PET. Tal resultado, incomum na indústria têxtil — que normalmente utiliza apenas frações recicladas —, é viabilizado pelo uso de grafeno na composição dos fios.”, afirma a Diretora Elomara Dini.

Ecofabril – Criada há 30 anos, a empresa brasileira mantém o propósito de transformar garrafas PET em fibras de poliéster para diferentes aplicações industriais. Tiago Noronha, Diretor Comercial, informa que o negócio sempre foi 100% voltado à reciclagem. “Trabalhamos principalmente com o flake de PET, que representa 99% do que produzimos”, explica. Paralelamente ao desafio da aquisição da principal matéria-prima, dada a nova legislação brasileira, o executivo frisa que a empresa tem aprovado o plano de expansão da fábrica e da produção.

Hyosung – Em nível mundial, a companhia, com sede na Coreia do Sul, atua na área de soluções têxteis sustentáveis, proporcionando inovação contínua para a indústria. A Hyosung Brasil, instalada em Santa Catarina, é grande fabricante de filamentos de elastano, comercializados sob a marca CREORA®. Segundo o Gerente Técnico e de Vendas da empresa, Jessé de Moura, entre os desenvolvimentos da companhia, destacam-se os elastanos com origem renovável ou reciclada.

Indorama – Com fábrica instalada em Cabo de Santo Agostinho (PE), a Indorama Ventures Fibras Brasil – braço brasileiro do segmento de fibras do grupo tailandês Indorama Ventures – posiciona a sustentabilidade no centro de sua política de negócios. No Brasil, produz fibras de poliéster, polímeros têxteis e para embalagens flexíveis. A política de sustentabilidade do grupo é guiada por compromissos globais. A meta estabelecida é a neutralidade de carbono até 2050, compromisso que abrange as 114 fábricas do grupo, presentes em 32 países, segundo o CEO, Lineu Frayha.

Kordsa – Indústria multinacional de manufatura têxtil, destaca-se na produção de reforços para pneus, com compósitos, filamentos e telas de alta tenacidade de poliamida e poliéster. A matriz localiza-se na Turquia, com unidades industriais em cinco países, sendo que no Brasil está localizada no Polo de Camaçari (BA). Fernando Pecora, Diretor Global da Kordsa, destaca o empenho na redução da pegada de carbono no processo produtivo. “Adotamos tecnologias de reforço de pneus de última geração e desenvolvemos produtos ecológicos para maior aderência na estrada e menor consumo de combustível”.

Nilit – A produtora global de poliamida – com sede em Israel e unidade de produção brasileira instalada em Americana (SP) – obedece aos princípios do ESG, investindo em soluções que aliam desempenho, estética, responsabilidade social e ambiental. O desenvolvimento de produtos visa à circularidade, biodegradabilidade, além da redução no consumo de recursos naturais, refletido no mercado em um vasto portfólio de produtos com menor pegada de carbono, reciclados e recicláveis, salienta o Gerente Geral e Vice Presidente para América Latina e Presidente da Abrafas, Paulo De Biagi.

Rhodia Solvay – Empresa global, pertencente ao grupo belga Solvay, produz filamentos de poliamida com a menor pegada de carbono do mundo devido aos projetos locais para redução de emissões e oferece ao mercado uma linha de produtos Carbono Neutro. A empresa investe na biodegradabilidade e economia de água tanto em seu processo produtivo quanto no desenvolvimento de produtos que demandam menor uso de água ao longo da cadeia têxtil, como afirma o Gerente Comercial da Cadeia Poliamida, Marcello Bathe.

The Lycra Company – Atua há mais de 60 anos no mercado têxtil com a produção de filamentos de elastano, desenvolvendo novas tecnologias e agregando valor aos artigos de vestuário que chegam ao consumidor final. A companhia norte-americana, no Brasil instalada no município de Paulínia (SP), frisa compromisso atualizando seu Relatório Global Planet Agenda. O documento destaca metas para 2030 alinhadas aos ODS da ONU. A estratégia ambiental está estruturada em três pilares: sustentabilidade de produto, excelência de fabricação e responsabilidade corporativa, conforme explica o Diretor Comercial para a América do Sul, Carlos Fernandes.

Unifi – Empresa com matriz norte-americana e unidade de produção brasileira em Alfenas (MG) desde 1999, atende ao mercado nacional e internacional de filamentos de poliéster. O Repreve® é marca global de fibras e fios de poliéster com tecnologia rastreável da Unifi, produzido a partir de materiais 100% reciclados. O CEO da companhia, Mauro Fernandes, assinala que já foram retiradas mais de 40 bilhões de garrafas PET do meio ambiente, com a meta de alcançar a marca de 50 bilhões até o final de 2025.

da redação com informações da Lilica Mattos Assessoria  crédito fotos: divulgação

ARTIGO - Acordo entre Mercosul e União Européia

worldfashion • 06/12/24, 15:31

Por Ricardo Steinbruch* e Fernando Valente Pimentel**

No âmbito da iniciativa privada, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) foi uma das pioneiras nas negociações voltadas ao estabelecimento de parâmetros mercadológicos equilibrados e justos, cujos resultados tiveram êxito. Foi um trabalho consistente de diplomacia econômica realizado em conjunto com a European Apparel and Textile Confederation (Euratex).

