MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

worldfashion • 01/10/26, 10:13

Levantamentos da Abit e da BCG dimensionam o problema; indústrias brasileiras já registram reduções de até 95% em etapas críticas da produção com o uso de tecnologia.

O desperdício têxtil movimenta uma conta que poucas empresas conseguem visualizar no dia a dia. Um levantamento da consultoria Boston Consulting Group aponta que o setor perde globalmente mais de US$ 150 bilhões por ano em matérias-primas descartadas, um volume que cresce junto com a produção de roupas.

No Brasil, o cenário ajuda a explicar por que essa perda deixou de ser um detalhe operacional para entrar na pauta estratégica das indústrias. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), o país reúne 25,3 mil empresas têxteis e de confecção com mais de cinco funcionários, que juntas produzem cerca de 2 milhões de toneladas de têxteis e 8 bilhões de peças por ano. Em um mercado desse tamanho, cada ponto percentual de perda em teste, revisão ou embalagem se multiplica rapidamente em toneladas de matéria-prima, água e energia jogadas fora.

Uma outra pesquisa da Abit mostra que 74% dos empresários do setor pretendem investir em maquinário e equipamentos, enquanto 55% vão direcionar recursos para tecnologia e automação. Ainda de acordo com a entidade, o desperdício de matéria-prima, os erros de corte e a baixa rastreabilidade foram apontados como os principais riscos da etapa de produção, com impacto direto no custo dos produtos e na sustentabilidade da cadeia.

É nessas etapas de testes laboratoriais, relaxamento de malha, revisão e embalagem, que fabricantes de máquinas têxteis como a Delta, indústria catarinense de Pomerode, vêm acompanhando o resultado diário da adoção de tecnologias por clientes brasileiros. Entre os dados registrados pela empresa estão reduções de até 95% no tempo de testes laboratoriais, 99% no tempo de relaxamento de malha e 80% no tempo operacional de embalagem, além de quedas expressivas no consumo de água, energia e matéria-prima nas etapas automatizadas, guiadas por dados.

Para Fábio Kreutzfeld, CEO da corporação, o desperdício raramente é uma questão de volume de produção.

“Na maioria dos casos que acompanhamos, a perda não está na quantidade que a fábrica produz, mas na falta de controle sobre variáveis como temperatura, tempo de processo e uniformidade. Quando esses pontos passam a ser medidos e automatizados, a indústria não só reduz desperdício, como também ganha previsibilidade para competir”, afirma.

Um exemplo prático ajuda a dimensionar esse tipo de perda, que costuma passar despercebida na rotina da fábrica. Uma linha de sublimação que produz 20 mil metros de tecido por mês e perde 3% por variação térmica no processo descarta 600 metros neste período. São 7,2 mil metros ao final de um ano, sem contar energia, tinta e outros insumos consumidos sem retorno.


“Esse tipo de perda raramente está ligado ao volume que a fábrica produz, mas à instabilidade térmica de um equipamento como a calandra, que compromete a uniformidade do processo. Quando essa variável passa a ser medida e controlada automaticamente, a perda que parecia pequena no dia a dia some da conta no fim do ano“, explica Fábio.

Contas como essa ajudam a explicar por que empresários da indústria têxtil pretendem investir em maquinário. A decisão de compra deixou de ser guiada só pela velocidade da máquina e passou a considerar sua capacidade de mostrar, em tempo real, onde a matéria-prima está sendo perdida. Para uma indústria pressionada por custo e concorrência, saber disso durante o processo, e não apenas no balanço de fim de ano, é o que separa quem reduz desperdício de quem só descobre o tamanho dele tarde demais.

Sobre a Delta Máquinas Têxteis

Fundada em 2007, em Pomerode (SC), a Delta Máquinas Têxteis é referência em tecnologia para otimização da produção industrial têxtil, através do desenvolvimento de máquinas, equipamentos e softwares. São mais de 60 produtos em seu portfólio, aplicados aos processos de tecelagem plana, malharia circular, estamparia digital, beneficiamento e confecção. A Delta desenvolve, ainda, projetos de automação customizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. Com foco na indústria 4.0 têxtil e confecção 4.0, alinha automação, gestão de dados e padronização de processos inteligentes. Suas soluções já estão presentes em toda a América, com mais de 300 clientes atendidos.

da redação com informações da Trevo Comunicação

COLEÇÃO - VICUNHA

worldfashion • 21/09/26, 17:38

A inovação na moda contemporânea está diretamente ligada à engenharia têxtil e ao desenvolvimento de tecnologias aplicadas às matérias-primas, às construções e aos processos produtivos. Com esse olhar, a Vicunha amplia seu portfólio com novas soluções em denim e brim que conectam expertise industrial, performance e diferentes possibilidades de produto para o mercado de jeanswear.

Entre os destaques da nova coleção está o Malva Juruá, primeiro brim comercial com fibra de malva amazônica. Apresentado inicialmente pela Vicunha na SPFW 2025, o projeto avança agora para escala comercial e passa a integrar o portfólio da companhia. Desenvolvido em parceria com a Companhia Têxtil de Castanhal, responsável pelo processamento da fibra e fomento da cadeia da malva no Pará e Amazonas, o artigo combina algodão e malva em uma construção Panamá, com peso de 7 oz.

Malva Juruá: pioneirismo da bioeconomia amazônica

Fibra vegetal de origem amazônica, a malva é naturalmente adaptada às condições da região e ao ciclo das águas. Seu cultivo ocorre em áreas de várzea e está inserido em uma cadeia baseada principalmente na agricultura familiar, conectando o território amazônico à indústria e à moda. A aplicação da fibra em escala comercial abre novas possibilidades para uma matéria-prima de origem amazônica e fortalece sua conexão com o mercado de moda.

Novas possibilidades em denim e brim

Além do Malva Juruá, a coleção reúne outros destaques em brim e denim, com propostas que exploram diferentes construções, pesos, níveis de conforto e estéticas.

