FIAÇÃO

worldfashion • 20/05/26, 10:44

Na indústria têxtil, a qualidade de um produto começa muito antes do tear. O tipo de fio escolhido, e o processo pelo qual ele foi produzido, define resistência, toque, absorção e durabilidade do que chega às mãos do consumidor.

No centro dessa decisão estão dois processos de fiação com lógicas distintas: o penteado compactado e o open-end. A Incofios, fabricante catarinense de fios 100% algodão, trabalha com os dois e a escolha entre eles começa na pergunta certa: qual é o produto final?

Na prática, esse conhecimento orienta cada etapa da produção na Incofios. A especificação do fio é feita em conjunto com o cliente, levando em conta o uso final do produto, o processo de beneficiamento e até o comportamento esperado após lavagens repetidas. O resultado é menos retrabalho, menos desperdício de matéria-prima e um produto final que entrega o que promete.

O fio penteado compactado é um tipo de fio de algodão de alta qualidade que passa por dois processos rigorosos: a penteação (remoção de fibras curtas) e a compactação (alinhamento denso das fibras).

Isso resulta em um fio extremamente macio, resistente, uniforme e com baixíssima pilosidade (menos fiapos/bolinhas), ideal para tecidos premium.

Já a fiação por Rotor (Open End) acontece quando a fita de fibra individualizada é inserida no rotor de alta velocidade, torcida e transformada em fio. O resultado é um fio mais volumoso, com ótima absorção de umidade e custo competitivo, características que o tornam ideal para toalhas de banho, panos de prato, jeans, moletom e uniformes. A produtividade mais alta do processo também favorece grandes volumes.

A escolha do processo começa, na prática, antes mesmo da fiação, “O comprimento da fibra de algodão usada como matéria-prima já define muito do que o fio pode entregar. Fibras longas, acima de 28 mm, garantem maior resistência, uniformidade e toque mais macio, e são justamente as que alimentam o processo penteado. Fibras médias, entre 21 e 28 mm, são a base do open-end e atendem bem à maioria dos artigos de uso diário”, garante Olívio Vieira Da Silva Neto, Supervisor de Qualidade da Incofios.

Ainda segundo ele, no penteado compactado, as fibras são alinhadas e aproximadas antes da torção, o que resulta em um fio com superfície mais limpa e maior coesão. “No open-end, o rotor forma o fio de maneira mais aberta, o que aumenta o volume e a capacidade de absorção. São lógicas diferentes, para produtos diferentes”, destaca.

Sobre a Incofios: Fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

da redação com informações da A Presse Inf

FebraTêxtil 2026

worldfashion • 24/04/26, 15:42

A FebraTêxtil 2026, acontecerá entre os dias 5 e 7 de maio, no Expo Center Norte, pavilhão amarelo, em São Paulo.

Inicialmente prevista para fevereiro, a edição de 2026 teve sua data alterada para se alinhar ao calendário de lançamentos e compras do setor, oferecendo mais tempo de preparação aos expositores e aproximando o evento de um período estratégico para decisões comerciais.

“Essa mudança de data foi pensada estrategicamente para potencializar os resultados da feira. Queremos proporcionar um ambiente ainda mais favorável para geração de negócios, conexões e troca de conhecimento entre os diferentes elos da indústria têxtil”, afirma Hélvio Pompeo, presidente do Febratex Group.

Um dos expositores a Capricórnio Têxtil, uma das principais referências brasileiras na produção de denim e sarja, apresentará sua linha de tecidos com destaque para os lançamentos mais recentes, incluindo a coleção Bossa. A novidade traduz a essência da marca em produtos com identidade e sofisticação, reunindo listrados, microestruturas, fios com efeito flamê e composições com liocel, além de novas larguras que ampliam as possibilidades criativas para o mercado.

Os diferenciais da coleção estão na combinação entre inovação e versatilidade. As construções diferenciadas e o uso de matérias-primas que proporcionam conforto e sustentabilidade atendem às demandas de um setor cada vez mais dinâmico, além de oferecer maior flexibilidade para diferentes aplicações na indústria da moda.

“A FebraTêxtil é uma oportunidade estratégica para reforçarmos nosso posicionamento no mercado e estarmos ainda mais próximos dos nossos clientes e parceiros. Estar em São Paulo, um dos principais polos da moda e do denim no Brasil, potencializa essa conexão e amplia nossa visibilidade. Estamos muito felizes em apresentar a coleção Bossa, que traduz a essência da Capricórnio em inovação, qualidade e estilo, e confiantes de que será um grande diferencial durante a feira”, afirma João Bordignon, diretor-executivo de Marketing e Sustentabilidade da empresa.

Neste ano, o evento acontecerá em sinergia com a ENT Brasil - Feira de Nãotecidos e Têxteis Técnicos, ampliando a conexão entre diferentes segmentos da indústria.

Terá também a New&Now, plataforma de conteúdo e pesquisa de moda que conecta o mercado brasileiro às tendências internacionais, referência em eventos e conteúdo para a cadeia têxtil e de moda na América Latina. Será lançada o “Radar Têxtil”, projeto que pretende transformar a forma como a indústria brasileira acessa e aplica conhecimento sobre tendências globais.

Inspirado nos principais eventos internacionais do setor, como Première Vision Paris e London Textile Fair, o “Radar Têxtil” combinará conteúdo, experiência sensorial e direcionamento comercial, reunindo curadoria de macrotendências, exposição de materiais e palestras aplicadas, criando uma ponte direta entre a pesquisa global e o desenvolvimento de produto no Brasil.

O projeto será apresentado com foco nas macrotendências para o Inverno 2027, incluindo apresentação de conteúdo e palestra voltadas à tradução da pesquisa internacional para o contexto da indústria e das confecções brasileiras.

“O objetivo é criar uma experiência que vai além da informação. Queremos que os visitantes possam ver, tocar e compreender como as tendências globais se materializam em tecidos, cores e texturas, sempre com um olhar voltado para a aplicabilidade no mercado brasileiro”, explica Symone Rech, diretora de pesquisa e inteligência criativa da New&Now.

A iniciativa se destaca por valorizar a pesquisa de materiais, cores e texturas como ferramenta estratégica para inovação e desenvolvimento de produto, conectando indústria, criadores e mercado em um ambiente que estimula o diálogo e a interpretação criativa.

“Este projeto nasce para aproximar o design de moda da indústria têxtil. Quando a criatividade caminha mais perto da realidade produtiva, toda a cadeia se fortalece. Nos eventos do Febratex Group, conectamos quem pensa, quem desenvolve e quem produz, e é desse encontro que surgem soluções mais inteligentes, viáveis e uma indústria preparada para evoluir com consciência e competitividade”, reflete Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

A feira ainda contará com uma programação que inclui Espaço Talks, com palestras sobre  inovação, podcast ao vivo com especialistas do setor, Startup Corner, voltado a soluções tecnológicas, e o Fashion Show, com apresentações de produtos e coleções. E a edição do Brasil Fashion Designers (BFD), concurso voltado a estudantes e novos talentos da moda, integrando a agenda do evento.

Serviço:

● O quê: FebraTêxtil 2026

● Onde: Expo Center Norte, São Paulo (SP)

● Quando: 5 a 7 de maio de 2026

● Credenciamento: gratuito no link: https://bit.ly/4u8sskS

Os visitantes devem realizar o cadastro online e apresentar o comprovante no dia do evento para acesso à feira.

