Frescor de formas e acabamentos em Isabela Capeto
admin • 22/06/09, 16:51
Menos bordados, mais frescor, romantismo e muita valorização das formas. Assim é a linda e delicada coleção de verão da designer carioca Isabela Capeto que, para a estação, se inspirou no trabalho do artista plástico Robert Rauschenberg e nos anos 40 pós-guerra para criar texturas inesperadas concebidas por meio de reaproveitamento de aviamentos e etiquetas, além de belas estampas que mesclam pinceladas de listras com tigres.
As roupas são mais curtas e valorizam as pernas, em vestidos vaporosos, acompanhadas ainda de macacões despojados com prints de carimbos manuais. Alias, os detalhes sutis dão o tom, como os botões em formas de trevo, estrela e coração, remetendo a símbolos da paz e as roupas com imagens florais e flores aplicadas, numa alusão àquelas que eram as únicas que floresciam no front durante a Segunda Grande Guerra, e que hoje, especialmente em Londres, são usadas para homenagear os que lutaram no período.
Nos tecidos, muito algodão, tule, sedas com texturas e transparências, sarja e malhas atoalhadas lembrando um plush fresh. Já nas cores, uma cartela saborosa com melancia, tangerina, amarelo-canário, areia, verde-militar, preto e branco. Henriete Mirrione
Preste atenção!
Primorosa a construção de peças toda recortada e bordada à mão acompanhada de paetês singelos e silk apenas de um lado, numa mostra que o DNA da marca está mais vivo do que nunca, além dos lindos sapatos que combinam tecidos recobertos de respingos e pinceladas.
Ficha Técnica
Estilo: Isabela Capeto
Styling: Felipe Veloso
Beleza: Max Weber para MAC
Trilha: Dany Rolland
Apoio: Renaux View, Haco Etiquetas e Zeferino
Patrocínio: Dalutex
- publicado em: DESFILES E SEMANAS DE MODA – comentário (1)
- tags: SPFW VERÃO 2009/2010
A exposição Passion Paris organizada pela Federação Francesa da Costura, do Prêt-a-Porter e dos Criadores de Moda, montada no hall de entrada do prédio da Bienal, apresenta nove estilistas e marcas da nova geração de criadores. Entre estes, um brasileiro, Gustavo Lins e um português, Felipe Oliveira Baptista. Segundo Didier Grumbach, presidente da Federação Francesa, atualmente não faz mais sentido rotular estilistas a partir de suas nacionalidades quando, na realidade, a criação tornou-se um processo globalizado.
Para Grumbach, Gustavo Lins, por exemplo, não pode ser tachado de estilista brasileiro pois cria e produz na França. O país europeu continua sendo a principal referência para a moda de alto valor agregado.
Preste atenção!
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