DOSSIÊ ACADÊMICO “MODA E PENSAMENTOS:INTERFACES”

worldfashion • 17/10/23, 16:08

É com grande entusiasmo que a Comissão Editorial e, em especial, os editores especiais convidados Profa. Dra. Lilian Santiago (do Curso de Filosofia da EFLCH-UNIFESP) e Prof. Dr. Tarcisio D’Almeida (do Curso de Design de Moda da EBA-UFMG) comunicam o lançamento do Dossiê “Moda e Pensamento: Interfaces” da “Limiar: Revista de Filosofia EFLCH UNIFESP”, vol. 9, n. 18, segundo semestre de 2022, que estreia nova direção de arte e projeto gráfico assinado por Tarcisio D’Almeida.

Com o editorial - Costurando pensamentos sobre moda de Lilian Santiago e Tarcísio D’Almeida o Dossiê traz impressionantes estatísticas de 17 artigos assinados conforme seguem:

1- Dispositivo Baudelaire. O insulto da pose dândi como semioclastia por Leda Tenório da Mota.

2- As estéticas da moda por Lucia Santaella.

3- Moda e pensamentos: interfaces por Nickolas Pappas (tradução de Lilian Santiago)

4- A moda e os corpos - uma investigação prévia por Bernardete Oliveira Marantes.

5- Moda e seu passado pela filosofia por Tarcísio D’Almeida.

6- O tecido da morte:Giacomo Leopardi e a moda por Tais da Silva Brasil.

7- A origem da moda a partir do dasein por Astrid Sampaio Façanha.

8- Esse tal de “roque enrow” quando a moda e a música se encontram por Lorena Pompei Abdala.

9- A autonomização tardia e subordinada da criação de moda no Brasil nos anos 1950 e 1960 por Luís André do Prado.

10- Moda e retratos pictóricos na construção do “indivíduo”moderno por Laura Ferrazza de Lima.

11- Alexander McQueen: da passarela ao museu por Tatiana Bo Kun Im.

12- A cultura e comportamento no jornalismo de moda:questões contemporâneas na revista Elle Brasil(2013 - 2020) por Larissa Molina Alves e Renata Pitombo Cidreira.

13- Antonioni e questão da alfaiataria como rompimento do realismo italiano por Paulo Roberto Monteiro de Araújo.

14- O fazer como variável estética na produção da moda por Cláudia Teixeira Marinho.

15- Cenas de interpelação, enquadramentos e regimes de afecção mobilizados por “saiaços” e sua cobertura jornalística por Angela Cristina Salgueiro Marques, Luís Mauro Sá Marinho, Marcela Lins Barbosa e Caio Santos.

16- A moda e o cinema na dialética do olhar de Walter Benjamin e Wim Wenders por Márcia Carvalho.

17- Arquitetando impérios: imaginário imperial e hegemonia cultural por Charles Roberto Silva.

E mais 5 ensaios de natureza de depoimentos:

1 - Recapitulando as lições de Gilda por Otília Beatriz Fiori Arantes.

2 - Homenagem a Dona Gilda por Olgária Chain Féres Matos

3 - Entre o dedal e a agulha, uma vida alinhavada pela alfaiataria por Juliana Barbosa.

4 - Jornalismo de moda: do fútil ao financeiro por Iesa Rodrigues

5 - Recuperando a trama da vida por Andrea Saltzman (tradução Lilian Santiago)

A revista alcançou a inesperada marca de 356 páginas. Traz em suas páginas vários prismas da interdisciplinaridade das relações estabelecidas pela moda com outros campos do pensamento. “A proposta de costurar pensamento e moda acabou mobilizando variadas reflexões alinhavadas a diferentes áreas e campos do saber, ampliando as pesquisas que a moda entrança.

Tirando do fio, as origens dos pensamentos acerca da moda podem ser encontradas na filosofia e na literatura, conforme a bibliografia consolidada”, escrevem os editores especiais Lilian Santiago e Tarcisio D’Almeida no Editorial.

A lista de autores convidados para o dossiê “Moda e Pensamento: Interfaces” é composta por Leda Tenório da Motta (Profa. PUC-SP), Lucia Santaella (Profa. PUC-SP), Nickolas Pappas (Prof. City University of New York), Bernardete Oliveira Marantes (Doutora USP), Tarcisio D’Almeida (Prof. UFMG), Taís da Silva Brasil (Doutoranda USP), Astrid Sampaio Façanha (Doutoranda USP), Lorena Pompei Abdala (Profa. UFG), Luís André do Prado (Doutor USP), Laura Ferrazza de Lima (Profa. IFSUL), Tatiana Bo Kun Im (Mestre UNIFESP), Larissa Molina Alves (Doutoranda UFBA), Renata Pitombo Cidreira (Profa. UFRB), Paulo Roberto Monteiro de Araújo (Prof. UPM), Claudia Teixeira Marinho (Profa. UFC), Ângela Cristina Salgueiro Marques (Profa. UFMG), Luís Mauro Sá Martino (Prof. Faculdade Cásper Líbero), Marcela Lins Barbosa (Doutoranda UFMG), Caio Santos (Doutorando UFMG), Márcia Carvalho (Doutoranda UNIFESP) e Charles Roberto Silva (Doutor USP), que assinam os artigos.

“Limiar: Revista de Filosofia EFLCH-UNIFESP” também prestigia os leitores com as colaborações de Otília Beatriz Fiori Arantes (Profa. USP), Olgária Chain Féres Matos (Profa. USP & UNIFESP), Juliana Barbosa (Profa. UFMG), Iesa Rodrigues (Editora de Moda do “Jornal do Brasil”) e Andrea Saltzman (Profa. Universidad de Buenos Aires), que produziram ensaios para a seção Depoimento da publicação. As versões para língua portuguesa dos artigos de Nickolas Pappas e Andrea Saltzman são de Lilian Santiago.

