MATÉRIA PRIMA - FIAÇÃO

worldfashion • 30/07/26, 16:11

O setor têxtil brasileiro entrou em 2026 sob pressão crescente dos artigos importados: as compras externas de produtos têxteis e de confecção cresceram cerca de 25% ao longo de 2025, puxadas por itens de menor preço e produção em larga escala, segundo dados da ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.

Esse cenário tem afetado diretamente a competitividade dos fabricantes nacionais, que lidam com custos elevados, volatilidade cambial e menor capacidade produtiva.

A precisão técnica é um dos poucos ativos que a concorrência de preço não consegue replicar com facilidade. Na Incofios, fabricante catarinense de fios de algodão, esse ativo faz parte da rotina, os testes de laboratório aplicados a cada lote produzido, garantindo que o fio entregue hoje tenha o mesmo desempenho de um fio entregue há seis meses.

“Em um mercado onde o preço do importado é o principal argumento de venda, a gente só compete de igual para igual mostrando o que o preço baixo não entrega: consistência lote a lote. É isso que o cliente sente na hora de tecer e tricotar o fio, e é isso que a gente testa todos os dias no laboratório”, afirma o supervisor de qualidade da Incofios, Olívio Vieira da Silva Neto.

Por que o controle de qualidade é decisivo na fiação?

Um fio fora de especificação, seja por variação de título, torção ou baixa resistência, se traduz em problemas concretos na etapa seguinte da cadeia produtiva, como quebras no tear, manchas na malha, retrabalho e perda de produtividade para o cliente. “É por isso que a Incofios estruturou um protocolo de testes que acompanha o fio da fibra bruta ao produto acabado, com verificações realizadas em diferentes pontos do processo de fiação, usando equipamentos e metodologias reconhecidas pela indústria têxtil internacional”, destaca Neto.

O que cada teste avalia

A regularidade avalia a uniformidade do fio ao longo de seu comprimento, identificando variações que possam impactar o desempenho nos processos posteriores. O título verifica se a espessura do fio está dentro das especificações estabelecidas, garantindo consistência e padronização. A resistência, por sua vez, mede a capacidade do fio de suportar esforços mecânicos, assegurando maior segurança e eficiência durante o uso.

Um dos ensaios mais específicos é o de neps: pequenos nós ou emaranhados de fibras que se formam naturalmente durante o processo de fiação e aparecem como pontos irregulares ao longo do fio. Em quantidade acima do aceitável, esses nós comprometem a aparência do tecido ou da malha final, mesmo quando o restante do fio está dentro da especificação. Por isso, o teste mede a frequência com que eles aparecem no fio.

A torção analisa o nível aplicado ao fio, fator essencial para sua estabilidade e comportamento em diferentes aplicações. Já o alongamento avalia a elasticidade do fio e sua capacidade de deformação antes da ruptura, característica importante para processos industriais que exigem flexibilidade do material.

Esses testes acontecem todos os dias nos laboratórios da Incofios, que monitoram constantemente os parâmetros de produção. Esse acompanhamento permite identificar oportunidades de melhoria no processo, corrigir desvios antes que cheguem ao cliente final e sustentar, com dados, a conformidade dos produtos entregues ao mercado. “Não é um teste que a gente faz de vez em quando para atender uma auditoria, é a rotina de todo turno para garantir que o fio está dentro do padrão. Essa é a régua que usamos”, complementa Olívio.

A EMPRESA: - Incofios foi fundada em 2001, em Indaial (SC), a Incofios é uma fabricante brasileira de fios de algodão com cinco unidades produtivas distribuídas entre Santa Catarina e Mato Grosso, capacidade de produção de aproximadamente 1.900 toneladas de fio por mês e cerca de 420 colaboradores. A empresa possui certificações BCI (Better Cotton Initiative) e SouABR, que atestam práticas de rastreabilidade e sustentabilidade na cadeia do algodão.

da redação com informações da Presse Informações

34ª EDIÇÃO SALÃO INSPIRAMAIS

worldfashion • 10/07/26, 17:01

Na abertura do evento, o presidente da  ASSINTECAL  - Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, José Cláudio Blos, que assumiu o cargo recentemente, destacou a força do salão como propulsor da criatividade brasileira e de negócios e completou: “Tenho certeza, pelo que vejo aqui, pelos materiais e pela união do nosso segmento, de que teremos dias melhores para a nossa atividade”

“Aqui, ao longo desses dois dias de evento, lançaremos mais de mil materiais inovadores e sustentáveis para as indústrias de calçados, vestuário, bijuterias, móveis, tapeçaria automotiva e até mesmo para o mercado pet. Aliás, nos anos mais recentes, o INSPIRAMAIS vem acentuando ainda mais a sua transversalidade, mostrando que os materiais desenvolvidos pela nossa indústria servem aos mais variados segmentos da indústria brasileira” disse Silvana Dilly superintendente da ASSINTECAL.

No seu discurso, a gerente Viviane Lark da Indústria e Serviços da APEX BRASIL - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ressaltou a importância da cadeia produtiva da moda para as exportações brasileiras, frisando o apoio que a agência dá ao salão e também ao setor de uma maneira geral, por meio do Brazilian Materials, programa realizado em parceria com a Assintecal que tem como foco a internacionalização das empresas do segmento.

Também falaram na abertura, o presidente Rafael Cervone do CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo e presidente emérito da ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, e o gerente da Regional Sinos, Caí e Paranhana, Maico Fabiano Fernandes.

O salão contou com a presença de 22 grupos de importadores oriundos da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Turquia no salão. “Esses grupos produzem, anualmente, mais de 20 milhões de pares de  calçados, o que demonstra o poder de compra desses players”, disse Silvana.

O espaço PREVIEW DO COURO, mostrou as novidades de 17 curtumes brasileiros, e 13 palestras programadas para os dois dias de evento e mais de 60 peles duráveis e sustentáveis, que o presidente-executivo José Fernando Bello, do CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil enfatizou e ressaltou a importância do salão INSPIRAMAIS no “coração dos negócios” no Brasil.

