SP - Novos tempos na China
worldfashion • 29/08/14, 15:58
São novos tempos para a China, o gigante asiático que se tornou o grande player mundial no final do século XX e transformou, desde então, a configuração dos negócios em nível planetário.

Para falar sobre este e outros aspectos ligados à área de moda, a pesquisadora Christine Tsui está em visita ao Brasil, a convite da NAU, agência de Design de Experiência, Branding de Aculturação e Economia de Compartilhamento. A estada aqui, que vai até 15 de setembro, incluiu escala em São Paulo, onde Christine realizou encontro com a imprensa para falar sobre o assunto que mais atrai, encanta e intriga criadores e fabricantes ocidentais: o mercado de moda chinês.
A pesquisadora, com base em Hong Kong, é docente da Universidade de Hong Kong, tem vasto currículo que inclui docência na Parsons School, de Nova York, e em outras instituições renomadas. Ela também tem importante experiência na área de negócios em empresas chinesas, bem como é autora de vários livros ligados à moda.
Gerações 1, 2, 3
Chrstine Tsui chama a atenção para o que intitula gerações da moda chinesa. A primeira geração, segundo ela, despontou no final dos anos 1980. Formada por criadores nascidos nas décadas de 1950 e 1960, ganhou exposição na mídia a partir dos muitos concursos de designers que surgiram então. “A moda era, para esses criadores, um grande show, entretenimento”, comenta. Moda teatral, mesclava elementos da cultura local com atributos em voga na cena ocidental. Apesar da exposição nos meios de comunicação, esses nomes da moda chinesa permaneciam restritos ao âmbito local, e poucos tiveram vez nas passarelas internacionais. No campo da distribuição e vendas, as limitações também se faziam presentes: poucas lojas próprias, franquia quase inexistente, produção limitada, sob risco de pirataria…

Chegou a vez da segunda geração, composta pelos nascidos entre as décadas de 1960 e 1970, representando hoje a principal fatia do mercado de moda na China atual. Nomes como Exception, Wu Yong by Ma Ke, ZucZug, Tangy nitidamente surgiram sob impulso de propostas que marcaram época no Ocidente, tais como: o belga Martin Margiela, o cipriota Hussein Chalayan, o britânico Alexander McQueen e até mesmo o japonês Yoji Yamamoto.
As referências indicam, por si mesmas, os rumos tomados por essa geração chinesa de talentos: modelagem desestruturada, ampla e solta, atenta ao conforto extremo e às origens orgânicas da roupa, de sua matéria-prima e de possíveis intervenções sobre esses elementos. Christine Tsui assinala que é uma moda relacionada com a vida e o cotidiano das pessoas. Segundo a pesquisadora, são proposta que resgatam “a alma chinesa, a partir da silhueta ocidental”.

