JBS COUROS - INOVAÇÃO RESÍDUO INDUSTRIAL

worldfashion • 07/11/25, 10:16

A JBS Couros, líder global no segmento, anualmente com milhões de peles sendo processadas nas 21 unidades industriais da empresa, distribuídas nos quatro continentes. Posiciona a Companhia como uma das maiores produtoras do material no mundo.

A empresa redefiniu o conceito de resíduo industrial ao transformar o farelo de rebaixe, resultante do processo de rebaixamento do couro, a partir do qual chega-se à espessura ideal da peça, em fonte de receita, e passou a exportar mensalmente 550 toneladas do material de três das suas quatro fábricas (Itumbiara, Uberlândia e Lins) para a Itália, onde o farelo é utilizado como matéria-prima na produção de fertilizantes, transformando resíduo em receita.

Com isso, os artigos da empresa já registraram uma redução média de 15% nas emissões de carbono, chegando em até 25% em alguns casos. “Esse projeto mostra que cada elo da cadeia pode gerar valor. Transformamos desafios em oportunidades. Com inovação e foco, comprovamos que é possível ser sustentável, rentável e eficiente ao mesmo tempo.”, afirma Guilherme Motta, presidente da JBS Couros.

Essa inovação é parte de uma estratégia mais ampla de aproveitamento total da matéria-prima pela JBS Couros. Lançado em 2019,o “Kind Leather” é outro pilar dessa visão. A tecnologia otimiza o uso da pele desde o início, removendo as partes de menor aproveitamento antes do curtimento, transformando o que antes seria resíduo em coproduto para outras indústrias. A abordagem aumenta o rendimento do couro e reduz de forma significativa o consumo de água, de energia e de resíduos sólidos.

Com um sistema de produção que contempla um manuseio minucioso em cada etapa, os clientes têm acesso a um produto de alto valor agregado. “Nosso papel é completar o ciclo da cadeia de valor da pecuária, transformando um subproduto em um material de alta qualidade”, pontua Motta. “Atendemos setores com padrões rigorosos, que demandam não apenas excelência no produto final, mas também uma garantia de origem e de processo produtivo responsável”, complementa.

Toque italiano na vanguarda

Na Itália, a Companhia mantém a Conceria Priante, referência mundial em design, maquinário e tecnologias mais modernas para produção do couro. Além de produzir artigos de alto padrão, a unidade funciona como um laboratório de tendências, onde são desenvolvidos acabamentos, cores e texturas que chegam a marcas internacionais de renome. “A proximidade com os maiores polos de design do mundo nos permite antecipar demandas e criar soluções que influenciam todo o setor”, comenta o executivo.

Ao integrar tecnologia, sustentabilidade e controle de ponta a ponta, a JBS Couros requalifica a percepção sobre o processamento das peles: de um simples subproduto a um ativo belo, durável e confortável, sempre inovando ao trazer soluções em economia circular e aumento da eficiência da cadeia produtiva.

Sobre: A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável.

da redação com informações da FSB Assessoria

2ª reunião do Grupo de Inteligência de 2025

worldfashion • 12/05/25, 13:59

Coordenado por Marcos Lélis, doutor em Economia e consultor setorial, o grupo  de Inteligência de Mercado da Assintecal, se reúne a cada dois meses para trazer números atualizados e projeções com base no panorama dos mercados nacional e internacional.

Na última reunião, Lélis considerou que  a guerra tarifária travada entre Estados Unidos e China tem reflexos distintos no mercado financeiro internacional, sendo o primeiro efeito a recessão da economia norte-americana, com juros em elevação, e a busca de mercados alternativos por parte dos exportadores chineses. O economista ressalta que o impacto, na cadeia calçadista brasileira, acontece, principalmente, pela China, que vem desovando sua produção em mercados importantes para o Brasil, impactando também as exportações nacionais. “Já o reflexo direto no mercado brasileiro é a não perspectiva de baixa dos nossos juros nos próximos meses, já que ambos - o norte-americano e o brasileiro - estão vinculados para não gerar desvalorização do Real”, explica, ressaltando que, no dia 7, a o Banco Central já havia ajustado a Selic para 14,75% ao ano, maior taxa desde 2006.

