Ronaldo Fraga assina a concepção visual do Tudo é Jazz

worldfashion • 31/07/23, 11:04

Na sua 21ª edição o ‘Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto - Tudo é Jazz’, eleito entre os 10 melhores do mundo pela prestigiada revista norte-americana Down Beat, homenageia Nina Simone e Elza Soares, como mulheres pretas do universo musical e artístico, durante a programação prevista para várias cidades mineiras - Belo Horizonte, Ouro Preto, Ouro Branco, Congonhas, Itabirito e Moeda -, ampliando seu alcance e abrangência.
Segundo Ronaldo Fraga, responsável pela direção artística, identidade visual e cenografias do Festival, esta edição celebra “a força e o brilho do feminino, de recriar a mágica e o clima dos antigos clubes de jazz. Nossa ideia é deixar a cidade em plena efervescência, como se a música não tivesse fim”, resume o estilista.
“Duas representantes máximas do jazz mundial, mulheres pretas, sobreviventes da desigualdade, duas desbravadoras, dois vulcões, duas esfinges que construíram trajetórias únicas no grito, na voz, na poesia, na música: Elza Soares e Nina Simone se conectam em muitos aspectos”, diz Fraga. “Ambas falavam pela voz e pelos olhos, a boca cantando o que os olhos enxergavam. Não há símbolo maior do jazz, essa música de resistência, do que Nina e Elza”, completa.

A programação gratuita oferecida pela Gerdau, de 3 a 6 de agosto na cidade de Ouro Preto, inclui shows, cortejos, fanfarras, exposição e lançamento de livro, onde se destaca as apresentações musicais de Céu, Alma Thomas, Amaro Feitas, Tributo a Elza Soares com Larissa Luz e Caio Prado, dentre outras atrações.

•03/08, quinta-feira

Local: Casa de Gonzaga

Abertura do Festival:

20h - Exposição “Nina Soares e Elza Simone” - Dez obras exclusivas de grafite.

20h - Lançamento da biografia de Marco Antônio Araújo

20h30 - Show com o grupo Mambo Jazz


•04/08, sexta-feira

Local: Palco Praça Tiradentes

19h – Show com Sílvia Gomes

20h30 – Show com Alma Thomas – EUA

22h – Tributo a Elza Soares – com Larissa Luz e Caio Prado


Jazz After Hours: às 23h59 – Duo Eleonora

Local: Clube Recreativo XV de Novembro – Rua Santa Efigênia, 26, bairro Antônio Dias


•05/08, Sábado

Cortejos pelas ruas de Ouro Preto

11h30 – Cortejo com Barroco Jazz – Casa de Gonzaga até Largo do Cinema

14h – Magnólia – Largo do Cinema até o Largo do Rosário


Palco Largo do Rosário

15h - Alexandre Araújo

16h – Amaro Freitas


Palco Praça Tiradentes

19h – Túlio Mourão

20h - Happy Feet – Tributo a Nina, Ella e Billie

22h – Céu


Jazz After Hours: às 23h59 – Marco Boi e Giorgio Romano

Local: Clube Recreativo XV de Novembro – Rua Santa Efigênia, 26, bairro Antônio Dias


•06/08, domingo

Cortejos pelas ruas de Ouro Preto

12h – Cortejo de tambores do SambaPretoChoroJazZ – Local: Largo do São Francisco até a

Praça Tiradentes

13h – Encontro do SambaPretoChoroJazZ com a Fanfarra da Escola Municipal Professora Juventina Drummond – saída da Praça Tiradentes até o Largo do Rosário


