34ª EDIÇÃO SALÃO INSPIRAMAIS

worldfashion • 10/07/26, 17:01

Na abertura do evento, o presidente da  ASSINTECAL  - Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, José Cláudio Blos, que assumiu o cargo recentemente, destacou a força do salão como propulsor da criatividade brasileira e de negócios e completou: “Tenho certeza, pelo que vejo aqui, pelos materiais e pela união do nosso segmento, de que teremos dias melhores para a nossa atividade”

“Aqui, ao longo desses dois dias de evento, lançaremos mais de mil materiais inovadores e sustentáveis para as indústrias de calçados, vestuário, bijuterias, móveis, tapeçaria automotiva e até mesmo para o mercado pet. Aliás, nos anos mais recentes, o INSPIRAMAIS vem acentuando ainda mais a sua transversalidade, mostrando que os materiais desenvolvidos pela nossa indústria servem aos mais variados segmentos da indústria brasileira” disse Silvana Dilly superintendente da ASSINTECAL.

No seu discurso, a gerente Viviane Lark da Indústria e Serviços da APEX BRASIL - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ressaltou a importância da cadeia produtiva da moda para as exportações brasileiras, frisando o apoio que a agência dá ao salão e também ao setor de uma maneira geral, por meio do Brazilian Materials, programa realizado em parceria com a Assintecal que tem como foco a internacionalização das empresas do segmento.

Também falaram na abertura, o presidente Rafael Cervone do CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo e presidente emérito da ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, e o gerente da Regional Sinos, Caí e Paranhana, Maico Fabiano Fernandes.

O salão contou com a presença de 22 grupos de importadores oriundos da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Turquia no salão. “Esses grupos produzem, anualmente, mais de 20 milhões de pares de  calçados, o que demonstra o poder de compra desses players”, disse Silvana.

O espaço PREVIEW DO COURO, mostrou as novidades de 17 curtumes brasileiros, e 13 palestras programadas para os dois dias de evento e mais de 60 peles duráveis e sustentáveis, que o presidente-executivo José Fernando Bello, do CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil enfatizou e ressaltou a importância do salão INSPIRAMAIS no “coração dos negócios” no Brasil.

No espaço HUB CONEXÃO CRIATIVA, técnicas e produtos com DNA genuinamente brasileiro, contou com 33 empreendimentos de micro e pequeno portes.

O coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design do salão, Walter Rodrigues, destacou o evento como grande impulsionador de negócios através da moda e da criatividade. “Aqui, estamos apresentando os produtos com o tema ESSÊNCIA que ressignificam a ideia de luxo, apontam a relevância do retorno à essência do que cada marca expositora faz de melhor”, destacou.

Na palestra do PREVIEW 2028_I Walter Rodrigues e Marnei Carminatti apresentaram alguns dados da pesquisas que já estão realizando com as questões sobre: “como será o comportamento do consumidor ?

o sujeito contemporâneo?

E elegeram o tema como CAMUFLAGEM - identidade em trânsito, mencionam  Alejandro Jodorowsky “não somos estamos sendo” ou Es Devlin “sou o outro do outro”, e vários desfiles recentes que ilustram estas reflexões:  Vestir-se é cartografar-se? Marcar identidade ou território ? Memória ?

O salão INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal - Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos e do CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil, em parceria com a Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e Abimóvel - Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário. A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional.

O apoio institucional é da Abvtex - Associação Brasileira do Varejo Têxtil.

da redação

Artigo - A nova vantagem competitiva da indústria está na capacitação

worldfashion • 06/07/26, 11:44

Por Paula Cristina Dani*

Observando a velocidade e esse movimento de perto, tenho a impressão de que a discussão sobre inovação ainda se concentra excessivamente nas tecnologias em si. E talvez o verdadeiro desafio esteja em outro lugar: na capacidade de transformar toda essa inovação em resultado prático dentro das empresas. Afinal, nenhuma tecnologia gera impacto sozinha. É preciso que existam profissionais preparados para compreendê-la, aplicá-la e extrair dela o máximo valor.

Essa realidade fica evidente quando olhamos para o mercado brasileiro. Segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o país precisará qualificar cerca de 14 milhões de profissionais industriais até 2027, sendo a maior parte voltada à requalificação de trabalhadores que já estão em atividade. Ao mesmo tempo, dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a falta de mão de obra qualificada já é apontada como um problema por 23,1% dos empresários.

Os números ajudam a entender uma questão cada vez mais presente na indústria: não basta ter acesso à tecnologia. É preciso garantir que ela seja utilizada da forma correta. E isso exige atualização constante dos profissionais, especialmente em um cenário em que as transformações acontecem em ritmo acelerado.

O desafio, aliás, não é exclusivo do Brasil. Estudo recente da Deloitte aponta que a competição por profissionais qualificados continua sendo uma das principais preocupações da indústria global, justamente em um momento em que empresas ampliam investimentos em automação, digitalização e tecnologias avançadas.

