PROGRAMA da SWAROVSKI

worldfashion • 30/03/21, 11:35

b887a066fb2da44857690d75a6c62c7d-427x640A Swarovski Foundation anunciou em Londres no dia 25 de março de 2021 - o lançamento do Swarovski Foundation Institute: Creatives for Our Future, um novo programa global de bolsas desenvolvido com o assessor do Escritório das Nações Unidas para Parcerias para identificar e acelerar a próxima geração de líderes criativos em sustentabilidade.

O  SFI (Swarovski Foundation Institute): Creatives for Our Future começa com uma chamada aberta de quatro semanas para os jovens criativos de todo o mundo com idades entre 18 e 25 anos nas disciplinas como moda, design, arte, arquitetura, ciência, tecnologia e engenharia - sem limite para o meio criativo. A Fundação Swarovski tem como objetivo atrair um grupo diversificado de candidatos de todo o mundo e trazer novas vozes e perspectivas para o processo criativo. E serão aprovados os que possuirem grande interesse, demonstração ou potencial exemplar de usar o processo criativo para acelerar a conscientização, tecnologias ou soluções para o desenvolvimento sustentável.

26d5d09013d358aed490908a93db990b-427x6402c029417cdcab7b92bc3bf100a1743df-427x640Os selecionados receberão apoio financeiro para promover sua prática e desenvolver novos caminhos para um mundo melhor. O financiamento é ligado a um programa educacional em colaboração com as principais instituições internacionais, orientação personalizada e conexões profissionais na indústria com a orientação da Fundação Swarovski. Cada mentor participante, líder em seu campo, representará a mais ampla gama de disciplinas criativas, desde moda e arte até tecnologia e ciência. Ao longo do programa, os participantes selecionados receberão apoio 77998ae44a51061a973868f2ff8b320a-480x640c9e6ef51cf4620f328077e826387a15a-427x640para desenvolver as inovações e práticas descritas em suas aplicações e impulsionar o progresso em direção à Década de ação para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Decade of Action to Deliver the Sustainable Development Goals - SDGs). Os participantes serão convidados a apresentar em setembro de 2021 - em torno do segmento de alto nível da Assembleia Geral da ONU  que declarou 2021 o Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento 4fbc0adcd7a806ab1d45e9a611b569a4-427x64075186f3e402875a4845b49135b244812-427x640Sustentável pelas Nações Unidas.

O programa global de bolsas é lançado com uma chamada aberta de quatro semanas para inscrições de diversos jovens talentos (18-25) em todas as disciplinas criativas, incluindo moda, arte, design, arquitetura e engenharia

Inscrições abertas em www.sfcreatives.org

de 9 de março a 09 de abril de 2021

Data do anúncio dos beneficiários e mentores selecionados e professores mestres, Dia Mundial da Criatividade e Inovação da ONU:  21 de abril de 2021

0d0668cd50ff771d4c7c1fc45de889e3-640x427Os participantes selecionados receberão uma bolsa, mentoria pessoal, treinamento educacional e conexões profissionais na indústria em apoio às suas práticas de desenvolvimento. Eles serão convidados a se apresentar em setembro de 2021 - em torno do segmento de alto nível da Assembleia Geral da ONU - com o início do programa programado para dezembro de 2021

da redação com informações da MktMix Assessoria de Comunicação  imagens: fotos/divulgação

FALL-WINTER 2021-2022

worldfashion • 25/03/21, 16:03

BALMAIN

balmain-2Pierre Balmain fez as malas e começou a viajar, isto há 75 anos atrás, após o incrível triunfo de sua primeira apresentação de alta-costura.Ele voou para a América, seguindo as dicas de sua amiga Gertrude Stein, para atuar como embaixador itinerante de sua própria marca, cruzando todo os Estados Unidos para dar palestras sobre a cultura francesa e sobre o seu “saber viver”. Pierre Balmain também saltou o canal, e levou a nova versão feminina da alta-costura para Londres. Seis anos após a guerra com a oassagem por difíceis anos de guerra e ocupação, surgiu de repente a possibilidade de escapar para destinos que ele sonhou durante anos - e deve ter sido incrível. E nesta série de voos por meio mundo, pousou na Austrália, trazendo notícias de seu “Novo Estilo Francês” (e, claro, certificando-se de incluir uma visita ao Subúrbio de Balmain em Sydney).  Agora, pós-2020, é muito mais fácil apreciarmos o quão empolgantes deverem ter sido essas viagens para Pierre Balmain.

Assim a apresentação de Outono Inverno da Balmain trouxe coleções masculinas e femininas que canalizam essa sensação incrível de liberdade. Nos lembrar do poder que as viagens possuem em abrir mentes, animar espíritos e reunir aqueles que foram mantidos separados, pois todos nós esperamos pelos dias melhores que logo chegarão.

balmain-5balmain-7Muitos dos designs são sobre a beleza encontrada nos uniformes dos primeiros pilotos e astronautas, como os vestidos de paraquedas, botas de voo com cordões, jaquetas bomber e macacões cintilantes. Uma peça particularmente notável, com mais de 68 mil cristais Swarovski reciclados, reflete o cuidado que nosso ateliê possui em trazer ousadia às inspirações de aviador.