Palco Largo do Rosário

14h - Nath Rodrigues

15h – Afro Jazz

SOBRE O TUDO É JAZZ

O Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto - Tudo é Jazz é um evento artístico-cultural de música que, até a pandemia, acontecia anualmente, na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Desde o ano passado, quando completou 20 anos, expandiu suas atividades para Belo Horizonte e outros municípios do interior mineiro. Neste ano de 2023, serão contempladas as cidades de Itabirito, Ouro Branco, Congonhas e Moeda, além de Ouro Preto e a capital do Estado. O Festival promove intercâmbio entre os mais variados estilos de jazz do Brasil e do mundo e já trouxe para o Brasil mais de 1.500 músicos que se apresentaram em teatros, praças públicas, cortejos, workshops e pocket shows. O Tudo é Jazz reúne a tradição e a inovação, conectando artistas de gerações e nacionalidades distintas, levando ao público o que há de relevante na música produzida atualmente, não apenas no Brasil, mas também em outras partes do mundo. O urbano, o clássico e o contemporâneo se encontram neste espaço marcado pela pluralidade sonora onde o jazz é o fio condutor. Em Ouro Preto, o Tudo é Jazz é realizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e apresentado pela Gerdau, patrocínio da Cemig e apoio da prefeitura de Ouro Preto. A realização é da ALCE – Associação Livre de Cultura e Esporte (CA 2018.13608.0282) e produção da New View.

FICHA TÉCNICA:

Coordenação Geral: ALCE - Associação Livre de Cultura e Esporte

Produção: New View Entretenimento e Comunicação

Curadoria artística: Ronaldo Fraga

Curadoria musical: Rud Carvalho

Coordenação técnica: Suzana Martins e Tina Vasconcelos

Cenografia: Clarissa Neves e Paulo Waisberg

Design: Marina Sebba e Paola Menezes

Assessoria de imprensa MG: Infinita Comunicação e Christina Lima

Assessoria de imprensa nacional: Mercedes Tristão

Assistente de produção: Andreia Rocha e Fernanda Mares Guia

Cerimonial: Poliana Rozado

Site: Tatiana Souza

Redes Sociais: Marina Sebba e Graciliano Fraga

Fotografia e vÍdeos: Luan Lobão

Camarim: Fatima Regina

Gestão financeira: Carlos Santos

Chefe de palco: Claudio Castanheira

Técnico de luz: Ivan Gonçalves

Elaboração de projetos: Mariana Martins

Intérprete de Libras: Tatiana Quites

da redação com informações para imprensa Mercedes Tristão e Ivo Chicuta

COLLAB - JULIANA JABOUR / THIAGO NEVS

worldfashion • 26/07/23, 09:52

Pela primeira vez, Juliana Jabour e Thiago Nevs lançam juntos uma coleção cápsula, que busca inspiração na extraordinária exposição individual de Thiago intitulada “Sobre-Carga” e no DNA criativo do artista. A coleção de moletons é uma homenagem à linguagem visual que permeia as carrocerias dos caminhões, onde os motoristas dedicam grande parte de suas vidas, criando narrativas e vivenciando paisagens únicas. Dando continuidade ao último drop de sua marca homônima – lançado no segundo semestre de 2022 – Juliana Jabour sela a volta ao universo dos moletons.

A colaboração surpreendente para o desenvolvimento da coleção de moletons foi fruto do acaso, Juliana e Thiago se conheceram por intermédio de amigos em comum, sendo Juliana uma grande admiradora do trabalho de Thiago. Rapidamente, tornou-se evidente que suas obras poderiam ser apresentadas de uma forma que se conectassem e estivessem ainda mais presente na rotina das pessoas.

Juliana, estilista, e Thiago, artista, partilham a mesma paixão pela criação de objetos belos, significativos e funcionais. Ao se conhecerem, rapidamente perceberam suas afinidades e, através de diálogos inspiradores, decidiram empreender de maneira extraordinária, criando uma linha de moletons que se inspira nas obras de arte concebidas por Thiago.

Com fabricação limitada, os moletons atemporais são feitos com materiais de alta qualidade, com muita atenção aos detalhes e os designs foram pensados para serem confortáveis e elegantes. O drop segue sendo agênero e oversized, nas cores clássicas da marca, preto e off-white.

