Artigo - Varejo de moda está vendendo mais e lucrando menos

worldfashion • 02/06/26, 11:38

Por Chrystian Scanferla, Head de Negócios do IRRAH Tech

Ao longo dos anos, acompanhando operações e conversando com empresários, percebi um padrão que se repete: o problema raramente começa na venda. Ele começa antes, na gestão. Produção desalinhada, compra mal dimensionada, estoque parado, margem corroída. O cliente vê a vitrine. O empresário convive com a planilha.

Os exemplos estão aí, e não são poucos. A Forever 21 entrou em falência nos Estados Unidos entre 2019 e 2020, após um ciclo de expansão sem sustentação operacional. A Select Fashion encerrou dezenas de lojas no Reino Unido depois de acumular prejuízos. A United Colors of Benetton, que por décadas construiu marca global, reduziu centenas de unidades para conter perdas que ultrapassaram centenas de milhões de euros.

Esses movimentos não são isolados e revelam um ponto estrutural: vender mais não resolve quando a operação não acompanha.

Existe hoje um paradoxo. O consumo continua girando, o fluxo nas lojas físicas responde. O e-commerce amplia alcance e, ainda assim, a rentabilidade não acompanha o mesmo ritmo. Na prática, são empresas que trabalham mais para ganhar menos.

Em eventos e conversas com o mercado, percebe-se que não existe mais operação de varejo sem dados estruturados. A NRF Retail’s Big Show consolidou isso de forma direta: dados não são mais suporte, e sim infraestrutura.

Eu passei a tratar dados como energia operacional. Eles não aparecem na vitrine, mas sustentam tudo. Sem eles, a decisão vira tentativa; com eles, vira gestão.

Na prática, isso muda o jogo. Deixar de comprar por “feeling” e passar a comprar por histórico. Parar de reagir à sobra de estoque e começar a prever demanda. Trocar desconto emergencial por estratégia de margem. Parece básico, mas não é o que predomina.

Soluções, hoje, entram exatamente nesse ponto: organizar o que já existe dentro da operação e transformar em leitura. O impacto não está no discurso tecnológico, mas na execução. Um ERP específico para moda resolve um problema que muita empresa ainda tenta contornar manualmente, com grade, cor, tamanho, reposição, giro. Quando isso não está sob controle, o restante da operação vira consequência.

Com integração à retaguarda, fornecedores e até oficinas, a operação deixa de ser fragmentada. E, quando deixa de ser fragmentada, fica previsível. Isso muda completamente a forma de trabalhar.

Eu vejo isso com mais clareza nos períodos de maior pressão, como datas promocionais. Quando não há controle, a empresa entra em campanha no escuro: compra demais, erra mix, liquida margem. Quando há estrutura, a campanha deixa de ser aposta. Passa a ser execução.

Menos ruptura, menos excesso de estoque, menos dependência de desconto. Mais conversão, com margem preservada.

O que sustenta o resultado não é o pico de venda, é o que acontece antes dele, no bastidor. É o dado organizado, a leitura correta, a decisão tomada no tempo certo.

Porque, no varejo de moda, quem enxerga antes decide melhor. E quem decide melhor não depende do acaso para crescer.

SOBRE A IRRAH TECH - é um ecossistema de empresas unidas por um propósito comum: gerar valor real por meio da excelência operacional, da inovação constante e do compromisso com resultados duradouros. Atuamos para transformar nossos clientes em verdadeiros fãs, construindo relevância e impacto com base em nossos valores corporativos.

COLLAB - FLAVIA ARANHA / TENCEL

worldfashion • 28/05/26, 16:12

Em um cenário em que a responsabilidade ambiental se torna cada vez mais essencial em diferentes setores, especialmente na moda, uma das indústrias que mais repensa seus processos para reduzir impactos socioambientais, o futuro do segmento caminha em direção a soluções ecofriendly, inovação sustentável e práticas mais conscientes. Reconhecida por ter a sustentabilidade como um dos pilares de sua criação, a Flavia Aranha segue expandindo sua pesquisa em torno de novas possibilidades para a moda por meio de fibras inovadoras, corantes bacterianos e tingimentos naturais.

Agora, a estilista dá continuidade a essa investigação ao anunciar uma colaboração com TENCEL™, principal marca de fibras sustentáveis do Lenzing Group, a fiação Textil Carmem e a G.Vallone Têxtil.

O lançamento apresenta 19 modelos divididos em três linhas desenvolvidas com TENCEL™ Modal com tecnologia Micro. Entre elas, a família Transpasse reúne peças amplas e fluidas, com modelagens transpassadas que valorizam a silhueta e oferecem diferentes possibilidades de uso com praticidade e versatilidade. Já a linha Torção evidencia o trabalho de moulage por meio de tecidos mais encorpados e com textura crepe, criando peças que exploram movimento, estrutura e dimensão. Complementando a coleção, a família Básicos aposta em modelagens confortáveis e atemporais, pensadas para composições versáteis e duradouras no cotidiano. Em toda a coleção, a floresta surge como conceito central do processo criativo, não apenas como paisagem, mas como um sistema vivo traduzido em texturas, movimentos e construções têxteis.

“Desenvolver essa colaboração com a TENCEL™, a fiação Textil Carmem e G.Vallone Têxtil, foi uma experiência muito especial. Essa relação já vem de longa data, desde a minha primeira coleção, há 16 anos, já trabalhávamos com fibras sustentáveis. Foi muito interessante criar, juntos, um tecido exclusivo a partir da fibra TENCEL™ Modal Micro, buscando uma base e um caimento específicos para a coleção. São parceiros que fazem parte da nossa trajetória há muitos anos, e oficializar essa colaboração foi uma forma de fortalecer ainda mais esse vínculo com marcas nas quais acreditamos e que valorizamos muito”, ressalta Flavia Aranha.

As criações propõem uma conexão viva com a natureza, incentivando uma relação mais consciente com o meio ambiente. Nesse contexto, TENCEL™ desempenha um papel essencial ao priorizar a eficiência de recursos e a redução de impactos ambientais ao longo do processo de produção. As fibras da marca possuem certificação ClimatePartner, reconhecimento ligado às suas ações climáticas, que incluem metas de redução de emissões, monitoramento da pegada de carbono, medidas de mitigação e apoio a projetos climáticos certificados.

