MEDIDAS PARA O VESTUÁRIO

worldfashion • 07/07/22, 16:40

biotipos_3A busca de referências de medidas que atendam os diferentes biótipos femininos tem sido um dos desafios da indústria têxtil. Na tentativa de evitar disparidades entre as confecções, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançou em novembro a norma ABNT NBR 16933, que visa nortear os tamanhos e medidas de roupas femininas no país. Passados quase oito meses da publicação, sua adoção tem contribuído para oferecer parâmetros para a cadeia têxtil, da indústria até o varejo. Para apresentar as principais contribuições da norma ao mercado, a ABNT promoverá, no dia 14 de julho, das 14h30 às 16h, no Salão Nobre da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo — Fiesp, evento presencial com transmissão pelo YouTube. As inscrições presenciais poderão ser realizadas pelo link.

A abertura do evento será conduzida pelo diretor da FIESP e presidente do SINDITÊXTIL - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem, Luiz Pacheco, pelo presidente da ABNT, Mario William Esper e pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção — ABIT, Fernando Pimentel.

1611066024491Na sequência, a gestora do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário (ABNT/CB-017), Maria Adelina Pereira ministrará o Painel Norma ABNT NBR 16933 - Evolução do mercado de confecções: venda de roupas do tamanho correto, sem trocas. “A maior parte das brasileiras têm dificuldade em encontrar o tamanho adequado ao seu corpo. Para resolver esse impasse, a nova norma sugere que o tamanho de cada peça de roupa passe a incluir as dimensões em centímetro da parte do corpo que restringiria a peça, a exemplo quadril para uma calça e não apenas por letra ou número, assim como é seguido já há muito tempo em outros mercados como o americano e europeu”, explica a gestora.

ana-bergO segundo painel “Como adequar os moldes às tabelas da ABNT NBR 16933”, será apresentado pela especialista em moda e referência em modelagem, Ana Laura Berg. “Temos o confeccionista que vem em busca de uma tabela de medidas ideal e o consumidor que não sabe mais qual tamanho o seu corpo veste. Esse é um grande problema que o vestuário feminino vinha enfrentando durante muito tempo. Na construção da NBR 16933, reunimos profissionais que vestem mulheres brasileiras em diversos segmentos, para compartilhar estudos, medidas, problemas e soluções de vestibilidade no desafio de identificar biótipos, definir medidas, distribuí-las entre os tamanhos e ainda sugerir como trazer todas essas informações para o consumidor”, comenta.

O evento será encerrado com a mesa de debate “A importância da Norma 16933 para satisfação das consumidoras e o impacto na economia brasileira.”, com moderação do presidente da ABIT, Fernando Pimentel e participação de representantes da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA PLUS SIZE (ABPS), ABIT e SENAI CETIQT.

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Sobre a norma de Vestibilidade

triangulo-invertidotrianguloA ABNT NBR 16933 recomenda medidas para cada biótipo, levando em conta desde o perímetro da cabeça, pescoço, passando pelos ombros, busto, cintura, quadril, costas, coxa, joelho, panturrilha até o tornozelo, respeitando as características de cada corpo e a diversidade de formas das brasileiras.

De acordo com a gestora, a norma era aguardada com bastante ansiedade pelo mercado. “Apesar de ser uma diretriz que não é obrigatória para as empresas, sua adoção irá contribuir para a normalização da cadeia têxtil, da indústria até o varejo, razão pela qual o mercado consumidor tem buscado os referenciais de medida de corpo em suas compras”, comenta.

ampulheta1Fruto de um amplo estudo conduzido pelo Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário da ABNT com representantes do setor, como o Senai Cetiqt, modelistas, entidades como a Associação Brasileira do Plus Size (ABPS) e empresas do setor, o documento se baseia no conceito de vestibilidade.

A ABNT NBR 16933 apresenta sistema de indicação de medidas para biótipos tipo retângulo e colher, que representam 80% da população feminina, segundo pesquisas para o estabelecimento da norma. Com a condição de determinar cuidadosamente a forma do corpo e de indicar medidas apropriadas, este sistema permite que a cliente escolha o seu tamanho adequadamente.

Os biótipos femininos tipo retângulo e colher (abrangendo o plus size) foram designados após primoroso levantamento antropométrico conduzido pelo Senai Cetiqt, realizado por meio de softwares específicos de simulação do corpo humano e na experiência de profissionais do setor de modelagem e confecção, para atender às formas de corpo predominantes no país.

O levantamento do Senai Cetiqt serviu de embasamento para toda a ABNT NBR 16933. A partir de uma medição abrangente da população brasileira, foram utilizados um body scanner, para captar as medidas antropométricas, que percorreu o país, atendendo ao todo, quase 10 mil pessoas. O estudo constatou também quatro biótipos de mulheres brasileiras: ampulheta, retangular, triangular e triângulo invertido.

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“Foi necessário muito diálogo até se chegar a um consenso. Em 2009, passamos a trabalhar com essa diretriz para o vestuário infantil. Em 2012 foi lançada a norma ABNT NBR 16060 com a vestibilidade masculina e a antiga norma ABNT NBR 13377 de 1995 foi cancelada, deixando a descoberto as medidas femininas. Nessa época começaram as pesquisas do corpo feminino, que foram homologadas na ABNT NBR 16933”, explica Maria Adelina.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a principal responsável pela elaboração das Normas técnicas no Brasil. “Dentro da ABNT, o Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário tem contribuído de forma efetiva para normalização da indústria visando o fortalecimento da cadeia produtiva do setor têxtil e colaborando para o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma o presidente da ABNT, Mario William Esper.

O evento será realizado no dia 14 de julho, às 14h30 no Espaço Nobre - FIESP localizado na Avenida Paulista, 1313 — 15º andar - São Paulo/SP.

PROGRAMAÇÃO

14h30 — Abertura:

Luiz Pacheco — Diretor - FIESP e Presidente - SINDITÊXTIL

Fernando Pimentel - Presidente da ABIT

Mario William Esper - Presidente da ABNT

14h40 - Painel 1 - Norma ABNT NBR 16933

“Evolução do mercado de confecções: venda de roupas do tamanho correto, sem trocas.”