As mangas possuem ornamentos bordados e estampados, simulando a pintura de esmalte sobre madeira, encontrada facilmente nos caminhões. Os adornos das costas de Beira Rio foram replicados nas mangas de Beira Mar e vice-versa, conectando as duas peças de forma sutil. Beira Mar apresenta o clássico bolso lateral estilo alfaiataria, habitualmente encontrado em todos os moletons da Juliana, já a peça inspirada em Beira Rio, traz de forma inédita o bolso no shape canguru. Nas costas, estão estampadas as obras Beira Mar e Beira Rio, assinadas pelo artista e impressas em estamparia digital, com corte a laser e aplicação com bordado.

SOBRE JULIANA JABOUR

Juliana Jabour, natural de Belo Horizonte, tem uma conexão profunda com a moda. Após uma breve incursão na carreira diplomática, ela seguiu sua paixão pela moda. Depois de uma longa temporada no exterior, onde cursou política internacional na universidade de Georgetown, em Washington D.C., Juliana lançou sua própria marca em 2004. Há dezenove anos no mercado, Juliana Jabour conquistou rapidamente um lugar de destaque na moda brasileira. Após desfilar por 10 temporadas no Fashion Rio, a marca integra o line-up do SPFW desde Janeiro de 2011.

SOBRE THIAGO NEVS

Thiago Nevs é um artista autodidata, que descobriu a paixão pela arte através de pinturas na rua, como o grafite. Sua última exposição individual foi a Sobre-Carga, que tem como inspiração a cultura e o universo do caminhoneiro brasileiro, uma linha de pesquisa iconográfica e contínua do artista.

FICHA TÉCNICA CAMPANHA

Direção Criativa: Juliana Jabour e Thiago Nevs

Direção: Bruno Cabral

Co-Direção: Haruo Kaneko

Direção de Fotografia: Kauan Diosergi e Rafael Szalai

Fotografia: Marina Nacamuli

Assistente de Fotografia: Pedro Calderan

Edição: Bruno Cabral e Rafael Szalai

Color: Leandro Realista

Beleza: Patrick Pontes

Styling: Juliana Jabour

Modelo: Samara Donda

Trilha sonora: Raquel Krugel

Produção: Wtfilm & Brwaxx

da redação com informações da Agência Lema

GRIFES MINEIRAS

worldfashion • 02/11/22, 14:49

ARTE SACRA

artesacra_inv23_0146-crd-gustavo-marx1A grife mineira mais reconhecida pelo design, qualidade e consistência surgiu, há 32 anos, pelas mãos da artista plástica Maria Rita Malloy que sonhou que via os seus vitrais penduradas em cabides, e teve a inspiração de criar uma nova arte em forma de Moda. Assim surgiu a Arte Sacra. Com inspiração na riqueza do Barroco Mineiro, ao longo de três décadas, a marca desenvolve peças que prezam pelo femino e o exuberante, e agora se volta para essa trajetória de sucesso em sua nova coleção Rosário.

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1663091627055“Vamos celebrar a vida e essas três décadas de história da Arte Sacra com um atraso de dois anos, mas com muito amor à moda acumulado. Finalmente poderemos encontrar nossos clientes e parceiros desta longa trajetória para comemorar o sucesso e o futuro da nossa marca e da moda mineira”, comenta a diretora criativa e segunda geração à frente da empresa, Carolina Malloy.

O lançamento será hoje, dia 2 de novembro, em um Fashion Happening especial para convidados, dentro da programação da 28ª edição do Minas Trend. Em inédito formato “phygital” (que une os mundos físico e digital), os presentes poderão conferir um filme do desfile, seguido de apresentação da Orquestra Opus com o músico Arnaldo Antunes, além de uma instalação com as peças da coleção Rosário. A proposta foi agregar tradição e inovação, celebrando a arte barroca de Minas Gerais, e também a própria história da label, com um retorno à sua essência e arquivo de ensaios, criações e campanhas.