No Brasil, a recente valorização da moeda nacional sobre o dólar tem impacto na inflação, já que reflete nos preços da gasolina e dos alimentos. Segundo Lélis, mesmo com inflação acima da meta (3%), atualmente em 5,5%, não existe perspectiva de aumento ao longo do ano. A atividade econômica brasileira, que cresceu 3,8% no acumulado de 2025, é outro indicativo positivo. “O boletim Focus não vem alterando as projeções, sendo que seguimos com a de um crescimento de 2% no PIB em 2025 e de 1,2% em 2026”, conta.

Por outro lado, um impeditivo para o aumento do consumo no mercado doméstico segue sendo o alto endividamento das famílias, hoje em 77%, conforme pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Em 2015, esse índice era de 20%. Então, o endividamento segue sendo um impeditivo para o maior consumo no Brasil”, ressalta.

Análise setorial

Conforme Lélis, a produção da indústria calçadista nacional cresceu 0,8% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Embora positiva, a performance está bem abaixo do crescimento da média nacional, de cerca 3% no mesmo intervalo. “Acende a luz amarela no setor”, destaca. Para o ano, a projeção segue positiva, mas pode ser afetada pelas instabilidades internacionais nas exportações de calçados, que tiveram um incremento de 14%, em pares, no primeiro trimestre.

O encontro é aberto para associados da Assintecal. Mais informações pelo e-mail relacionamento@assintecal.org.br.

ARTIGO - O Brasil precisa de uma estratégia anti-inflacionária multidimensional

worldfashion • 24/04/25, 13:39

Por Fernando Valente Pimentel*

O cenário inflacionário atual é particularmente preocupante pelo impacto desproporcional nos preços dos alimentos. A alta nos custos da cesta básica representa um fardo adicional para as famílias mais vulneráveis, agravando desigualdades sociais já pronunciadas no País. O problema tem estimulado diversas propostas de ações, algumas das quais merecem análise cuidadosa quanto à sua eficácia e consequências de médio e longo prazo.

Dentre as sugestões que circulam nos debates econômicos, destacam-se a elevação do centro da meta, adoção do núcleo da inflação como principal referência para a política monetária, redução de impostos de importação sobre alimentos e a eliminação do ICMS sobre produtos da cesta básica. Cada uma dessas medidas apresenta potenciais benefícios, mas também limitações significativas quando analisadas isoladamente. Há, ainda, a necessidade de uma coordenação maior entre as políticas monetária e fiscal, cujo equilíbrio adequado permite o controle inflacionário sem comprometer demasiadamente o crescimento econômico.

Um aspecto negligenciado com frequência nos debates sobre a questão é o alto grau de indexação presente na economia nacional. Este mecanismo, que ajusta automaticamente contratos de aluguel, salários, tarifas públicas e rendimentos financeiros com base na inflação passada, cria um ciclo de retroalimentação. A indexação generalizada configura-se como uma “memória inflacionária” institucionalizada, que dificulta qualquer processo de desinflação.

A redução sistemática dos mecanismos de indexação representa um dos maiores desafios, mas também uma das mais promissoras frentes de combate à inflação crônica no Brasil. A desindexação deve ocorrer de modo gradual e consistente, para minimizar custos de transição, mas com determinação suficiente para quebrar a inércia inflacionária. O processo envolve a revisão de legislações que institucionalizam a indexação, o desenvolvimento de novos parâmetros para reajustes contratuais e a construção de um ambiente macroeconômico estável, capaz de reduzir a demanda por proteções contra a inflação.

Não existe uma “bala de prata” capaz de resolver isoladamente o problema. A complexidade do fenômeno exige uma abordagem multidimensional e coordenada, fundamentada em alguns pilares essenciais. O equilíbrio das contas públicas constitui a base para qualquer estratégia anti-inflacionária sustentável. A disciplina fiscal não apenas reduz pressões de demanda sobre preços, mas também fortalece a credibilidade da política econômica como um todo, influenciando positivamente as expectativas dos agentes econômicos. Um arcabouço fiscal crível, com regras claras e respeitadas, reduz os prêmios de risco exigidos pelos investidores e permite que a política monetária opere de modo mais eficiente, com menores taxas de juros para controlar a inflação.

Um ambiente econômico competitivo representa um poderoso mecanismo natural de controle de preços. A concorrência limita a capacidade de repasse de custos aos consumidores e incentiva ganhos de produtividade, elementos que contribuem para uma inflação estruturalmente mais baixa. Medidas que reduzam barreiras à entrada de novos participantes nos mercados, que simplifiquem a abertura e operação de empresas e que ampliem a integração da economia brasileira ao comércio internacional tendem a produzir efeitos desinflacionários duradouros.