Como era de se esperar, os acessórios têm um papel importante nesta coleção. As macias e estruturadas, as bagagens de mão são cobertas com uma variedade deslumbrante de cores, tecidos e estampas relançadas pela Balmain, e as bolsas são um show à parte - se parecem bússolas, aviões de papel e almofadas de pescoço de viagem.

balmain-3balmain-6Com certeza nota-se a atitude que o Balmain é parisiense, então há sempre um toque despretensioso da cidade em cada um dos looks - mas as referencias dos primeiros voos na coleção outono de 2021 parecem ter ampliado de alguma forma este espírito tão familiar. Também é claro, para o glamour das viagens de meados do século - algo que é nitidamente refletido nas elegantes linhas da coleção ELY 64-83 (batizada com o nome da central telefônica da casa: ELYsées 64-83, que também deu seu nome ao primeiro perfume). Essa linha, inspirada pelo design de Pierre Balmain do início dos anos 70, remete as silhuetas femininas nas quais o fundador apostou. Assim como ele, vários outros jovens talentosos, foram responsáveis pelo renascimento histórico da moda em Paris no pós-guerra.

balmain-1balmain-4Valentin Petit e sua equipe foram responsáveis pela gravação do video, dentro dos hangares da Air France, onde os conhecimentos aeronáuticos e tecnológicos tornam possível um belo voo - assim como as habilidades do ateliê parisiense permitem que as passarelas de Balmain aconteçam. Muitos dos bordados dos artesãos da casa, foram inspirados pela construção e mecânica dos aviões e motores, que desempenham papéis importantes no filme. Por fim, insisti em forçar um pouco os limites de nosso vídeo do outono/inverno de 2021 - porque hoje, conforme seguimos em frente, é preciso sempre sonhar grande, permanecer otimistas e considerar todas as possibilidades. Então, a lua não forma apenas um belo cenário para este vídeo, mas também uma promessa, enquanto Balmain olha para as futuras passarelas lunares da maison.

EMILIO PUCCI

emilio-pucci-fw21_-15-427x640A coleção Outono/Inverno 2021 da Emilio Pucci, idealizada por um renovado time criativo, que está à frente do design há algumas temporadas, celebra um inverno ensolarado com trajes resort que vão de St Tropez à St Moritz. As cores são alegres, refinadas e audaciosas; o corpo é leve e livre, atlético, com estampas rodopiando: shorts e saias com transparências revelam pernas sempre enfeitadas, nunca nuas.

A modernidade impregna a ideia de um guarda-roupa modular, de peças separadas, que podem ser combinadas de maneiras infinitas de acordo com as vontades individuais. Jaquetas bomber acolchoadas, blusões e shorts curtos, polos e bodysuits em jacquard de mohair, túnicas e casacos dupla face, macacões, vestidos plissados leves e vestidos de chiffon com transparências, decorados com cristais e penas são os destaques de uma coleção que carrega todo o DNA da Emilio Pucci, inspirado nos tons de marfim, amarelo, rosa, laranja, nude e petróleo. Os mesmos tons caracterizam as estampas Cervinia, Cortina d’Ampezzo, Specchi, Clessidra, Nuages e Nappine: prints e desenhos icônicos, direto dos arquivos da Pucci foram atualizados e dessaturados.

emilio-pucci-fw21_-21-427x640emilio-pucci-fw21_-09-427x640O clima invernal pede peças acolchoadas e com cara de edredom e a Emilio Pucci traduziu esse conforto em jaquetas bomber e em shorts em seda ou veludo técnico, com preenchimentos sustentáveis feitos de fibras de seda natural e de garrafas R-PET. O tecido dos macacões de esqui também é feito de náilon reciclado, em alinhamento com o compromisso da Pucci em dar ênfase a questão da sustentabilidade em suas coleções.

Para a Emilio Pucci, o Resort é um estado de espírito, um jeito de ser. Aliás, é ensolarado, mesmo em pleno inverno, esbanjando alegria, energia e otimismo, no frescor das cores, no ritmo das estampas. Tudo remonta ao próprio Emilio Pucci, o visionário fundador da maison italiana, que se antecipou a tantas inovações. Como um viajante e um homem ativo, ele traduziu suas criações e sua moda com a mesma vitalidade. Ele abriu a primeira boutique em Capri, mas na verdade começou sua carreira em 1947 nas pistas de esqui da Suíça.

SALVATORE FERRAGAMO

ferragamo-fw21-11-427x640Dá um salto adiante para dar forma a um novo agora. Inspirado pela liberdade conceitual ilimitada da ficção científica e pela herança de inovação técnica da casa, o diretor criativo Paul Andrew projeta para o futuro a elaboração de uma visão alternativa do presente. Alimentado pelo otimismo e pela esperança, esta é uma coleção brilhante e jovem que revoluciona e melhora os padrões de uniformes do século 21 - comerciais, militares, noturnos, esportivos - descartando tudo o que é antiquado. Esta coleção é impulsionada pela sensibilidade para a saúde de nosso meio ambiente. Paul Andrew diz: “Na moda, o passado exerce uma gravidade – somos sempre atraídos por ele. Para esta estação eu queria inverter essa física. O objetivo era criar uma coleção que visse o presente através de um prisma do futuro – liberando uma infinidade de novas perspectivas. Os clássicos da ficção científica pré-milenares Gattaca, Until The End Of The World, e The Matrix foram todas influências cinematográficas - imaginações do passado do futuro que moldaram o hoje. Para esta coleção ‘Futuro Positivo’ imaginei os contornos padronizados dos uniformes de hoje como restos fossilizados de um passado há muito esquecido, libertos de todas as associações de classe, cor ou credo. Esta coleção propõe novos uniformes para um futuro utópico em que diversidade e positividade se combinam para transformar nosso mundo para melhor. Como Salvatore Ferragamo disse certa vez de seu próprio trabalho, esta coleção é dedicada “a todos aqueles que devem caminhar” - num momento em que devemos estar unidos em nossa determinação de reimaginar, reconstruir, progredir”.

ferragamo-fw21-07-427x640A Coleção: ready-to-wear vê modelos de alfaiataria misturados e sequenciados com códigos desenhados a partir de militaria, moto, atletismo, scuba e além. Tanto para mulheres como para homens, camisas, malhas mohair, calçados e acessórios são conectados e complementares, apresentados em monocromático contra explosões de cor. Os avanços sazonais incluem capas, casacos e parkas em couros e lãs processados por calor, malhas técnicas de espessura fina, bodysuits de malha e vestidos padronizados em uma camuflagem futura abstrata. Parcas utilitaristas e alfaiataria casual, vestidos e roupas para o exterior com tramas irregulares de fios com franjas. Uma constelação de vestidos de jersey drapeados e declarações em cota de malha estrelam e brilham em toda a programação.

Sapatos: Os principais calçados incluem botas de motociclista, tênis ’scuba sock’, tamancos em napa emborrachada e uma reinterpretação elegante do icônico F-heel da Ferragamo adornado com strass e um acabamento galvanizado.

