DESFILE - GUSTAVO SILVESTRE

worldfashion • 08/10/26, 10:41

No seu primeiro desfile independente, fora do calendário oficial de moda, Gustavo Silvestre apresentou, no Formosa Hi-Fi espaço dedicado à música e à cultura do vinil, em São Paulo,  a coleção “ORIGINAL”.

A apresentação marca uma nova fase da marca e amplia a autonomia criativa do estilista com maior liberdade para definir os elementos que compõem o desfile e suas colaborações. A coleção aprofunda a pesquisa autoral de Gustavo sobre o crochê, incorporando novas técnicas e ampliando suas possibilidades de construção e de uso.

Em ORIGINAL, Gustavo Silvestre extrapola os limites do crochê a partir da combinação e ressignificação de diferentes elementos, como metais, pedras, cristais, materiais reciclados e resíduos da indústria têxtil. Muitos deles são desenvolvidos no próprio ateliê e incorporados diretamente às tramas, resultando em peças únicas, que não são reproduzidas em série. A exclusividade de cada criação também traduz o modelo de negócio da marca, que mantém uma distribuição controlada e uma relação próxima com clientes de diferentes partes do mundo, atraídos pela singularidade de cada peça.

Entre as novidades de ORIGINAL estão as pedras brasileiras, como ágatas, incorporadas diretamente ao crochê. Esse encontro entre pedra e crochê já aparecia na produção artística de Gustavo e na coleção é transportado pela primeira vez para o vestuário. Resíduos e materiais reciclados também são trabalhados artesanalmente, ganhando novas formas e aplicações dentro das tramas.

O jeans é outro elemento de destaque em ORIGINAL. Nesta edição, a parceria com a C&A ganha continuidade com novas peças que serão apresentadas no desfile. As criações foram desenvolvidas a partir de peças de jeans recolhidas pelo Movimento Reciclo, maior programa de logística reversa do varejo de moda, presente em 78% das lojas da C&A em todos os estados do Brasil. Com técnicas de upcycling e jeans circular, Gustavo Silvestre transforma peças que já existiam em criações com novas texturas e cores, e leva para o denim o mesmo rigor artesanal que define o trabalho de seu ateliê.

A Rider completa o styling da coleção com as plataformas da coleção R High, lançamento na marca, apresentados tanto em suas versões originais quanto em intervenções desenvolvidas especialmente pelo ateliê para o desfile.

O desfile também marca o encontro entre o crochê de Gustavo Silvestre e o trabalho de Janaïna Milheiro, designer e artista franco-brasileira radicada em Paris. Reconhecida por desenvolver técnicas autorais com plumas, Janaïna transita entre moda, design e arte contemporânea e colabora com casas como Dior, Chanel, Hermès e Schiaparelli. Para Original, os dois artistas desenvolveram juntos paetês de plumas criados especialmente para a coleção e incorporados às peças de Gustavo. A coleção conta ainda com acessórios desenvolvidos pelo designer Carlos Penna, dando continuidade à parceria com Gustavo Silvestre.

Nome recorrente na trajetória da marca, Dudu Bertholini assina o styling do desfile. A beleza é assinada por Pamela Hübner.

Ao longo de mais de 12 anos de pesquisa, Gustavo Silvestre desenvolveu uma linguagem própria a partir do crochê e uma estética imediatamente reconhecível. Essa trajetória também está ligada ao Ponto Firme, projeto criado pelo estilista em 2015, de forma voluntária, dentro de uma penitenciária masculina, a partir do ensino do crochê. Com o passar dos anos, a iniciativa ampliou sua atuação para pessoas que passaram por diferentes situações de vulnerabilidade social e encontraram nas artes manuais uma possibilidade de reconstrução e autonomia. Parte dos participantes passou a integrar projetos ligados ao ateliê e às coleções da marca.

“Original fala sobre origem, mas também sobre aquilo que torna um trabalho reconhecível e único. Depois de tantos anos pesquisando o crochê, continuo interessado em descobrir novas possibilidades dentro de uma técnica que faz parte da minha identidade. Fazer esse desfile de forma independente também me deu liberdade para reunir colaborações e conseguir construir essa apresentação da maneira como eu imaginava”, afirma Gustavo Silvestre.

Sobre Gustavo Silvestre

Designer, artesão e educador pós-graduado em artes manuais para a educação, Gustavo Silvestre desenvolve há mais de 12 anos uma pesquisa autoral a partir do crochê, conectando moda, arte e impacto social. Nascido no Recife, cresceu observando as mulheres de sua família crochetar e, anos mais tarde, passou a desenvolver sua própria pesquisa com a técnica. Seu trabalho transita entre o vestuário e a arte, com peças únicas produzidas artesanalmente e uma trajetória que inclui apresentações no Brasil e na alta-costura de Paris. A transformação social por meio das artes manuais é parte fundamental de sua atuação e da identidade da marca.

da redação com informações da INDEX  e foto da _@agfotosite

BRAZILIAN SUSTAINABLE FASHION IN MILAN

worldfashion • 10/09/26, 11:41

Mais do que levar coleções brasileiras ao exterior, a iniciativa busca dar visibilidade internacional a empresas que transformam práticas sustentáveis, saberes tradicionais e matérias-primas brasileiras em produtos de design, inovação e alto valor agregado.

A seleção das participantes foi resultado de um processo estruturado, que buscou identificar empresas efetivamente comprometidas com práticas sustentáveis em diferentes dimensões. As propostas incluem matérias-primas de menor impacto, fibras certificadas, materiais biodegradáveis, tingimento vegetal, upcycling, reaproveitamento de resíduos, técnicas artesanais, biodiversidade e saberes tradicionais.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, o encontro em São Paulo é o início de um percurso que combina visibilidade, posicionamento e oportunidades concretas de internacionalização para as marcas brasileiras.

“Essa iniciativa marca o início da presença que o Brasil levará a Milão. No dia 22, apresentaremos um desfile dedicado à moda sustentável, reunindo dez marcas brasileiras lideradas por mulheres de diferentes regiões do país, selecionadas a partir de critérios que consideram, de forma integrada, sustentabilidade, design e inovação. Nos dias seguintes, essa experiência se desdobra em um showroom de negócios, criando um ambiente estratégico para que essas empresas apresentem seus produtos, ampliem sua visibilidade internacional e estabeleçam conexões com potenciais compradores. Temos uma oportunidade concreta de posicionar o Brasil na vanguarda de uma moda mais consciente, em que sustentabilidade, criatividade e inovação se traduzem também em valor e vantagem competitiva para a indústria brasileira “, destacou Maria Paula.

Para a superintendente de Marketing e Negócios da Abit, Lilian Kaddissi, o compromisso efetivo das empresas com essas práticas foi um dos pontos centrais da seleção.

“Fizemos um processo estruturado de mapeamento e lançamos um edital, a partir do qual dez marcas foram selecionadas. São empresas que efetivamente trabalham com práticas de sustentabilidade em diferentes aspectos. Temos essa preocupação porque, além de contar uma história, queremos empresas que estejam de fato comprometidas com a prática. É também a primeira vez que realizamos uma iniciativa como essa, levando um evento próprio do Brasil para Milão”, afirmou Lilian.

Sustentabilidade, reconhecimento e valor

O compromisso com a sustentabilidade envolve um trabalho que muitas vezes começa anos antes de uma coleção chegar às passarelas. Para Francisca Vieira, presidente da Abrimos e fundadora da Natural Cotton Color, uma das dez marcas selecionadas, construir uma moda verdadeiramente sustentável exige investimento, adequação de processos e reconhecimento.