O controle da inflação no Brasil requer uma estratégia abrangente e coordenada, que vá além de ajustes pontuais no regime de metas ou na tributação. O tripé composto por responsabilidade fiscal, promoção da concorrência e desindexação gradual oferece um caminho mais promissor para uma desinflação sustentável.

A experiência histórica brasileira e internacional demonstra que não existem atalhos no combate à inflação. Os custos de curto prazo de uma estratégia consistente são significativamente menores do que os danos permanentes causados pela corrosão do poder de compra, especialmente para a população mais vulnerável.

O verdadeiro desafio reside na capacidade de articular diferentes políticas em torno de objetivos comuns, superando interesses setoriais e visões de curto prazo. O controle da inflação é, em última análise, uma questão de escolha social e política por estabilidade e previsibilidade, valores essenciais para o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável.

*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

INCOFIOS

worldfashion • 13/11/24, 14:36

A Incofios uma empresa líder no mercado têxtil com duas décadas de experiência na produção de fios 100% algodão de alta qualidade. Fundada em 2001, com sede em Indaial, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, é uma empresa de espírito jovem com visão estratégica no seu segmento. Inovação, tecnologia e respeito aos clientes e colaboradores são a base para o crescimento da marca no mercado.

SUSTENTABILIDADE

Na busca por soluções mais sustentáveis em toda a operação, a Incofios, empresa líder na produção de fios de algodão, desenvolveu um projeto sobre o uso de caixas de papelão, muito utilizadas para o transporte e entrega da produção. Agora, parte dos clientes recebe o pedido entregue em paletes retornáveis, que promovem uma solução mais interessante ambientalmente.

Os estudos para a mudança tiveram início em 2017, quando a empresa iniciou pesquisas junto aos seu  clientes de vários setores. E percebeu que a opção poderia ter uma boa aceitação entre todos os clientes, assim a empresa decidiu adaptar essa prática em suas operações.

Benefícios

O projeto oferece agilidade na entrega, enquanto no método tradicional cada caixa precisava ser retirada manualmente do caminhão, agora basta remover o palete com toda a carga, reduzindo o tempo de carga e descarga pela metade. Da mesma forma, no processo de alimentação dos teares, a eficiência é aumentada, pois o tempo gasto para desembalar e colocar os fios nos teares é significativamente reduzido.

Atualmente, a Incofios entrega a produção em paletes para 5% dos clientes, mas o objetivo é aumentar esse número em 25%. Muitos clientes ainda apresentam alguma resistência na troca do insumo porque acabam utilizando também as caixas de papelão, mas o projeto da empresa é conscientizar estes compradores dos benefícios da troca.

Estamos trabalhando ativamente para ampliar a adoção do novo sistema para mais clientes, visando agilidade logística e preservação ambiental. Este projeto está alinhado com as metas globais da Agenda 2030.

“A Incofios, como signatária dos ODS, busca diariamente o consumo e a produção sustentável, que fazem parte dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”, destaca Fernando Conti, gerente comercial.

A empresa ressalta que os paletes utilizados no projeto são adquiridos externamente e retornam à empresa para serem reutilizados, contribuindo para um ciclo mais sustentável de produção e entrega. Com isso, a Incofios reafirma seu compromisso com a inovação, a eficiência operacional e a responsabilidade ambiental em todas as suas operações.

REAPROVEITAMENTO

Desde 2022, a IncofiosI, que possui uma unidade fabril em Campo Verde, Mato Grosso, conta com o selo Eureciclo, que também garante logística reversa das embalagens comercializadas.

A indústria têxtil desempenha um papel importante na economia global, e seu desenvolvimento sustentável tem sido um foco crescente para garantir um futuro mais verde. A promoção de iniciativas como a reciclagem, a economia circular e a gestão responsável de resíduos reflete o compromisso da indústria em reduzir o consumo de recursos naturais, como a água, e as emissões de carbono.

Com essas práticas, a indústria têxtil visa contribuir para um ecossistema mais equilibrado, adotando um modelo de produção cada vez mais alinhado à sustentabilidade e à preservação do meio ambiente.

Em meio a esse cenário, a Incofios, que possui unidade fabril em Campo Verde, Mato Grosso, vem se destacando por suas ações voltadas à sustentabilidade. Em 2023, a empresa conseguiu reaproveitar 98% dos mais de 2 milhões de quilos de resíduos gerados na confecção de seus produtos, resultado de uma forte campanha de reciclagem interna. Apenas 1,77% do lixo produzido foi destinado a aterros sanitários, demonstrando o compromisso da Incofios com a gestão ambiental responsável e a redução do impacto ambiental.