No espaço HUB CONEXÃO CRIATIVA, técnicas e produtos com DNA genuinamente brasileiro, contou com 33 empreendimentos de micro e pequeno portes.

O coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design do salão, Walter Rodrigues, destacou o evento como grande impulsionador de negócios através da moda e da criatividade. “Aqui, estamos apresentando os produtos com o tema ESSÊNCIA que ressignificam a ideia de luxo, apontam a relevância do retorno à essência do que cada marca expositora faz de melhor”, destacou.

Na palestra do PREVIEW 2028_I Walter Rodrigues e Marnei Carminatti apresentaram alguns dados da pesquisas que já estão realizando com as questões sobre: “como será o comportamento do consumidor ?

o sujeito contemporâneo?

E elegeram o tema como CAMUFLAGEM - identidade em trânsito, mencionam  Alejandro Jodorowsky “não somos estamos sendo” ou Es Devlin “sou o outro do outro”, e vários desfiles recentes que ilustram estas reflexões:  Vestir-se é cartografar-se? Marcar identidade ou território ? Memória ?

O salão INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal - Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos e do CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil, em parceria com a Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e Abimóvel - Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário. A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional.

O apoio institucional é da Abvtex - Associação Brasileira do Varejo Têxtil.

da redação

FIAÇÃO

worldfashion • 20/05/26, 10:44

Na indústria têxtil, a qualidade de um produto começa muito antes do tear. O tipo de fio escolhido, e o processo pelo qual ele foi produzido, define resistência, toque, absorção e durabilidade do que chega às mãos do consumidor.

No centro dessa decisão estão dois processos de fiação com lógicas distintas: o penteado compactado e o open-end. A Incofios, fabricante catarinense de fios 100% algodão, trabalha com os dois e a escolha entre eles começa na pergunta certa: qual é o produto final?

Na prática, esse conhecimento orienta cada etapa da produção na Incofios. A especificação do fio é feita em conjunto com o cliente, levando em conta o uso final do produto, o processo de beneficiamento e até o comportamento esperado após lavagens repetidas. O resultado é menos retrabalho, menos desperdício de matéria-prima e um produto final que entrega o que promete.

O fio penteado compactado é um tipo de fio de algodão de alta qualidade que passa por dois processos rigorosos: a penteação (remoção de fibras curtas) e a compactação (alinhamento denso das fibras).

Isso resulta em um fio extremamente macio, resistente, uniforme e com baixíssima pilosidade (menos fiapos/bolinhas), ideal para tecidos premium.

Já a fiação por Rotor (Open End) acontece quando a fita de fibra individualizada é inserida no rotor de alta velocidade, torcida e transformada em fio. O resultado é um fio mais volumoso, com ótima absorção de umidade e custo competitivo, características que o tornam ideal para toalhas de banho, panos de prato, jeans, moletom e uniformes. A produtividade mais alta do processo também favorece grandes volumes.

A escolha do processo começa, na prática, antes mesmo da fiação, “O comprimento da fibra de algodão usada como matéria-prima já define muito do que o fio pode entregar. Fibras longas, acima de 28 mm, garantem maior resistência, uniformidade e toque mais macio, e são justamente as que alimentam o processo penteado. Fibras médias, entre 21 e 28 mm, são a base do open-end e atendem bem à maioria dos artigos de uso diário”, garante Olívio Vieira Da Silva Neto, Supervisor de Qualidade da Incofios.

Ainda segundo ele, no penteado compactado, as fibras são alinhadas e aproximadas antes da torção, o que resulta em um fio com superfície mais limpa e maior coesão. “No open-end, o rotor forma o fio de maneira mais aberta, o que aumenta o volume e a capacidade de absorção. São lógicas diferentes, para produtos diferentes”, destaca.

Sobre a Incofios: Fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

da redação com informações da A Presse Inf

FebraTêxtil 2026

worldfashion • 24/04/26, 15:42

A FebraTêxtil 2026, acontecerá entre os dias 5 e 7 de maio, no Expo Center Norte, pavilhão amarelo, em São Paulo.

Inicialmente prevista para fevereiro, a edição de 2026 teve sua data alterada para se alinhar ao calendário de lançamentos e compras do setor, oferecendo mais tempo de preparação aos expositores e aproximando o evento de um período estratégico para decisões comerciais.

“Essa mudança de data foi pensada estrategicamente para potencializar os resultados da feira. Queremos proporcionar um ambiente ainda mais favorável para geração de negócios, conexões e troca de conhecimento entre os diferentes elos da indústria têxtil”, afirma Hélvio Pompeo, presidente do Febratex Group.

Um dos expositores a Capricórnio Têxtil, uma das principais referências brasileiras na produção de denim e sarja, apresentará sua linha de tecidos com destaque para os lançamentos mais recentes, incluindo a coleção Bossa. A novidade traduz a essência da marca em produtos com identidade e sofisticação, reunindo listrados, microestruturas, fios com efeito flamê e composições com liocel, além de novas larguras que ampliam as possibilidades criativas para o mercado.

Os diferenciais da coleção estão na combinação entre inovação e versatilidade. As construções diferenciadas e o uso de matérias-primas que proporcionam conforto e sustentabilidade atendem às demandas de um setor cada vez mais dinâmico, além de oferecer maior flexibilidade para diferentes aplicações na indústria da moda.

“A FebraTêxtil é uma oportunidade estratégica para reforçarmos nosso posicionamento no mercado e estarmos ainda mais próximos dos nossos clientes e parceiros. Estar em São Paulo, um dos principais polos da moda e do denim no Brasil, potencializa essa conexão e amplia nossa visibilidade. Estamos muito felizes em apresentar a coleção Bossa, que traduz a essência da Capricórnio em inovação, qualidade e estilo, e confiantes de que será um grande diferencial durante a feira”, afirma João Bordignon, diretor-executivo de Marketing e Sustentabilidade da empresa.

Neste ano, o evento acontecerá em sinergia com a ENT Brasil - Feira de Nãotecidos e Têxteis Técnicos, ampliando a conexão entre diferentes segmentos da indústria.