Maria Adelina Pereira, gestora do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário (ABNT/CB-017)

15h - Painel 2 - Como adequar os moldes às tabelas da NBR 16933?

Ana Laura Berg, especialista em moda e referência em modelagem

15h20 - Mesa de debate:

“A importância da Norma 16933 para satisfação das consumidoras e o impacto na economia brasileira.” - Moderador: Sr. Fernando Pimentel — Presidente ABIT

Convidados:

• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA TÊXTIL E DE CONFECÇÃO (ABIT)

• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA PLUS SIZE (ABPS)

• ASSOCIAÇÃO DE LOJISTAS DO BRÁS (ALOBRÁS)

• SENAI CETIQT

16h — Encerramento seguido de coffee break

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). Desde 1950, atua também na área de certificação, atendendo grandes e pequenas empresas, nacionais e estrangeiras. Possui atualmente mais de 400 programas de certificação, destinados a produtos, sistemas e verificação de gases de efeito estufa, entre outros. A sociedade identifica na Marca de Conformidade ABNT a garantia de que está adquirindo produtos e serviços em conformidade, atendendo aos mais rigorosos critérios de qualidade. A ABNT Certificadora tem atuação marcante nas Américas, Europa e Ásia, realizando auditorias em mais de 30 países.

da redação com informações da  FSB Comunicação    imagens dos manequins são da MYM Manequins 3D + fotos divulgação

NA CASACOR 2022

worldfashion • 06/07/22, 10:58

_76a0286-1_76a0159-11Para celebrar seus 35 anos, a CASACOR São Paulo leva esta edição comemorativa para o coração de São Paulo: o Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, um dos mais importantes marcos arquitetônicos da cidade.

Acompanhando o movimento do baixo impacto ambiental, a CASACOR que acontece de 5 a 11 de setembro, terão os uniformes do staff, assinados pela Hybrida, que tem como diretor criativo e sócio, Zeh Henrique da Soul Básico. As peças foram desenvolvidas com tecidos Eco Denim da Capricórnio caio090921-0051imagem-ilustrativa-do-uniforme-casacor-com-tecido-capricornio-textil-1Têxtil, a empresa é uma das três maiores tecelagens brasileiras, que faz parte do Pacto global da ONU pela sustentabilidade.

O tecido é feito a partir da fibra de cânhamo (hemp), considerado uma das mais fortes e antigas dos têxteis, precedendo o algodão. Ela é naturalmente antibacteriana e possui propriedades de isolamento e proteção UV. “Estamos felizes de fazer parte deste projeto do nosso parceiro Zeh Henrique, que já utiliza os artigos Eco na Soul Básico. Estar na CASACOR é uma superoportunidade”, comenta João Bordignon, Diretor de Marketing e Novos Negócios da Capricórnio Têxtil.

O uniforme, conta com um “colete multifuncional” com bolsos e alças ajustáveis, uma peça versátil, prática e democrática, além de ser confortável. Nos pés, a equipe usará sandálias Melissa com objetivo de padronizar a identidade visual da CASACOR.

Sobre a Capricórnio Têxtil

Fundada em 1946, na capital paulista como Lanifício Capricórnio, passou pela produção de tecidos para camisaria, fabricou uniformes profissionais e na década de 1980 direcionou a produção exclusivamente para o denim. Totalmente verticalizada, é uma das cinco maiores fabricantes de denim do país, com uma produção anual de 55 milhões de metros. Com duas unidades fabris no interior de São Paulo (São Carlos e Bragança Paulista) faturou R$ 375,3 milhões em 2020. A Capricórnio Têxtil, a primeira indústria de tecidos planos a conquistar essa certificação, foi reconhecida pelo GPTW - Great Place to Work Brasil como um excelente lugar para trabalhar de acordo com a percepção dos funcionários e as práticas da empresa.

da redação com informações da  Ativa Assessoria de Comunicação   imagens: foto/divulgação

Design Export Day

worldfashion • 04/07/22, 14:54

O evento Design Export Day , promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo/SP, no último dia 30 de Junho, contou com a presença da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) que convidada para apresentar o case de sucesso na internacionalização do setor de componentes.

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Na oportunidade, Luiz Ribas Júnior, gestor de Mercado Internacional da Assintecal, destacou a importância do design para a exportação do setor de componentes, que vem registrando números expressivos em 2022. “Hoje existe uma configuração no mercado internacional que exige que as empresas exportadoras tenham diferenciais em design para se manterem competitivas. A Assintecal, por meio do programa que mantemos com a ApexBrasil, o By Brasil Components, Machinery and Chemicals, apoia a internacionalização do setor em sinergia com a evolução do design dos materiais”, conta, ressaltando que foi através dessa estratégia que o setor de componentes deixou de ser “passivo” para conquistar um espaço significativo no mercado internacional.

Ribas Júnior ressaltou, ainda, o papel do INSPIRAMAIS, maior salão de lançamentos de componentes para as indústrias de calçados, confecções, móveis e bijuterias do Brasil, no desenvolvimento do design brasileiro para internacionalização. A cada edição, o evento traz cerca de 40 compradores e jornalistas internacionais para participar de rodadas de negociações com as empresas brasileiras. “Além da oportunidade de gerar negócios, realizamos uma imersão desses compradores e jornalistas na experiência do INSPIRAMAIS, gerando informações importantes e que são replicadas nos seus mercados. Estamos indo para a 26ª edição em julho e estamos colhendo ótimos resultados”, avalia o gestor.

Exportações

Entre janeiro e maio, as exportações do setor de componentes somaram US$ 175 milhões, 21% mais do que no mesmo período do ano passado. Segregando apenas o mês de maio, os embarques de componentes somaram US$ 37,38 milhões, 33% mais do que no mesmo ínterim de 2021.

Sobre o By Brasil Components, Machinery and Chemicals

Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 300 empresas, do projeto By Brasil Components, Machinery and Chemicals, realizado pela Assintecal, ApexBrasil e Abrameq, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas a cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: relacionamento@assintecal.org.br.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações diversificadas de promoção comercial, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira.

