NOTA DE REPÚDIO
worldfashion • 14/05/26, 16:53ABIT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA TÊXTIL E DE CONFECÇÃO
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifesta profunda preocupação e repudia a decisão anunciada pelo Governo federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”. Trata-se de uma decisão extremamente equivocada, que penaliza de modo direto quem investe, produz, emprega e acredita no Brasil.
Em vez de fortalecer a indústria nacional, o varejo formal, os empregos e a arrecadação do País, a medida amplia ainda mais a desigualdade tributária e regulatória entre as empresas brasileiras e as plataformas internacionais. Trata-se de um tratamento desigual, danoso à indústria e ao varejo nacionais.
Os dois setores atendem, há décadas, consumidores de todas as faixas de renda, oferecendo produtos acessíveis, qualidade, inovação e diversidade. Além disso, geram milhões de empregos formais. Cerca de 80% das peças comercializadas no Brasil têm valor abaixo de US$ 50, justamente a faixa que agora volta a receber tratamento favorecido para produtos importados.
É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos, custos logísticos, exigências trabalhistas, ambientais e regulatórias, enquanto concorrentes estrangeiros passam a ter vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional. Cabe lembrar que as indústrias fabricantes dos produtos que ingressam via plataformas eletrônicas já têm subsídios em seus países. O fim da taxa representa mais uma subvenção, mas concedida pelo governo brasileiro.
A decisão também representa um duro golpe sobre os investimentos produtivos, a geração de empregos formais e toda a cadeia têxtil e de confecção do Brasil. Esta é uma das maiores geradoras de empregos industriais do País e presente em mais de 60% dos municípios brasileiros. Cabe enfatizar que as mulheres representam 80% dos postos de trabalho do setor. Ou seja, a medida afeta de modo grave as trabalhadoras brasileiras.
Além disso, a medida impactará negativamente a própria arrecadação pública. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, as encomendas internacionais geraram R$ 1,78 bilhão em arrecadação federal, demonstrando que havia um caminho de maior equilíbrio competitivo e formalização do comércio eletrônico internacional.
O Brasil precisa fortalecer sua produção, ampliar sua competitividade e estimular investimentos industriais. A revogação da “taxa das blusinhas” conspira contra esses objetivos, aprofundando a dependência externa e desestimulando aqueles que aqui produzem sob regras rígidas e custos elevados.
A Abit seguirá atuando com firmeza perante o Congresso Nacional e as autoridades competentes em defesa da indústria nacional, do emprego formal, da concorrência justa e do desenvolvimento econômico sustentável do Brasil.
Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)
SINDITÊXTIL-SP SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE FIAÇÃO E TECELAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO
O Sinditêxtil-SP (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo), entidade com 94 anos de história na defesa do setor, manifesta seu mais veemente repúdio à decisão do Governo Federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. Esta medida é um retrocesso gravíssimo que penaliza diretamente quem produz, investe e gera riqueza no Brasil.
São Paulo é o “coração pulsante” da indústria têxtil brasileira, sendo responsável por quase 30% da produção nacional. Com aproximadamente 6.500 empresas espalhadas pelo Estado, o setor sustenta mais de 370.000 empregos diretos em toda a sua cadeia produtiva. A isenção concedida às plataformas internacionais de e-commerce desestabiliza esse ecossistema, criando uma concorrência desleal e predatória que ameaça a sobrevivência de milhares de confecções e fiações paulistas.
Os impactos econômicos e sociais são devastadores. É inadmissível que a indústria nacional, que opera sob regras rígidas, custos logísticos elevados, juros altos e uma pesada carga tributária, tenha que enfrentar concorrentes estrangeiros subsidiados que agora recebem nova subvenção do próprio governo brasileiro. Cerca de 80% das peças têxteis comercializadas no Brasil custam menos de US$ 50, justamente a faixa impactada pela medida. Como as mulheres representam 80% da força de trabalho do setor, a revogação da taxa afeta de forma desproporcional as trabalhadoras brasileiras. Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, a tributação sobre essas encomendas gerou R$ 1,78 bilhão para os cofres públicos. Abrir mão desses recursos em um momento de busca por equilíbrio fiscal é uma decisão contraditória e irresponsável.