Entre eles estão Arsenal, Carlo, Shelby e Manchester:

• Arsenal (Brim): Com 8,5 oz e 26% de stretch, incorpora a tecnologia Soft Blend. O artigo reúne toque, elasticidade, capacidade de recuperação e conforto térmico, combinando conforto e performance.

• Carlo (Brim): Com 7,9 oz, composição de 98% algodão e 2% elastano e construção 3×1 S, utiliza algodão penteado, proporcionando uma superfície limpa e refinada. Com 22% de stretch após lavagem, combina conforto, respirabilidade e caimento preciso, transitando entre propostas de alfaiataria leve, resort e casual contemporâneo.

• Shelby (Denim): Com 11 oz, destaca-se pela estética dupla face, apresentando listras discretas no direito que ganham protagonismo no avesso. Fabricado em puro índigo e 100% algodão, incorpora fios de algodão reciclado pré-consumo e utiliza processo de menor consumo hídrico.

• Manchester (Denim): Com 7,8 oz, reúne a diagonal marcada e a profundidade de cor do puro índigo em uma construção leve, maleável e 100% algodão.

A coleção também amplia as possibilidades de cor utilizando bases tecnológicas consolidadas e novos desenvolvimentos. Em sintonia com a força do dark denim, a tecnologia de tingimento Blue Black se expande para novas bases, entre elas Catarina Blue Black Plus, Lopez Stretch Blue Black Plus e Sagres Blue Black Light.

Novas leituras para artigos da Europe Collection

Uma seleção de peças desenvolvidas pela SOKO Chemicals a partir de artigos da Europe Collection, com lavagens que valorizam e evidenciam as características próprias de cada tecido, ressaltando os slubs e os efeitos dos fios, ampliando os contrastes e a profundidade do índigo e reforçando o visual autêntico do denim.

Na seleção, ganharam destaque Wiggins e Shelton. O Wiggins, 100% algodão, apresenta construção slub, índigo escuro versátil e caráter old school. Já o Shelton combina Fine Negative Slub Character, visual old school e stretch.

A combinação entre matéria-prima, construção e tingimento reforça a capacidade da Vicunha de transformar conhecimento têxtil em soluções com identidade, performance e valor para o mercado. Com um portfólio amplo e diverso, a companhia amplia as possibilidades de criação para marcas e confecções e reafirma seu papel como referência em inovação para o jeanswear.

Sobre a Vicunha - Reconhecida mundialmente por seus elevados padrões de qualidade e sustentabilidade, a Vicunha é uma multinacional brasileira presente na América Latina, Europa e Ásia. Com quase 60 anos de mercado, é referência global em soluções para o jeanswear, atuando nos segmentos de tecidos denim e denim colour. Além de um amplo portfólio de produtos, a empresa oferece conhecimento e serviços em tendências de moda, sustentabilidade, design, desenvolvimento e lavanderia. Essa plataforma integrada permite acompanhar os clientes em diferentes etapas da criação e da produção, contribuindo para ampliar sua competitividade. Celebrando a multiplicidade de um mundo em constante evolução, a Vicunha tem como propósito estimular a cultura do jeanswear para que cada pessoa encontre o seu jeans.

da redação com informações da ágora Brasil

GRUPO MORENA ROSA

worldfashion • 08/08/26, 14:27

Com o uso de inteligência artificial o Grupo Morena Rosa reduz em até 50% o tempo de desenvolvimento das coleções, a tecnologia é utilizada para otimizar o encaixe de tecidos, prever demandas e aprimorar o planejamento da produção, reduzindo desperdícios, custos e acelerando o desenvolvimento de produtos na indústria da moda.

A inteligência artificial já deixou de ser uma ferramenta restrita ao marketing e ao atendimento ao cliente para ganhar espaço em uma das áreas mais estratégicas da indústria da moda: a produção.

Em um setor em que pequenos ganhos de eficiência representam milhões de reais em economia, empresas têm recorrido à tecnologia para reduzir desperdícios, otimizar o uso de matéria-prima e tornar a operação mais competitiva.

Seguindo essa tendência, o Grupo Morena Rosa, uma das maiores companhias de moda feminina do país, investiu R$ 5 milhões em inteligência artificial somente no último ano, ampliando o uso da tecnologia em diferentes etapas da cadeia produtiva. As novas soluções passaram a fortalecer processos como planejamento de produção, previsão de demanda e otimização do encaixe dos moldes nos tecidos, etapa responsável por definir a melhor disposição das peças antes do corte, reduzindo sobras de matéria-prima.

O investimento recente se soma a uma jornada de transformação digital iniciada há vários anos.

O Grupo Morena Rosa mantém uma parceria de longa data com a Audaces para digitalizar o desenvolvimento das coleções e integrar áreas como estilo, modelagem e engenharia de produto. Ao longo dessa evolução, a companhia aperfeiçoou continuamente seus processos, incorporando novas tecnologias para tornar o desenvolvimento de produtos mais ágil, integrado e eficiente.

Os resultados alcançados fizeram com que a experiência do Grupo Morena Rosa passasse a ser apresentada como case de aplicação de tecnologia para outras empresas da indústria da moda.

Além de aumentar a eficiência operacional, a iniciativa contribui diretamente para a redução de custos industriais e para uma produção mais sustentável, uma vez que diminui o descarte de tecidos e melhora o aproveitamento dos insumos utilizados na fabricação das coleções.

Segundo Lucas Franzato, CEO do Grupo Morena Rosa, o uso da inteligência artificial vem mudando a forma como a empresa toma decisões ao longo de toda a operação. “A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma ferramenta de gestão. Hoje conseguimos analisar um volume muito maior de informações em poucos minutos, prever cenários com mais precisão e identificar oportunidades de melhoria que seriam praticamente impossíveis apenas com análises manuais. Isso nos permite produzir de forma mais eficiente, reduzir desperdícios e utilizar melhor cada metro de tecido, gerando ganhos financeiros e ambientais ao mesmo tempo.”