Sobre o Design Export Day

É um evento-conceito, que marca o retorno do Programa Design Export. O evento congrega palestras de designers renomados internacionalmente, academia, projetos setoriais e empresas que passaram pelo programa, além de trazer o olhar sobre o mercado internacional na ótica de design dos escritórios de design brasileiros.

da redação com informações da DCR - Assessoria de Imprensa   imagem: foto/divulgação

The LYCRA Company anuncia novos acionistas

worldfashion • 30/06/22, 16:45

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A The LYCRA Company, anunciou que na terça 28/06/22, que um grupo de instituições financeiras, composto pela Lindeman Asia, a Lindeman Partners Asset Management, a Tor Investment Management e a China Everbright Limited (“Novos Acionistas”), adquiriu total controle acionário da Empresa.

A mudança no controle acionário se dá após a conclusão do processo iniciado em fevereiro, quando os “Novos Acionistas” abriram uma ação de execução de dívida contra a Ruyi Textile and Fashion International Group Limited (ex-controladora da The LYCRA Company), por inadimplência com empréstimos relacionados à compra da The LYCRA Company em janeiro de 2019.

As marcas de classe internacional como LYCRA®, COOLMAX® e THERMOLITE®, com serviços diferenciados de marketing e ampla rede de parceiros em toda cadeia de valor global, é uma das franquias globais mais poderosas do mundo na indústria têxtil.  Além disso, sua ampla e diversa capacidade de inovação e sólida propriedade intelectual com mais de 800 patentes ajudaram a empresa a construir relações estratégicas duradouras com os principais produtores, marcas e redes de varejo.

Com os novos acionistas e governança estabelecidos, a The LYCRA Company continuará acelerando a implementação de sua visão de negócios, incluindo soluções sustentáveis que avançam nos temas da circularidade, parcerias tecnológicas estratégicas para desenvolver uma ampla variedade de materiais inovadores e iniciativas de transformação digital em andamento.

Tudo isso conta com o apoio total dos “Novos Acionistas”, que têm histórico comprovado de financiamento e investimento em empresas em todo o continente asiático e no mundo, trabalhando com conselhos administrativos em planos empresariais e operacionais para aprimorar a criação de valor a longo prazo. Os “Novos Acionistas” estão comprometidos com a The LYCRA Company em fortalecer sua posição financeira e permitir o crescimento a longo prazo.

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“Estamos animados em contar com o apoio total dos nossos Novos Acionistas e do novo Conselho Administrativo nesse próximo capítulo na história da The LYCRA Company”, disse Julien Born, CEO da The LYCRA Company (foto acima). “A nova estrutura oferece o apoio necessário de experientes profissionais em investimentos que compartilham a nossa visão de longo prazo.”

“Apoiamos totalmente a equipe administrativa de classe mundial da The LYCRA Company e sua contínua liderança”, disse um porta-voz dos “Novos Acionistas”. E completou “A The LYCRA Company está em uma forte posição financeira, com uma base sólida para o crescimento a longo prazo, e estamos empolgados em trabalhar com a equipe oferecendo suporte contínuo para o desenvolvimento futuro da empresa.”

Sobre a The LYCRA Company

A The LYCRA Company inova e produz soluções em fibras e tecnologia para as indústrias de vestuário e cuidados pessoais. Sediada em Wilmington, Delaware, a The LYCRA Company é reconhecida mundialmente por seus produtos inovadores, conhecimento técnico e suporte inigualável em marketing, e é proprietária de marcas como LYCRA®, LYCRA HyFit®, LYCRA® T400®, COOLMAX®, THERMOLITE®, ELASPAN®, SUPPLEX® e TACTEL®. O legado da The LYCRA Company iniciou-se em 1958 com a invenção do fio de elastano original, o fio LYCRA®. Hoje, a empresa está focada em agregar valor aos produtos de seus clientes, desenvolvendo inovações para atender às necessidades do consumidor por conforto e durabilidade.

da redação com informações da Inova.etc   imagem: foto/divulgação

CALÇADO BRASILEIRO

worldfashion • 17/06/22, 11:42

12Com o objetivo de gerar informações qualificadas para basear estratégias das empresas da cadeia calçadista, a Associação das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) lançou em evento on-line, no dia 15 de junho, a 8ª edição do Mapeamento - Quantificação dos Materiais no Calçado. A publicação, desenvolvida pela entidade com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), aponta os principais componentes utilizados na fabricação de calçados brasileiros.

31A condução do evento a cargo do doutor em Economia e consultor setorial, Marcos Lélis, abordou  o cenário nacional e internacional para a cadeia produtiva do calçado.

Com uma amostragem de mais de 200 milhões de pares, que representam mais de 54% da produção nacional de calçados - tirando chinelos -, o Mapeamento lançado pela Assintecal tem margem de erro de menos de 1%. Entre os dados apresentados, estão que os cabedais de laminados de poliuretano respondem por mais de 40% do total produzido. Em seguida aparecem os desenvolvidos com laminados de PVC (25%), materiais têxteis (20,9%) e Couro (12,8%). Já no forro do calçado, o componente mais utilizado pelos fabricantes é o Laminado de poliuretano (60,65%), enquanto nos solados é o PVC (33,3%) e nos enfeites os metais (36,38%). Os adesivos utilizados são majoritariamente à base de água (54,68%).

Marcos Lélis destacou que o setor calçadista vem crescendo desde o segundo semestre do ano passado - com breve hiato nos dois primeiros meses de 2022 em função da variante da Covid-19 -, mas que o incremento deve se “acomodar” nos próximos meses.

21Para o ano, o crescimento deve ficar situado entre 1,8% e 2,7% na produção e entre 8,4% e 10,2% na exportação, apontando para a baixa dinâmica no consumo doméstico, que hoje responde por mais de 85% das vendas da indústria calçadista.