Para produzir o belíssimo filme da coleção, a Arte Sacra reuniu um time de peso com mais de 40 profissionais envolvidos, entre eles Lu Nacif na direção de arte; Gustavo Marx na direção de fotografia; João de Castro responsável pelo vídeo; Beauty de Bruno Cândido; Styling de Aline Meni; Produção Executiva de Rodrigo Câmara. A direção geral e criativa foi de Maria Rita Malloy e suas filhas Fernanda Malloy, Renata Malloy e as gêmeas Carolina e Marcela Malloy. Destaque ainda para a top Raica Oliveira, que abriu e fechou o desfile.

A nova coleção retoma elementos icônicos da Arte Sacra, em uma moda festa sempre elegante e muito feminina. As peças são construídas em tecidos que transitam do rígido ao mais suave, com cetim bucol e fluido, tule, renda, tafetá, lamê e crepe. A paleta de cores é refinada e vai dos tradicionais preto, off white, branco, dourado, nude, até o roxo e o jovial azul tiffany. Como é clássico na marca, muitas peças levam ornamentos especiais e que, desta vez, foram criados com flores artesanais, arabescos bordados, plumas e jóias removíveis. Um grande destaque da coleção é o uso do lamê, tecido metalizado que acentua a exuberância, decorando toda a coleção para interpretar o ouro, a arte barroca e os rococós muito presentes nas igrejas de Minas.

da redação com informações da Romano Comunicação imagens: fotos/divulgação

VICTOR DZENK

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victordzenk_out2278277-nit1victordzenk_out2278449-nit1A coleção “PETRA” foi inspirada nas profundezas das cavidades subterrâneas esculpidas pela natureza, ao longo de milhares de anos. As formações rochosas revelam formas orgânicas, nuances de cores, minerais cristalizados, victordzenk_out2278104-nit1vestígios das primeiras produções artísticas… pulsando transformação, movimento, vida.

No interior da gruta acontece a cristalização de minerais, que se irradiam, a partir de um ponto central, em várias direções, criando formatos que se assemelham a flores. Já no ambiente externo, nas proximidades da entrada dessas cavernas, desenvolvem-se espécies de plantas e flores, como por exemplo, uma flor nativa da região do Parque do Sumidouro, chamada Íris Lilás. A partir disso, surgem estampas, degradês, formas, volumes, e acessórios aplicados as peças.

Desta viagem ao interior da terra, emergem silhuetas fluidas, esvoaçantes e monumentais. Recortes, drapeados, volumes estratégicos, traduzem essa busca por novas descobertas através da conexão com a natureza.

Os vestígios da ação da natureza e do ser humano se manifestam em padronagens, texturas e cores que dão vida a uma coleção para vestir uma mulher forte, resistente, ousada e livre.

A cartela de cores é composta por um mix de tons vibrantes e neutros que se equilibram, aplicados em diferentes tecidos. Exploramos acabamentos brilhantes, acetinados e opacos que nos estimulam a testar novas combinações.

A gruta é um ambiente que nos envolve e nos inspira a esculpir novas ideias, um novo futuro.

da redação  imagens: fotos/divulgação

ESTILISTA

worldfashion • 20/09/22, 14:12

jheniA designer e estilista brasileira Jheni Ferreira  expôs as criações de sua marca, SSJHENI, em um desfile solo na London Fashion Week, hoje 20 de setembro, no Hoxton Gallery em Londres  com o patrocínio da Riachuelo, uma das maiores varejista de moda do Brasil.

Por meio do upcycling, Jheni leva peças de roupas e adereços do lixo ao luxo, tirando materiais de descarte de lugares desesperançosos. Todo o material usado na confecção das peças da marca é adquirido em brechós e dead stock, sendo assim, um material que seria descartado.

Jheni é uma jovem estilista autodidata de 28 anos nascida na cidade de Cândido Mota, interior de São Paulo. Formada em Ciências Sociais com ênfase em antropologia pela UNESP e atravessa o campo da moda e suas criações com uma lente crítica de temas como socioeconomia e sustentabilidade.