A IA também auxilia a companhia na previsão de demanda, cruzando históricos de vendas, comportamento do consumidor, sazonalidade e desempenho de coleções anteriores para orientar decisões de produção. Com previsões mais assertivas, a empresa reduz riscos de superprodução ou falta de produtos, equilibrando estoques e evitando desperdícios ao longo da cadeia.

Outro avanço está no planejamento industrial. Com apoio da inteligência artificial, é possível simular diferentes cenários de produção, distribuir melhor a capacidade das fábricas e identificar gargalos antes que impactem prazos ou custos operacionais.

Como resultado da evolução contínua dessa estratégia de transformação digital, fortalecida pelo investimento realizado no último ano, os ganhos já aparecem em diferentes indicadores da operação. Com a integração das soluções de inteligência artificial ao desenvolvimento das coleções, o Grupo reduziu em até 50% o tempo necessário para desenvolver uma coleção. A redução do ciclo permite incorporar tendências mais recentes às coleções, acelerar a chegada dos produtos ao mercado e ampliar a capacidade de resposta às mudanças no comportamento do consumidor.

O ganho adicional expressivo foi a redução de cerca de 60% no retrabalho durante o desenvolvimento das coleções. Com acesso antecipado às informações técnicas, simulações das peças e estimativas de custos antes mesmo da confecção dos pilotos, as equipes conseguem identificar ajustes de forma preventiva, diminuindo significativamente a necessidade de refações. A mudança também reduziu custos com pilotos, gerou economia de matéria-prima, energia e papel e tornou todo o processo de desenvolvimento mais sustentável.

Para Franzato, o diferencial está em utilizar a tecnologia como suporte à tomada de decisão, sem substituir o conhecimento humano. “A inteligência artificial vai muito além da automação. Ela nos permite antecipar decisões, validar informações antes da produção física e evitar desperdícios em toda a cadeia. O resultado é uma operação mais ágil, com menor custo, mais sustentabilidade e coleções que chegam ao mercado muito mais alinhadas às tendências.”

Além dos ganhos operacionais, o investimento faz parte da estratégia de transformação digital do Grupo Morena Rosa, que vem ampliando continuamente o uso de tecnologia para tornar seus processos mais ágeis, sustentáveis e preparados para acompanhar as constantes mudanças do mercado de moda. Com a digitalização dos processos e a integração das equipes em uma única plataforma, a companhia também ganhou agilidade na comunicação entre diferentes áreas e unidades, tornando o desenvolvimento das coleções mais colaborativo, preciso e eficiente.

Sobre o Grupo Morena Rosa - Fundado em Cianorte (PR), um dos principais polos têxteis do Brasil, o Grupo Morena Rosa é uma das maiores plataformas de moda feminina do país, reunindo as marcas Morena Rosa, Maria.Valentina, Zinco, Lebôh e Iódice. Com mais de 33 anos de atuação, produção 100% nacional e mais de 1 milhão de peças fabricadas anualmente, a companhia opera por meio de uma estratégia multicanal que integra franquias, lojas próprias, e-commerce, exportação e uma ampla rede de varejistas multimarcas. A força de suas marcas também é reconhecida internacionalmente: a Morena Rosa Beach foi eleita a 2ª melhor marca de moda praia do mundo em levantamento da revista Time em parceria com a Statista, enquanto a Morena Rosa foi apontada pelo prêmio Best Brands To Sell como a melhor marca para vender no varejo de moda brasileiro.

da redação com informações da JN Assessoria de Comunicação

GESTÃO DA PRODUTIVIDADE TÊXTIL

worldfashion • 05/08/26, 16:30

A gestão só baseada em indicadores pressupõe saber quais indicadores olhar, e é nisso que boa parte das indústrias do segmento ainda erra o alvo. “Não basta acompanhar o volume produzido ou o faturamento no fim do mês, é preciso decompor a operação em métricas que mostrem, com precisão, onde está o gargalo” afirma Fábio Kreutzfeld, CEO da Delta Máquinas Têxteis, de Pomerode (SC). Especialistas como ele apontam ao menos oito indicadores como indispensáveis para esse diagnóstico: produtividade, qualidade, capacidade produtiva, lucratividade, margem de contribuição, depreciação de ativos, desempenho da cadeia de suprimentos e indicadores ambientais.

Produtividade e capacidade produtiva formam o par mais citado, mas também o mais mal interpretado. “Produtividade mede quanto se produz em relação ao tempo e aos recursos empregados, já a capacidade mostra o limite da estrutura instalada, ou seja, quanto a fábrica poderia produzir se operasse no seu potencial máximo. A distância entre os dois números costuma ser o primeiro sinal de ineficiência. Uma fábrica com capacidade alta e produtividade baixa não tem problema de máquinas, mas sim de processos”, explica.

A qualidade, por sua vez, deixou de ser avaliada só pelo resultado final. O indicador mais relevante hoje é a taxa de refugo e retrabalho, porque cada peça reprocessada consome tempo, insumos e energia que já haviam sido contabilizados como custo de produção. Fábricas que registram esse dado de forma contínua, e não por amostragem no fim do lote, têm uma leitura mais confiável.

Já lucratividade, margem de contribuição e depreciação de ativos compõem o retrato financeiro da operação. “Lucratividade mostra o resultado líquido do negócio; margem de contribuição isola quanto cada produto efetivamente contribui para cobrir custos fixos e gerar lucro, revelando quais linhas sustentam a empresa e quais apenas ocupam capacidade produtiva; e a depreciação de ativos indica o desgaste do parque fabril e orienta a decisão sobre quando investir em reposição”, explica Fábio, lembrando que, atrasar essa leitura, por exemplo, significa operar com equipamento em queda de rendimento sem perceber.

Cadeia de suprimentos e indicadores ambientais fecham o conjunto e ganham peso crescente diante das exigências de rastreabilidade. Saber a origem da matéria-prima, o tempo de giro de estoque e o consumo de água e energia por lote produzido se tornou critério de habilitação comercial no mercado.