Macroeconomia

Na sequência, Lélis comentou que o forte aumento dos juros praticados pelos Estados Unidos, mecanismo utilizado para o controle da inflação local (cerca de 8% em 12 meses), tem impacto no câmbio de países emergentes, caso do Brasil. O fato tem impacto direto na inflação e na corrosão do poder de compra das famílias brasileiras, que também foi afetado pela queda no rendimento médio do consumidor, o menor desde 2014. A inflação brasileira, atualmente em 12% (nos 12 meses), segundo Lélis, é ainda maior nos setores de alimentação (13,5%), habitação (13,4%) e transporte (19,7%), deixando muito pouco para se gastar em bens não essenciais. “Aí trava toda a economia”, disse.

Infraestrutura

Lélis também ressaltou que soma-se aos problemas brasileiros a falta de investimentos públicos em infraestrutura, em queda desde 2015. “O Brasil não aguenta dois anos seguidos de crescimento de 3%, porque esbarra na infraestrutura. Hoje os investimentos públicos realizados não são suficientes nem mesmo para manutenção da infraestrutura”, comentou, ressaltando que o investimento público está em cerca de 2% do PIB, registro que já foi de 5% na década de 1990.

img_7810A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, destacou que na publicação são detalhados mais produtos, com ranqueamento por segmento, região, entre outros dados relevantes. “A publicação é bastante completa e é um registro fundamental para a tomada de decisão nas empresas da cadeia produtiva do calçado, pois também indica tendências importantes”, comentou Silvana, ressaltando que o material foi desenvolvido pela Inteligência de Mercado da Assintecal em conjunto com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

O Mapeamento - Quantificação dos Materiais no Calçado pode ser adquirido com a Assintecal, pelo e-mail relacionamento@assintecal.org.br.

Sobre a Assintecal

Há três décadas a Associação Brasileira de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) atua diretamente na expansão de seu setor coureiro-calçadista. Seu trabalho é reconhecido pela força e diálogo com todas as esferas governamentais, pela consolidação do mercado internacional e pelo desenvolvimento em pesquisas e conteúdo de moda. A entidade responde por um setor que possui 3 mil empresas.

da redação com informações da DCR - Assessoria de Imprensa    - Imagens> fotos/divulgação

TEXNEO

worldfashion • 14/06/22, 15:23

sddefaultA empresa, com foco na produção de malhas em rolos para os segmentos sportswear, beachwear e underwear, anuncia o lançamento de seu Relatório de Sustentabilidade 2021, junto com a comemoração, da marca de 85% de eficiência na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), cuja legislação ambiental, adota a eficiência ser igual ou maior de 80%.

A meta, segundo a Texneo, é chegar a 88% ainda em 2022. Além disso, a empresa possui a Certificação STANDARD 100 by OEKO-TEX®, um sistema internacional do setor têxtil que abrange suas fases do processo, desde a matéria prima até o acabamento final dos tecidos. O STANDARD 100 by OEKO-TEX® é uma das etiquetas mais conhecidas do mundo para produtos têxteis testados quanto à presença de substâncias nocivas.

francis_texneo1“Esse material é uma entrega realmente superior de todo o nosso time, que com certeza irá abrir portas importantes para os próximos degraus que estamos dispostos a subir para tornar a Texneo uma empresa melhor a cada dia”, comenta Francis Axt, consultora financeira da Texneo.

Foi desenvolvido também um inventário de emissões de gases do efeito estufa (GEE), uma ferramenta para a quantificação das emissões e avaliação da pegada de carbono. Para isso, foi realizado um projeto que visa purificar a fumaça das chaminés das ramas (equipamento utilizado para realizar o acabamento da malha). O projeto tem sua conclusão prevista para 2022 e tem como meta: redução de 1.375kg vapor/hora; redução de 1,18 m³/h de cavaco; redução de 1.542.437 kg/ano de CO2, pois será reduzido o consumo de biomassa; e melhorar a qualidade de emissões atmosféricas, que já atendem a legislação vigente.

“Todos os dados contidos neste relatório reforçam nossa responsabilidade econômica, social e ambiental como nossa base estratégica, razão pela qual, a partir deste ano, passaremos a incorporar em nosso balanço anual o relatório ESG – Governança Ambiental e Social”, explica Axt.

download-11Em 2021 a Texneo tornou-se signatária do “Movimento Somos ODS Santa Catarina” e recebeu o Selo como contrapartida das ações praticadas pela empresa. O ODS SC é um movimento social que atua em estreita colaboração com o Pacto Global da ONU e tem a finalidade de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, buscando a construção de uma sociedade inclusiva, ambientalmente sustentável e economicamente equilibrada.

2Vale destacar que para a criação do relatório, foi realizado um trabalho extensivo de compilação de dados, mapeamento de ações e análise de impacto, que contou com a dedicação de uma equipe de 23 pessoas, 46 mãos e um time de mais de 450 colaboradores engajados na causa. O Relatório é um material que mapeia as iniciativas de ESG e seus resultados e será adotado para nortear os indicadores de crescimento sustentável da empresa.

“Nos orgulhamos de sermos uma organização feita de pessoas, para pessoas. Acreditamos que o engajamento é a base do sucesso de qualquer iniciativa, inclusive de ESG”, finaliza Francis.

Confira o Relatório aqui: https://bit.ly/3b1VAqG

da redação com informações da PiaR COMUNICAÇÃO | ASSESSORIA DE IMPRENSA   imagem: foto/divulgação

NOTÍCIAS DA ABICALÇADOS

worldfashion • 01/06/22, 16:02

EXPORTAÇÕES

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O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o aumento das exportações para os Estados Unidos foi fundamental para a performance positiva. Em abril, foram embarcados para lá 2,5 milhões de pares, que geraram US$ 30,57 milhões, altas de 147,2% e de 130,3%, respectivamente, ante o mesmo mês de 2021. “Nosso histórico principal destino, os Estados Unidos têm impacto muito importante na balança de exportações. Existe um movimento de reposicionamento do mercado estadunidense, de forma com que os Estados Unidos fiquem menos dependentes das importações asiáticas. Problemas logísticos, evidenciados pela pandemia de Covid-19, especialmente com relação aos custos com frete, e a sobretaxa ao calçado chinês, foram determinantes para esse movimento. Além disso, o consumidor norte-americano, cada vez mais, busca por calçados produzidos dentro dos conceitos de ESG, mercado em que o nosso produto se destaca no cenário internacional”, avalia o dirigente, ressaltando que hoje as exportações de calçados para lá respondem por mais de 30% do total (em receita gerada). No acumulado dos quatro meses do ano, as exportações do setor para os Estados Unidos aumentaram 100% em volume e 122,7% em receita (para 8,52 milhões de pares e US$ 119,3 milhões).