Diante desse contexto, tenho observado um movimento interessante. À medida que as tecnologias se tornam mais sofisticadas, fabricantes e distribuidores passam a assumir também um papel cada vez mais relevante na formação técnica do mercado.

A lógica é simples: não adianta disponibilizar equipamentos mais avançados se os profissionais não conseguem explorar todo o seu potencial.

E essa cenário tende a se acentuar. Diferentemente de outras revoluções industriais, em que novas tecnologias levavam anos para se consolidar no mercado, hoje os ciclos de inovação são cada vez mais curtos. Equipamentos, softwares, sistemas de automação e ferramentas conectadas evoluem continuamente, exigindo atualização permanente de quem está na operação. O Fórum Econômico Mundial de 2023 já previa isso, estimando que 44% das competências dos trabalhadores precisariam ser atualizadas até 2028 em função das transformações tecnológicas em curso.

Por isso, a capacitação passou a fazer parte da própria estratégia de desenvolvimento das empresas, se tornando tão importante quanto a inovação que está sendo colocada no mercado.

Quem entender isso ganhará, certamente, uma grande competitivade no mercado moderno.

*Paula Cristina Dani - CEO da Milwaukee Brasil

Sobre: A Milwaukee é a marca líder mundial no desenvolvimento de ferramentas profissionais de alta performance, a Milwaukee Brasil entrega ao mercado um ecossistema de tecnologias proprietárias que redefinem os padrões de performance, durabilidade e inteligência no ambiente profissional. Com mais de 900 patentes globais, a marca lidera a evolução das ferramentas para aplicações exigentes.

34ª edição do INSPIRAMAIS

worldfashion • 22/06/26, 16:20

Os visitantes do INSPIRAMAIS terão uma experiência inédita nesta edição do salão.

“Encontramos uma solução para o visitante que está preocupado de perder alguns jogos da Copa por ir no INSPIRAMAIS. Durante os dois dias, teremos transmissões ao vivo, criando um espaço de conexão, networking e interação”, conta a gestora de Marketing da Assintecal, Aline Santos.

DIA 07/07

1- PALESTRA ás 11:15 hrs. o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Walter Rodrigues, que falará sobre os movimentos que irão influenciar o consumo, o design e o desenvolvimento de produtos para as próximas temporadas, destacando os direcionamentos da Pesquisa Essência, que deu origem aos materiais lançados no salão. “Como de costume, falaremos sobre as etapas da pesquisa, conectando comportamento, inovação, materiais, estética e mercado em um visão estratégica para a indústria da moda”, adianta. Segundo Rodrigues, um dos principais pontos da pesquisa Essência é o conceito do “luxo”, que passa a ser questionado nos seus pilares de raridade, herança histórica e autoridade cultural. “Vivendo uma verdadeira guerra de preços, as marcas precisam se reposicionar e criar diferenciais, trazendo para o luxo mais do que o seu viés estético”, adianta. Durante a apresentação, o estilista falará das inspirações e dos materiais que estarão em alta para as próximas coleções de calçados, vestuário, bijuterias e moda em geral.


- A COPA - das 13hrs. às 15 hrs. no telão da Arena de Palestras, será transmitido o jogo das oitavas de final da Copa do Mundo.


2- PALESTRA  às 15h45 - Deivis Gonçalves, gerente de Produto e Marketing da Delta Plus, falará sobre a marca Búzios, que está redefinindo os calçados de segurança por meio da combinação de tecnologia, design, ergonomia e materiais de alta performance, trazendo uma nova visão para os EPIs.

3- PALESTRA  às 16h30 -  Raquel Becker, a gerente Comercial da Kisafix, falará sobre três tendências tecnológicas para o avanço das práticas ESG nas indústrias calçadistas. A Killing S/A, proprietária da marca de adesivos, é uma das certificadas pelo Origem Sustentável, único programa de certificação ESG voltado exclusivamente para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo.

- A COPA - das 17h às 19h, no telão da Arena de Palestras, será transmitido mais um jogo das oitavas de final da Copa do Mundo.


Dia 08/07


1 - PALESTRA  às 11h15, o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Walter Rodrigues, que falará sobre os movimentos que irão influenciar o consumo, o design e o desenvolvimento de produtos para as próximas temporadas, destacando os direcionamentos da Pesquisa Essência, que deu origem aos materiais lançados no salão, repetindo a apresentação do primeiro dia do evento sobre a pesquisa Essência.

2 - PALESTRA  às 13h30, Mariza  Dias, diretora Criativa da Mariza Dias;  Júlia da Silva Melo, empresária da marca YZZA Melo; e Giovani Gontijo, proprietário da Tryd; falarão sobre casos de sucesso de e-commerce que transformam presença digital, marca e relacionamento em vendas e crescimento. O questionamento principal do painel será: como marcas estão construindo relevância no ambiente digital e convertendo conexão com o consumidor em resultados concretos?