Acessórios: As bolsas chave incluem o Nano-Trifolio em napa emborrachada e a bolsa Studio desconstruída e reformulada. Uma bolsa de viagem para homens vem em couro futurista com estampagem Gancini e possui uma alça utilitária.

Sustentabilidade – Highlights:

ferragamo-fw21-61-427x6401ferragamo-fw21-01-427x640• Um vestido confeccionado em poliéster feito de materiais reciclados pós-consumo.

• As solas de calçados incluem madeira proveniente de florestas certificadas de manejo responsável, borracha TPU reciclada pré-consumo e poliuretano e couro sem metal curtido com materiais à base de plantas e através de um processo de produção certificado de menor impacto ambiental.

• Os acessórios selecionados são feitos a partir de aparas recicladas pré-consumidor, tratando do desperdício de material e evitando a produção de material virgem, e outros são feitos a partir de lã e cashmere reciclados certificados pré e pós-consumidor.

• Parte do couro foi feita com um processo de curtimento sem cromo ou sem metal.

• Os fios de costura para parte de calçados e artigos de couro são feitos de 100% de PET reciclado certificado pós-consumo.

• Pré-consumo: A reciclagem pré-consumo é a recuperação de resíduos que foram criados durante o processo de fabricação ou entrega de mercadorias antes da entrega ao consumidor.

da redação com informações da Balmain e Emilio Pucci pela Samantha & Time JHSF e da Salvatore Ferragamo pela Suporte Comunicação imagens: fotos/divulgação

Santista Jeanswear

worldfashion • 18/03/21, 14:09

o-1eubl8e164nqagq1gm01ke1dkrtAs dicas da próxima estação, considerando que no hemisfério norte as marcas já se preparam para mostrar mais uma temporada de outono inverno e aqui no Brasil estamos prontos para captar trends do pré-outono desse ano. Os modelos mais folgados e descontraídos estiveram em alta nas temporadas passadas dado o conforto exigido pelos consumidores, assim as pantalonas jeans surgem com grande destaque nas próximas coleções, os shorts também ganham modelagens mais soltas, um visual bermudinha com o uso de pregas para dar movimento, recortes e passantes mais largos. reforçando esse ideal de bem-estar no 100% algodão ou com elastano.

A mudanças de comportamento, com o isolamento e mais tempo em casa, reflete em peças mais utilitárias e confortáveis. Na hora de sair é prioritário todo o conforto e zelo que temos em casa, assim há a união do conforto e funcionalidade. Calça de cintura elástica mesclando com jaquetas e sarjas coloridas com referência de alfaiataria e detalhes funcionais são itens que não podem ficar de fora da tendência workleisure. “O guarda-roupa foi enriquecido com modelagens mais amplas, conjuntinhos através de cores que combinam e exalam tons neutros e aconchego, jaquetas e blazers com camiseta e bermuda, propondo itens casuais em junção à alfaiataria, pronto para o ambiente interno e externo”, explica Sueli Pereira Gerente de Inovação e Design da Santista Jeanswear.

o-1eubl8e161hhidg614aj4bk1d3psshortsNeste cenário conflituoso, principalmente para o público jovem que não havia lidado com questões, como agora pertinentes a pandemia, com um futuro incerto, questões econômicas, o isolamento e diversos outros pontos estão resultando em mudanças no padrão de consumo e comportamento. As cores tornaram-se passível de cumprir papéis importantíssimos, como ressalvar a tranquilidade, resiliência e permitir também momentos de euforia. “A saúde e o bem-estar vêm se tornando prioridades, abrindo espaço para as cores que trazem equilíbrio e conforto, tons pastel, cáquis, rosas gold e verdes são cores que podem ajudar nessa proposta”, afirma a Gerente de Comunicação e Moda da Santista Jeanswear Sueli Pereira.

tibio-1ev5f72aj1h7d1h51o8fq6i1fqguTons naturais e acolhedores trarão a tranquilidade necessária e em contraste, cores vibrantes, acessas e revigorantes, serão escolhidas por aqueles que buscam um escapismo e animação entre um dia e outro do cotidiano, com as rosas em tons mais fortes, laranjas e turquesa.

Dicas de trends para ficar de olho em 2021

A gerente de Inovação e Design da Santista Jeanswear, Sueli Pereira, analisou os desfiles de moda que ocorreram esse ano e os conteúdos de moda que devemos ficar atentos nesse ano, para repaginar e ousar em novas interpretações. Sueli selecionou alguns trends para ficarmos de olho. Confira:

chanel- Pernas Largas: As calças com silhuetas mais largas são uma tendência genuína para a primavera, mostrando seu lado elegante com cara de alfaiataria ou mais despojado fazendo a linha skatista. O importante é mostrar conforto e versatilidade na peça ideal com tecidos mais leves como os artigos Ray e Ray Orion, da Santista Jeanswear.

gabriela-hearst- Cortar e manter: Já pensou na área abaixo da caixa torácica e logo antes da cintura? Os recortes abriram caminho para vestidos, tops e calças, apimentando looks conservadores graças a vislumbres de pele amostra, ocultando e revelando em igual medida.

david-koma- O retorno do espartilho: Peças mais estruturadas que marcam cintura e lembram os corsets, que evocam a sensualidade e deixam de lado o visual relaxado e confortável.

coperni1- Entre as linhas: Existe algo mais energizante do que listras? Quanto maior, mais corajosa, melhor. As listras remetem ao visual fresco, com neon podem revigorar os looks novamente. Nos itens jeans é possível usar laser ou tecnologias semelhantes para criar esse visual.

Para cada modelagem a Santista indica o artigo mais adequado:

- os artigos Scape e Scape Galaxy são indicados para peças que necessitam de stretch e aspecto rústico, opções de sucesso para nova estação que está chegando.

- os artigos White Denim Trend, Lite, White Denim Lite, Fields, Hope Stretch e o Joker para desenvolver looks dentro desse trend workleisure.

- os artigos denins Ray e Justin em diversos tons de azuis ampliando ainda mais as possibilidades em índigo.