Com o Acordo entre Mercosul e União Européia,  serão eliminadas tarifas,  para 97% dos bens manufaturados no comércio entre os dois blocos. Consideradas as oportunidades de aumento dos investimentos e exportações, criação de empregos, fomento da produção e aporte tecnológico, o tratado será importante para impulsionar o crescimento sustentável e elevar o Brasil ao patamar de renda alta.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), que representa também mais de 25 mil pequenas empresas à partir de cinco ou mais funcionários, empregadoras de até 1,3 milhão de pessoas em todo o Brasil, tem plena convicção de que a implementação do acordo será de extrema relevância para a promoção e facilitação do comércio, serviços e investimentos do setor, bem como o aumento da cooperação entre as empresas dos dois blocos. É uma oportunidade histórica!

Para a indústria têxtil e de confecção brasileira, o acordo proporciona uma série de oportunidades, a começar pelo acesso ao mercado consumidor da União Europeia, o segundo maior do mundo, com 500 milhões de pessoas, no universo de um PIB total de US$ 22 trilhões. Isso significa expressivo potencial de crescimento da produção e vendas.

É concreta, portanto, a perspectiva de aumento e diversificação das exportações do setor para a União Europeia, até hoje restritas pela ausência do acordo. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) estima um impacto positivo na criação de 300 mil postos de trabalho formais em até 10 anos, em função da ampliação do comércio. Também haverá melhores condições para o intercambio tecnológico, já que o Brasil e a União Europeia têm importantes centros de inovação e pesquisa.

Os benefícios aqui enumerados estendem-se à grande maioria dos setores de atividade. Para todos, o acordo também oferece oportunidade de promover a convergência de normas e padrões comerciais, facilitando o comércio e aumentando a segurança jurídica dos investidores. Outro impacto positivo é o posicionamento do Mercosul como ator relevante no cenário internacional.

Há, ainda, um diferencial competitivo fundamental a ser explorado: o grande potencial referente à bioeconomia, geração de energia limpa e de fontes renováveis e contribuição da indústria para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e mitigar as mudanças climáticas. Somado aos empregos dignos e aderentes ao compliance, inclusive respaldados pela rígida legislação trabalhista brasileira, o caráter sustentável da produção contempla de maneira ímpar os preceitos da governança ambiental, social e corporativa (ESG). É tudo o que os europeus defendem e exigem cada vez mais de seus parceiros comerciais e fornecedores.

Cabe salientar, também, que o aumento da nossa competitividade global nos proporciona melhores condições de enfrentar a concorrência de importados em nosso mercado interno. Além disso, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia é congruente com nossas metas de fomento e modernização industrial. Com sua vigência, os países dos dois blocos têm muito a ganhar.

*Ricardo Steinbruch é o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

**Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

C&A vence Prêmio ECO AMCHAM 2024

worldfashion • 04/12/24, 15:50

A empresa recebeu pela oitava vez, o Prêmio ECO AMCHAM, promovida há mais de 40 anos pela AMCHAM – Câmara Americana de Comércio, que premia e destaca práticas empresariais que impulsionam uma economia mais responsável e inovadora.

Este ano, o prêmio foi concedido ao projeto Jeans Rastreável com o uso de Blockchain, desenvolvido pela C&A Brasil em parceira com o movimento Sou de Algodão, por meio do Programa SouABR. A iniciativa alia tecnologia de ponta e práticas sustentáveis, garantindo a rastreabilidade de toda a cadeia produtiva do jeans – do plantio do algodão, passando pela fiação, tecelagem, confecção até o ponto de venda. O projeto reflete o compromisso da C&A com transparência e responsabilidade ambiental.

“Essa conquista reafirma o nosso compromisso com a sustentabilidade. O projeto representa um marco na nossa jornada, ao trazer inovação para o setor e reforçar nossa missão de oferecer uma moda mais sustentável e transparente. Agradecemos à AMCHAM Brasil, ao movimento Sou de Algodão e a todos os nossos fornecedores e parceiros por acreditarem nessa transformação. Continuaremos inovando e acreditando que a moda pode ser um agente de mudança positiva. A transformação exige coragem, inovação e, acima de tudo, compromisso com um futuro mais sustentável para todos”, afirma Paulo Correa, CEO da C&A Brasil.

“É uma honra receber esse reconhecimento pelo programa SouABR, que reflete nosso compromisso com a inovação, transparência e sustentabilidade em toda a cadeia têxtil. Essa conquista, graças à parceria com a C&A, demonstra o poder da colaboração entre diferentes elos do setor para entregar ao consumidor final não apenas um produto, mas uma história completa de responsabilidade e rastreabilidade”, comemora Alexandre Schenkel, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

A primeira coleção de jeans rastreável foi lançada em 2023, o projeto utiliza a tecnologia blockchain, para dar ao consumidor informações detalhadas sobre a produção de cada peça. A cliente pode escanear o QR-Code da peça e conferir todas as etapas da produção, da plantação do algodão nas fazendas até o produto na loja.

