5ª EDIÇÃO DO BFSHOW - BRAZILIAN FOOTWEAR SHOW

worldfashion • 14/11/25, 10:04

As principais tendências para as coleções de calçados e bolsas Outono/Inverno 2026, apresentados nesta 5ª edição da BFSHOW, colocam, de um lado, o clássico estilo ladylike - marcado por scarpins, sandálias e peep toes com uma leitura mais moderna. Do outro, um streetwear rebelde, com a presença de metais e fivelas.

As tendências são muito importantes na hora do desenvolvimento das coleções, pois elas servem como indicadores das expectativas e direcionamentos do mercado. Alinhadas aos valores da marca e ao que acontece no mundo, as tendências têm impacto direto no desenvolvimento da cartela de cores, na escolha de materiais e no design dos modelos.

Segundo levantamento do “Fashion Directions” o “BOHO” também seguirá em alta mais uma temporada, mas desta vez vem com texturas aconchegantes e tons quentes. “Mas a grande novidade será o retorno do maximalismo inspirado nos anos 80: cores vibrantes, brilhos intensos e peças marcantes que quebram o minimalismo e a austeridade dos últimos invernos”, revela Luana Savadintzky, uma das fundadoras da plataforma de moda.

“As botas serão protagonistas da estação e aparecem em múltiplas versões: slouch, over the knee, stretch e em diferentes alturas de cano”, afirma Luana Lanzini, a outra fundadora da plataforma de moda e pesquisa Fashion Directions. Ela destaca, também, que nesta temporada em que o básico será revisitado, chamara a atenção os saltos diferenciados, mix de materiais em diferentes texturas, com detalhes de impacto e novos recortes.

OS EXPOSITORES

A Vizzano, marca definida pelo DNA do glamour e do soft power, trará essa tendência fortemente em seus próximos lançamentos na BFSHOW. São sapatos e bolsas que traduzem a temporada de festas, com sandálias em cores como vermelho e prata.

Quem aposta em uma nova versão do “BOHO” é a Moleca. Sua próxima coleção terá uma releitura denominada Motomoda (ou Moto Boho), que combina a delicadeza de peças fluidas com a atitude rebelde do motociclismo. Para a coleção, o preto predomina, adornado com detalhes como studs - tachas - nos calçados, shoulder bags e bucket bags.

Para celebrar uma parceria que começou no início de 2025, a atriz Carolina Dieckmmann, além de embaixadora da Piccadilly, assinou também uma coleção exclusiva com a marca. A novidade foi anunciada no estande da empresa na BFSHOW, e o lançamento faz parte da coleção Outono/Inverno 2026 com cinco peças exclusivas criadas em parceria com a atriz, que vão do clássico ao moderno, em modelos versáteis o estilo atemporal e leve da atriz.

Já entre os lançamentos da Beira Rio, os tamancos e sandálias de salto bloco, com inspiração no casual chic, terão destaque. Para o Outono/Inverno 2026, a marca apresentara novas opções de sua collab com a atriz Camila Queiroz, como bolsas com enfeites em formatos orgânicos.

Na Bebecê serão três estilos principais: o clássico, resgatando a sofisticação dos scarpins e sandálias, mas com detalhes como recortes estratégicos e a aplicação de peças em metal.

Em contraste, a estética folk, que estará presente nas botas, chega com aparência mais rústica e em tons terrosos, com estampas em animal print, acabamentos semibrilho e a textura aveludada do acamurçado. Por último, o estilo dark aposta em um visual ousado e sensual, com referências góticas representadas pela aplicação de mini metais e tachas, e uma cartela de cores em tons intensos e profundos, como preto, turmalina e figo.

“Esse alinhamento é fundamental para nós, tanto para a criação de uma coleção com identidade única e que reflita a personalidade de nossa consumidora, quanto para peças que atendam às demandas do mercado”, destaca Monica Salin, coordenadora criativa da Bebecê.

A marca Polo Go é um desses exemplos. Conhecida por criar tênis no estilo casual urbano-esportivo, a marca gera um alto valor de desejo aliando tecnologia e bem-estar. “Mantemos nosso DNA de trazer maior praticidade para as múltiplas ocasiões do dia a dia. Atendemos esse homem multifacetado e mantemos sua perspectiva de mundo e urgência”, comentou Fânia Littmann, gestora de marketing e branding da marca. “Para o Outono/Inverno 2026, apresentamos 30 modelos, com destaque para solas EVA mais altas, além da linha FlyTouch. A nossa nova coleção visa conforto, estabilidade e maciez, com calçados superleves para serem usados o dia todo. É isso o que as pessoas buscam: peças atemporais e práticas”, finaliza Evelyn Campos, diretora de marketing.

Na linha Calce Fácil + Pulse, a Democrata une em um único calçado duas tecnologias que garantem mais leveza, aliando o conforto do sapato esportivo ao design casual. Outra novidade é o tênis Full Light, que pesa apenas 300g e permite maior mobilidade ao usuário. “Hoje o homem quer estar atualizado e isso também é estar bem vestido. Somos uma marca que se posiciona não só sobre o que está na moda, mas unimos tecnologia às tendências. Com essa tecnologia, conseguimos vazar o solado e, assim, ganhamos uma estética bonita somada à leveza”, disse Marcelo Paludetto, diretor comercial.

A marca Pegada é outra que também une o conforto dos calçados esportivos ao design mais casual, trazendo solados de TPU (Poliuretano Termoplástico) para os sapatos usados nas atividades do dia a dia. No lançamento da marca Pegada Nitro, a sola é expandida por nitrogênio, o que gera uma leveza excepcional, além de proporcionar alto amortecimento e absorção de impacto.

Entre outras marcas presentes, a Sollu Calçados apresenta solados com poliuretano, sempre com foco na leveza e flexibilidade. “Trabalhamos com a borracha mais pura possível, por isso, estamos apresentando solados novos com maior resistência e durabilidade, aplicando ao máximo nossa tecnologia de conforto para o homem que não pode perder tempo”, explica Ricardo Meirelles, gestor de mercado interno da empresa.

Já a Jota Pe, conhecida por seu trabalho feito à mão, une conforto, tecnologia e design em sua nova coleção, com a linha Air Bag, onde, por meio de espuma de alta densidade e memória inteligente, consegue entregar maciez constante. O tênis casual com palmilha ultra macia, solado com absorção de impacto e acabamento artesanal é mais um dos destaque apresentados na feira.

A Usaflex, referência nacional em calçados femininos que unem conforto, beleza e tecnologia, apresenta seu novo posicionamento e a coleção de Outono 2026. A marca aproveita o evento para marcar o início de uma nova fase, guiada pelo conceito “Viver pede conforto” e com posicionamento mais moderno e feminino, além de uma estratégia comercial renovada e uma coleção que traduz esse novo momento com inovação, estilo e o conforto característico da Usaflex.

O novo posicionamento reflete a evolução da marca em seus 27 anos de história e o desejo de reforçar sua relevância entre as principais referências da moda feminina do país. Mais do que uma atualização estética, ela representa a conexão com a mulher contemporânea e traduz valores como autenticidade, plenitude, confiança e fluidez.

A coleção de Outono 2026, que será apresentada durante a feira, reforça o novo posicionamento da marca e a nova tagline “Viver pede conforto”, trazendo o equilíbrio entre tendências contemporâneas e o DNA de conforto da Usaflex. Entre os destaques estão as cores terrosas, como pinhão, canela, preto e blush, além de novas tonalidades como burgandy, um vermelho intenso inspirado no rebu, e tijolo. O patchwork aparece reinterpretado pela mistura de tipos de couro na mesma cor, enquanto o estilo artesanal ganha presença em detalhes de miçangas em alguns cabedais. O acamurçado aparece em bolsas e tênis, evocando a tendência folk/boho, enquanto o minimalismo surge nos metais alongados combinados ao couro, com efeito camaleão gloss, que traz sofisticação às peças. Fivelas robustas e a tendência de piercing, reinterpretada de forma delicada nas cores preto e blush, completam o mix de estilos.