Sozinha mudou para São Paulo aos 15 anos e desde então circulou por 4 cidades, estudando e trabalhando em coisas diferentes em cada uma delas até voltar para a capital em 2017, onde reside desde então. Atualmente, vive no centro, e traz em seu trabalho o potencial da região.

jheni-4A artista conta com um amparo cognitivo em costura herdado pelas mulheres de sua família materna, onde desde pequena convivia nos ateliês de sua mãe, avó e tias, todos elas em suas respectivas casas em Cândido Mota. Ela sempre levou a costura como um hobby e em 2019 durante a pandemia, o hobby começou a se tornar parte da identidade de Jheni, e assim criou a marca SSJheni e logo foi descoberta por revistas e artistas, se tornando referência no Brasil, no campo de upcycling por levar as peças de roupas e adereços do lixo ao holofote, tirando materiais de descarte de lugares desesperançosos. As roupas expressam o mundo interno da Jheni e sua arte. Em viagens para países europeus, ela viu o valor da moda upcycling e começou a sua pesquisa no campo. Todo o material usado na confecção das peças da SSJHENI é adquirido em brechós e dead stock, e assim é um material que seria descartado. No Brás, por exemplo, Jheni apoia e conta com o apoio de diversos catadores. Dentre garimpos e curadoria, a artista cria de forma socioambiental a base de sua marca, que já tem entre fãs de suas criações grandes nomes da nova MPB como Marina Sena, Luisa Sonza, Manu Gavassi e Pabllo Vittar, que usou o vestido da Jheni, para a capa do álbum Batidão Tropical.

jheni-3Historicamente, em Londres, novos conceitos e artistas são apresentados à comunidade internacional. O evento costuma trazer inovações sociais, ambientais e tecnológicas, permitindo que projetos independentes alcancem visibilidade e apoio financeiro. “Fiquei super feliz quando recebi o convite, é meu primeiro desfile. Estou muito animada e ansiosa. Poder contar com o patrocínio da Riachuelo para tornar esse projeto real, uma marca tão grande no mundo da moda e que está evoluindo constantemente nas questões de sustentabilidade, é incrível. Eles acreditaram em mim e proporcionaram a realização desse trabalho”, diz Jheni.

As peças são criadas pela vontade da artista de comunicar o seu bairro, suas vivências e memórias. As criações vêm das ruas do centro de São Paulo e do comportamento das pessoas e o processo é feito em sua casa, de forma orgânica e intimista. O objetivo da exposição das peças é mostrar as possibilidades do uso de tecidos e convidar o observador a encontrar novos caminhos, além da função utilitária e de cobrir o corpo, provocando uma reflexão e diálogo.

valesca-magalhaesAlém do apoio financeiro, a Riachuelo enviou retalhos de tecidos da fábrica com o intuito de ajudar Jheni a criar suas peças e levar para o desfile. “Nós acreditamos que o mundo da moda pode ser um espaço que acolhe projetos sustentáveis, liderados por mulheres em campos de autoridade e artistas independentes. Justamente por isso, escolhemos apoiar Jheni no projeto de lançamento internacional da SSJHENI”, diz Valesca Guimarães, gerente executiva de Sustentabilidade da Riachuelo (foto à direita)

Movida pela missão de encontrar soluções em escala para uma questão sensível e global da indústria da moda - de fechar o circuito quando se fala em reciclagem têxtil, a Riachuelo está encabeçando uma pesquisa com o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT) e acaba de criar um Hub de Inovação em Circularidade. A parceria com a Jheni reforça ainda mais a missão da marca em trazer a circularidade para o centro da indústria têxtil.

jheni-5O convite é o reconhecimento do trabalho e potencial da Jheni e mostra também que ideais de sustentabilidade estão crescendo no mercado da moda e trazendo essa pauta para dentro de grandes empresas já estabelecidas, como a Riachuelo, que tem 75 anos de história e cerca de 40 mil colaboradores, e trabalha com o propósito de conectar sonhos a realizações. Unindo inovação, dinamismo e agilidade para entregar coleções e produtos para todos os estilos, a rede é uma das principais referências do setor e é reconhecida como uma das maiores empresas de moda do Brasil. Com o maior parque fabril da América Latina, são mais de 30 milhões de clientes no cartão Riachuelo e mais de 370 lojas próprias espalhadas pelo país.

