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admin • 11/06/10, 22:33Conforto , Vacances , Inovação 


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Conforto , Vacances , Inovação 


Sofisticação, Mix de estilos , Bauneário chique.


Requinte, bordados e exuberância de cores são os principais ingredientes da coleção da carioca Isabela Capeto apresentada no Shopping Iguatemi, na manhã de encerramento da edição de inverno 2010 do SPFW. Tailleurs, camisas, vestidos e pantalonas mesclam a leveza das transparências combinadas a tecidos de diferentes pesos embalados pelo tema da temporada, ‘Filtros’. Já a linha de jeanswear é um primor, com formas despojadas que carregam debruns em minis paetês vermelhos e rebites metalizados e delicados.

De volta a Bienal, a marca jovem de Gloria Coelho, a Carlota Joakina, assinada por Camila Bertolote, brincou com a dualidade de vestidos leves e românticos em organza com leggings com recortes mixados a jaquetas estruturadas e mais próximas ao corpo. Destaque para os vestidos em patchworks de couro lembrando flores tridimensionais.
Com uma apresentação vibrante, a Reserva questionou os ‘15 minutos de fama’ e a realidade das ‘celebs instantâneas’, quem sabe saídas de um reality show, num desfile com proposta masculina pontuado por um tricô artesanal e interessante, com jaquetas de efeito matelassê, inclusive em lã, acompanhadas de alfaiataria de apelo casual e fresh.
Já Marcelo Sommer, da grife Do estilista, apresentou uma das mais lindas coleções criadas pelo designer, com apelo lúdico e poético, calcada num jeanswear com ‘cara’ de desgastado e puído, acompanhada de vestidos românticos, mixando tecidos de diferentes pesos e rendas ‘sujas’ pelo tempo, além de muito xadrez, casacos de crochê feitos a mão e saias e jaquetas de couro de jacaré, numa passarela toda coberta de carvão por onde desfilaram seus amigos: os estilistas Alexandre Herchcovitch, Emilene Galende, Fabia Berscek e Dudu Bertholini, além da modelo Luciana Curtis, o fotógrafo Henrique Gendre e a stylist Lara Gerin, entre outros.
Em clima de festa, André Lima apresentou o último desfile do evento com uma coleção exuberante recheadas de vestidos de festas que trazem babados, drapeados ou mangas bufantes, tudo em tecidos nobres, ora mega estampados com espécie de dobraduras ou pregas que criam efeitos de volume ou texturas, ora lisos e em cores contratantes. Henriete Mirrione
Abrindo o quinto dia de desfiles do SPFW, Alexandre Herchcovitch apresentou sua coleção masculina no shopping Iguatemi, arrebatando a platéia logo de ‘cara’, literalmente, a começar pela incrível maquiagem de caveira pintadas nos rostos dos modelos, numa alusão a morte, da obra prima de Bergman, “O Sétimo Selo”. Na coleção uma pitada de punk, rock e casualwear, além de estampas em xadrez, calças curtas e casacos numa alfaiataria impecável, mostrando que, mesmo caminhando cada vez mais para fortalecer o lado comercial, Herchcovitch continua firme e forte ligado as suas raízes underground.
De volta a Bienal, o coletivo OStúdio carioca apresentou um vídeo ao invés de desfile. Em imagens em que dois modelos se revezavam apresentando, dançando e pulando na tela roupas confortáveis, em tecidos de algodão em diferentes peças, algumas unissex, com estampas em xadrez ou num jeanswear de linhas sim
ples e despojadas.
Miscelânea foi a inspiração da coleção de Jefferson Kulig, que nesta estação apostou fortemente em itens com um forte apelo comercial. Nas peças, um mix de transparências e tecidos encorpados como a combinação de sisal tingido, couro, moletom e uma matéria-prima tecnológica emborrachada que o designer chama de TK, ou ainda jérsei e tule acompanhados de lã, em shapes que carregam faixas que dão estrutura aos ombros e deixam a roupa com um ar mais contemporâneo.