“Sustentabilidade é um valor fundamental para o futuro da moda, mas exige compromisso e investimento. A certificação GOTS (Global Organic Textile Standard), por exemplo, demandou um investimento alto e um trabalho consistente para adequar toda a nossa estrutura aos seus rigorosos padrões. Esse é um processo que vai muito além da matéria-prima: envolve toda a cadeia produtiva e a forma como a empresa opera. Mas acreditamos que a sustentabilidade, para realmente se traduzir em negócios, precisa estar associada a desejo, identidade e design. Moda é criação e expressão. É essa combinação entre responsabilidade, estética e inovação que transforma propósito em valor e abre espaço para a moda brasileira no mercado internacional”, afirmou Francisca.

A Natural Cotton Color tem como protagonista o algodão orgânico naturalmente colorido, cultivado pela agricultura familiar no sertão da Paraíba e utilizado sem processo de tingimento. A produção também incorpora rendas e bordados. A trajetória ajuda a traduzir um dos pontos centrais da iniciativa: não basta comunicar sustentabilidade; é preciso demonstrá-la por meio de práticas e processos e, ao mesmo tempo, transformar esses atributos em produtos capazes de competir, gerar desejo e conquistar reconhecimento no mercado internacional.

Esse olhar também está presente no trabalho da consultora especializada Geni Ribeiro, responsável pela curadoria da iniciativa. Para ela, o desafio está justamente em transformar a riqueza das matérias-primas, técnicas e saberes brasileiros em produtos que aliem identidade e design e possam ocupar espaço no mercado internacional.

“Não adianta a gente ir só com a boa vontade do artesanato. O artesanato é lindo, mas existe artesanato no mundo todo. Nós temos que transformar o nosso artesanato em design e, através do design, em produtos de moda desejáveis. O que vemos aqui hoje é resultado de um trabalho de desenvolvimento de produto, modelagem e, especialmente, design, que é o que o Brasil precisa mostrar no exterior”, destacou Geni.

A consultora acompanhou de perto processos de desenvolvimento que vão além da criação das peças e envolvem diferentes etapas da cadeia. “É preciso um trabalho completo, com design, integração da cadeia, formação de preço e desenvolvimento de produto. Acho que hoje isso ficou provado aqui e vamos ter uma experiência em Milão bastante produtiva e vitoriosa”, completou.

Dez mulheres, diferentes expressões do Brasil

Participam da iniciativa Alina Amaral, Ana de Jour, Camila Machado Ateliê, Celeste, Ludimila Heringer, Lybethras, Natural Cotton Color, Proposta Verde, Val Valadares e Villa Dharma. As empresas vêm de diferentes regiões do país e apresentam diferentes caminhos para uma moda que combina sustentabilidade, identidade brasileira e criação contemporânea.

Além dos atributos relacionados à sustentabilidade e à criação, as participantes têm outro ponto em comum: todas são lideradas por mulheres. São empresárias e criadoras que transformam referências culturais, biodiversidade, técnicas artesanais, conhecimento tradicional e inovação em produtos com potencial de inserção internacional.

Entre elas está a Celeste, marca de resortwear autoral inspirada na biodiversidade e no patrimônio artesanal brasileiro. A empresa utiliza materiais como poliamida biodegradável e algodão orgânico certificado e mantém parcerias com comunidades artesãs.

Para a co-fundadora e diretora criativa da marca, Juliana Spirandelli, chegar a Milão ao lado de outras empresas brasileiras é uma oportunidade de apresentar ao mercado internacional a diversidade dessa produção.

“Foi uma alegria ser selecionada e passar por esse edital promovido pela ApexBrasil e pelo Texbrasil para levar o melhor da moda nacional sustentável para o mundo. A nossa expectativa é maravilhosa. O Brasil tem muito a mostrar”, afirmou Juliana.

De São Paulo a Milão

No dia 22 de setembro, as dez marcas apresentarão suas coleções em um desfile exclusivo no Chiostri di San Barnaba, em Milão. Nos dias 23 e 24, participarão de um showroom de negócios voltado à aproximação com compradores, parceiros e outros agentes do mercado internacional.

A escolha de Milão combina projeção internacional e oportunidade comercial. Em 2025, a Itália foi o segundo principal destino na União Europeia para as exportações brasileiras do complexo de moda, respondendo por 16,9% das vendas do segmento destinadas ao bloco. Naquele ano, o Brasil exportou US$ 42,3 milhões em produtos do complexo de moda para o mercado italiano. Entre janeiro e julho de 2026, as vendas somaram US$ 24,4 milhões. A ApexBrasil identificou ainda 14 oportunidades comerciais para produtos do segmento no país.

A iniciativa integra uma atuação mais ampla da ApexBrasil para apoiar a internacionalização das empresas brasileiras, em parceria com entidades que conhecem as características e necessidades de cada setor. No segmento têxtil e de confecção, esse trabalho é desenvolvido com a Abit por meio do Texbrasil, que, em mais de 25 anos, já apoiou cerca de 2 mil marcas na trilha da exportação e alcançou US$ 11 bilhões em negócios.

A presença brasileira em Milão continua entre os dias 24 e 27 de setembro, quando 23 marcas participam da White Milano, na Zona Tortona, por meio do Fashion Label Brasil – Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de Valor Agregado, desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Associação Brasileira de Estilistas (ABEST).  Inclusas na agenda as três marcas do projeto — Ludimila Heringer, Lybethras e Villa Dharma.

Sobre o Texbrasil

O Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira (Texbrasil) atua junto às empresas do setor têxtil e de confecção no desenvolvimento de estratégias para conquistar o mercado global. Ao longo de mais de 25 anos, já auxiliou cerca de 2 mil marcas a entrar na trilha da exportação, conquistando US$ 11 bilhões em negócios. O programa é realizado por meio de uma parceria entre a ApexBrasil e a Abit.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações de promoção comercial voltadas à ampliação das exportações e à valorização dos produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas em grandes feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião.

Sobre a Abit

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 1957, representa a força produtiva de 25,7 mil empresas instaladas em todo o território nacional, de diferentes portes, que empregam mais de 1,34 milhão de trabalhadores.

Sobre a Abrimos

A Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Serviços e Educação para Moda Sustentável (Abrimos) atua no desenvolvimento da moda sustentável no país, conectando criadores, indústria e o ecossistema de desenvolvimento têxtil engajado em práticas de impacto positivo. Sua atuação prioriza o apoio aos pequenos negócios, a disseminação de inovações e insumos sustentáveis e a preservação do artesanato e das técnicas tradicionais.

RIO FASHION WEEK

worldfashion • 06/03/26, 11:37

O Rio Fashion Week vai ocupar o Pier Mauá em um hub criativo que unirá grandes desfiles à programação de talks internacionais, agenda de negócios, festas, red carpet, exposições e experiências gastronômicas. Dos mesmos organizadores do Rio Open, Cirque de Soleil, Taste e SPFW, a nova semana de moda brasileira é uma realização da IMM, maior empresa de esportes e entretenimento do Brasil, com patrocínio da Prefeitura do Rio. Promete entregar show, business e visibilidade global.

“O Rio Fashion Week chega com tudo. É mais um grande ativo que a IMM traz para uma cidade que respira estilo, atitude e criatividade. O Rio sempre foi passarela natural da moda brasileira. Agora, graças à visão da Prefeitura, vamos colocar a cidade de volta no circuito dos maiores eventos internacionais de moda”, diz Alan Adler, CEO da IMM.

Cerca de 20 marcas, vindas de todas as regiões do país, apresentarão suas coleções. Entre as já confirmadas, estão Adidas, Aluf, Angela Brito, Apartamento 03, Blueman, Dendezeiro, Handred, Helô Rocha, Isabela Capeto, Lenny, Lucas Leão, Misci, Normando, Osklen, Patricia Viera, Piet + Pool e Salinas. O RIOFW trará também três estreantes em temporadas brasileiras: a Argalji, com as criações volumosas da carioca Monique Argalji; a Hisha, da bordadeira mineira Giovanna Resende; e Karoline Vitto, catarinense radicada em Londres, que costuma ilustrar diversidades de corpos com peças recortadas na London Fashion Week.