11A Santista é marca de origem brasileira criada em 1929, é uma das principais produtoras do autêntico denim no país e tecidos para roupas profissionais. Tem um posicionamento que se estende do mercado nacional ao internacional, apoiando seus clientes com equipes especializadas de consultoria de produto, moda e lavanderia. Reconhecida por 23 anos como a marca TOP OF MIND de uniformes no Brasil, traz em seu DNA inovação, sustentabilidade e tradição em coleções atualizadas com as tendências globais e produtos tradicionais e tecnológicos.

da redação com informações da Helena Augusta Assessoria de Comunicação  imagens: fotos/divulgação

Economia forte, trabalho digno!

worldfashion • 24/02/21, 14:48

Por Fernando Valente Pimentel*

O novo coronavírus, em contraste com sua invisibilidade a olho nu, escancarou aos olhos da humanidade as fragilidades do mundo, em especial de nações menos favorecidas, que ainda não conquistaram o desenvolvimento em níveis elevados. Os déficits na saúde, organização do Estado, educação, saneamento básico, moradia, infraestrutura, segurança pública e competitividade econômica potencializaram-se, dificultando o controle da doença e causando danos muito graves à sociedade e aos setores produtivos.

Tais reflexões são inevitáveis para os brasileiros por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, transcorrido em 28 de janeiro. Afinal, a pandemia aumentou ainda mais os números de desempregados e desalentados, já muito grandes antes de sua eclosão, que, somados, superam hoje a 20 milhões de pessoas. Grande parte delas, para sua sobrevivência e a de seus dependentes, está subempregada, fazendo bicos e entregue às agruras da informalidade.

bf139d84-6df5-4675-b468-52bcb463fad9Aliás, cabe alertar que, independentemente da pandemia, nosso país tem mais trabalhadores na informalidade do que na formalidade. É pertinente questionar por que isso ocorre, em meio a um cenário global cada vez mais voltado ao compliance em todos os níveis. Por que ainda enfrentamos essa situação, cujos desdobramentos são tão danosos à sociedade? Empregos e/ou empresas na informalidade resultam em menor qualidade no trabalho, produtos e serviços e baixa produtividade, fatores que ferem de modo contundente nosso grau de competitividade.

É preciso criar condições, já considerando as variáveis das relações laborais e os novos modelos de trabalho, como o home office, intensificado na pandemia, para que os negócios emerjam à formalidade e mantenham contratos com seus colaboradores regidos por termos dignos e condizentes com os direitos inerentes à cidadania. Obviamente, num cenário de avanço como esse, haveria redução enorme dos espaços para precarização dos recursos humanos e para o abominável trabalho escravo, que deve ser combatido diuturnamente.

Os problemas laborais ainda presentes no Brasil são quase uma ironia para um país que possui uma das legislações trabalhistas mais rigorosas, complexas e geradoras de insegurança, mas que, em termos práticos, mesmo com a recente reforma, ainda tem um dos maiores volumes de ações judiciais na área em todo o mundo. E, mais ainda, uma nação que não consegue oferecer a parcela expressiva de seu povo a prerrogativa humana do trabalho digno, o meio mais eficaz, correto e justo de distribuição de renda e inclusão socioeconômica.

Tal dívida social decorre de numerosos equívocos acumulados nas últimas décadas, todos eles afunilando na crescente perda de nossa competitividade, sintetizada no “Custo Brasil” e provocada por conhecidas causas, como excesso de impostos e burocracia, desequilíbrio cambial, ondas de juros altos e falta de crédito, insegurança jurídica e baixa produtividade decorrente do ensino precário e informalidade.

Esses fatores, ao longo de anos a fio, apesar de suas grandes dimensões, têm parecido invisíveis, como o novo coronavírus, aos olhos embaçados de um Estado superdimensionado, que serve mais a si próprio e relega a segundo plano as prioridades do crescimento do PIB, educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, moradia e infraestrutura. É um setor público que produz leis em excesso, aumentando a complexidade e as incertezas. Nosso arcabouço legal, com as devidas correções de exageros, nos credencia, em tese, a ser protagonistas na agenda global de ESG (sigla do inglês Environmental, Social and Governance), princípios que balizam cada vez mais as relações multi e bilaterais, os investimentos e o ambiente de negócios.

Precisamos, com urgência, tornar nossos ativos legais mais visíveis a nós mesmos, bem como ao mundo, e colocá-los a serviço do desenvolvimento e do crescimento sustentado em patamares de pelo menos 4% ao ano, para recuperar o tempo perdido. Para isso, são prementes as reformas estruturais, como a tributária e administrativa, e a remoção de entulhos legislativos que seguem emperrando nossa competitividade. É preciso, de modo geral, lapidar o conjunto de leis, algumas delas muito boas e avançadas, que rege as relações econômicas e a interação do Estado com os setores produtivos.

Somente assim poderemos comemorar com justa ênfase as datas inerentes ao trabalho digno, que tem vínculo direto com uma economia forte e pressupõe interação sinérgica entre trabalhadores, empregadores e poder público, bem como segurança jurídica para todos, com foco no progresso de cada empresa, setor de atividade e do País.

*Fernando Valente Pimentel é o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

da redação com informações da Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação   imagem: foto divulgação

O alerta da História

worldfashion • 18/02/21, 14:27

Por Fernando Valente Pimentel*

São complexas as demandas do Brasil em meio à pandemia do novo coronavírus, cuja segunda onda, mais intensa do que se previa, eclode num momento em que ainda não estão dadas as condições para a retomada consistente do crescimento em níveis adequados, num cenário ainda de elevado desemprego e fim do auxílio emergencial do governo, com impactos sociais e no consumo. É um contexto no qual, a despeito da iminência do início da vacinação, seguem limitadas as atividades e permanecem as incertezas nacionais e globais, provocadas pela própria Covid-19, seus desdobramentos, disputas comerciais entre nações e retração dos mercados.