“Nosso objetivo é impactar e inspirar outras marcas a incorporarem a sustentabilidade de forma cada vez mais autêntica e envolvente em suas criações. A parceria fortalece esse propósito, já que compartilhamos do mesmo compromisso com a responsabilidade ambiental e a construção de uma moda mais consciente. Além disso, as fibras TENCEL™, fiadas pela Textil Carmem, contam com uma tecnologia de identificação que permite o rastreamento físico em todas as etapas do processo produtivo e são produzidas com pelo menos 50% menos emissões de carbono e consumo de água, reforçando nosso compromisso com inovação e impacto positivo”, afirma Juliana Jabour, Gerente de Desenvolvimento de Negócios Têxteis do Grupo Lenzing na América do Sul.

Com mais de três décadas de atuação no mercado têxtil, a fiação Textil Carmem integra a colaboração como responsável pela transformação das fibras em fios. Reconhecida pela expertise na produção de fios de alta performance para malharia e tecelagem, a empresa se destaca pelo investimento contínuo em inovação, tecnologia e excelência têxtil, desenvolvendo soluções que aliam qualidade, desempenho e evolução de processos.

“Participar da coleção Floresta é uma experiência muito valiosa para nós, principalmente porque a Textil Carmem já trabalha com fibras da Lenzing há muitos anos. Existe uma relação muito consolidada com essas matérias-primas dentro do nosso desenvolvimento de fios, então é muito significativo ver esse trabalho presente em uma coleção com uma proposta tão alinhada ao que acreditamos”, afirma Maria Eduarda Martins, Marketing da fiação Textil Carmem.

A coleção Floresta, desenvolvida por Flavia Aranha em parceria com TENCEL™, fiação Textil Carmem e a G.Vallone Têxtil, está disponível desde 26 de maio nas lojas físicas da marca, localizadas na Vila Madalena, em São Paulo, e em Paraty, no Rio De Janeiro, além do e-commerce oficial flaviaaranha.com.

da redação com informações da Tastemakers Brasil - créditos da foto Caia Ramalho

VAREJO DE MODA BRASILEIRO

worldfashion • 25/05/26, 14:56

Em um ambiente econômico ainda marcado por incertezas, o varejo de moda brasileiro deve registrar crescimento moderado durante a temporada de inverno de 2026. A expectativa é de avanço discreto no volume de vendas, acompanhado de um cenário ainda desafiador para empresas e consumidores.

Com a chegada das coleções de inverno às vitrines das lojas físicas e plataformas digitais, a estação segue entre as mais relevantes para o setor de vestuário. Em 2026, porém, fatores como as incertezas geopolíticas internacionais, a pressão sobre combustíveis, o ambiente político em ano eleitoral, o elevado endividamento das famílias e a proximidade da Copa do Mundo devem influenciar diretamente o comportamento do consumo.

Dados do IEMI – Inteligência de Mercado apontam que o varejo brasileiro de vestuário deverá comercializar cerca de 1,85 bilhão de peças entre maio e agosto de 2026, crescimento de apenas 0,65% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram vendidas 1,84 bilhão de peças. Apesar de haver avanço nominal também no faturamento, o desempenho do setor ainda deve permanecer pressionado pelos custos elevados ao longo da cadeia produtiva e pela inflação acumulada nos últimos 12 meses.

A estimativa é de que as vendas movimentem R$ 63,34 bilhões na estação, alta de 4,2% em relação aos R$ 60,79 bilhões registrados na estação passada. O avanço, porém, praticamente acompanha a inflação do período e não elimina os desafios relacionados ao aumento dos custos de energia, combustíveis, logística e insumos, agravados pelo atual cenário geopolítico internacional e pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Os números refletem um cenário de recuperação gradual do consumo, ainda marcado por cautela tanto do varejo quanto dos consumidores. Segundo Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), as perspectivas para o inverno de 2026 são moderadamente positivas, mas cercadas de desafios.

“O inverno no Brasil sempre representou um desafio para o planejamento do setor, por sermos um país predominantemente tropical, e as mudanças climáticas têm tornado esse cenário ainda mais imprevisível. Temperaturas acima da média ou ondas de calor fora de época impactam diretamente o desempenho das coleções de inverno e o comportamento de compra do consumidor”, afirma.

De acordo com o executivo, fatores como clima, juros elevados, crédito mais restrito e o elevado comprometimento da renda das famílias seguem pressionando o consumo. “O consumidor continua mais seletivo e cauteloso nas compras, especialmente em itens não essenciais. Isso exige do varejo maior assertividade comercial, eficiência operacional e capacidade de adaptação rápida às mudanças do mercado”, destaca.

Outro fator que gera apreensão no setor é a flexibilização da tributação das pequenas encomendas internacionais via plataformas digitais. A medida pode ampliar ainda mais a concorrência assimétrica enfrentada pela indústria e pelo varejo nacional, justamente em um momento de desaceleração do consumo e forte pressão sobre custos e investimentos.

“Além dos desafios macroeconômicos e climáticos, existe uma preocupação crescente com o aumento das importações via plataformas digitais internacionais. O Brasil precisa preservar condições mínimas de isonomia competitiva para quem produz, investe e gera empregos no País”, pondera Pimentel.

Consumidor mais digital e varejo mais integrado

Além do cenário econômico desafiador, o varejo de moda atravessa um processo acelerado de transformação na relação com o consumidor. A integração entre lojas físicas e plataformas digitais tornou-se estratégica para ampliar conveniência, personalização e agilidade no atendimento.

Ferramentas digitais, redes sociais e canais de comunicação direta passaram a desempenhar papel central na divulgação de coleções, construção de marca e relacionamento com o consumidor. Para Fernando Pimentel, o varejo brasileiro evoluiu significativamente nos últimos anos, especialmente na integração entre os canais físico e digital.

