MERCADO - A moda jovem movimenta com a personalização e criação autoral

worldfashion • 20/03/26, 14:12

Segundo o estudo da Deloitte sobre valores e comportamento de consumo da Geração Z e Millennials, os jovens compram menos por status e mais pela possibilidade de expressar identidade. Na moda, isso se traduz em peças únicas, intervenções manuais, sobreposições criativas — movimento conhecido internacionalmente como chaotic customisation — e maior valorização do trabalho artesanal. A tendência também tem repercussão econômica: marketplaces especializados em produtos feitos à mão têm registrado crescimento na procura por itens personalizados, o que reforça oportunidades para pequenos ateliês, artesãos e influenciadores que trabalham com costura, bordado, vinil, papelaria, sublimação e reaproveitamento têxtil.

A busca por peças customizadas, sustentáveis e com identidade própria tem impulsionado uma mudança significativa no comportamento de consumo da Geração Z. Composta por jovens que cresceram em meio à hiperconexão digital, essa geração valoriza produtos que expressem personalidade, propósito e exclusividade — fatores que vêm fortalecendo tendências como o upcycling, a customização manual e o uso de equipamentos de corte, bordado, recorte SDX, sublimação e costura acessíveis. Esse movimento chega em um momento no qual o mercado global de moda reaproveitada e personalizada mantém trajetória ascendente, impulsionado pelo interesse por processos artesanais e narrativas de autenticidade. Pesquisas setoriais indicam que o segmento de moda upcycled deve crescer a uma taxa média anual próxima de 9% nos próximos anos, acompanhando o apelo crescente por sustentabilidade e estética individualizada.

O crescimento desse mercado indica uma transformação estrutural na maneira como a moda é consumida e produzida no país. “A Geração Z impulsiona uma nova dinâmica de consumo e, ao mesmo tempo, de produção. Eles querem propósito, exclusividade e envolvimento no processo criativo — e a tecnologia acessível é o elo que viabiliza tudo isso. O mercado tem hoje diversos equipamentos que permitem que qualquer pessoa personalize, empreenda e produza em pequena escala com qualidade profissional. Para nós, é muito claro que essa geração não apenas consome moda: ela cria, transforma e direciona os rumos do setor”, afirma Paulo Akashi, diretor de Vendas da Brother, multinacional referência em máquinas de costura, bordado, de corte e impressão digital têxtil.

Nesse cenário, equipamentos de entrada e semiprofissionais vêm ganhando espaço entre jovens criadores e empreendedores independentes. A Brother JS2135, por exemplo, é uma máquina de costura prática e acessível, procurada por quem está começando na costura criativa, produz peças autorais ou trabalha com ajustes e reinterpretação de roupas. Já a linha de máquinas de corte ScanNCut ampliou o alcance da personalização com vinil, o que tem fortalecido modelos de negócio que integram tecnologia, estética manual e produção sob demanda.

Upcycling

A força criativa da Geração Z tem estimulado projetos de capacitação e formação voltados à experimentação e ao reaproveitamento de materiais. Lucius Vilar, estilista que atua no projeto (RE) Estampa — iniciativa do Instituto Focus Têxtil em parceria com a Brother, que foca no reaproveitamento de peças de vestuário —, destaca como o processo manual tem reconquistado valor simbólico entre os jovens. “A adesão da Geração Z ao upcycling e às intervenções manuais é, antes de tudo, um gesto de autonomia criativa. Essa geração cresceu em um contexto de excesso: de informação, de produtos e de estímulos. E encontrou no fazer manual (customizar, bordar, pintar, desmontar e reconstruir peças) uma forma de afirmar identidade e autoria. Outro ponto importante é que o upcycling responde a uma preocupação real com sustentabilidade, mas de um jeito muito mais prático e emocional do que teórico. Eles não querem apenas comprar algo somente sustentável, eles querem transformar, ressignificar, estender a vida de algo que já existe. Isso revela um comportamento muito mais alinhado ao valor do reuso e da circularidade do que às lógicas tradicionais do consumo rápido”, comenta Lucius.

E ele reforça que esse movimento revela um deslocamento no entendimento de luxo: “Para os jovens de hoje, luxo é tempo, é afeto, é processo. É saber quem fez, por que fez e como fez. É vestir algo que tenha propósito. O crescimento das práticas manuais entre esses jovens mostra que a moda contemporânea está caminhando para um lugar onde o valor está cada vez mais nas mãos de quem cria e de quem veste”, conclui Lucius Vilar.

Lila Lopes, influenciadora parceira da Brother e que tem entre as suas especialidades a personalização com vinil, observa esse movimento diariamente em sua comunidade. “É uma geração que usa a personalização para expressar a sua própria identidade, reforçando o que realmente tem a ver com eles, independentemente do que outras pessoas vão pensar, sem precisar de aprovação dos outros para isso. E os equipamentos disponíveis hoje possibilitam essa criação autoral. A ScanNcut, por exemplo, traz muita praticidade: um dos diferenciais é seu scanner, que possibilita a reprodução de desenhos feitos à mão”, explica.

