COLEÇÃO - VICUNHA

worldfashion • 21/09/26, 17:38

A inovação na moda contemporânea está diretamente ligada à engenharia têxtil e ao desenvolvimento de tecnologias aplicadas às matérias-primas, às construções e aos processos produtivos. Com esse olhar, a Vicunha amplia seu portfólio com novas soluções em denim e brim que conectam expertise industrial, performance e diferentes possibilidades de produto para o mercado de jeanswear.

Entre os destaques da nova coleção está o Malva Juruá, primeiro brim comercial com fibra de malva amazônica. Apresentado inicialmente pela Vicunha na SPFW 2025, o projeto avança agora para escala comercial e passa a integrar o portfólio da companhia. Desenvolvido em parceria com a Companhia Têxtil de Castanhal, responsável pelo processamento da fibra e fomento da cadeia da malva no Pará e Amazonas, o artigo combina algodão e malva em uma construção Panamá, com peso de 7 oz.

Malva Juruá: pioneirismo da bioeconomia amazônica

Fibra vegetal de origem amazônica, a malva é naturalmente adaptada às condições da região e ao ciclo das águas. Seu cultivo ocorre em áreas de várzea e está inserido em uma cadeia baseada principalmente na agricultura familiar, conectando o território amazônico à indústria e à moda. A aplicação da fibra em escala comercial abre novas possibilidades para uma matéria-prima de origem amazônica e fortalece sua conexão com o mercado de moda.

Novas possibilidades em denim e brim

Além do Malva Juruá, a coleção reúne outros destaques em brim e denim, com propostas que exploram diferentes construções, pesos, níveis de conforto e estéticas.

Entre eles estão Arsenal, Carlo, Shelby e Manchester:

• Arsenal (Brim): Com 8,5 oz e 26% de stretch, incorpora a tecnologia Soft Blend. O artigo reúne toque, elasticidade, capacidade de recuperação e conforto térmico, combinando conforto e performance.

• Carlo (Brim): Com 7,9 oz, composição de 98% algodão e 2% elastano e construção 3×1 S, utiliza algodão penteado, proporcionando uma superfície limpa e refinada. Com 22% de stretch após lavagem, combina conforto, respirabilidade e caimento preciso, transitando entre propostas de alfaiataria leve, resort e casual contemporâneo.

• Shelby (Denim): Com 11 oz, destaca-se pela estética dupla face, apresentando listras discretas no direito que ganham protagonismo no avesso. Fabricado em puro índigo e 100% algodão, incorpora fios de algodão reciclado pré-consumo e utiliza processo de menor consumo hídrico.

• Manchester (Denim): Com 7,8 oz, reúne a diagonal marcada e a profundidade de cor do puro índigo em uma construção leve, maleável e 100% algodão.

A coleção também amplia as possibilidades de cor utilizando bases tecnológicas consolidadas e novos desenvolvimentos. Em sintonia com a força do dark denim, a tecnologia de tingimento Blue Black se expande para novas bases, entre elas Catarina Blue Black Plus, Lopez Stretch Blue Black Plus e Sagres Blue Black Light.

Novas leituras para artigos da Europe Collection

Uma seleção de peças desenvolvidas pela SOKO Chemicals a partir de artigos da Europe Collection, com lavagens que valorizam e evidenciam as características próprias de cada tecido, ressaltando os slubs e os efeitos dos fios, ampliando os contrastes e a profundidade do índigo e reforçando o visual autêntico do denim.

Na seleção, ganharam destaque Wiggins e Shelton. O Wiggins, 100% algodão, apresenta construção slub, índigo escuro versátil e caráter old school. Já o Shelton combina Fine Negative Slub Character, visual old school e stretch.

A combinação entre matéria-prima, construção e tingimento reforça a capacidade da Vicunha de transformar conhecimento têxtil em soluções com identidade, performance e valor para o mercado. Com um portfólio amplo e diverso, a companhia amplia as possibilidades de criação para marcas e confecções e reafirma seu papel como referência em inovação para o jeanswear.