“Hoje, existe uma integração muito maior entre o físico e o digital, com empresas investindo em omnicanalidade, experiência do consumidor, inteligência de dados e agilidade logística”, afirma. Segundo ele, o consumidor atual busca conveniência, preço competitivo, rapidez e identificação com as marcas. “O varejo vem trabalhando modelos mais flexíveis, coleções mais adaptáveis às variações climáticas e estratégias digitais cada vez mais fortes para atender um consumidor mais conectado e exigente”, conclui.

da redação

COLLAB - PAULA RAIA/ TENCEL E CANATIBA

worldfashion • 12/05/26, 15:09

A estilista Paula Raia traz ruptura, arte e experiência sensorial na coleção com TENCEL™ e Canatiba Textil, inspirada em referências como Joni Mitchell, Lygia Clark e Joan Mitchell, a collab une versatilidade e sustentabilidade em peças de formas arquitetônicas e orgânicas.

O universo da moda se transforma constantemente, acompanhando as mudanças de comportamento e movimentações culturais. Neste contexto, Paula Raia lança em sua coleção AW26 peças desenvolvidas em parceria com a TENCEL™, principal marca de fibras sustentáveis do Grupo Lenzing, e a Canatiba Textil.

Com modelagens que evocam um universo onde o lúdico ganha espaço, a parceria apresenta cinco peças em jeans — jaqueta, calças, camisa e jardineira — com recortes em diferentes tons de azul e também em jeans marmorizado colorido, elementos que reforçam a proposta estética e contemporânea da coleção.

“Desenvolvidas com tecidos da Canatiba Textil, contendo as fibras sustentáveis TENCEL™ Liocel, as peças trazem um frescor ao Inverno 26, unindo shapes já consagrados com a versatilidade do jeans, resultando em roupas despretensiosamente elegantes que carregam em si conforto e atemporalidade.”, ressalta Paula Raia, CEO & Diretora Criativa.

Incorporar a sustentabilidade de forma estruturada à coleção foi uma estratégia para ampliar um valor que já é intrínseco à identidade da marca. Esse movimento reforça o posicionamento no mercado de luxo consciente, estimulando um impacto positivo e fomentando uma demanda cultural por processos cada vez mais responsáveis e transparentes. A TENCEL™ integra a parceria para dar vida às peças com responsabilidade ambiental, por meio de fibras produzidas com, no mínimo, 50% menos emissões de carbono e consumo de água.

A Lenzing, empresa responsável pela TENCEL™, foi a primeira produtora de fibras celulósicas a estabelecer metas concretas e cientificamente validadas, alinhadas à ciência, para a redução das emissões de gases de efeito estufa. “Esta é nossa primeira parceria com Paula Raia e nasce como um projeto pensado desde a origem, acompanhando o desenvolvimento de cada peça. Nosso objetivo é traduzir a sustentabilidade em algo desejável, presente no cotidiano e carregado de inovação. Colaborar com marcas que compartilham a visão de um impacto mais consciente é fundamental para construir projetos que não apenas dialogam com o presente, mas também apontam caminhos transformadores para o futuro”, destaca Juliana Jabour, Gerente de Desenvolvimento de Negócios Têxteis do Grupo Lenzing na América do Sul.

Com mais de 55 anos de trajetória, a Canatiba Textil consolidou-se como uma referência global em tecelagem, fornecendo materiais de alta qualidade para marcas renomadas na Europa e nas Américas. Seu compromisso com pesquisa, tecnologia e aprimoramento contínuo dos processos industriais fortalece sua atuação como protagonista na moda sustentável, impulsionando a inovação e contribuindo para um futuro mais responsável na indústria têxtil.

“A escolha do tecido é determinante para o resultado final do produto. Neste caso, o tecido Tornado Maxskin, um denim de peso encorpado (12 oz), une estrutura, caimento sofisticado e conforto graças à combinação de algodão, TENCEL™ Liocel e elastano. O algodão garante a autenticidade do denim, enquanto o TENCEL™ Liocel se destaca como o elemento-chave da composição, proporcionando maciez superior, toque extremamente suave e um caimento elegante que eleva a qualidade e o conforto da peça. Já o elastano adiciona a flexibilidade necessária para um jeans contemporâneo, confortável e sofisticado”, afirma Vanessa Covo, Diretora de Produto da Canatiba Textil.

A coleção cápsula, fruto da colaboração entre Paula Raia, TENCEL™ e Canatiba Textil, está disponível na loja física da marca e no e-commerce www.paularaia.com.br.

Sobre Paula Raia

A cada coleção, diversas expressões do ser são trabalhadas de forma poética e criteriosa. diferentes emoções, cosmos e desejos são materializados em profunda pesquisa de modelagem, silhueta e matéria-prima, com uma visão única e autoral da designer que dá nome à marca.

Sobre a TENCEL™

TENCEL™ é a principal marca de fibras têxteis do Grupo Lenzing. Desde 1992, a marca TENCEL™ tem sido uma potência que defende uma mudança positiva na indústria têxtil por meio de processos de produção eficientes em termos de recursos e inovações contínuas em fibras. As fibras Liocel e Modal da marca TENCEL™ são materiais de baixo impacto e alto conforto feitos de fontes de madeira gerenciadas de forma sustentável. Ambas as fibras são naturalmente macias, suaves ao toque e podem suportar cores ricas em tecidos. Com controle eficaz da umidade, os tecidos feitos de ambas as fibras também suportam uma sensação natural de secura.

Como soluções têxteis sustentáveis, as fibras TENCEL™ Liocel e Modal são altamente versáteis e podem ser combinadas com uma ampla gama de fibras têxteis para oferecer uma variedade quase infinita de designs e funções de produtos. As fibras podem ser incorporadas em quase todas as categorias têxteis, desde prêt-à-porter, jeans, roupas íntimas, roupas esportivas, roupas de trabalho, calçados e até produtos têxteis-lar.

As fibras TENCEL™ Liocel e Modal podem se decompor e compostar no final de seu ciclo de vida (certificado TÜV AUSTRIA). As fibras também são certificadas com o rótulo ecológico da UE (licença nº. AT/016/001) pela excelência ambiental, reconhecendo os elevados padrões ambientais ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Sobre o Grupo Lenzing

O Grupo Lenzing representa a produção ecologicamente responsável de fibras especiais à base de celulose e material reciclado. Como líder em inovação, a Lenzing é parceira de fabricantes globais de têxteis e não tecidos e impulsiona muitos novos desenvolvimentos tecnológicos. As fibras de alta qualidade do Grupo Lenzing formam a base para uma variedade de aplicações têxteis, desde roupas funcionais, confortáveis e modernas até têxteis-lar duráveis e sustentáveis. Devido às suas propriedades especiais e à sua origem botânica, as fibras Lenzing biodegradáveis e compostáveis certificadas pela TÜV também são altamente adequadas para produtos de higiene do dia a dia.