Exigem-se, portanto, muito foco, empenho, força e resiliência para promovermos o fomento econômico e a expansão do PIB no grau necessário para a recuperação do mercado de trabalho e das empresas, aumento dos investimentos e criação de milhões de empregos para as atuais e futuras gerações. Cabe lembrar que teremos de fazer tudo isso, sem mais adiamentos, num ambiente ainda permeado pelos prioritários cuidados sanitários, que impõem limitações, considerando que a imunização dos brasileiros irá estender-se ao longo de muitos meses. Trata-se, aliás, de medida premente para a prioritária preservação de vidas e a retomada de modo mais intenso das atividades, sem prejuízo à saúde dos trabalhadores das distintas áreas, seus familiares e toda a população.

7890868d-24e9-4d72-9dfb-72ce823c5505Considerando todas essas questões, é prudente refletir sobre algo crucial: a pandemia foi um fator imponderável, mas os problemas que a agravaram no Brasil eram sobejamente conhecidos e tiveram sua solução postergada durante décadas, culminando com a paulatina corrosão de nossa competitividade sistêmica, a qual vem provocando um processo de desindustrialização precoce em nosso país. Reflexos disso, lamentavelmente, foram os anúncios recentes de encerramento de produção por parte de importantes empresas dentro do nosso espaço geográfico. Decerto que essas decisões empresariais necessitam de uma análise mais abrangente, mas, sem dúvida, o ambiente inseguro e burocrático para operarem pesou, e muito, nas decisões das companhias.

Sim, é cada vez mais difícil conviver com nosso voraz e burocratizado sistema tributário, no qual se busca sempre a solução “mágica” da majoração de impostos para cobrir os rombos orçamentários nas três instâncias do poder público - federal, estadual e municipal. É exatamente o que estão tentando fazer agora governos estaduais, que aumentam as alíquotas do já elevado ICMS, impondo ônus extras a empreendedores e consumidores e, por consequência, limitando a capacidade de crescimento, geração de empregos e de investimentos, no momento mais inoportuno para isso.

Portanto, está mais do que na hora de consolidarmos um modelo eficaz e vencedor de economia e nação. A pandemia escancarou as fragilidades e incertezas às quais estão expostos os setores produtivos do Brasil. Portanto, é necessária mobilização ampla, determinada e focada, para concretizar as medidas mais relevantes voltadas ao resgate de nossa competitividade e produtividade dos fatores de produção.

Nesse sentido, é premente aprovar reformas, como a tributária e administrativa, que reduzam o “custo Brasil”, pois estamos perdendo posições no mercado mundial nos últimos 40 anos. Temos de avançar nessas e outras providências consensualmente estabelecidas como essenciais, a exemplo da segurança jurídica e políticas públicas eficazes no plano socioeconômico. Não podemos, mais uma vez, ficar para trás, assistindo ao mundo avançar, por falta de condições de competitividade de nossas empresas.

Vencer esse desafio também exige um choque de qualidade no ensino, a começar da Educação Básica, até a universidade, passando pela formação técnica e a continuada, pós-graduação, ciência, P&D. Não basta universalizar o acesso às salas de aula, que, aliás, ainda não alcançamos em todos os níveis. É preciso excelência, pois recursos humanos qualificados são o grande diferencial na competição global, o que deverá ser cada vez mais acentuado no contexto de um ambiente laboral permeado por tecnologias sofisticadas e por uma agenda ambiental irreversível.

Os projetos, demandas, metas e necessidades são muito claros. Depende de nós, como nação, viabilizá-los e construir um novo destino de desenvolvimento e justiça social. Considerando nosso imenso potencial de recursos naturais, clima, demografia, estrutura e capacidade dos setores produtivos, seria lamentável a omissão frente ao chamamento da História. Portanto, vamos tratar de atendê-lo!

*Fernando Valente Pimentel é o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

“Minha Casa em Mim”

worldfashion • 08/12/20, 11:38

20200120_visitaronaldo_fotonatytorres-11-640x427Com curadoria de Ronaldo Fraga, acaba de ser lançada oficialmente a coleção “Minha Casa em Mim” composta por produtos artesanais e gastronômicos que preservam e resgatam as mais genuínas tradições mineiras. O projeto levou 12 meses de demandas, com uma série de atividades técnicas e de gestão com 13 grupos de artesãos da região de Mariana e Barra Longa (MG) propondo releituras e ressignificação da produção local de forma a agregar valor aos itens desenvolvidos e implantar uma cultura de economia criativa pautada nos conceitos colaborativos e sustentáveis.

Os artesãos foram orientados por consultores como Ana Vaz, especializada em design têxtil, Baba Santana, referência em papietagem, e o designer Marcelo, expert no uso do bambu, para aprimorarem suas técnicas e habilidades, além de receberem direcionamentos técnicos e gerenciais como uniformização da produção, embalagem, procedimentos sanitários e precificação de produtos, entre outros.

20200121_visitaronaldo_fotonatytorres-3-640x427A coleção, que busca privilegiar produtos com o mais genuíno DNA mineiro e estimular o potencial artesanal das regiões, é formada por diversos itens que revelam a cultura e tradições dos respectivos locais onde são desenvolvidos, como o vinho de jabuticaba de Monsenhor Horta, o doce de mamão rosas crocantes de Mestre Ataíde da comunidade de Camargos, as luminárias de bambu do distrito de Cláudio Manuel e as almofadas bordadas com andorinhas pelo Grupo Meninas da Barra, entre outros.

Empreendedorismo colaborativo

20200120_visitaronaldo_fotonatytorres-113-640x427Para Mirian Rocha, da ACG – Associação de Culturas Gerais -, responsável pela metodologia aplicada durante as atividades, a maior contribuição do projeto junto aos participantes foi a compreensão da necessidade de se construir uma rede colaborativa e compartilhada e o entendimento do valor cultural e comercial dos produtos locais.

“Esses artesãos e pequenos produtores nunca foram valorizados e a própria população nunca reconheceu a importância da economia criativa dessas comunidades. Sem dúvida, com “Minha Casa em Mim” conseguimos dar visibilidade ao grupo reforçando uma economia associativa e colaborativa”, analisa. Segundo a gestora, o movimento gerou a criação da primeira cooperativa de artesãos de Mariana e região e as estimativas de crescimento de renda das famílias envolvidas também é bastante promissora. “Acreditamos que, com a ressignificação e qualificação dos produtos comercializados, podem até mesmo triplicar o faturamento atual”, conclui Mirian.