Esse conjunto de indicadores só ganha valor prático quando sai da planilha e passa a ser incorporado ao ritmo da produção. É o que a automação embarcada nas máquinas têxteis vem permitindo: sensores e sistemas de visão computacional registram dado a dado no exato momento em que o processo acontece, sem depender de amostragem manual ou de fechamento de lote. Medir indicadores isoladamente ajuda a corrigir a rota, mas medi-los de forma integrada é o que prepara o negócio à antecipação de possíveis problemas.

“Não adianta ter oito indicadores se a fábrica só consegue medir um deles em tempo real. A automação existe justamente para fechar essa lacuna entre o dado e a decisão. Produtividade é também uma questão de informação. A indústria têxtil brasileira sempre soube produzir bem, o que muda agora é a velocidade com que ela consegue enxergar os próprios números”, reforça o CEO da Delta Máquinas.

Sobre: A Delta Máquinas Têxteis foi fundada em 2007, em Pomerode (SC), a Delta Máquinas Têxteis é referência em tecnologia para otimização da produção industrial têxtil, através do desenvolvimento de máquinas, equipamentos e softwares. São mais de 60 produtos em seu portfólio, aplicados aos processos de tecelagem plana, malharia circular, estamparia digital, beneficiamento e confecção. A Delta desenvolve, ainda, projetos de automação customizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. Com foco na indústria 4.0 têxtil e confecção 4.0, alinha automação, gestão de dados e padronização de processos inteligentes. Suas soluções já estão presentes em toda a América, com mais de 300 clientes atendidos.

da redação com informações da Trevo Comunicação

34ª EDIÇÃO SALÃO INSPIRAMAIS

worldfashion • 10/07/26, 17:01

Na abertura do evento, o presidente da  ASSINTECAL  - Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, José Cláudio Blos, que assumiu o cargo recentemente, destacou a força do salão como propulsor da criatividade brasileira e de negócios e completou: “Tenho certeza, pelo que vejo aqui, pelos materiais e pela união do nosso segmento, de que teremos dias melhores para a nossa atividade”

“Aqui, ao longo desses dois dias de evento, lançaremos mais de mil materiais inovadores e sustentáveis para as indústrias de calçados, vestuário, bijuterias, móveis, tapeçaria automotiva e até mesmo para o mercado pet. Aliás, nos anos mais recentes, o INSPIRAMAIS vem acentuando ainda mais a sua transversalidade, mostrando que os materiais desenvolvidos pela nossa indústria servem aos mais variados segmentos da indústria brasileira” disse Silvana Dilly superintendente da ASSINTECAL.

No seu discurso, a gerente Viviane Lark da Indústria e Serviços da APEX BRASIL - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ressaltou a importância da cadeia produtiva da moda para as exportações brasileiras, frisando o apoio que a agência dá ao salão e também ao setor de uma maneira geral, por meio do Brazilian Materials, programa realizado em parceria com a Assintecal que tem como foco a internacionalização das empresas do segmento.

Também falaram na abertura, o presidente Rafael Cervone do CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo e presidente emérito da ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, e o gerente da Regional Sinos, Caí e Paranhana, Maico Fabiano Fernandes.

O salão contou com a presença de 22 grupos de importadores oriundos da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Turquia no salão. “Esses grupos produzem, anualmente, mais de 20 milhões de pares de  calçados, o que demonstra o poder de compra desses players”, disse Silvana.

O espaço PREVIEW DO COURO, mostrou as novidades de 17 curtumes brasileiros, e 13 palestras programadas para os dois dias de evento e mais de 60 peles duráveis e sustentáveis, que o presidente-executivo José Fernando Bello, do CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil enfatizou e ressaltou a importância do salão INSPIRAMAIS no “coração dos negócios” no Brasil.

No espaço HUB CONEXÃO CRIATIVA, técnicas e produtos com DNA genuinamente brasileiro, contou com 33 empreendimentos de micro e pequeno portes.

O coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design do salão, Walter Rodrigues, destacou o evento como grande impulsionador de negócios através da moda e da criatividade. “Aqui, estamos apresentando os produtos com o tema ESSÊNCIA que ressignificam a ideia de luxo, apontam a relevância do retorno à essência do que cada marca expositora faz de melhor”, destacou.

Na palestra do PREVIEW 2028_I Walter Rodrigues e Marnei Carminatti apresentaram alguns dados da pesquisas que já estão realizando com as questões sobre: “como será o comportamento do consumidor ?

o sujeito contemporâneo?

E elegeram o tema como CAMUFLAGEM - identidade em trânsito, mencionam  Alejandro Jodorowsky “não somos estamos sendo” ou Es Devlin “sou o outro do outro”, e vários desfiles recentes que ilustram estas reflexões:  Vestir-se é cartografar-se? Marcar identidade ou território ? Memória ?

O salão INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal - Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos e do CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil, em parceria com a Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e Abimóvel - Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário. A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional.

O apoio institucional é da Abvtex - Associação Brasileira do Varejo Têxtil.

da redação

Artigo - A nova vantagem competitiva da indústria está na capacitação

worldfashion • 06/07/26, 11:44

Por Paula Cristina Dani*

Observando a velocidade e esse movimento de perto, tenho a impressão de que a discussão sobre inovação ainda se concentra excessivamente nas tecnologias em si. E talvez o verdadeiro desafio esteja em outro lugar: na capacidade de transformar toda essa inovação em resultado prático dentro das empresas. Afinal, nenhuma tecnologia gera impacto sozinha. É preciso que existam profissionais preparados para compreendê-la, aplicá-la e extrair dela o máximo valor.

Essa realidade fica evidente quando olhamos para o mercado brasileiro. Segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o país precisará qualificar cerca de 14 milhões de profissionais industriais até 2027, sendo a maior parte voltada à requalificação de trabalhadores que já estão em atividade. Ao mesmo tempo, dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a falta de mão de obra qualificada já é apontada como um problema por 23,1% dos empresários.

Os números ajudam a entender uma questão cada vez mais presente na indústria: não basta ter acesso à tecnologia. É preciso garantir que ela seja utilizada da forma correta. E isso exige atualização constante dos profissionais, especialmente em um cenário em que as transformações acontecem em ritmo acelerado.