“Todos os autores convidados pensaram a própria existência do complexo fenômeno da moda por entretons variados, tais como a literatura, a semiótica, a filosofia, a arte, a música, o cinema, a história, a sociologia, o jornalismo, a economia e a tecnologia, traduzindo expressões comportamentais dos indivíduos nas sociedades, ao longo dos séculos, em pensamento. E é nessa gama multifacetada – ou de interfaces – que residem as potências da moda em sua existência, mas também na sua realização como forma de produção de conhecimento”,explicaram os editores especiais no Editorial

A publicação está disponível na íntegra no seguinte link: https://periodicos.unifesp.br/index.php/limiar/issue/view/897

FRAGRÂNCIAS

worldfashion • 10/10/23, 14:05

A especialista em alta perfumaria natural e professora de Ciências Biológicas do CEUB - Centro Universitário de Brasília, Francislete Melo, detalha o processo de confecção e combinação de essências, até a conexão com personalidade de cada indivíduo. As fragrâncias podem nos guiar por uma jornada olfativa que estimulam o sistema nervoso e sua conexão com memórias afetivas. O potencial está, sobretudo, nas nuances das fragrâncias presentes na natureza, em contraste com a indústria da perfumaria sintética.

A principal diferença entre a perfumaria natural e a sintética, de acordo com a especialista, é o número de notas utilizadas na composição dos perfumes. Enquanto a perfumaria natural é minimalista, a sintética contém uma ampla variedade de notas complexas. “Para um perfume ser considerado natural, ele deve ter pelo menos 95% de ingredientes naturais. No Brasil, a fragrância de Tânia Bulhões possui mais componentes naturais em sua fórmula. Já na indústria mundial, a Jo Malone está entre as marcas mais famosas”, cita Francislete.

A bióloga e professora Francislete, explica que a perfumaria natural usa uma linguagem semelhante à dos músicos para descrever as concentrações dos ingredientes. “Falamos em notas e acordes, onde cada cheiro é como uma nota numa melodia. Por exemplo, a rosa é uma nota, a flor de laranjeira é outra. Isso faz com que os perfumes naturais sejam minimalistas. Já a perfumaria sintética pode ter milhares de notas, com alto nível de complexidade”, classifica.

A duração de um perfume natural varia de acordo com a quantidade de matéria-prima utilizada, podendo variar de 5% a 25%, detalha a docente. Para garantir máxima durabilidade, a palestrante destaca que o local de aplicação faz toda a diferença: “O perfume deve ser usado na região do coração e em outros locais onde a circulação sanguínea é maior e a temperatura do corpo é mais elevada, pois ajuda a projetar a fragrância e prolongar sua permanência”.

Perfume é ciência

Francislete enfatiza que a perfumaria natural tem o poder de se conectar diretamente com nossa genética e memórias, uma vez que as moléculas dos aromas interagem com os receptores olfativos e influenciam o córtex cerebral, evocando histórias e sensações únicas. “Os cheiros podem evocar lembranças e emoções, tornando a perfumaria natural uma experiência profundamente pessoal. Um local, uma pessoa, uma comida ou um momento é lembrado ao sentir um aroma”, define.

Cada perfume é construído com notas de saída, notas de coração e notas de fundo, que são percebidas em diferentes momentos após a aplicação, explica docente do CEUB. Para criar um perfume, o primeiro componente são as notas de coração, que aparecem na pele após cerca de 15 minutos. “Em seguida, adicionamos as notas de fundo, que duram mais tempo e aparecem após 30 a 50 minutos. Por fim, incluímos as notas de saída, que são percebidas imediatamente após a aplicação. Ou seja, nunca se sente um perfume totalmente quando aplica”, afirma.

Sobre a escolha das notas e famílias olfativas, a bióloga frisa que os perfumes podem servir como extensão do estado de espírito e objetivos de uma pessoa num determinado momento, como herbais, cítricos, frutados, picantes, amadeirados e diversos outros. “Perfumes florais podem atrair personalidades românticas, enquanto fragrâncias sensuais estão associadas a pessoas mais ousadas”, completa.

da redação com informações da Máquina CW

CENÁRIO MACROECONÔMICO

worldfashion • 05/10/23, 15:21

O evento sobre o Panorama Econômico aconteceu na sede da ACI (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos) em Novo Hamburgo/RS, e contou com apresentações do gerente de investimentos da Sicredi Pioneira Arthur Müller, do gerente de vendas da Monte Bravo Eduardo Correia e do doutor em Economia e consultor setorial Marcos Lélis.

Abrindo o encontro, Müller destacou o cenário internacional e os seus impactos na economia brasileira. Segundo ele, as exportações brasileiras vêm sendo impactadas pelas altas taxas de juros, principalmente nos Estados Unidos e na Zona do Euro, uma inflação persistente provocada pela guerra entre Ucrânia e Rússia e a desaceleração da economia mundial, principalmente da China. “Neste cenário, alguns poucos setores conseguem despontar no nível internacional”, disse. No cenário, as projeções da Sicredi apontam para um crescimento de 3,1% no PIB brasileiro em 2023. Já para 2024 a projeção é de crescimento bem menor, de 1,5%.

Na sequência, Correia falou sobre a variedade de investimentos em renda física, destacando a importância de diversificar os aportes para diluição de riscos. Segundo ele, ainda que o cenário seja um tanto nebuloso, o Brasil deve crescer ao longo do ano, com graduais cortes nas taxas de juros da Selic. Até o final do ano, a expectativa é de que a SELIC chegue a 11,75% - hoje está em 13,25%. Para 2024, a estimativa é de uma taxa na faixa de 9%.

Calçados

Na última apresentação, Lélis discorreu sobre os setores de calçados, couros, móveis e automotivo. Com uma produção que cresceu 0,9% nos comparativos entre janeiro e julho deste ano com o mesmo período do ano passado, a indústria calçadista lentamente recupera as perdas registradas durante a pandemia de Covid-19. “O setor deve chegar aos níveis de 2019 somente em 2025”, projeta. Segundo o economista, diferentemente de 2022, quando as exportações puxaram a produção, em 2023 o motor do crescimento tem sido o mercado interno. “O cenário internacional está mais complicado para o setor. Em 2022, a China praticamente sumiu do mercado, em função das rígidas políticas de Covid Zero e também pelo aumento no valor dos fretes, que os impediu de exportar para mercados mais distantes. A indústria calçadista brasileira acabou sendo beneficiada por esse cenário, no qual também foi somada a valorização do dólar sobre o real, o que deixou os preços mais competitivos para exportação”, conta. Para este ano, conforme projeção da Abicalçados, a produção deve crescer entre 1% e 1,7%, ao passo que as exportações devem cair entre 6,7% e 9,1% em relação a 2022.