Terá também a New&Now, plataforma de conteúdo e pesquisa de moda que conecta o mercado brasileiro às tendências internacionais, referência em eventos e conteúdo para a cadeia têxtil e de moda na América Latina. Será lançada o “Radar Têxtil”, projeto que pretende transformar a forma como a indústria brasileira acessa e aplica conhecimento sobre tendências globais.

Inspirado nos principais eventos internacionais do setor, como Première Vision Paris e London Textile Fair, o “Radar Têxtil” combinará conteúdo, experiência sensorial e direcionamento comercial, reunindo curadoria de macrotendências, exposição de materiais e palestras aplicadas, criando uma ponte direta entre a pesquisa global e o desenvolvimento de produto no Brasil.

O projeto será apresentado com foco nas macrotendências para o Inverno 2027, incluindo apresentação de conteúdo e palestra voltadas à tradução da pesquisa internacional para o contexto da indústria e das confecções brasileiras.

“O objetivo é criar uma experiência que vai além da informação. Queremos que os visitantes possam ver, tocar e compreender como as tendências globais se materializam em tecidos, cores e texturas, sempre com um olhar voltado para a aplicabilidade no mercado brasileiro”, explica Symone Rech, diretora de pesquisa e inteligência criativa da New&Now.

A iniciativa se destaca por valorizar a pesquisa de materiais, cores e texturas como ferramenta estratégica para inovação e desenvolvimento de produto, conectando indústria, criadores e mercado em um ambiente que estimula o diálogo e a interpretação criativa.

“Este projeto nasce para aproximar o design de moda da indústria têxtil. Quando a criatividade caminha mais perto da realidade produtiva, toda a cadeia se fortalece. Nos eventos do Febratex Group, conectamos quem pensa, quem desenvolve e quem produz, e é desse encontro que surgem soluções mais inteligentes, viáveis e uma indústria preparada para evoluir com consciência e competitividade”, reflete Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

A feira ainda contará com uma programação que inclui Espaço Talks, com palestras sobre  inovação, podcast ao vivo com especialistas do setor, Startup Corner, voltado a soluções tecnológicas, e o Fashion Show, com apresentações de produtos e coleções. E a edição do Brasil Fashion Designers (BFD), concurso voltado a estudantes e novos talentos da moda, integrando a agenda do evento.

Serviço:

● O quê: FebraTêxtil 2026

● Onde: Expo Center Norte, São Paulo (SP)

● Quando: 5 a 7 de maio de 2026

● Credenciamento: gratuito no link: https://bit.ly/4u8sskS

Os visitantes devem realizar o cadastro online e apresentar o comprovante no dia do evento para acesso à feira.

Sobre a New&Now
A New&Now é uma plataforma pioneira em pesquisa de tendências, inovação e estratégia para a indústria da moda e desenvolvimento de coleções. Fundada por Symone Rech, a empresa se consolida como um ecossistema criativo, especializado em traduzir macrotendências globais para o cenário brasileiro. Seu portfólio inclui curadoria, palestras e projetos sob medida, integrando pesquisa, criatividade e aplicação prática.
Destaque da plataforma, a New&Now lançou recentemente a SY.A, a primeira inteligência artificial criativa integrada a um sistema de pesquisa de moda na América Latina. Essa ferramenta exclusiva transforma referências de varejo em produtos comerciais em poucos cliques, otimizando positivamente o processo de criação e desenvolvimento de coleções.
Sobre o Febratex Group
O Febratex Group é o maior grupo de feiras e eventos do setor têxtil das Américas. Com 45 anos de atuação, celebrados em 2026, a empresa é 100% brasileira e atua nos principais polos têxteis do país.
Com matriz em Porto Alegre e filiais em São Paulo e Blumenau, o grupo organiza nove feiras especializadas, entre elas a Febratex, responsável por impulsionar cerca de 40% dos negócios de máquinas têxteis no Brasil.
Referência em inovação e sustentabilidade, o Febratex Group foi pioneiro na América Latina ao conquistar o Selo Lixo Zero com o Febratex Summit. A empresa também é signatária do Pacto Global da ONU e membro da Ubrafe, reforçando seu compromisso com práticas responsáveis no setor.
da redação por Yuko Suzuki

8ª edição - AGRESTE TEX 2026

worldfashion • 22/04/26, 14:09

Neste edição, além dos maquinários, constatamos maior participação de malharias e tecelagens, que além das novidades e informações, compartilharam conhecimento, como a Avil que em parceria com Makipeças, mostraram a produção em loco, como transformar o tecido numa peça pronta, em 40 minutos com estilista/modelista e costureiro Jack Araujo (instagram @jhonny_costureiro).

Confirmando os dados da Danielle Souto - Secretária do Desenvolvimento Econômico do Governo de Pernambuco, a indústria de vestuário de Pernambuco apresentou desempenho positivo entre 2024 e 2025, com crescimento consistente na produção, no consumo e, principalmente, na geração de empregos. É o que revelou o levantamento do IEMI - Inteligência de Mercado, referência nacional em estudos do setor. De acordo com os dados, o setor ampliou em 14,8% o número de trabalhadores diretos, ritmo significativamente superior ao crescimento de 2,4% no total de unidades produtoras, que chegaram a 1.011 estabelecimentos no período, conforme citado por Marcelo Prado, consultor e diretor do IEMI - Inteligência de Mercado.

O avanço da mão de obra indica aumento da intensidade produtiva e reforça o papel do segmento como um dos principais motores de geração de renda no estado. O volume da produção em peças também cresceu 2,8%, enquanto o valor da produção (em Reais) registrou alta mais expressiva, de 7,4%, sinalizando ganho de valor agregado e possível diversificação para produtos de ticket médio maior.

No mercado interno de vestuário, os indicadores mostram um ambiente de aquecimento. O número de pontos de venda especializados avançou 4,8%, enquanto o potencial de consumo no estado cresceu 5,8%, ultrapassando R$ 8,9 bilhões. O desempenho reflete a melhora das condições de renda e emprego, além do fortalecimento do varejo local.