As exportações de calçados seguem em tendência de alta. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, entre janeiro e abril, foram embarcados ao exterior 53,72 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 434,65 milhões, incrementos tanto em volume (+32,6%) quanto em receita (+68,2) na relação com o mesmo período do ano passado. No comparativo com o mesmo intervalo da pré-pandemia, em 2019, o crescimento é de 24,8% em pares e de 26,7% em receita. Somente no mês de abril, foram embarcados 13 milhões de pares, que geraram US$ 114 milhões, altas de 52,4% em volume e de 75,4% em receita na relação com o mesmo mês de 2021. Conforme a Abicalçados, é o melhor resultado para abril em 14 anos.

haroldFerreira ressalta, ainda, o aumento dos preços médios do calçado exportado, retornando aos níveis praticados em 2019, após quedas nos dois últimos anos. No quadrimestre, o valor médio foi de US$ 8,80 por par embarcado ao exterior. “O setor vem consolidando sua posição no comércio internacional, ao mesmo tempo em que consegue recuperar o preço médio, medido em dólar”, diz.

A Argentina também tem sido uma grata surpresa para os calçados. Com elevação gradual das importações de calçados brasileiros desde o arrefecimento da pandemia de Covid-19, no primeiro quadrimestre do ano a Argentina comprou 5,4 milhões de pares verde-amarelos, gerando US$ 57,4 milhões em divisas, incrementos de 70% e 100,4% em relação ao mesmo intervalo de 2021 e o melhor resultado da série histórica iniciada em 1997. Recortando apenas o mês de abril, os hermanos importaram 2,2 milhões de pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$ 21,22 milhões, altas de 131,5% e 156,3% em relação ao quarto mês de 2021. “O Brasil representou 48% de todos os pares de calçados importados pela Argentina nos quatro primeiros meses do ano, 13 pontos percentuais a mais de market share frente ao período da pré-pandemia, em 2019”, informa Ferreira.

Com crescimento menor do que o registrado pelos dois primeiros destinos do calçado brasileiro no exterior, a França aparece no terceiro posto entre os importadores do setor calçadista nacional. No quadrimestre, as exportações de calçados para a França somaram 3,68 milhões de pares, que geraram US$ 25,53 milhões, incrementos de 33,4% em volume e de 31% em dólares na relação com igual período do ano passado. Segregando apenas o mês de abril, os franceses somaram a importação de 571,8 mil pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$ 5 milhões, altas de 9,2% e 0,4%, respectivamente, ante o mês quatro do ano passado.

41No quadrimestre, a principal origem das exportações de calçados foi o Rio Grande do Sul. Respondendo por quase 46% do valor gerado pelos embarques do setor, as fábricas calçadistas gaúchas enviaram ao exterior 14,78 milhões de pares, que geraram US$ 198,2 milhões, incrementos tanto em volume (+51%) quanto em receita (+77%) em relação a igual aos mesmos quatro meses de 2021. Somente no mês de abril, os calçadistas gaúchos embarcaram 4 milhões de pares, pelos quais receberam US$ 52,42 milhões, incrementos de 52,2% e 74% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A segunda principal origem dos embarques de calçados no período foi o Ceará. Entre janeiro e abril, partiram daquele estado 17,2 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 101,55 milhões, aumentos de 25,8% e 47% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Segregando apenas o mês de abril, as exportações cearenses somaram 3,2 milhões de pares por US$ 22,75 milhões, altas de 59,8% e 70,2%, respectivamente, ante o mês quatro de 2021.

No terceiro posto entre os exportadores de calçados aparece São Paulo. No acumulado do ano, as fábricas paulistas embarcaram 3,26 milhões de pares, pelos quais receberam US$ 41,15 milhões, incrementos de 17,4% e 48,7% em relação ao mesmo período de 2021. Em abril, as exportações paulistas somaram 1 milhão de pares e US$ 11,53 milhões, aumentos de 25,8% e 52,8% ante o mesmo mês do ano passado.

O quarto maior exportador de 2022 é a Paraíba. No quadrimestre, as exportações daquele estado somaram 8,86 milhões de pares e US$ 29,16 milhões, altas de 7,2% e 57,7%, respectivamente, em relação ao mesmo ínterim de 2021. No mês de abril, foram 2,18 milhões de pares e US$ 7,9 milhões, incrementos de 41,6% e 104,6%, respectivamente, ante o mesmo mês do ano passado.

BRAZILIAN FOOTWEAR

3O projeto inédito de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) terá como destino a França,  terceiro principal destino do calçado brasileiro no exterior, com o Projeto Vendedor França, que ocorre entre 20 e 24 de junho, e levará 10 marcas brasileiras: Anatomic & Co, CCR Shoes, Democrata, Kidy, Luiza Barcelos, Mar & Cor, Moema, Opananken, Petite Jolie e QGK, participarão de rodadas de negócios in loco, diretamente nos escritórios dos compradores locais:

paolaA analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Paola Pontin, destaca que as exportações de calçados brasileiros para a França vêm em crescimento nos últimos anos. “Hoje, a França responde por 7% do total das vendas de calçados brasileiros no exterior. É o principal destino na Europa e funciona como um promotor da imagem do nosso produto no exterior, visto que a moda mundial tem os olhos voltados para a lá”, avalia Paola. A analista explica que as reuniões foram - e estão sendo - marcadas por meio de uma consultoria local, que cruza as demandas dos compradores franceses com as ofertas dos calçadistas participantes da ação. “Trata-se de uma ação bastante assertiva, que otimiza a geração de negócios e conexões”, acrescenta Paola.