Móveis

Já o setor moveleiro, segundo Lélis, viu sua produção encolher 1,9% entre janeiro e julho, no comparativo com o mesmo período de 2022. “A indústria de móveis está muito mais atrelada à questão do crédito e dos investimentos imobiliários, que estão travados”, avalia. Neste cenário, segundo Lélis, é projetada uma banda de crescimento de 0,9% até uma queda de 2,4% na produção, dependendo muito do comportamento da construção civil até o final do ano. Já as exportações do segmento devem registrar uma queda entre 36,4% e 39,3% em 2023.

Automóveis

O setor automobilístico mundial, que perdeu 1,9% de sua produção no ano passado (produzindo 61,6 milhões de veículos), vem em recuperação, embora lenta. Segundo Lélis, entre janeiro e julho, a produção do setor cresceu 1,98% em relação ao mesmo período do ano passado. “

Couros

Por fim, Lélis detalhou a produção de couros no Brasil. Segundo ele, muito atrelada ao crescimento da China, maior comprador internacional do setor, a indústria de curtumes deve crescer em 2023, embora tenha uma margem de queda. A banda pessimista aponta para um revés de 1,2%, enquanto a otimista para um crescimento de 2,3%.

A realização do Panorama Econômico foi da Assintecal e contou com os apoios da Monte Bravo, Sicredi Pioneira e Unisinos.

da redação com informações da DCR - Assessoria de Imprensa

Ronaldo Fraga assina a concepção visual do Tudo é Jazz

worldfashion • 31/07/23, 11:04

Na sua 21ª edição o ‘Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto - Tudo é Jazz’, eleito entre os 10 melhores do mundo pela prestigiada revista norte-americana Down Beat, homenageia Nina Simone e Elza Soares, como mulheres pretas do universo musical e artístico, durante a programação prevista para várias cidades mineiras - Belo Horizonte, Ouro Preto, Ouro Branco, Congonhas, Itabirito e Moeda -, ampliando seu alcance e abrangência.
Segundo Ronaldo Fraga, responsável pela direção artística, identidade visual e cenografias do Festival, esta edição celebra “a força e o brilho do feminino, de recriar a mágica e o clima dos antigos clubes de jazz. Nossa ideia é deixar a cidade em plena efervescência, como se a música não tivesse fim”, resume o estilista.
“Duas representantes máximas do jazz mundial, mulheres pretas, sobreviventes da desigualdade, duas desbravadoras, dois vulcões, duas esfinges que construíram trajetórias únicas no grito, na voz, na poesia, na música: Elza Soares e Nina Simone se conectam em muitos aspectos”, diz Fraga. “Ambas falavam pela voz e pelos olhos, a boca cantando o que os olhos enxergavam. Não há símbolo maior do jazz, essa música de resistência, do que Nina e Elza”, completa.

A programação gratuita oferecida pela Gerdau, de 3 a 6 de agosto na cidade de Ouro Preto, inclui shows, cortejos, fanfarras, exposição e lançamento de livro, onde se destaca as apresentações musicais de Céu, Alma Thomas, Amaro Feitas, Tributo a Elza Soares com Larissa Luz e Caio Prado, dentre outras atrações.

•03/08, quinta-feira

Local: Casa de Gonzaga

Abertura do Festival:

20h - Exposição “Nina Soares e Elza Simone” - Dez obras exclusivas de grafite.

20h - Lançamento da biografia de Marco Antônio Araújo

20h30 - Show com o grupo Mambo Jazz


•04/08, sexta-feira

Local: Palco Praça Tiradentes

19h – Show com Sílvia Gomes

20h30 – Show com Alma Thomas – EUA

22h – Tributo a Elza Soares – com Larissa Luz e Caio Prado


Jazz After Hours: às 23h59 – Duo Eleonora

Local: Clube Recreativo XV de Novembro – Rua Santa Efigênia, 26, bairro Antônio Dias


•05/08, Sábado

Cortejos pelas ruas de Ouro Preto

11h30 – Cortejo com Barroco Jazz – Casa de Gonzaga até Largo do Cinema

14h – Magnólia – Largo do Cinema até o Largo do Rosário


Palco Largo do Rosário

15h - Alexandre Araújo

16h – Amaro Freitas


Palco Praça Tiradentes

19h – Túlio Mourão

20h - Happy Feet – Tributo a Nina, Ella e Billie

22h – Céu


Jazz After Hours: às 23h59 – Marco Boi e Giorgio Romano

Local: Clube Recreativo XV de Novembro – Rua Santa Efigênia, 26, bairro Antônio Dias


•06/08, domingo

Cortejos pelas ruas de Ouro Preto

12h – Cortejo de tambores do SambaPretoChoroJazZ – Local: Largo do São Francisco até a

Praça Tiradentes

13h – Encontro do SambaPretoChoroJazZ com a Fanfarra da Escola Municipal Professora Juventina Drummond – saída da Praça Tiradentes até o Largo do Rosário


Palco Largo do Rosário

14h - Nath Rodrigues

15h – Afro Jazz

SOBRE O TUDO É JAZZ

O Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto - Tudo é Jazz é um evento artístico-cultural de música que, até a pandemia, acontecia anualmente, na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Desde o ano passado, quando completou 20 anos, expandiu suas atividades para Belo Horizonte e outros municípios do interior mineiro. Neste ano de 2023, serão contempladas as cidades de Itabirito, Ouro Branco, Congonhas e Moeda, além de Ouro Preto e a capital do Estado. O Festival promove intercâmbio entre os mais variados estilos de jazz do Brasil e do mundo e já trouxe para o Brasil mais de 1.500 músicos que se apresentaram em teatros, praças públicas, cortejos, workshops e pocket shows. O Tudo é Jazz reúne a tradição e a inovação, conectando artistas de gerações e nacionalidades distintas, levando ao público o que há de relevante na música produzida atualmente, não apenas no Brasil, mas também em outras partes do mundo. O urbano, o clássico e o contemporâneo se encontram neste espaço marcado pela pluralidade sonora onde o jazz é o fio condutor. Em Ouro Preto, o Tudo é Jazz é realizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e apresentado pela Gerdau, patrocínio da Cemig e apoio da prefeitura de Ouro Preto. A realização é da ALCE – Associação Livre de Cultura e Esporte (CA 2018.13608.0282) e produção da New View.