Conforme o Diretor  da empresa, Edson Augusto Schlogl, o programa de conscientização da Incofios é baseado na metodologia 5S, conjunto desenvolvido no Japão e que tem o objetivo de incentivar um ambiente de trabalho limpo e organizado. “A partir dessa metodologia realizamos a coleta seletiva, garantindo um destino adequado para todos os resíduos. A nossa matéria prima principal, o algodão, também é altamente aproveitado e os resíduos são transformados em briquetes – pequenos blocos que podem ser utilizados em caldeiras”, destaca.

Além disso, desde 2022, a empresa possui o selo verde Eureciclo em suas embalagens, um certificado que garante que, para cada embalagem comercializada, outra equivalente é reciclada. Essa prática faz parte do esforço contínuo de promover a logística reversa, que é o processo de recolhimento e reaproveitamento de resíduos pós-consumo, garantindo que embalagens e materiais não se tornem poluentes, mas sim recursos recicláveis.

Para a Incofios, a logística reversa é um pilar fundamental para a economia circular, pois promove a coleta e o reaproveitamento de resíduos sólidos e embalagens após o consumo. Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, empresas que produzem, comercializam ou importam embalagens são obrigadas a destinar corretamente ao menos 22% dos resíduos gerados. A empresa, por meio do selo Eureciclo, não só cumpre, mas supera essa exigência. “Com a inclusão do selo em nossas embalagens, nós reforçamos nosso compromisso com a sustentabilidade. Nós vamos além do mínimo exigido pela legislação, ajudando a estimular e valorizar a cadeia de reciclagem, que é crucial para aumentar as taxas de reciclagem no país”, afirma Edson.

SELO EURECICLO

Desde 2017, a Eureciclo tem trabalhado com mais de 275 centrais de triagem no Brasil, evitando que milhões de toneladas de materiais como papel, vidro, metal e plástico sejam descartados em aterros e lixões. Além de ajudar o meio ambiente, a iniciativa também gera impacto social positivo, com mais de R$ 36 milhões destinados a cooperativas e operadores parceiros.

INVESTIMENTOS

A empresa  investiu em equipamento que vão reduzir o tempo de reparos das máquinas de até seis meses para 24 horas. Sempre em busca da inovação e da excelência, a Incofios, adquiriu uma impressora 3D de grande porte para otimizar os processos de manutenção de equipamentos de fábrica. Dessa forma, a empresa cria o conceito de “almoxarifado digital” reduzindo o tempo de espera de peças por reposição, que atualmente pode chegar a seis meses, para até 24 horas.

O “almoxarifado digital” foi concebido como uma solução para reduzir o volume do estoque físico e aumentar a agilidade na obtenção de peças necessárias. “Ao invés de armazenar peças fisicamente, a Incofios passa a manter arquivos digitais das peças. Quando uma peça é requisitada, basta enviar o arquivo para a impressora 3D e produzir a peça em questão. Este método não só otimiza o espaço físico, mas também proporciona uma resposta rápida às demandas emergentes”, explica Leonardo Bordignon, Líder De Almoxarifado da Incofios.

O equipamento que permite este avanço é a impressora 3D Creatbot D600 Pro2, uma máquina robusta e altamente eficiente, equipada com uma cabeça de impressão dupla, câmara de construção fechada com controle de temperatura até 70ºC, mesa de impressão aquecida e extrusores Direct Drive. “Este equipamento é ideal para a engenharia e produção de peças de grandes dimensões, feitas com materiais avançados como NYLON, PC e compostos reforçados com fibra de carbono e vidro”, explica Leonardo.

Este projeto foi iniciado em 2022, com um investimento inicial de R$39.300 mil, além dos custos com insumos. Com a recente expansão e a aquisição de uma nova máquina, investimos mais de R$92 mil, diversificando também os filamentos utilizados, incluindo ABS, Nylon, PETG e PVOH, para atender a diversas necessidades de produção. “Esse movimento reflete o compromisso da Incofios com a inovação e a busca constante por soluções práticas que aceleram os processos internos. Afinal, agilidade é um dos nossos valores”, ressalta.