No quadrimestre, as exportações de calçados para a França somaram 3,68 milhões de pares, que geraram US$ 25,53 milhões, incrementos de 33,4% em volume e de 31% em dólares na relação com igual período do ano passado.

FEIRA NACIONAL DE CALÇADOS 2023

fotoA Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a NürnbergMesse Brasil firmaram contrato para realização da feira da indústria calçadista brasileira. A NürnbergMesse Brasil, empresa alemã de atuação internacional especializada na realização de feiras setoriais, será responsável pela organização do evento. O documento foi assinado no dia 9 de maio na sede da entidade, em Novo Hamburgo/RS.

Ainda sem definição do nome, a feira da indústria calçadista brasileira terá duas edições anuais, sendo que a primeira ocorrerá em novembro de 2023, no Rio Grande do Sul, lançando as coleções de outono-inverno 2024. A segunda edição será em São Paulo, em maio de 2024 e lançará as coleções de primavera-verão 2024/2025.

155751105349105O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta a expertise do grupo alemão, que possui operação no Brasil. “A NürnbergMesse Brasil foi selecionada por meio de uma concorrência com promotoras de eventos nacionais e internacionais, sendo a que mais se destacou não só no atendimento de premissas das empresas, como também pelo potencial de entrega de eventos com qualidade excepcional”, conta.

De acordo com o presidente da NürnbergMesse Brasil, João Paulo Picolo, a entrada das feiras no calendário nacional irá gerar oportunidades e networking fundamentais para o crescimento do setor. “Nós vamos unir a força e o entendimento da Abicalçados e seus associados sobre o mercado ao know how da NürnbergMesse Brasil em gerar novos negócios com eventos que envolvem muito profissionalismo, seriedade e qualidade.”

Sobre a operadora NürnbergMesse Brasil é uma subsidiária do Grupo NürnbergMesse, uma das 15 maiores empresas internacionais organizadoras de eventos do mundo. O portfólio do grupo possui mais de 120 feiras e congressos internacionais (14 deles no Brasil) e mais de 40 pavilhões. Anualmente, cerca de 30 mil expositores e mais de 1,5 milhão de visitantes participam dos eventos organizados pela NürnbergMesse, que está presente, por meio de suas subsidiárias, na China, Estados Unidos, Brasil, Grécia, Itália e Índia. O grupo ainda possui uma rede com cerca de 50 representantes, que operam em mais de 116 países.

da redação com informações do assessor de imprensa Diego Rosinha  imagens: fotos/divulgação

INDÚSTRIA TÊXTIL

worldfashion • 10/05/22, 14:45

img-2098Podemos apontar que a tendência da aplicação de matérias-primas sustentáveis veio para ficar, impulsionada principalmente pelas novas gerações. Para se ter uma ideia, de acordo com o estudo Generation Z And Consumer Trends In Environmental Packaging, cerca de 70% dos membros das gerações Y e Z dão preferência para produtos que sejam alinhados com suas crenças pessoais. Cerca de 66% dos consumidores da geração Z, por exemplo, não se importam com marcas de luxo ou designs exclusivos, dando preferência para produtos com propósito. Por isso, a aposta em produtos que causem menos impacto no meio ambiente devem tornear a indústria têxtil nos próximos anos.

download1Sempre atenta às principais tendências mundiais, a Texneo (*), uma das principais empresas da indústria têxtil no Brasil, acaba de ter um de seus produtos selecionados com 100% de aceitação durante a Functional Fabric Fair 2022, evento realizado em Portland, Estados Unidos, foi criado para dar luz às empresas e empresários da indústria têxtil, destacando as inovações mais atuais em tecidos funcionais de alto desempenho, acabamentos e acessórios.

O produto selecionado da empresa, foi o Life Green Digital, uma malha para estamparia digital que possui 50% de poliamida reciclada em sua composição, proveniente do reaproveitamento de resíduos têxteis. Além disso, a estamparia digital Texneo é uma tecnologia limpa, que usa menos água durante o processo de estampar.

ricardo_texneo“Participar da Functional Fabric Fair já é uma honra para nós, pois conseguimos atuar em um espaço onde a inovação e o olhar atento para ações sustentáveis se unem. Agora, com a seleção do Life Green Digital, estamos ainda mais empolgados, pois sabemos que essa atenção especial é dada para pouquíssimos participantes”, comemora Ricardo Axt, CEO da Texneo. (foto acima)

41746_sense-green-0431-sportswearE a empresa acaba de receber o selo ‘Movimento Somos ODS’, fundado em 2004, o movimento é composto apenas por voluntários e tem o intuito de mobilizar a sociedade brasileira para o desenvolvimento sustentável pleno por meio da adoção da Agenda 2030. A certificação comprova que a empresa cumpre os requisitos de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“Essa conquista é um marco muito importante, já que para tal feito é preciso comprovar uma série de fatores e ações que dizem muito sobre os compromissos sociais e sustentáveis da Texneo para com o meio ambiente e a sociedade em geral”, completa Francis Axt, gestora do Comitê de Sustentabilidade Texneo.

download-11O Movimento Somos ODS contempla 17 objetivos ambiciosos criados pela ONU, como saúde e bem-estar, igualdade de gênero, trabalho descente e crescimento econômico, indústria, inovação e infraestrutura, consumo e produção responsáveis e outros temas.

Também foi pioneira no uso da fibra de bioamida (feita de milho) no país. Com isso corrobora sua atuação com matérias-primas sustentáveis e eleva a empresa a um patamar muito interesse no que se trata de cuidado com bem-estar, meio ambiente e sustentabilidade.  “Somos focados nos segmentos de sportswear, beachwear e underwear. Nossa premissa é uma busca constante por inovação, crescimento e expansão para outros mercados. O resultado desses esforços é traduzido em malhas leves, tecnológicas e com estilo”, completa Ricardo Axt, CEO da Texneo.

fabricio_texneoDentre outras tecnologias que compõem o TexneoGreen, o fio de bioamida é considerado um produto inovador para o mercado da moda por se tratar de fonte renovável, produzido a partir da biomassa vegetal de um milho geneticamente modificado para a atender o uso industrial, não competindo com o usado para alimentação. Ele aparece no novo produto  Sense Green, que além dos benefícios para o meio ambiente, ainda oferece um toque mais macio, suave e uma sensação de frescor que traz mais conforto durante o uso. “Dentro de todas as ações pensadas e executadas por nossas equipes, o conceito de sustentabilidade e preocupação com impactos no meio ambiente fazem parte da atmosfera da Texneo. Por isso, estamos contentes em sermos pioneiros no uso da bioamida no Brasil e vamos expandir ainda mais outras ações nesse sentido”, finaliza Axt.