20200121-visitaronaldo-fotonatytorres-38-640x427Esse entusiasmo também é compartilhado pelos grupos de artesãos envolvidos na iniciativa como Célia Antunes dos Passos, presidente da Associação Arte, Mãos e Flores, entidade que reúne 28 mulheres que se dedicam ao artesanato têxtil. “Estávamos quase desistindo pela falta de apoio, mas o projeto aumentou nossa autoestima ajudando a valorizar mais nosso trabalho. É muito gratificante e os resultados financeiros já começam a surgir. Hoje, nossas associadas, além de uma melhor alimentação, também conseguem reformar a casa e investir em qualidade de vida”, atesta Célia. Segundo a artesã, a perpetuação do trabalho, através do interesse dos mais jovens despertado pelo Minha Casa em Mim, é o que mais incentiva o grupo. “Queremos deixar nosso legado para os jovens para não deixar morrer a tradição local”, completa.

“O programa abriu novos horizontes para nosso grupo, agregando valor ao trabalho e divulgando nossa cidade”, revela Raimunda Maria dos Anjos, presidente da Associação Movimento Renovador de Mariana, entidade que reúne bordadeiras que se inspiram nas artes, tradições e monumentos da cidade para realizar seu trabalho. “Aprendemos que podemos agregar a cidade em nossos produtos com novas formas e possibilidades. Com a chegada do projeto, ganhamos espaço, a melhora na renda pessoal e aprimoramos nosso trabalho. Afinal, se você borda contando uma história, o produto tem mais valor”, finaliza a bordadeira.

Marlene Resende Fonseca, que preside a Associação Feira de Artes e Ateliê de Mariana, coletivo artístico e gastronômico, afirma que Minha Casa em Mim “trouxe um significado imenso para nós ao aperfeiçoar e criar novos produtos”. Marlene também aposta no incremento das vendas devido ao valor agregado aos produtos. “Aumentou a valorização do produto abrindo um leque para o mundo. Estamos mais profissionalizados”, conclui.

casadasartesnamoradeiras01-640x640maescolinapanodecopa02-640x640A coleção “Minha Casa em Mim” faz parte do projeto Catarse Coletiva, criado pela Fundação Renova em parceria com a Associação de Culturas Gerais (ACG).

A comercialização dos produtos é via loja virtual no site  camargos-docemamao-640x640lumina-769ria-assoc-cla-769udio-manoel-427x640www.minhacasaemmim.com.br

Grupos participantes:

Associação Arte, Mãos e Flores

Associação Mãos que Brilham

Associação Monsenhor Horta

Casa das Artes

Clube de Mães da Colina

Coletivo Cláudio Manoel

Coletivo de Camargos

feiramarte-portavela03-640x6401movrenovadorjogodemesa01-640x640 Coletivo Padre Viegas

Cooperativa Rural de Gesteira

FAM – Feira de Arte e Ateliê

Feira Mart

Meninas da Barra

Movimento Renovador

da redação com informações da Namidia Comunicação imagens: fotos divulgação de Naty Torres

LYCRA®

worldfashion • 23/11/20, 18:24

02d18ab2944827ab8cd7b981e00992d3-640x4271O escritório da The LYCRA Company em São Paulo, que ficou fechado desde o início da pandemia e reabriu recentemente em sistema de rodízio, com limite máximo de 10 pessoas/dia e um protocolo rigoroso de prevenção ao COVID-19. E renovou o espaço que começou com a vontade de reinventar o local de trabalho de forma mais criativa e inspiradora, remodelando o ambiente como um lounge, mais moderno, aconchegante e aberto, sem divisórias ou baias, que proporcionasse um trabalho mais colaborativo entre as áreas, ao mesmo que mantém um distanciamento seguro entre as pessoas.

ec1fd67748d604b1a4d85a93e17459f4-640x480A idéia do projeto de trazer arte e cor foi entregue ao coletivo SHN, formado por Eduardo Saretta, Haroldo Paranhos e Marcelo Fazolin,que tem na serigrafia o ponto de partida gráfica para a pesquisa de mídias que apresentam nos 22 anos de atuação, com ícones universais, ressignificando o conceito de logotipo e marca, em uma abordagem bem-humorada e crítica..

O SHN contemplou a diversidade de produtos e serviços da companhia e fez uma curadoria para chegar em imagens que comunicassem o universo de atuação da empresa, a moda, de maneira fácil e intuitiva ao olhar de todos. Bolso de calça jeans, meia, camiseta, maiô, bobina de fio, logotipo, são alguns dos ícones traduzidos em poucas cores (vermelho, azul, preto e branco) e traço bold, marcas registradas do trabalho do coletivo.

A arte ficou estampada nas paredes do escritório e também ganhou gravuras emolduradas criando um espaço galeria, que além de decorar o ambiente, inspira quem trabalha no segmento têxtil no qual atua a icônica marca da companhia: a marca LYCRA® e as demais  LYCRA® T400®, LYCRA HyFit®, COOLMAX®, THERMOLITE®, ELASPAN®, entre outras. Apesar da mudança do novo nome da empresa, seu legado iniciou-se em 1958 com a invenção do fio de elastano original, o fio LYCRA®. Hoje, a empresa está focada em agregar valor aos produtos de seus clientes desenvolvendo inovações para atender às necessidades do consumidor por conforto e durabilidade.

Confira como ficou

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da redação com informações da MktMix Assessoria de Comunicação

NOSSO CORPO

worldfashion • 11/11/20, 11:56

11Artigo de Suely Tonarque (*)

Não aceitamos que envelhecemos para não nos aproximarmos do nosso morrer. Falamos e vivemos negando nossa finitude, o relógio pontua todos os dias, semanas, meses e anos até chegar o momento final. Mesmo estudando, pesquisando para compreender melhor o envelhecimento, ainda se faz presente o contestar a própria velhice, camuflando o corpo que perdeu o brilho da juventude.