Sobre a Vicunha - Reconhecida mundialmente por seus elevados padrões de qualidade e sustentabilidade, a Vicunha é uma multinacional brasileira presente na América Latina, Europa e Ásia. Com quase 60 anos de mercado, é referência global em soluções para o jeanswear, atuando nos segmentos de tecidos denim e denim colour. Além de um amplo portfólio de produtos, a empresa oferece conhecimento e serviços em tendências de moda, sustentabilidade, design, desenvolvimento e lavanderia. Essa plataforma integrada permite acompanhar os clientes em diferentes etapas da criação e da produção, contribuindo para ampliar sua competitividade. Celebrando a multiplicidade de um mundo em constante evolução, a Vicunha tem como propósito estimular a cultura do jeanswear para que cada pessoa encontre o seu jeans.

da redação com informações da ágora Brasil

PREMIÈRE VISION - AUTUMN/WINTER 27/28

worldfashion • 14/09/26, 15:48

Depois de anos em que imagem, velocidade e produção de conteúdo digital ganharam protagonismo na construção do desejo, a moda começa a voltar sua atenção para algo a experiência de sentir. Toque, textura, conforto, proteção e sensorialidade aparecem como elementos cada vez mais importantes no desenvolvimento de produtos e aproximam universos que, até pouco tempo, eram tratados de forma mais separada.

Essa foi uma das principais leituras de Symone Rech, especialista em negócios de moda e fundadora da New & Now, a partir da edição da Première Vision que, pela primeira vez, abriu espaço para o setor de cosméticos em uma iniciativa com a Cosmetic Valley.

“Moda e beleza estão se aproximando porque começam a construir desejo a partir dos mesmos elementos. Não basta mais que o produto tenha apenas uma boa aparência. Ele precisa criar uma sensação, seja no toque de um tecido, na temperatura da peça sobre o corpo ou na experiência de um produto de beleza”, afirma a especialista.

Na moda, esse movimento aparece em tecidos macios, superfícies sensoriais, materiais que oferecem proteção, conforto térmico e leveza. Na beleza, está presente em fórmulas mais táteis, experiências de cuidado e embalagens que buscam estabelecer uma relação mais consciente com os materiais.

A matéria volta ao centro do desejo

Essa mudança também está relacionada ao macrotema Living Matter, ou Matéria Viva, apresentado para a temporada de outono-inverno 2027/28, correspondente ao Inverno 28 no Brasil.

A direção coloca a matéria como protagonista na construção de valor. Cor e forma continuam relevantes, mas passam a dividir espaço com irregularidades, texturas, superfícies alteradas e sinais de transformação. Depois de um período marcado por imagens muito polidas e padronizadas, cresce o interesse pelo que transmite presença, individualidade e memória.

“Acredito que estamos entrando em uma fase em que o próximo luxo não estará somente naquilo que pode ser visto. Ele também estará naquilo que pode ser tocado, percebido e experimentado pelo corpo”, diz Symone.

Dentro dessa leitura, movimentos como Matter of Time reforçam o tempo, o uso e a permanência como atributos de valor. Tecidos desgastados, superfícies envelhecidas e materiais que mudam ao longo do uso deixam de ser percebidos necessariamente como imperfeições e passam a participar da narrativa do produto.

Já em Wild Matter, a natureza deixa de ser apenas referência estética para se tornar também processo de inovação. Pesquisas com micélio, algas, fermentação e biomateriais mostram uma aproximação entre ciência e sistemas vivos, enquanto a beleza também avança na combinação entre tecnologia, ingredientes e experiências conectadas ao natural.

O terceiro movimento, Matter of Ease, leva essa discussão para uma tecnologia mais discreta, voltada ao conforto e ao bem-estar. Tecidos que regulam temperatura, respiram, protegem ou entregam desempenho passam a ser incorporados a peças de aparência cotidiana, sem necessariamente carregar uma estética esportiva ou tecnológica.

“Existe uma mudança importante na maneira como a inovação está sendo apresentada. A tecnologia continua presente, mas deixa de ser apenas espetáculo e começa a funcionar de forma mais silenciosa, como um suporte para conforto, proteção e cuidado”, analisa Symone.

O físico ganha força diante da imagem perfeita

A multiplicação de imagens digitais e o avanço da inteligência artificial também ajudam a explicar essa busca por materialidade. Em um ambiente em que imagens impecáveis podem ser produzidas em grande volume e velocidade, características difíceis de reproduzir na tela ganham importância no mundo físico.

Texturas, irregularidades, superfícies lavadas e materiais que carregam sinais de transformação passam a oferecer algo que a experiência digital não consegue entregar integralmente.

Para o mercado brasileiro, a tendência pode abrir oportunidades especialmente relevantes. A relação com corpo, pele, movimento e beleza já ocupa espaço importante no comportamento de consumo no país, o que cria terreno para roupas mais táteis, materiais leves e protetores, superfícies sensoriais e produtos associados a conforto e bem-estar. A tradução, no entanto, precisa respeitar características locais, como clima, hábitos de consumo e posicionamento de preço.