“Estamos observando um ciclo positivo impulsionado principalmente pelo mercado interno. O crescimento da mão de obra em ritmo superior ao das unidades produtivas indica aumento da capacidade instalada e maior intensidade de produção. Ao mesmo tempo, o avanço mais forte do valor da produção em relação ao volume de peças sugere ganho de eficiência e maior presença de produtos com valor agregado”, afirmou Marcelo Prado, durante o talk realizado na feira.

No contexto nacional, Pernambuco mantém uma posição relevante na cadeia produtiva do vestuário. O estado concentra 4,9% das unidades produtoras do país e responde por 3,8% da mão de obra direta do setor. Em termos de produção, porém, a participação é de 2,5%, indicando que, embora tenha capilaridade industrial, ainda opera com escala média inferior à de polos mais consolidados.

Já no consumo, Pernambuco representa 3,3% dos pontos de venda especializados e 2,9% do potencial de consumo nacional, evidenciando a força do mercado interno como principal eixo de sustentação do setor. Nas exportações, a participação ainda é limitada, com 0,3% em volume e 0,4% em valor, o que aponta espaço para crescimento na inserção internacional.

Segundo Prado, o cenário também reflete fatores estruturais. “A consolidação de arranjos produtivos regionais, a maior integração com o mercado nacional e estratégias comerciais voltadas ao consumo interno ajudam a explicar esse desempenho. Ao mesmo tempo, os dados mostram que existe uma oportunidade clara de ampliar a inserção internacional e agregar mais valor às exportações”, completa.

O levantamento do IEMI reforça o papel estratégico da indústria de vestuário para a economia pernambucana, especialmente na geração de empregos e na dinamização do consumo, ao mesmo tempo em que evidencia desafios e oportunidades para aumentar competitividade e presença no mercado externo.

Os resultados refletem o sucesso da feira. Para Pedro Amâncio, diretor da SVC Laser Epson, a participação foi altamente positiva. “Atendemos muita gente de toda a região e de outros estados. Já ultrapassamos R$ 300 mil em negócios durante a feira, além de um volume significativo de oportunidades futuras. Trouxemos novidades como a DTF industrial, que chega para transformar o mercado local em produtividade”, contou.

Maurício Soares, gestor de marketing da Silmaq, também destacou o impacto da edição 2026. “Foi extremamente positiva. Abrimos novos clientes, fechamos negócios em novas regiões e apresentamos inovações importantes, como a primeira máquina de costura com inteligência artificial integrada. A expectativa é de crescimento entre 10% e 20% em relação à última edição”, revelou.

Rener Agostini, gerente nacional de vendas da Audaces, ressaltou a relevância estratégica da feira. “O Agreste pernambucano é uma região que respira moda. Estimamos um faturamento entre R$ 5 e 6 milhões durante a feira, podendo chegar a R$ 7 milhões com os desdobramentos dela. É um mercado essencial, tanto pelo volume quanto pela qualidade e potencial criativo”, ressaltou.

Outro momento de destaque foi o resultado do júri popular do Brasil Fashion Designers (BFD), que consagrou a estudante Camyle Nogueira, de 22 anos, natural de Toritama e aluna do Senai Caruaru. Com 24% dos votos, ela venceu com a coleção “Brasilidades”, marcada por cores vibrantes e estampas expressivas em contraste com tons mais suaves. Como premiação, recebeu uma máquina de costura da Silmaq. Emocionada, Camyle celebrou a conquista: “Cresci vendo o jeans sustentar minha família. Sou mãe e aspirante a designer, e chegar aqui com uma coleção escolhida pelo público é extremamente gratificante”, comemorou.

Entre os destaques, o desfile “Toritama by Acit” reforçou a importância da ‘capital do jeans’, apresentando ao público uma prévia das coleções que estarão no Festival do Jeans de Toritama 2026. A passarela evidenciou criatividade, identidade regional e a força produtiva local, consolidando o evento como vitrine de tendências e talentos.

Com resultados expressivos, forte adesão do público e alto nível de inovação, a oitava edição da Agreste Tex encerra reafirmando seu papel como uma das principais feiras do setor no Brasil e já projeta expectativas ainda maiores para a próxima edição, marcada para ocorrer de 4 a 7 de abril de 2028.

“Voltamos em 2028 para impulsionar, ainda mais, esse mercado tão importante para o Brasil. A nona edição vem com ainda mais grandiosidade, mais criativa e mais transformadora, ampliada e mais ousada”, finalizou Hélvio Pompeo Júnior, diretor de Operações do Febratex Group.

por Yuko Suzuki

MATÉRIA PRIMA

worldfashion • 06/03/26, 16:23

A Incofios, indústria têxtil com sede em Indaial (SC), anuncia a inclusão de fios sintéticos e 100% de algodão, importados em seu portfólio. Reconhecida nacionalmente pela produção própria de fios 100% algodão, a empresa passa agora a oferecer novas opções ao mercado, ampliando sua atuação e fortalecendo o posicionamento como fornecedora de soluções completas para a indústria têxtil.

A decisão é resultado de pesquisas de mercado e de um processo contínuo de diálogo com clientes. De acordo com a supervisora administrativo comercial da Incofios, Lavinia Kaun, a ampliação surgiu a partir da identificação de uma demanda crescente por fios diferenciados.

“Anualmente conversamos com nossos clientes para entender suas necessidades de consumo. Durante essas análises, percebemos um grande potencial de crescimento ao incorporar novos produtos ao portfólio”, afirma,  supervisora administrativo comercial da Incofios, Lavinia Kaun

A nova linha contempla poliéster texturizado 150/48 e  (75/36), poliéster viscose 30/1, viscose vortex 30/1, poliéster viscose vortex 30/1 e fio 30/1 penteado 100% algodão importado.

Os produtos atendem segmentos variados, como moda esportiva, uniformes profissionais, lingerie, camisaria, tecidos planos e decoração.

Segundo a empresa, os fornecedores foram selecionados com base em critérios técnicos e reconhecimento de qualidade no mercado internacional, garantindo padrão e confiabilidade aos clientes. A produção interna da Incofios segue concentrada exclusivamente no algodão, que permanece como principal pilar estratégico da companhia.