Entre as inovações da sua Tecnologia do Bem-Andar, a marca apresenta uma nova sola 50% mais leve que o EVA tradicional, usada no tênis mais leve já desenvolvido pela Usaflex. A linha Poofy, voltada ao público jovem, também se destaca com o lançamento da bota Poofy e dois novos modelos de tênis. Detalhes como os novos pins com o monograma da marca reforçam a nova identidade visual e o cuidado característico da Usaflex.

A Calçados BIBI trouxe  o tema “Digital x Real: entre Pixels e Pés no Chão”, a nova coleção da Bibi reflete o equilíbrio entre o universo online e as experiências do mundo físico, traduzindo em cada modelo a essência da infância contemporânea, ou seja, aquela que joga, corre, imagina e cria. Inspirada na rotina das gerações atuais, que transitam entre tecnologias e brincadeiras ao ar livre, a marca apresenta um inverno repleto de cores, significados e histórias, valorizando o aprendizado e as emoções que nascem das pequenas descobertas do dia a dia.

Em diferentes modelos de calçados, de um lado, brilham as referências do ambiente digital, com temas como Retrô Tech, que resgata a nostalgia dos games dos anos 90; Glitch Art, que transforma erros em arte com interferências gráficas e efeitos visuais criativos; e Tetris, que inspira composições geométricas e coloridas em estampas e acabamentos. Já o tema Cósmico & Corrida Espacial estimula a curiosidade das crianças pelo universo, com estrelas, foguetes e planetas em destaque por meio de estampas divertidas ou elementos que dão um toque especial ao produto.

De outra perspectiva, a coleção evidencia o mundo real, com elementos afetivos e da natureza. Entre as inspirações e temas que estarão presentes em diferentes linhas da Bibi estão os Pets, exaltando o companheirismo dos melhores amigos das crianças, como cães e gatos; Corações, que simbolizam o amor em detalhes bordados e estampas delicadas; Dinos & Fósseis, que estimulam a imaginação pré-histórica dos pequenos exploradores que amam dinossauros; Estrelas, que criam um clima mágico, brilhante e acolhedor; e o sempre encantado e famoso Unicórnio, ícone lúdico do imaginário infantil.

Os calçados chegam com design moderno, conforto e tecnologia, aliados ao propósito da marca de fazer o bem para gerar boas lembranças. Materiais leves e respiráveis, como knit e elastano, solados flexíveis e a exclusiva Palmilha Fisioflex garantem liberdade de movimento e bem-estar. Já os acabamentos combinam tons neutros, terrosos, brilhos e cores vibrantes, criando um visual que traduz o equilíbrio entre o digital e o natural, entre o imaginário e o real.

Conhecida por traduzir o universo das meninas, a Pampili levou à feira um show de luzes, com LEDs aplicados em bolsas e calçados, unindo diversão e tecnologia. “Queríamos ir além do tradicional, explorando novas formas e brilhos no cabedal. As garotas estão cada vez mais conectadas à moda, e pensamos também nas mães, que buscam versatilidade na hora de compor os looks”, explica Flávia Silva, estilista da grife.

A Pampili reforçou ainda seu compromisso com diversidade, equidade e inclusão, com solados em braille que indicam o lado direito e esquerdo dos calçados. “Falamos das meninas que inspiram meninas. Queremos que elas sejam protagonistas”, destaca Sammyra Catanzaro, head de marketing da Pampili.

Seguindo a tendência das luzes, a Klin apresentou a linha Flash, com solado de LED embutido, agregando inovação estética e sustentabilidade. “Trazer uma nova forma de visualizar o LED no solado é compor a renovação do mercado, com a versatilidade do dia a dia, além dos produtos conceituais”, disse Allan Hagemeyer, gestor de varejo e marketing. “O lojista e o consumidor buscam novidades constantes, e é fundamental mostrar isso na principal vitrine da América Latina”, afirma Rodrigo Righi, CEO da marca.

Durante o evento, a presença da atriz mirim Juju Teófilo, embaixadora da Klin, encantou o público. “Adoro acompanhar a marca, me divirto muito com o cachorrinho e com os calçados, que são os mais confortáveis. Gosto de montar vários looks e me sinto superligada à moda”, disse a atriz do SBT.

A Kidy também se destacou pela inovação tecnológica. A marca apresentou o “Localize K360”, um tênis com localizador via satélite (AirTag) embutido e compatível com sistemas iOS e Android.

“Desenvolvemos um calçado com inteligência integrada, capaz de auxiliar os pais no monitoramento dos filhos, com precisão de até 20 metros. O localizador é embutido no solado, protegido por um case de ABS, o que impede sua remoção e garante conforto. Unimos moda, segurança e tecnologia para que as crianças estejam sempre protegidas e estilosas”, explica Marcelo Silva, gerente de marketing e desenvolvimento da Kidy.

FEITO À MÃO

O resgate do “feito à mão” estiveram entre os destaques na feira e marcaram presença nos lançamentos da Feel Fully (MG) para a BFSHOW. A nova coleção trouxe materiais que exaltam textura e presença: couros nobres, camurças aveludadas e a sensualidade sutil da textura cobra, que traz um toque de ousadia sofisticada, mas sem perder a delicadeza. O cuidado artesanal se mostra nas bases dos calçados, com solas em couro, o que garante durabilidade. Soma-se aos detalhes o brilho discreto do metal ônix. A paleta de cores é marcada pelo preto profundo, marrom café, caramelo tostado, off white e vinho intenso.

Materiais crus, tramas rústicas e detalhes handmade combinados aos tons terrosos caracterizam o estilo artesanal da nova coleção da Dakota (RS) – que tem a atriz Juliana Paes como garota-propaganda pelo oitavo ano consecutivo. Além da estética, os lançamentos da marca também fazem referência a outras tendências da temporada, como o mix de materiais delicados e materiais pesados, que tem como inspiração as mulheres revolucionárias.

HIGH TECH

A tecnologia calçadista segue avançando para proporcionar uma experiência única. Pensando em tênis de performance, o grande lançamento da mineira Lynd é o Y-ATOMIC. Desenvolvido para corrida de alto desempenho, com placa de estabilidade e entressola ultra-responsiva, o calçado conta com a tecnologia do tecido de monofilamento no cabedal, que garante mais estabilidade, alta resistência e controle de temperatura.

Já no portfólio da marca Actvitta (RS) destacam-se as tecnologias que garantem aderência e estabilidade na pisada, como a Impulso, que conta com um solado com maior absorção do impacto e conforto, e a Light Foam, que proporciona o máximo de amortecimento.

Os esportivos da Kolosh, também do grupo Dakota, estão entre as novidades da feira que prometem trazer uma revolução no mercado nacional. O destaque é a sola Dualtech, feita em EVA de dupla densidade, com efeito translúcido modificado com infusão de gás supercrítico. A novidade entrega resiliência, consistência, maciez e leveza máximas. O modelo conta com solado PWRGrip em borracha, para ainda mais segurança. A nova palmilha EVAPro é ultraleve, com furos que auxiliam na transpiração, enquanto a tela de TPE Layer+, feita com fios tramados, garante design esportivo e ventilação. O revestimento Shield oferece firmeza e conforto.

A marca também trará renovações de modelos já consagrados, como o Perform 2.0, que vem com E-TPU ultraleve, antiderrapante 4Grip e placa estabilizadora Fuse para máximo equilíbrio. O calçado conta ainda com tela Layer+, para maior resistência e respirabilidade. Peças refletivas complementam o tênis, entregando esportividade e muita atitude. Os modelos Trail e Athletic também ganham upgrades.

A Ramarim (RS) anunciou o relançamento oficial da linha TOTAL COMFORT — uma das mais icônicas da história da marca. Sucesso entre 2005 e 2015, a Ramarim Total Comfort conquistou o público feminino ao unir estilo, inovação e conforto absoluto. Agora, a marca traz de volta essa linha lendária com um novo conceito: “o clássico está de volta.”A nova coleção apresenta designs atualizados, materiais nobres, 100% em couro e tecnologia avançada de conforto, oferecendo uma experiência de uso ainda mais leve e ergonômica. As novidades incluem palmilhas macias, solados ultraflexíveis e modelagens que acompanham o movimento natural dos pés. “A Total Comfort marcou uma geração e sempre foi lembrada com muito carinho pelas consumidoras e lojistas. Trazer essa linha de volta, em um evento do porte da BFSHOW, é uma forma de celebrar nossa história e reforçar nosso compromisso com o conforto e a moda feminina”, afirma Nelson Magagnin, gerente de marketing da Ramarim.