O modelo de negócios do Grupo Lenzing vai muito além do de um produtor tradicional de fibras. Juntamente com seus clientes e parceiros, a Lenzing desenvolve produtos inovadores ao longo da cadeia de valor, criando valor agregado para os consumidores. O Grupo Lenzing se esforça para a utilização e processamento eficientes de todas as matérias-primas e oferece soluções para ajudar a transformar a indústria têxtil do atual sistema econômico linear para uma economia circular. A fim de reduzir a velocidade do aquecimento global e, assim, também apoiar as metas do Acordo de Paris e do “Green Deal” da Comissão Europeia, a Lenzing desenvolveu um plano de ação climática claro e baseado na ciência que visa reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e uma meta líquida zero (escopo 1, 2 e 3) até 2050.

Principais dados e números do Grupo Lenzing 2025

Receita: 2,60 bilhões de euros

Capacidade nominal (fibras): 1.110.000 toneladas

Funcionários (equivalentes em tempo integral): 7.738

TENCEL™, LENZING™ ECOVERO™, VEOCEL™, LENZING™ e REFIBRA™ são marcas comerciais da Lenzing AG.

Sobre a Canatiba Textil

Há mais de 55 anos a Canatiba Textil tece inovação e sustentabilidade todos os dias, combinando tradição, tecnologia e pesquisa para criar soluções para todos os criadores de moda e confeccionistas do mundo que conectam moda, performance e responsabilidade ambiental. A Canatiba Textil oferece qualidade, inteligência, pioneirismo, parceria e sustentabilidade nas relações e no atendimento às demandas dos mercados de Jeanswear, Workwear e tecidos planos de moda abrindo novos caminhos e revolucionando o consumo nesses setores, por meio de soluções e resoluções inovadoras os clientes e parceiros. Ética, transparência, responsabilidade, respeito à sociedade e ao ambiente serão sempre os guias de todos os processos e ações da empresa. Com o objetivo de disseminar conhecimento e fomentar o desenvolvimento da indústria da moda, a Canatiba também promove iniciativas e plataformas de conteúdo como o Canatiba Trends, de pesquisa e direcionamento de tendências, e o Canatiba+Conhecimento, dedicado à difusão de informação, inovação e educação para o mercado.

da redação com informações da Tastemakers Brasil  Fotos crédito: Cassia Tabatini

QUINTESS

worldfashion • 06/05/26, 14:53

Com a visão contemporânea aplicada na abordagem em uma calça jeans, que deve servir a todos, resultou na interpretação aliada a uma engenharia de produto. O desafio é atender a diferentes biotipos com naturalidade, do 38 ao 56, sem se prender a um padrão, a Quintess, marca do Grupo Posthaus, de Blumenau (SC), com 18 anos no mercado e milhões de clientes atendidos, inserido em um cenário que ainda dita padrões, escolheu trilhar um caminho mais sensível valorizando a individualidade e o estilo.

“Uma calça que aperta, outra que sobra. Quantas vezes já ouvimos isso? Para nós, a pergunta era clara: como lançar algo que realmente dialogasse com cada mulher? A resposta moldou a criação, que combina um olhar técnico e sensível. O que surge disso vai além do caimento, é uma nova experiência de vestir”, conta Ana Damásio, estilista do Grupo Posthaus.

O segredo está no processo de produção

A criação demonstra que é possível desenvolver um jeans capaz de se alinhar de forma natural a diferentes silhuetas. A inovação começa pelo cós, muitas vezes subestimado, mas essencial para o caimento. Ele foi redesenhado com precisão, incorporando discretamente um elástico nas laterais, que suaviza volumes sem comprometer o design.

“Não é mágica, é técnica”, explica a estilista. “Cada ajuste é pensado para acompanhar proporções variadas, valorizando cinturas e quadris de diferentes formatos. O efeito é sutil, mas perceptível no conforto e na elegância”.

O tecido também desempenha um papel fundamental. O denim 100% algodão oferece respirabilidade, resistência e um caimento que evolui com o uso. Ele acompanha os movimentos, mantendo a estrutura mesmo após múltiplas lavagens, garantindo durabilidade e a sensação de roupa nova.

Por fim, a modelagem reta conclui o processo, equilibrando a proporção e alongando as linhas corporais. Diferentemente de cortes justos ou flare, mantém largura constante do quadril até a barra, criando uma linha uniforme que respeita os formatos naturais do corpo de maneira harmoniosa, entregando liberdade de mobilidade e fluidez.

Pessoas reais no desenvolvimento

O processo contou com pessoas reais, cujos corpos e percepções guiaram cada decisão. Mulheres provaram, ajustaram, comentaram e aprovaram detalhes, transformando feedbacks em instrumento de precisão que norteou todas as etapas.

“Fui convidada para participar da confecção da calça jeans e, quando provei a versão final, pensei: é isso. A modelagem é pensada para corpos reais e diversos, para adaptar e servir bem em mulheres diferentes. Isso é algo que eu sempre bato na tecla, usar a roupa que serve de verdade, não só cabe. A calça conforta, valoriza e faz a gente se sentir bem dentro dela. Parece algo básico, mas faz toda a diferença na nossa autoestima”, relata a influenciadora Ana Luiza Palhares, conhecida pelo perfil Cinderela de Mentira.

Dessa forma, o projeto partiu da experiência de quem já enfrentou dificuldade para encontrar um jeans que realmente se ajustasse, do P ao plus size, conceito que, inclusive, integra o DNA da Quintess. Todas as sugestões contribuíram para transformar um modelo clássico em algo que acompanha e valoriza proporções diversas, sem comprometer a estética.