3 - PALESTRA - às 14h15, um dos momentos mais aguardados do INSPIRAMAIS: a apresentação do PREVIEW da pesquisa que será materializada na 35ª edição do salão, em janeiro de 2027. Sob o título CAMUFLAGEM, ela conecta comportamento, inovação, estética e mercado através da metodologia do Núcleo de Pesquisa e Design do INSPIRAMAIS, em parceria com o Projeto Preview do Couro. Além de Rodrigues, participa da palestra o coordenador do Preview do Couro, Marnei Carminatti.

4 - PAINEL - às 15h15, Andrezza Cruz, Head de Gente e Sustentabilidade da FARM Rio; Danielle Ribeiro Giannini, líder de Sustentabilidade do Grupo Shoulder; e Elisa Lima, CFO da Veste S.A, proprietário das marcas Le Lis, Dudalina, John John, BO.BÔ e Individual. Mediado por Carol Hasegawa, head ESG da REVER Consulting, o painel abordará o caminho “da fibra à arara”, destacando a sustentabilidade como valor de negócio no varejo de moda. Em um setor em que a sustentabilidade precisa estar cada vez mais conectada à estratégia do negócio, o painel propõe uma conversa prática sobre como escolhas de matéria-prima, desenvolvimento de produto, cadeia de fornecimento, escala e comunicação podem gerar valor no varejo de moda.


5 - PALESTRA - às 16h15, Flávia Vanelli, consultora do Núcleo de Pesquisa e Design da Assintecal, falará sobre o Hub Conexão Criativa, um espaço coordenado por ela que tem o objetivo de contribuir com o reconhecimento e valorização da moda e design brasileiros, além de promover a diversidade e a riqueza do artesanato verde-amarelo, impulsionando também a inclusão no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis.


“Mão na massa”: salão terá oficinas

A prática não poderia ficar de fora da programação de conteúdos do INSPIRAMAIS. Por isso, o evento contará com quatro oficinas dentro do Projeto Preview do Couro.

A primeira oficina acontece no dia 7, às 11h, e será ministrada por Carminatti e por representante da Corium Química a ser definido. Na oportunidade, serão detalhados o nascimento das cores e dos acabamentos, em um evento prático para a criação de pigmentos e acabamentos para couros inovadores.

A segunda oficina às 14h é a vez de Luis Estevão Bocchi, da Arte da Pele, que falará sobre “a química que revela o couro”, destacando formas de desenvolvimento de composição de cores, com anilinas, pigmentos e acabamentos sobre peles de pirarucu.

No dia 8, às 11 hrs. Carminatti e representante da Corium Química a ser definido, repetem a oficina sobre a química que revela o couro.

E a última oficina acontece às 14hrs, com Emmanuelle Tonani,  consultora do Núcleo de Pesquisa e Design da Assintecal, que falará sobre a aplicação de ferramentas de Inteligência Artificial na criação de texturas para couros inovadores e diferenciados.

Para as oficinas, os visitantes precisam realizar inscrições gratuitas no site www.inspiramais.com.br.

As vagas são limitadas.

Sobre o INSPIRAMAIS

O INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal e do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel). A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional. O apoio institucional é da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex).

da redação

ASSINTECAL

worldfashion • 15/06/26, 15:23

Na reunião realizada na Assintecal, do Grupo de Exportação, foi destacado a complexidade do mercado internacional, mas também as oportunidades que podem ser desencadeadas a partir do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em vigor desde maio, Walter Rodrigues o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design, ressaltou o fato de que Portugal desponta como o maior fornecedor europeu de calçados para grandes marcas no Velho Continente, frisou: “Esses fabricantes estão produzindo para marcas com forte apelo ligado à sustentabilidade”.

Já a Espanha tem sido destaque na área de sustentabilidade, com cada vez um número maior de marcas substituindo a estratégia focada no fast fashion por produtos de moda com maior durabilidade e menor impacto ambiental. “Logo, a Zara e a H&M, que estão mudando essa lógica, passarão a produzir no Brasil. E precisamos estar preparados para essas exigências”, comentou. Segundo ele “essas gigantes do varejo espanhol estão apostando em collabs, produtos premium, storytelling e sustentabilidade visando se afastar do fast fashion chinês”, concluiu.

INSCRIÇÕES ABERTAS

A Missão para Portugal e Espanha será realizada por meio do Brazilian Materials, programa de apoio às exportações do setor mantido pela Assintecal em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Na agenda em Portugal, estão previstas reuniões na APPICCAS (Associação dos Calçadistas Portugueses), visitas ao Centro Tecnológico do Calçado de Portugal e em centros de moda com foco a entender o posicionamento de produtos, materiais e marketing. Na Espanha, estão previstas visitas na feira Futurmoda e no Grupo Inditex (Zara).

As inscrições para participar da missão, estão abertas pelo e-mail relacionamento@assintecal.org.br.