“Com o Rio Fashion Week, a cidade reafirma sua força cultural e sua capacidade de transformar arte em projeção internacional. Estamos unindo a nossa vocação para o espetáculo com uma agenda sólida de negócios da indústria da moda e visibilidade mundial. É o Rio mostrando que, além de ser a cidade mais bonita do mundo, é o lugar onde a criatividade brasileira dita as regras. O Rio abraça esse evento que já nasce gigante”, celebra o Prefeito Eduardo Paes.

Como nas principais capitais da moda, o conteúdo vai ter papel central na programação, distribuída por três armazéns do Pier Mauá e pelo prédio do Touring, um dos ícones do estilo Art Déco no Rio, que acaba de ser revitalizado. Uma agenda de talks com nomes de peso do mercado de alta moda internacional conectará figuras estratégicas para discutir temas fundamentais do sistema contemporâneo, como internacionalização de marcas, construção de imagem além-fronteiras e posicionamento competitivo. Em paralelo, uma área dedicada ao networking vai promover encontros estruturados entre criadores, compradores e indústria.

O RIOFW trará também um salão de negócios. A venda de ingressos para todas as áreas do evento começa no dia 11 de março, com pré-venda para clientes C6 Bank a partir do dia 9.

“Estamos muito felizes em realizar esta grande semana de moda na nossa cidade. O RIOFW nasce como uma plataforma que vai além dos desfiles, reunindo moda, negócios, entretenimento, talks, bem-estar, gastronomia e iniciativas de sustentabilidade em uma experiência completa. O evento veio para ficar, com edições recorrentes, e passa a integrar o calendário global da moda”, reforça Gustavo Oliveira, diretor da IMM.

Com a chegada do RIOFW, as semanas de moda do Rio e de São Paulo passam a operar de forma integrada dentro do Calendário Oficial da Moda Brasileira. O São Paulo Fashion Week segue no segundo semestre, mantendo sua estrutura, identidade e posicionamento histórico, enquanto o Rio Fashion Week acontecerá no primeiro semestre, já com três edições previstas pelo apoio da Prefeitura.

“O Rio de Janeiro tem uma vocação natural para sediar grandes eventos de projeção internacional, e a RIOFW nasce justamente desse momento em que a cidade volta a ocupar um lugar estratégico no cenário global. Esta primeira edição marca não apenas o retorno dos grandes desfiles ao Rio, mas a consolidação de uma plataforma que complementa o calendário nacional, dialogando com São Paulo e ampliando a presença do Brasil no circuito internacional”, diz Olívia Merquior, curadora de conteúdo do evento.

A expectativa da Prefeitura é que o evento movimente mais de R$ 200 milhões na economia, com a geração de 8 mil empregos e a capacitação de jovens para o setor. Além disso, o RIOFW tem potencial para gerar até R$ 1 bilhão em mídia espontânea para a cidade do Rio de Janeiro.


“O Rio Fashion Week é estratégico, pois recoloca nossa cidade no centro do calendário internacional e mostra que criatividade também é desenvolvimento econômico. A moda movimenta a economia, gera emprego e projeta a imagem do Rio para o mundo. Apoiar o Rio Fashion Week é investir na vocação criativa da cidade e nas oportunidades para os cariocas”, reforça o futuro Prefeito da cidade do Rio Eduardo Cavaliere.

“A moda é ampla! Nesse universo existe uma economia enorme: costureiras, cabeleireiros, modelos, indústrias têxtil e da beleza, designers, produtores, estilistas, lojistas, cenógrafos, os veículos de comunicação e muito mais. O Rio é uma marca internacional. Trazer de volta uma semana de moda é ter a certeza de um palco com visibilidade para o mundo, de atração do turismo e de um movimento potente na geração de empregos”, completa a Secretária de Turismo Daniela Maia.

Em um momento em que o Brasil desperta atenção pela sua potência criativa, o Rio reafirma a sua vocação natural de cidade-referência e de inspiração permanente para a moda global. Do Rio para o mundo. E contará com os patrocínios da: Prefeitura do Rio de Janeiro /Riachuelo /C6 Bank /Prio /Decathlon  e Adidas e apoios de: Granado /True e World Wine

da redação com informações das assessorias de imprensa - Multifato Comunicação e MKT Mix

EDIÇÃO N59 - SPFW 30 ANOS

worldfashion • 17/03/25, 15:14

O SPFW SÃO PAULO FASHION WEEK reafirma seu compromisso com a valorização da criatividade e da diversidade na moda nacional. Uma edição que celebra talentos, tradição e inovação. Ao longo de 30 anos, o SPFW se consolidou como um território de expressão e transformação, impulsionando e projetando a moda brasileira para o mundo. A edição N59 é o primeiro capítulo de uma celebração histórica que seguirá surpreendendo e inspirando.

A estréia de Leandro, conhecido por sua construção impecável a partir de tecnologias híbridas com uso de materiais descartados, faz sua estreia no dia 9 de abril. Constroi peças com o fazer tecnológico, ancestral e artesanal. E também de A MNMAL, de Flávio Gamaum, que sobe à passarela no dia 10 de abril, com seu conceito essencialista e estética sofisticada, com preocupação sustentável.

Além das estreias, a programação reúne nomes icônicos da moda brasileira e marcas que consolidam o SPFW como uma plataforma de experimentação e expressão artística. A edição marca o retorno da Piet, marca de Pedro Andrade, conhecida por sua estética streetwear sofisticada e sua conexão autêntica com a cultura urbana. O reencontro com o SPFW reforça a relevância da marca e sua evolução no cenário nacional e internacional.

A moda autoral e conceitual se faz presente com marcas como Aluf, que exibe sua pesquisa têxtil inovadora, e Dendezeiro, que propõe um olhar potente sobre a identidade brasileira. Patricia Viera, referência no trabalho em couro, e João Pimenta, com sua alfaiataria de vanguarda, reforçam a riqueza de técnicas e narrativas presentes na edição.

Outro destaque são os desfiles em locações externas, garantindo experiências imersivas e ampliando as conexões entre moda, cidade e público. João Pimenta, Herchcovitch; Alexandre, Aluf, Handred, Patricia Viera e Piet prometem surpreender, reforçando a transversalidade da moda com a arte e a cultura urbana.

LINE-UP

Dia 06 Abril

17h00 Aluf Externo

Dia 07 Abril

19h30 Herchcovitch; Alexandre Externo

Dia 08 de Abril

10h30 Normando JK Iguatemi

16h00 Leandro Castro JK Iguatemi

18h00 Lino Villaventura JK Iguatemi

20h30 Dario Mittmann JK Iguatemi

Dia 09 de Abril

10h30 Weider Silvério JK Iguatemi

16h00 Reptilla JK Iguatemi

18h00 Led JK Iguatemi

20h30 À La Garçonne JK Iguatemi

Dia 10 de Abril

10h30 João Pimenta Externo

16h00 Dendezeiro JK Iguatemi

18h00 Mnmal JK Iguatemi

20h30 Walério Araújo JK Iguatemi

Dia 11 de Abril

10h30 Handred Externo

14:30 Patricia Viera Externo

19h00 Piet Externo

Sobre o SPFW: Com 30 anos, o SPFW é um dos mais completos exemplos de como a economia criativa pode ser usada como estratégia de desenvolvimento para a cidade e o país. O evento cumpre um papel articulador e provocador, transcendendo o mundo da moda e estabelecendo-se como ponto de convergência de diversas redes criativas. Com investimentos que superam 1 bilhão de reais, o SPFW já recebeu mais de 3 milhões de pessoas e a transmissão de seus conteúdos pela TV e Internet alcançou mais de 1 bilhão de pessoas em cerca de 100 países. Mais que evento e mais que moda, o São Paulo Fashion Week é uma experiência relevante, estimulante, inspiradora e transformadora para todos os que se conectam à plataforma.