GANHO DE TEMPO E RECURSOS

A principal vantagem do novo equipamento para o departamento de manutenção é a significativa redução no tempo de resposta. Peças que anteriormente poderiam levar até seis meses para serem entregues agora podem ser produzidas internamente em até 24 horas. O Supervisor de Manutenção ressalta que o ganho de tempo é crucial para evitar paradas prolongadas de máquinas, garantindo a continuidade da produção e a qualidade do produto final.

Além disso, a novidade oferece também uma economia nos custos com a produção de peças internamente. “Conseguimos reduzir os custos em até 96% em comparação com a compra de peças importadas, como é o caso dos dutos de cardas, que possuem alta demanda e rápido desgaste”, analisa.

A iniciativa do “almoxarifado digital” demonstra a filosofia da Incofios de estar sempre à frente no mercado, incorporando tecnologias de ponta para melhorar a eficiência operacional. Com este projeto, a empresa reforça o compromisso com a inovação, agilidade e qualidade, valores que a diferenciam no setor industrial brasileiro.

da redação com informações da PRESSE COMUNICAÇÃO

ARTIGO - Comércio digital global e a necessidade de novas regras tributárias e regulatórias

worldfashion • 15/07/24, 15:11

Por Fernando Valente Pimentel* e Patrícia Pedrosa**

Uma das mudanças mais marcantes tem sido o aumento vertiginoso das pequenas encomendas por meio do e-commerce. Esta tendência não apenas criou mais oportunidades de negócios para pequenos empreendedores, mas também fez grandes plataformas digitais ganharem relevante espaço no comércio internacional de bens de consumo final, como vestuário. Também devemos explorar essas novas formas de vendas para colocar mais produtos brasileiros no mercado mundial.

No Brasil, de acordo com os últimos dados divulgados pela Receita Federal, a média mensal de pacotes recebidos é de 18 milhões. Nos EUA os números são ainda mais expressivos. Estima-se que o país receba cerca de três milhões todos os dias. Será que as regras atuais de comércio internacional e as legislações implementadas pelos países são adequadas para lidar com as características especificas desse tipo de negócio?

O debate sobre o comércio eletrônico cross border tem se intensificado não só no Brasil, mas em todo o mundo. Questões tributárias, controle aduaneiro, oferta de produtos ilegais e falsificados são desafios que se apresentam com força. A regulamentação e aplicação consistentes de normas técnicas e padrões de qualidade também se tornam cruciais para proteger os consumidores e garantir a equidade no mercado.

Nesse contexto é que tem ocorrido a mobilização pela igualdade tributária no Brasil. Em seu mais recente episódio, foi estabelecida pelo Congresso Nacional taxação de 20% do Imposto de Importação para encomendas de até 50 dólares das plataformas internacionais. O fim da isenção foi um primeiro passo, mas o empenho pela isonomia continua, pois persiste grande diferença em relação aos 90% de impostos incidentes sobre a indústria e o varejo do nosso país.

Cabe observar que os benefícios concedidos às plataformas internacionais, a começar pela isenção tributária iniciada em agosto de 2023, e agora com uma taxação ainda muito aquém do que pagam as empresas brasileiras, são muito característicos de acordos comerciais entre países ou bloco de nações, como o que se está tentando efetivar há mais de 20 anos entre Mercosul e União Europeia. No caso da isenção e “preferência tarifária” para as encomendas internacionais via comércio eletrônico não houve nenhum processo de negociação com avaliação dos parceiros comerciais envolvidos e interesses ofensivos e defensivos.

O Brasil simplesmente ofereceu condições especiais a essas empresas estrangeiras, sem qualquer contrapartida ou negociação e de maneira muito simplista. Não se admite como contrapartida, como se justificou na origem do privilégio, a aderência dos sites de e-commerce ao Programa Remessa Conforme, pois cumprir leis e normas é obrigação.

Concessões dessa natureza neste novo cenário do comércio exterior geram riscos para os países, em especial num momento em que não se pode contar com arbitragem adequada de organismos multilaterais, num cenário geopolítico no qual a Organização Mundial do Comércio (OMC) parece letárgica, encontrando-se, inclusive, sem o seu órgão de solução de controvérsias. Assim, precisamos nos adaptar com os recursos e possibilidades que temos para vencer os novos desafios, o que inclui a igualdade de condições quanto aos impostos e ao aspecto normativo, tendência que já se observa na Europa.