Também no quesito calçado que entrega experiência sensorial, a Modare Ultraconforto (RS), destaca sua evolução em soluções focadas no conforto, centralizadas na palmilha Reflex Sense. A tecnologia, desenvolvida com o conceito de reflexologia, conta com esferas aplicadas em toda a sua extensão que, em contato com o movimento do caminhar, ativam a microcirculação sanguínea e proporcionam uma sensação semelhante à de uma massagem nos pés, com foco total em autocuidado e bem-estar.

“E, além dos atributos tecnológicos, claro, a moda. Na nova coleção, as novidades da marca exibem uma paleta bem pensada, que flui com o cotidiano feminino e é composta especialmente por tons-base, dos terrosos aos naturais, inspirados no movimento Mocha Mousse e em suas nuances elegantes. Nesta e em todas as temporadas, os lançamentos da Modare Ultraconforto são pensados para unir tecnologia, conforto e saúde em cada passo, sempre com muito estilo”, pontua Maribel Silva, diretora Comercial e de Marketing da Calçados Beira Rio.

A nova coleção da Piccadilly (RS) também evidencia a união de inovação, moda e bem-estar. A grade que aposta neste sentido é o lançamento da tecnologia MAXI TECH, uma extensão da já conhecida tecnologia Maxi. Com pastilhas de biocerâmica integradas à palmilha, ela libera ondas eletromagnéticas durante o uso, estimulando a circulação de forma prática e eficaz. A tecnologia é certificada pela Anvisa.

As novidades que estarão à mostra na feira se dividem em três vertentes principais: Colegial, Folk e Urbano. A Colegial revisita o universo preppy em versões sofisticadas, com destaque para mocassins clássicos, mary janes com fivelas delicadas, sapatilhas estruturadas e tênis de inspiração vintage. Já o Folk resgata as raízes do country e do boho-chique em botas western e slouch, clogs de solado baixo e mocassins de bico trienal. Os tênis são os protagonistas do Urbano, que une elementos esportivos a um design casual, resultando em modelos práticos e versáteis que transitam entre lazer, trabalho e atividades diárias. As opções vão dos modelos slip-on e retrô aos sneakers com solado plataforma.

“Estamos celebrando sete décadas de história olhando para o futuro. Nosso propósito sempre foi transformar a vida das mulheres a cada passo e a coleção Outono/Inverno 2026 simboliza essa evolução: design contemporâneo, tecnologia de ponta e um conforto que acompanha os diferentes momentos da vida feminina”, afirma Ana Carolina Grings, diretora de Produto da Piccadilly.

Para os homens, o Grupo Ride, de Minas Gerais, responsável pela marca Polo Go, alinham inovação e tendência, como a nova sola de EVA ultraleve e confortável. Entre as novidades se destacam a ELEVATE EVO e ELEVATE CLEAN – solados caixa EVA que oferecem leveza, altura e amortecimento suave, com estética limpa e sofisticada; e a FLY TOUCH e FLY TOUCH CLASSIC – solados jogging com estrutura sensorial precisa, estabilidade 360° e composição projetada para acompanhar o movimento natural do corpo.

Solados ultraleves em EVA também marcam a nova coleção da Ferracini (SP). A novidade oferece leveza e flexibilidade sem abrir mão da durabilidade. As formas renovadas dialogam com o design moderno e minimalista, criando silhuetas versáteis que acompanham o ritmo acelerado das cidades.

Os novos couros trazem texturas sofisticadas e toques suaves, resultando em um visual refinado, mas com o espírito autêntico das ruas. Cada modelo foi desenvolvido para o público que valoriza o estilo e o bem-estar no dia a dia, atendendo as necessidades do consumidor que busca por produtos com design, qualidade e conforto acessível.

A Macboot (SP) é reconhecida por seus calçados confortáveis e resistentes. A marca aposta em mais tecnologia e inovação por meio do solado Aircross, pensado para tênis brasileiros, que se adapta a vários tipos de terreno. Também estarão presentes a tecnologia Fluir, pensada para trajetos de trilhas com lugares de água, que permite o escoamento rápido da água do calçado; e a tecnologia Fluta+, que é o EVA de ultraconforto com bastante leveza e maciez.

A coleção apresentada é intitulada “O micro reflete o macro”, que simboliza como pequenas matérias-primas refletem o macro, pensando também nas ações que tomamos e que envolvem o planeta. Fazendo então um paralelo diretamente com o processo de fabricação do EVA, em que micropartículas se transformam em um solado carregado de tecnologia.

PRONTA ENTREGA

O varejo exige respostas rápidas e estoque otimizado, assim os expositores da BFSHOW, maior feira calçadista da América Latina, também apresentam produtos à pronta entrega no evento. Com cerca de 350 marcas, alguns fabricantes com coleções voltadas tanto para pedidos futuros quanto para compra imediata, atendendo às necessidades de lojistas que desejam renovar vitrines ainda no primeiro semestre de 2026.

Essa modalidade de venda vem ganhando força entre os expositores, especialmente diante da demanda de lojistas por prazos menores e produtos com giro rápido.

A empresa Meu Sapato Preto aposta na pronta entrega como um diferencial para atrair os compradores no evento. A marca de sapatos femininos é conhecida por oferecer produtos feitos predominantemente em couro legítimo e na cor preta. Na edição  de novembro, as botas aparecem como o carro-chefe do estande. “Toda semana temos lançamentos em nossas plataformas, pois queremos ser mais assertivos. As vendas dos nossos modelos são baseadas em dados e não só no consumo do fast fashion. Por isso, nossas botas, que têm tecnologia com conforto e calce fácil, são as mais vendidas no site”, disse Mateus Menezes, CEO da marca.

Outra marca que aposta também em botas à pronta entrega é a Via Uno, que trouxe tanto a bota longa Slouch, com cano e caimento bem definidos, quanto as botas de cano curto. De olho na venda dos próximos meses, sandálias e rasteirinhas, pedidas clássicas do verão, estão prontas para chegar às lojas ainda este ano.

Já a Werner, marca feminina de calçados há cinco anos no mercado, trouxe para a feira uma coleção exclusiva com foco no desejo de consumo das mães. Já disponíveis para compra na própria feira e no site da empresa, a linha “Moms” aposta em loafers nas cores nude e preto, com calçados que valorizam o handmade. “Fizemos uma pesquisa e nossas consumidoras queriam peças mais baixas, como sapatilhas, que tivessem valor agregado visualmente. Por isso a escolha de fazer um material todo tramado manualmente e costurado na tela, trazendo elegância e modernidade com um toque sofisticado para qualquer look”, disse Isabella Moser, gerente de e-commerce da empresa.

BRASIL DE MULTIPLAS TENDÊNCIAS E ESTAÇÕES

Entre botas e sapatos fechados, as tendências da estação mais quente ganham espaço nos estandes e inspiram negócios o ano inteiro

O brasileiro pode até tentar fugir do calor, mas o verão sempre dá um jeito de encontrá-lo - e as vitrines também.

A edição de novembro da BFSHOW, marcada pela apresentação da coleção Outono/Inverno 2026. Muitos expositores, no entanto, aproveitam a oportunidade para também antecipar as tendências de verão com coleções que prometem movimentar o varejo o ano todo.

Nos pavilhões, botas dividiram espaços com sandálias, rasteiras e papetes.

A Beatriz Calçados trouxe para o estande uma coleção com foco nas regiões mais quentes do Brasil. “Tentamos deixar essa linha o mais clean possível, não perdendo a essência da moda de agora, que é o aplique”, afirma Cleriston Costa, diretor da empresa. “Nós atuamos muito no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, onde predominam os modelos de verão. Por isso, estamos sempre antecipando tendências, como as flatforms, os saltos bloco e  as rasteiras com vira, que garantem maior conforto”.