Sobre a IMM: No mercado há mais de 10 anos, a IMM, que atua nas áreas de Mídia, Esporte e Entretenimento, é referência em entretenimento ao vivo para o público e marcas, e seu portfólio é seu maior diferencial. Vai do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul, aos musicais da Broadway de primeira classe, passando pelo Cirque du Soleil, pelo maior festival de restaurantes do mundo, o Taste Festivals, pelo GO CUP, o maior torneio de futebol infantil do mundo e pelos consagrados São Paulo Fashion Week e São Paulo Oktoberfest.

Sobre o INMODE: Criado em 2004, o INMODE (Instituto Nacional de Moda, Design e Economia Criativa) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que tem como missão trabalhar, no mercado interno e externo, pelo reconhecimento e visibilidade da moda e do design brasileiros como segmentos de valor agregado. Desde sua fundação, o INMODE trabalha para integrar esforços públicos e privados em torno de um planejamento sustentável de médio e longo prazos para a moda e o design brasileiros, gerando desenvolvimento através da Economia Criativa. Desde a sua criação, o INMODE já

Assessoria de Comunicação - São Paulo Fashion Week  - MKTMIX

55ª EDIÇÃO CASA DE CRIADORES

worldfashion • 02/12/24, 14:16

A CdC - Casa de Criadores é o evento de moda autoral, mais referenciado no Brasil, completando 27 anos de trajetória construindo um espaço para estilistas e marcas, estruturarem seus trabalhos em torno de uma assinatura criativa própria, projetando suas coleções e conquistando visibilidade entre formadores de opinião do meio. Mas não só isso. A CdC também tem como característica essencial, ser a passarela em que os criadores manifestam seus olhares sobre a sociedade, pautados por vivências atravessadas pelos desafios das questões atuais de classe, gênero e raça. Assim o evento é, reconhecidamente, um lugar para que causas urgentes do presente sejam trazidas à tona de maneira ainda mais ampla.

A CdC 55 acontecerá da próxima quinta feira 5 a 10 de dezembro, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Dentre as 44 marcas participantes, os desfiles são o formato predominante, serão 40 apresentações no vão abaixo do Viaduto do Chá, onde também serão projetados, antes dos desfiles presenciais, os filmes de duas marcas que optaram por exibir fashion films. Já o hall de entrada da Galeria Prestes Maia irá alocar as exposições das duas estilistas que escolheram essa configuração para mostrar suas criações.

A edição 55 da CdC volta a destacar o potencial dos desfiles como suporte, não só para a projeção conceitual e estética das marcas, mas também para lançar luz aos valores que orientam a produção, atuação e afirmação dos nomes do calendário. Dentre os desfiles previstos para esta CdC, também haverão apresentações que servem como plataforma para projetar e elevar iniciativas como o 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, o Moda Inclusiva e o desfile Talentos Senac Moda. Essas ações buscam ampliar a ocupação de espaços na moda brasileira promovendo novos talentos vindos de diferentes lugares e origens sociais, e a representação e visibilidade de pessoas PCDs como grupo que interage com a moda e se expressa através dela.

Estreias e retornos na CdC 55

Nesta edição, conta com dez nomes estreantes e o retorno de dois criadores que deixaram sua marca no evento. Dentre as estreias, Sioduhi Studio, baseada em Manaus e a primeira marca do Norte do Brasil a integrar o calendário da CdC, JALACONDA, a Coletiva TRASHrealoficial, que faz seu primeiro desfile presencial, Anderson George, AFROPERIFA, Marlo Studio, VINNICIUS AFONSO, Leandro Quaresma, Hugo Ito e o underwear masculino de Elian Gallardo por Mr SanSan. Os que retornam à Casa são o estilista Ale Brito e a marca KOIA. O primeiro nome, inclusive, foi revelado na CdC e tem histórico de desfiles marcantes no evento, fazendo seu retorno já ser bastante aguardado.

3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, Moda Inclusiva, Talentos Senac Moda ,  Santista e Singer

O Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores chega à sua 3ª edição com o objetivo de revelar novos estilistas de todo o Brasil, tendo sempre a Casa de Criadores como anfitriã. O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) e patrocinador da CdC, recrutou estudantes das faculdades de moda das cinco regiões do país e, passado o processo de seleção, foram apontados dois nomes vindos de cada região brasileira, num esforço não só de descobrir talentos, mas de demonstrar que o potencial da moda nacional vai além dos centros tradicionalmente ligados à ela.

Estes dez criadores irão desfilar suas coleções na apresentação do 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, ocasião em que serão avaliados por um corpo de jurados composto por jornalistas e formadores de opinião da moda, além de nomes da indústria têxtil e do varejo. O ganhador leva um prêmio de R$30 mil e entra para o line up da edição 56 da CdC, devendo aplicar o valor recebido para viabilizar sua apresentação no evento.

O desfile da iniciativa Moda Inclusiva destaca soluções criativas que reafirmam como pessoas PCDs podem e devem ser visibilizadas na moda com interação tão ampla quanto os demais, especialmente quando o assunto é a expressão através da moda e do vestir. A ação Moda Inclusiva reforça como a moda é meio para afirmação dos corpos PCDs em diferentes espaços, para que eles sejam vistos, além de representados.

Já a apresentação Talentos Senac Moda vai reunir dez alunos do curso Bacharelado em Design de Moda do Senac São Paulo, instituição apoiadora da Casa de Criadores. Serão desfilados 30 looks, com mentoria dos professores da instituição e direção criativa de João Pimenta, nome renomado da moda brasileira revelado na CdC e que fez parte do calendário do evento por várias edições.

A tecelagem Santista, outra das patrocinadoras da Casa de Criadores, e uma das principais empresas da indústria têxtil do Brasil, referência global em jeanswear, completa 95 anos em 2024 e um dos marcos da comemoração é uma exposição que celebra essa grande história, dentro da programação da CdC.

Singer, a marca de máquinas de costura mais utilizada no mundo, apoia a pluralidade e se conecta com as novas gerações no desfile da NotEqual, apresentando sua máquina de bordados, que une tecnologia avançada e criatividade como ferramentas de inclusão.

Exposições: Cynthia Mariah, Priscilla Silva, Oficina do Suor, por Sérgio Carvalho, Santista: 95 anos - Tecendo o Futuro do têxtil no Brasil

Workshop: Promovendo Ambientes de Trabalho Digno na Indústria da Moda: da Oficina de Suor ao Trabalho Decente e Sustentável

A CdC 55 reafirma o potencial dos desfiles, mas as exposições que sempre pontuaram o evento seguem cumprindo o importante papel de agregar expressão cultural à moda de outras maneiras. As quatro exposições programadas irão ocupar diferentes espaços da Galeria Prestes Maia, duas delas de estilistas participantes que mostram suas coleções de forma expográfica: Cynthia Mariah e Priscilla Silva.

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) traz para a CdC 55 a exposição de fotografia documental Oficina do Suor, assinada pelo auditor fiscal do Trabalho e fotógrafo Sérgio Carvalho. Sérgio participa de fiscalizações que buscam debelar o trabalho em condições análogas à escravidão há cerca de 28 anos, e em paralelo retrata a precariedade e a desesperança nos olhos de trabalhadores nessas condições, utilizando a fotografia como instrumento de denúncia e transformação social. O ensaio que batiza a exposição é composto por registros feitos por ele entre 2019 e 2022, e revela a realidade degradante em oficinas de costura em São Paulo, que atraem principalmente imigrantes de países vizinhos prometendo chances de trabalho e abastecem grandes marcas de luxo do país e o comércio informal de peças falsificadas.