Sobre a New&Now
A New&Now é uma plataforma pioneira em pesquisa de tendências, inovação e estratégia para a indústria da moda e desenvolvimento de coleções. Fundada por Symone Rech, a empresa se consolida como um ecossistema criativo, especializado em traduzir macrotendências globais para o cenário brasileiro. Seu portfólio inclui curadoria, palestras e projetos sob medida, integrando pesquisa, criatividade e aplicação prática.
Destaque da plataforma, a New&Now lançou recentemente a SY.A, a primeira inteligência artificial criativa integrada a um sistema de pesquisa de moda na América Latina. Essa ferramenta exclusiva transforma referências de varejo em produtos comerciais em poucos cliques, otimizando positivamente o processo de criação e desenvolvimento de coleções.
Sobre o Febratex Group
O Febratex Group é o maior grupo de feiras e eventos do setor têxtil das Américas. Com 45 anos de atuação, celebrados em 2026, a empresa é 100% brasileira e atua nos principais polos têxteis do país.
Com matriz em Porto Alegre e filiais em São Paulo e Blumenau, o grupo organiza nove feiras especializadas, entre elas a Febratex, responsável por impulsionar cerca de 40% dos negócios de máquinas têxteis no Brasil.
Referência em inovação e sustentabilidade, o Febratex Group foi pioneiro na América Latina ao conquistar o Selo Lixo Zero com o Febratex Summit. A empresa também é signatária do Pacto Global da ONU e membro da Ubrafe, reforçando seu compromisso com práticas responsáveis no setor.
da redação por Yuko Suzuki

8ª edição - AGRESTE TEX 2026

worldfashion • 22/04/26, 14:09

Neste edição, além dos maquinários, constatamos maior participação de malharias e tecelagens, que além das novidades e informações, compartilharam conhecimento, como a Avil que em parceria com Makipeças, mostraram a produção em loco, como transformar o tecido numa peça pronta, em 40 minutos com estilista/modelista e costureiro Jack Araujo (instagram @jhonny_costureiro).

Confirmando os dados da Danielle Souto - Secretária do Desenvolvimento Econômico do Governo de Pernambuco, a indústria de vestuário de Pernambuco apresentou desempenho positivo entre 2024 e 2025, com crescimento consistente na produção, no consumo e, principalmente, na geração de empregos. É o que revelou o levantamento do IEMI - Inteligência de Mercado, referência nacional em estudos do setor. De acordo com os dados, o setor ampliou em 14,8% o número de trabalhadores diretos, ritmo significativamente superior ao crescimento de 2,4% no total de unidades produtoras, que chegaram a 1.011 estabelecimentos no período, conforme citado por Marcelo Prado, consultor e diretor do IEMI - Inteligência de Mercado.

O avanço da mão de obra indica aumento da intensidade produtiva e reforça o papel do segmento como um dos principais motores de geração de renda no estado. O volume da produção em peças também cresceu 2,8%, enquanto o valor da produção (em Reais) registrou alta mais expressiva, de 7,4%, sinalizando ganho de valor agregado e possível diversificação para produtos de ticket médio maior.

No mercado interno de vestuário, os indicadores mostram um ambiente de aquecimento. O número de pontos de venda especializados avançou 4,8%, enquanto o potencial de consumo no estado cresceu 5,8%, ultrapassando R$ 8,9 bilhões. O desempenho reflete a melhora das condições de renda e emprego, além do fortalecimento do varejo local.

“Estamos observando um ciclo positivo impulsionado principalmente pelo mercado interno. O crescimento da mão de obra em ritmo superior ao das unidades produtivas indica aumento da capacidade instalada e maior intensidade de produção. Ao mesmo tempo, o avanço mais forte do valor da produção em relação ao volume de peças sugere ganho de eficiência e maior presença de produtos com valor agregado”, afirmou Marcelo Prado, durante o talk realizado na feira.

No contexto nacional, Pernambuco mantém uma posição relevante na cadeia produtiva do vestuário. O estado concentra 4,9% das unidades produtoras do país e responde por 3,8% da mão de obra direta do setor. Em termos de produção, porém, a participação é de 2,5%, indicando que, embora tenha capilaridade industrial, ainda opera com escala média inferior à de polos mais consolidados.

Já no consumo, Pernambuco representa 3,3% dos pontos de venda especializados e 2,9% do potencial de consumo nacional, evidenciando a força do mercado interno como principal eixo de sustentação do setor. Nas exportações, a participação ainda é limitada, com 0,3% em volume e 0,4% em valor, o que aponta espaço para crescimento na inserção internacional.

Segundo Prado, o cenário também reflete fatores estruturais. “A consolidação de arranjos produtivos regionais, a maior integração com o mercado nacional e estratégias comerciais voltadas ao consumo interno ajudam a explicar esse desempenho. Ao mesmo tempo, os dados mostram que existe uma oportunidade clara de ampliar a inserção internacional e agregar mais valor às exportações”, completa.

O levantamento do IEMI reforça o papel estratégico da indústria de vestuário para a economia pernambucana, especialmente na geração de empregos e na dinamização do consumo, ao mesmo tempo em que evidencia desafios e oportunidades para aumentar competitividade e presença no mercado externo.

Os resultados refletem o sucesso da feira. Para Pedro Amâncio, diretor da SVC Laser Epson, a participação foi altamente positiva. “Atendemos muita gente de toda a região e de outros estados. Já ultrapassamos R$ 300 mil em negócios durante a feira, além de um volume significativo de oportunidades futuras. Trouxemos novidades como a DTF industrial, que chega para transformar o mercado local em produtividade”, contou.

Maurício Soares, gestor de marketing da Silmaq, também destacou o impacto da edição 2026. “Foi extremamente positiva. Abrimos novos clientes, fechamos negócios em novas regiões e apresentamos inovações importantes, como a primeira máquina de costura com inteligência artificial integrada. A expectativa é de crescimento entre 10% e 20% em relação à última edição”, revelou.

Rener Agostini, gerente nacional de vendas da Audaces, ressaltou a relevância estratégica da feira. “O Agreste pernambucano é uma região que respira moda. Estimamos um faturamento entre R$ 5 e 6 milhões durante a feira, podendo chegar a R$ 7 milhões com os desdobramentos dela. É um mercado essencial, tanto pelo volume quanto pela qualidade e potencial criativo”, ressaltou.

Outro momento de destaque foi o resultado do júri popular do Brasil Fashion Designers (BFD), que consagrou a estudante Camyle Nogueira, de 22 anos, natural de Toritama e aluna do Senai Caruaru. Com 24% dos votos, ela venceu com a coleção “Brasilidades”, marcada por cores vibrantes e estampas expressivas em contraste com tons mais suaves. Como premiação, recebeu uma máquina de costura da Silmaq. Emocionada, Camyle celebrou a conquista: “Cresci vendo o jeans sustentar minha família. Sou mãe e aspirante a designer, e chegar aqui com uma coleção escolhida pelo público é extremamente gratificante”, comemorou.

Entre os destaques, o desfile “Toritama by Acit” reforçou a importância da ‘capital do jeans’, apresentando ao público uma prévia das coleções que estarão no Festival do Jeans de Toritama 2026. A passarela evidenciou criatividade, identidade regional e a força produtiva local, consolidando o evento como vitrine de tendências e talentos.

Com resultados expressivos, forte adesão do público e alto nível de inovação, a oitava edição da Agreste Tex encerra reafirmando seu papel como uma das principais feiras do setor no Brasil e já projeta expectativas ainda maiores para a próxima edição, marcada para ocorrer de 4 a 7 de abril de 2028.

“Voltamos em 2028 para impulsionar, ainda mais, esse mercado tão importante para o Brasil. A nona edição vem com ainda mais grandiosidade, mais criativa e mais transformadora, ampliada e mais ousada”, finalizou Hélvio Pompeo Júnior, diretor de Operações do Febratex Group.

por Yuko Suzuki

MATÉRIA PRIMA

worldfashion • 06/03/26, 16:23

A Incofios, indústria têxtil com sede em Indaial (SC), anuncia a inclusão de fios sintéticos e 100% de algodão, importados em seu portfólio. Reconhecida nacionalmente pela produção própria de fios 100% algodão, a empresa passa agora a oferecer novas opções ao mercado, ampliando sua atuação e fortalecendo o posicionamento como fornecedora de soluções completas para a indústria têxtil.