Sobre o Brazilian Materials

Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 300 empresas, do projeto Brazilian Materials, realizado pela Assintecal, ApexBrasil e Abrameq, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas para cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: relacionamento@assintecal.org.br.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

da redação com informações da DRC - Assessoria de Imprensa

ASSOCIAÇÃO - ASSINTECAL

worldfashion • 12/06/26, 15:14

Fundada em 8 de junho de 1983, a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) está sediada em Novo Hamburgo/RS, no Vale do Sinos, região que concentra o maior número de indústrias de calçados do Brasil, a entidade é a porta-voz oficial de um segmento que conta com mais de 3 mil empresas e emprega, diretamente, mais de 80 mil pessoas em todo o Brasil.

A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, destaca que, ao longo das mais de quatro décadas de atuação, foram inúmeros os desafios. “Tivemos momentos difíceis, como nos anos 90, com a equiparação do dólar e o real, depois com a entrada da China com força no mercado internacional nos anos 2000. Porém, foram esses momentos que tornaram a indústria a potência que é hoje. Afinal, como diz o ditado, mares tranquilos não fazem bons marinheiros”, ressalta.

Sustentabilidade

Em sinergia com o aumento da demanda por materiais sustentáveis no mercado nacional e, principalmente, internacional, a Assintecal se juntou à Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) para lançar, em 2013, o Origem Sustentável. O programa é, até hoje, a única certificação de práticas ESG voltada para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo.

Com mais de 250 empresas de componentes associadas, a Assintecal tem atuação nacional, embora mantenha seu escritório em Novo Hamburgo/RS desde a sua fundação. A entidade está aberta para novas associações. Saiba mais no site www.assintecal.org.br.

da redação com informações da  DCR - Assessoria de Imprensa

SUSTENTABILIDADE

worldfashion • 11/06/26, 14:48

Uma pesquisa da BASF sobre hábitos de lavagem na América Latina, realizada em 2025, indica que os consumidores gostariam que suas marcas preferidas de sabão para roupas, melhorassem a remoção de manchas e fossem mais amigáveis ao meio ambiente, aumentando a eficiência em água fria.

Paralelamente, o mercado de cuidado para o lar está se movendo rapidamente nessa direção. Por um lado, já existem máquinas de lavar que permitem lavar em água fria e com programas de ciclos curtos, reduzindo o consumo de água e energia, e tornando as lavagens mais eficientes. Por outro, as marcas de sabões para roupas oferecem cada vez mais produtos específicos para ciclos curtos e com maior efetividade em baixas temperaturas, sem comprometer a eficácia contra manchas e o cuidado com os tecidos.

“Do ponto de vista técnico, o comportamento dos tecidos ao longo dos ciclos de lavagem tem um impacto relevante na sua vida útil. Formulações com enzimas adequadas permitem remover a sujeira de forma eficaz sem agredir as fibras, reduzindo o desgaste e contribuindo para a manutenção da integridade do tecido ao longo do tempo”, explica Gabriela Uchona - Representante de Suporte Técnico de Home Care da BASF.

Por isso, um dos aspectos-chave nesse desafio é o cuidado das roupas durante o uso diário para evitar o desgaste prematuro e prolongar sua vida útil. Uma das formas de conservar a cor e a aparência das roupas por mais tempo é usar sabão com enzimas, que atuam sobre as microfibras danificadas pelo uso e pelas lavagens frequentes. Esses componentes ajudam a manter melhor as peças e a prolongar sua vida útil, removendo manchas de diversos tipos e reduzindo a formação de pilling — ou “bolinhas” — e o desgaste visível do tecido, entre outros benefícios.

Aliadas perfeitas: AS ENZIMAS

Uma enzima é uma proteína que acelera reações químicas em organismos vivos e, por natureza, é biodegradável. Como tal, pode alterar reações químicas sem se alterar, o que a torna reutilizável: uma enzima pode catalisar reações repetidamente. As enzimas também são extremamente úteis em detergentes e sabões, onde podem decompor as moléculas orgânicas da sujeira que causam manchas difíceis nos tecidos, removendo as de forma rápida e eficaz.

Existem várias categorias de enzimas, cada uma com sua especialidade, por exemplo: proteases, que removem manchas de origem proteica (sangue, suor, ovo, etc.); lipases, que degradam manchas de gordura e óleo (óleo de cozinha, cosméticos, etc.); amilases, que atacam resíduos de amido (molhos, batatas, entre outros); mananases, que removem manchas de gomas e espessantes; e cellulases, ideais para combater o pilling que se forma em tecidos de algodão.

Na indústria de cuidado para o lar, os fabricantes de sabões para roupas estão incorporando tecnologia enzimática em suas formulações para melhorar o poder de limpeza dos detergentes contra manchas e tornar o produto ainda mais eficaz contra sujeiras difíceis. Além disso, a incorporação de enzimas promove sustentabilidade e biodegradabilidade, garantindo alto desempenho mesmo em temperaturas de lavagem mais baixas.

“As enzimas são componentes-chave nas formulações modernas dos sabões para roupas, pois atuam de maneira específica sobre diferentes tipos de manchas. A combinação correta de enzimas — como proteases, lipases, amilases e cellulases — permite otimizar o desempenho da lavagem em diferentes condições, especialmente em baixas temperaturas e ciclos curtos, sem comprometer a eficiência”, comenta a especialista.