O mesmo SINAIT complementa a exposição sobre esse tema tão necessário, realizando, dentro da programação da CdC 55, o workshop “Promovendo Ambientes de Trabalho Dignos na Indústria da Moda: da Oficina de Suor ao Trabalho Decente e Sustentável” na tarde do dia 10 de dezembro. O objetivo da iniciativa é promover a discussão de aspectos relacionados com a promoção de trabalho digno na indústria da moda, para ampliar e estimular a absorção desse conceito. Também será descrito o funcionamento do chamado sistema do suor – a lógica de funcionamento das oficinas de costura clandestinas – como antítese do trabalho digno que deve ser progressivamente substituído por sistemas e ambientes de trabalho sustentáveis e, por fim, disseminar a noção dos direitos fundamentais do trabalhador na indústria da moda. O workshop será gratuito, mediante inscrições prévias à vagas sujeitas à disponibilidade, conforme descrito abaixo no tópico sobre a programação da CdC 55.

CASA DE CRIADORES 55 - PROGRAMAÇÃO

Exposições e Workshop

De 05/12 a 10/12 - Das 10h às 22h, Galeria Prestes Maia

Cynthia Mariah

Oficina do Suor, por Sérgio Carvalho

Priscilla Silva

Santista: 95 anos - Tecendo o futuro do têxtil no Brasil

Dia 10/12 - Das 14h às 18h, Galeria Prestes Maia

Workshop “Promovendo Ambientes de Trabalho Dignos na Indústria da Moda: da Oficina de Suor ao Trabalho Decente e Sustentável”

Realização: Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho - SINAIT

Acesso gratuito, mediante inscrições prévias sujeitas à disponibilidade, feitas através do preenchimento de formulário divulgado nas mídias sociais da Casa de Criadores (@casadecriadores), a partir do dia 25/11.

Desfiles - 05/12, quinta-feira

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

Sioduhi Studio

RIDDIM

Leandro Quaresma

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

Studio Ellias Kaleb

MOCKUP

GUMA JOANA + SUKEBAN

Desfiles - 06/12, sexta-feira

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

COZONOSAN (fashion film)

Moda Inclusiva

Patrícia Kamajurá

BERIMBAU BRASIL

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

Mateos Quadros

Ken-gá

Anderson George

Le Benites

Desfiles - 07/12, sábado

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

NALIMO

AFROPERIFA

JALACONDA

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores

N/E*Recycled

KOIA

20h30, Viaduto do Chá

Rober Dognani

Desfiles - 08/12, domingo

Abertura da Sala: 16h - Início: 16h30, Viaduto do Chá

Visén

ACZAN

LOURRANI BAAS

Felipe Caprestano

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

Vou Assim

Marlo Studio

Mônica Anjos

Desfiles - 09/12, segunda-feira

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

‘a neoutopia’

V I N N I C I U S A F O N S O

UMS 458 - LL

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

Talentos Senac Moda

Elian Gallardo por Mr SanSan

Coletiva TRASHrealoficial

Desfiles - 10/12, terça-feira

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

VIVAO PROJECT

Sillas Filgueira Brand

VOLAT

Leandro Castro

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

Plataforma Açu (fashion film)

ALE BRITO x Studio115

Hugo Ito

NotEqual

Como na última edição, e por sua posição como evento que coloca a moda autoral como um dos motores culturais de São Paulo, a Casa de Criadores irá disponibilizar ingressos para o público geral assistir às sessões de desfiles, junto das projeções de fashion films que irão os anteceder. Serão disponibilizados 300 convites para cada sessão de cada dia do evento, a serem retirados online através da plataforma de ingressos digitais Sympla mediante disponibilidade.

Os links para retirada das entradas via Sympla para as sessões de cada dia serão divulgados no dia anterior em posts nos stories do perfil no Instagram do Novo Anhangabaú (@novoanhangabaú), apoiador institucional da CdC e entidade gestora do Vale do Anhangabaú. Para as exposições, no hall da Galeria Prestes Maia, a entrada é franca dentro do horário de funcionamento do espaço.

da redação com informações da Agência Lema

Prêmio Bocaiuva de Moda Inclusiva

worldfashion • 04/10/24, 15:01

O prêmio teve como objetivo incentivar a criação de soluções que tornem o vestuário mais inclusivo, financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC) de Mato Grosso do Sul. O evento contou com a participação de estilistas e costureiros de diversas regiões do país, que apresentaram suas propostas em um desfile para o público.
Além da premiação, a programação incluiu o talk-show “Moda em Rodas”, com a participação de Heloisa Rocha, Lis Loureiro, Patrick Pisoni Sarah Santos, as Oficinas de Costura com Daniela Auler  técnicas de upcycling e Jun Nakao  modelagem no SENAC HUB ACADEMY, que levaram conhecimento aos alunos inscritos, que uma roupa pode ter o design inovador e ter detalhes na composição e na modelagem que fazem grande diferença, pensando na acessibilidade para o público PCD, aos portadores de mobilidade restrita e/ou deficiência, e uma homenagem à artista Alzira Espíndola, com apresentações musicais de Bianca Bacha, Karla Coronel e Lauren Cury.
Luane Sales, idealizadora do evento, destacou o papel fundamental da representatividade no projeto. “Trouxemos novas perspectivas para o mercado e promovemos mudanças culturais profundas. As pessoas com deficiência têm direito a serem protagonistas na moda, e nosso projeto busca criar esse espaço”

Eduardo Alves, um dos idealizadores do projeto, explicou o impacto que o evento busca gerar. “Nosso objetivo é dar visibilidade a um segmento que muitas vezes não é considerado na moda. A moda inclusiva precisa de mais atenção para atender às necessidades de todos os corpos.”
Eduardo complementou dizendo que a inclusão na moda vai além do vestuário. “Não se trata apenas de adaptar roupas. Estamos falando sobre transformar a maneira como enxergamos a moda e como ela pode ser uma ferramenta de expressão e empoderamento para todos. Queremos que este evento marque o início de uma nova fase para o mercado brasileiro.”

Para Heloisa Rocha, fundadora do “Moda em Rodas” e ativista na causa das pessoas com deficiência, um evento como a I Semana de Moda Inclusiva é pioneiro. “Toda a programação da Semana de Moda Inclusiva, para mim, é o início da construção e, também, da conscientização de uma indústria mais humana e inclusiva”.

Os vencedores do 1º Prêmio Bocaiuva de Moda Inclusiva foram anunciados no encerramento da Semana de Moda Inclusiva, em Campo Grande.
O primeiro lugar foi concedido às estilistas Daniele Tavares e Simone Marinho, com o look “Eu também uso jeans”, que apresentou uma adaptação acessível da peça clássica.
O segundo lugar ficou com Gilvaneide Silva, do Instituto do Meio Ambiente de Pernambuco, com o look “Forró”.
Já o terceiro lugar foi para Carolina Mesquita, que criou o vestido de noiva “Nossa Senhora de Aparecida”, pensado para noivas com deficiência. O vestido e véu de noiva “Nossa Senhora abençoa e cura” que representam a padroeira do Brasil Nossa Senhora de Aparecida e seu manto para deficientes com próteses com modelagens ampla, evasê e godê muito largas para amplitude e facilitar movimentos dando conforto ergonômico, pences para melhorar caimento, mangas bufantes largas e ajustáveis por faixas para facilitar movimentos, vestido com transpasse e fechamento com 1 faixa na cintura para facilitar vestir/despir, peças com tecido jeans amaciado para mais leveza e mobilidade para movimentos e para confortos tátil, termofisiológico e ergonômico, barra com beneficiamento/tingimento sustentável, estampas com efeito “renda renascença” e estampa da figura de Nossa Senhora de Aparecida nas costas as duas com o avesso do jeans, e aplicação de flores manuais com jeans nas mangas e no véu/capuz com função estética e de agradabilidade e costura reforçada e com viés estampado de flores para dar mais estrutura e conforto tátil, ergonômico e estético.
Carolina Mesquita declarou: “Participar da primeira semana de moda inclusiva do Brasil, como designer de moda ganhadora do terceiro lugar e representando a indústria da moda brasileira e apoiando o evento, através da diretoria do sindicato SINVEST/ES (Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado do Espírito Santo) da qual faço parte e levando também dois parceiros para apoiar o evento Brand Têxtil e Cedro Têxtil é um motivo de orgulho e felicidade para mim, pois trabalho com moda inclusiva desde 2010 e quero despertar a indústria da moda brasileira a olhar com mais empatia e atenção para o público de deficientes para que nossa moda crie soluções de design universal escalonável para esse público”.
Serviço:
Primeira Semana de Moda Inclusiva do Brasil
Realização: @bocaiuvamodainclusiva
Foto: @mauriciocostafotografia
Stylist, coordenação de desfile e backstage: @gugliatto
Beleza:@morenamulhernortesul
Direção Geral: @eduardo.inacio.alves @luanesaless
Coordenação: @eduardo.inacio.alves @kavvelasco
Produção Executiva: @fer_texeira
Realização: @bocaiuvamodainclusiva
Produção e cerimonial: @premiumcerimonial
@antonioosmanioeventos
Assessora de imprensa: @soupassarinha
Apoio:
@fundacaodeculturams @governoms @senachubacademy @molde.me @brasilecofashionweek @sescculturams @brand_textil @cedrotextil @fash_rev_brasil @sinvest_es @jacquelinevargasacessorios @passaletti @escolaalinhavo @opticaneovisao @bazariratapetescg @badulaqueonline @paxvidaevida @cleidereginah @pitadacomestilo @imperialmaquinasdecostura @inelclassic @republicadasarteirascg @sindromededownbr @amdefms @apaecg @chillibeanscgr @alomcampos @bifaodacophasul @casablancaadegaebistro @nortesulplaza