A decisão é resultado de pesquisas de mercado e de um processo contínuo de diálogo com clientes. De acordo com a supervisora administrativo comercial da Incofios, Lavinia Kaun, a ampliação surgiu a partir da identificação de uma demanda crescente por fios diferenciados.

“Anualmente conversamos com nossos clientes para entender suas necessidades de consumo. Durante essas análises, percebemos um grande potencial de crescimento ao incorporar novos produtos ao portfólio”, afirma,  supervisora administrativo comercial da Incofios, Lavinia Kaun

A nova linha contempla poliéster texturizado 150/48 e  (75/36), poliéster viscose 30/1, viscose vortex 30/1, poliéster viscose vortex 30/1 e fio 30/1 penteado 100% algodão importado.

Os produtos atendem segmentos variados, como moda esportiva, uniformes profissionais, lingerie, camisaria, tecidos planos e decoração.

Segundo a empresa, os fornecedores foram selecionados com base em critérios técnicos e reconhecimento de qualidade no mercado internacional, garantindo padrão e confiabilidade aos clientes. A produção interna da Incofios segue concentrada exclusivamente no algodão, que permanece como principal pilar estratégico da companhia.

A supervisora comercial destaca que o movimento acompanha as transformações do setor têxtil e sinaliza uma estratégia de crescimento baseada em diversificação responsável e visão de longo prazo. “A expectativa é monitorar o desempenho da nova linha e avaliar futuras ampliações conforme a evolução do consumo”, finalizou.


Sobre a Incofios: Empresa fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

da redação com informações da Presse Informações

MATÉRIA PRIMA - INCOFIOS

worldfashion • 05/02/26, 16:13

Na base da produção da indústria têxtil o movimento inicial está na fiação, responsável por ditar o ritmo inicial da produção.

A Incofios, com sede em Indaial (SC), tem respondido ao novo comportamento do consumo, por meio de ajustes contínuos nos processos industriais, na gestão de prazos e na organização das plantas produtivas, sempre com atenção rigorosa à padronização e à qualidade dos fios.

A empresa opera com cinco plantas produtivas no Brasil e atua exclusivamente na produção de fios 100% algodão, o que exige controle técnico constante e alto nível de previsibilidade industrial para atender tecelagens e confecções em diferentes regiões do país.


“O mercado têxtil exige hoje uma resposta muito rápida, mas não aceita variação de qualidade. O desafio está justamente em manter a consistência do fio mesmo com prazos cada vez mais apertados”, afirma o diretor Industrial da Incofios, Edson Augusto Schlogl. “Isso passa por planejamento, integração entre áreas e investimento constante em processos”, complementa.

Nos últimos anos, a companhia intensificou o uso de sistemas de gestão industrial, produção enxuta e programas internos de melhoria contínua. Entre as iniciativas adotadas estão o uso de impressoras 3D para desenvolvimento e ajustes de componentes internos, a ampliação do uso de algodão certificado e rastreável e a padronização de processos que reduzem variações ao longo da produção. O objetivo é minimizar gargalos, antecipar demandas e tornar a tomada de decisão mais rápida e precisa dentro do ambiente fabril.

Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla da indústria, na qual o comportamento de consumo passa a influenciar diretamente o chão de fábrica. A busca por prazos menores, séries produtivas mais dinâmicas e menor margem para erro faz com que as fiações assumam um papel cada vez mais estratégico na cadeia têxtil.


“Hoje, não se trata apenas de produzir mais rápido, mas de produzir de forma previsível. A indústria precisa entregar exatamente o que foi especificado, no tempo combinado, porque toda a cadeia está mais ajustada e com menos margem para retrabalho”, finaliza Schlogl.

A qualidade dos fios, desde a escolha da matéria-prima até o processo de fiação, impacta diretamente a performance dos tecidos. A Incofios lidera esse processo com inovação, sustentabilidade e alto padrão técnico.

Quando se trata de qualidade têxtil, os fios desempenham um papel fundamental, embora muitas vezes sejam invisíveis aos olhos do consumidor final. Eles são essenciais para a resistência, elasticidade e caimento dos tecidos, impactando diretamente a durabilidade e o conforto dos produtos. Por isso, a escolha da matéria-prima e do fornecedor é fundamental nesse processo.

Segundo a Technavio, empresa especializada em pesquisas de mercado, a cadeia global de tecidos sustentáveis deve crescer em torno de 8,6% ao ano entre 2024 e 2029, impulsionado pelo aumento da demanda por produtos eco friendly e pela maior conscientização sobre impactos ambientais na indústria têxtil.

Diferenças entre fios

Fios de algodão, lã, poliéster, nylon e outras fibras naturais ou sintéticas têm características distintas que afetam diretamente o desempenho do tecido. O algodão, por exemplo, é amplamente reconhecido por sua maciez, respirabilidade e durabilidade, sendo ideal para produtos que exigem conforto e frescor, como camisetas, vestidos, jeans, peças infantis e até itens domésticos, como roupas de cama e toalhas. Já os fios sintéticos, como o poliéster, são mais indicados para tecidos que necessitam de elasticidade e resistência, características essenciais em produtos como roupas de alto desempenho e tecidos com grande flexibilidade, como moda fitness ou praia. A escolha do fio adequado é, portanto, essencial para garantir que o tecido atenda às especificações de cada aplicação.

Além da escolha da matéria-prima, o processo de fiação também é determinante para a qualidade do produto final. Cuidados técnicos, como o controle da temperatura, da umidade e o alinhamento das fibras, são essenciais para garantir que o material final seja forte e uniforme, como explica o Gerente Industrial da Incofios, Daniel Bodnar. “A qualidade do fio é o que garante a performance do tecido, mas investir em um processo de fiação rigoroso é investir em durabilidade, resistência e em um acabamento superior”, garante.

A Incofios, que é especializada em fios 100% algodão, tem como compromisso a produção de fios que garantem a performance superior do tecido. Por isso, a empresa adota um controle de qualidade rigoroso, assegurando que seus fios atendam aos mais exigentes padrões. Além disso, também investe continuamente em tecnologias avançadas e em práticas sustentáveis para aprimorar seu processo de fiação. Isso garante que seus fios não apenas atendam às necessidades do mercado, mas também superem as expectativas dos clientes em termos de durabilidade, acabamento e conforto. A empresa também faz uso de algodão certificado, através dos programas SouABR e Better Cotton Initiative (BCI), alinhando suas práticas à sustentabilidade e às melhores práticas ambientais.

“A Incofios se posiciona como referência no setor têxtil, fornecendo fios que são fundamentais na fabricação de tecidos utilizados em diversos segmentos, como moda, cama, mesa e banho e aplicações industriais”, destaca Bodnar. .

“O algodão continua sendo uma das principais matérias-primas da indústria têxtil, e sua qualidade está intimamente relacionada às características da fibra utilizada na produção dos fios. Entre os diversos fatores que afetam o desempenho e a durabilidade dos produtos finais, o comprimento da fibra é um elemento essencial para garantir resistência, uniformidade e eficiência no processo produtivo”. afirma Lais Bergo Amaral - Supervisora de Qualidade da Incofios

No setor têxtil, as fibras de algodão mais longas resultam em fios mais homogêneos, com menor propensão a rompimentos e menor formação de pilling – fatores que, sem dúvida, impactam diretamente a qualidade dos tecidos. O comprimento da fibra influencia toda a cadeia produtiva. Quanto maior a extensão da fibra, melhor a resistência do fio e, consequentemente, a durabilidade e o toque dos tecidos. Isso é um aspecto fundamental que observamos diariamente na  rotina  de qualidade.