Como escreve Gabriel Garcia Marques, no livro Memórias de minhas putas tristes: “Debaixo do sol abrasador da rua comecei a sentir o peso dos meus noventa anos, e a contar minuto a minuto, os minutos das noites que me faltavam para morrer”. Tamanho é o desejo de viver, que tentamos “presentificar” cada acontecimento, de modo a tornar mais desafiante o ato viver/morrer.

Nosso corpo ao envelhecer se transforma aos poucos, e como isto ocorre devagar, não temos a dimensão da mudança, do tamanho do quadril que na adolescência era 38, na fase adulta 42 e na velhice 46/48, isto é, a metamorfose é concreta…o corpo vai sendo alterado.

Na minha experiência de muitos anos como profissional da moda, e na minha pesquisa sobre o vestir no envelhecimento, comprovo que o corpo envelhece, e tem sim um vestir diferenciado.

Nós, mulheres mais velhas, não podemos e não devemos esquecer que temos uma história de vida, uma estrada, na qual construímos uma trajetória percorrida por e com este corpo, que agora nos shoppings, nas boutiques geralmente “não encontra vestimentas adequadas”.

O vestir e a moda têm uma história. “Não é evocando uma suposta universalidade da moda que se revelarão seus efeitos fascinantes e seu poder na vida social, mas delimitando estritamente sua extensão histórica” (Lipovetsky, G.)

Em 1947, C. Dior lançou o Newlook, estilo caracterizado pelo alongamento da saia. Em 1960 o jeans era usado pelos adolescentes rebeldes americanos, influenciando jovens do mundo todo.

Foi no início dos anos 60, no século XX, que as reinvindicações ganham força com a emancipação das mulheres. Os mais atuantes neste tipo de vestimentas foram os hippies, entre 1960 e 1967, surgindo nos Estados Unidos e sonhando com uma sociedade baseada na “Paz/Amor”.

Todas essas mudanças no vestuário foram fartamente difundidas pelos meios de comunicação. A confecção em série é a única forma de fornecer roupas a todas as classes sociais. Um pequeno grupo de estilistas de diferentes origens apresenta coleções em New York, Milão, Paris e Tóquio, criando e vendendo “moda” pelo mundo todo.

André Courréges (1923-2010), criava roupas para as mulheres que as deixassem à vontade para levarem uma vida ativa.

Pioneira da moda da mulher emancipada, a casa Chanel, nascida em 1920 e fechada em 1939, voltou em 1945, apostou na ideia de “tailleur”, feita em “tweed”. Mostrava com isso que Chanel é usado por mulheres do mundo todo e que será sempre moda.

Este é um breve resumo da História da moda no mundo, e registro isso para nos aproximar, na medida do possível, do nosso corpo que envelhece, que se veste, e que possamos acomodá-lo com novos ajustes e com harmonia, isto é, vestir o corpo velho.

Negamos a velhice quando se diz: “Tem moda para velho?”

Não tenho resposta para esta pergunta, porque cada pessoa tem sua forma de se compor, já possui uma história de vida para aceitar ou negar a sua própria velhice, e só vai aceitar que existe sim vestir o corpo que envelhece quando perceber a mudança e transformações do seu corpo. Na sociedade de consumo, mesmo uma pessoa se apresentando como pesquisador sobre o envelhecimento, ainda é difícil aceitar o seu próprio envelhecimento e tão pouco o do outro.

As roupas refletidas para vestir o corpo que envelhece são todas pesquisadas para atender um público diferenciado, um público que aceita se apresentar na contra mão da moda e desconstruir a maneira uniformizada de vestimentas.

Virgínia Woolf (1882-1941) no seu livro Orlando diz que podemos sustentar o ponto de vista de que são as roupas  que nos usam, e não nós que as usamos;  seguindo esse raciocínio podemos fazê-las tomar a forma do braço, ou do peito, mas elas moldam nosso coração, nosso cérebro, nossa língua, à sua vontade.

(*) Suely Tonarque é gerontóloga, especialista em moda no envelhecer e integrante do Grupo de Reflexões do Ideac.

AÇÕES SOCIAIS

worldfashion • 22/10/20, 15:09

CANATIBA

canatiba-careCanatiba Social Care  é a plataforma de ações de responsabilidade social com o objetivo de concentrar as iniciativas da tecelagem no terceiro setor potencializando seus resultados junto à sociedade, em parceria com instituições que possuem sinergia com os valores da empresa. Representa um novo olhar para as possibilidades de atuação da empresa junto a instituições, buscando escala em resultados sociais que possam chamar a atenção da cadeia têxtil, diante das necessidades sociais urgentes e amplificadas pela Pandemia do Covid 19.

Com a plataforma, a empresa reafirma seus valores e seu compromisso em mais uma frente quem amplia o conceito de sustentabilidade para além das fronteiras ambientais, alcançando também a responsabilidade social e o cuidado com as pessoas – práticas incorporadas há mais de meio século pela Canatiba Denim Industry.

edson-brito-e-fabio-covolan-no-bazar-aacd-640x437O primeiro passo foi dado em prol de uma organização que é símbolo de excelência no tratamento de pessoas com deficiência a AACD  fundada em 1950,  possui uma infraestrutura completa dedicada à reabilitação e habilitação de pessoas com deficiências físicas e necessidades neuro-ortopédicas – composta por um hospital ortopédico, nove unidades de reabilitação e cinco oficinas para fabricação de produtos (aparelhos) ortopédicos.

Anualmente, realiza cerca de 800 mil atendimentos especializados para pacientes de todas as idades, via SUS, particular e convênios. Conta ainda com a área de Ensino e Pesquisa, que dissemina os conhecimentos adquiridos ao longo de sua história aos profissionais de todo o País, e com a AACD Esporte, que contribui com a inclusão por meio da prática esportiva.

bazar-aacd-640x417A Canatiba Social Care doou 700 peças de roupas do seu acervo comercial para a venda no bazar da AACD, na sede da instituição, no bairro de Vila Mariana, Zona Sul da capital Paulista.  O bazar é aberto ao público e atende prioritariamente acompanhantes e parentes de pacientes em tratamento. Todas as unidades da AACD possuem bazares que vendem produtos novos e seminovos, como roupas, calçados, livros e brinquedos.