DESFILE - FORMANDOS UNIP - Universidade Paulista

worldfashion • 19/12/23, 16:10

O desfile, realizado no teatro do campus Paulista da universidade, foi além da exibição dos trabalhos – o que, por si só, já seria muito interessante. Os 72 alunos ali representados mostraram suas criações sobre a passarela longa, tendo como diferencial a boca de cena inspirada no Grand Hotel, exatamente o cenário idealizado para o filme “Em algum lugar do passado” (1981), que se tornou a fonte de inspiração para as criações dos formandos.

A história, no filme, vai e volta no tempo, com o personagem Richard Collier (jovem escritor representado por Christopher Reeve) “regressando” dos anos 1980 para 1912, onde encontrará a atriz Elise McKenna (interpretada por Seymour).

Os jovens estilistas mergulham no enredo fantasioso de onde saem referências para as criações. A condução dos trabalhos ficou a cargo de Haroldo de Souza, professor responsável pela disciplina de Planejamento do Produto de Moda. Afinal, de um figurino ideal, criado para o cinema, partiriam as diretrizes de uma coleção comercial. Sobre isto, o professor comenta: “O processo de desenvolvimento de uma coleção comercial é uma jornada detalhada que envolve várias etapas, desde a concepção inicial até a produção da peça piloto e sua aprovação”.

Na seleção da silhueta, nos trabalhos apresentados pelos alunos, buscou-se, mais do que replicar, reinterpretar os trajes do filme. “Foi um processo de adaptação para atender às sensibilidades modernas”, observa.

A cartela de cores pastéis foi uma escolha deliberada para transmitir a suavidade e a nostalgia, enquanto a variedade de tecidos permitiu a criação de peças que não apenas homenageiam o passado, mas também se destacam como expressões inovadoras da moda contemporânea.

A UNIP - Universidade Paulista, mais uma vez inovou ao introduzir a apresentação do Ballet Cisne Negro, em performance com músicas e figurino de época (foto: Juliana Rimenkis).

Da ambientação, participaram os professores José Minerim Neto responsável pela cenografia e iluminação, Maurício Carmona (direção teatral e de cena) e Kassem Mahamad Ghandour (styling).

As fotos do desfile têm os cliques de: Adriano Aparecido de Lima, Fábio Simões de Carvalho e Guto Alves de Oliveira.

da redação por Eleni Kronka

Desfile - Santista Jeanswear

worldfashion • 13/12/23, 10:14

A Santista Jeanswear mais uma vez reforça seu papel como protagonista na história do denim nacional e realizou um desfile “Tradição e Revolução – os 50 anos do jeans no Brasil por Santista + LYCRA®” celebrando os 50 anos do artigo no Brasil e os 150 anos de história do jeans, na 53ª dição da Casa de Criadores (CDC),  no último sábado dia 9 de dezembro, no Centro Cultural São Paulo.

Dezoito estilistas, que fazem parte do line-up do evento, foram convidados para reinterpretar uma década da história do denim nacional. Eles tiveram a oportunidade de eleger qual período gostariam de representar, através de criações realizadas a sua maneira, trazendo um olhar renovado para o tecido icônico e universal.

O resgate da história do jeans, foi realizada pela Santista, com um extenso levantamento e pesquisa histórica sobre o comportamento do denim durante as gerações, e o resultado se manifestou não apenas nos looks, como também nos tecidos utilizados para criação das peças.

“A nossa aproximação com a Casa de Criadores tem como objetivo

mostrar possíveis caminhos para o segmento do jeans e incentivar

o empreendedorismo de moda, renovando o denim e conectando

gerações pelas próximas décadas. A Santista teceu essa história

desde a introdução do denim no Brasil há 50 anos, legitimando

e compartilhando conhecimento”,

explica Sueli Pereira, Gerente de Comunicação e Moda da Santista Jeanswear.

Também patrocinadora da edição e buscando trazer ainda mais criações diversificadas para o desfile, a LYCRA® se juntou a SANTISTA para a apresentação. Através de tecidos e recortes únicos, a marca se preocupou em trazer peças que traduzam o DNA do Jeans ao longo das décadas.

Deste modo, todas as produções foram desenvolvidas com artigos Santista de visual único e que reforçam a gama dos Azuis Santista, com novas versões na cor Light Blue e lançamentos em todas as famílias de produto: Eco Blue No Wash, Eco Black No Wash, Frank Light Blue, Gummy Plus, Havena, Ivy, Lady Triblend, Jacob Triblend, New John Light Blue, Noble Galaxy, Norah Light Blue, North Plus, Star Galaxy, Up Black, West Plus.

Vale ressaltar que graças ao posicionamento sustentável da marca, todos os artigos são produzidos através de processos que reduzem os impactos ambientais e trazem uma maior versatilidade em lavanderia.

A Década de 70, foi interpretado pelas criações de:

Jorge Feitosa - utilizou os artigos First Denim 80s / Frank / Frank Light Blue

LIGA LAAB (LOURRANI BAAS) - utilizou os artigos First Denim 80s / Frank / Frank Light Blue

A Década de 80, interpretado pelas criações de:

Ken-ga – utilizou os artigos: Up / Slime Light Blue

NotEqual - utilizou os artigos Blackout Stretch / Upblack;

SHITSUREI - utilizou o artigo: First Denim 80s;

NALIMO - utilizou os artigos: Kim / Taylor Triblend PT

A Década de 90 interpretado pelas criações de:

VOLAT – utilizou o artigo Slime Light Blue;

SHERIDA – utilizou os artigos: Blackout stretch / Queen triblend

Felipe Fanaia - utilizou o artigo: First Denim 80s;

Os Anos 2000 interpretado pelas criações de:

Estúdio Traça – utilizou o artigo: First Denim 80s;

Carlos Castro – utilizou o artigo: North

Pedro Lacerda – utilizou o artigo Jacob Triblend / Ray / Slime light blue;

A Década de 2010 interpretado pelas criações de:

UMS 458-LL – utilizou o artigo: First Denim 80s;

Leandro Castro – utilizou o artigo: Resíduos

Projeto Mottainai – utilizou os artigos Taylor Lazuli Triblend / Queen Triblend;

A Década de 2020 interpretado pelas criações de:

Studio Ellias Kalleb – utilizou os artigos: Blackout Stretch / Slime Light Blue

Sillas Filgueira – utilizou os artigos: Ray / White Denim Up

Dario Mittmann – utilizou os artigos: Legend Tri Blend / FRANK / SCAPE

A Santista Jeanswear é marca de origem brasileira criada em 1929, é uma das principais produtoras do autêntico denim no país e tecidos para roupas profissionais. Com um posicionamento que se estende do mercado nacional ao internacional, apoiando seus clientes com equipes especializadas de consultoria de produto, moda e lavanderia. Reconhecida por 23 anos como a marca TOP OF MIND de uniformes no Brasil. A Santista Jeanswear traz em seu DNA inovação, sustentabilidade e tradição em coleções atualizadas com as tendências globais e produtos tradicionais e tecnológicos para uniformização.

da redação com informações da Helena Augusta  imagens @AGFOTOSITE e a beleza é assinada por Max Weber.