FICHA TÉCNICA:

Coordenação Geral: ALCE - Associação Livre de Cultura e Esporte

Produção: New View Entretenimento e Comunicação

Curadoria artística: Ronaldo Fraga

Curadoria musical: Rud Carvalho

Coordenação técnica: Suzana Martins e Tina Vasconcelos

Cenografia: Clarissa Neves e Paulo Waisberg

Design: Marina Sebba e Paola Menezes

Assessoria de imprensa MG: Infinita Comunicação e Christina Lima

Assessoria de imprensa nacional: Mercedes Tristão

Assistente de produção: Andreia Rocha e Fernanda Mares Guia

Cerimonial: Poliana Rozado

Site: Tatiana Souza

Redes Sociais: Marina Sebba e Graciliano Fraga

Fotografia e vÍdeos: Luan Lobão

Camarim: Fatima Regina

Gestão financeira: Carlos Santos

Chefe de palco: Claudio Castanheira

Técnico de luz: Ivan Gonçalves

Elaboração de projetos: Mariana Martins

Intérprete de Libras: Tatiana Quites

da redação com informações para imprensa Mercedes Tristão e Ivo Chicuta

Artigo - Como a indústria contribui para um Brasil Eficiente

worldfashion • 10/07/23, 14:24

Por Carlos Rodolfo Schneider(*)

O Brasil é um país que tem crescido pouco e de forma errática. A evolução da renda per capita deixa isso claro. Segundo dados do Banco Mundial, de 1980 a 2019, o crescimento acumulado da renda per capita na América Latina foi de 74%, nos EUA, de 95%, nos países do Sudeste Asiático, de 342%, e no Brasil de apenas 34%. Realmente não temos o que comemorar nesse cenário.

De outro lado, observamos aqui o mais intenso processo de desindustrialização do planeta. De acordo com o Banco Mundial, a participação da indústria de transformação no PIB caiu de 21,83% para 10,33% no Brasil, no período de 1991 a 2019. Na Europa o recuo foi de 18,91% para 15,33%, no Leste da Ásia, de 24,32% para 22,64%. Sabemos que os países que passam de um estágio de renda média para um de renda alta enfrentam um processo natural de redução da participação da indústria na economia em função da alteração do perfil do consumo da população, que passa a demandar mais serviços. É um processo gradativo e suave como o da Itália que caiu de 19,09% para 14,88% no período, da Suíça, de 19,74% para 17,92%, do Japão, de 23,46% para 20,05%, e da Alemanha, de 24,84%para 19,55%. Na América do Sul, e mais acentuadamente no Brasil, tivemos um processo muito mais forte e prematuro.  A indústria saindo de cena antes de o país alcançar o nível de renda alta. Significa que não é a mudança do perfil da demanda que está fazendo recuar a indústria e sim a competitividade da economia, que diminui a capacidade da nossa manufatura de disputar mercados.

Apesar de uma pequena melhora recente, os rankings de competitividade internacional têm classificado o nosso país numa posição nada confortável. A CNI (Confederação Nacional da Indústria), por exemplo, faz um levantamento do nosso potencial competitivo comparado ao de 17 países, cuja indústria compete mais diretamente com a nossa. No levantamento de dezembro de 2022 ganhamos uma posição, passando do penúltimo para o antepenúltimo lugar. O nosso pior desempenho está nos quesitos financiamento, tributação, ambiente macroeconômico, ambiente de negócios, infraestrutura e logística e mão de obra. É o conhecido Custo Brasil, uma bola de chumbo amarrada nos pés da indústria. A carga tributária mais elevada entre os países em desenvolvimento (32,5% do PIB contra média de 24,1% nos demais países do ranking), sistema de impostos caótico, insegurança jurídica, excesso de burocracia, infraestrutura altamente deficiente, baixa qualidade da educação (não por falta de investimento, mas por alocações inadequadas), comprometem a nossa produtividade e capacidade de inovação.

A Reforma Tributária que tramita no Congresso Nacional busca resolver ou amenizar o nosso manicômio tributário, o mais complexo, confuso e ineficiente regramento de impostos que existe. Se conseguirmos, será um grande avanço. Mas não esqueçamos que para encaminhar a principal preocupação dos empresários, e certamente também da sociedade, que é a redução da carga tributária, temos que fazer a Reforma Administrativa e perseguir a eficiência da administração pública. No momento em que se discutem no país novas regras para buscar o equilíbrio das contas públicas, condição para que a economia possa voltar a crescer de forma mais consistente, para que se aumente o PIB potencial, devemos olhar as boas experiências de outros países. E elas não deixam dúvidas de que aqueles que buscaram o equilíbrio fiscal e a retomada do crescimento pela redução e pelo aumento da eficiência do gasto público foram muito mais bem-sucedidos do que os que tentaram o caminho mais fácil do aumento dos dispêndios e da arrecadação. Os primeiros tiveram trajetórias mais modestas no início, mas consistentes e aceleradas depois. Os segundos têm escrito histórias de voos de galinha.

Importante o esforço que o Sr. Vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, vem fazendo em defesa da indústria brasileira e da sua modernização, com incorporação das tecnologias de última geração. Ele sabe bem que a indústria ainda tem papel importante a desempenhar para que  possamos entrar no rol dos países desenvolvidos. Mas para que isso possa acontecer temos que construir uma economia mais competitiva, isto é, um Brasil Eficiente. Ele também sabe . Tomara que os seus pares também enxerguem isso.

(*) Carlos Rodolfo Schneider é empresário e coordenador do Movimento Brasil Eficiente. Bacharel e Mestre em Administração pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), dirige hoje o Grupo H. Carlos Schneider, que inclui empresas como Ciser Fixadores, Ciser Automotive e Hacasa Empreendimentos Imobiliários.

da redação com informações da Engaje Comunicação

EXPOSIÇÃO - TECHSYTURAS

worldfashion • 04/07/23, 10:34

Sylvia Demestresco está a frente da montagem da exposição, TECH de tecnologia, SY de Sylvia e TURAS de tecituras que será uma coletânia de como eram e se desenvolveram os tecidos e bordados, no decorrer de 7 décadas em cenografias que remetem os visitantes às épocas passadas.