Os produtos doados – calças, camisas, jaquetas etc – integravam o mostruário confeccionado com tecidos Canatiba como forma de exposição dos seus produtos, constantemente renovados. As peças sem uso serão agora comercializadas e a renda incorporada nas ações assistenciais da AACD.

Na última sexta-feira, o diretor da Canatiba, Fábio Covolan, foi recebido pelo superintendente de Marketing e Relações Instituicionais da AACD, Edson Brito, que conduziu a comitiva da empresa para uma visita pela unidade, momento dos mais emocionantes e impactantes. O executivo ficou impressionado e já estuda novas possibilidades de colaboração.

edson-brito-felipe-ventura-e-fabio-covolan-640x425Filipe Ventura, da ótica Ventura, foi o responsável pela aproximação entre a tecelagem e a AACD. A família Ventura, signo de excelência no mercado de ótica, coordena o programa Corrente do Bem que já arrecadou mais de R$ 5,5 milhões com cofrinhos espalhados por estabelecimentos parceiros em todo o País, desde 2004, quando Filipe, aos 8 anos, doou suas economias durante o Teleton.

A ótica Ventura e a tecelagem também estudam a possibilidade de parcerias dentro da plataforma Canatiba Social Care, no desenvolvimento de produtos em ações junto ao terceiro setor, assim como a continuidade da relação entre Canatiba e AACD, com novas doações e projetos.

da redação com informações da Duo Press     imagens: fotos/divulgação

CEDRO

imagesfotos_pirapora-746A empresa mineira neste momento de Pandemia e percebendo a necessidade de atender os mais de 3.000 colaboradores e familiares,  criou a Lojinha Virtual, para possibilitar a compra de forma online, por preço simbólico, as peças de showroom. São mais de 8 mil peças confeccionadas com denins e sarjas da Cedro Têxtil para compor seus showroons em São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), e agora estão disponíveis a valores simbólicos. As peças únicas, com modelagem infantil, feminina e masculina, podem ser adquiridas pelo preço máximo de R$ 20 em uma loja online criada especificamente para o público interno.

eduardo-vaz-cedrolojinha-cedro-bastidores-495x640A “lojinha da Cedro”, como é conhecida, já acontecia anualmente, como forma de apresentar o resultado final do trabalho da equipe. Mas pela primeira vez, o acesso online garante que todas as peças estejam disponíveis simultaneamente nas cinco cidades onde a Cedro Têxtil está presente (São Paulo, BH, Pirapora, Sete Lagoas e Caetanópolis). “Até o ano passado a lojinha era itinerante, podendo ocorrer de, ao chegar a uma determinada unidade, algumas peças mais desejadas já terem acabado. Agora tivemos essa oportunidade de democratizar o acesso, permitindo que todos os interessados tenham as mesmas opções de compra”, explica Eduardo Vaz, responsável pelo marketing da empresa.

lojinha-cedro-printPara assegurar que todos tenham oportunidades iguais, inicialmente foi limitada a compra de no máximo seis peças por pessoa. Independente do número de peças adquiridas, o valor é integralmente dividido de cinco vezes, descontado diretamente na folha de pagamento do colaborador. “Para muitos dos nossos colaboradores, é uma ótima oportunidade de ter peças de qualidade superior para usar ou presentear a um preço simbólico, mas também é um momento de mostrar, com orgulho, o resultado de seu trabalho para a família”, completo Eduardo. A plataforma da Lojinha Cedro, foi criada e produzida pelos próprios funcionários.

da redação com informações da 22 Graus Comunicação e Marketing   imagens: fotos/ divulgação

Lylla Marry

worldfashion • 21/10/20, 15:19

lylla_marryFormada em moda pelo Senac e Figurino para Cinema e Televisão no MAM-Museu de Arte Moderna de SP, Lylla Marry, veste artistas, bailarinos e coreógrafos há mais de 15 anos. Já participou de exposições de artes em Londres, onde seus figurinos fizeram parte da obra de um fotógrafo que foi premiado com medalha de bronze. Seus figurinos estão pelos palcos de diversos teatros Brasileiros e programas de televisão. Lylla tem um acervo para locação de figurinos de época e fantasias para festas temáticas que vão desde uma peça do século VIII até um personagem de filmes diversos, bem como fantasias infantis. Também confecciona figurinos de dança -ballet, tango, jazz e street dance.

migrantes-festival-sconfinare-1511101024x768Lylla Marry, participou com uma de suas criações, como convidada no SCONFIN-ARE que aconteceu no fim de setembro, na cidade de Asti, na Itália. A mostra contou com exposições de designers, fotógrafos, pintores e escritores de diversos países.

A figurinista e estilista brasileira apresentou uma bolsa confeccionada exclusivamente para o evento, na exibição da artista, escritora e atriz, Vânia Rocha que representou o Brasil, abordando o tema sobre a importância da história do vestuário brasileiro na era colonial, com o foco principal no surgimento do fuxico.

bolsa-lyllaA peça produzida com veludo cristal e pérolas, foi inspirada no quadro de Jean Baptiste Debret (1768 – 1848): Vendedor de flores e fatias de coco.

A estilista não só criou um nome para a bolsa, mas como em toda obra de arte, criou uma história em forma de poema, chamado: “A criada que sabia criar”.

Poema:

A Sinhá em um de seus passeios pela floresta

Prendeu o seu lindo vestido em um galho de árvore

Rasgou

Não queria jogá-lo fora

Deu-o para a criada

Que feliz ficou

Nas noites enluaradas

A criada sentava no quintal e

Punha-se a costurar e bordar

Meses depois presenteou a Sinhá

— O que é isto?

A Sinhá perguntou com surpresa

— É uma bolsa de fuxico que fiz

Com o veludo do seu vestido rasgado e

As pérolas eram do bordado.

Elas representam a luz do luar

Que iluminou meu trabalho

Enquanto me punha a sonhar

da redação  com informações da Idealizzare   imagem: foto/divulgação