Outra marca que vem apostando no conceito “verão o ano todo” é a Brizza Arezzo, do Grupo Azzas 2154. “Nós somos uma marca solar e falamos bastante das flip flops e dos assandalhados. Nas últimas semanas de moda, vimos o uso de chinelos com roupas totalmente alinhadas, mostrando algo mais despojado para os pés. Isso trouxe uma proposta para a Brizza muito importante, porque trabalhamos com linhas mais fashion e que podem ser usadas o ano inteiro”, comenta Marcelo Bohn, gerente de trade marketing da Brizza.

Os calçados masculinos também entram na onda de calor. Segundo Marcelo Reis, estilista da Ferracini Calçados, a estação mais quente é sempre um case de sucesso. “Exportamos bastante, mas o Brasil é um país tropical e hoje o mais legal para o consumidor masculino é a composição do look. Apresentamos peças mais finas e elegantes, como o penny loafer, e investimos na camurça, nobuck e couro acabado para atender todas as necessidades do dia a dia do cliente, com diversificação de matérias-primas e solas mais flat e finas. Assim, ele pode usar uma camisa de botão, t-shirt ou polo e se sentir confortável e elegante”, finaliza.

Já a Danper, conhecida pelo estilo casual e clássico, inovou ao lançar chinelos com base em PVC e camada superior de EVA. “Na prática, isso torna nossos modelos mais leves e confortáveis. Acredito que seja uma inovação que vai mudar a percepção da marca, já que apresentamos um produto versátil. Em destaque, os tons de marrom, cor que segue em alta para a moda masculina”, comenta a gestora de marketing Milena Percilia

ARENA DE CONTEÚDO

Quem abriu a programação do espaço foram Luana Lanzini e Luana Savadintzky, sócias-fundadoras do Fashion Directions. Com a palestra “Trend Line: Apostas e Inspirações da Estação”, a dupla de especialistas apresentou o Guia de Compras Inverno 26, disponibilizado pela BFSHOW, e realizou uma imersão nas cores, produtos e inspirações que vão impulsionar as compras dos visitantes da feira para o Outono/Inverno 26 e antecipar o que vem por aí no Verão 26/27.

Na sequência, Eric Chien, Head de Moda, e Gabriela Cleim, gerente de Contas de Moda do TikTok Shop, apresentaram o painel “Do feed à venda: histórias reais de como o conteúdo vende calçados no TikTok Shop”. A plataforma, que começou na Ásia e rapidamente se expandiu para diversos países, registrou um crescimento de mais de dez vezes no número de vendedores ativos mensalmente. Além disso, tornou-se uma das principais ferramentas de busca entre os jovens - uma média de 4 milhões só sobre moda por semana.

Entre os formatos de compra, destacam-se os vídeos curtos, lives, as vitrines de produtos e a “aba loja”, que unificam o funil de vendas em um só lugar. “A tecnologia influenciou profundamente como as pessoas fazem compras. Hoje, conteúdo e  venda se misturam”, destacou Gabriela Cleim. “Na plataforma, os usuários estão mais propensos a serem os primeiros a conhecer novos produtos e tendências, pois concluem toda a jornada de compra dentro do próprio aplicativo”, complementou Eric Chein.

O painel contou ainda com a participação de Mariana Santos, Head de Estilo e Fashion Buyer da Lumiss; e Rubem Xavier, CEO e fundador do Armazém dos Chinelos. Eles compartilharam suas experiências como marcas brasileiras presentes na plataforma e entenderam que o segredo está em tornar a experiência de compra do consumidor em algo divertido. Rubem ressaltou o impacto da viralização nas operações: “De um dia para o outro, você pode ter 4 mil pedidos a mais para entregar. O segredo é ter bons parceiros e fornecedores para acompanhar o ritmo.” Já Mariana enfatizou o valor da autenticidade: “Um vídeo vende mais do que uma foto perfeita. O consumidor quer ver o real, quer fazer parte da comunidade”.

No segundo dia de palestras, a Steal The Look, uma das maiores plataformas de conteúdo de moda comprável do país, apresentou o painel “Como inspirar, conectar e vender através do conteúdo”. Laís Miranda, Coordenadora de Pessoas e Educação da marca, mostrou como o conteúdo é o principal elo entre inspiração e conversão. Segundo ela, 83% dos usuários do TikTok já compraram algo que descobriram na plataforma, e 87% do Instagram tomam alguma ação após ver um conteúdo de moda.

Para o setor calçadista, o potencial é ainda maior: a taxa média de conversão no e-commerce de sapatos é superior à de segmentos como beleza e games. “Nós lemos os movimentos do mercado e traduzimos para nossas leitoras de uma maneira didática e rápida, e dessa forma percebemos que o conteúdo é o que faz uma marca ser lembrada antes da compra e escolhida no momento dela”, reforçou Miranda, que destacou a importância de unir storytelling e análise de tendências em tempo real.

De acordo com a especialista, entre as apostas de tendências monitoradas para o Outono/Inverno 2026 estão: o animal print de vaquinha, os tons berry, os clássicos revisitados (como blazers, scarpins e mocassins) e os marrons terrosos que continuam em alta.

O poder da presença

Encerrando a programação, Ricardo Prado, mentor de representantes e fundador da R8 Educação, apresentou a palestra “O elo que move o mercado: como alinhar indústria, representantes e varejo para transformar relacionamentos em resultados”.

Com uma trajetória de décadas no setor, Prado destacou o papel do representante comercial como elo vital entre indústria e varejo, e alertou sobre o risco da desconexão física em um mercado cada vez mais digitalizado.

“O varejo está sobrecarregado por novas plataformas e tendências. A tecnologia não substitui o representante, apenas transforma sua função. Quem ainda trabalha como em 2019 está ficando para trás, o diferencial agora é saber utilizar do tempo que ganhamos a nosso favor e não dispensar o contato direto com o cliente”, afirmou. Para o mentor, o futuro do setor necessita de uma liderança comercial clara, integração tecnológica real e formação de parcerias estratégicas. “Quando indústria, representante e varejo crescem juntos, o mercado explode”, concluiu.

Além de promover lançamentos e tendências, a BFSHOW – realizada pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) em parceria com a NürnbergMesse Brasil –  reforça seu papel como plataforma completa de negócios, onde fabricantes, distribuidores e importadores encontram soluções imediatas para abastecer o comércio.

E já anotem na agenda a 6ª edição da BFSHOW  de 18 a 20 de maio de 2026 em São Paulo/SP no Distrito Anhembi

da redação

ARTIGO - Eleição de 2026 é oportunidade para elevar o debate nacional

worldfashion • 12/11/25, 16:12

Por Fernando Valente Pimentel*

Daqui a 12 meses, o Brasil definirá não apenas o governo de 2027 a 2030, mas também e talvez sobretudo, os rumos que pretende seguir diante de um mundo em profunda transformação. As eleições do próximo ano terão papel decisivo em estabelecer que tipo de país desejamos construir: mais produtivo, competitivo e inclusivo, ou preso às amarras da polarização e do baixo crescimento.

Nos últimos anos, o debate público tem sido capturado por uma lógica de confronto não construtivo para os objetivos de crescimento sustentado e desenvolvimento. Essa dinâmica empobrece a política e ofusca discussões essenciais sobre o futuro, como a modernização do Estado, a eficiência dos serviços públicos, a competitividade das empresas e os investimentos prioritários em educação, saúde, saneamento básico, segurança pública, inclusão social, infraestrutura, transição energética e meio ambiente.

Entretanto, pesquisa recém-divulgada pela More in Common, em parceria com a Quaest, publicada em 14 de outubro pelo Estadão, oferece um alento. Revela que a sociedade brasileira é muito mais diversa e matizada do que a caricatura de “duas torcidas” opostas. O levantamento identifica grupos como os progressistas militantes (5%), desengajados (14%), cautelosos (27%), conservadores tradicionais (21%) e patriotas indignados (6%). Em outras palavras, há numerosos cidadãos que não se encaixam na polarização e estão abertos ao diálogo e à construção coletiva de soluções.