A C&A é referência em práticas sustentáveis no varejo de moda e foi reconhecida anteriormente pelo Prêmio ECO AMCHAM. Entre os projetos premiados estão o Jeans Reciclado em 2021, em 1º lugar, que utiliza peças doadas pelo consumidor para dar vida a novas coleções. Essa iniciativa faz parte do movimento ReCiclo da C&A que promove a circularidade na moda. E o Programa de Monitoramento Participativo em 2019, que fortalece a relação com fornecedores e promove boas práticas na cadeia produtiva.

Jornada sustentável

A sustentabilidade é um compromisso histórico da C&A, que busca transformar a indústria da moda ao utilizar e reutilizar materiais de forma segura, proteger os ecossistemas e promover trabalho digno. Esse compromisso está refletido nas metas ASG até 2030, integradas a todas as áreas da companhia. Atualmente, 96% do algodão utilizado pela marca vem de fontes mais sustentáveis, enquanto 100% da energia consumida já é proveniente de fontes renováveis, evidenciando a integração de práticas responsáveis em toda a operação.

Entre as iniciativas, o Movimento ReCiclo arrecadou, em sete anos, 317 mil peças, o equivalente a 109 toneladas de roupas, incluindo 29 toneladas somente em 2024. O Jeans Circular deu nova vida a 2 toneladas de roupas usadas, com certificação internacional pelo Recycled Content Standard (RCS). Além disso, o Instituto C&A impactou, só em 2023, mais de 27 mil pessoas.

Em 2023, pelo sexto ano consecutivo, a C&A liderou o Índice de Transparência da Moda Brasileira (ITM), da Fashion Revolution Brasil. Além disso, a C&A passou a integrar a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3) neste ano, que reúne 78 companhias reconhecidas por suas melhores práticas em ASG (ambiental, social e governança).

Sobre a C&A Brasil - É uma empresa de moda focada em propor experiências que vão além do vestir. Fundada em_ 1841 pelos irmãos Clemens e August na Holanda, a C&A entende e defende a moda como um dos mais fundamentais canais de conexão das pessoas consigo mesmas, com todos à sua volta e, por isso, coloca os seus clientes no centro da estratégia. Uma das maiores varejistas de moda do mundo, a C&A chegou ao Brasil em 1976 quando inaugurou a sua primeira loja no shopping Ibirapuera, em São Paulo (SP). Atualmente, a companhia opera em 334 lojas em todo o território nacional, além do seu E-commerce. Listada na bolsa brasileira (B3) desde outubro de 2019, a C&A é pioneira em diversas inovações em seu segmento a partir da oferta de serviços e soluções digitais e omnicanais, visando ampliar experiência on e offline dos seus clientes. Com cerca de 15 mil associados em todo o país e presente na vida de um milhão de clientes por dia, a empresa se destaca ainda por oferecer uma moda jovem, inovadora, diversa e inclusiva para mulheres, homens e crianças.

da redação com informações da Maquina Cohn &Wolfe

RHODIA E PANTYS

worldfashion • 29/11/24, 15:37

A líder global no setor químico com sede na Bélgica - a Solvay,  representada no Brasil pela Rhodia, fez doação de calcinhas menstruais em parceria com a Pantys - a primeira marca de produtos absorventes sustentáveis do país. A ação beneficiou 250 meninas do Projeto Arrastão, uma organização sem fins lucrativos que acolhe famílias em situação de pobreza no bairro do Campo Limpo, em São Paulo. Em 2023, a Rhodia já haviado apoiado 100 adolescentes da mesma instituição.

Essas calcinhas, fabricadas com o fio de poliamida Amni Soul Eco® da Rhodia, incorporam tecnologia de ponta e oferecem benefícios importantes, como uma decomposição 10 vezes mais rápida em aterros sanitários em comparação com fios sintéticos comuns. Ademais, os microplásticos gerados durante a lavagem se dispersam de forma até 20 vezes mais veloz caso alcancem os oceanos.

Além das questões ambientes, há a pobreza menstrual que preocupa ambas as companhias e o mundo. De acordo com um estudo realizado pelo UNFPA e UNICEF em 2021, mais de 713 mil meninas brasileiras não têm acesso adequado a banheiros ou chuveiros em casa e mais de 4 milhões enfrentam a falta de itens básicos para cuidados menstruais nas escolas, recorrendo assim a soluções improvisadas como miolo de pão, sacolas plásticas, jornais ou panos velhos.

“Desde os nossos primeiros dias, nos comprometemos com a criação de um produto sustentável e que pudesse ajudar a meninas, mulheres e pessoas que menstruam. Desde o começo da nossa parceria com a Rhodia, há mais de cinco anos, sempre tivemos como propósito reduzir o nosso impacto ambiental como um todo e ficamos muito felizes em compartilhar nossa visão de futuro com uma empresa que aposta em causas que realmente importam“, diz a CEO da Pantys Emily Ewell.

“Nós apoiamos muito esse tipo de iniciativa, pois acreditamos que contribuir para o bem-estar dessas adolescentes de forma sustentável é colaborar com o planeta na luta contra o descarte incorreto desses produtos na natureza e trazer ainda um pouco mais de dignidade menstrual a elas. Essas ações fazem parte da política global do Grupo Solvay de Diversidade, Equidade e Inclusão e ESG para melhorar a nossa qualidade de vida, algo imprescindível para nós”, afirma a CEO da Rhodia-Solvay para a América Latina Daniela Manique.