A supervisora comercial destaca que o movimento acompanha as transformações do setor têxtil e sinaliza uma estratégia de crescimento baseada em diversificação responsável e visão de longo prazo. “A expectativa é monitorar o desempenho da nova linha e avaliar futuras ampliações conforme a evolução do consumo”, finalizou.


Sobre a Incofios: Empresa fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

da redação com informações da Presse Informações

MATÉRIA PRIMA - INCOFIOS

worldfashion • 05/02/26, 16:13

Na base da produção da indústria têxtil o movimento inicial está na fiação, responsável por ditar o ritmo inicial da produção.

A Incofios, com sede em Indaial (SC), tem respondido ao novo comportamento do consumo, por meio de ajustes contínuos nos processos industriais, na gestão de prazos e na organização das plantas produtivas, sempre com atenção rigorosa à padronização e à qualidade dos fios.

A empresa opera com cinco plantas produtivas no Brasil e atua exclusivamente na produção de fios 100% algodão, o que exige controle técnico constante e alto nível de previsibilidade industrial para atender tecelagens e confecções em diferentes regiões do país.


“O mercado têxtil exige hoje uma resposta muito rápida, mas não aceita variação de qualidade. O desafio está justamente em manter a consistência do fio mesmo com prazos cada vez mais apertados”, afirma o diretor Industrial da Incofios, Edson Augusto Schlogl. “Isso passa por planejamento, integração entre áreas e investimento constante em processos”, complementa.

Nos últimos anos, a companhia intensificou o uso de sistemas de gestão industrial, produção enxuta e programas internos de melhoria contínua. Entre as iniciativas adotadas estão o uso de impressoras 3D para desenvolvimento e ajustes de componentes internos, a ampliação do uso de algodão certificado e rastreável e a padronização de processos que reduzem variações ao longo da produção. O objetivo é minimizar gargalos, antecipar demandas e tornar a tomada de decisão mais rápida e precisa dentro do ambiente fabril.

Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla da indústria, na qual o comportamento de consumo passa a influenciar diretamente o chão de fábrica. A busca por prazos menores, séries produtivas mais dinâmicas e menor margem para erro faz com que as fiações assumam um papel cada vez mais estratégico na cadeia têxtil.


“Hoje, não se trata apenas de produzir mais rápido, mas de produzir de forma previsível. A indústria precisa entregar exatamente o que foi especificado, no tempo combinado, porque toda a cadeia está mais ajustada e com menos margem para retrabalho”, finaliza Schlogl.

A qualidade dos fios, desde a escolha da matéria-prima até o processo de fiação, impacta diretamente a performance dos tecidos. A Incofios lidera esse processo com inovação, sustentabilidade e alto padrão técnico.

Quando se trata de qualidade têxtil, os fios desempenham um papel fundamental, embora muitas vezes sejam invisíveis aos olhos do consumidor final. Eles são essenciais para a resistência, elasticidade e caimento dos tecidos, impactando diretamente a durabilidade e o conforto dos produtos. Por isso, a escolha da matéria-prima e do fornecedor é fundamental nesse processo.

Segundo a Technavio, empresa especializada em pesquisas de mercado, a cadeia global de tecidos sustentáveis deve crescer em torno de 8,6% ao ano entre 2024 e 2029, impulsionado pelo aumento da demanda por produtos eco friendly e pela maior conscientização sobre impactos ambientais na indústria têxtil.

Diferenças entre fios

Fios de algodão, lã, poliéster, nylon e outras fibras naturais ou sintéticas têm características distintas que afetam diretamente o desempenho do tecido. O algodão, por exemplo, é amplamente reconhecido por sua maciez, respirabilidade e durabilidade, sendo ideal para produtos que exigem conforto e frescor, como camisetas, vestidos, jeans, peças infantis e até itens domésticos, como roupas de cama e toalhas. Já os fios sintéticos, como o poliéster, são mais indicados para tecidos que necessitam de elasticidade e resistência, características essenciais em produtos como roupas de alto desempenho e tecidos com grande flexibilidade, como moda fitness ou praia. A escolha do fio adequado é, portanto, essencial para garantir que o tecido atenda às especificações de cada aplicação.

Além da escolha da matéria-prima, o processo de fiação também é determinante para a qualidade do produto final. Cuidados técnicos, como o controle da temperatura, da umidade e o alinhamento das fibras, são essenciais para garantir que o material final seja forte e uniforme, como explica o Gerente Industrial da Incofios, Daniel Bodnar. “A qualidade do fio é o que garante a performance do tecido, mas investir em um processo de fiação rigoroso é investir em durabilidade, resistência e em um acabamento superior”, garante.

A Incofios, que é especializada em fios 100% algodão, tem como compromisso a produção de fios que garantem a performance superior do tecido. Por isso, a empresa adota um controle de qualidade rigoroso, assegurando que seus fios atendam aos mais exigentes padrões. Além disso, também investe continuamente em tecnologias avançadas e em práticas sustentáveis para aprimorar seu processo de fiação. Isso garante que seus fios não apenas atendam às necessidades do mercado, mas também superem as expectativas dos clientes em termos de durabilidade, acabamento e conforto. A empresa também faz uso de algodão certificado, através dos programas SouABR e Better Cotton Initiative (BCI), alinhando suas práticas à sustentabilidade e às melhores práticas ambientais.

“A Incofios se posiciona como referência no setor têxtil, fornecendo fios que são fundamentais na fabricação de tecidos utilizados em diversos segmentos, como moda, cama, mesa e banho e aplicações industriais”, destaca Bodnar. .