Nesse contexto, nos dias 17 e 18 de junho ocorrerá a conferência Cleaning Products Latin America, em Buenos Aires, o evento mais importante da indústria de cuidado para o lar na América Latina. Ali estará presente toda a cadeia de suprimento do setor, desde fabricantes de produtos químicos e de produtos de limpeza até segmentos como máquinas e tecnologia industrial, consultorias, associações, embalagens e sustentabilidade.

A BASF, como empresa química líder no segmento de cuidado para o lar, estará presente no Cleaning Products Latin America com seu portfólio Lavergy® de enzimas sustentáveis e de alto desempenho para formulação de sabões para roupas. Dessa linha, destacam se os últimos lançamentos como Lavergy® A Star 200 L, uma amilase que remove manchas de amido e proporciona limpeza profunda mesmo em baixas temperaturas, tanto em ciclos rápidos quanto delicados; e Lavergy® C Care, uma cellulase que atua nas fibras soltas do tecido para reduzir fiapos e formação de bolinhas (pilling), manter a aparência do tecido e preservar a intensidade da cor lavagem após lavagem.

O portfólio Lavergy® da BASF é complementado por uma ampla gama de soluções enzimáticas, como Lavergy® L Pace, uma lipase que ajuda a remover manchas de óleo e gordura mesmo em lavagens com água fria; Lavergy® M Ace, uma mananase que rende melhor com ciclos de lavagem rápidos e em água fria, permitindo economia de tempo e redução de custos energéticos; Lavergy® C Bright, uma cellulase que, em combinação com outros ingredientes, previne o amarelamento de tecidos de diversos materiais, sejam brancos ou coloridos, de algodão ou fibras sintéticas; e Lavergy® Pro, uma protease que melhora a remoção de manchas difíceis por sua compatibilidade com enzimas secundárias, oferecendo desempenho superior na lavagem e facilitando formulações flexíveis.

“O portfólio Lavergy® foi desenvolvido pela BASF para oferecer flexibilidade na formulação e alto desempenho em diferentes condições de lavagem. Cada enzima atende a uma função específica, permitindo que os fabricantes ajustem suas formulações para alcançar maior eficiência na remoção de manchas, cuidado com os tecidos e desempenho em água fria, alinhando performance técnica com requisitos de sustentabilidade”, conclui Uchona.

Sobre a divisão Care Chemicals da BASF

A divisão Care Chemicals da BASF oferece uma ampla gama de ingredientes para cuidados pessoais, cuidados domésticos, limpeza industrial e institucional e aplicações técnicas. Somos um fornecedor global líder para a indústria de cosméticos, bem como para a indústria de detergentes e produtos de limpeza, e oferecemos aos nossos clientes produtos, soluções e conceitos inovadores e sustentáveis. O portfólio de produtos de alto desempenho da divisão inclui surfactantes, emulsificantes, polímeros, emolientes, agentes quelantes, ingredientes ativos cosméticos e filtros UV. Temos sites de produção e desenvolvimento em todas as regiões, e estamos expandindo nossa presença em mercados emergentes. Para mais informações, acesse www.care-chemicals.basf.com.

Sobre a BASF

Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: queremos ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 108.000 colaboradores e colaboradoras do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos de Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de €60 bilhões em 2025. As ações da companhia são negociadas na bolsa de valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos.

da redação com informações da assessoria de imprensa Weber Shandwick

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

worldfashion • 05/06/26, 16:06

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) reforça seu compromisso com a construção de uma economia mais sustentável e defende o avanço da moda circular como instrumento para reduzir resíduos, estimular a inovação e fortalecer a competitividade da indústria nacional.

A entidade apoia a ampliação de políticas públicas, incentivos à reciclagem têxtil, educação ambiental e parcerias entre indústria, varejo, governo e sociedade. O consumidor exerce papel central ao optar por produtos de mais qualidade e durabilidade, prolongar o uso das peças, realizar reparos, doar ou revender roupas que não utiliza mais.

O objetivo é acelerar a transição para um modelo em que roupas, tecidos e matérias-primas permaneçam em uso pelo maior tempo possível, gerando valor econômico, social e ambiental.

Impulsionada pela necessidade de enfrentar os desafios climáticos e otimizar o uso dos recursos naturais, a economia circular vem se consolidando como uma agenda estratégica para empresas e países que buscam combinar sustentabilidade, produtividade e inovação.

No setor têxtil e de confecção, essa transformação exige uma visão sistêmica. Ela envolve desde o desenvolvimento de novos materiais e produtos mais duráveis, reparáveis e recicláveis até a evolução dos processos produtivos, da logística reversa e dos modelos de negócio, além de estimular mudanças nos padrões de consumo e descarte.

“O avanço da circularidade depende da articulação entre indústria, poder público, centros de pesquisa, investidores e sociedade. Não estamos falando apenas de resíduos, mas de inovação, transformação produtiva e geração de valor ao longo de toda a cadeia”, afirma Fernando Pimentel, diretor-superintendente da ABIT.