O mercado têxtil classifica as fibras de algodão em três categorias principais, cada uma com aplicações específicas. As fibras curtas, com menos de 21 mm, geralmente resultam do processo de limpeza do algodão em pluma e são utilizadas em produtos mais rústicos, como fios grossos para capas de fardos de algodão, panos de prato e chão, tapetes e até em insumos hospitalares, como algodão hidrófilo, cotonetes, ataduras e esparadrapos. Além disso, essas fibras também têm aplicações na fabricação de celulose, papel, pólvora e tinta automotiva.

As fibras médias, com comprimento entre 21 e 28 mm, são as mais comuns e versáteis. Elas são amplamente empregadas na produção de vestuário, como camisetas e calças, roupas de cama, toalhas e tecidos para decoração. Já as fibras longas, com mais de 28 mm, são altamente valorizadas pela sua resistência e qualidade superior. Elas são essenciais na confecção de tecidos de luxo, como lençóis de fios egípcios, toalhas premium e roupas finas e delicadas, proporcionando não só um toque mais macio, mas também maior durabilidade ao produto final.

Além dos benefícios evidentes relacionados à qualidade do produto final, a escolha de fibras mais longas também influencia a eficiência da produção. O uso de fibras de algodão longas permite uma fiação mais estável, com menor desgaste das máquinas e menos desperdício de matéria-prima. Esse fator impacta diretamente os custos operacionais da indústria e isso pode ser crucial para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor.

É importante ressaltar que o comprimento da fibra pode variar de acordo com a variedade do algodão e as condições de cultivo. Fatores como clima, solo e técnicas agrícolas têm um impacto significativo no desenvolvimento da planta e, consequentemente, na extensão das fibras. Por isso, o controle de qualidade e a escolha criteriosa da matéria-prima são essenciais. No caso da Incofios, buscamos a excelência na produção de fios têxteis, e isso só é possível com uma seleção rigorosa das fibras utilizadas.

Para o setor têxtil, investir em algodão de alta qualidade não é apenas uma questão de diferenciação no mercado; é uma necessidade para garantir produtos duráveis e competitivos. Um rigoroso controle de qualidade também é fundamental para assegurar que os fios entreguem não apenas resistência e uniformidade, mas também o desempenho esperado pelas confecções e consumidores finais. A escolha de algodão com fibras longas e uniformes impacta diretamente a eficiência na produção, a satisfação do consumidor e a durabilidade do produto no mercado.

“É essencial para qualquer empresa do setor têxtil compreender como o comprimento da fibra de algodão afeta diretamente a qualidade dos fios e no produto final. Este é um investimento que não só eleva o padrão dos produtos, mas também garante que a indústria continue inovando e se destacando no mercado global”.conclui Lais Bergo Amaral  graduada em Engenheira Têxtil, tem 10 anos de experiência no setor têxtil e atua como supervisora de qualidade da Incofios desde Abril de 2024.

Sobre a Incofios -Fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

da redação com informações da Presse Informações

33ª edição INSPIRAMAIS - THE TURNING POINT

worldfashion • 04/02/26, 17:17

Os materiais lançados desta edição norteiaram a pesquisa  e seguiram a metodologia da Pirâmide, que levam em consideração os insights de que os 10% (laboratório de inovação e topo da pirâmide), 30% (materiais em desenvolvimento no meio da pirâmide) e 60% (produtos já aprovados pelo mercado e base da pirâmide).

Na pesquisa The Turning Point os 10%, tem como referência a obra “Ponto de Mutação”, escrita por Fritjof Capra em 1981. Segundo Rodrigues, “vivemos tempos muito semelhantes aos vividos na década de 1980, com um mundo mais fechado, protecionismo crescente, tarifas extras e polarização”. A obra referenciada traz a necessidade de um ponto de mutação sob uma perspectiva ecológica e feminina. Dentro do contexto, a pesquisa aponta que passamos de uma Modernidade Líquida, conceito popularizado por Bauman no qual tudo era líquido e fluído, para uma Modernidade Gasosa, em que as coisas já não apenas fluem, mas “evaporam no ar”, dando a ideia de volatilidade e velocidade.

Partindo desse ponto, a The Turning Point trouxe três temas.

O primeiro deles é o “Gasoso Holístico”, que com um ponto de vista feminino aponta o design como meio de contemplação, regeneração e afeto com tecnologia. A moda, aqui, é auxiliada pelas tecnologias de Inteligência Artificial (IA). Neste tema, predominam materiais com transparências, tules, nylons, volumes e misturas.

Já o tema “Gasoso Biológico” é influenciado pelo ancestral digital, com texturas orgânicas, muitas camadas, aspectos celulares (de plasma), aspectos gelatinosos, amorfismo e futurismo, tudo também com o auxílio da IA. Já os materiais de destaque são biopolímeros, nanoceluloses e tecidos desenvolvidos com cultura de bactérias.

O terceiro tema é “Ruptura”, que reforça a necessidade de romper com os padrões, com as formas conservadoras, visando a recuperação da individualidade perdida em meio a um mundo homogêneo e permeado de repetições. Para as criações de materiais, as influências predominantes são as construções tridimensionais, com dobras abruptas, sobreposições e fragmentações, colocando o corpo como base para a criação de novas geometrias.

A cartela de cores da The Turning Point trouxeram como cores principais o violeta ice, o amarelo e o acqua.


BIOMA AMAZÔNICO

O projeto Iconografia Local Bioma Amazônico, lançado na COP30, em novembro passado, foi apresentado pelo Walter Rodrigues na companhia do designer de moda Leandro Castro, que desfilou o projeto nas passarelas do São Paulo Fashion Week (SPFW).

A iniciativa, realizada nos territórios de Santarém, distrito de Alter do Chão, Belterra e Mojuí dos Campos, desenvolveu uma pesquisa territorial aprofundada com foco na identidade local. A investigação contemplou elementos como agricultura familiar, turismo, artesanato, gastronomia, música, madeira, castanhas, pesca (pirarucu), óleos essenciais, ciência/medicina natural, biomateriais, entre outros aspectos da cultura local. A partir dos insumos criativos da pesquisa, a Assintecal auxiliou 19 empreendimentos locais no desenvolvimento de produtos e serviços com identidade territorial, valorizando e estimulando a bioeconomia local.

Segundo Rodrigues, a pesquisa serviu como base para desenvolvimento de coleções inovadoras. No total, foram desenvolvidos mais de 80 novos materiais e soluções das empresas Amazoniere, Amélias da Amazônia, Biojoias Natureza Viva, Chácara Nova Esperança, Casa do Eltom, Coomflona – Cooperativa Mista da Flona Tapajós, Cuias Aíra – Associação das Artesãs Ribeirinhas de Santarém (Asarisan), Deveras Amazônia, Escola Indígena Borari Antônio de Sousa Pedroso, Etno Confecções Borari – Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, H Móveis Madeira, Quintal Produtivo Belt Bom, Loja Zagaia, Mestre Jefferson Paiva, Nunghara Biojoias, Pousada do Mingote, Quilombo de Murumurutuba – Rafro Modas, Quilombo de Murumurutuba – Azearte, Trançados do Arapiuns e Viveiro Floresta Ardosa.

SPOILER DA PESQUISA DO PRÓXIMO LANÇAMENTO

Foi apresentado pelo Walter Rodrigues em companhia de Marnei Carminatti, coordenador do Preview do Couro do Salão,  a apresentação da pesquisa “Essência”, que guiará os materiais que serão lançados na próxima edição do INSPIRAMAIS, nos dias 7 e 8 de julho, em São Paulo/SP.

O ponto de partida da pesquisa foi repensar o conceito de luxo, cada vez mais ameaçado pela competição baseada em preços. Segundo Rodrigues, existe um descolamento entre preço e valor percebido, gerando questionamentos por parte dos consumidores. “Isso obriga as grandes marcas a ressignificar a palavra e justificar a sua existência”, ressalta. Com isso, aparece a “essência” como uma retórica inegável. É preciso resgatar a importância do luxo como aspecto de raridade, herança histórica e autoridade cultural.