“Não se trata apenas de caber, mas de se reconhecer na roupa, de sentir que ela foi pensada para você. Proporcionar isso é um gesto de cuidado, fruto de um caminho que escutou e respeitou histórias diversas”, completa Ana.

A peça está disponível no site da marca.

da redação com informações da Oficina das Palavras – Comunicação para Negócios

VAREJO - BERSHKA

worldfashion • 19/03/26, 14:32

A BERSHKA, marca do Grupo Inditex fundada em 1998, consolidou-se como uma referência global em moda acessível conectada às últimas tendências. Com um olhar voltado para o público jovem, a marca vive no encontro entre o mainstream e as subculturas que estão surgindo, misturando moda, música e cultura digital para inspirar novas gerações a explorar e expressar sua identidade.

Apresenta coleções que misturam tendências do momento, básicos repaginados e peças statement. A marca conversa principalmente com jovens entre 13 e 25 anos que buscam estilo, autenticidade e conexão com o que está acontecendo na cultura agora. A proposta é ser mais do que uma marca de moda: uma plataforma criativa que incentiva a autoexpressão e acompanha de perto o ritmo das novas tendências.

Nesse contexto, entra no mercado brasileiro com a abertura de sua primeira loja, em São Paulo, e o lançamento de sua plataforma online no Brasil. O momento marca o início da presença da marca no país, que também prevê abrir uma segunda loja no Rio de Janeiro ainda este ano.

A primeira loja no Brasil está localizada na nova ala do MorumbiShopping, em São Paulo, e conta com 1.000 m2 distribuídos em um único piso. O projeto arquitetônico aposta em uma estética contemporânea e marcante, com uma fachada de inspiração brutalista em concreto e formas geométricas que criam uma presença forte e facilmente reconhecível dentro do shopping.

No interior, o teto organiza o espaço por meio de uma estrutura que cria uma espécie de malha arquitetônica. Integrados a ela, painéis de madeira incorporam a iluminação e escondem as instalações, trazendo ritmo visual e uma sensação de acolhimento. A combinação entre concreto e madeira cria uma atmosfera contemporânea e sofisticada, alinhada a essa nova fase da marca.

A coleção Bershka é apresentada em painéis pétreos texturizados que dão ao espaço uma identidade mineral. A área BSK traz armários revestidos com azulejos em tons de rosa, criando um ambiente mais vibrante e jovem. Já a coleção MAN retoma os painéis pétreos texturizados, enquanto elementos em madeira Alpi adicionam profundidade e personalidade ao conjunto.

O piso contínuo de resina incorpora tapetes de paralelepípedos, trazendo uma escala urbana para dentro da loja e estabelecendo um diálogo com a cidade. Nas paredes, geometrias triangulares e armários organizam os produtos e reforçam a identidade arquitetônica do espaço, enquanto volumes em rosa ajudam a guiar o percurso com um acento de cor marcante.

A área de caixas foi pensada como um ambiente próprio dentro da loja, criando um espaço mais envolvente. Ao fundo, uma grande tela funciona como elemento visual de fechamento e também como componente dinâmico do ambiente.

Já a área de provadores foi desenhada como um espaço diferenciado, onde o verde e a presença de vegetação fazem referência à riqueza da paisagem tropical brasileira, criando um ambiente natural e acolhedor dentro da loja.

O resultado é um ambiente contemporâneo, cheio de personalidade e pensado para marcar a chegada da BERSHKA ao Brasil com uma identidade forte — onde arquitetura, materiais e experiência se conectam para criar um espaço único.

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

A loja também incorpora soluções tecnológicas pensadas para integrar de forma fluida as experiências física e online.

Pela plataforma digital, os clientes podem verificar a disponibilidade de produtos, localizar peças dentro da loja ou navegar digitalmente pela sua loja de referência. Também é possível fazer pedidos online e retirar na loja em cerca de duas horas, tornando a experiência de compra mais rápida e prática.

O espaço ainda conta com áreas específicas pensadas para facilitar a jornada do cliente, como caixas dedicados para devoluções, um ponto de retirada de pedidos online e uma área de autopagamento assistido.

BERSHKA.COM

Na compra online, os clientes podem acessar a coleção completa da marca e fazer compras com entrega em casa, com prazo médio de até três dias úteis.

Os preços do site são os mesmos das lojas físicas, garantindo a mesma experiência de compra em qualquer canal. Além disso, as compras feitas pela plataforma têm até 30 dias para troca.

O frete é gratuito para pedidos acima de R$ 375 ou quando o cliente escolhe retirar o pedido na loja. Assim, a BERSHKA oferece uma experiência de compra mais prática, flexível e conectada com o dia a dia do público.

JUNTA TUDO E VEM

Para marcar sua chegada ao Brasil, a BERSHKA também está desenvolvendo uma série de iniciativas voltadas para se conectar com a cena criativa e a cultura jovem do país.

Entre elas estão colaborações com diferentes embaixadores e criadores de conteúdo locais, além do lançamento do projeto “Get the Look”, uma plataforma pensada para impulsionar novos talentos e fortalecer a relação da marca com comunidades criativas, por meio de conteúdos criados pelos próprios participantes.

Além disso, a BERSHKA lança sua página web no Brasil com um editorial estrelado pela cantora Marina Sena, um dos grandes nomes da nova música brasileira, reforçando o diálogo entre moda, música e cultura que faz parte do universo da marca.

BERSHKA MUSIC

A marca expande ainda mais seu universo criativo no encontro entre moda, música e cultura contemporânea. O projeto funciona como uma plataforma que conecta as novas gerações à cena musical emergente, apoiando artistas e criando experiências que aproximam comunidades criativas ao redor do mundo.

Por meio de colaborações, conteúdos e eventos ao vivo, o BERSHKA Music reforça a conexão natural entre estilo, som e cultura jovem, amplificando vozes e movimentos que estão moldando a cultura atual.