A indústria têxtil e de confecção brasileira já vem incorporando soluções circulares em diferentes etapas de sua cadeia produtiva, especialmente por meio do reaproveitamento de resíduos industriais gerados na fiação, tecelagem e confecção. Quando adequadamente segregados, esses materiais podem retornar ao processo produtivo ou ser destinados a novas aplicações industriais.

Apesar dos avanços, a ampliação da reciclagem têxtil ainda enfrenta desafios importantes, sobretudo no pós-consumo. Questões relacionadas à coleta, triagem, logística, custos operacionais e diversidade de materiais exigem soluções técnicas e econômicas capazes de viabilizar modelos de escala.

Para contribuir com esse processo, a ABIT e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) iniciaram um estudo nacional para mapear os resíduos têxteis industriais e pós-consumo, identificar gargalos e oportunidades e apoiar a construção de políticas públicas e instrumentos capazes de acelerar a circularidade no setor.

Nos últimos anos, o Brasil também avançou na construção de um ambiente institucional favorável à economia circular, com a criação da Estratégia Nacional de Economia Circular e o desenvolvimento do Plano Nacional de Economia Circular. Para a ABIT, esses instrumentos serão fundamentais para impulsionar novos investimentos, tecnologias e modelos produtivos.

A entidade destaca, entretanto, que a transição para uma economia mais circular exigirá também condições econômicas adequadas, incluindo incentivos à utilização de matérias-primas recicladas, estímulo à inovação, ampliação do acesso ao crédito e modernização tecnológica.

“A circularidade deve ser tratada como uma agenda estratégica de desenvolvimento industrial, inovação e competitividade. Sustentabilidade ambiental e sustentabilidade econômica precisam caminhar juntas para que possamos ampliar a escala das soluções e acelerar a transformação que o País necessita”, conclui Pimentel.

SUGESTÃO DE PERSONAGEM

Uma iniciativa original dedicada à circulação de tecido de reuso, o BANCO DE TECIDO soluciona a sobra de produção de tecelagens, confecções e ateliês, recolocando este material no mercado através de um sistema misto de troca e venda. Um banco que promove benefícios sociais, ambientais e econômicos. Um banco onde a moeda é o tecido.

BANCO DE TECIDO - Link: https://bit.ly/4o8keHE

da redação com informações da: Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação

Artigo - Varejo de moda está vendendo mais e lucrando menos

worldfashion • 02/06/26, 11:38

Por Chrystian Scanferla, Head de Negócios do IRRAH Tech

Ao longo dos anos, acompanhando operações e conversando com empresários, percebi um padrão que se repete: o problema raramente começa na venda. Ele começa antes, na gestão. Produção desalinhada, compra mal dimensionada, estoque parado, margem corroída. O cliente vê a vitrine. O empresário convive com a planilha.

Os exemplos estão aí, e não são poucos. A Forever 21 entrou em falência nos Estados Unidos entre 2019 e 2020, após um ciclo de expansão sem sustentação operacional. A Select Fashion encerrou dezenas de lojas no Reino Unido depois de acumular prejuízos. A United Colors of Benetton, que por décadas construiu marca global, reduziu centenas de unidades para conter perdas que ultrapassaram centenas de milhões de euros.

Esses movimentos não são isolados e revelam um ponto estrutural: vender mais não resolve quando a operação não acompanha.

Existe hoje um paradoxo. O consumo continua girando, o fluxo nas lojas físicas responde. O e-commerce amplia alcance e, ainda assim, a rentabilidade não acompanha o mesmo ritmo. Na prática, são empresas que trabalham mais para ganhar menos.

Em eventos e conversas com o mercado, percebe-se que não existe mais operação de varejo sem dados estruturados. A NRF Retail’s Big Show consolidou isso de forma direta: dados não são mais suporte, e sim infraestrutura.

Eu passei a tratar dados como energia operacional. Eles não aparecem na vitrine, mas sustentam tudo. Sem eles, a decisão vira tentativa; com eles, vira gestão.

Na prática, isso muda o jogo. Deixar de comprar por “feeling” e passar a comprar por histórico. Parar de reagir à sobra de estoque e começar a prever demanda. Trocar desconto emergencial por estratégia de margem. Parece básico, mas não é o que predomina.

Soluções, hoje, entram exatamente nesse ponto: organizar o que já existe dentro da operação e transformar em leitura. O impacto não está no discurso tecnológico, mas na execução. Um ERP específico para moda resolve um problema que muita empresa ainda tenta contornar manualmente, com grade, cor, tamanho, reposição, giro. Quando isso não está sob controle, o restante da operação vira consequência.

Com integração à retaguarda, fornecedores e até oficinas, a operação deixa de ser fragmentada. E, quando deixa de ser fragmentada, fica previsível. Isso muda completamente a forma de trabalhar.

Eu vejo isso com mais clareza nos períodos de maior pressão, como datas promocionais. Quando não há controle, a empresa entra em campanha no escuro: compra demais, erra mix, liquida margem. Quando há estrutura, a campanha deixa de ser aposta. Passa a ser execução.