“O algodão continua sendo uma das principais matérias-primas da indústria têxtil, e sua qualidade está intimamente relacionada às características da fibra utilizada na produção dos fios. Entre os diversos fatores que afetam o desempenho e a durabilidade dos produtos finais, o comprimento da fibra é um elemento essencial para garantir resistência, uniformidade e eficiência no processo produtivo”. afirma Lais Bergo Amaral - Supervisora de Qualidade da Incofios

No setor têxtil, as fibras de algodão mais longas resultam em fios mais homogêneos, com menor propensão a rompimentos e menor formação de pilling – fatores que, sem dúvida, impactam diretamente a qualidade dos tecidos. O comprimento da fibra influencia toda a cadeia produtiva. Quanto maior a extensão da fibra, melhor a resistência do fio e, consequentemente, a durabilidade e o toque dos tecidos. Isso é um aspecto fundamental que observamos diariamente na  rotina  de qualidade.

O mercado têxtil classifica as fibras de algodão em três categorias principais, cada uma com aplicações específicas. As fibras curtas, com menos de 21 mm, geralmente resultam do processo de limpeza do algodão em pluma e são utilizadas em produtos mais rústicos, como fios grossos para capas de fardos de algodão, panos de prato e chão, tapetes e até em insumos hospitalares, como algodão hidrófilo, cotonetes, ataduras e esparadrapos. Além disso, essas fibras também têm aplicações na fabricação de celulose, papel, pólvora e tinta automotiva.

As fibras médias, com comprimento entre 21 e 28 mm, são as mais comuns e versáteis. Elas são amplamente empregadas na produção de vestuário, como camisetas e calças, roupas de cama, toalhas e tecidos para decoração. Já as fibras longas, com mais de 28 mm, são altamente valorizadas pela sua resistência e qualidade superior. Elas são essenciais na confecção de tecidos de luxo, como lençóis de fios egípcios, toalhas premium e roupas finas e delicadas, proporcionando não só um toque mais macio, mas também maior durabilidade ao produto final.

Além dos benefícios evidentes relacionados à qualidade do produto final, a escolha de fibras mais longas também influencia a eficiência da produção. O uso de fibras de algodão longas permite uma fiação mais estável, com menor desgaste das máquinas e menos desperdício de matéria-prima. Esse fator impacta diretamente os custos operacionais da indústria e isso pode ser crucial para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor.

É importante ressaltar que o comprimento da fibra pode variar de acordo com a variedade do algodão e as condições de cultivo. Fatores como clima, solo e técnicas agrícolas têm um impacto significativo no desenvolvimento da planta e, consequentemente, na extensão das fibras. Por isso, o controle de qualidade e a escolha criteriosa da matéria-prima são essenciais. No caso da Incofios, buscamos a excelência na produção de fios têxteis, e isso só é possível com uma seleção rigorosa das fibras utilizadas.

Para o setor têxtil, investir em algodão de alta qualidade não é apenas uma questão de diferenciação no mercado; é uma necessidade para garantir produtos duráveis e competitivos. Um rigoroso controle de qualidade também é fundamental para assegurar que os fios entreguem não apenas resistência e uniformidade, mas também o desempenho esperado pelas confecções e consumidores finais. A escolha de algodão com fibras longas e uniformes impacta diretamente a eficiência na produção, a satisfação do consumidor e a durabilidade do produto no mercado.

“É essencial para qualquer empresa do setor têxtil compreender como o comprimento da fibra de algodão afeta diretamente a qualidade dos fios e no produto final. Este é um investimento que não só eleva o padrão dos produtos, mas também garante que a indústria continue inovando e se destacando no mercado global”.conclui Lais Bergo Amaral  graduada em Engenheira Têxtil, tem 10 anos de experiência no setor têxtil e atua como supervisora de qualidade da Incofios desde Abril de 2024.

Sobre a Incofios -Fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

da redação com informações da Presse Informações

33ª edição INSPIRAMAIS - THE TURNING POINT

worldfashion • 04/02/26, 17:17

Os materiais lançados desta edição norteiaram a pesquisa  e seguiram a metodologia da Pirâmide, que levam em consideração os insights de que os 10% (laboratório de inovação e topo da pirâmide), 30% (materiais em desenvolvimento no meio da pirâmide) e 60% (produtos já aprovados pelo mercado e base da pirâmide).

Na pesquisa The Turning Point os 10%, tem como referência a obra “Ponto de Mutação”, escrita por Fritjof Capra em 1981. Segundo Rodrigues, “vivemos tempos muito semelhantes aos vividos na década de 1980, com um mundo mais fechado, protecionismo crescente, tarifas extras e polarização”. A obra referenciada traz a necessidade de um ponto de mutação sob uma perspectiva ecológica e feminina. Dentro do contexto, a pesquisa aponta que passamos de uma Modernidade Líquida, conceito popularizado por Bauman no qual tudo era líquido e fluído, para uma Modernidade Gasosa, em que as coisas já não apenas fluem, mas “evaporam no ar”, dando a ideia de volatilidade e velocidade.

Partindo desse ponto, a The Turning Point trouxe três temas.

O primeiro deles é o “Gasoso Holístico”, que com um ponto de vista feminino aponta o design como meio de contemplação, regeneração e afeto com tecnologia. A moda, aqui, é auxiliada pelas tecnologias de Inteligência Artificial (IA). Neste tema, predominam materiais com transparências, tules, nylons, volumes e misturas.

Já o tema “Gasoso Biológico” é influenciado pelo ancestral digital, com texturas orgânicas, muitas camadas, aspectos celulares (de plasma), aspectos gelatinosos, amorfismo e futurismo, tudo também com o auxílio da IA. Já os materiais de destaque são biopolímeros, nanoceluloses e tecidos desenvolvidos com cultura de bactérias.

O terceiro tema é “Ruptura”, que reforça a necessidade de romper com os padrões, com as formas conservadoras, visando a recuperação da individualidade perdida em meio a um mundo homogêneo e permeado de repetições. Para as criações de materiais, as influências predominantes são as construções tridimensionais, com dobras abruptas, sobreposições e fragmentações, colocando o corpo como base para a criação de novas geometrias.

A cartela de cores da The Turning Point trouxeram como cores principais o violeta ice, o amarelo e o acqua.


BIOMA AMAZÔNICO

O projeto Iconografia Local Bioma Amazônico, lançado na COP30, em novembro passado, foi apresentado pelo Walter Rodrigues na companhia do designer de moda Leandro Castro, que desfilou o projeto nas passarelas do São Paulo Fashion Week (SPFW).