O primeiro tema da pesquisa é o “Purismo”, que valoriza o silêncio, a pausa em meio ao excesso e a ancestralidade, em um “retorno ao essencial”. Entre os materiais, aparecem com destaque os acetinados, os couros limpos, os laços, as peles exóticas e a impressão sobre couro vacum, sempre com aspectos que remetem à leveza, à alta costura, ao classicismo e à delicadeza. “Aparece muito forte também a camurça, trazendo o seu toque suave, o brilho delicado, os metalizados e o croco”, acrescenta Rodrigues.

O segundo tema é o “Popismo”, que celebra o “excesso com intenção”. “É o luxo que se afirma no exagero, na intensidade da cor e na força das estampas”, informa o criativo, destacando que os materiais desenvolvidos são inspirados no barroco e na cultura pop, com muita sinuosidade, teatralidade e estímulo sensorial.

“Se o purismo valoriza a pausa, o popismo reivindica a intensidade. É capital cultural em ebulição, uma mistura de referências que resgata arquivos, cria abundância e ludicidade”, acrescenta.

Entre as referências, aparecem o estampismo com flores, referências à natureza e cores mais intensas.

A cartela de cores será composta, principalmente, por tons de cobre, vermelho e verde.

O salão  INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal em parceria com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel). A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional. O apoio institucional é da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (Senai/RS). A parceria institucional é da da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

JBS COUROS - INOVAÇÃO RESÍDUO INDUSTRIAL

worldfashion • 07/11/25, 10:16

A JBS Couros, líder global no segmento, anualmente com milhões de peles sendo processadas nas 21 unidades industriais da empresa, distribuídas nos quatro continentes. Posiciona a Companhia como uma das maiores produtoras do material no mundo.

A empresa redefiniu o conceito de resíduo industrial ao transformar o farelo de rebaixe, resultante do processo de rebaixamento do couro, a partir do qual chega-se à espessura ideal da peça, em fonte de receita, e passou a exportar mensalmente 550 toneladas do material de três das suas quatro fábricas (Itumbiara, Uberlândia e Lins) para a Itália, onde o farelo é utilizado como matéria-prima na produção de fertilizantes, transformando resíduo em receita.

Com isso, os artigos da empresa já registraram uma redução média de 15% nas emissões de carbono, chegando em até 25% em alguns casos. “Esse projeto mostra que cada elo da cadeia pode gerar valor. Transformamos desafios em oportunidades. Com inovação e foco, comprovamos que é possível ser sustentável, rentável e eficiente ao mesmo tempo.”, afirma Guilherme Motta, presidente da JBS Couros.

Essa inovação é parte de uma estratégia mais ampla de aproveitamento total da matéria-prima pela JBS Couros. Lançado em 2019,o “Kind Leather” é outro pilar dessa visão. A tecnologia otimiza o uso da pele desde o início, removendo as partes de menor aproveitamento antes do curtimento, transformando o que antes seria resíduo em coproduto para outras indústrias. A abordagem aumenta o rendimento do couro e reduz de forma significativa o consumo de água, de energia e de resíduos sólidos.

Com um sistema de produção que contempla um manuseio minucioso em cada etapa, os clientes têm acesso a um produto de alto valor agregado. “Nosso papel é completar o ciclo da cadeia de valor da pecuária, transformando um subproduto em um material de alta qualidade”, pontua Motta. “Atendemos setores com padrões rigorosos, que demandam não apenas excelência no produto final, mas também uma garantia de origem e de processo produtivo responsável”, complementa.

Toque italiano na vanguarda

Na Itália, a Companhia mantém a Conceria Priante, referência mundial em design, maquinário e tecnologias mais modernas para produção do couro. Além de produzir artigos de alto padrão, a unidade funciona como um laboratório de tendências, onde são desenvolvidos acabamentos, cores e texturas que chegam a marcas internacionais de renome. “A proximidade com os maiores polos de design do mundo nos permite antecipar demandas e criar soluções que influenciam todo o setor”, comenta o executivo.

Ao integrar tecnologia, sustentabilidade e controle de ponta a ponta, a JBS Couros requalifica a percepção sobre o processamento das peles: de um simples subproduto a um ativo belo, durável e confortável, sempre inovando ao trazer soluções em economia circular e aumento da eficiência da cadeia produtiva.

Sobre: A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável.

da redação com informações da FSB Assessoria

SUSTENTABILIDADE - VICUNHA

worldfashion • 25/09/25, 09:45

No Relatório de Sustentabilidade 2024, VICUNHA celebra a consolidação da estação de tratamento VSA, uma iniciativa pioneira que trata o esgoto doméstico de cidades vizinhas à sua fábrica, em Pacajus (CE), gerando água de reúso para alimentar seus processos industriais. Com isso, poderá utilizar entre 15 e 20 milhões de litros de água de reúso por mês, um total de cerca de 200 milhões de litros em 2025.

A VSA tem a capacidade de dobrar a produção de água de reúso, podendo chegar a 500 milhões de litros/ano, o que possibilitará à Vicunha autossuficiência hídrica nos processos industriais na unidade de Pacajus, bem como o fornecimento de água a outras empresas da região, impactando positivamente o ecossistema industrial no Ceará. Esse avanço representa um marco significativo na redução da utilização de água de manancial e reforça a gestão eficiente dos recursos naturais, em uma jornada que fortalece a sustentabilidade da indústria.

Outro destaque do relatório é o reaproveitamento de algodão, que é a principal matéria-prima para a produção do denim e do brim. Em 2024, a empresa utilizou mais de 9 mil toneladas de algodão reciclado e reutilizado em suas linhas de produção, cerca de 15% do uso total deste recurso, sendo uma das empresas que mais recicla e reutiliza materiais têxteis no mundo. Com esta iniciativa, a Vicunha diminui o uso de algodão virgem da natureza, o que evita um consumo significativo de água e outros insumos na plantação, bem como reduz a emissão de gases de efeito estufa no transporte da matéria-prima do campo à fábrica.

A empresa também relata que destinou aproximadamente 63% dos resíduos produzidos para reaproveitamento e reciclagem, um aumento de quase 20% em relação à 2023, evitando o envio de materiais a aterros sanitários. O objetivo é aumentar para 90% o percentual de resíduos não destinados a aterros até 2030, por meio de práticas como reutilização, reciclagem, compostagem, refino, uso agrícola ou recuperação energética.

“Cada ação reforça nosso compromisso com uma moda mais limpa, circular e consciente — onde o que sobra encontra um novo caminho. Com isso, contribuímos para uma cadeia têxtil mais sustentável, favorecendo uma moda responsável”, afirma German Alejandro Silva, diretor Executivo Comercial e de Marketing da Vicunha.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O compromisso social da Vicunha também ganha vida por meio da plataforma V.Tex, que fomenta o empreendedorismo feminino e de pequenos criadores de moda. Isso se dá por meio da doação de tecidos e com o compartilhamento de conhecimento e suporte técnico para costureiras e estilistas em situação de vulnerabilidade social ou em início de carreira. Em 2024, foram 108 parcerias realizadas pela Vicunha com atores da comunidade e cerca de 20 mil metros de tecidos doados, contribuindo para uma moda mais diversa, inclusiva e que gera oportunidades para quem precisa.

Outro destaque é o Projeto Pescar, no qual a empresa realiza investimentos sociais e voluntariado para a capacitação profissional e humana de jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa forma cerca de 100 jovens por ano nas suas três unidades fabris no Brasil, em Maracanaú (CE), Pacajus (CE) e Natal (RN). Os cursos oferecidos pelo Pescar dentro da Vicunha são: Manutenção Mecânica, Eletromecânica e TI, favorecendo a inserção de jovens no mercado de trabalho.