Sylvia Demetresco, comandou por mais de trinta anos as vitrinas da marca da empresa Relógios Rolex. de 1972 a 2002. Foi responsável pela montagem da primeira loja da Loja Natura Paris e VM de 2005 a 2011. Professora na Ecole Supérieure de Visual Merchandising, na Suiça, de 2004 a 2014; Editora da revista Internacional INSPIRATION, Suiça. durante 20 anos. Professora na escola École International du Luxe, ISTEC, em Paris, até 2013. Produziu artigos sobre varejo e VM na revista World Fashion 2015/23. Professora na pós-graduação de arquitetura em VM da FAAP/SP; professora no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, curso de graduação de moda; professora convidada na UNINOVAFAPI - Teresina; professora de moda e design na UNIPE - João Pessoa; na Universidade Veritas - Costa Rica; professora nas escolas em Portugal, China, Tailândia, Alemanha, dentre outras. Parcerias com SEBRAE/Goiânia/VM para lojas e eventos de moda, com Leandro Pires: VM das lojas Sesc/SP 2015/2019. Convidada especial para cenografia no teatro Solis • Montevidéu, setembro 2021. Cenografia dos eventos Homem Brasileiro e Workchoque com Mário Queiroz, nos anos 2015 a19.

Escreveu 14 livros sobre o assunto entre eles: VITRINA CONSTRUÇÃO DE ENCENAÇÕES, pela editora SENAC. 6° edição. VITRINAS E EXPOSIÇÕES: ARTE E TÉCNICA DO VISUAL MERCHANDISING. Editora Érica/Saraiva. VITRINAS: ARTE, HISTÓRIA E CONSUMO de São Paulo. Editora Via das Artes, São Paulo.

Autora do livro “Me Conta um conto que aumento um ponto”, história da família em 2020, concorrendo ao Prêmio Jabuti - texto e editoração. Curadora do evento Colorindo a Gabriel, evento com a Associação dos lojistas da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, Comité Brasileiro da Cores e as universidades de arquitetura, Belas Artes e Mackenzie, parceria com os mais importantes VMs de São Paulo, 2022. Desfilou para Thear na SPFW, em 2022. Montagem de manual e aula de VM para LUPO, 2022 e 2023. Foi entrevistada para Museu da Pessoa, em maio 2023.

EXPOSIÇÃO Techsyturas, 7 décadas de moda.
LOCAL: FAM MOÓCA
ENDEREÇO: Rua Borges de Figueiredo 510.
QUANDO: de 21 de julho a 26 de agosto Aberta das 14 h às 20h quintas, sextas, sábados e das 14 as 17h aos domingo.

da redação

23º Prêmio Primus Inter Pares

worldfashion • 15/01/23, 20:22

A  Assintecal -  Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, promove, no próximo dia 6 de março, no Swan Tower, em Novo Hamburgo/RS, a 23ª edição do Prêmio Primus Inter Pares. O objetivo é destacar cases de sucesso das indústrias de componentes e máquinas para couro e calçados.

76e4b1b5-fd8d-452b-a545-7abf7ba58f741Serão premiadas empresas por categoria, nas subcategorias de micro e pequeno portes e médio e grande portes. As categorias contempladas são: Design - empresas que se destacarem pelo design no desenvolvimento de produtos/processos aliados à estratégia da organização; Inovação Tecnológica Covestro – empresas com destaque pela Gestão de Inovação voltada ao desenvolvimento tecnológico; Sustentabilidade - empresas que se destacarem em Gestão de Sustentabilidade, considerando os pilares econômico, social, ambiental e cultural; Exportação - empresas de componentes que, a partir de ações estruturadas, se destacarem no mercado internacional; e Imprensa - autor(a) da reportagem ou matéria que melhor abordar a evolução do setor brasileiro de componentes para couro, calçados e artefatos. Além dos troféus entregues no dia da cerimônia de premiação, os vencedores também receberão divulgação nos meios de comunicação da Assintecal.

aline-santos1A gestora de Marketing e Relacionamento da Assintecal, Aline Santos, destaca que o objetivo da premiação é, além de destacar os cases positivos, fazer com que esses sirvam de inspiração para todas as empresas, independente de seus portes e segmentos de atuação. “A Assintecal, há quatro décadas, tem o compromisso pelo desenvolvimento da cadeia e o Primus Inter Pares nada mais é do que uma das formas que temos para instigar iniciativas que gerem mais competitividade para a nossa atividade”, comenta.

A participação no Prêmio Primus Inter Pares Assintecal 2023 é aberta a fabricantes de componentes para couro, calçados e artefatos e de máquinas para calçados e couros. As inscrições estão abertas no site até o próximo dia 30 de janeiro - www.assintecal.org.br/premio-primus. Mais informações pelo e-mail mercadointerno@assintecal.org.br ou pelo telefone (51) 3584-5200.

No mercado há quatro década, a Assintecal - Associação Brasileira de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos atua diretamente na expansão de seu setor coureiro-calçadista. Seu trabalho é reconhecido pela força e diálogo com todas as esferas governamentais, pela consolidação do mercado internacional e pelo desenvolvimento em pesquisas e conteúdo de moda. A entidade responde por um setor que possui 3 mil empresas.

da redação com informações da DCR - Assessoria de Imprensa imagens: foto divulgação

MODA DO NOVO MUNDO(*)

worldfashion • 18/04/22, 16:50

mostra-modadonovomundo Semana de arte moderna de 1922 nos enche de orgulho. Seu legado comprova que é possível construir conexões verdadeiras, e essa Mostra é inteiramente inspirada em seus feitos.

Assim  #ModaDoNovoMundo se apresentará como instalação coletiva, uma coleção multiplural, como uma soma de profecias estéticas do presente-futuro, com toda a liberdade que lhe é devida, desde a ambientação, elaborada com estruturas orgânicas coletadas na Mata Atlântica e Cerrado [do ecótono da Cuesta Paulista], até as próprias peças, cada uma com conceito construtivo, fundamento, técnicas e matérias-primas próprias, riquezas vindas de todas as regiões do Brasil, desde o Xingu até Santa Catarina, passando pelo Acre e Minas Gerais, até o Maranhão.

1-willi-de-carvalho1Estarão expostas trinta peças, sendo uma de cada participante, profissionais com atuações peculiares em diferentes frentes: pintura, bordado, tecelagem, tricô, crochê, trançado com fibras naturais, tramas com retalhos, rendas manuais, tingimentos artesanais, naturais e botânicos, upcycling, customização, restauração; diversas aplicações e intervenções, com estamparias tanto conceituais quanto tradicionais.