A iniciativa, realizada nos territórios de Santarém, distrito de Alter do Chão, Belterra e Mojuí dos Campos, desenvolveu uma pesquisa territorial aprofundada com foco na identidade local. A investigação contemplou elementos como agricultura familiar, turismo, artesanato, gastronomia, música, madeira, castanhas, pesca (pirarucu), óleos essenciais, ciência/medicina natural, biomateriais, entre outros aspectos da cultura local. A partir dos insumos criativos da pesquisa, a Assintecal auxiliou 19 empreendimentos locais no desenvolvimento de produtos e serviços com identidade territorial, valorizando e estimulando a bioeconomia local.

Segundo Rodrigues, a pesquisa serviu como base para desenvolvimento de coleções inovadoras. No total, foram desenvolvidos mais de 80 novos materiais e soluções das empresas Amazoniere, Amélias da Amazônia, Biojoias Natureza Viva, Chácara Nova Esperança, Casa do Eltom, Coomflona – Cooperativa Mista da Flona Tapajós, Cuias Aíra – Associação das Artesãs Ribeirinhas de Santarém (Asarisan), Deveras Amazônia, Escola Indígena Borari Antônio de Sousa Pedroso, Etno Confecções Borari – Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, H Móveis Madeira, Quintal Produtivo Belt Bom, Loja Zagaia, Mestre Jefferson Paiva, Nunghara Biojoias, Pousada do Mingote, Quilombo de Murumurutuba – Rafro Modas, Quilombo de Murumurutuba – Azearte, Trançados do Arapiuns e Viveiro Floresta Ardosa.

SPOILER DA PESQUISA DO PRÓXIMO LANÇAMENTO

Foi apresentado pelo Walter Rodrigues em companhia de Marnei Carminatti, coordenador do Preview do Couro do Salão,  a apresentação da pesquisa “Essência”, que guiará os materiais que serão lançados na próxima edição do INSPIRAMAIS, nos dias 7 e 8 de julho, em São Paulo/SP.

O ponto de partida da pesquisa foi repensar o conceito de luxo, cada vez mais ameaçado pela competição baseada em preços. Segundo Rodrigues, existe um descolamento entre preço e valor percebido, gerando questionamentos por parte dos consumidores. “Isso obriga as grandes marcas a ressignificar a palavra e justificar a sua existência”, ressalta. Com isso, aparece a “essência” como uma retórica inegável. É preciso resgatar a importância do luxo como aspecto de raridade, herança histórica e autoridade cultural.

O primeiro tema da pesquisa é o “Purismo”, que valoriza o silêncio, a pausa em meio ao excesso e a ancestralidade, em um “retorno ao essencial”. Entre os materiais, aparecem com destaque os acetinados, os couros limpos, os laços, as peles exóticas e a impressão sobre couro vacum, sempre com aspectos que remetem à leveza, à alta costura, ao classicismo e à delicadeza. “Aparece muito forte também a camurça, trazendo o seu toque suave, o brilho delicado, os metalizados e o croco”, acrescenta Rodrigues.

O segundo tema é o “Popismo”, que celebra o “excesso com intenção”. “É o luxo que se afirma no exagero, na intensidade da cor e na força das estampas”, informa o criativo, destacando que os materiais desenvolvidos são inspirados no barroco e na cultura pop, com muita sinuosidade, teatralidade e estímulo sensorial.

“Se o purismo valoriza a pausa, o popismo reivindica a intensidade. É capital cultural em ebulição, uma mistura de referências que resgata arquivos, cria abundância e ludicidade”, acrescenta.

Entre as referências, aparecem o estampismo com flores, referências à natureza e cores mais intensas.

A cartela de cores será composta, principalmente, por tons de cobre, vermelho e verde.

O salão  INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal em parceria com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel). A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional. O apoio institucional é da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (Senai/RS). A parceria institucional é da da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

JBS COUROS - INOVAÇÃO RESÍDUO INDUSTRIAL

worldfashion • 07/11/25, 10:16

A JBS Couros, líder global no segmento, anualmente com milhões de peles sendo processadas nas 21 unidades industriais da empresa, distribuídas nos quatro continentes. Posiciona a Companhia como uma das maiores produtoras do material no mundo.

A empresa redefiniu o conceito de resíduo industrial ao transformar o farelo de rebaixe, resultante do processo de rebaixamento do couro, a partir do qual chega-se à espessura ideal da peça, em fonte de receita, e passou a exportar mensalmente 550 toneladas do material de três das suas quatro fábricas (Itumbiara, Uberlândia e Lins) para a Itália, onde o farelo é utilizado como matéria-prima na produção de fertilizantes, transformando resíduo em receita.

Com isso, os artigos da empresa já registraram uma redução média de 15% nas emissões de carbono, chegando em até 25% em alguns casos. “Esse projeto mostra que cada elo da cadeia pode gerar valor. Transformamos desafios em oportunidades. Com inovação e foco, comprovamos que é possível ser sustentável, rentável e eficiente ao mesmo tempo.”, afirma Guilherme Motta, presidente da JBS Couros.

Essa inovação é parte de uma estratégia mais ampla de aproveitamento total da matéria-prima pela JBS Couros. Lançado em 2019,o “Kind Leather” é outro pilar dessa visão. A tecnologia otimiza o uso da pele desde o início, removendo as partes de menor aproveitamento antes do curtimento, transformando o que antes seria resíduo em coproduto para outras indústrias. A abordagem aumenta o rendimento do couro e reduz de forma significativa o consumo de água, de energia e de resíduos sólidos.

Com um sistema de produção que contempla um manuseio minucioso em cada etapa, os clientes têm acesso a um produto de alto valor agregado. “Nosso papel é completar o ciclo da cadeia de valor da pecuária, transformando um subproduto em um material de alta qualidade”, pontua Motta. “Atendemos setores com padrões rigorosos, que demandam não apenas excelência no produto final, mas também uma garantia de origem e de processo produtivo responsável”, complementa.