GOVERNANÇA E TRANSPARÊNCIA

O relatório também demonstra práticas de governança, nas quais a Vicunha reforça sua cultura ética e transparente, com 100% dos líderes e colaboradores treinados em políticas anticorrupção e conformidade. Por meio de uma gestão integrada e íntegra, a empresa garante o monitoramento contínuo de indicadores ambientais, sociais e operacionais, assegurando excelência e alinhamento com as melhores práticas internacionais.

No âmbito da moda e inovação, a empresa segue como referência global, com um portfólio de mais de 300 produtos em denim e brim, incluindo linhas com algodão regenerativo, materiais reciclados e processos que reduzem o uso de água e químicos. Investimentos no seu centro de inovação, o V.Laundry, e em plataformas digitais como o app V.Space, ampliam a experiência dos clientes, integrando inovação, sustentabilidade e o universo da moda.

Sobre: Vicunha empresa reconhecida mundialmente pelos elevados padrões de qualidade e sustentabilidade, é uma multinacional brasileira presente na América Latina, Europa e Ásia. Com quase 60 anos no mercado, é referência global em soluções jeanswear, atuando no segmento de tecidos denim e brim. Além de produtos inovadores, a empresa leva ao mercado inteligência para a customização de serviços em tendências de moda, sustentabilidade, design e lavagens. É isso que faz da Vicunha uma empresa one stop shop, modelo de negócio que possibilita atender as necessidades dos clientes em um só lugar, ajudando a aumentar sua competitividade com soluções integradas. Celebrando a multiplicidade de um mundo em constante evolução, a Vicunha tem como propósito estimular a cultura do jeanswear, para que cada pessoa no mundo encontre seu jeansidentity.

da redação com informações da assessoria Ágorasite

INSPIRAMAIS 2027_I - TURNING POINT

worldfashion • 28/08/25, 11:18

Na 32ª edição do INSPIRAMAIS, a pesquisa apresentou os materiais da próxima temporada 2027 que terá como tema - TURNING POINT, nos 10% da pirâmide.

O estudo tem como referência a obra “Ponto de Mutação”, escrita por Fritjof Capra em 1981. Segundo Walter Rodrigues, vivemos tempos muito semelhantes aos vividos na década de 1980, com um mundo “mais fechado”, protecionismo crescente, tarifas extras e polarização. A obra traz a necessidade de um ponto de mutação sob uma perspectiva ecológica e feminina.

Dentro do contexto, a pesquisa aponta que passamos de uma Modernidade Líquida, conceito popularizado por Bauman no qual tudo era líquido e fluído, para uma Modernidade Gasosa, em que as coisas já não apenas fluem, mas “evaporam no ar”, dando a ideia de volatilidade e velocidade. Partindo desse ponto, a Turning Point traz três temas.

Gasoso HOLÍSTICO

O primeiro deles é o “Gasoso Holístico”, que com um ponto de vista feminino aponta o design como meio de contemplação, regeneração e afeto com tecnologia. “Aqui, vemos muita leveza e silhuetas em materiais que se comportam como canal de transformação, remetendo a movimento, luz e vapor. A moda, nesse contexto, é muito auxiliada pelas tecnologias de Inteligência Artificial (IA) nas suas criações, “Cada vez mais, os criativos desenvolvem coisas para colocar nos pés”, frisa Rodrigues.

Neste tema, predominam materiais com transparências, tules, nylons, volumes e misturas.

Gasoso BIOLÓGICO

O subtema “Gasoso Biológico” é influenciado pelo ancestral digital, com texturas orgânicas, muitas camadas, aspectos celulares (de plasma), aspectos gelatinosos, amorfismo e futurismo, tudo com o auxílio da IA. Já os materiais de destaque são biopolímeros, nanoceluloses e tecidos desenvolvidos com cultura de bactérias.

RUPTURA

O terceiro tema é Ruptura, que reforça a necessidade de transformação e da criação de “desordens narrativas”. A importância de ir contra o status quo e dar espaço para a recuperação da individualidade perdida em meio a um mundo homogêneo e permeado de repetições se faz fundamental. A revisão da forma, forte tendência dos anos 1980, aparece trazendo estranhamento, mantendo bases clássicas e destacando a inventividade nas formas.

Para as criações de materiais, as influências predominantes são as construções tridimensionais, com dobras abruptas, sobreposições e fragmentações, colocando o corpo como base para a criação de novas geometrias.

A cartela de cores da TURNING POINT traz como cores principais o violeta ice, o amarelo e o acqua.

Os desenvolvimentos do tema BURNOUT - 2006

Vale lembrar que dos lançamentos do INSPIRAMAIS_ 26 II, os 30% e 60% da pirâmide, estão respectivamente, em fase de desenvolvimento ou já no mercado de massa. Nos 30%, a HUMAN trouxe como palavra-chave a Esperança e o senso de Comunidade e Utopia. Nas criações, aparecem bases tecnológicas que remetem à dança e movimento, com muitas transparências, acetinados, modelagens circulares, bases de neoprene, maleabilidade, maximalismo, brilhos, luzes, linguagem pop, entre outros aspectos. Nos 60%, a BURNOUT apresenta um cenário mais sombrio, trazendo características referenciadas no fetiche, no romantismo e na era vitoriana com a contraposição do sci-fi e seus aspectos inorgânicos e tecnológicos. Nos materiais, se traduziu em grandes volumes, vernizes, brilhos, banhos de metal, muitas tachas e pins que remetem aos anos 80 e a uma cultura “dark”.

O salão

O INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal em parceria com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel). A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional.

A 33ª edição do INSPIRAMAIS acontecerá nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026,

no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre/RS.

3ª EDIÇÃO do Febratex Summit 2025

worldfashion • 26/08/25, 14:12

“O Febratex Summit 2025 é muito mais do que um encontro da indústria têxtil: é um espaço de inovação, troca de experiências e conexão entre empresários e profissionais de todo o país. A cada edição, o evento reforça seu papel estratégico na transformação digital e sustentável da moda, mostrando como criatividade e tecnologia estão caminhando juntas para construir o futuro do setor”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

Reconhecido como um dos principais encontros da indústria têxtil nacional, o Summit consolida-se como palco de inovação, tecnologia, debates e conexões de negócios, unindo empresários e profissionais do setor em torno das melhores práticas na indústria têxtil.

Aconteceu de 19 a 21 de agosto no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), e reuniu mais de 90 expositores e a 3ª edição destacou como a sustentabilidade pode impulsionar a competitividade e os negócios da indústria têxtil.

Promoveu negócios e inovação, destacou pelo pioneirismo na gestão responsável de resíduos. Na 2ª edição em 2023, com apoio da Euro Ambiental Consultoria, entrou para a história como o primeiro evento têxtil do Brasil a conquistar a Certificação Lixo Zero, com 92,2% dos resíduos reciclados ou corretamente destinados.

Em 2025, o desafio é repetir o feito e reafirmar seu papel de liderança no compromisso com a recertificação Lixo Zero. “Acreditamos que não basta falar sobre inovação e sustentabilidade, é preciso agir com responsabilidade, dar o exemplo e influenciar positivamente todo o setor.”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

Ações práticas para circularidade

Para esta edição, o evento amplia suas iniciativas sustentáveis. Uma das novidades é a parceria com a Avplas Embalagens, que fornecerá sacos produzidos com plástico reciclado para a coleta seletiva, devidamente identificados entre orgânico, reciclável e não reciclável.

“A economia circular começa muito antes do descarte, passa pela seleção consciente dos fornecedores, pelo tipo de material utilizado e pela rastreabilidade da origem”, explica Giordana.

Outra ação é a confecção dos cordões das credenciais com fios reciclados REPREVE, fornecidos pela Unifi Manufacturing, Inc. e transformados pela Cordontextil Indústria e Comércio. A medida dá sequência à substituição do plástico por papel nos porta-credenciais, adotada em todos os eventos do grupo desde 2022.