Sobre a Solvay - Uma empresa química pioneira com um legado enraizado nas inovações do fundador Ernest Solvay no processo de carbonato de sódio, é focada em fornecer soluções essenciais globalmente por meio de sua força de trabalho de mais de 9.000 funcionários. Desde 1863, a Solvay utiliza o poder da química para criar soluções inovadoras e sustentáveis que atendem às necessidades do mundo, como purificar o ar que respiramos e a água que bebemos, preservar os nossos suprimentos de alimentos, proteger a nossa saúde e o nosso bem-estar, criar roupas ecologicamente corretas, tornar os pneus de nossos carros mais sustentáveis e limpar e proteger as nossas casas. Como uma empresa líder mundial com 5,6 bilhões de euros em vendas líquidas em 2022 e listada na Euronext Brussels e Paris (SOLB), o seu compromisso inabalável impulsiona a transição para um futuro neutro em carbono até 2050, destacando a sua dedicação à sustentabilidade e uma transição justa e equitativa.

Sobre a Pantys - É a marca pioneira que promete quebrar definitivamente os tabus relacionados à menstruação, transformando, ressignificando e trazendo novas opções sustentáveis para o mercado. A marca apresenta o conceito de calcinhas, cuecas e sutiãs absorventes, em um mix de tecnologia, modernidade, design, saúde e sustentabilidade.

Além de única marca de calcinhas absorventes clinicamente testada no mundo, a Pantys tornou-se a primeira marca de moda brasileira a adotar a etiqueta carbono neutro em suas peças que mede, reduz e compensa as emissões de carbono que produz durante a confecção.

da redação com informações da FSB Comunicação

ESG

worldfashion • 17/10/24, 10:46

Na abertura do evento, o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destacou o fato de a cadeia calçadista brasileira ser a mais sustentável do planeta e a única a contar com uma certificação específica de práticas ESG, o Origem Sustentável. “A sustentabilidade é crescente no setor e exemplo desse nosso compromisso é o investimento de esforços na promoção do Origem Sustentável”, disse.

Para o presidente da Assintecal, Gerson Berwanger, o Origem Sustentável não é apenas uma certificação, mas um guia de práticas sustentáveis. “E, a partir de hoje, também seremos uma comunidade para gerar conexões que estimulem a cultura da sustentabilidade no setor”, comentou.

Consumidor mais consciente, mas sem incentivo

Na sequência, o CEO da Mosaiclab, Ricardo Contrera, falou sobre o panorama do ESG para o mercado e consumo. Pesquisa realizada pelo grupo apontou que quase 60% dos consumidores conhecem muito ou parcialmente os conceitos de ESG, sendo que 88% deles pretendem aumentar o consumo consciente nos próximos anos. O levantamento apontou, ainda, que entre as ações de ESG esperadas pelos consumidores estão iniciativas que criem novas oportunidades de emprego (47%), que produzam menos lixo e incentivem a reciclagem e reuso (46%), e que melhorem a qualidade da água ou que não poluem os rios, mares e oceanos (45%). “Por outro lado, as pessoas são cada vez menos incentivadas. Existem barreiras econômicas no preço e muito greenwashing, o que acaba diminuindo o engajamento dos consumidores”, disse o CEO.

Tramontina: gigante sustentável

Com mais de 10 mil colaboradores em oito unidades, a Tramontina instituiu, em 2021, seu Comitê de ESG com o objetivo de integrar as áreas de Meio Ambiente, Social e Governança. Dois anos depois, a empresa criou o Núcleo de Sustentabilidade, organizando as ações de ESG que já existiam na empresa. Entre elas, destacam-se quatro programas de logística reversa, que tem a finalidade de incentivar o reuso, a reciclagem e a destinação ambientalmente adequada dos produtos e suas embalagens pós-consumo. Por meio deles, são mais de 100 mil quilos de plásticos reciclados por ano. Além disso, a empresa trocou o uso de plástico virgem por plástico reciclado nas suas embalagens, bem como aboliu o uso de isopor. A palestra da Tramontina foi conduzida por Lizandra Rostellato Marin, gerente de Sustentabilidade da empresa.

Fruki: foco social

Com mais de 100 anos de história, a Fruki, produtora de bebidas gaúcha, apresentou seu case de sucesso em ESG, com foco na dimensão social. Segundo Fabíola Eggers, gerente de Relações Institucionais da empresa, a Fruki conta com um Comitê de ESG multisetorial e orientado a identificar oportunidades, recomendar e participar da criação de novas iniciativas e práticas que envolvem a sustentabilidade. Na área social, o grupo possui o selo internacional Great Place To Work, que identifica os melhores lugares para se trabalhar no mundo. Neste contexto, existe uma comunicação interna frequente com seus colaboradores, programas de desenvolvimento de lideranças e diversidade, formação de operadores de máquinas, capacitação e auxílio para motoristas, prioridades para promoções internas (50% das vagas fechadas com lideranças internalizadas), entre outros.

Suzano quer retirar 200 mil pessoas da linha de pobreza

Líder global em celulose de fibra curta, o case da Suzano foi apresentado por Francisco Rollo, gerente de Excelência Ambiental. Com 12 unidades fabris no Brasil, a empresa planta, por dia, 1,2 milhão de mudas de eucalipto em 1,6 milhão de hectares destinados à produção. Além disso, mantém conservados outros 1,1 milhão de hectares, equivalente a sete vezes a cidade de São Paulo.