da redação com informações da Loures Comunicação  imagens: fotos divulgação

RONALDO SILVESTRE

worldfashion • 10/06/22, 14:16

ronaldo-silvestre-36-fotografo-andre-solanoÉ designer, formado pela Universidade Estadual de Londrina e especialista em Artes Visuais pelo SENAC. Natural de ITABIRA (MG), seu envolvimento com a moda começou na infância. Sua mãe ajudava no orçamento da família costurando e desde pequeno costumava reaproveitar retalhos de tecidos para fazer brinquedos. Através do design aprendeu a olhar tudo como um projeto e não somente como uma peça de roupa especifica. A busca pelo novo sem negar o passado, mostrando um presente que para muitos representa o futuro.

O talentoso estilista apresentou a coleção “A MODA EM MIM” no último SPFWN53 de forma virtual

ronaldo-silvestre-3-fotografo-andre-solano1“O meu trabalho com moda é feito de pedaços:

Pedaços sociais;

Pedaços ambientais;

Pedaços que transformam vidas.

Em todos os meus caminhos e processos de construção de uma coleção, eu procuro olhar sempre além da roupa. A moda que eu acredito é uma poderosa arma de transformação social, de luta pela igualdade, de valorização do feito a mão, de respeito as origens e ao feito no Brasil.

A minha moda fala de amor, de resiliência, de arte e de artistas itabiranos.

A minha moda é feita de sentimentos e desafios de lidar com o novo, em muitos momentos de intensa busca pessoal. Nela eu uso, reuso, crio e recrio formas e conceitos num intenso transitar por diversos caminhos.

ronaldo-silvestre-5-fotografo-andre-solanoronaldo-silvestre-9-fotografo-andre-solanoRessignificando retalhos de diversas texturas e origens, viés, bordados que pulsam e todas as sobras das gáspeas com pequenos defeitos que foram feitas pelas mulheres assistidas pelo Instituto ITI para as papetes em parceria com a Rider. Trabalhando o denim com cânhamo eu dou forma a minha nova coleção. A Inspiração: Manipulação têxtil, trançados, tramados, rebordado com viés. Os Tecidos: Retexturas, re-tecidos, reciclados, resíduos têxteis, malha de seda, orgânicos ronaldo-silvestre-7-fotografo-andre-solanoronaldo-silvestre-19-fotografo-andre-solanoe denim com cânhamo. As Cores: Naturais, palha, camelo, gamas de azul e preto. As Formas: Atemporais, amplas e orgânicas.”

FICHA TÉCNICA:

ESTILO: RONALDO SILVESTRE

STYLING: RONALDO SILVESTRE

FOTOGRAFIA: ANDRÉ SOLANO / GABRIEL MESQUITA / YAN SENNA

POESIA: YAGO RIOS E VINICIUS BARCELOS

ronaldo-silvestre-17-fotografo-andre-solanoronaldo-silvestre-21-fotografo-andre-solanoBELEZA: BERNARDO BELLO

CALÇADOS: RIDER+INSTITUTO ITI, ACERVO

BORDADOS: INSTITUTO ITI

APOIADORES:

- RIDER – https://www.rider.com.br/

- SOU DE ALGODÃO – https://soudealgodao.com.br/

- CAPRICÓRNIO TÊXTIL - https://www.capricornio.com.br/

- TECIDOS CATAGUASES  - https://www.cataguases.com.br/

ronaldo-silvestre-22-fotografo-andre-solanoronaldo-silvestre-26-segundo-bloco-3-fotografo-andre-solano- G.VALLONE - https://loja.gvallone.com.br/

- INSTITUTO ITI - https://institutoiti.org.br/

- FUNDAÇÃO CULTURAL CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - https://fccda.com.br/novo/