Como parte dessa iniciativa, o projeto apresenta a artista brasileira Carol Biazin como a próxima protagonista. Conhecida por sua mistura de pop contemporâneo com uma sensibilidade alternativa, a cantora lançará uma música inédita nos canais digitais da BERSHKA, aproximando seu universo criativo da comunidade global da marca. A colaboração reforça o compromisso da BERSHKA em impulsionar novas vozes da cena musical internacional e fortalecer sua conexão com a cultura jovem.

da redação com informações da FSB Comunicação

WARP FASHION

worldfashion • 12/03/26, 12:09

O setor têxtil tem criado novas tecnologias para resolver problemas recorrentes no uso das roupas: tecidos que amassam com facilidade, peças que perdem o caimento ao longo do dia, falta de proteção UV, desconforto causado pela umidade e baixa durabilidade após lavagens frequentes.

As inovações acontecem a partir dos fios e da construção dos tecidos/malhas desenvolvidos e já estão disponíveis no mercado, aplicadas a diferentes tipos de peças do vestuário.

Ao desenvolver soluções diretamente na estrutura têxtil, a indústria passou a oferecer materiais que reduzem a necessidade de cuidados, aumentam a vida útil das peças e melhoram a experiência de uso, sem alterar a aparência das roupas.

Uma das inovações mais perceptíveis está nos tecidos/malhas que dispensam o uso do ferro de passar, o que chamamos de easy care, easy wear. É o WARP FASHION, desenvolvido pela Rosset, combina malharia de urdume com a tecnologia LYCRA® T400® EcoMade, resultando em um tecido que não amassa, tem secagem rápida e mantém o caimento ao longo do uso.

A construção do tecido/malha atende à necessidade de praticidade no cotidiano, reduzindo o tempo dedicado ao cuidado com as roupas e facilitando o uso em rotinas intensas ou em viagens, com tecnologias criadas para controle da umidade e conforto térmico.

O desenvolvimento de tecidos/malhas que auxiliam no controle da umidade também avançou.

A fibra COOLMAX® EcoMade foi criada para afastar a umidade do corpo, ajudando a manter a sensação de seco durante o uso. A tecnologia pode ser aplicada em categorias como jeans, moda íntima, roupa esportiva e vestuário do dia a dia.

Para climas frios, o fio THERMOLITE® EcoMade foi desenvolvido para contribuir com a retenção de calor, oferecendo conforto térmico sem adicionar peso ou volume às peças.

SOBRE:

A LYCRA Company é uma empresa e marca de ingredientes com uma longa história de grandes sonhos. São impulsionados por uma equipe de especialistas em diversas áreas — cientistas, pensadores, líderes de mercado — todos motivados por uma paixão em comum: tornar a vida mais confortável.

A principal inovação, a fibra LYCRA® , foi inventada pelo pioneiro cientista químico Dr. Joseph Shivers em 1958, introduzindo conforto e elasticidade a uma indústria de vestuário dominada por designs estruturados e restritivos, como cintas modeladoras femininas de borracha.

Em seus mais de 65 anos no mercado, a fibra LYCRA® transformou a indústria de vestuário, ajudando a impulsionar o crescimento das roupas esportivas e casuais e tornando tudo, desde roupas de banho e jeans até peças íntimas, mais confortável.

Hoje, a The LYCRA Company continua tão vital como sempre no mercado têxtil, conectando fábricas, fabricantes e marcas ao longo de toda a cadeia de valor e apoiando o desenvolvimento de designs de tecidos e vestuário que melhoram o dia a dia.

As fibras e soluções têxteis desempenham um papel fundamental na inovação têxtil e, com nosso alcance global, alto reconhecimento de marca e qualidade excepcional consistente, os produtos e tecnologias elevam e aprimoram os designs dos parceiros. Também estão focados na sustentabilidade , expandindo constantemente os portfólio de inovações feitas com materiais reciclados e renováveis ​​e transformando os processos de fabricação para ajudar a reduzir o impacto no planeta, com o espírito pioneiro e equipe apaixonada, inovar constantemente para atender às necessidades do futuro.

A Rosset - Empresa  fundada em 1939, no bairro do Bom Retiro em São Paulo. Desde o início da sua trajetória, a empresa assumiu o compromisso com a qualidade e tecnologia, desenvolvendo uma grande variedade de tecidos em poliamida com elastano. Hoje, é a maior fabricante de malhas em poliamida com elastano da América Latina.

Entre a variedade de artigos, o portfólio é composto por artigos de Ketten, Circular, Rendas, Laises e Estampados, voltados para os segmentos de praia, lingerie, esportivo e moda.

Investe constantemente no que há de mais moderno em equipamentos, aperfeiçoamento e treinamento constante da mão de obra. Algumas das atitudes ambientais, colocam as fábricas do grupo dentro dos mais rígidos padrões mundiais, e trazem alternativas para preservar os recursos hídricos e controlar a emissão de gases na atmosfera.

A C&A - Empresa de moda focada em propor experiências que vão além do vestir. Fundada em 1841 pelos irmãos Clemens e August na Holanda, entendem e defendem a moda como um dos mais fundamentais canais de conexão das

pessoas consigo mesmas, com todos à sua volta e, por isso, coloca os clientes  no centro da estratégia. É uma das maiores varejistas do mundo e, no Brasil, estão  presentes desde 1976, quando inauguraram a primeira loja no shopping Ibirapuera,

em São Paulo (SP). Atualmente, operam com mais de 330 lojas em todo o território nacional, além do e-commerce.

Estão listados na bolsa brasileira (B3) desde outubro de 2019 e são uma empresa pioneira em diversas inovações no nosso seguimento, a partir da oferta de serviços e soluções digitais e omnicanais, que visam ampliar a experiência on e off line dos clientes.

Consolidadas de ASG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), sendo  uma das empresas mais premiadas e reconhecidas internacionalmente por  boas práticas de sustentabilidade em prol de uma moda com impacto positivo.

Já no aspecto social, por meio do seu braço filantrópico, o Instituto C&A, atuam  no fortalecimento de comunidades por intermédio da moda, no voluntariado  corporativo, no fomento ao empreendedorismo de grupos em maior vulnerabilidade social e ajudas humanitárias.

A AVIATOR - Empresa fundada em 1987 como uma pequena boutique de camisas, é uma marca carioca reconhecida por seu compromisso em criar produtos com matérias-primas e acabamentos superiores, feitos para durar, por isso estabelecem altos padrões em nos produtos para garantir durabilidade, funcionalidade e estilo.