Esse grupo intermediário e moderado, possivelmente majoritário, pode delimitar o espaço decisivo para o avanço do Brasil. É nele que se encontram os brasileiros interessados em discutir propostas concretas para que o País supere a chamada síndrome do rendimento médio e conquiste uma trajetória de desenvolvimento sustentável e próspero.

O êxito nesses objetivos implica adotar uma agenda de competitividade sistêmica, que fortaleça as empresas nacionais para competir globalmente com qualidade e inovação. Pressupõe, também, governos eficientes, que entreguem serviços compatíveis com os impostos pagos, e investimentos estruturantes nas prioridades que apontei anteriormente.

Mais do que isso, é hora de subir o nível do debate público. O Brasil precisa de metas objetivas e transparentes, indicadores claros e de fácil compreensão pela sociedade e candidatos comprometidos com resultados mensuráveis. Preservar a democracia liberal, o livre mercado e uma política social vigorosa financiada pelo crescimento econômico e humano é o caminho para equilibrar eficiência e inclusão.

O País tem evoluído e dispõe de oportunidades extraordinárias. Porém, só as aproveitará plenamente se for capaz de romper a bolha da polarização e reencontrar a via do diálogo e da razão.

*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

JBS COUROS - INOVAÇÃO RESÍDUO INDUSTRIAL

worldfashion • 07/11/25, 10:16

A JBS Couros, líder global no segmento, anualmente com milhões de peles sendo processadas nas 21 unidades industriais da empresa, distribuídas nos quatro continentes. Posiciona a Companhia como uma das maiores produtoras do material no mundo.

A empresa redefiniu o conceito de resíduo industrial ao transformar o farelo de rebaixe, resultante do processo de rebaixamento do couro, a partir do qual chega-se à espessura ideal da peça, em fonte de receita, e passou a exportar mensalmente 550 toneladas do material de três das suas quatro fábricas (Itumbiara, Uberlândia e Lins) para a Itália, onde o farelo é utilizado como matéria-prima na produção de fertilizantes, transformando resíduo em receita.

Com isso, os artigos da empresa já registraram uma redução média de 15% nas emissões de carbono, chegando em até 25% em alguns casos. “Esse projeto mostra que cada elo da cadeia pode gerar valor. Transformamos desafios em oportunidades. Com inovação e foco, comprovamos que é possível ser sustentável, rentável e eficiente ao mesmo tempo.”, afirma Guilherme Motta, presidente da JBS Couros.

Essa inovação é parte de uma estratégia mais ampla de aproveitamento total da matéria-prima pela JBS Couros. Lançado em 2019,o “Kind Leather” é outro pilar dessa visão. A tecnologia otimiza o uso da pele desde o início, removendo as partes de menor aproveitamento antes do curtimento, transformando o que antes seria resíduo em coproduto para outras indústrias. A abordagem aumenta o rendimento do couro e reduz de forma significativa o consumo de água, de energia e de resíduos sólidos.

Com um sistema de produção que contempla um manuseio minucioso em cada etapa, os clientes têm acesso a um produto de alto valor agregado. “Nosso papel é completar o ciclo da cadeia de valor da pecuária, transformando um subproduto em um material de alta qualidade”, pontua Motta. “Atendemos setores com padrões rigorosos, que demandam não apenas excelência no produto final, mas também uma garantia de origem e de processo produtivo responsável”, complementa.

Toque italiano na vanguarda

Na Itália, a Companhia mantém a Conceria Priante, referência mundial em design, maquinário e tecnologias mais modernas para produção do couro. Além de produzir artigos de alto padrão, a unidade funciona como um laboratório de tendências, onde são desenvolvidos acabamentos, cores e texturas que chegam a marcas internacionais de renome. “A proximidade com os maiores polos de design do mundo nos permite antecipar demandas e criar soluções que influenciam todo o setor”, comenta o executivo.

Ao integrar tecnologia, sustentabilidade e controle de ponta a ponta, a JBS Couros requalifica a percepção sobre o processamento das peles: de um simples subproduto a um ativo belo, durável e confortável, sempre inovando ao trazer soluções em economia circular e aumento da eficiência da cadeia produtiva.

Sobre: A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável.

da redação com informações da FSB Assessoria

CONCURSO - DESAFIO DENIM NEXT 2026

worldfashion • 05/11/25, 11:07

O concurso é idealizado pela Denim City SP e Mauricio Lobo, o Denim Next convida jovens criadores a desenvolverem propostas que expressem inovação, consciência e  no universo do denim.

O desafio integra a semana de lançamentos da indústria e apresenta o Troféu Denim Next como símbolo de reconhecimento ao mérito criativo e técnico dos participantes.

FOCO em CRIATIVIDADE, CONEXÃO e SUSTENTABILIDADE

O projeto foi desenvolvido a partir de três pilares — Criatividade, Colaboração e Sustentabilidade — incentivando o uso de matérias-primas e processos inovadores dentro da moda denim.

Os participantes deverão escolher um único item - base — calça ou jaqueta — e inscrever seu projeto em uma das duas categorias:

CRIAÇÃO CONCEITUAL: voltada à inovação em design e processo criativo;

UPCYCLING: dedicada à reutilização e reinvenção de peças existentes, com foco em sustentabilidade.

BENEFÍCIOS

Mais do que uma competição, o Denim Next reforça a missão da Denim City SP de aproximar o mercado, a academia e os negócios da moda, conectando pessoas, empresas, startups e instituições em torno do desenvolvimento do setor.

O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 4, 9, 12 e 17), reforçando o compromisso com Educação de Qualidade, Inovação, Produção.

O Desafio Denim Next 2026 oferece aos participantes a oportunidade de ganhar visibilidade nacional e construir conexões reais com o mercado.

Os projetos finalistas serão expostos na Denim City SP e concorrerão a premiações em dinheiro, tecidos, troféus, placas e benefícios técnicos.

A participação é gratuita e aberta a estudantes de Moda e áreas relacionadas.

CRONOGRAMA

Inscrições Até 02 de Janeiro 2026

Seleção Janeiro de 2026

Anúncio dos finalistas Janeiro de 2026

Exposição e premiação Março de 2026

PREMIAÇÃO

• 1º lugar, R$5.500,00 + 22 metros de tecido Denim + Troféu “DENIM NEXT 2026”

• 2º lugar, R$3.000,00 + 13 metros detecido Denim + placa “DENIM NEXT 2026”

• 3º lugar: R$1.500,00 + 10 metros de tecidoDenim + placa “DENIM NEXT 2026”

MAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES PELO LINK:  httpps://forms.gle/49HWhpcpyEqCL6447

EVENTO - FEVEST Inspire 2026

worldfashion • 02/11/25, 11:55

A FEVEST maior feira de lingerie, moda praia, fitness e matéria-prima da América Latina será nos dias 9, 10 e 11 de junho de 2026 em Nova Friburgo/RJ, considerada a Capital Nacional da Moda Íntima.

O tema “Inspire”, da próxima edição promete ser inovadora, ousada e visionária, reafirmando o papel de liderança da FEVEST na promoção de negócios, tendências e conexões que impulsionam o setor. O evento é reconhecido por transformar ideias em movimentos e encontros em novas oportunidades, consolidando-se como um verdadeiro portal de inspiração para expositores, compradores, visitantes e patrocinadores.

Durante o lançamento da edição, foram apresentadas algumas das novidades, como os estandes, a ampliação da planta do evento, desfiles imersivos, momentos de networking e a terceira edição do projeto Sindexporta, que promoverá rodadas de negócios e mesas-redondas com compradores internacionais.

Em seu discurso, Gustavo Moraes, presidente do SINDVEST (Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região) e responsável pela realização da feira, destacou a importância do momento para o setor e expressou gratidão aos empresários pela confiança depositada na diretoria reeleita.

“Foram três anos de muito trabalho e conquistas que qualificaram nossos empresários e fortaleceram o polo de moda de Nova Friburgo”, afirmou. “Projetos como o SINDIVEST ACADEMY, o SINDEXPORTA, o SINDCONECTA, o SINDMULHER e o Resíduo Zero se tornaram pilares do nosso compromisso com o desenvolvimento e a sustentabilidade. E, agora, com a nova diretoria, estamos prontos para um novo ciclo de inovação e crescimento.”