- PREFEITURA MUNICIPAL DE ITABIRA - https://www.itabira.mg.gov.br/

MODELOS/ARTISTAS ITABIRANOS: ALICE SANFFER / ANA LUIZA / ANNA MORAIS / ARIELLA TORRES / CAMILA BORGES / DANUBIA MAIA / DENISE FERREIRA / GLAUBER ANDRELINO / RAIENE SILVA / THIAGO SKP / VINI BROWN / YAGO RIOS.

ronaldo-silvestre-2-fotografo-andre-solano

AGRADECIMENTOS: OBRIGADO MEU DEUS, ORA YÊ YÊ Ô! SALVE MAMÃE OXUM! MINHA MÃE POR TUDO!

da redação     imagens: fotos/divulgação

H-AL

worldfashion • 11/02/22, 11:21

photo-2022-021A marca curitibana está completando 15 anos e sem residência fixa, inicia uma “turnê autobiográfica” em 2022, a dupla de estilistas Alexandre Linhares e Thifany F., contam sobre a vida deles, em forma de vestes - usando tecidos, fios, emendas, bordados, pinceladas, pinturas e o que mais estiver ao alcance das mãos.

Em 2021, após experiências em lojas física sentiram, depois da mater-paternidade que nada mais é fixo, nada mais é estável, assim em busca de movimento, estão vivendo o desenvolvimento humano, focados no novo e querem  brincar com a loja virtual.

“Nós vamos circular por espaços múltiplos, dialogando, multiplicando experiências e intercambiando parceiros. as fronteiras foram borradas, vamos com uma bagagem que cabe na mochila, sem raízes.”

E no meio da viagem, seguirão produzindo incansavelmente lotes limitados e exclusivos  que serão lançados quinzenalmente na loja virtual da H-AL, tudo online e a cada encontro, ir sentindo o percurso, acompanhando o caminho - o processo - nas nossas redes sociais: https://www.facebook.com/halartetextil - https://www.instagram.com/halartetextil/ - https://www.youtube.com/HALAlexandreLinharesThifanyF  - site www.h-al.com

9bb640_2ce328ae22914085afac4a6476c2110c_mv29bb640_3aebbc125c844b7cb4d4a1c76257336a_mv2A H-AL produz Arte Têxtil desde 2007, (antes chamada HEROÍNA) sob parâmetros de ecodesign com retalhos de confecções. Tem a performance presente na concepção e fabricação das peças e traz assuntos que abrem diálogos por onde a vestimenta passe.

A dupla Alexandre Linhares e Thifany F. possui uma linguagem autoral intuitiva com propostas inesperadas. Sua marca registrada se mantém com valores e processos cada vez mais inegociáveis no sistema da moda, como upcycling, redesign, zero waste, localvore e economia circular. Uso aleatório de tecidos misturados sem lógica aparente. Desfiles e apresentações nada convencionais, coleções sem tema e modelos fora do padrão. O conjunto da obra leva a pensar sobre novas possibilidades éticas e estéticas na moda.

42photo-2022-02-09-17-35-03Assinaram os figurinos de Elza Soares em “Planeta Fome” e “A Mulher do Fim do Mundo”.Alexandre Linhares pensa a roupa como estandarte para a expressão individual. Se utiliza do próprio corpo no processo criativo, aliado à performance. Sua incessante busca pelo novo atravessa a experimentação têxtil como sentido de vida.

Thifany F. tem como tema de sua pesquisa a filosofia tradicional e contemporânea, e a contemplação interna, com foco na infância, na ancestralidade e nos saberes femininos. Tem a poesia e a fotografia como suportes e síntese do seu pensamento.

3A busca pela sustentabilidade é algo que precisa ser vivido no dia a dia, caso contrário é impossível produzir produtos o mais próximo possível do ideal sustentável (nominamos aqui o respeito ao ciclo natural da biosfera e o menor impacto ao meio ambiente)  a nossa produção e consumo é reflexo de nossa visão de mundo.