Entre as iniciativas de promoção da sustentabilidade, o grupo destaca a estratégia de redução de emissões e projetos de descarbonização, com otimização de rotas, combustíveis alternativos e energia verde (foco em atividades de logística e transporte). Entre 2020 e 2023, foram removidas mais de 27 milhões de toneladas de CO2 emitidos para a atmosfera nas atividades da Suzano. A meta é, até 2025, chegar a mais de 40 milhões de toneladas neutralizadas.

Na área social, o grupo tem como objetivo gerar desenvolvimento econômico para as comunidades, com geração de emprego e retirada das pessoas da linha de pobreza. A Suzano está presente em mais de 200 municípios brasileiros e comprometida a retirar 200 mil pessoas da linha da pobreza até 2030.

Varejo: agilidade na cadeia com sustentabilidade

O Conexão Origem Sustentável trouxe ainda, como representante do varejo, a C&A, rede com mais de 330 lojas em todos os estados brasileiros, que destacou a importância de uma maior integração entre indústria e varejo, com foco na agilidade e na sustentabilidade. Entre as iniciativas de ESG da C&A, destaque para a sustentabilidade nas suas dimensões econômica e ambiental, com a otimização de processos de produção e automatização e a integração com fornecedores, bem como o mapeamento de parceiros que adotem práticas mais sustentáveis. A palestra da C&A foi conduzida pela gerente de Calçados do grupo, Kelly Braz.

Painel com certificadas pelo Origem Sustentável

A última apresentação do evento foi dedicada a um painel com empresas certificadas pelo programa Origem Sustentável no seu nível máximo, o Diamante (mais de 80% dos 104 indicadores do programa atingidos). Participaram, como mediador, o diretor de Negócios da Box Print, Marco Schmitt; o CEO do grupo S2 Holding (Tess), Thomas Simon; o sócio proprietário da Ambiente Verde, Alberto Luiz Wanner; o diretor-presidente do grupo Cipatex, William Marcelo Nicolau; e o gerente de sustentabilidade da Grendene, Carlos André Carvalho.

No final do evento ainda foram recertificadas no Origem Sustentável as empresas Grendene (Diamante), a unidade ZZSAP da Arezzo&Co (Ouro, com mais de 60% dos indicadores atingidos), Dublauto (Ouro), Broplast (Prata, com mais de 40% dos indicadores atingidos) e JClass (Prata).

Práticas

A 1ª edição do Conexão Origem Sustentável incorporou práticas sustentáveis na sua realização. Entre elas, estavam o reuso e reciclagem de materiais utilizados na organização e montagem, uma mini exposição de empresas com soluções de ESG, campanha de arrecadação de alimentos e a neutralização das emissões de carbono geradas.

da redação com informações da DCR - Assessoria de Imprensa

ARTIGO - Malha da comunicação: conectando e engajando milhares de empresas

worldfashion • 09/10/24, 15:51

Por Fernando Valente Pimentel* e Ligia Santos**

No presente cenário, a comunicação empresarial enfrenta uma série de desafios que exigem estratégias inovadoras e adaptativas. A proliferação de plataformas digitais resultou em uma fragmentação de canais, de modo que as audiências estão mais dispersas do que nunca. Para se manterem relevantes, as organizações precisam identificar onde seu público está e entender como ele consome informação, ajustando suas abordagens para cada plataforma.

Além disso, vivemos em um mundo saturado de informações, no qual a sobrecarga de dados dificulta a captura da atenção do público. Para se destacarem, as mensagens precisam ser não apenas claras, mas também diferenciadas e impactantes.

No âmbito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e do setor que representa lidamos, adicionalmente, com o desafio da comunicação multigeracional. Alcançar diferentes gerações com a mesma mensagem às vezes é bem complicado, pois cada grupo possui preferências distintas em termos de canais e estilos de comunicação. Assim, adaptar a mensagem para ressoar com cada geração é crucial. Mas, se há uma atividade na qual a inteligência artificial vem contribuindo muito com todos os profissionais é na comunicação. Especialistas afirmam que a sigla PIN (palavras, imagens e números) abrange todas as profissões que mais estão se beneficiando das ferramentas de IA.

No entanto, quando se trata de engajar milhares de empresas, como uma entidade de classe patronal precisa fazer, surgem desafios adicionais. É preciso criar engajamento efetivo, garantindo que o conteúdo não apenas informe, mas também motive a interação. E sempre, sempre medir a eficácia. Corrigir a rota se for o caso. Experimentar, mantendo a consistência da mensagem.

Nós, da ABIT, trabalhamos com esse desafio diariamente, pois precisamos alcançar mais de 23 mil empresas, que empregam 1,3 milhão de brasileiros, sendo um dos setores mais importantes da economia do Brasil e um dos maiores do mundo. Temos empresas de todos os portes, segmentos, formatos e culturas, com uma geração e até empresas convivendo com três gerações, de norte a sul do País.