“Não se trata de copiar aquilo que aparece na Europa, mas de compreender o comportamento por trás dessas informações. A busca por conforto, sensorialidade, identidade e bem-estar já está presente no consumidor brasileiro. A oportunidade está em transformar esses sinais em produtos que façam sentido para a nossa realidade”, conclui Symone.

PATRICIA VIERA - ONLINE

worldfashion • 10/09/26, 15:15

A marca brasileira Patricia Viera dá um novo passo em sua trajetória e estreia seu e-commerce, ampliando sua presença para o ambiente digital sem abrir mão do trabalho artesanal, da exclusividade e da relação próxima com suas clientes. Desenvolvido ao longo de seis meses, o projeto nasce com o desafio de traduzir para o online uma experiência construída a partir do cuidado presente em cada etapa de criação e produção da marca.

A chegada ao digital acontece três anos depois de Andreia Vieira iniciar uma nova fase da marca criada por sua mãe, Patricia Viera, aproximando seu DNA autoral de uma proposta de varejo sob medida.

Depois da chegada ao Shopping Iguatemi, em São Paulo, o e-commerce surge como uma evolução natural desse movimento e amplia o acesso ao universo da marca para clientes que não conseguem estar presencialmente em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Com produção realizada entre a fábrica no Rio de Janeiro e o ateliê em São Paulo, a Patricia Viera mantém internamente o acompanhamento de todo o processo de desenvolvimento das peças. Esse cuidado também orienta a experiência criada para o novo canal. Após a confirmação da compra, a cliente poderá contar com atendimento via WhatsApp para tirar dúvidas e conversar sobre possíveis alterações de cor, modelagem ou tamanho.

“A gente gosta de controlar o processo do começo ao fim, pra ter certeza que a peça que vai chegar pra você vai estar perfeita e feita para durar”, explica Andreia Vieira.

Neste primeiro momento, as entregas terão prazo estimado entre 10 e 15 dias, permitindo que a equipe acompanhe cada pedido e preserve no digital a atenção aos detalhes característica da experiência presencial da marca.

O site também passa a reunir, ao lado das peças artesanais e feitas à mão, uma linha ready-to-wear pensada para levar a linguagem da Patricia Viera a diferentes momentos do dia a dia.

Para a estreia, o e-commerce funcionará com entradas programadas de produto, apresentando diferentes famílias ao longo da temporada. Entre os primeiros destaques estão as peças com pintura manual da artista Giovanna Vieira e a combinação de couro com renda, técnica que faz parte da história da marca há cerca de duas décadas e reaparece agora com uma leitura mais descomplicada e contemporânea.

A proposta é combinar as peças também a camisetas, tênis e botas, expandindo as possibilidades de uso de um trabalho tradicionalmente associado ao universo artesanal da Patricia Viera.

A primeira entrada também apresenta o couro pull-up, desenvolvido para a última coleção da marca apresentada no Rio Fashion Week, em parceria com a Casa de Couro de Fernanda Billiar.

O material ganha características próprias ao longo do uso, registrando marcas e transformações em sua superfície — uma particularidade que se conecta à própria ideia de permanência e memória presente no trabalho da marca.

Como resume Andreia, “a ideia do pull-up aqui é um couro que marca, que deixa história e que conta a sua história”.

A família chega inicialmente nos tons vinho, café e caramelo, além de versões em couro mestiço liso e couro pull-up.

Mais do que a abertura de um novo canal de vendas, o e-commerce marca uma nova etapa para a Patricia Viera, aproximando o artesanal do digital sem perder os códigos que acompanham a marca desde sua origem: o trabalho manual, a atenção à matéria-prima, a durabilidade e a possibilidade de criar uma relação pessoal entre cada cliente e a peça que escolhe vestir.

da redação com informações da Index - Estratégias de Comunicação

BRAZILIAN SUSTAINABLE FASHION IN MILAN

worldfashion • 10/09/26, 11:41

Mais do que levar coleções brasileiras ao exterior, a iniciativa busca dar visibilidade internacional a empresas que transformam práticas sustentáveis, saberes tradicionais e matérias-primas brasileiras em produtos de design, inovação e alto valor agregado.