“Acreditamos em um futuro no qual as feiras assumam compromissos reais com a responsabilidade ambiental. Os resíduos gerados em um evento como o nosso têm múltiplas origens, como estandes, impressões, materiais elétricos, embalagens e consumo do público, e tudo precisa ser cuidadosamente planejado, separado, coletado, destinado e monitorado”, reforça a diretora-executiva do Febratex Group.

Tecnologia e inovação alinhadas à sustentabilidade

Além do protagonismo na gestão de resíduos, o Febratex Summit trouxe novidades dos expositores e pesquisadores internacionais.

A pesquisadora Luani Costa, do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), conduziu um desfile inédito no Brasil, com cerca de 30 looks, descrevendo os avanços mais tecnológicos e sustentáveis da indústria portuguesa.

O Grupo Malwee apresentou a Camiseta Ar.voree, criada em parceria com a startup Xinterra, de Singapura. O tecido captura CO₂ do ambiente e o elimina durante a lavagem, transformando cada peça em um aliado contra as mudanças climáticas. Cada camiseta captura 12,6 gramas de CO₂ diariamente – o equivalente a 25 camisetas absorvendo o mesmo volume que uma árvore adulta no mesmo período. “O processo é simples: o CO2 é capturado pelo tecido e, em contato com o sabão na lavagem, é transformado em bicarbonato de sódio e dissolvido, enquanto os agentes de captura se recarregam para reiniciar o ciclo”, destaca Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee.

Na Arena do Conteúdo, Eduardo Christian falou sobre como transformar desafios em oportunidades na confecção, enquanto painéis mediado por Priscila Faiad reuniram especialistas da Impulgest, ZDHC e BluWin sobre o impacto de produtos químicos nos ecossistemas aquáticos, e da UNIFI, que apresentou a jornada sustentável da REPREVE.

Fabricada pela Unifi, Inc.*, REPREVE®️, responsável por reciclar mais de 42 bilhões de garrafas plásticas, transformando-as em fios sustentáveis desde seu lançamento em 2007, marca presença pela primeira vez na Febratex Summit, evento pioneiro que impulsiona a transformação digital e sustentável na indústria da moda.

Na ocasião, a marca REPREVE®️ apresenta sua evolução na jornada de sustentabilidade, destacando o fio REPREVE Takeback composto por pelo menos 50% de resíduos têxteis de poliéster.  A tecnologia inovadora reforça o compromisso da empresa com a circularidade, promovendo soluções que reduzem o uso de recursos virgens e possibilitando um ciclo produtivo mais sustentável.

“O Febratex Summit 2025 é um espaço único de conexão e colaboração na indústria têxtil. Estamos muito felizes com a visitação qualificada do primeiro dia, que trouxe empresas e marcas realmente interessadas em soluções mais sustentáveis para a cadeia. Para nós, é muito gratificante já sair do evento com reuniões marcadas e mostrar como podemos oferecer poliéster reciclado, com dados concretos sobre água, carbono e reaproveitamento de garrafas pós-consumo”, afirma Daniella Massabki Azevedo, Head de Marketing & Brand Sales da UNIFI do Brasil.

*A Unifi, Inc. (NYSE: UFI) é líder global em ciência de fibras e fios sintéticos sustentáveis. Utilizando tecnologia de reciclagem proprietária, é pioneira na transformação de resíduos pós-industriais e pós-consumo em produtos sustentáveis em escala. Com presença nos Estados Unidos, Colômbia, El Salvador e Brasil, a Unifi atua globalmente com o objetivo de transformar a indústria por meio de soluções circulares e ecológicas.

Fabricada pela Unifi, REPREVE® é a marca líder mundial em resinas, fibras e fios reciclados de alto desempenho. Por meio de tecnologia de reciclagem exclusiva,  REPREVE aproveita diferentes fontes de resíduos, como garrafas plásticas de uso único, plásticos com alto risco de poluição oceânica, resíduos têxteis e fios reciclados. Já foram transformadas mais de 40 bilhões de garrafas plásticas em fibras recicladas que impulsionam produtos de marcas líderes globais. Os materiais REPREVE são rastreáveis com a tecnologia FiberPrint® e certificados pela verificação U-TRUST®, com aplicações em vestuário esportivo, moda, decoração, linha home, acessórios, automóveis, construção civil, transporte, setor militar, médico e bens de consumo embalados.

Outro ponto alto foi o painel Super Usuários CLO*, com Mariana Araújo (Renner), Raquel Cavalcanti (Hering) e André Boff (Lunelli), que mostraram como tecnologias digitais estão transformando a produção de moda.

*CLO Virtual Fashion, uma empresa sul-coreana, torna mais fácil a criação, o design e o desenvolvimento de roupas 3D. Desde o primeiro conceito até o ajuste final, as ferramentas acompanham os usuários em cada passo do caminho.

Desde 2009, estão revolucionando a indústria da moda ao criar um ecossistema digital que otimiza os fluxos de trabalho e promove a sustentabilidade. Oferecem um total de seis soluções 3D ao mercado, incluindo softwares de Design 3D e uma Plataforma web de comunicação, armazenamento e gerenciamento de ativos digitais. Criando um sistema integrado que conecta a moda física e digital

Como líder global, a CLO Virtual Fashion opera em 14 escritórios espalhados pelo mundo, abrangendo América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia.

No Brasil, está localizada em São Paulo, onde oferece serviços em Português e Espanhol para toda América Latina.

Outras palestras exploraram temas como digitalização do B2B, inteligência artificial aplicada à criação de coleções, eficiência energética, rastreabilidade do algodão e estratégias para empresas familiares e empreendedores criativos, com a participação de importantes players do setor, como TOTVS, VTEX, Malwee, Dalila Têxtil, C&A, Cotton Move e FIESC.

No evento podcasts ao vivo, reunindo grandes nomes da moda em conversas inspiradoras sobre soluções inovadoras, tendências de consumo, previsões de coleções com inteligência artificial, logística, personalização de produtos e práticas sustentáveis.

O desfile final do concurso Brasil Fashion Designers – Profissionais 2025 (BFD – Profissionais) destacou os dez finalistas e consagrou Samuel Riechel, de Franca (SP), como grande vencedor. O BFD – Profissionais valoriza o design nacional e novos talentos da moda, integrando-os à cadeia têxtil e incentivando a criatividade aliada à sustentabilidade. Os finalistas apresentaram coleções autorais com materiais sustentáveis e soluções inovadoras, refletindo as tendências da moda nacional e a preocupação com responsabilidade ambiental e técnica de produção.

Inteligência Artificial acelera a reinvenção da moda e movimenta debates no Febratex Summit

Especialistas e empresas globais mostraram no Febratex Summit, em Blumenau, como a tecnologia pode unir dados, inovação e sensibilidade humana para revolucionar a indústria têxtil.

A Inteligência Artificial (IA) tem ganhado espaço de forma acelerada no setor têxtil e já começa a redefinir como marcas e profissionais da moda pensam, criam e comercializam seus produtos. Da pesquisa de tendências ao desenvolvimento de coleções, passando por análises de mercado e comportamento do consumidor, a tecnologia se consolida como um recurso estratégico para aumentar eficiência e competitividade. No Febratex Summit 2025, especialistas destacaram não apenas os avanços, mas também os desafios de aplicar a IA em uma indústria que combina tradição e criatividade com a urgência da inovação.

A tecnologia voltou a ocupar o centro dos debates no encontro, considerado um dos mais aguardados da indústria têxtil brasileira. Na palestra “Visão 2030”, conduzida por Carla C. B. Schork, da Texplay, a discussão girou em torno do impacto da IA em todas as etapas da cadeia: da análise de tendências e comportamento do consumidor até a criação de coleções e estratégias comerciais.