E esse é só um dos públicos que uma entidade de classe como a Abit tem que informar e engajar. Nossa comunicação corporativa também é decisiva na defesa dos interesses da indústria têxtil e de confecção, promovendo-a em fóruns nacionais e internacionais, engajando a opinião pública e os Três Poderes e disseminando de maneira clara e persuasiva as teses e posicionamentos importantes para o fomento da atividade.

A comunicação que realizamos também tem sido estratégica para difundir informações sobre avanços tecnológicos, práticas sustentáveis e tendências de inovação, contribuindo para a evolução contínua do setor, à luz do Documento Têxtil 2030, que baliza seu avanço em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os princípios da governança ambiental, social e corporativa (ESG). Além disso, ao dar visibilidade a essas práticas e ao impacto socioeconômico da indústria têxtil e de confecção, contribuímos para fortalecer e manter uma imagem sólida e positiva do setor, tanto no Brasil quanto no exterior.

Portanto, uma área de comunicação, mesmo com ChatGPT, Claude, Gemini, One e tantas outras inteligências artificiais agilizando processos, é essencial para orquestrar essa malha de informações que constrói pontes, influencia políticas públicas, promove o desenvolvimento sustentável e contribui para a realização do potencial pleno das empresas e pessoas envolvidas no setor.

Em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico, onde a informação flui rapidamente e as mudanças são constantes, uma comunicação estratégica e bem-estruturada torna-se um diferencial competitivo. Para a Abit, isso significa acompanhar as tendências e liderar o diálogo sobre o presente e o futuro da indústria têxtil e de confecção no Brasil e no mundo.

A excelência na comunicação não é apenas uma opção, mas uma necessidade imperativa de qualquer organização. É por meio dela que a ABIT cumpre sua missão de representar, promover e desenvolver um dos setores mais importantes da economia brasileira, garantindo que sua voz seja ouvida, suas conquistas sejam reconhecidas e seus desafios sejam enfrentados de maneira coletiva e eficaz.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (ABIT).

**Ligia Santos, jornalista, é gerente da Comunicação da ABIT.

1ª edição do Conexão Origem Sustentável

worldfashion • 07/10/24, 11:10

O evento, conforme Cristian Schlindwein o gerente de Marketing e Estratégia da Abicalçados destaca, é mais do que preparar um programa de conteúdo relevante para o debate dos profissionais da indústria calçadista e de seus fornecedores, busca mostrar, na prática, a sustentabilidade aplicada. “O Conexão Origem Sustentável assume, também, o compromisso de ser referência em evento com práticas sustentáveis e conduzir como exemplo o evento de forma limpa e com menor impacto possível”, comenta.

Um grande destaque do Conexão Origem Sustentável é a neutralização do carbono emitido pelo evento. “Iremos mapear e realizar a compensação por meio de práticas como o apoio a projetos de energia limpa ou compra de créditos de carbono”, adianta Schlindwein. Nesta ação, a Abicalçados e a Assintecal terão o apoio da Ecovalor, que fará o inventário para identificar todas as fontes de emissões de CO2 e posteriormente irá adquirir créditos de carbono para neutralizar todo o gás emitido durante o evento.

“Realizamos o inventário em três escopos: emissão interna, levantando toda a geração de resíduos, energia elétrica utilizada e deslocamento dos participantes. Após esse levantamento, iremos adquirir créditos certificados pela ONU para neutralização completa das emissões”, explica o diretor comercial da Ecovalor, Othavio Laube. Segundo ele, em um evento deste porte são emitidas entre 300 e 400 toneladas de CO2.

Outra ação de impacto será o reuso e reutilização de materiais utilizados na montagem e organização do evento. Estes serão controlados, geridos, reutilizados em eventos futuros ou encaminhados de forma correta para reciclagem. Além disso, a organização do lixo para os visitantes também será realizada para conscientizar e apoiar a separaç

Negócios sustentáveis

Buscando fomentar negócios na cadeia produtiva, o encontro terá ainda a exposição de materiais eco-responsáveis e inovadores que foram apresentados durante a mais recente edição do INSPIRAMAIS, em julho passado. O espaço terá a curadoria da consultora do Núcleo de Design e Pesquisa da Assintecal, Julia Webber.

Impacto social

Do ponto de vista de impacto comunitário, o Conexão Origem Sustentável fará a arrecadação de alimentos para a Horta Comunitária Joanna de Ângelis, que auxilia a população carente de Novo Hamburgo/RS. A ação social contará com doações voluntárias dos participantes. O presidente da entidade, Gilmar Dalla Roza, explica que a ajuda vem em um momento de extrema necessidade, já que a Horta, que atende mais de 600 pessoas por mês, fora casos isolados e urgentes, acabou usando boa parte do seu estoque para auxiliar as famílias atingidas pelas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em maio. “É uma ação de extrema relevância para que possamos continuar ajudando essas pessoas”, diz.

Além dos espaços listados, o Conexão Origem Sustentável contará com uma programação recheada de palestras e informações inspiradoras sobre práticas ESG em diversos setores econômicos.