O ponto de venda dá continuidade à ideia original. “O visual merchandising deixa de lado o uso de metais e artigos sintéticos para compor-se de madeira e reforçar a proposta de sustentabilidade e de moda orgânica”, assinala a pesquisadora chinesa. Ela ainda destaca a proposta da marca Tangy que em sua comunicação visual utiliza elementos da típica pintura chinesa, “feita em preto e branco, com traços delicados que dão efeito de flutuação por meio da imagem”.
Nesse modelo de negócios, as marcas ganham as cidades e espalham-se por meio de franquias. Estabelecem comunicação com o público feminino entre 30 e 50 anos, composto por executivas e intelectuais, por pessoas que viajam e apreciam a cultura chinesa. “Esse é o melhor momento para os designers chineses, que expandem suas lojas e são procurados pelas redes também”. Mesmo assim, segundo Tsui, esses criadores têm como desafios o e-commerce, a “pirataria” e mesmo a luta para manter a proposta de design, ainda que seja sob a pressão feita pelo dono do capital investidor…
A terceira geração chegou com a década de 2010 e, segundo Christine Tsui, é formada pelos filhos únicos da sociedade chinesa. São bem-nascidos e estão antenados com as propostas de moda independente que brotam no Japão, Bélgica e França. “Ganham impulso por meio das mídias sociais, conquistam espaço em semanas de moda internacionais – como a London Fashion Week – e sabem trabalhar com a venda online”, observa, afirmando que, para estes, a moda leva a “etiqueta do individualismo”. Essa geração apresenta como nomes: Uma Wang, Boundless, Wang Haizhen, Digest by Doling Jiang, a moda divertida de Sankuanz e de Yang Du.
Segundo Christine Tsui, a venda online cresce. “Há marcas que trabalham exclusivamente com designers chineses, enquanto outras recrutam talentos de várias origens para um público eclético”.
Em matéria de negócios, os novos criadores chineses não brincam em serviço. Suas peças custam de 100 a 500 dólares e são amplamente distribuídas pelo imenso território chinês. O faturamento é alto, dado confirmado pelo chamado “Dia dos Solteiros”, algo parecido ao nosso Dia dos Namorados, comemorado no dia 11 de novembro. Em 2012, a data representou um faturamento de 3,08 bilhões de dólares.
“A meta dos designers chineses é conquistar o mercado internacional”, adverte a conferencista.
Por Eleni Kronka - fotos: divulgação
- publicado em: INDÚSTRIA, LER, VER E OUVIR, VAREJO – dê a sua opinião!
Com direção criativa dos designers Bruno Basso e Christopher Brooke, a OCA, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, recebe de 03 de Julho a 02 de Agosto, a exposição “Cores do Brasil”, com cenografia do atelier Marko Brajovic e curadoria fotográfica de Tuca Vieira.
A exposição apresentado pelo Banco Itaú, com patrocínio da Havaianas tem curadoria assinada pelo designer André Stolarski, que coordenava o setor de comunicação da Fundação Bienal de São Paulo. Após seu falecimento, em Agosto de 2013, Didi Rezende e Kalina Bourgeois – idealizadoras e diretoras –, mantêm viva a memória do designer com a curadoria.
A dupla Bruno Basso & Christopher Brooke são pioneiros no processo de estamparia digital na moda. Desde a apresentação de sua coleção 100% estampada digitalmente, apresentada na semana de moda de Londres, eles fizeram história no mercado, sendo agraciados com o prestigiado prêmio “Fashion Fringe”, e com o prêmio “Melhores Novos Designers” pela Elle Style Awards. Michelle Obama chegou às manchetes vestindo uma das peças da marca, tornando-se um dos primeiros designers do reino unido a ser usado pela primeira-dama norte-americana. O London Design Museum selecionou a coleção spring-summer 2009 para o prêmio “Design do ano”, em 2010 os designers foram selecionados como membros de “Brands of Tomorrow” pelo renomado programa Walpole. Além de possuir uma peça de roupa no Museu Metropolitan de Nova York - a primeira peça estampada digitalmente da coleção permanente do museu. A Basso & Brooke já colaborou com marcas de alto valor agregado como Converse, Coca-Cola, Swarovski, HD Sky, L’oreal Paris, MAC, GHD, Stephen Jones, Nicholas Kirkwood, Habitat, Formica, Lycra, Red Bull, Graham & Brown, British Council, Havaianas, BT, E&J Gallo Winery, Dorchester Collection, Harrods e muitas outras.
O Marko Brajovik, Croata, radicado em São Paulo, é arquiteto e designer, se dedica a aplicar à arquitetura os conceitos da biomimética, uma área multidisciplinar que estuda as estruturas biológicas da natureza e suas funções. Marko também é responsável por diversos projetos na floresta amazônica, como um auditório flutuante, e é especialmente fascinado pelo bambu. Recentemente, ele foi responsável pelo design e cenografia das exposições Stanley Kubrik e David Bowie, no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo.
Didi Rezende do Estúdio Oitavo Andar, faz consultoria especializada em cultura e economia criativa, atua na conceituação, produção e comunicação de projetos culturais com a proposta de enfatizar a inserção destas iniciativas no contexto da cidade contemporânea. A metodologia de trabalho do Estúdio Oitavo Andar dá relevo às diferenças potenciais de cada empreendimento, sua gestão junto a patrocinadores e criadores, e visa estabelecer nova cultura organizacional aos projetos, valorizando sua inserção institucional, sua circulação diversificada, o intercâmbio entre segmentos socioculturais, a qualificação do ambiente de consumo/fruição e a comunicação estratégica de suas características específicas.Com foco em Arte, Design e Moda, o Estúdio Oitavo Andar tem desenvolvido propostas inovadoras junto a parceiros situados num arco que vai do poder público a agentes empresariais.

O portal traz os destaques da moda e do design das doze cidades- sede que estão atraindo turistas de 32 países envolvidos no mundial de futebol.Portal traz destaque fashion-cultural das 12 cidades-sede da Copa do Mundo


A Casa de Cultura do artista plástico Cocco Barçante, que desenvolve trabalhos sustentáveis com várias comunidades do Rio de Janeiro, inaugura O Museu do Artesanato em Petrópolis, com o objetivo de registrar e abrigar a tradição e as técnicas relevantes dentro do artesanato no Estado do Rio de Janeiro. É um espaço que pretende preservar a identidade cultural e ampliar a divulgação da cultura popular brasileira. 