Asas para Voar é o projeto de incentivo ao empreendedorismo. Através dele buscam alimentar o ecossistema do empreendedorismo brasileiro e mostrar as novas formas e experiências de trabalho e negócios.

Seja contando histórias inspiradoras, seja viabilizando a aceleração de startups promissoras, é através dessa iniciativa que os conectam com as próximas empresas de sucesso.

da redação

108ª edição BIJOIAS

worldfashion • 09/03/26, 15:17

A próxima BIJOIAS, maior e mais representativa feira de negócios do setor de acessórios e semijoias da América Latina, acontecerá nos dias 17 e 18 de março de 2026, das 9h às 18h, no Centro de Convenções Frei Caneca, Rua Frei Caneca, 569 / Consolação, em São Paulo. O evento é uma plataforma estratégica de negócios, uma vitrine de tendências que reunem marcas, designers e compradores que sempre encontram inovação e exclusividade.

Mais do que uma exposição, a BIJOIAS consolida-se como espaço de inspiração e networking, fortalecendo o setor e ampliando oportunidades de crescimento

VITRINE

As tendências da temporada serão apresentadas oficialmente durante a 108ª BIJOIAS, Edição SOMA, nome de origem grega que significa “corpo total”, traduzindo plenitude e integração. A macrotendência SOMA representa uma jornada multissensorial que desperta transformação e promove cura. Mais do que estimular os sentidos, explora inovação e bem-estar, criando conexões profundas entre corpo e mente. É a fusão perfeita entre imersão e experiência multissensorial, onde cada detalhe convida à descoberta e ao equilíbrio.

As tonalidades da temporada reforçam a atmosfera elegante: marrom, vinho e verde musgo aparecem em peças com banho em ouro envelhecido e ródio negro, criando composições que remetem à profundidade e ao luxo discreto.

O design ganha protagonismo com linhas arquitetônicas e acabamentos texturizados, transformando cada peça em uma verdadeira obra de arte em miniatura. Brincos longos com movimento, colares com pingentes orgânicos e pulseiras com mix de metais surgem como protagonistas da estação, traduzindo intensidade e sofisticação.

O maximalismo segue em alta, mas com uma leitura refinada: anéis volumosos e peças statement convivem com delicados detalhes em pedras naturais, criando equilíbrio entre impacto e delicadeza.

Segundo Vera Masi, Diretora da BIJOIAS, “o consumidor busca cada vez mais peças que transmitam personalidade e exclusividade. A estação inspira intensidade e profundidade, e isso se reflete nas coleções”. Ela destaca ainda que o mercado de acessórios e semijoias vive um momento de consolidação e expansão. “Estamos diante de um público exigente, que valoriza inovação, mas também tradição e qualidade. É esse equilíbrio que torna as criações tão desejadas”, afirma.

Para mais informações e credenciamentos acessar o site oficial www.bijoias.com.br.

da redação com informações da  Agência Alma

TECNOLOGIA NO VAREJO DA MODA

worldfashion • 05/03/26, 16:04

Por trás de uma vitrine cheia de novidades há uma série de decisões que definem o sucesso ou o fracasso de uma coleção. Escolher o que vai para o mostruário, quanto comprar de cada peça e o momento certo de fazer uma promoção são tarefas que exigem mais do que intuição.

No varejo de moda, errar significa ver o capital parado em prateleiras, e o acerto pode representar semanas de caixa saudável.

No setor, em que o ciclo do produto é curto e a obsolescência é rápida, o risco de manter peças encalhadas, com baixo giro e alto custo, é elevado. Consultorias como a McKinsey e a FashionUnited indicam que o giro de estoque médio das varejistas de moda varia entre quatro e seis vezes ao ano, o que significa que cada peça precisa ser vendida e reposta a cada dois ou três meses para manter a eficiência operacional.

Relatórios recentes de benchmarking apontam que, no mercado americano, o giro médio do varejo de roupas alcançou 6,5 vezes no segundo trimestre de 2025, segundo dados da CSIMarket.

E estudos do Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP) mostram que os custos de manutenção de estoque os chamados carrying costs podem equivaler de 20% a 30% do valor total do inventário por ano, pressionando margens e fluxo de caixa.

É justamente nesse ponto que a tecnologia muda o jogo. “Uma boa gestão envolve conhecer profundamente o público, compreender o comportamento de compra e manter o controle sobre o volume de estoque”, afirma Chrystian Scanferla, Head de Negócios da Irrah Tech, empresa paranaense que desenvolveu o KIGI, um ERP que transforma dados dispersos em decisões precisas.

Para Scanferla, “O estoque que parece girar bem, a promoção que talvez funcione, o cliente que diz gostar, mas não volta… Sem organização, esses dados se tornam ruído. O papel de um sistema de gestão vai muito além de emitir notas ou controlar o estoque”.

O CEO explica que a proposta do KIGI é substituir o “achismo” por previsibilidade. “A plataforma antecipa movimentos com base em dados de histórico, sazonalidade e comportamento de compra, permitindo que o lojista enxergue o negócio sob uma nova ótica: a da inteligência de gestão”.

Com poucos cliques, o sistema mostra quais produtos mantêm giro constante, quais fornecedores entregam melhor margem por categoria, em quais horários o volume de vendas dispara e até quando é o momento ideal de abordar novamente um cliente que não compra há algum tempo.

“No varejo de moda, isso é ainda mais importante, pois o ciclo do produto é rápido e o erro é caro. Uma compra equivocada, uma promoção mal planejada ou um estoque desajustado podem travar o caixa por semanas”, observa Scanferla.

Ela ainda explica que “O sistema cruza informações de diferentes áreas e oferece uma espécie de checklist do comportamento de compra, que ajuda o empreendedor a entender de onde vem seu resultado. É possível identificar quais segmentos compram com mais frequência, o ticket médio por faixa etária ou canal, o momento ideal para reativar consumidores inativos e o desempenho de cada vendedor, tudo em tempo real, em um painel intuitivo.”

Para passar de “gestão por intuição” para decisões baseadas em dados, o varejista precisa de visibilidade em três frentes: produto, cliente e estoque. No plano do produto, saber quais modelos giram bem, quais viram “sujeira” no estoque e quais categorias têm margem mais alta.