O presidente também celebrou o reconhecimento nacional recebido na última semana, quando o SINDVEST foi premiado pela FIRJAN na categoria Melhores Práticas Sindicais, com o projeto SINDEXPORTA.

Encerrando o evento, o público assistiu a um vídeo institucional que reforçou o título de Nova Friburgo como a Capital da Lingerie e destacou a força do SINDVEST na representatividade da moda confecção.

“A FEVEST Inspire 2026 será um grande portal de inspirações, um evento para viver, sentir e compartilhar”, concluiu o presidente.

da redação com informações de Alex Ferraz Comunicação

Congresso Internacional ABIT

worldfashion • 29/10/25, 16:21

Em pronunciamento remoto, Ricardo Steinbruch, presidente do Conselho de Administração da ABIT, afirmou que produtividade significa muito mais do que eficiência econômica: “É a essência do que buscamos, ou seja, um futuro mais sólido, justo e com mais oportunidades para o setor e para o País”. Ele defendeu investimentos em educação, tecnologia, inovação, automação e sustentabilidade, além de avanços em infraestrutura, segurança jurídica e ambiente de negócios.

Steinbruch alertou para o impacto da informalidade, que “cria concorrência desleal e bloqueia o avanço da produtividade”, e apontou a necessidade de uma taxa de investimento de 25% do PIB, contra os atuais 18%. Segundo ele, o setor têxtil e de confecção precisa investir R$ 15 bilhões anuais para manter sua posição atual e R$ 20 bilhões para crescer. Também destacou a urgência das reformas estruturais e criticou “juros altos e câmbio volátil” como entraves à competitividade.

O diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, ressaltou que a disputa global é por domínio tecnológico e industrial. Informou que a Nova Indústria Brasil (NIB) já aportou R$ 240 bilhões até setembro deste ano e que o BNDES e a Finep destinaram R$ 57,7 bilhões à inovação desde 2023. Mencionou, ainda, a nova linha de R$ 10 bilhões para a Indústria 4.0 e outros R$ 30 bilhões para apoiar empresas afetadas pelas novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Em mensagem de vídeo, Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou a relevância do setor têxtil na geração de empregos e inovação. Em seguida, Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e presidente emérito da ABIT, reiterou que o mundo está discutindo quem vai tomar conta das tecnologias, mas o fator humano é fundamental para a produtividade e o crescimento sustentado.

“Precisamos atrair e reter talentos, e estamos trabalhando nisso na Fiesp e no CIESP”, frisou. Porém, alertou que os setores produtivos no Brasil estão competindo por recursos humanos com o crime organizado, que já o maior ‘empregador’ na Região Norte do País.

Cervone também lembrou que o setor têxtil e de confecção é o mais antigo e o primeiro no advento da revolução industrial, foi inspiração da digitalização e é um dos líderes atuais no desenvolvimento da indústria 4.0. Finalizou salientando que “o Congresso da ABIT gera propostas ao governo, ao Congresso e aos empresários para o enfrentamento dos desafios a serem vencidos”.

O presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, também presidente emérito da ABIT, afirmou que, para recuperar a produtividade, a educação é um fator fundamental. “Há tempos, porém, os indicadores qualitativos de nossa educação deixam muito a desejar. Por isso, a indústria de São Paulo tem atuado com força nessa área, oferecendo ensino de qualidade em suas 140 escolas, distribuídas por 112 municípios paulistas. O Sesi-SP tem uma tecnologia pedagógica avançada”.

No entanto, São Paulo tem cerca de 1,3 milhão de filhos de industriários em idade escolar, considerando o Ensino Fundamental 1 e o Médio. O Sesi-SP atende mais de 100 mil alunos. Ou seja, isso é menos de 10% da demanda potencial. Para absorvê-la, seria necessário ampliar a rede de escolas do Sesi-SP em mais de 1.000%.

“Por isso, decidimos intervir de modo determinado nessa realidade, por meio do programa Sesi Para Todos. Em apenas quatro anos, criamos uma dezena de programas, levados de maneira gratuita à totalidade dos 645 municípios de São Paulo, abrangendo as redes públicas estadual e municipais. Com isso, o Sesi-SP já treinou mais de 160 mil professores e 20 mil gestores das redes municipais e estadual, com reflexos positivos diretos na qualidade do ensino”, relatou Josué.

Em outra frente, quase 20 mil alunos da rede pública cursam gratuitamente no Senai-SP, no contraturno escolar, o quinto itinerário, já saindo dessa etapa escolar com uma profissão. O Senai-SP também realiza a Jornada de Transformação Digital. As 23,5 mil empresas atendidas até o momento registraram ganhos médios de 40% de produtividade e de 10% em eficiência energética, evidenciando o impacto positivo da digitalização nos negócios.

Defesa setorial

O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), presidente da Frente Parlamentar Mista “José Alencar” para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção, defendeu a taxação de 20% sobre encomendas internacionais até US$ 50, medida adotada para proteger a indústria nacional. “Temos a obrigação de defender quem gera empregos”, disse, ressaltando a importância da ABIT na interlocução com o Poder Legislativo.

Fim do bônus demográfico

Na primeira palestra do congresso, mediada por Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente e presidente emérito da ABIT, o economista Bráulio Borges, da LCA Consultores e FGV Ibre, analisou o cenário macroeconômico e alertou para o fim do bônus demográfico no Brasil, que dará lugar a um “ônus populacional” já na próxima década. “Será preciso compensar esse efeito com reformas, melhor uso dos recursos públicos, participação feminina no mercado de trabalho e adoção de tecnologias”, afirmou. Segundo ele, a reforma tributária poderá elevar o PIB em até 10% nos próximos 15 anos, mas o ganho virá gradualmente.

Pesquisa

Uma pesquisa instantânea feita com os cerca de 500 participantes do congresso apontou que parcerias entre empresas, governo e setor de P&D são o fator mais importante para o aumento da produtividade. As tecnologias de reciclagem e reúso de fibras lideram as prioridades de inovação até 2030. A criatividade e a capacidade de resolver problemas complexos foram indicadas como as competências mais valiosas para o futuro do setor.

O evento prossegue até amanhã (30/10). Haverá novas rodadas de debates e proposições para o fortalecimento da indústria têxtil e de confecção brasileira.


Sobre A ABIT- Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 21 de fevereiro de 1957, é uma das mais importantes entidades dentre os setores econômicos do País. Representa a força produtiva de 25,3 mil empresas instaladas por todo o território nacional, de todos os portes, que empregam mais de 1,3 milhão de trabalhadores e geram, juntas, um faturamento anual (em 2024) de R$ 212,6 bilhões.



da redação com informações da Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação


EVENTO - IMERSÃO EM MODA REGENERATIVA

worldfashion • 24/10/25, 16:04

A Trama Afetiva é uma plataforma de design social e regenerativo idealizada por Jackson Araujo e Luca Predabon, que une oficinas criativas de desenvolvimento de projetos de design circular, voltadas para estudantes e interessados nos processos colaborativos de criação.

Esta IMERSÃO EM MODA REGENERATIVA com os participantes selecionados entre pessoas inscritas no formulário divulgado para todo o estado de São Paulo, as atividades terão conteúdo programático voltado para a aprendizagem coletiva sobre design, moda e práticas em reinvenção têxtil. Trata-se de um processo que transforma resíduos urbanos descartados em novos produtos de maior valor, uso ou qualidade.

O evento “Imersão Cultural em Moda Regenerativa”, se realizará entre os dia 28 e 31 de outubro, na Galeria Metrópole, no centro de São Paulo, e além de oficinas de moda e design circular para participantes selecionados, terá encontros com especialistas em sustentabilidade aberto ao público.

Os encontros contemplam uma agenda plural para disseminar conhecimentos sobre o design social e regenerativo, pautados sobre as experiências criativas da Trama Afetiva entre os anos de 2020 e 2025 – pandemia e pós-pandemia – realizadas a partir do uso de náilon de guarda-chuvas, recuperados do descarte de resíduos sólidos por cooperativas de catadores e catadoras na cidade de São Paulo.