Ao som de Black Sabbath, Dudu Bertholini e Rita Comparato, da Neon, soltaram os ‘bichos’ na passarela. A dupla apresentou uma coleção perfumada pelos anos 40 que mescla um espírito de ‘caçadora vintage’, com calças de cintura alta, tailleur e coletes com estampas bem coloridas combinadas a camisas, além investir pesado na brincadeira de vestir as clientes de ‘animais selvagens’, com vestido coruja, veste papagaio, morcego, zebra ou elefante, em tecidos que vão do neoprene a lã rústica.
A moulage definitivamente é a praia de Wilson Ranieri. O jovem designer tem um gosto apurado e cria roupas sofisticadas, que nesta estação parecem estar mais para o verão do que para o inverno, em tecidos com linho e malhas com estampas que lembram papéis de parede com motivos florais em tons aquosos. A novidade para o inverno 2010 são as peças trabalhadas em ciré, que dão um toque de brilho a cartela com várias tonalidades clássicas.
Encerrando a noite, o mestre da manufatura Lino Vilaventura olhou para a beleza dos pássaros para criar uma coleção que prima pela leveza de vestidos delicados e assimétricos, acompanhados de texturas luxuosas e inesperadas de mantôs-capa, num inverno para lá de negro. Dois pontos fortes da apresentação: os sapatos que ganham brilhos e bordados e trazem ‘asas’ e a linha masculina, que, pelo menos na passarela, cresce, sofisticada e recheada de camisas com nervuras e casacos curtos e mais próximos ao corpo. Henriete Mirrione
A estilista Gloria Coelho abriu o quarto dia do SP Fashion Week desfilando mais uma vez no shopping Iguatemi. Entre os temas da temporada, Gloria olhou para a física quântica, luminárias e luzes para desenvolver o que melhor sabe fazer: peças arquitetônicas com recortes, plissados e volumes magistrais, tudo com muito tecido nobre como tafetás, cetim, seda com estampas digitais e tules com fitas. Os vestidos em organza trazendo plumas são simplesmente lindos, verdadeiros sonhos de consumo.
Na Bienal, Erika Ikezili alongou a silhueta de sua mulher, numa alusão aos anos 20, e desconstruiu a pala dos paletós em vestidos de alfaiataria com leve movimento e cinturas marcadas. A coleção tem ainda um perfume dos anos 80 e 40, na qual um dos destaques são as peças em tricô artesanal em telas de gaze com fios de lã entrelaçados de efeito flutuante.
As meninas da Amapô, Carolina Gold e Pitty Taliani, se inspiraram no universo dos sem-teto e em seu, digamos, estilo de viver, para criar uma coleção muito bem amarrada, com estampas de jornal e um xadrez incrível ’sujo’ de tinta. A alfaiataria fica cada vez mais bacana e, nesta estação, a moulage aparece, especialmente em vestidos, com muito volume nos ombros e nas mangas. O melhor é o jeanswear, concebidos em faixas com diferentes lavagens e cores ‘costuradas’ por zíperes prateados que podem ser abertos, revelando estrategicamente a pele.
Neste inverno a mulher da Huis Clos, sofisticada e dona da própria história, vasculhou o baú da avó para montar seu guarda-roupa recheado de peças únicas e cheias de memória, como a camisola de seda com galão de renda e franjas que vira vestido, ou os casacos de lã com desenhos tipo laise. A silhueta é longilínea em vestidos e blusas com ombros trabalhados e a cartela de cores remete a fotografias com azul-acinzentado, off-white, cinza, camelo e preto, tudo muito sofisticado e despretensioso, numa das coleções mais bonitas e bem construídas apresentadas até agora no SPFW.
Brincando de detetive, a 2nd Floor se inspirou no universo de Sherlock Holmes para construir e reconstruir o trenchcoat em vestidos, bermudas e saias, tudo em clima bem descontraído. No quesito inovação, pontos para o acabamento fusionado usado pela grife, isto é, uma fusão de tranças em tricôs na trama da lã e do moletom, além de um bordado com pedras de efeito vintage.
Fechando a noite, a Animale, com a top Raquel Zimmermann, investiu pesado em tecnologia têxtil, com feltro de lã desgastado, por exemplo, em formas próximas ao corpo, com recortes e estampas tridimensionais ou de imagens de engrenagens, num jogo de rígido e flexível, evocando umas das propostas da estação, a de conciliar o natural com o high-tech. Henriete Mirrione