2-lizziSão peças modernas com memórias, que misturam várias linguagens de arte, como poesia, literatura, música e audiovisual, e trabalham inovação, como experimentações em construção de biotêxteis e não-tecidos alternativos, e comunicação eletrônica experimental.

3-aline-martinezSão produções embasadas nos critérios da moda do novo mundo, diretamente conectadas com a nossa potência criativa aplicada ao segmento da moda, gerando um guia prático 5-luciano-pinheirofuncional sobre o muito que somos e podemos.

Participam da Mostra: Aline Martinez, Brechó da Poppi, Coelho Gavião, Coletivo de Dois, Feito por Gita, Grão, Gustavo de Carvalho, H-AL, Jô de Paula, Júlia Novaes, Kátia Fagundes – Da Tribu, Las Chicas Tienen Fuego, Leila Bahia, Linhas pontos e panos, Lizzi, Luciano Pinheiro, Made in Acre, Maria com chá, Mylena Uhlig, Naná - moda comunitária, Noeme Gomes, Otake, Refazenda, Susana Fernandez, Ventana, Vermelho Flô, Verson Souto, Watatakalu Yawalapiti, Willi de Carvalho, Xilo Shirt.

monicahorta_oMônica Horta, curadora e realizadora do evento, afirma: “existe um grande sentido de identidade na cena cultural da moda autoral brasileira, uma vez que a criatividade, para nós, é um recurso infinito, nosso bem coletivo mais precioso. Essa Mostra será uma documentação estética/conceitual, um registro histórico da democracia do estilo da legítima moda que a gente inventa”.

A abertura será no dia 19 de abril, no CCSP - Centro Cultural São Paulo, a partir das 16h, na Sala Adoniran Barbosa, uma roda de conversa com grandes nomes que atuam em sintonia com os modernistas, para trocar ideias sobre “A Semana de arte de 22 e a moda do novo mundo” são eles: Jurandy Valença - diretor da Biblioteca Mário de Andrade; Néli Pereira - comunicadora e pesquisadora de brasilidades; Baixo 6-h-alRibeiro - curador e galerista, proprietário da Choque Cultural, e ainda Naná Oliveira - criadora sergipana, além de performances de marcas participantes. Já no dia 1 de maio, em seu encerramento, acontecem duas performances/desfiles, nas rampas da Praça das bibliotecas, a partir das 17h.

Paralelamente à Mostra, o Instagram @_modadonovomundo realizará a “Semana de moda moderna”, de forma híbrida, com a publicação de conteúdos diários inéditos de marcas convidadas, como visitas guiadas, filmes de moda, lives, rodas de conversas e oficinas. Como já bem disse Oswald de Andrade, “só a antropofagia nos une”.

(*) Sobre a Moda do novo mundo

A moda do novo mundo é moda vivida com respeito, comprometida com esses conceitos:

7-ventana1☞ Moda autoral - é inspirada no autoconhecimento e na própria cultura

☞ Moda humanizada - é conectada com o seu entorno e com a natureza

☞ Moda acessível - estabelece harmonia entre preço e valor

☞ Moda diversa - se comunica com diferentes corpos

☞ Moda libertária - é independente das tendências do mercado

☞ Moda ancestral - se empodera com tradições artesanais e é focada no processo

☞ Moda colaborativa - compartilha a sua potência e atua coletivamente

☞ Moda atemporal - investe na qualidade e é feita com calma, pra durar

8-julia-novaes☞ Moda questionadora - incentiva mudanças estruturais

☞ Moda inovadora - tem como fundamento a economia da experiência

Serviço:

Mostra “#ModaDoNovoMundo”

De 19 de abril a 1 de maio de 2022

Centro Cultural São Paulo | CCSP e @modadonovomundo

Acesso livre e gratuito para todes

da redação com informações de Mônica Horta imagens: fotos/divulgação

JAPAN HOUSE (*)

worldfashion • 11/04/22, 15:12

impares-na-jhsp-creditos-ding-musa-13A mostra apresentará a estética japonesa por meio de 75 criações inovadoras, entre colares, pingentes, brincos, anéis, pulseiras e broches a ocupar o térreo da instituição na Avenida Paulista, entre 5 de abril e 12 de junho.

natasha-barzaghi-geenen“Realizar uma exposição sobre a produção de joias e adornos japoneses era um desejo que vinha desde 2018. Depois de alguns anos de amadurecimento, pesquisas e descobertas, [ím]pares reúne uma amostra dessa produção atual, destacando mulheres designers que são pares em suas profissões mas completamente únicas e distintas em suas criações, que incluem elementos e materiais tradicionais com estéticas extremamente atuais e fascinantes”, comenta a curadora e diretora cultural da Japan House São Paulo, Natasha Barzaghi Geenen.

O conceito de adorno e o costume de se enfeitar assumiram diferentes significados ao redor do mundo com o passar dos anos. No Japão, foi após a Era Meiji (1868-1912) que a produção e a indústria de joias começaram a se desenvolver seguindo os padrões ocidentais, evolução que resultou na estética atual.

naho-okamoto-creditos-ding-musa-31Para além das associações mais imediatas sobre design japonês no Brasil – predominância de linhas retas de estilo minimalista – as obras selecionadas pela curadoria, 15 de cada artista, exuberância das formas, escala, texturas, cores, de peças articuladas ou ainda de uma estética lúdica. “Cada uma das designers de joias traduz, à sua maneira, a sutileza e força de um adorno. Acessórios são, por definição, não-essenciais, porém podem atuar de maneira extremamente decisiva e pessoal na construção da representação identitária para transmitir diferentes mensagens de acordo com o uso e combinação feita por cada pessoa”, comenta Natasha.

impares-na-jhsp-creditos-ding-musa-12O nome da exposição, [ím]pares, reflete a dualidade entre os estilos únicos das cinco designers e o fato de todas serem pares na profissão, área onde muitas mulheres são atuantes junto com designers homens que criaram marcas de joalherias de luxo internacionalmente reconhecidas. A expografia é do escritório Metro Arquitetos.

impares-na-jhsp-creditos-ding-musa-8Na exposição estão Mariko Kusumoto (cujo trabalho com tecido moldado para lembrar flores e corais já chamou a atenção de Jean Paul Gaultier) e Naho Okamoto, dona da SIRI SIRI (uma das grandes marcas de joalheria japonesa, que desenvolve um trabalho de economia sustentável junto a artesãos locais), dois nomes cujos talentos e projeções já ganharam o mercado internacional. A seleção também destaca artistas como Miki Asai (reconhecida por seu trabalho delicado inspirado no conceito do wabi sabi – busca do belo na imperfeição), Emiko Suo (com duas séries de trabalhos em metal expostas na exposição, uma dedicada às linhas e outra às malhas de metais, que ganham aparência de tecido por serem revestidas com cerâmica) e Nahoko Fujimoto (seu trabalho com estruturas metálicas móveis e ímãs dá origem a peças inspiradas na natureza que se abrem e ganham volume).