A tendência de personalização também se reflete no trabalho de influenciadores que utilizam equipamentos de corte para produzir itens exclusivos, de camisetas a acessórios.

A combinação entre propósito, estética afetiva e tecnologia acessível tem colocado a personalização no centro da moda jovem. Impulsionada pelo desejo da Geração Z por autenticidade, essa tendência fortalece pequenos negócios, incentiva o empreendedorismo criativo e abre novos caminhos para quem transforma roupas comuns em peças carregadas de significado. “Hoje o que a gente tem de mudança real é a forma como se personaliza. A geração anterior já fazia isso, mas está mais acostumada a personalizar coisas novas. Já a geração Z tem uma tendência de compra de produtos que em brechós, por exemplo, para customizar e transformar numa coisa nova. Então, reutilizar o antigo, eu acho que não é só uma tendência, é algo que vai ser ainda muito disseminado”, opina Lila Lopes

da redação com informação da Trevo Comunicação

TECNOLOGIA ALIADA DA SUSTENTABILIDADE

worldfashion • 30/04/25, 16:29

A sustentabilidade tem se tornado um pilar essencial para a indústria da moda – e conceitos como upcycling e moda circular vêm ganhando destaque, como soluções inovadoras para reduzir o impacto ambiental do setor e como impulsionadoras de negócios, trazendo uma nova forma de lidar com estoques que acabam ficando estagnados.

O reaproveitamento de materiais, premissa do upcycling, mais do que uma forma de repensar o uso de matérias-primas, é também um “boom” de criatividade e inovação no design de produtos. Incorporar a prática com uma visão mais estratégica de negócio pode potencializar vendas com foco no nicho da personalização.

“O upcycling pode ser aplicado em diversas etapas da produção e permite criar coleções únicas, com alto nível de personalização, atendendo a um perfil de público em crescente expansão, que valoriza a originalidade e a cadeia sustentável. E a Brother tem apoiado esse pilar do upcycling por acreditar que com as nossas máquinas (costura, bordado, corte, sublimação e impressão digital) o artesão, estilista ou fashionista tem mais possibilidades de uso e reaproveitamento dos materiais para agregar em suas criações”, comenta Paulo Akashi, diretor de Vendas da Brother.

Para ele, negócios da moda que apostam nesse movimento estão se adequando a um modelo de mercado que vai garantir a perenidade das marcas em um futuro próximo. “Hoje o upcycling já é um método que traz um novo olhar para estoques parados, por exemplo. Nosso objetivo é apoiar toda a cadeia para que tenhamos desde empresas que possuem esses estoques, e são o início do processo, até os artesãos, costureiros, fashionistas e estilistas que são os responsáveis em reutilizar, criar e dar vida a esses tecidos, utilizando qualquer uma das nossas máquinas junto a toda sua bagagem e olhar criativo”, reforça.

Tecnologias como a DTG (Direct-to-Garment), permite impressão direta no tecido, bordados personalizados e aplicação de recortes de materiais, como vinil ou mesmo outros tecidos para sobreposição, são alternativas para diversificar o catálogo de produtos. Com a impressora GTX Pro, por exemplo, é possível customizar roupas e acessórios sob demanda de forma eficiente e sem desperdício de tinta e água; bordadeiras facilitam a personalização de diversas peças, permitindo a criação de produtos únicos a partir de materiais já existentes; e a máquina de corte ScanNCut é uma aliada na produção de itens que se transformam em detalhes inovadores em camisetas, calças, bolsas e acessórios. Os equipamentos da Brother Brasil tem sido uma aliada importante para empresas que desejam atuar no segmento de moda sustentável.

“Entendemos que nossas soluções tecnológicas impulsionam esse movimento do upcycling, permitindo que empreendedores e marcas criem produtos sustentáveis e inovadores. Ao inserir no mercado equipamentos que promovem a personalização e o reaproveitamento de materiais, temos o objetivo de contribuir com a construção de um setor de moda mais consciente e responsável – e que traga retorno para os negócios do segmento”, finaliza Paulo.

A Brother Brasil é integrante da Brother Group, companhia centenária fundada no Japão e presente em mais de 40 países, a empresa desenvolve tecnologias para diversas frentes de negócio, com produtos para a casa, escritório e empresas. Para a indústria brasileira da moda, oferece soluções de impressão digital e uma ampla linha para bordado e costura. Etiquetadoras, impressoras, suprimentos e acessórios, além de suporte técnico, complementam a linha de produtos e serviços. A companhia possui sede em São Paulo (SP) e conta com distribuidores em todo o Brasil, além de loja online.