Menos ruptura, menos excesso de estoque, menos dependência de desconto. Mais conversão, com margem preservada.

O que sustenta o resultado não é o pico de venda, é o que acontece antes dele, no bastidor. É o dado organizado, a leitura correta, a decisão tomada no tempo certo.

Porque, no varejo de moda, quem enxerga antes decide melhor. E quem decide melhor não depende do acaso para crescer.

SOBRE A IRRAH TECH - é um ecossistema de empresas unidas por um propósito comum: gerar valor real por meio da excelência operacional, da inovação constante e do compromisso com resultados duradouros. Atuamos para transformar nossos clientes em verdadeiros fãs, construindo relevância e impacto com base em nossos valores corporativos.

COLLAB - FLAVIA ARANHA / TENCEL

worldfashion • 28/05/26, 16:12

Em um cenário em que a responsabilidade ambiental se torna cada vez mais essencial em diferentes setores, especialmente na moda, uma das indústrias que mais repensa seus processos para reduzir impactos socioambientais, o futuro do segmento caminha em direção a soluções ecofriendly, inovação sustentável e práticas mais conscientes. Reconhecida por ter a sustentabilidade como um dos pilares de sua criação, a Flavia Aranha segue expandindo sua pesquisa em torno de novas possibilidades para a moda por meio de fibras inovadoras, corantes bacterianos e tingimentos naturais.

Agora, a estilista dá continuidade a essa investigação ao anunciar uma colaboração com TENCEL™, principal marca de fibras sustentáveis do Lenzing Group, a fiação Textil Carmem e a G.Vallone Têxtil.

O lançamento apresenta 19 modelos divididos em três linhas desenvolvidas com TENCEL™ Modal com tecnologia Micro. Entre elas, a família Transpasse reúne peças amplas e fluidas, com modelagens transpassadas que valorizam a silhueta e oferecem diferentes possibilidades de uso com praticidade e versatilidade. Já a linha Torção evidencia o trabalho de moulage por meio de tecidos mais encorpados e com textura crepe, criando peças que exploram movimento, estrutura e dimensão. Complementando a coleção, a família Básicos aposta em modelagens confortáveis e atemporais, pensadas para composições versáteis e duradouras no cotidiano. Em toda a coleção, a floresta surge como conceito central do processo criativo, não apenas como paisagem, mas como um sistema vivo traduzido em texturas, movimentos e construções têxteis.

“Desenvolver essa colaboração com a TENCEL™, a fiação Textil Carmem e G.Vallone Têxtil, foi uma experiência muito especial. Essa relação já vem de longa data, desde a minha primeira coleção, há 16 anos, já trabalhávamos com fibras sustentáveis. Foi muito interessante criar, juntos, um tecido exclusivo a partir da fibra TENCEL™ Modal Micro, buscando uma base e um caimento específicos para a coleção. São parceiros que fazem parte da nossa trajetória há muitos anos, e oficializar essa colaboração foi uma forma de fortalecer ainda mais esse vínculo com marcas nas quais acreditamos e que valorizamos muito”, ressalta Flavia Aranha.

As criações propõem uma conexão viva com a natureza, incentivando uma relação mais consciente com o meio ambiente. Nesse contexto, TENCEL™ desempenha um papel essencial ao priorizar a eficiência de recursos e a redução de impactos ambientais ao longo do processo de produção. As fibras da marca possuem certificação ClimatePartner, reconhecimento ligado às suas ações climáticas, que incluem metas de redução de emissões, monitoramento da pegada de carbono, medidas de mitigação e apoio a projetos climáticos certificados.

“Nosso objetivo é impactar e inspirar outras marcas a incorporarem a sustentabilidade de forma cada vez mais autêntica e envolvente em suas criações. A parceria fortalece esse propósito, já que compartilhamos do mesmo compromisso com a responsabilidade ambiental e a construção de uma moda mais consciente. Além disso, as fibras TENCEL™, fiadas pela Textil Carmem, contam com uma tecnologia de identificação que permite o rastreamento físico em todas as etapas do processo produtivo e são produzidas com pelo menos 50% menos emissões de carbono e consumo de água, reforçando nosso compromisso com inovação e impacto positivo”, afirma Juliana Jabour, Gerente de Desenvolvimento de Negócios Têxteis do Grupo Lenzing na América do Sul.

Com mais de três décadas de atuação no mercado têxtil, a fiação Textil Carmem integra a colaboração como responsável pela transformação das fibras em fios. Reconhecida pela expertise na produção de fios de alta performance para malharia e tecelagem, a empresa se destaca pelo investimento contínuo em inovação, tecnologia e excelência têxtil, desenvolvendo soluções que aliam qualidade, desempenho e evolução de processos.