A seleção das participantes foi resultado de um processo estruturado, que buscou identificar empresas efetivamente comprometidas com práticas sustentáveis em diferentes dimensões. As propostas incluem matérias-primas de menor impacto, fibras certificadas, materiais biodegradáveis, tingimento vegetal, upcycling, reaproveitamento de resíduos, técnicas artesanais, biodiversidade e saberes tradicionais.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, o encontro em São Paulo é o início de um percurso que combina visibilidade, posicionamento e oportunidades concretas de internacionalização para as marcas brasileiras.

“Essa iniciativa marca o início da presença que o Brasil levará a Milão. No dia 22, apresentaremos um desfile dedicado à moda sustentável, reunindo dez marcas brasileiras lideradas por mulheres de diferentes regiões do país, selecionadas a partir de critérios que consideram, de forma integrada, sustentabilidade, design e inovação. Nos dias seguintes, essa experiência se desdobra em um showroom de negócios, criando um ambiente estratégico para que essas empresas apresentem seus produtos, ampliem sua visibilidade internacional e estabeleçam conexões com potenciais compradores. Temos uma oportunidade concreta de posicionar o Brasil na vanguarda de uma moda mais consciente, em que sustentabilidade, criatividade e inovação se traduzem também em valor e vantagem competitiva para a indústria brasileira “, destacou Maria Paula.

Para a superintendente de Marketing e Negócios da Abit, Lilian Kaddissi, o compromisso efetivo das empresas com essas práticas foi um dos pontos centrais da seleção.

“Fizemos um processo estruturado de mapeamento e lançamos um edital, a partir do qual dez marcas foram selecionadas. São empresas que efetivamente trabalham com práticas de sustentabilidade em diferentes aspectos. Temos essa preocupação porque, além de contar uma história, queremos empresas que estejam de fato comprometidas com a prática. É também a primeira vez que realizamos uma iniciativa como essa, levando um evento próprio do Brasil para Milão”, afirmou Lilian.

Sustentabilidade, reconhecimento e valor

O compromisso com a sustentabilidade envolve um trabalho que muitas vezes começa anos antes de uma coleção chegar às passarelas. Para Francisca Vieira, presidente da Abrimos e fundadora da Natural Cotton Color, uma das dez marcas selecionadas, construir uma moda verdadeiramente sustentável exige investimento, adequação de processos e reconhecimento.

“Sustentabilidade é um valor fundamental para o futuro da moda, mas exige compromisso e investimento. A certificação GOTS (Global Organic Textile Standard), por exemplo, demandou um investimento alto e um trabalho consistente para adequar toda a nossa estrutura aos seus rigorosos padrões. Esse é um processo que vai muito além da matéria-prima: envolve toda a cadeia produtiva e a forma como a empresa opera. Mas acreditamos que a sustentabilidade, para realmente se traduzir em negócios, precisa estar associada a desejo, identidade e design. Moda é criação e expressão. É essa combinação entre responsabilidade, estética e inovação que transforma propósito em valor e abre espaço para a moda brasileira no mercado internacional”, afirmou Francisca.

A Natural Cotton Color tem como protagonista o algodão orgânico naturalmente colorido, cultivado pela agricultura familiar no sertão da Paraíba e utilizado sem processo de tingimento. A produção também incorpora rendas e bordados. A trajetória ajuda a traduzir um dos pontos centrais da iniciativa: não basta comunicar sustentabilidade; é preciso demonstrá-la por meio de práticas e processos e, ao mesmo tempo, transformar esses atributos em produtos capazes de competir, gerar desejo e conquistar reconhecimento no mercado internacional.

Esse olhar também está presente no trabalho da consultora especializada Geni Ribeiro, responsável pela curadoria da iniciativa. Para ela, o desafio está justamente em transformar a riqueza das matérias-primas, técnicas e saberes brasileiros em produtos que aliem identidade e design e possam ocupar espaço no mercado internacional.

“Não adianta a gente ir só com a boa vontade do artesanato. O artesanato é lindo, mas existe artesanato no mundo todo. Nós temos que transformar o nosso artesanato em design e, através do design, em produtos de moda desejáveis. O que vemos aqui hoje é resultado de um trabalho de desenvolvimento de produto, modelagem e, especialmente, design, que é o que o Brasil precisa mostrar no exterior”, destacou Geni.

A consultora acompanhou de perto processos de desenvolvimento que vão além da criação das peças e envolvem diferentes etapas da cadeia. “É preciso um trabalho completo, com design, integração da cadeia, formação de preço e desenvolvimento de produto. Acho que hoje isso ficou provado aqui e vamos ter uma experiência em Milão bastante produtiva e vitoriosa”, completou.