No plano do cliente, identificar perfis que retornam, canais que performam melhor, horários de pico de vendas. E, no plano do estoque, controlar a quantidade certa, evitar excesso e usar o ROI do estoque como ferramenta de competitividade.


“Sem integração desses dados, cada área da loja vira uma ilha. O resultado? Dados que se acumulam, relatórios que não conversam entre si e decisões atrasadas que viram prejuízo”, destaca.

Uma abordagem estruturada permite que o varejista antecipe movimentos. “Por exemplo, saber que determinado fornecedor entrega com melhor margem em determinada categoria; ou que, em determinados dias e horários, o ticket médio sobe; ou que certos clientes inativos têm chances maiores de retorno se abordados no momento certo”, explica.

A ferramenta também gera relatórios automáticos de faturamento, margem, giro e fluxo de caixa, indicadores que, antes, exigiam horas de planilhas e interpretações manuais. “Essa previsibilidade é exatamente o que separa as empresas que reagem, com promoções de desespero, daquelas que se antecipam, giram estoque, otimizam capital e evitam peças paradas”, reforça.

Para o varejista que quer transformar decisão em vantagem, o caminho passa por algumas recomendações, como destaca Scanferla:

• Mapear os indicadores-chave, como giro de estoque, ticket médio e margem por fornecedor.

• Integrar as áreas vendas, marketing, compras e fornecedores não podem operar em silos.

• Usar tecnologia para previsibilidade dados históricos e padrões de compra permitem agir antes que o problema apareça.

• Tratar o estoque como capital imobilizado, e não apenas mercadoria.

• Atuar rápido, porque no varejo de moda o tempo é inimigo do lucro.

“No varejo de moda, o que separa o jogador comum daquele que sai na frente é a capacidade de transformar dados de produto, cliente e estoque em decisões rápidas e estratégicas. Quando a vitrine, o estoque, os fornecedores e o cliente passam a falar a mesma língua, a peça encalhada deixa de ser risco e vira exceção”, resume.

Sobre a Irrah Tech: é um ecossistema de empresas unidas por um propósito comum: gerar valor real por meio da excelência operacional, da inovação constante e do compromisso com resultados duradouros. Atuamos para transformar nossos clientes em verdadeiros fãs, construindo relevância e impacto com base em nossos valores corporativos.

da redação com informações da Engenharia de Comunicação

ARTIGO - Fim do hype: por que o varejo entrou na “era da execução”?

worldfashion • 19/02/26, 11:48

Por Tailan Oliveira*

Durante anos, as conferências de varejo pareciam roteiros de ficção científica. Nesses encontros, falava-se de robôs, metaverso e até mesmo entregas por drones. Entretanto, a NRF 2026 consolidou uma virada de chave silenciosa, mas de alto impacto: o hype morreu. Como destacou David Lawrence na abertura do evento: “Se não funcionou, aprendemos. Mas, ficar parado não era uma opção”.

Podemos afirmar que entramos oficialmente na era da execução. E, nesse novo cenário que se consolida, três pilares surgem como divisores de águas entre as empresas do setor que apenas sobrevivem e as que lideram.

São eles:

#1 A IA saiu da vitrine. Se em 2025 a Inteligência Artificial era uma promessa abstrata, em 2026 é algo puramente pragmático. O mercado não se interessa mais em saber o que a IA pode fazer, mas o que ela está entregando em casos reais de uso, como: otimização logística, redução drástica de rupturas de estoque e, principalmente, a IA Conversacional. Com o avanço do protocolo UCP (Universal Commerce Protocol), o consumidor está migrando sua preferência para assistentes inteligentes. Desta forma, se o dado do produto não for legível por uma máquina, a marca poderá deixar de existir para esse novo consumidor.

#2 A Reforma Tributária como catalisadora de eficiência. No Brasil, podemos afirmar que o motor de inovação veio direto de Brasília. A transição para o novo modelo tributário se tornou o teste definitivo para o varejo. Aqueles que ainda operam com dados fragmentados ou sistemas legados, certamente, sofrerão com a complexidade fiscal. Nesse cenário, o software de gestão como, por exemplo, o ERP deixou de ser uma ferramenta de suporte para se tornar o “escudo” para garantir a margem de lucro. Afinal, organizar dados e garantir o compliance em tempo real não se restringe apenas à burocracia, mas trata-se de estratégia competitiva.

#3 Consumo em “K” e a valorização humana. O cenário macroeconômico desenhou uma curva em “K”, na qual, de um lado, há o consumo impulsionado pela valorização de ativos e busca por experiências positivas; do outro, existe a constante luta pela eficiência no varejo. No meio desse fogo cruzado, nosso país tem uma “arma secreta”: o acolhimento. Desta forma, a grande lição para 2026 é que a tecnologia deve ser “invisível” para servir e empoderar o humano. Na prática, a IA deve dar munição para que o vendedor conheça o cliente tão bem quanto o algoritmo, mas com a personalização que só o atendimento presencial oferece.

Em 2026, o varejo deve ser pautado em dados com propósito. Ou seja, não basta digitalizar as operações em nuvem; é necessário ser autônomo. Da mesma forma, não basta apenas ter IA; é preciso ter margem. Até porque, na prática, o sucesso pertence às empresas que já entenderam que a inovação tecnológica só tem sentido quando traduzida em eficiência operacional e conexão humana real.

Como sinalizado por Lawrence, o hype acabou. Essa afirmação ganha ainda mais força ao olharmos a projeção do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) de que, até março, o setor tenha uma alta de 6,3% nas vendas no país. Mesmo em meio às sazonalidades, é importante enfatizar que o setor não está buscando mais promessas, mas a execução. Quanto a isso, a pergunta que deve ser feita não é sobre qual tecnologia comprar, mas o quão rápido é possível executá-la para proteger o negócio.

*Tailan Oliveira é CRO da ALFA a única consultoria SAP com expertise no varejo e que mais cresce no Middle Market nos últimos 6 anos. Com mais de 180 clientes ativos no Brasil e no exterior, uma equipe de 150 especialistas e 38 prêmios de excelência da SAP, a empresa se consolidou como parceira estratégica para organizações em expansão.

da redação com informações da InformaMidia