Na programação, estão aula magna, painéis de discussão com a participação de nomes de destaque das cenas da moda, do design e da sustentabilidade, como Alexandre Heberte, artista têxtil e tecelão, Thais Losso, Jorge Feitosa, Maria Gabrielly Dantas e Sioduhi, designers de moda com expertise em processos de criação circular e colaborativa, Nina Coimbra, designer de objetos e curadora, a engenheira ambiental Aline Matulja, Laura Cruz, ativista de reciclagem e a mestra em sustentabilidade Monica Picavea, entre outros.

Neste formato, a Trama Afetiva reafirma sua atuação como uma plataforma que alia arte, regeneração e impacto social, conectando mais de 105 colaboradores entre catadores, costureiras e designers, e também beneficiando financeiramente cerca de 300 pessoas em São Paulo.

A Trama Afetiva – Imersão Cultural em Moda Regenerativa conta com patrocínio da Hering e da Fundação Hermann Hering, por meio do ProAC ICMS, reforçando o compromisso de fomentar a inovação social e práticas circulares na moda brasileira.

Programação

DIA 28 - 10h30 às 12h

BOAS-VINDAS

• Fala oficial da Trama: Moda como Micropolítica – Jackson Araujo

• Fala Patrocinador: Marina Ricciardi, gestora de sustentabilidade e comunicação da Cia. Hering

AULA MAGNA – Regeneração: o chamado da Terra, por Aline Matulja

Mediação: Jackson Araujo

DIA 28/10 - 10h30 às 12h

Mesa 1

DESIGN QUE CONTA HISTÓRIAS

Painelistas:

• Thais Losso

• Jorge Feitosa

• Alexandre Heberte

• Nina Coimbra

Mediação:

• Ana Paula de Assis

DIA 29 - 10h30 às 12h

Mesa 2

MULHERES QUE CUIDAM DAS CIDADES

Painelistas

• Laura Cruz

• Anne Catadora

• Morena Flowers

Mediação

• Monica Picavea

DIA 30 - 10h30 às 12h

Mesa 3

BRASIL REGENERATIVO

Painelistas:

• Maria Gabrielly Dantas

• Sioduhi

• Erico Gondim

Mediação:

• Winnie Bastian

DIA 31 - 10h30 às 12h

Mesa 4

“SOMOS COMEÇO, MEIO E COMEÇO”

• Apresentação do livro “A Coleta”, com o autor Pedro Vó e seus três personagens catadores (Bispo, Litz Govk e Maura)

• Apresentação do episódio “Vivências Circulares”, com fala do produtor da série Sylvio Rocha

Serviço

Evento: Trama Afetiva – Imersão Cultural em Moda Regenerativa

Data: 28 a 31 de outubro de 2025

Local: Espaço Cultural PUBLICA – Av. São Luís, nº 187, Galeria Metrópole, lojas 14, 15 e 16, subsolo, República – São Paulo/SP

da redação com informações da assessoria Lema+

ARTIGO - Importações em alta ameaçam indústria têxtil e de confecções

worldfashion • 23/10/25, 14:01

Por Fernando Valente Pimentel*

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o varejo de vestuário avançou 5,5% em termos reais, enquanto a produção nacional cresceu 4,9%. São números que confirmam a resiliência de uma cadeia produtiva que emprega, apenas na indústria, mais de 1,3 milhão de pessoas e desempenha papel estratégico na economia.

Por outro lado, as importações de produtos de vestuário cresceram 17,7% no mesmo período, 3,6 vezes mais rapidamente do que a produção doméstica. Tal descompasso decorre, em grande parte, do aumento de barreiras e tarifas em países compradores tradicionais, gerando um excedente de produção na Ásia, cujas empresas buscam alternativas para escoar o grande volume de peças fabricadas. Para elas, o Brasil é um alvo perfeito, pois tem um grande mercado e, de quebra, desvantagens competitivas acentuadas em relação a nações nas quais há custos mais baixos de capital, subsídios e incentivos robustos, em contraste com a nossa realidade.

Cabe lembrar que parcela importante dos ingressos de vestuário tem ocorrido por meio das plataformas internacionais de e-commerce. Estas, além de contarem com todos os benefícios acima indicados em seus países de origem, aproveitam vantagens tributárias que ainda persistem no Brasil, mesmo após avanços recentes, como a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre encomendas de até 50 dólares. Embora a medida represente um passo importante na direção da igualdade competitiva, ainda é insuficiente para equilibrar o campo de jogo.

Essa desigualdade tributária soma-se às agruras do “Custo Brasil”, que, há tempos, sobrecarrega empresas com uma combinação de fatores que encarecem operações e reduzem a competitividade: ônus trabalhistas elevados, excesso de burocracia, complexidade tributária, infraestrutura deficitária, energia cara, crédito limitado e uma das mais elevadas taxas de juros reais do mundo. Cada um desses elementos, isoladamente, já seria um desafio. Juntos, tornam o ambiente empresarial hostil e criam distorções que não refletem competência ou eficiência das empresas, mas sim barreiras estruturais, que se agravam no contexto da conjuntura mundial.

No cenário geopolítico global, marcado pelo acirramento das disputas comerciais, as soluções tornam-se ainda mais urgentes. Países desenvolvidos não têm hesitado em formalizar pedidos de defesa comercial e adotar tarifas elevadas e incentivos agressivos para proteger e fortalecer suas indústrias, buscando internalizar a produção. O Brasil, se não agir rapidamente para reduzir os ônus da atividade produtiva e defender legitimamente suas empresas, corre o risco de perder cada vez mais espaço no mercado interno e no mundial.

A resposta passa por uma combinação inteligente de políticas: revisão estrutural do “Custo Brasil, estímulo à produtividade e adoção de mecanismos responsáveis de defesa comercial, que podem incluir inclusive a imposição de cotas quantitativas temporárias enquanto perdurarem as turbulências geopolíticas e geoeconômicas. Tais providências são cruciais para garantir a soberania produtiva, preservar empregos e manter o vigor da nossa economia e da indústria.

Políticas públicas como as que vêm sendo adotadas, como a Nova Indústria Brasil (NIB), Depreciação Acelerada e as linhas de crédito para impulsionar a Indústria 4.0, recém-anunciadas, contribuem para revigorar a produção. Também são pertinentes as medidas compensatórias adotadas para atenuar o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Entretanto, para além dessas iniciativas, não podemos nos resignar ao aumento expressivo das importações como algo passageiro, que se solucionará de modo natural quando arrefecer o atual ímpeto tarifário e protecionista internacional.

Nesse contexto, necessitamos de medidas amplas e eficazes de defesa comercial, sem as quais poderemos arcar com um custo altíssimo no futuro, em forma de dependência externa, fragilidade produtiva e perda de força inovadora. Precisamos reagir com agilidade para transformar o presente cenário geopolítico em oportunidades, em vez de sermos reféns passivos de um mundo mais hostil e permeado por bombas tarifárias nas relações comerciais.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

10ª EDIÇÃO MAQUINTEX

worldfashion • 01/10/25, 11:58

O evento que aconteceu em Forteleza, se destacou como plataforma de negócios, tecnologia e inovação para o segmento, e mais uma vez movimentou o mercado e impulsionou a cadeia produtiva da região norte e nordeste somando 600 milhões de faturamento.

Além  dos negócios a feira ofereceu uma programação que incluiu mais de 50 horas de conteúdos, com palestras, workshops e painéis sobre as principais tendências e desafios do setor, que atraiu empresários, profissionais e empreendedores ligados à indústria da confecção, sublimação, serigrafia e varejo.

PALESTRAS:

Reforma Tributária e Impactos no varejo por Emilio Moraes, Inteligência Artificial e Inovação no varejo com Iago Capistrano.

Estratégia de internacionalização com Igor Maia Gonçalves.

Como a confecção vem mudando a vida dos reclusos no sistema prisional por Mauro Albuquerque.

