FERNANDA YAMAMOTO RECONHECIDA PELO DESIGN
worldfashion • 02/12/14, 13:55
Fernanda Yamamoto, conquistou, na última quinta-feira, 27 de novembro, o 1º lugar na categoria Têxtil do 28º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira. A obra premiada pelo Museu da Casa Brasileira foi um vestido criado pela estilista para o Verão 2015, com 100 quadrados em 4 tamanhos diferentes que formam uma sobreposição arquitetônica na peça. Para a produção, Fernanda aplicou e prensou cada quadradinho com entretela e, em seguida, combinou um a um em tule, trazendo um design exclusivo.
Fernanda fez uma primeira experiência com quadrados em 2013. Nessa primeira versão, o tecido era formado por dois quadrados unidos por entretela e fios de linha que ligavam um quadrado ao outro. “A ideia era que as linhas ficassem o mais imperceptível possível e dessem a impressão de que os quadrados flutuavam”, revela a estilista.
Posteriormente, Fernanda buscou uma solução mais viável que possibilitasse a produção desse tecido, mesmo que em pequena escala, e a comercialização do produto final. Para isso, foi desenvolvida uma técnica de uma base em tule transparente com aplicação dos quadrados por meio de uma entretela especial. O resultado trouxe o mesmo efeito dos quadrados flutuantes, viabilizando o produto em termos de custo, produção e durabilidade. Com essa nova versão, o tempo de produção de cada peça foi reduzido em 30% do tempo original, além de ser uma roupa muito mais resistente e de fácil manutenção, pois os fios que uniam os quadrados no teste inicial eram frágeis.
“Receber o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira é uma conquista extremamente significativa, pois traduz o reconhecimento do meu trabalho pelo segmento do design.” declarou Fernanda.
De 28 de novembro de 2014 até o dia 25 de janeiro de 2015 será possível conferir as obras de todos os vencedores do 28º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, de terça a domingo, das 10h às 18h – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705.
Antes da premiação, Fernanda estava em Madri, participando como uma das representantes do design da moda brasileira da Bienal Ibero-americana de Design – BID, que vem se destacando por reunir projetos expressivos do design da Ibero-América, seja ele gráfico, de produto, moda, ambiente e web design, entre outras áreas, o certame terminou neste sábado, dia 29 de novembro de 2014.
A coleção “O Jardim Retrô Futurista” de Fernanda Yamamoto foi indicada pelos membros do Comitê Assessor da BID no Brasil, Giovanni Vannucci e Ruth Klotzel, e selecionado após um minucioso processo de avaliação, apurado por um júri internacional, do qual o Comitê não faz parte.
Na mesma categoria da estilista - Diseño de Moda, Têxtil y Complementos – também foram escolhidos mais quatro projetos brasileiros:
“Velaturas” (Performa – da artista Renata Meirelles),
“Melissa One by One” (Grendene) ganhador do premio BID’14 ,
“Árvores Tecidas” (Renato Imbroisi) ganhador do premio BID’14
“O Cantar dos Cantares” (Mary Figueiredo).
Confiram: http://galerias.bid-dimad.org/bid_14/?cat=11&categoria_trabajo=diseno-de-moda-textil-y-complementos&silverghyll_tpicker=cat=11!and!categoria_trabajo=diseno-de-moda-textil-y-complementos
Informações para imprensa: namídia assessoria de comunicação Fotos: divulgação
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- tags: CONCURSO ECONOMIA CRIATIVA ESTILISTAS FEITO NO BRASIL PREMIAÇÃO

Casulo Moda Coletiva
Vuelo (Porto Alegre / RS)
Casulo Moda Coletiva (Goiânia / GO)
Retraço Novo (Londrina / PR)
Segundo o presidente do SCMC, Claudio Grando, era um desejo antigo manter a mostra por mais tempo aberta ao público e isso foi possível graças ao apoio do Governo do Estado, através da Fundação Catarinense de Cultura. “Entendemos que o resultado dos nossos estudos não pode ser apenas para consumo das empresas e instituições de ensino envolvidas. Deve estar aberto também à sociedade, para que os catarinenses percebam que há valor agregado nos nossos produtos e que nós queremos levar toda a criatividade que existe aqui para o mundo através das criações de moda e design”, aponta.
Luca Predabon e Jackson Araújo em foto de Eduardo Beltramini
O Jackson Araujo, um dos consultores criativos do projeto, explica que essa transformação não tem nenhuma relação com assistencialismo ou caridade. “Buscamos transformadores através de uma nova economia menos capitalista e mais focada no bem comum. A chamada economia criativa, que embora pareça apenas uma teoria para alguns já é prática em várias ações realizadas em Santa Catarina”. Aponta.
Principal vertical do SCMC, o Inteligência Compartilhada surgiu com o objetivo de promover um intercâmbio entre estudantes de moda e design e equipes de criação das empresas. No início de cada ano, ocorre um processo seletivo de escolha destes estudantes, que recebem a oportunidade de criar, em conjunto com os profissionais, uma capsule collection sob orientação da consultoria criativa do projeto.
Vários workshops ocorrem durante o ano todo para debate de tendências de comportamento e consultoria na criação dessas coleções, que são apresentadas numa mostra que está entre os maiores eventos de moda do país e ocorre sempre no fim de cada ano. O SCMC está no ano #9 e reúne 17 empresas e entidades de ensino que acreditam que é possível, através da descoberta de uma identidade de moda e design, agregar valor aos itens produzidos em Santa Catarina. Juntas, estas empresas faturam mais de R$ 4,1 bilhões e empregam 25 mil pessoas. São elas: Altenburg, Audaces, Cia. Hering, Círculo, Dalila, Daniela Tombini, Digra, Dudalina, Fakini, HI Etiquetas, Karsten, Lancaster, Marisol, Meu Móvel de Madeira, Oceano, Printbag e Tecnoblu.
Paula Cardoso com Raphael Augustus