O desafio, aliás, não é exclusivo do Brasil. Estudo recente da Deloitte aponta que a competição por profissionais qualificados continua sendo uma das principais preocupações da indústria global, justamente em um momento em que empresas ampliam investimentos em automação, digitalização e tecnologias avançadas.

Diante desse contexto, tenho observado um movimento interessante. À medida que as tecnologias se tornam mais sofisticadas, fabricantes e distribuidores passam a assumir também um papel cada vez mais relevante na formação técnica do mercado.

A lógica é simples: não adianta disponibilizar equipamentos mais avançados se os profissionais não conseguem explorar todo o seu potencial.

E essa cenário tende a se acentuar. Diferentemente de outras revoluções industriais, em que novas tecnologias levavam anos para se consolidar no mercado, hoje os ciclos de inovação são cada vez mais curtos. Equipamentos, softwares, sistemas de automação e ferramentas conectadas evoluem continuamente, exigindo atualização permanente de quem está na operação. O Fórum Econômico Mundial de 2023 já previa isso, estimando que 44% das competências dos trabalhadores precisariam ser atualizadas até 2028 em função das transformações tecnológicas em curso.

Por isso, a capacitação passou a fazer parte da própria estratégia de desenvolvimento das empresas, se tornando tão importante quanto a inovação que está sendo colocada no mercado.

Quem entender isso ganhará, certamente, uma grande competitivade no mercado moderno.

*Paula Cristina Dani - CEO da Milwaukee Brasil

Sobre: A Milwaukee é a marca líder mundial no desenvolvimento de ferramentas profissionais de alta performance, a Milwaukee Brasil entrega ao mercado um ecossistema de tecnologias proprietárias que redefinem os padrões de performance, durabilidade e inteligência no ambiente profissional. Com mais de 900 patentes globais, a marca lidera a evolução das ferramentas para aplicações exigentes.

SUSTENTABILIDADE

worldfashion • 11/06/26, 14:48

Uma pesquisa da BASF sobre hábitos de lavagem na América Latina, realizada em 2025, indica que os consumidores gostariam que suas marcas preferidas de sabão para roupas, melhorassem a remoção de manchas e fossem mais amigáveis ao meio ambiente, aumentando a eficiência em água fria.

Paralelamente, o mercado de cuidado para o lar está se movendo rapidamente nessa direção. Por um lado, já existem máquinas de lavar que permitem lavar em água fria e com programas de ciclos curtos, reduzindo o consumo de água e energia, e tornando as lavagens mais eficientes. Por outro, as marcas de sabões para roupas oferecem cada vez mais produtos específicos para ciclos curtos e com maior efetividade em baixas temperaturas, sem comprometer a eficácia contra manchas e o cuidado com os tecidos.

“Do ponto de vista técnico, o comportamento dos tecidos ao longo dos ciclos de lavagem tem um impacto relevante na sua vida útil. Formulações com enzimas adequadas permitem remover a sujeira de forma eficaz sem agredir as fibras, reduzindo o desgaste e contribuindo para a manutenção da integridade do tecido ao longo do tempo”, explica Gabriela Uchona - Representante de Suporte Técnico de Home Care da BASF.

Por isso, um dos aspectos-chave nesse desafio é o cuidado das roupas durante o uso diário para evitar o desgaste prematuro e prolongar sua vida útil. Uma das formas de conservar a cor e a aparência das roupas por mais tempo é usar sabão com enzimas, que atuam sobre as microfibras danificadas pelo uso e pelas lavagens frequentes. Esses componentes ajudam a manter melhor as peças e a prolongar sua vida útil, removendo manchas de diversos tipos e reduzindo a formação de pilling — ou “bolinhas” — e o desgaste visível do tecido, entre outros benefícios.

Aliadas perfeitas: AS ENZIMAS

Uma enzima é uma proteína que acelera reações químicas em organismos vivos e, por natureza, é biodegradável. Como tal, pode alterar reações químicas sem se alterar, o que a torna reutilizável: uma enzima pode catalisar reações repetidamente. As enzimas também são extremamente úteis em detergentes e sabões, onde podem decompor as moléculas orgânicas da sujeira que causam manchas difíceis nos tecidos, removendo as de forma rápida e eficaz.

Existem várias categorias de enzimas, cada uma com sua especialidade, por exemplo: proteases, que removem manchas de origem proteica (sangue, suor, ovo, etc.); lipases, que degradam manchas de gordura e óleo (óleo de cozinha, cosméticos, etc.); amilases, que atacam resíduos de amido (molhos, batatas, entre outros); mananases, que removem manchas de gomas e espessantes; e cellulases, ideais para combater o pilling que se forma em tecidos de algodão.

Na indústria de cuidado para o lar, os fabricantes de sabões para roupas estão incorporando tecnologia enzimática em suas formulações para melhorar o poder de limpeza dos detergentes contra manchas e tornar o produto ainda mais eficaz contra sujeiras difíceis. Além disso, a incorporação de enzimas promove sustentabilidade e biodegradabilidade, garantindo alto desempenho mesmo em temperaturas de lavagem mais baixas.

“As enzimas são componentes-chave nas formulações modernas dos sabões para roupas, pois atuam de maneira específica sobre diferentes tipos de manchas. A combinação correta de enzimas — como proteases, lipases, amilases e cellulases — permite otimizar o desempenho da lavagem em diferentes condições, especialmente em baixas temperaturas e ciclos curtos, sem comprometer a eficiência”, comenta a especialista.

Nesse contexto, nos dias 17 e 18 de junho ocorrerá a conferência Cleaning Products Latin America, em Buenos Aires, o evento mais importante da indústria de cuidado para o lar na América Latina. Ali estará presente toda a cadeia de suprimento do setor, desde fabricantes de produtos químicos e de produtos de limpeza até segmentos como máquinas e tecnologia industrial, consultorias, associações, embalagens e sustentabilidade.