Mercado têxtil e moda no Brasil nos últimos 25 anos. Transformações que estão definindo o futuro por Marcelo Villin Prado.

As tecnologias do segmento têxtil que estão mudando a vida de quem produz por Ricardo Collazo e Willian Previtalli.

Papo de Gráfica: Como resolver a falta de mão de obra qualidficada no mercado gráfico por Judah Adonai.

A jornada: o verdadeiro motor do sucesso online por Sara Porto e Daniel Gomes.

Finanças como ferramenta de decisão estratégica por Mayke Alexandre.

Como grandes marcas estão usando sustentabilidade para liderar o futuro da moda por Daniela Marx.

Os códigos que estão trasnformando o jeans já estão aí. Quem soube identificá-los saiu na frente. Conheça os sinais dessa revolução por Giuliana Castelo Branco,

O segredo atrás do mercado americano ter se tornado campeão mundial de vendas de jeans, e o que podemos aprender com eles por Iolanda Wutzl.

Marcas Cearences: Juntas pelo impacto positivo. O futuro do Jeans Sutentável e Desejável com Thicyane Pinheiro da TLF Jeans, Isabela Viana da 085 Têxtil, Francisco Marcondes da Caunt Jeans e Marlene Fernandes do Guia Jeans.

Do fio ao beneficiamento: inovação e tecnologia no ciclo do denim com Sueli Pereira da Santista, Marcelo Lobo da ZDHC, Itamar Feitoza da CHT, Fábio Felix da Vicunha, Paulo Rabelo presidente da Sindroupas CE.

O público visitantes, que foram mais de 15 mil, tiveram a oportunidade de conhecer as empresas reconhecidas nacionalmente pelas soluções tecnológicas e inovações voltadas para o setor têxtil,  que apresentaram novidades em automação, maquinário de última geração e ferramentas que prometem transformar os processos de produção, tornando-os mais eficientes e sustentáveis.

A feira também deu continuidade ao sucesso do Startup Corner, espaço que estreou em 2023 com o objetivo de apresentar soluções inovadoras desenvolvidas por startups para a indústria têxtil e de confecção. A iniciativa fortalece o ecossistema de inovação do setor e aproxima os empreendedores das grandes empresas.

O público visitante foi maior que a expectativa, refletindo o aquecimento do mercado e o interesse crescente por inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva. De acordo com pesquisas da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em 2024, o segmento têxtil registrou crescimento de 4,8% na produção em relação ao mesmo período de 2023, enquanto o vestuário avançou 3,9%. Para 2025, o orgão projeta um crescimento de 1,2% em toda a cadeia.

FEIRAS SIMULTÂNEAS

As feiras Signs Nordeste, voltada para comunicação visual, teve a exposição de produtos, áreas de talk e a quinta edição do Campeonato Brasileiro de Envelopamento Automotivo (Cambea) e a 1ª Pack&Graph, contou com uma programação recheada de novidades apresentando os principais lançamentos, tecnologias e serviços para o setor, especializada em soluções para embalagem e impressão, foram realizadas.

SUSTENTABILIDADE - VICUNHA

worldfashion • 25/09/25, 09:45

No Relatório de Sustentabilidade 2024, VICUNHA celebra a consolidação da estação de tratamento VSA, uma iniciativa pioneira que trata o esgoto doméstico de cidades vizinhas à sua fábrica, em Pacajus (CE), gerando água de reúso para alimentar seus processos industriais. Com isso, poderá utilizar entre 15 e 20 milhões de litros de água de reúso por mês, um total de cerca de 200 milhões de litros em 2025.

A VSA tem a capacidade de dobrar a produção de água de reúso, podendo chegar a 500 milhões de litros/ano, o que possibilitará à Vicunha autossuficiência hídrica nos processos industriais na unidade de Pacajus, bem como o fornecimento de água a outras empresas da região, impactando positivamente o ecossistema industrial no Ceará. Esse avanço representa um marco significativo na redução da utilização de água de manancial e reforça a gestão eficiente dos recursos naturais, em uma jornada que fortalece a sustentabilidade da indústria.

Outro destaque do relatório é o reaproveitamento de algodão, que é a principal matéria-prima para a produção do denim e do brim. Em 2024, a empresa utilizou mais de 9 mil toneladas de algodão reciclado e reutilizado em suas linhas de produção, cerca de 15% do uso total deste recurso, sendo uma das empresas que mais recicla e reutiliza materiais têxteis no mundo. Com esta iniciativa, a Vicunha diminui o uso de algodão virgem da natureza, o que evita um consumo significativo de água e outros insumos na plantação, bem como reduz a emissão de gases de efeito estufa no transporte da matéria-prima do campo à fábrica.

A empresa também relata que destinou aproximadamente 63% dos resíduos produzidos para reaproveitamento e reciclagem, um aumento de quase 20% em relação à 2023, evitando o envio de materiais a aterros sanitários. O objetivo é aumentar para 90% o percentual de resíduos não destinados a aterros até 2030, por meio de práticas como reutilização, reciclagem, compostagem, refino, uso agrícola ou recuperação energética.

“Cada ação reforça nosso compromisso com uma moda mais limpa, circular e consciente — onde o que sobra encontra um novo caminho. Com isso, contribuímos para uma cadeia têxtil mais sustentável, favorecendo uma moda responsável”, afirma German Alejandro Silva, diretor Executivo Comercial e de Marketing da Vicunha.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O compromisso social da Vicunha também ganha vida por meio da plataforma V.Tex, que fomenta o empreendedorismo feminino e de pequenos criadores de moda. Isso se dá por meio da doação de tecidos e com o compartilhamento de conhecimento e suporte técnico para costureiras e estilistas em situação de vulnerabilidade social ou em início de carreira. Em 2024, foram 108 parcerias realizadas pela Vicunha com atores da comunidade e cerca de 20 mil metros de tecidos doados, contribuindo para uma moda mais diversa, inclusiva e que gera oportunidades para quem precisa.

Outro destaque é o Projeto Pescar, no qual a empresa realiza investimentos sociais e voluntariado para a capacitação profissional e humana de jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa forma cerca de 100 jovens por ano nas suas três unidades fabris no Brasil, em Maracanaú (CE), Pacajus (CE) e Natal (RN). Os cursos oferecidos pelo Pescar dentro da Vicunha são: Manutenção Mecânica, Eletromecânica e TI, favorecendo a inserção de jovens no mercado de trabalho.

GOVERNANÇA E TRANSPARÊNCIA

O relatório também demonstra práticas de governança, nas quais a Vicunha reforça sua cultura ética e transparente, com 100% dos líderes e colaboradores treinados em políticas anticorrupção e conformidade. Por meio de uma gestão integrada e íntegra, a empresa garante o monitoramento contínuo de indicadores ambientais, sociais e operacionais, assegurando excelência e alinhamento com as melhores práticas internacionais.

No âmbito da moda e inovação, a empresa segue como referência global, com um portfólio de mais de 300 produtos em denim e brim, incluindo linhas com algodão regenerativo, materiais reciclados e processos que reduzem o uso de água e químicos. Investimentos no seu centro de inovação, o V.Laundry, e em plataformas digitais como o app V.Space, ampliam a experiência dos clientes, integrando inovação, sustentabilidade e o universo da moda.

Sobre: Vicunha empresa reconhecida mundialmente pelos elevados padrões de qualidade e sustentabilidade, é uma multinacional brasileira presente na América Latina, Europa e Ásia. Com quase 60 anos no mercado, é referência global em soluções jeanswear, atuando no segmento de tecidos denim e brim. Além de produtos inovadores, a empresa leva ao mercado inteligência para a customização de serviços em tendências de moda, sustentabilidade, design e lavagens. É isso que faz da Vicunha uma empresa one stop shop, modelo de negócio que possibilita atender as necessidades dos clientes em um só lugar, ajudando a aumentar sua competitividade com soluções integradas. Celebrando a multiplicidade de um mundo em constante evolução, a Vicunha tem como propósito estimular a cultura do jeanswear, para que cada pessoa no mundo encontre seu jeansidentity.

da redação com informações da assessoria Ágorasite