“Participar da coleção Floresta é uma experiência muito valiosa para nós, principalmente porque a Textil Carmem já trabalha com fibras da Lenzing há muitos anos. Existe uma relação muito consolidada com essas matérias-primas dentro do nosso desenvolvimento de fios, então é muito significativo ver esse trabalho presente em uma coleção com uma proposta tão alinhada ao que acreditamos”, afirma Maria Eduarda Martins, Marketing da fiação Textil Carmem.

A coleção Floresta, desenvolvida por Flavia Aranha em parceria com TENCEL™, fiação Textil Carmem e a G.Vallone Têxtil, está disponível desde 26 de maio nas lojas físicas da marca, localizadas na Vila Madalena, em São Paulo, e em Paraty, no Rio De Janeiro, além do e-commerce oficial flaviaaranha.com.

da redação com informações da Tastemakers Brasil - créditos da foto Caia Ramalho

VAREJO DE MODA BRASILEIRO

worldfashion • 25/05/26, 14:56

Em um ambiente econômico ainda marcado por incertezas, o varejo de moda brasileiro deve registrar crescimento moderado durante a temporada de inverno de 2026. A expectativa é de avanço discreto no volume de vendas, acompanhado de um cenário ainda desafiador para empresas e consumidores.

Com a chegada das coleções de inverno às vitrines das lojas físicas e plataformas digitais, a estação segue entre as mais relevantes para o setor de vestuário. Em 2026, porém, fatores como as incertezas geopolíticas internacionais, a pressão sobre combustíveis, o ambiente político em ano eleitoral, o elevado endividamento das famílias e a proximidade da Copa do Mundo devem influenciar diretamente o comportamento do consumo.

Dados do IEMI – Inteligência de Mercado apontam que o varejo brasileiro de vestuário deverá comercializar cerca de 1,85 bilhão de peças entre maio e agosto de 2026, crescimento de apenas 0,65% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram vendidas 1,84 bilhão de peças. Apesar de haver avanço nominal também no faturamento, o desempenho do setor ainda deve permanecer pressionado pelos custos elevados ao longo da cadeia produtiva e pela inflação acumulada nos últimos 12 meses.

A estimativa é de que as vendas movimentem R$ 63,34 bilhões na estação, alta de 4,2% em relação aos R$ 60,79 bilhões registrados na estação passada. O avanço, porém, praticamente acompanha a inflação do período e não elimina os desafios relacionados ao aumento dos custos de energia, combustíveis, logística e insumos, agravados pelo atual cenário geopolítico internacional e pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Os números refletem um cenário de recuperação gradual do consumo, ainda marcado por cautela tanto do varejo quanto dos consumidores. Segundo Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), as perspectivas para o inverno de 2026 são moderadamente positivas, mas cercadas de desafios.

“O inverno no Brasil sempre representou um desafio para o planejamento do setor, por sermos um país predominantemente tropical, e as mudanças climáticas têm tornado esse cenário ainda mais imprevisível. Temperaturas acima da média ou ondas de calor fora de época impactam diretamente o desempenho das coleções de inverno e o comportamento de compra do consumidor”, afirma.

De acordo com o executivo, fatores como clima, juros elevados, crédito mais restrito e o elevado comprometimento da renda das famílias seguem pressionando o consumo. “O consumidor continua mais seletivo e cauteloso nas compras, especialmente em itens não essenciais. Isso exige do varejo maior assertividade comercial, eficiência operacional e capacidade de adaptação rápida às mudanças do mercado”, destaca.

Outro fator que gera apreensão no setor é a flexibilização da tributação das pequenas encomendas internacionais via plataformas digitais. A medida pode ampliar ainda mais a concorrência assimétrica enfrentada pela indústria e pelo varejo nacional, justamente em um momento de desaceleração do consumo e forte pressão sobre custos e investimentos.

“Além dos desafios macroeconômicos e climáticos, existe uma preocupação crescente com o aumento das importações via plataformas digitais internacionais. O Brasil precisa preservar condições mínimas de isonomia competitiva para quem produz, investe e gera empregos no País”, pondera Pimentel.

Consumidor mais digital e varejo mais integrado

Além do cenário econômico desafiador, o varejo de moda atravessa um processo acelerado de transformação na relação com o consumidor. A integração entre lojas físicas e plataformas digitais tornou-se estratégica para ampliar conveniência, personalização e agilidade no atendimento.

Ferramentas digitais, redes sociais e canais de comunicação direta passaram a desempenhar papel central na divulgação de coleções, construção de marca e relacionamento com o consumidor. Para Fernando Pimentel, o varejo brasileiro evoluiu significativamente nos últimos anos, especialmente na integração entre os canais físico e digital.

“Hoje, existe uma integração muito maior entre o físico e o digital, com empresas investindo em omnicanalidade, experiência do consumidor, inteligência de dados e agilidade logística”, afirma. Segundo ele, o consumidor atual busca conveniência, preço competitivo, rapidez e identificação com as marcas. “O varejo vem trabalhando modelos mais flexíveis, coleções mais adaptáveis às variações climáticas e estratégias digitais cada vez mais fortes para atender um consumidor mais conectado e exigente”, conclui.

da redação