Dez mulheres, diferentes expressões do Brasil

Participam da iniciativa Alina Amaral, Ana de Jour, Camila Machado Ateliê, Celeste, Ludimila Heringer, Lybethras, Natural Cotton Color, Proposta Verde, Val Valadares e Villa Dharma. As empresas vêm de diferentes regiões do país e apresentam diferentes caminhos para uma moda que combina sustentabilidade, identidade brasileira e criação contemporânea.

Além dos atributos relacionados à sustentabilidade e à criação, as participantes têm outro ponto em comum: todas são lideradas por mulheres. São empresárias e criadoras que transformam referências culturais, biodiversidade, técnicas artesanais, conhecimento tradicional e inovação em produtos com potencial de inserção internacional.

Entre elas está a Celeste, marca de resortwear autoral inspirada na biodiversidade e no patrimônio artesanal brasileiro. A empresa utiliza materiais como poliamida biodegradável e algodão orgânico certificado e mantém parcerias com comunidades artesãs.

Para a co-fundadora e diretora criativa da marca, Juliana Spirandelli, chegar a Milão ao lado de outras empresas brasileiras é uma oportunidade de apresentar ao mercado internacional a diversidade dessa produção.

“Foi uma alegria ser selecionada e passar por esse edital promovido pela ApexBrasil e pelo Texbrasil para levar o melhor da moda nacional sustentável para o mundo. A nossa expectativa é maravilhosa. O Brasil tem muito a mostrar”, afirmou Juliana.

De São Paulo a Milão

No dia 22 de setembro, as dez marcas apresentarão suas coleções em um desfile exclusivo no Chiostri di San Barnaba, em Milão. Nos dias 23 e 24, participarão de um showroom de negócios voltado à aproximação com compradores, parceiros e outros agentes do mercado internacional.

A escolha de Milão combina projeção internacional e oportunidade comercial. Em 2025, a Itália foi o segundo principal destino na União Europeia para as exportações brasileiras do complexo de moda, respondendo por 16,9% das vendas do segmento destinadas ao bloco. Naquele ano, o Brasil exportou US$ 42,3 milhões em produtos do complexo de moda para o mercado italiano. Entre janeiro e julho de 2026, as vendas somaram US$ 24,4 milhões. A ApexBrasil identificou ainda 14 oportunidades comerciais para produtos do segmento no país.

A iniciativa integra uma atuação mais ampla da ApexBrasil para apoiar a internacionalização das empresas brasileiras, em parceria com entidades que conhecem as características e necessidades de cada setor. No segmento têxtil e de confecção, esse trabalho é desenvolvido com a Abit por meio do Texbrasil, que, em mais de 25 anos, já apoiou cerca de 2 mil marcas na trilha da exportação e alcançou US$ 11 bilhões em negócios.

A presença brasileira em Milão continua entre os dias 24 e 27 de setembro, quando 23 marcas participam da White Milano, na Zona Tortona, por meio do Fashion Label Brasil – Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de Valor Agregado, desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Associação Brasileira de Estilistas (ABEST).  Inclusas na agenda as três marcas do projeto — Ludimila Heringer, Lybethras e Villa Dharma.

Sobre o Texbrasil

O Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira (Texbrasil) atua junto às empresas do setor têxtil e de confecção no desenvolvimento de estratégias para conquistar o mercado global. Ao longo de mais de 25 anos, já auxiliou cerca de 2 mil marcas a entrar na trilha da exportação, conquistando US$ 11 bilhões em negócios. O programa é realizado por meio de uma parceria entre a ApexBrasil e a Abit.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações de promoção comercial voltadas à ampliação das exportações e à valorização dos produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas em grandes feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião.

Sobre a Abit

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 1957, representa a força produtiva de 25,7 mil empresas instaladas em todo o território nacional, de diferentes portes, que empregam mais de 1,34 milhão de trabalhadores.

Sobre a Abrimos

A Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Serviços e Educação para Moda Sustentável (Abrimos) atua no desenvolvimento da moda sustentável no país, conectando criadores, indústria e o ecossistema de desenvolvimento têxtil engajado em práticas de impacto positivo. Sua atuação prioriza o apoio aos pequenos negócios, a disseminação de inovações e insumos sustentáveis e a preservação do artesanato e das técnicas tradicionais.