Sobre as designers:

peca-de-miki-asai-na-japan-house-sp-creditos-wagner-romano-7Miki Asai

As peças de Miki Asai buscam a beleza por meio da imperfeição, explorando e exemplificando o conceito do wabi sabi. Para isso, ela usa materiais como casca de ovo, pequenos metais, laca japonesa e até pequenos pedaços de conchas e papéis, na criação de superfícies feitas de pedras minerais em pó, cujos efeitos contrastam com sua solidez e permanência. Sua produção já foi premiada pela Japan Jewellery Designers Association (JJDA), em Tóquio, e pelo The Goldsmith’s Center (Londres), uma das instituições mais importantes no campo da produção artística em nível global.

peca-de-naho-okamoto-na-japan-house-sp-creditos-wagner-romano-51Naho Okamoto (SIRI SIRI)

Idealizadora e proprietária da SIRI SIRI, marca considerada uma das mais importantes da atualidade no setor de moda e design no Japão, Okamoto trabalha em colaboração com artesãos e produz peças com o máximo cuidado e atenção às técnicas tradicionais japonesas, como o estilo de faceta Kiriko e os trabalhos em vime que serão exibidos na exposição na Japan House São Paulo. Além da relevância comercial, qualidade e designs diferenciados, a empresa sediada em Tóquio possui políticas de sustentabilidade ligadas ao uso de materiais naturais e preservação do artesanato local, além de um programa de desenvolvimento e capacitação para jovens artesãos.

peca-de-mariko-kusumoto-na-japan-house-sp-creditos-wagner-romano-471Mariko Kusumoto

Trabalhando principalmente com tecidos, fibras, resina e metal, Kusumoto produz peças etéreas, mesclando referências japonesas com outras ocidentais para criar joias e obras de arte leves, delicadas e inspiradas pela natureza. Sua produção é inteiramente artesanal e se destaca por seu aspecto lúdico vindo das cores, texturas e formas exuberantes. Usando técnicas de termofixação, ela dá ao tecido uma nova identidade, remodelando-o em formas tridimensionais de uma delicadeza lúdica. Durante esse processo, a designer fica atenta ao acaso e possíveis imperfeições que possam aparecer, incorporando-as em suas criações, uma postura muito semelhante ao conceito wabi-sabi. Dentre os destaques de seu trabalho está uma colaboração com Jean Paul Gaultier para a Paris Fashion Week, em 2019, além de exposições nos Estados Unidos, Portugal e Alemanha.

peca-de-emiko-suo-na-japan-house-sp-creditos-wagner-romano-271Emiko Suo

Emiko Suo se destaca no trabalho com metal, utilizando fios metálicos extrafinos, materiais de malha, entre outros, para explorar suas propriedades de tensão e leveza. O domínio de técnicas sofisticadas e complexas de metalurgia, aprendidas com seu pai durante a infância, e posteriormente aperfeiçoadas na Tokyo University of the Arts, fizeram seu trabalho ser reconhecido tanto no Japão quanto internacionalmente desde a década de 1990.

peca-de-nahoko-fujimoto-na-japan-house-sp-creditos-wagner-romano-31Nahoko Fujimoto

Suas peças mostram um interesse pela tridimensionalidade, explorada utilizando papéis delicados e ímãs, que permitem que as peças, geralmente orgânicas e com referências diretas a elementos da natureza, como pássaros, conchas ou folhas, ganhem movimento.

SERVIÇO:

Exposição [ím]pares

Apoio: Japan Jewellery Designers Association (JJDA)

Período: de 5 de abril a 12 de junho de 2022

Local: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 (térreo)

Horário: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 9h às 19h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Reserva online antecipada (opcional): https://agendamento.japanhousesp.com.br/

A visitação é gratuita. e a exposição conta com recursos de acessibilidade.

(*) A Japan House é uma iniciativa internacional com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki. Desde 2017, a instituição promoveu mais de trinta exposições e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de dois milhões de visitantes. A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina. A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações; e pelo Bureau Veritas com o selo SafeGuard - certificação de excelência nas medidas de segurança sanitária contra a Pandemia de Covid-19.

da redação  com informações da Suporte Comunicação   imagens: fotos divulgação de Wagner Romano

CEDRO TÊXTIL

worldfashion • 10/03/22, 15:26

download2Após o sucesso do editorial de moda da Coleção Reflexos, lançada em outubro de 2021, a empresa lançou editorial intermediário inspirado na resiliência dos brasileiros, que buscam no que há de melhor em suas características, a força, para atravessar dificuldades.

As imagens traduzem o conceito elaborado por Eduardo Paixão, gerente de estilo e sua equipe, fazendo referência ao impacto da pandemia nas pessoas que se viram confrontadas pelas imposições do Coronavírus. Nesta fase, a ideia da campanha é usar a moda como instrumento de transformação social. Assim, foram produzidos seis vídeos criados pela agência Reciclo Comunicação e fotos registradas pelo olhar de moda aguçado de Márcio Rodrigues, com pessoas que não são modelos profissional.

5571c340-2b87-4efb-811c-3550817b8a8a“Vivemos uma crise que não é só pandêmica. É econômica, social e de identidade. Isso é muito difícil. Mas nos deu a oportunidade de olharmos pra dentro de nós e buscarmos aquilo que nos torna quem somos em meio a todas as adversidades. Com a pergunta ‘O que não está no retrato?’ convidamos todos a pensar sobre os estereótipos, as imposições sociais e, claro, a própria imagem. Nossa proposta para os 150 anos de história da Cedro é celebrar a vida como ela é agora. Sem utopias e com respeito. Por isso, convidamos 6 pessoas com histórias de vida inspiradoras para incentivar positividade, reação e equilíbrio. Sem negar a dor, o problema e a dificuldade. Ao contrário, encarando tudo isso de frente. Reconhecemos a capacidade ancestral do nosso povo frente às situações difíceis. E desejamos que a Reflexos seja um disparador para que os brasileiros possam enxergar a beleza na diversidade e, nela, reavivar a força para construir um país melhor e uma vida mais intimamente confortável”, reflete Eduardo Paixão.