(*) Sobre a Texneo - Fundada em 1995 pelo irmãos Ricardo Axt e Fabrício Axt, (na foto à direita) a Texneo é uma das principais indústrias têxteis no Brasil, com foco na produção de malhas em rolo para os segmentos sportwear, beachwear e underwear. A empresa aposta na tríade de sustentabilidade, inovações e olhar humano para desenvolver seus produtos e ampliar seu atendimento em todo território nacional e outros 17 países, entre eles: Uruguai, Argentina, Bolívia e boa parte da América Latina. A empresa marca presença também nos Estados Unidos, Europa, África do Sul, somando mais de 1,5 mil clientes ativos.

da redação com informações da Piar Comunicação   imagens: fotos/divulgação

SUSTENTABILIDADE

worldfashion • 06/05/22, 14:33

9c4e25d3-a586-4862-80c5-bcf3ab98fc6bA Brandili, marca de roupa infantil com mais de 54 anos de história focada em trazer o melhor em moda infantil para meninas e meninos, possui uma grande variedade de roupas direcionadas às crianças de todas as idades, sendo uma das marcas preferidas pelas mães e pelos lojistas, e está presente em mais de 67% das cidades brasileiras e em mais 25 países, produz 15 milhões de roupas infantis ao ano.

foto-006-2022-economia-circularEm dezembro de 2021, decidiram reciclar as sobras de alimentos em adubo e os resíduos têxteis em fios ecológicos, com exemplos práticos de economia circular, também reduzem a emissão de gases de efeito estufa e a quantidade de lixo destinada aos aterros sanitários. Assim construiram na matriz da empresa, em Apiúna (SC) uma horta orgânica dentro da empresa, onde é utilizado adubo natural produzido a partir das sobras geradas no preparo e consumo de alimentos do refeitório. Foi uma iniciativa da área de sustentabilidade, com o apoio de colaboradores de diversas áreas, se tornou possível o projeto. “Foram adquiridas duas recicladoras de orgânicos. Estes equipamentos desidratam e reduzem os resíduos orgânicos da cozinha industrial a um composto orgânico inerte, o qual é utilizado como adubo. Passam pela máquina cascas, talos, sobras de frutas e vegetais, grãos crus ou cozidos e temperados, pães, bolos, tortas, cascas de ovos, ou sobras desse alimento cru e cozido, além de sopas ou ensopados”, explica o gerente de Sustentabilidade da Brandili, Leonir Felipe Soliman Filho( foto abaixo)foto_012-2022-leonir A ação vem como um exemplo prático de economia circular em função de um melhor uso dos recursos naturais e da reciclagem de nutrientes e de matéria orgânica estabilizada. “Há uma base de cálculo para que não haja desperdício de alimentos. Mas, como oferecemos refeições em três turnos, sempre temos uma perda e também as sobras normais de preparo dos alimentos. Buscamos essa iniciativa para amenizar os impactos”, ressalta Leonir Filho.

O termo economia circular tem pautado cada vez mais as ações de grandes empresas que, quando preocupadas em minimizar os impactos ambientais e sociais, se desafiam a desenvolver novas soluções para uma recuperação inteligente de recursos. Na indústria têxtil Brandili, que emprega cerca de 1,2 mil colaboradores diretos e 700 indiretos em oficinas de confecção, iniciativas vêm gerando números positivos e mostrando que esse é o caminho para um mundo mais sustentável.

Para o Leonir, os aspectos sustentáveis deste projeto vão além da redução da quantidade de lixo destinada ao aterro sanitário. “Com base no volume de resíduos orgânicos gerado na Brandili em Apiúna (40 toneladas/ano), deixamos de emitir uma tonelada de gás metano (CH4) e 28 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano no aterro sanitário localizado em Timbó (SC), o que contribui positivamente para a redução da emissão de gases de efeito estufa e reflete diretamente no incentivo a práticas de economia circular”, detalha o gerente.

foto-007-2022-economia-circularHoje, na horta da Brandili, são cultivadas as hortaliças de época, como alface, chicória e também alguns temperos verdes. Ao todo, são cinco canteiros que compõem cerca de 75 metros quadrados. “Atualmente, nossa horta já supre de 10 a 15% da demanda de hortaliças da cozinha industrial”, explica Leonir Filho. A manutenção é feita pelo jardineiro e outros colaboradores voluntários da empresa, com o apoio da equipe de sustentabilidade que possui um engenheiro agrônomo.

Desde 2014, assegura também a reciclagem dos resíduos têxteis gerados nas mais de 40 oficinas de confecção responsáveis por uma parcela significativa do processo de costura e embalagem de produtos. Elas estão localizadas em 13 municípios de Santa Catarina e oportunizam inúmeros empregos diretos. Beneficiando e consumindo 2 mil toneladas de malha anualmente, a empresa catarinense é responsável pela produção de aproximadamente 18 milhões de peças por ano.

foto-009-2022-economia-circularO processo funciona da seguinte forma: a matriz da Brandili em Apiúna (SC) recebe os resíduos de confecção produzidos pela unidade de Otacílio Costa (SC) e facções de costura. O material se junta aos resíduos de corte e confecção gerados pela empresa. Eles são pesados e identificados de acordo com o local de origem. A Brandili tem uma parceria com a empresa EuroFios, de Blumenau (SC), que faz a coleta do material e realiza o processo de desfibração do fio e a fabricação de um novo, que é chamado de fio ecológico. “Fazemos todo o controle do processo, desde o transporte do resíduo até a comprovação de destinação/reciclagem, de acordo com padrões e regulamentações ambientais”, complementa o gerente de Sustentabilidade.