24“A pesquisa surgiu durante os anos e foi se aprimorando em cursos de eco e slow design. O instinto de conservação ambiental e a busca por não desperdiçar o dinheiro investido e pelo não descarte sempre foram naturais em nós e não acreditávamos que isso era diferencial - era sim nossa obrigação como empresários e como cidadãos.”

Um trabalho genuíno e assinado que carrega em si o traço do autor - é isso que perseguem e que não os abandona, que buscam mutuamente um no outro: a criação acredita em nós e nós confiamos no seu processo. A obra surge de acordo com o mundo interno da dupla e é feita do mesmo tecido os sonhos e do mesmo líquido que hidrata a ponta dos dedos. é só por isso que  acreditam no novo

9bb640_73460a8e8d614ec5b560afe83ac7077e_mv21Quem é Alexandre Linhares Neto - conhecido como Alexandre Linhares, curitibano nascido em 23 de julho de 1983, é um estilista, eco-designer, performer, video-maker, figurinista, produtor e professor brasileiro. É considerado “a grata revelação da moda de nosso tempo” pela jornalista Adélia Maria Lopes e “um dos mais importantes artistas visuais de Curitiba” pela galerista e marchand Zilda Fraletti. É visto como uma referência no pensar moda e um exemplo de trabalho genuinamente autoral.

Sua carreira na moda começa em 2002 quando foi premiado na categoria Estilo Brasil na Francal Top de Estilismo, em São Paulo. Criou, com Lino Jr., a marca NUvem em 2002, residente no Mercado Mundo Mix e na loja Versus Brasil. Atuou como diretor criativo da NUvem até 2003 quando passa a experimentar outras superfícies planas e rígidas como outdoors e placas. Nesse período, Alexandre posa como modelo para artistas, fotógrafos e estudantes de cinema como Inajara Constantino, Magno Montreal, Bruna Zureck, Camila Yumi e Felipe Della Bruna. Tem parte da exposição “olhares do Belo” censurada no SESC Centro em 2003 por conter fotografias de nu masculino. A frase de “tinha um pênis dentro de um aquário” ressoa,  e como resultado propõe uma temporada de exposições em casas noturnas em Curitiba. Veste e produz artistas do underground curitibano como Gloria Godiva e Maite Schneider, produz e atua em peças de teatro, protagoniza Sofá, JesuspraCristo e o vídeo DaTrançaTrama. Produz intensamente em vídeo e performance. Apresenta em 2005 “Merda, amor, morte” no Lola Café, com vinil adesivo, jornal e fotos suas nu, em curadoria de Magno Montreal e no ano seguinte “Mil Vezes Maldita” no Nick Havana, uma experimentação em assemblage com curadoria de Fernanda Ochetski. Conclui o curso de Design de Produto na UFPR em 2007. Especializa-se em Eco-Design em 2015 pela Escola Design ao Vivo.

9bb640_d85da0ff68eb4022bf68170548bf884d_mv21Quem é Thifany Noelle Faria - conhecida como Thifany F. , nasceu em Paranaguá em 12 de fevereiro de 1987, é uma administradora, gestora, estilista, performer, figurinista e maquiadora brasileira. É facilitadora de meditação e estudos budistas tibetanos. Tem como tema de sua pesquisa a filosofia tradicional e contemporânea e a contemplação, com foco na infância, ancestralidade e saberes femininos. Tem a poesia e a fotografia como suportes e síntese do seu pensamento. Abre sua primeira empresa em 2003 e recebe o título de slow-designer em 2016. Atua como gerente-administrativa de 2007 a 2010 em uma franquia de ótica. Estuda e desenvolve maquiagem e visagismo a partir de 2009, quando abre estudio e ateliê que fomenta a discussão e elaboração técnica com outros profissionais de beleza e auto-estima. Utiliza-se da maquiagem como viés para a valorização feminina e fuga dos padrões sociais estipulados. De 2007 a 2010 atua como gestora e administradora da Heroína, também passa a ser assistente de criação e estilo até 2016, quando passa a atuar como designer da marca ao lado de Alexandre Linhares.

da redação  com imagens: fotos/divulgação