Toque italiano na vanguarda

Na Itália, a Companhia mantém a Conceria Priante, referência mundial em design, maquinário e tecnologias mais modernas para produção do couro. Além de produzir artigos de alto padrão, a unidade funciona como um laboratório de tendências, onde são desenvolvidos acabamentos, cores e texturas que chegam a marcas internacionais de renome. “A proximidade com os maiores polos de design do mundo nos permite antecipar demandas e criar soluções que influenciam todo o setor”, comenta o executivo.

Ao integrar tecnologia, sustentabilidade e controle de ponta a ponta, a JBS Couros requalifica a percepção sobre o processamento das peles: de um simples subproduto a um ativo belo, durável e confortável, sempre inovando ao trazer soluções em economia circular e aumento da eficiência da cadeia produtiva.

Sobre: A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável.

da redação com informações da FSB Assessoria

SUSTENTABILIDADE - VICUNHA

worldfashion • 25/09/25, 09:45

No Relatório de Sustentabilidade 2024, VICUNHA celebra a consolidação da estação de tratamento VSA, uma iniciativa pioneira que trata o esgoto doméstico de cidades vizinhas à sua fábrica, em Pacajus (CE), gerando água de reúso para alimentar seus processos industriais. Com isso, poderá utilizar entre 15 e 20 milhões de litros de água de reúso por mês, um total de cerca de 200 milhões de litros em 2025.

A VSA tem a capacidade de dobrar a produção de água de reúso, podendo chegar a 500 milhões de litros/ano, o que possibilitará à Vicunha autossuficiência hídrica nos processos industriais na unidade de Pacajus, bem como o fornecimento de água a outras empresas da região, impactando positivamente o ecossistema industrial no Ceará. Esse avanço representa um marco significativo na redução da utilização de água de manancial e reforça a gestão eficiente dos recursos naturais, em uma jornada que fortalece a sustentabilidade da indústria.

Outro destaque do relatório é o reaproveitamento de algodão, que é a principal matéria-prima para a produção do denim e do brim. Em 2024, a empresa utilizou mais de 9 mil toneladas de algodão reciclado e reutilizado em suas linhas de produção, cerca de 15% do uso total deste recurso, sendo uma das empresas que mais recicla e reutiliza materiais têxteis no mundo. Com esta iniciativa, a Vicunha diminui o uso de algodão virgem da natureza, o que evita um consumo significativo de água e outros insumos na plantação, bem como reduz a emissão de gases de efeito estufa no transporte da matéria-prima do campo à fábrica.

A empresa também relata que destinou aproximadamente 63% dos resíduos produzidos para reaproveitamento e reciclagem, um aumento de quase 20% em relação à 2023, evitando o envio de materiais a aterros sanitários. O objetivo é aumentar para 90% o percentual de resíduos não destinados a aterros até 2030, por meio de práticas como reutilização, reciclagem, compostagem, refino, uso agrícola ou recuperação energética.

“Cada ação reforça nosso compromisso com uma moda mais limpa, circular e consciente — onde o que sobra encontra um novo caminho. Com isso, contribuímos para uma cadeia têxtil mais sustentável, favorecendo uma moda responsável”, afirma German Alejandro Silva, diretor Executivo Comercial e de Marketing da Vicunha.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O compromisso social da Vicunha também ganha vida por meio da plataforma V.Tex, que fomenta o empreendedorismo feminino e de pequenos criadores de moda. Isso se dá por meio da doação de tecidos e com o compartilhamento de conhecimento e suporte técnico para costureiras e estilistas em situação de vulnerabilidade social ou em início de carreira. Em 2024, foram 108 parcerias realizadas pela Vicunha com atores da comunidade e cerca de 20 mil metros de tecidos doados, contribuindo para uma moda mais diversa, inclusiva e que gera oportunidades para quem precisa.

Outro destaque é o Projeto Pescar, no qual a empresa realiza investimentos sociais e voluntariado para a capacitação profissional e humana de jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa forma cerca de 100 jovens por ano nas suas três unidades fabris no Brasil, em Maracanaú (CE), Pacajus (CE) e Natal (RN). Os cursos oferecidos pelo Pescar dentro da Vicunha são: Manutenção Mecânica, Eletromecânica e TI, favorecendo a inserção de jovens no mercado de trabalho.

GOVERNANÇA E TRANSPARÊNCIA

O relatório também demonstra práticas de governança, nas quais a Vicunha reforça sua cultura ética e transparente, com 100% dos líderes e colaboradores treinados em políticas anticorrupção e conformidade. Por meio de uma gestão integrada e íntegra, a empresa garante o monitoramento contínuo de indicadores ambientais, sociais e operacionais, assegurando excelência e alinhamento com as melhores práticas internacionais.

No âmbito da moda e inovação, a empresa segue como referência global, com um portfólio de mais de 300 produtos em denim e brim, incluindo linhas com algodão regenerativo, materiais reciclados e processos que reduzem o uso de água e químicos. Investimentos no seu centro de inovação, o V.Laundry, e em plataformas digitais como o app V.Space, ampliam a experiência dos clientes, integrando inovação, sustentabilidade e o universo da moda.

Sobre: Vicunha empresa reconhecida mundialmente pelos elevados padrões de qualidade e sustentabilidade, é uma multinacional brasileira presente na América Latina, Europa e Ásia. Com quase 60 anos no mercado, é referência global em soluções jeanswear, atuando no segmento de tecidos denim e brim. Além de produtos inovadores, a empresa leva ao mercado inteligência para a customização de serviços em tendências de moda, sustentabilidade, design e lavagens. É isso que faz da Vicunha uma empresa one stop shop, modelo de negócio que possibilita atender as necessidades dos clientes em um só lugar, ajudando a aumentar sua competitividade com soluções integradas. Celebrando a multiplicidade de um mundo em constante evolução, a Vicunha tem como propósito estimular a cultura do jeanswear, para que cada pessoa no mundo encontre seu jeansidentity.

da redação com informações da assessoria Ágorasite