A BASF, como empresa química líder no segmento de cuidado para o lar, estará presente no Cleaning Products Latin America com seu portfólio Lavergy® de enzimas sustentáveis e de alto desempenho para formulação de sabões para roupas. Dessa linha, destacam se os últimos lançamentos como Lavergy® A Star 200 L, uma amilase que remove manchas de amido e proporciona limpeza profunda mesmo em baixas temperaturas, tanto em ciclos rápidos quanto delicados; e Lavergy® C Care, uma cellulase que atua nas fibras soltas do tecido para reduzir fiapos e formação de bolinhas (pilling), manter a aparência do tecido e preservar a intensidade da cor lavagem após lavagem.

O portfólio Lavergy® da BASF é complementado por uma ampla gama de soluções enzimáticas, como Lavergy® L Pace, uma lipase que ajuda a remover manchas de óleo e gordura mesmo em lavagens com água fria; Lavergy® M Ace, uma mananase que rende melhor com ciclos de lavagem rápidos e em água fria, permitindo economia de tempo e redução de custos energéticos; Lavergy® C Bright, uma cellulase que, em combinação com outros ingredientes, previne o amarelamento de tecidos de diversos materiais, sejam brancos ou coloridos, de algodão ou fibras sintéticas; e Lavergy® Pro, uma protease que melhora a remoção de manchas difíceis por sua compatibilidade com enzimas secundárias, oferecendo desempenho superior na lavagem e facilitando formulações flexíveis.

“O portfólio Lavergy® foi desenvolvido pela BASF para oferecer flexibilidade na formulação e alto desempenho em diferentes condições de lavagem. Cada enzima atende a uma função específica, permitindo que os fabricantes ajustem suas formulações para alcançar maior eficiência na remoção de manchas, cuidado com os tecidos e desempenho em água fria, alinhando performance técnica com requisitos de sustentabilidade”, conclui Uchona.

Sobre a divisão Care Chemicals da BASF

A divisão Care Chemicals da BASF oferece uma ampla gama de ingredientes para cuidados pessoais, cuidados domésticos, limpeza industrial e institucional e aplicações técnicas. Somos um fornecedor global líder para a indústria de cosméticos, bem como para a indústria de detergentes e produtos de limpeza, e oferecemos aos nossos clientes produtos, soluções e conceitos inovadores e sustentáveis. O portfólio de produtos de alto desempenho da divisão inclui surfactantes, emulsificantes, polímeros, emolientes, agentes quelantes, ingredientes ativos cosméticos e filtros UV. Temos sites de produção e desenvolvimento em todas as regiões, e estamos expandindo nossa presença em mercados emergentes. Para mais informações, acesse www.care-chemicals.basf.com.

Sobre a BASF

Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: queremos ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 108.000 colaboradores e colaboradoras do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos de Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de €60 bilhões em 2025. As ações da companhia são negociadas na bolsa de valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos.

da redação com informações da assessoria de imprensa Weber Shandwick

Brasil Fashion Designers 2026 CIDADE DE SÃO PAULO - FEBRA TÊXTIL

worldfashion • 07/05/26, 10:27

O grande vencedor desta edição foi Mauricio Mazzon, que conquistou a oportunidade de apresentar sua coleção na Expotextil Perú 2026, uma das principais feiras do setor têxtil na América Latina. Intitulada “Elos”, a coleção é composta por dois looks de palco em denim, com peças como jaqueta, calça, casaco e corset. A proposta apresenta uma reflexão sobre conexão a partir do encontro entre o funk e o rap, dois ritmos brasileiros marcados pela origem periférica e pela denúncia social.

“Foi muito trabalho, de 8h da manhã até 10h da noite, então ver esse esforço reconhecido fez tudo valer a pena. Sou muito detalhista, então queria que tudo estivesse perfeito, principalmente o acabamento. Na coleção, criei dois looks de palco inspirados na energia do rap e do funk, o rap como estrutura e ostentação, e o funk como poder e sensualidade. Também quis trabalhar o denim de forma diferente, elevando o tecido para além do uso cotidiano e valorizando sua estética urbana na passarela”, destaca o vencedor Mauricio Mazzon.

Com todas as despesas pagas, o vencedor levará sua criação para o cenário internacional, ampliando sua visibilidade e dando um passo importante na consolidação de sua trajetória profissional. Além disso, recebe uma máquina de costura reta industrial da Silmaq e uma assinatura anual da plataforma New & Now, que oferece acesso a conteúdos exclusivos de tendências e inteligência criativa.

O segundo lugar ficou com Thaisa Chaves, com a coleção “Vestir para Resistir”, que traz como referência a música “Negro Drama”, dos Racionais MC’s, e a vivência da designer no Capão Redondo, traduzindo a moda como ferramenta de expressão, resistência e identidade.

Já o terceiro lugar foi conquistado por Vitória Amaral, com a coleção “Entendeu o Que Nóis Sente?”, inspirada nas batalhas de rap e na potência da palavra como instrumento de afirmação e pertencimento nas periferias. Como premiação, ambas receberam máquinas de costura da Silmaq e licença da plataforma New & Now.

As coleções foram avaliadas por um júri formado por profissionais renomados da indústria têxtil, da moda e da comunicação, garantindo um olhar técnico e multidisciplinar sobre os trabalhos apresentados.

Integraram o júri Yuko Suzuki, editora da revista World Fashion desde 1996 e presença histórica na cobertura da São Paulo Fashion Week desde sua primeira edição; Silvia Boriello, jornalista e editora da revista Costura Perfeita, voltada ao setor confeccionista; Priscila Faiad, mestre em Engenharia Têxtil e consultora especialista em qualidade de tecidos e fornecedores; Francesco Bogarin, designer vencedor do Concurso Novos Designers Brasil 2015, com atuação em design de moda e styling; Roberto Lima, gerente de Comunicação e Marketing da Abit e do Sinditêxtil-SP; e Symone Rech, especialista em Design Estratégico e Economia Comportamental, além de diretora de pesquisa e inteligência criativa da plataforma New & Now.