Desfile - Ponto Firme

worldfashion • 12/12/23, 09:55

O Ponto Firme reafirma sua potência com a moda sustentável e social, promovendo a inclusão, tanto na confecção de peças, oferecendo oportunidades a egressos do sistema prisional e de pessoas em situação de vulnerabilidade social, quanto no desfile, com uma diversidade representada nas passarelas por modelos plus, asiáticas e trans. A drag queen Halessia foi um dos destaques que brilhou com sua personalidade e estilo únicos. O styling é assinado por Dudu Bertholini, em total sintonia com a essência do Ponto Firme, trazendo seu olhar apurado da moda plural, ética e inclusiva.

O crochê é a principal técnica usada por Gustavo e seus alunos, e é o ponto de partida para conectar resíduos plásticos e têxteis, criando peças que dão um efeito de brilho conforme ganham movimento pelo corpo, com muita fluidez, cores e transparências. Foram usados paetês cortados a laser, que já haviam sido utilizados na coleção anterior, e para esta edição, foram desenvolvidos paetês sustentáveis feitos com resíduos plásticos, moldados e pintados 100% à mão. Esses detalhes foram costurados um a um, com os fios Cordonê - sutilmente cintilantes - da Círculo, em tecidos e em tramas de crochê que transformaram esses elementos em roupas exclusivas.

Gustavo e Kevin são dois designers de moda nascidos em países com realidades bastante distintas, mas que investigam a sustentabilidade social e ambiental nos processos de moda.

“Foi incrível poder trazer a collab do Ponto Firme com o Kevin Germanier para o Brasil,

principalmente com esse trabalho, que tem tanto a ver com a nossa cultura tão diversa

e rica. Seguimos firmes no nosso propósito de usar o crochê para a transformação social,

unindo toda a questão ambiental, descobrindo novas formas de reaproveitar materiais

descartados e os ressignificando na moda. Esse desfile, assim como todos os outros nove

que já participamos pelo São Paulo Fashion Week, representa o sonho e a esperança de

muitas pessoas evolvidas nos processos de construção de cada peça e é um orgulho muito

grande poder fazer parte e acompanhar cada passo dessas pessoas com tanto potencial artístico e manual”, avalia Silvestre.

A trilha sonora foi mais um importante coadjuvante do desfile, resgatando a vibe das festas eletrônicas dos anos 2000, com muito drum’n bass, um estilo que veio da periferia e que também representa muito do que é o Ponto Firme. Quase impossível ficar parado ao som das batidas animadas e cheias de nostalgia, sob o comando e criação do artista musical, Ad Ferreira. Os jovens do Artesanato Chave, coletivo de moda que reúne artesãos da periferia de São Paulo e que fazem bonés e chapéus de crochê, contribuíram com alguns acessórios da coleção.

“A gente vê uma sinergia muito grande entre o Projeto Ponto Firme

e o que eles fazem, já que são jovens da periferia e muitas vezes

inviabilizados ou estigmatizados. Então acreditamos que é super

importante darmos esse apoio para que eles sejam vistos como

os artistas que são”, comenta Silvestre.

Ficha técnica

Direção criativa

Gustavo Silvestre

Artesãos

Anderson Figueiredo

Danny Aranha

Diego Henrique

Lolla Francis

Marilene Cardoso

Reneé Abgail

Tiago Araújo

Costura

Neuza da Silva

Corte a laser

Sol Santin

Styling

Dudu Bertholini

Beleza

André Veloso e equipe

Capa Management

Produção executiva

Danilo Sorrino

Direção de casting e desfile

Bill Macintyre

Assistência geral

Ítalo Tavares

Assistência de styling

Luokon

Renatta Serra

Bia Maciel

Victoria Merlin

Assistência de casting

Iris Zabaleta

Alex Oitaven

Trilha sonora

Ad Ferreira

Audiovisual

Danilo Sorrino

Fotografia

Felipe Ruffino

Modelos

Maressa

Bruna Japona

Raven

Mariana Gonn

Gabrielle Braga

Abigail

Iohany

Valéria

Letícia K.

Gzebel

Luokon

Deusa M.

Fabrício

Elen Pinaki

Mariana H.

Allexia

Halessia

Nego Mark

Israel

Iara

Apoio

Rider

Círculo

Brazil Foundation

São Paulo Fashion Week

Assessoria de Imprensa

Patrícia Wippel - Oficina das Palavras

Agradecimentos

Alexandre Reis

Andressa Guerin

Carine Pimentel

Fernanda Casara

Fernanda Wieser

Patrícia Wippel

Junior Oliveira

da redação com informações da Oficina das Palavras    fotos/divulgação Marcelo Soubhia agfotosite

EVENTO - 7ª Edição do Brasil Eco Fashion Week - BEFW

worldfashion • 07/12/23, 15:33

Com o tema “Ecoinovação e Desenvolvimento Sustentável”, o BEFW aborda questões ambientais e sociais em toda a cadeia de produção, incluindo as relacionadas com tecnologias limpas como energia renovável, reciclagem, eficiência energética e novos materiais. Aplicada na ótica das organizações, a ecoinovação, além de aumentar o desempenho e a competitividade de uma empresa, traz benefícios sociais, ajudando a garantir salários mais justos e condições de trabalho seguras e saudáveis, sobretudo neste setor em que 60% da mão de obra é de mulheres, de acordo com os dados da Indústria Têxtil e de Confecção Brasileira (ABIT).

“É inegável que a moda é uma indústria importante na economia,

especialmente quando se trata de empregar mulheres, mas ao mesmo

empo, as práticas tradicionais da indústria têm um impacto devastador

no meio ambiente”, destaca Rafael Morais, diretor executivo da BEFW.

A moda sustentável oferece um caminho para reconciliar a importância econômica da indústria da moda com a necessidade urgente de proteger nosso planeta.

“O evento é um espaço para informar e influenciar

as decisões na cadeia produtiva da indústria da moda

para torná-la mais justa e responsável”. completa Rafael Morais

Desde a primeira edição, a diversidade da moda brasileira é evidenciada na BEFW. Serão 24 designers na passarela, representando todas as regiões do país. O desfile deve lançar as marcas Altair Santo (SE), Elis Cardim (BA), Moda do João (MA), Projeto Algodão Paraíba (PB) e Ventana (SC), além das que já participam desde a primeira edição como Demodê (MA), Sioduhi (AM) e We’e’ena Tikuna (AM). A Nordestesse, um grupo de marcas já estabelecidas na região Nordeste, também participa do BEFW pela primeira vez.

AGENDA DE DESFILES

Local: Rua Frei Caneca, 569, 4º Andar, Bela Vista - São Paulo, SP

DIA - 08/12 - Sexta-feira

15h

Elis Cardim

René Orozco

Kunpi Arqueomoda Andina

Elis Cardim, designer brasileira, baiana, radicada em Salvador, fundadora e diretora criativa da marca que leva o seu nome. A sensibilidade no olhar, o amor pela arte e a admiração pelo feito à mão abrem caminhos que trilha, desde 2018, mixando o artesanato com o design em um enredo que envolve a valorização do produto 100% brasileiro, luxuoso e exclusivo. As artesãs traduzem em tramas uma moda com alma, eterna e que vai além do vestir roupas. A sua maior realização é ser a propulsora da conexão entre artesã, design, parceiros e clientes, formando uma rede de apoio mútuo que fortalece a responsabilidade social e ambiental da marca.