O debate evidenciou que a IA não substitui o olhar humano, mas amplia a capacidade de análise e acelera processos. Plataformas já existentes no mercado permitem monitorar concorrentes, prever movimentações de mercado e oferecer suporte criativo a designers, gerando variações de tecidos, cortes e estilos em minutos.

Além das discussões de palco, a Centric Software*, referência global em tecnologia para o setor, apresentou ao público da feira um portfólio de soluções de IA voltadas à gestão de ponta a ponta do desenvolvimento de produtos e coleções. Entre elas, o Centric Market Intelligence, o Centric Fashion Inspiration e o Centric PLM, que já apoiaram mais de 19 mil marcas em todo o mundo a reduzir custos, acelerar lançamentos e ampliar margens.

“Nosso portfólio de soluções impulsionadas por IA extrai o que há de mais valioso nos times que o usam – a inovação, a criatividade, a singularidade que cada marca precisa para se destacar. O Febratex Summit é estratégico porque conecta justamente quem acredita na inovação como diferencial competitivo”, destacou Jéssica Danesi, gerente de Marketing para a América Latina da Centric Software.

O uso de tecnologia no setor é visto como estratégia de sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo, onde consumidores mudam de preferência rapidamente e margens de lucro estão cada vez mais apertadas. Para especialistas, a IA oferece à moda não apenas eficiência, mas também a possibilidade de antecipar cenários e responder às mudanças de forma mais ágil.

*Desde que a Centric Software foi fundada no Vale do Silício, há mais de 20 anos, trabalham em estreita parceria com as principais marcas e varejistas do mundo para oferecer inovações revolucionárias que superam os desafios específicos do setor.

A Centric Software cria tecnologias desde o conceito até o lançamento do produto. Criando soluções digitais para varejistas, marcas e fabricantes para obter o máximo de receita, e aproximar dos consumidores e aumentar a eficiência.

São pessoas da indústria e da tecnologia apaixonadas por bens de consumo e de alta rotatividade, e muitos de nossos funcionários são provenientes de marcas e varejistas líderes em vestuário e bens de consumo. Cada tipo de produto de consumo é diferente, exigindo conhecimento especial e cada pessoa que participa do processo de entrada no mercado do produto traz suas próprias experiências e visão de mundo. Assim as soluções são altamente configuráveis para refletir isso.

A colaboração está no centro de tudo o que fazem, desde o design de soluções com base no feedback do cliente até a criação de ferramentas inovadoras que melhoram a comunicação e o trabalho em equipe.

Somos centrados no cliente - é daí que vem o nome. O cliente vem sempre em primeiro lugar.

Foi apresentada pela R-Inove a TRACE TAG uma identidade única de valor digital rastreável na vestimenta.

Uma tecnologia têxtil brasileira com patente de invenção que realiza uma codificação binária no fio têxtil, com codificação amparada por geolocalização e aprovada em 3 editais da FINEP (Mulheres Inovadoras, Sinapse Inovação PR e Tecnova 2 PR) Membro da ITMF (Internacional Textle Manufactures Federation) | 2022 -2024 Parceria com empresa portuguesa (moda e profissionais) |

A tecnologia é implementada na linha FR nos 2 maiores fabricantes de tecidos FR braseiro.

Na confecção os tecidos são misturados de várias origens, aparentemente são identicos na cor, gramatura, padronagem

com o equipamento que imprime o código binário sobre o fio têxtil com um COD.1100110011 por exemplo que é escolhido nesta etapa, o fio perde o rastreio do plantio. Dificuldade de cópia.

As leituras podem ser por QR CODE, pelo APP R-INOVE pelo LEITOR FIO CODIFICADO TECIDO OU MALHA

TRACE TAG

• Garantia de originalidade

• Rastreabilidade completa

• Valorização da marca

• Combate à pirataria

• Controle pós-venda

• Integração digital

• Sustentabilidade

• Inovação tecnológica

MOVIMENTO DO FUTURO

• Iniciando fortemente na Europa

Quem produz fica responsável pelo retorno do ciclo

• Tendência a entrar a obrigatoriedade na legislação

FIO / VESTIMENTA - VANTAGENS DOS PRODUTOS RASTREAVEIS

• Saber a origem facilita o retorno correto

• Ações de retorno desde consumidor

Consolidação como sociambientalmente correta

ECONOMIA CIRCULAR / DESFIBRADO POS USO

A Cofundadora é Micheline Maia Teixeira - Engenheira Têxtill com Mestrado em Engenharia de Produção Black Belt Lean Sx Sigma

“O Febratex Summit se estabelece como referência para profissionais que querem transformar a indústria da moda. O evento vai além de uma feira: é um espaço de conteúdo, networking e geração de negócios, com inovação e sustentabilidade como pilares do futuro do setor”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

da redação

assessoria de imprensa da feira Pacom 360º

“Santa Catarina deve ultrapassar São Paulo e virar maior polo de confecção de roupas do país, apontam dados do IEMI”

De acordo com a análise feita pela consultoria, a produção de vestuário no Estado de Santa Catarina cresceu 24% em número de peças nos últimos 10 anos. Em contrapartida, a produção nacional registrou queda de 13% no mesmo período, enquanto São Paulo teve uma retração de 23%.

Produção de Vestuário (em peças)

São Paulo- 2014 1,7 bilhão     2019 1,6 bilhão    2024 1,3 bilhão      variação 2024/2014 -23%

Santa Catarina -2014 933,9 milhões   2019 850,1 milhões  2024 1,2 bilhão     variação 2024/2014   24%

Brasil  - 2014 6,1 bilhões  2019 5,9 bilhões  2024 5,4 bilhões    variação 2024/2014 -13%

Fonte: IEMI

O Estado de Santa Catarina, embora ainda não seja o principal produtor do país, avançou de 15% para 22% na participação da produção de vestuário no Brasil, nos últimos dez anos. No mesmo período, o Estado de São Paulo passou de 27% para 24%. Os dados corroboram a projeção de que a indústria catarinense deve, em breve, se tornar a principal do país na produção de vestuário.

“É uma virada histórica. Santa Catarina já vinha se destacando pela modernização das fábricas, eficiência logística e maior verticalização da produção. O Estado conta com grandes players, que já faziam dele o maior polo no setor de cama, mesa e banho, por exemplo. A partir de 2026, o Estado deve assumir a dianteira em volume de produção da moda, algo inédito no setor”, afirma o consultor Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI - Inteligência de Mercado.

São Paulo            2014 27%   2019 27%    2024 24%

Santa Catarina 2014 15%    2019 16% 2024 22%

Brasil 2014 100%  2019 100% 2024 100%

Fonte: IEMI

De acordo com o especialista, o Estado paulista segue relevante no cenário da moda nacional, mas vem perdendo protagonismo na produção frente ao avanço competitivo do Sul. “São Paulo continua forte em design, branding e comercialização, mas a estrutura fabril catarinense conseguiu ganhar escala e produtividade de forma mais acelerada nos últimos anos”, analisa Prado.

Essa expertise em prever tendências é fruto dos 40 anos de história do IEMI, que o consolidaram como líder na oferta de dados numéricos, qualitativos e quantitativos, que atendem às necessidades crescentes das indústrias e entidades em diversos setores.

Fundado em 1985, o IEMI - Inteligência de Mercado é uma empresa provedora de conhecimento, especializada nos mercados têxtil, calçadista e moveleiro investindo constantemente em informações. A empresa celebra em 2025 seus 40 anos de história, marcando sua trajetória como líder na oferta de dados numéricos, qualitativos e quantitativos, que atendem às necessidades crescentes das indústrias e entidades em diversos setores. Com o objetivo de impulsionar o planejamento estratégico das empresas brasileiras, o IEMI se consolidou como a principal fonte de informações para alguns dos setores mais relevantes da economia nacional.

da redação com informações da ADS Comunicação Corporativa