O Sinditêxtil-SP, em conjunto com a Abit , CNI, Fiesp, Ciesp e a Coalizão Prospera Brasil, reafirma que a isonomia tributária não é um privilégio, mas uma condição básica para a justiça concorrencial. Não pedimos proteção, mas sim o direito de competir com as mesmas armas.
Exortamos o Governo Federal e o Congresso Nacional a agirem em defesa da indústria nacional e do varejo formal. O futuro de centenas de milhares de famílias paulistas e o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil não podem ser sacrificados em favor de plataformas estrangeiras que não geram empregos nem investem em nosso País.
Sinditêxtil-SP - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo
ABIV - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO
A Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (ABIV), entidade que representa o Polo do Bom Retiro, em São Paulo, e empresas do segmento do vestuário de diferentes estados, repudia a decisão anunciada pelo Governo federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”.
Grande parte dos produtos comercializados no Polo de Moda do Bom Retiro está justamente na faixa de preço afetada pela medida, abaixo de US$ 50, o que torna a concorrência com plataformas estrangeiras ainda mais direta e sensível para o setor.
Hoje, cerca de 95% das confecções do Polo são pequenas e médias empresas. A região movimenta R$ 5,3 bilhões por ano na produção de vestuário, fabrica 50,5 milhões de peças anualmente e concentra 19,4 mil trabalhadores em um único bairro da capital paulista. A grande maioria das empresas opera em formato de loja, 93,2%, e possui produção própria, 97%.
Ao beneficiar tributariamente as plataformas estrangeiras no acesso ao mercado nacional, o governo sacrifica empresas brasileiras, sobretudo as micro e pequenas, que produzem, empregam, investem, convivem diariamente com custos tributários elevados, juros altos, despesas logísticas e um ambiente regulatório complexo e sustentam a arrecadação do país.
Aos consumidores, um convite à reflexão. Ao optar por produtos importados sem a mesma carga tributária e sem o mesmo nível de exigências regulatórias, quem perde é o Brasil: são menos empregos, menos investimentos, menor arrecadação e menos oportunidades para milhões de brasileiros.
A ABIV seguirá atuando com firmeza junto ao Congresso Nacional e às autoridades competentes em defesa da isonomia competitiva, para assegurar que empresas nacionais e estrangeiras estejam sujeitas, no mínimo, às mesmas regras e condições de competição.
Cinthia Kim | Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (ABIV).
SINDIJOIAS-SP
“O Sindilojas-SP manifesta posição contrária e enxerga com muita preocupação o recente movimento do governo federal, de publicação da medida provisória que extingue o imposto para compras em sites internacionais para compras até US$ 50. A taxação até então vigente contribuía para reduzir distorções competitivas históricas, desencadeando efeitos positivos na economia, como a retomada do crescimento em segmentos relevantes do varejo, o aumento da geração de empregos e a ampliação de investimentos produtivos, além do fortalecimento da indústria nacional e maior previsibilidade para o ambiente de negócios.
Ao se posicionar de maneira contrária à revogação da “Taxa das blusinhas”, o Sindilojas-SP reforça uma atuação histórica em defesa do comércio varejista da capital paulista, especialmente no que diz respeito à proteção do mercado interno e à promoção de condições equitativas de concorrência. A entidade tem, ao longo dos anos, pautado junto ao poder público a necessidade de isonomia tributária como elemento central para garantir competitividade, estimular investimentos e preservar empregos, e seguirá atuando contra o retrocesso que a publicação dessa MP representa, e que tem impacto direto sobre a atividade econômica, a geração de renda e a sustentabilidade das empresas nacionais. A entidade seguirá defendendo a continuidade do aperfeiçoamento do sistema tributário, sempre com foco na justiça fiscal e no fortalecimento do ambiente de negócios no País.” – Aldo Nuñez Macri, presidente do Sindilojas-SP
da redação