Assim, homens e mulheres foram convidados a retratar as qualidades marcantes em suas personalidades, que o espelho não mostra:

luta, vaidade, paixão, perseverança, resiliência e otimismo.

reflexos-cedro_chico-mascarenhasChico Mascarenhas, 30 anos, arquiteto e paisagista, é um apaixonado pelo que faz. Com a mãe Vanda, aprendeu a se amar e a respeitar seus desejos. Com a irmã, abriu-se ao universo das plantas. Em todo seu processo de busca nestas três décadas de vida, uma perspectiva que passa pelo afeto livre: “Eu coloco paixão em tudo que faço. E acredito que a paixão é um caminho transformador e para mim passa pela dedicação. Sou apaixonado dedicado em meus projetos, meus amigos, minhas plantas e meus amores. E acredito que isso é uma semente que lanço para uma vida melhor, um mundo melhor”, comenta.

reflexos-cedro_marcela-rosaJá a bailarina Marcela Rosa, 54 anos, conta que em quase 40 anos de dança, tem aprendido a reconhecer e lidar com os limites do corpo e da vida em si como referências de ponto de partida, de construção de foco e de objetivos para alcançar e transpor. Para ela, esse processo de autoconhecimento de seu corpo e de sua essência é um caminho para o crescimento pessoal: “Fui convidada a falar de resiliência para a campanha e isso me fez refletir sobre o movimento, sobre a dor, sobre os limites do corpo, do tempo e da vida. Cada pessoa tem um corpo, e cada corpo tem seu tempo e sua história. Isto não é necessariamente ruim, pelo contrário, é aí que mora a beleza, a riqueza e o que cada um tem a contribuir com sua expressão. A existência é fluida, querendo ou não estamos vivos no movimento do tempo e para evoluirmos precisamos estar atentos e abertos às mudanças e necessidades do tempo presente. Portanto, para mim, a resiliência é doação e ação que se fazem em comportamentos do dia a dia ou em grandes atos na vida. É também o que me permite manter minha flexibilidade, sempre buscando o movimento do corpo e da alma”, confidencia Marcela.

reflexos-cedro_waleson-rosaEm uma realidade muito diferente está Waleson Rosa, 35, barbeiro. Nascido e criado no Vera cruz, aprendeu sobre vaidade e autoestima com o pai Luiz. E se inspirou no ofício da mãe, a cabelereira Marilsa. Barbeiro e cabelereiro, tem clientela fixa da periferia à zona sul e faz questão de andar alinhado. Estimula a esposa Manuella e outros que o rodeiam a fazer o mesmo. Isso porque considera a vaidade um ato de amor-próprio: “Para mim, a vaidade é estar bem, com autoestima renovada, livre para ser quem você é, onde estiver. Por isso, a vaidade funciona para mim como exercício de representatividade” defende.

reflexos-cedro_lua-sanjaPerseverança é a marca da cantora, modelo e comunicadora Sanja, 29 anos. De família simples, vivem a infância e adolescência em Vespasiano. Precisou batalhar para estudar e formou-se em dois cursos superiores: jornalismo e publicidade. Depois de estabelecida no mercado da comunicação, decidiu colocar sua voz no mercado e já gravou o primeiro clipe chamado Hurricane, de pop music “De onde eu venho, a educação é um privilégio. E a perseverança um modo de vida que aprendi com meus pais. É isso que me permite viver mais que sobreviver. Com ela, posso mapear meus lugares e ser quem eu sou. Isso é importante para mim. Também é para minha mãe e tias que não puderam ousar como eu posso. E tantas outras mulheres. Portanto, considero que perseverar é um jeito de realizar meus sonhos e ajudar outros a sonhar, ousar e realizar”.

reflexos-cedro_ivone-cavalhaisIvone Carvalhais, 53 anos, empreendedora é também lutadora dentro dos ringues. Motivada a colocar para fora o sofrimento, aprendeu a lutar boxe. A vida dela sempre foi uma batalha e a luta faz parte de sua rotina. Cada desafio, um round. Atualmente desempregada, aprendeu a fazer bolos e está se reinventando na pandemia. Inspirada em uma lembrança de nunca poder comer bolo, decidiu ser confeiteira. Para ela, a força é feminina e cíclica. “Sendo mulher, negra e pobre meu lugar nunca esteve onde devia. Por isso, eu luto com inteligência e busco refúgio na minha fé. Sei que não posso mudar o mundo, mas estou aqui para melhorar o meu universo. E acho que isso é aprendizado e exemplo. Para todos”, comenta confiante.

reflexos-cedro_kdu-dos-anjosKdu dos Anjos, 31 anos, artista e agitador cultural, tem no otimismo um traço de personalidade. É por meio dele que nasceu o Lá da Favelinha, um centro cultural de incentivo ao empreendedorismo criativo no Aglomerado da Serra. Ele conta que sua busca por justiça social veio de família onde todos estão envolvidos neste tipo de articulação. E revela que seu otimismo é impulsionado pela miséria: “Quando eu vejo a fome de comida, de arte, de pensamento crítico, de educação política eu sinto que não tenho o direito de parar. Meu rolê de otimismo tem a ver com a indignação com a miséria. Ela me dá coragem para superar medos e ser um sujeito que executa. Eu pego e faço. Mesmo sem saber como. Para mim, o feito é sempre melhor que o perfeito pois há coisas que não podem esperar”, desabafa.

colecaoSobre a coleção - São cinco novos artigos elastizados em denim, (Grant, Carter, Nigata, Randall e Veneto), com forte apelo tecnológico para proporcionar aos consumidores o conforto ao qual se acostumaram em meses sem sair de casa. E todo este conforto é possível mesmo usando jeans graças à tecnologia utilizada na fabricação do denim.

da redação com informações da 22 Graus Comunicação e Marketing imagens: fotos/divulgação