O material desfibrado possui diversas aplicações, como enchimentos de pelúcias e almofadas, revestimentos acústicos, cobertores, mantas térmicas, geotêxteis, feltros, filtros, fios e barbantes reciclados. “Adotando de forma continuada ações de não geração, redução e reutilização, e cientes de que os aterros devem ser utilizados apenas depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento, recuperação disponíveis e economicamente viáveis, podemos afirmar que na Brandili, mensalmente, cerca de 21,2 toneladas de resíduos têxteis são transformadas em desfibrados e fios reciclados”, enaltece o diretor Geral, Jacques Douglas Filippi.

da redação com informações da  Oficina das Palavras – Inteligência em Comunicação e Conteúdo   imagens: fotos/divulgação

PROJETO SCORE

worldfashion • 04/05/22, 10:41

download-2A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), vai fortalecer as pequenas e médias empresas (PMEs) da cadeia têxtil e de confecções da Região Metropolitana de São Paulo inicialmente, por meio da introdução no Brasil da metodologia Sustentando Empresas Competitivas e Responsáveis (SCORE, na sigla em inglês).

A metodologia SCORE é uma iniciativa global da OIT que reúne experiências de sucesso em mais de 20 países na África, Ásia e América Latina, e tem como objetivo aumentar a produtividade e melhorar as condições de trabalho de PMEs. Por meio de treinamentos práticos e consultorias in-factory, a metodologia estimula a adoção de ferramentas de cooperação no local de trabalho e o trabalho decente.

A metodologia está organizada em módulos e explora temas como gestão da força de trabalho, produção limpa, controle de qualidade, saúde e segurança no trabalho e promoção da igualdade de gênero, sempre com foco no papel da cooperação entre trabalhadores e empregadores para a obtenção de ganhos compartilhados de produtividade de competitividade.

download-1Segundo dados da RAIS de 2020, o setor têxtil e de confecções é um dos mais importantes empregadores da indústria de transformação brasileira, com mais de 730 mil trabalhadores formais, dos quais 56,7% são empregados em PMEs. Apesar de sua importância para a produção industrial e para a geração de empregos no Brasil, persistem obstáculos para a melhoria das condições de trabalho e da produtividade na cadeia têxtil.

martin-hahnPara Martin Hahn, diretor do Escritório da OIT no Brasil, “as PMEs do setor enfrentam desafios relevantes para a agenda do Trabalho Decente, como qualificação de trabalhadores, práticas de subcontratação e informalidade, saúde e segurança, além da integração de grupos vulneráveis, sobretudo imigrantes. Muitos desses temas têm sido abordados por iniciativas da OIT no Brasil em parceria com organizações do setor. Esse novo projeto se beneficiará das experiências bem-sucedidas que tivemos anteriormente com Abit e ABVTEX.”

No Brasil, a metodologia introduzida pelo Projeto SCORE conta com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os recursos do projeto são utilizados para apoiar a adaptação da metodologia SCORE para o contexto brasileiro, capacitar treinadores, apoiar a realização de treinamentos piloto e desenvolver iniciativas de conscientização de atores do setor sobre os benefícios de práticas empresariais responsáveis.

A participação da Abit e da ABVTEX, como membros do Comitê Executivo do Projeto SCORE, contribui para aproximar a metodologia dos desafios específicos do setor têxtil e de confecções no Brasil e para mobilizar atores estratégicos para o sucesso da iniciativa.

abvetexEdmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX, observa que esta é mais uma iniciativa colaborativa entre a OIT e entidades que trará resultados positivos para o setor de moda. “A ABVTEX tem como um dos seus principais pilares de atuação o desenvolvimento da cadeia de valor para a construção de uma moda socioambientalmente sustentável. Diante de uma cadeia produtiva complexa e pulverizada instalada no País, o uso de metodologias que promovam melhorias de produtividade e competitividade ajudarão a criar um novo ambiente a ser replicado para outras empresas e a participação da ABVTEX no SCORE ajuda a consolidar o propósito da entidade.”

fernando-pimentel-06Por sua vez, Fernando Pimentel, presidente da Abit, considera que: “Se manter competitivo, aumentar a produtividade e reter trabalhadores não é tarefa fácil, principalmente para pequenas empresas da indústria têxtil e de confecção. E são essas, que representam a maioria, que movem a cadeia da moda no Brasil. Com essa união de esforços entre a indústria, o varejo e a OIT, temos a expectativa de aprimorar a oferta de capacitações para o setor e alcançar bons resultados em produtividade de forma perene, a partir da melhoria das relações de trabalho nas fábricas”.

O projeto adota uma abordagem gradual, que se inicia com a implementação de treinamentos piloto nas PMEs selecionadas da cadeia têxtil e de confecção da Região Metropolitana de São Paulo. A definição do setor e da região de início do projeto se deve à origem dos recursos, ao potencial do cluster têxtil e de confecções de São Paulo e a infraestrutura de treinamento local para uma primeira utilização da metodologia SCORE.

As atividades serão desenvolvidas até, pelo menos, novembro de 2024 e poderão ser ampliadas para outros setores e regiões do país, a depender da disponibilidade de recursos. A longo prazo, o projeto tem como objetivo a incorporação sustentável da metodologia SCORE por parceiros nacionais.

Este projeto contribui para atingir os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 no Brasil: ODS 5 (Igualdade de gênero), ODS 8 (Trabalho decente e crescimento econômico), ODS9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), e ODS 12 (Consumo e produção responsáveis).

download-3Sobre a OIT - Fundada em 1919 para promover a justiça social, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a única agência das Nações Unidas que tem estrutura tripartite, na qual representantes de governos, de organizações de empregadores e de trabalhadores de 187 Estados-membros  participam em situação de igualdade das diversas instâncias da Organização.

A missão da OIT é promover oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a um trabalho decente e produtivo, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade. Para a OIT, o trabalho decente  é condição fundamental para a superação da pobreza, a redução das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável.

da redação com informações de Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação/ABIT  imagens: fotos/divulgação