A marca se prepara para lançar uma novidade que seguirá a vertente sustentável: trata-se de um fio feito com um blend de seda, que mistura a seda pura – ainda dos casulos impróprios – com a viscose que seria descartada por outras fábricas. Esse novo fio tem ótimo acabamento e durabilidade, também é confortável para se trabalhar e permitirá que as peças tenham preço menor.

René Orozco Trabalha atualmente com uma coleção única anual baseada na sustentabilidade, onde as nossas peças cobrem todas as necessidades climáticas e de temperatura do nosso país.

Esta coleção pretende recriar uma pequena amostra das diferentes técnicas que podem ser utilizadas no tingimento índigo, entre os exemplos, o fio de lã previamente tingido para ser tecido em tear de pedal, ou o tingimento direto a quente gerando diferentes padrões geométricos ou orgânicos através batik ou tie-dye, técnicas utilizadas por muitas culturas ao redor do mundo (África, Ásia e América).

Kunpi Arqueomoda Andina A marca surgiu pela necessidade de trazer de volta aquele glamour e estilo de vida das nobrezas milenares que são pouco conhecidas, através da ARQUEOMODA, sendo e . Esta palavra foi criada pelo Adrián ILave Inca, para sustentar e trazer de volta todo conhecimento antigo e aplicá-lo nas novas propostas e criações, e que são necessárias para ressaltar a importância do papel que teve o estilo de vida originário na América do Sul.

Esta primeira coleção da arqueomoda andina, traz como reflexão a forma de vida sustentável que eles e elas praticavam, onde tudo o que era tomado da natureza era com prudência, respeito e reciprocidade; onde tudo relacionado a vida (plantas, animais, geografia e universo) tinham um ánimo proprio, dignos de respeito e cuidado. Com a chegada do mundo ocidental, os princípios mudaram para uma visão mais antropocêntrica, com a coisificação da natureza, e hoje vivemos as consequências desses novos principios.

DIA - 08/12 - Sexta-feira

18h

We’e’ena Tikuna Arte Indígena

Demodê

Min

We’e’ena Tikuna Arte Indígena A marca nasceu do Preconceito do NÃO conhecimento amplo da verdadeira história do povo indígena brasileiro. É a primeira grife de moda indígena contemporânea projetada por uma indígena nativa.

A marca trabalha exclusivamente com tecido de algodão e algumas misturas de fibras de turiri, a pintura dos grafismos são manuais, as peça são feitas uma por uma por We’e'ena Tikuna, as pinturas nos tecidos são de tingimentos naturais (jenipapo, urucum). A estamparia com os grafismos nativos sobre o algodão orgânico e a criação das modelagem das peças. Esta participação culmina em momento histórico para população indígena brasileira.

Demodê A marca nasceu desde quando uma mulher decidiu costurar calcinhas pra cuidar da sua saúde íntima, da suas filhas ou de qualquer outra mulher: da necessidade de cuidado mútuo. Faz roupas íntimas biodegradáveis em 100% algodão orgânico, trazendo as rendas manuais do Maranhão em destaque. Feita por mulheres, as modelagens priorizam conforto e beleza, com criações inspiradas em padrões vintage e minimalistas. Valorizando os saberes manuais, cada coleção traz um novo saber, como o crochê em sua coleção “O Futuro é Ancestral” de 2023 e a novidade para 2024 que trás em pauta o cuidado com as águas, uma coleção com tingimento natural índigo, em série limitada.

Min A marca foi fundada em 2017 por Paulo Luz, 43 anos, carioca, formado em design gráfico. Nasceu de um sonho de expandir valores mais minimalistas e um mundo mais sustentável. Reflete sobre materiais, excessos, durabilidade, uso, processos de construção da roupa. Além do design minimalista, foca nas fibras naturais biodegradáveis e certificações ambientais, garantindo proveniência, qualidade e baixo impacto sócio-ambiental.

Os tecidos são 100% naturais e tem diversos certificados ambientais como OEKOTEX, GOTS, BCI, FSC, ORGÂNICO.  Bordados manuais com a cooperativa Copa Roca, comunidade Rocinha e Batik manual feito por artesão. Na parte interna das roupas um QR code que leva ao site e informa quem produziu a peça.

DIA - 08/12 - Sexta-feira

20h30

Transmuta + Ruth Kuriyama

Maju Convida

Transmuta A marca foi a primeira marca de upcycling do Brasil a construir um sistema de comunicação inspirada no princípio do blockchain, registrando todas as informações relativas a produção de suas peças, do garimpo a lavagem, e disponibilizá-las num “dossiê digital”, acessível através de um QR code aplicado na roupa.

Através do poder criativo do upcycling e do design autoral, a Transmuta se afirma como uma ferramenta de regeneração do mercado da moda. Quase 100% dos tecidos usados como matéria prima na produção de nossas peças são roupas em desuso.

A marca prima por inovação e pesquisa, buscando soluções para o aproveitamento máximo das matérias-primas têxteis e suas manufaturas originais. A TRANSMUTA se alia a outras marcas e empresas desenvolvendo soluções personalizadas em projetos que cooperam com a mudança de visão do mercado, baseada na concorrência e competitividade.

Ruth Kuriyama A marca surge em 2021 com a criação de uma linha de quimonos desenvolvidos a partir de matérias primas oriundas de restos de confecção ou de roupas sem uso. Tem como pilares bem estabelecidos o upcycling de matérias-primas, Inspiração na ancestralidade nipônica, e arte têxtil.

Além do upcycling, a arte têxtil vem sendo incorporada nas produções, como um caminho criativo para o aproveitamento dos eventuais resíduos têxteis da produção dos quimonos.

Maju Convida personalidades conhecidas de diversas áreas e mídias para o desfile especial, juntos em prol de amplificar espaços de inclusão, integração e equidade de pessoas com deficiência, no mercado e na sociedade.

Beleza Limpa Em todas as edições, o Brasil Eco Fashion Week prioriza se relacionar com marcas e produtos orgânicos, naturais e sustentáveis. Com coordenação de beleza de Diego Américo, pioneiro pelas maquiagens e cabelos realizados com produtos limpos, os desfiles tem a beleza orgânica com ponto de conexão com o conceito das marcas e o propósito do evento. “A beleza sustentável já é uma realidade e deve andar de mãos dadas com a moda, redefinindo-a com a consciência dos seus impactos.” Diego Américo

Sobre BEFW

O evento anual é pioneiro na promoção da moda sustentável produzida no país. Com o objetivo de catalisar mudanças positivas na indústria, o evento é um ponto de encontro para profissionais, pesquisadores, empreendedores e entusiastas que compartilham um interesse comum na transformação do setor da moda em direção à sustentabilidade. Desde 2017, tem se dedicado a oferecer um espaço para a apresentação de soluções criativas e inovadoras no campo da moda, fomentando negócios e a conexão entre marcas e fornecedores comprometidos com a sustentabilidade.

Patrocínios e apoio

A 7ª edição do BEFW tem patrocínio master da Lojas Renner, além do patrocínio do Mercado Livre e do copatrocínio da Vert e apoio do Sebrae Nacional, Senac, Palma, British Council e Vasart.

7ª edição Brasil Eco Fashion Week - 7 a 9 de dezembro de 2023

Centro de Convenções Frei Caneca (4º andar)

R. Frei Caneca, 569 - Bela Vista, São Paulo – SP

Inscrições no site https://bit.ly/46QuB8u

da redação com informações da Agencia Catu