É premente conferir o mesmo tratamento tributário, legal e regulatório a tudo o que é vendido em nosso país, prioridade que se coloca aos poderes Executivo e Legislativo e aos organismos reguladores e fiscalizadores. Caso contrário, seremos atropelados pela realidade irresistível de um planeta hoje sintetizado nas telas de múltiplos devices, no qual metade da população está a apenas um clic de comprar tudo o que desejar e de infinitas possibilidades de satisfazer seus anseios de consumo.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

**Patrícia Pedrosa é gerente de Comércio Exterior e Assuntos Regulatório da Abit.

da redação

CENÁRIO MACROECONÔMICO

worldfashion • 05/10/23, 15:21

O evento sobre o Panorama Econômico aconteceu na sede da ACI (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos) em Novo Hamburgo/RS, e contou com apresentações do gerente de investimentos da Sicredi Pioneira Arthur Müller, do gerente de vendas da Monte Bravo Eduardo Correia e do doutor em Economia e consultor setorial Marcos Lélis.

Abrindo o encontro, Müller destacou o cenário internacional e os seus impactos na economia brasileira. Segundo ele, as exportações brasileiras vêm sendo impactadas pelas altas taxas de juros, principalmente nos Estados Unidos e na Zona do Euro, uma inflação persistente provocada pela guerra entre Ucrânia e Rússia e a desaceleração da economia mundial, principalmente da China. “Neste cenário, alguns poucos setores conseguem despontar no nível internacional”, disse. No cenário, as projeções da Sicredi apontam para um crescimento de 3,1% no PIB brasileiro em 2023. Já para 2024 a projeção é de crescimento bem menor, de 1,5%.

Na sequência, Correia falou sobre a variedade de investimentos em renda física, destacando a importância de diversificar os aportes para diluição de riscos. Segundo ele, ainda que o cenário seja um tanto nebuloso, o Brasil deve crescer ao longo do ano, com graduais cortes nas taxas de juros da Selic. Até o final do ano, a expectativa é de que a SELIC chegue a 11,75% - hoje está em 13,25%. Para 2024, a estimativa é de uma taxa na faixa de 9%.

Calçados

Na última apresentação, Lélis discorreu sobre os setores de calçados, couros, móveis e automotivo. Com uma produção que cresceu 0,9% nos comparativos entre janeiro e julho deste ano com o mesmo período do ano passado, a indústria calçadista lentamente recupera as perdas registradas durante a pandemia de Covid-19. “O setor deve chegar aos níveis de 2019 somente em 2025”, projeta. Segundo o economista, diferentemente de 2022, quando as exportações puxaram a produção, em 2023 o motor do crescimento tem sido o mercado interno. “O cenário internacional está mais complicado para o setor. Em 2022, a China praticamente sumiu do mercado, em função das rígidas políticas de Covid Zero e também pelo aumento no valor dos fretes, que os impediu de exportar para mercados mais distantes. A indústria calçadista brasileira acabou sendo beneficiada por esse cenário, no qual também foi somada a valorização do dólar sobre o real, o que deixou os preços mais competitivos para exportação”, conta. Para este ano, conforme projeção da Abicalçados, a produção deve crescer entre 1% e 1,7%, ao passo que as exportações devem cair entre 6,7% e 9,1% em relação a 2022.

Móveis

Já o setor moveleiro, segundo Lélis, viu sua produção encolher 1,9% entre janeiro e julho, no comparativo com o mesmo período de 2022. “A indústria de móveis está muito mais atrelada à questão do crédito e dos investimentos imobiliários, que estão travados”, avalia. Neste cenário, segundo Lélis, é projetada uma banda de crescimento de 0,9% até uma queda de 2,4% na produção, dependendo muito do comportamento da construção civil até o final do ano. Já as exportações do segmento devem registrar uma queda entre 36,4% e 39,3% em 2023.

Automóveis

O setor automobilístico mundial, que perdeu 1,9% de sua produção no ano passado (produzindo 61,6 milhões de veículos), vem em recuperação, embora lenta. Segundo Lélis, entre janeiro e julho, a produção do setor cresceu 1,98% em relação ao mesmo período do ano passado. “

Couros

Por fim, Lélis detalhou a produção de couros no Brasil. Segundo ele, muito atrelada ao crescimento da China, maior comprador internacional do setor, a indústria de curtumes deve crescer em 2023, embora tenha uma margem de queda. A banda pessimista aponta para um revés de 1,2%, enquanto a otimista para um crescimento de 2,3%.

A realização do Panorama Econômico foi da Assintecal e contou com os apoios da Monte Bravo, Sicredi Pioneira e Unisinos.

da redação com informações da DCR - Assessoria de Imprensa