Ingressos

Os ingressos para o evento são gratuitos para empresas certificadas ou em processo de certificação pelo programa Origem Sustentável. Já as outras empresas associadas à Abicalçados e à Assintecal têm ingressos de R$ 75 e público geral de R$ 150. Mais informações e ingressos: : https://bit.ly/3YbvO9A


Confira a programação de palestras:

13h30 - Credenciamento

14h00 - Abertura oficial

14h10 - Palestra Panorama do ESG para o mercado e consumo, com Mosaiclab | Ricardo Duarte Contrera

14h50 - Palestra Tramontina: Liderança e Ação para um futuro sustentável | Lizandra Rostellato Marin

15h30 - Palestra Fruki: Compromisso sustentável | Fabíola Eggers e Elias Neto

16h10 - Palestra Suzano: Sustentabilidade e cadeia de valor – desafios e oportunidades | Francisco Rollo

16h50 - Palestra C&A: Agilidade, modernização no mercado e monitoramento da cadeia de fornecedores | Kelly M. Braz

17h30 - Painel Sustentabilidade como Diferencial Competitivo | com empresas certificadas nível Diamante pelo Origem Sustentável: Grendene (Carlos André Carvalho), Box Print (Marco Schmitt), Cipatex (William Marcelo Nicolau), Ambiente Verde (Alberto Luiz Wanner) e S2 Holding (Thomas Simon).

18h10 - Coquetel de networking

20h - Encerramento do evento

da redação com informações da DCR Assessoria de Imprensa

AGENDA ESG NO PROGRAMA DA ABVTEX

worldfashion • 06/06/24, 10:55

As empresas e profissionais do setor de moda devem estar sempre atualizados com as melhores práticas do mercado e em conformidade com as regulamentações vigentes. Melhorias na organização e estrutura da empresa, cumprimento da legislação e segurança em questões trabalhistas, vantagem competitiva, melhoria na imagem e credibilidade, abertura de mercado e conscientização sobre a sustentabilidade e temas socioambientais, são as principais razões pelas quais as empresas recomendam o Programa ABVTEX - Associação Brasileira do Varejo Têxtil (https://bit.ly/3xbmOX6) de monitoramento e desenvolvimento da cadeia produtiva.

O Programa, desde sua criação em 2010, foram realizadas 57 mil auditorias. O balanço de maio soma 3.859 empresas aprovadas, beneficiando diretamente mais de 386 mil trabalhadores diretos na produção com seus direitos garantidos. O Programa alcança empresas em 645 municípios de 18 Estados. “Estes são os resultados do trabalho colaborativo realizado ao longo destes 14 anos e evidencia a importância da valorização das melhores práticas rumo ao desenvolvimento sustentável”, aponta Angela Bozzon, gerente do Programa ABVTEX Associação Brasileira do Varejo Têxtil

Os resultados impressionam e revelam a magnitude do Programa a nível nacional, estimulando os empresários a adotarem a Agenda ESG, que são as práticas ambientais, sociais e de governança nas empresas.

“A Ufo Way conquistou o Selo ABVTEX Associação Brasileira do Varejo Têxtil, pela primeira vez, em 2018. A conquista do selo foi de extrema importância para o crescimento da empresa, pois nos auxilia na organização da empresa, em todos os aspectos, além de posicionar, de forma importante, na indústria da confecção”, diz Grasiela Moretto, diretora da Ufo Way, empresa fornecedora de marca própria no segmento de confecção, especializada em jeans.

Uma das principais fornecedoras de moda fitness marca própria do país, a Confecções T.Christina participa do Programa desde 2012. “Por sermos uma empresa familiar com décadas de história, sentimos que participar do Programa ABVTEX Associação Brasileira do Varejo Têxtil  era um passo importante para o futuro. Com isso, tivemos uma visão diferente e hoje somos mais proativos. Outro motivo é a necessidade da chancela diante da difícil competição com o mercado informal e com a invasão de mercados de fora que não fornecem qualidade e condições dignas de trabalho”, afirma Claudia Cicolo, diretora da Confecções T.Christina.

Para auxiliar as empresas a adotarem as melhores práticas e se manterem atualizadas, a ABVTEX Associação Brasileira do Varejo Têxtil, em parceria com o Bureau Veritas (https://bit.ly/3Vj0mng), líder mundial em Teste, Inspeção e Certificação (TIC), lançou um treinamento online-EAD (https://bit.ly/3VuKwHp) que aborda as normas e diretrizes do Programa ABVTEX Associação Brasileira do Varejo Têxtil.

da redação com informações da ADS Comunicação Corporativa

ARTIGO - Fast Fashion: a segunda indústria mais poluente…..

worldfashion • 10/05/24, 13:11

Fast Fashion: a segunda indústria mais poluente, repensar antes de comprar mais uma blusinha e um sapato.

Por Claudia Coser * e Nicole West *

O Fast Fashion, conhecido por sua produção em massa de roupas a preços acessíveis e pelas constantes mudanças de coleções para seguir as últimas tendências, tudo isso às custas de muito marketing com influenciadores, campanhas publicitárias e e-commerce com produtos e preços atrativos. Os consumidores, ao se olharem no espelho, no afã de estarem em dia com a moda, sequer se perguntam: quais danos ao planeta estão implícitos no hábito de encher guarda-roupas com peças que uso poucas vezes? Quais foram os meios de produção utilizados? E as pessoas que trabalham na cadeia produtiva desta indústria, estão em condições dignas de trabalho?