Sobre o Brasil Fashion Designers

Nesta edição, os finalistas foram desafiados a criar coleções inéditas compostas por dois looks completos para o inverno 2026, a partir do tema “Na Batida do Funk e na Rimada do Rap”. A proposta trouxe para a passarela um diálogo potente entre moda, música urbana brasileira e identidade cultural, explorando referências das periferias, estética contemporânea e narrativas sociais.

As coleções foram apresentadas em um desfile exclusivo e seguiram em exposição durante a programação da FebraTêxtil, ampliando a visibilidade dos novos talentos junto a compradores, empresas e formadores de opinião do setor. Realizado pelo Febratex Group, o Brasil Fashion Designers tem como missão aproximar jovens designers da indústria têxtil, promovendo oportunidades reais de inserção profissional.

“O Brasil Fashion Designers é uma vitrine para novos talentos e um elo direto com a indústria. A cada edição, vemos o quanto esses novos criadores chegam preparados, com propostas consistentes e alinhadas às transformações culturais e de mercado”, destaca Ricardo Gomes, gerente de projetos especiais do Febratex Group.

Para Hélvio Júnior, diretor de comunicação do Febratex Group, o concurso cumpre um papel estratégico no fortalecimento da moda brasileira. “Ao integrar o BFD à FebraTêxtil, ampliamos o acesso desses jovens ao mercado, conectando criatividade e cadeia produtiva. É uma iniciativa que fortalece a base da indústria e estimula a inovação no setor”, afirma.

A edição Cidade de São Paulo 2026 deu continuidade ao concurso no estado. Em 2025, o Brasil Fashion Designers realizou uma edição especial em homenagem à estilista Vivi Haydu, referência da moda brasileira, celebrando sua trajetória e contribuição para o fortalecimento da criação independente no país.

Com o patrocínio da Silmaq e com apoio da New & Now, Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) e Capricórnio, o Brasil Fashion Designers reafirma seu papel como uma das principais plataformas de incentivo à nova geração de designers do país, impulsionando carreiras e conectando talentos ao futuro da moda brasileira.

da redação com informação da assessoria de imprensa PA Comunicação 360

QUINTESS

worldfashion • 06/05/26, 14:53

Com a visão contemporânea aplicada na abordagem em uma calça jeans, que deve servir a todos, resultou na interpretação aliada a uma engenharia de produto. O desafio é atender a diferentes biotipos com naturalidade, do 38 ao 56, sem se prender a um padrão, a Quintess, marca do Grupo Posthaus, de Blumenau (SC), com 18 anos no mercado e milhões de clientes atendidos, inserido em um cenário que ainda dita padrões, escolheu trilhar um caminho mais sensível valorizando a individualidade e o estilo.

“Uma calça que aperta, outra que sobra. Quantas vezes já ouvimos isso? Para nós, a pergunta era clara: como lançar algo que realmente dialogasse com cada mulher? A resposta moldou a criação, que combina um olhar técnico e sensível. O que surge disso vai além do caimento, é uma nova experiência de vestir”, conta Ana Damásio, estilista do Grupo Posthaus.

O segredo está no processo de produção

A criação demonstra que é possível desenvolver um jeans capaz de se alinhar de forma natural a diferentes silhuetas. A inovação começa pelo cós, muitas vezes subestimado, mas essencial para o caimento. Ele foi redesenhado com precisão, incorporando discretamente um elástico nas laterais, que suaviza volumes sem comprometer o design.

“Não é mágica, é técnica”, explica a estilista. “Cada ajuste é pensado para acompanhar proporções variadas, valorizando cinturas e quadris de diferentes formatos. O efeito é sutil, mas perceptível no conforto e na elegância”.

O tecido também desempenha um papel fundamental. O denim 100% algodão oferece respirabilidade, resistência e um caimento que evolui com o uso. Ele acompanha os movimentos, mantendo a estrutura mesmo após múltiplas lavagens, garantindo durabilidade e a sensação de roupa nova.

Por fim, a modelagem reta conclui o processo, equilibrando a proporção e alongando as linhas corporais. Diferentemente de cortes justos ou flare, mantém largura constante do quadril até a barra, criando uma linha uniforme que respeita os formatos naturais do corpo de maneira harmoniosa, entregando liberdade de mobilidade e fluidez.

Pessoas reais no desenvolvimento

O processo contou com pessoas reais, cujos corpos e percepções guiaram cada decisão. Mulheres provaram, ajustaram, comentaram e aprovaram detalhes, transformando feedbacks em instrumento de precisão que norteou todas as etapas.

“Fui convidada para participar da confecção da calça jeans e, quando provei a versão final, pensei: é isso. A modelagem é pensada para corpos reais e diversos, para adaptar e servir bem em mulheres diferentes. Isso é algo que eu sempre bato na tecla, usar a roupa que serve de verdade, não só cabe. A calça conforta, valoriza e faz a gente se sentir bem dentro dela. Parece algo básico, mas faz toda a diferença na nossa autoestima”, relata a influenciadora Ana Luiza Palhares, conhecida pelo perfil Cinderela de Mentira.

Dessa forma, o projeto partiu da experiência de quem já enfrentou dificuldade para encontrar um jeans que realmente se ajustasse, do P ao plus size, conceito que, inclusive, integra o DNA da Quintess. Todas as sugestões contribuíram para transformar um modelo clássico em algo que acompanha e valoriza proporções diversas, sem comprometer a estética.

“Não se trata apenas de caber, mas de se reconhecer na roupa, de sentir que ela foi pensada para você. Proporcionar isso é um gesto de cuidado, fruto de um caminho que escutou e respeitou histórias diversas”, completa Ana.

A peça está disponível no site da marca.

da redação com informações da Oficina das Palavras – Comunicação para Negócios

8ª edição - AGRESTE TEX 2026

worldfashion • 22/04/26, 14:09

Neste edição, além dos maquinários, constatamos maior participação de malharias e tecelagens, que além das novidades e informações, compartilharam conhecimento, como a Avil que em parceria com Makipeças, mostraram a produção em loco, como transformar o tecido numa peça pronta, em 40 minutos com estilista/modelista e costureiro Jack Araujo (instagram @jhonny_costureiro).