A constante pressão alimentada pelo marketing para seguir as últimas tendências leva os consumidores a comprarem mais do que necessitam e a descartar roupas em bom estado muito rapidamente, alimentando um ciclo vicioso de desperdício e excesso. Segundo relatórios da Ellen MacArthur Foundation, cerca de 60% das roupas são descartadas no primeiro ano de uso, enquanto 85% acabam em aterros sanitários. Esse looping perverso evidencia não apenas uma questão de desperdício, mas também uma falha sistêmica na forma como a moda é produzida e consumida atualmente, resultando em uma série de consequências adversas, desde a poluição da água e do ar até o desperdício de recursos naturais e condições de trabalho precarizadas.

As mídias sociais desempenham um papel significativo na formação dos padrões de consumo, especialmente no contexto da moda. Plataformas como Instagram, TikTok e Pinterest tornaram-se espaços onde as últimas tendências são exibidas, compartilhadas e até mesmo definidas. Os influenciadores digitais, muitas vezes pagos por marcas ou empresas de moda, têm um impacto considerável na maneira como as pessoas percebem e respondem às novas coleções e produtos.

O constante fluxo de conteúdo nas mídias sociais pode criar uma sensação de FOMO (Fear of Missing Out), onde os usuários se sentem pressionados a seguir as últimas tendências e adquirir produtos que estão em voga. Isso pode levar a um ciclo de consumo rápido e impulsivo, onde as pessoas compram itens apenas para se sentirem atualizadas ou aceitas dentro de determinadas comunidades online.

Já passou o tempo de mudar de cor a cada nova temporada, perpetuando tendências ultrapassadas e insustentáveis. É hora de reconhecer que a verdadeira mudança não vem apenas de onde compramos nossas roupas, mas sim de como as consumimos e valorizamos: precisamos repensar nossa relação com a moda, priorizando a qualidade sobre a quantidade, a durabilidade sobre a novidade; precisamos promover uma cultura de consumo mais consciente e sustentável, onde as roupas são valorizadas não apenas por sua aparência, mas também por sua origem, seus materiais e seu impacto no mundo ao nosso redor.

Há um movimento muito forte de negócios como brechós. Segundo dados apresentados pelo Sebrae no início de 2023, o Brasil abrigava 118.778 brechós em plena operação. Isso demonstra um notável crescimento de 30,97% ao longo dos últimos cinco anos.

Uma pesquisa da Global Data divulgada por um dos maiores brechós on-line dos Estados Unidos, o thredUp, revela que o mercado de roupas de segunda mão já cresce mais do que o do varejo em geral. A previsão é que o setor atinja US$ 64 bilhões (equivalente a R$ 317 bilhões) de faturamento em cinco anos e que, até 2029, ultrapasse o de fast fashion.

Enquanto inicialmente comprar em brechós pode parecer uma alternativa mais ética e sustentável, é fundamental considerar o impacto de nossos padrões de aquisição. A frequência constante nesses estabelecimentos pode, contraditoriamente, levar a um novo tipo de consumo desenfreado. Afinal, de que adianta buscar constantemente essas alternativas quando, em nossas casas, acumulamos pilhas de roupas que raramente ou nunca são utilizadas?

Para que um consumo seja sustentável, as pessoas precisarão mudar hábitos, comportamentos e cultura de consumo. Para autoavaliação do perfil de consumo, 3 questões serão muito úteis.

Consumo Sustentável

1 Eu preciso realmente comprar?

2 Estou no “controle da situação” quando faço compras ?

3 Escolho comprar de uma empresa responsável e sustentável ?

Consumo Insustentável

1 Meu guarda-roupas tem mais roupa que não uso, do que de roupas que uso ?

2 Estou comprando porque influencers recomendaram ?

3 Compro de empresas de venda fácil e acessível ?                                                                                                                   

É importante que as pessoas entendam que não se trata de poder ou não consumir. É uma questão de consumir com responsabilidade. E sim, todas as pessoas viventes no Planeta Terra devem ser cada vez mais responsáveis e sustentáveis. E isso não tem relação alguma com o poder aquisitivo, tem relação com a urgência dos problemas socioambientais que empresas e consumidores da indústria da moda têm total responsabilidade.

*Claudia Coser é doutora e mestre em Administração na área de Estratégia e Organizações e fundadora da Plataforma Nobis.

*Nicole West é designer e comunicação da Plataforma Nobis

Sobre a Plataforma Nobis: Atua na implementação de práticas ESG (princípios de meio ambiente, social e governança) em empresas de médio a grande porte, a exemplo da BASF e da Cargill. Conta com uma rede de mais de 60 especialistas responsáveis por gerar impacto ESG, prestando serviços que vão desde a implementação de projetos socioambientais, passando pela comunicação adequada para social branding, certificação dos investimentos em impacto e consequente expertise (how-to-do) e autoridade para palestras, treinamentos, implementação e incorporação de projetos permanentes, formas de investimento privado, comunicação e certificação de ações ESG. É signatária do Pacto Global desde 2020 e comprometida com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos projetos que desenvolve, contando com a carta de Recomendação dos Escritórios das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). É reconhecidamente sustentável e inovadora, sendo finalista do prêmio “Empresa Inovadora em Sustentabilidade”, organizada pela FIEP/SESI. Acesse a plataforma.

da redação com informações da Smartcom   foto: divulgação