Confirmando os dados da Danielle Souto - Secretária do Desenvolvimento Econômico do Governo de Pernambuco, a indústria de vestuário de Pernambuco apresentou desempenho positivo entre 2024 e 2025, com crescimento consistente na produção, no consumo e, principalmente, na geração de empregos. É o que revelou o levantamento do IEMI - Inteligência de Mercado, referência nacional em estudos do setor. De acordo com os dados, o setor ampliou em 14,8% o número de trabalhadores diretos, ritmo significativamente superior ao crescimento de 2,4% no total de unidades produtoras, que chegaram a 1.011 estabelecimentos no período, conforme citado por Marcelo Prado, consultor e diretor do IEMI - Inteligência de Mercado.

O avanço da mão de obra indica aumento da intensidade produtiva e reforça o papel do segmento como um dos principais motores de geração de renda no estado. O volume da produção em peças também cresceu 2,8%, enquanto o valor da produção (em Reais) registrou alta mais expressiva, de 7,4%, sinalizando ganho de valor agregado e possível diversificação para produtos de ticket médio maior.

No mercado interno de vestuário, os indicadores mostram um ambiente de aquecimento. O número de pontos de venda especializados avançou 4,8%, enquanto o potencial de consumo no estado cresceu 5,8%, ultrapassando R$ 8,9 bilhões. O desempenho reflete a melhora das condições de renda e emprego, além do fortalecimento do varejo local.

“Estamos observando um ciclo positivo impulsionado principalmente pelo mercado interno. O crescimento da mão de obra em ritmo superior ao das unidades produtivas indica aumento da capacidade instalada e maior intensidade de produção. Ao mesmo tempo, o avanço mais forte do valor da produção em relação ao volume de peças sugere ganho de eficiência e maior presença de produtos com valor agregado”, afirmou Marcelo Prado, durante o talk realizado na feira.

No contexto nacional, Pernambuco mantém uma posição relevante na cadeia produtiva do vestuário. O estado concentra 4,9% das unidades produtoras do país e responde por 3,8% da mão de obra direta do setor. Em termos de produção, porém, a participação é de 2,5%, indicando que, embora tenha capilaridade industrial, ainda opera com escala média inferior à de polos mais consolidados.

Já no consumo, Pernambuco representa 3,3% dos pontos de venda especializados e 2,9% do potencial de consumo nacional, evidenciando a força do mercado interno como principal eixo de sustentação do setor. Nas exportações, a participação ainda é limitada, com 0,3% em volume e 0,4% em valor, o que aponta espaço para crescimento na inserção internacional.

Segundo Prado, o cenário também reflete fatores estruturais. “A consolidação de arranjos produtivos regionais, a maior integração com o mercado nacional e estratégias comerciais voltadas ao consumo interno ajudam a explicar esse desempenho. Ao mesmo tempo, os dados mostram que existe uma oportunidade clara de ampliar a inserção internacional e agregar mais valor às exportações”, completa.

O levantamento do IEMI reforça o papel estratégico da indústria de vestuário para a economia pernambucana, especialmente na geração de empregos e na dinamização do consumo, ao mesmo tempo em que evidencia desafios e oportunidades para aumentar competitividade e presença no mercado externo.

Os resultados refletem o sucesso da feira. Para Pedro Amâncio, diretor da SVC Laser Epson, a participação foi altamente positiva. “Atendemos muita gente de toda a região e de outros estados. Já ultrapassamos R$ 300 mil em negócios durante a feira, além de um volume significativo de oportunidades futuras. Trouxemos novidades como a DTF industrial, que chega para transformar o mercado local em produtividade”, contou.

Maurício Soares, gestor de marketing da Silmaq, também destacou o impacto da edição 2026. “Foi extremamente positiva. Abrimos novos clientes, fechamos negócios em novas regiões e apresentamos inovações importantes, como a primeira máquina de costura com inteligência artificial integrada. A expectativa é de crescimento entre 10% e 20% em relação à última edição”, revelou.

Já Rener Agostini, gerente nacional de vendas da Audaces, ressaltou a relevância estratégica da feira. “O Agreste pernambucano é uma região que respira moda. Estimamos um faturamento entre R$ 5 e 6 milhões durante a feira, podendo chegar a R$ 7 milhões com os desdobramentos dela. É um mercado essencial, tanto pelo volume quanto pela qualidade e potencial criativo”, ressaltou.

Outro momento de destaque foi o resultado do júri popular do Brasil Fashion Designers (BFD), que consagrou a estudante Camyle Nogueira, de 22 anos, natural de Toritama e aluna do Senai Caruaru. Com 24% dos votos, ela venceu com a coleção “Brasilidades”, marcada por cores vibrantes e estampas expressivas em contraste com tons mais suaves. Como premiação, recebeu uma máquina de costura da Silmaq. Emocionada, Camyle celebrou a conquista: “Cresci vendo o jeans sustentar minha família. Sou mãe e aspirante a designer, e chegar aqui com uma coleção escolhida pelo público é extremamente gratificante”, comemorou.

Entre os destaques, o desfile “Toritama by Acit” reforçou a importância da ‘capital do jeans’, apresentando ao público uma prévia das coleções que estarão no Festival do Jeans de Toritama 2026. A passarela evidenciou criatividade, identidade regional e a força produtiva local, consolidando o evento como vitrine de tendências e talentos.

Com resultados expressivos, forte adesão do público e alto nível de inovação, a oitava edição da Agreste Tex encerra reafirmando seu papel como uma das principais feiras do setor no Brasil e já projeta expectativas ainda maiores para a próxima edição, marcada para ocorrer de 4 a 7 de abril de 2028.

“Voltamos em 2028 para impulsionar, ainda mais, esse mercado tão importante para o Brasil. A nona edição vem com ainda mais grandiosidade, mais criativa e mais transformadora, ampliada e mais ousada”, finalizou Hélvio Pompeo Júnior, diretor de Operações do Febratex Group.

por Yuko Suzuki