Webinar da The LYCRA Company

worldfashion • 18/05/20, 14:53

Na quarta feira passada (13/05) foi realizado o webinar para conferir como o isolamento social recomendado para ajudar no combate à covid-19, mudou significativamente a rotina de boa parte da população mundial e brasileira e, consequente, o modo de consumir.

foto-webinar1A pesquisa Monitoramento da Nova Rotina - consumo, marcas e opinião, realizada pela IBOPE Inteligência, revelou que apesar da crise financeira causada pelas ações de combate à pandemia, 40% já fez compras de vestuário e, metade desse índice, o equivalente a 20%, realizou as transações de forma online.

Com uma amostra de 1.500 pessoas com internet em todo Brasil, a pesquisa contou com cinco ondas (uma rodada por semana), de 20 de março a 20 de abril, e  também apresentou os dados de consumo de moda.

Andréa Braga, diretora de atendimento e planejamento do IBOPE Inteligência, destacou que entre os clientes que fizeram transações online, as lojas de departamento ainda representam a maior parte das compras para jeans (43%) e roupa íntima (33%). Para roupas esportivas, a maior parcela das compras, 40%, é feita em lojas especializadas contra 31% das lojas de departamentos. Na moda praia, o índice é de 33% para ambos os segmentos (departamento e especializada). Segundo a executiva do IBOPE Inteligência, ainda que de forma lenta, há uma tendência de crescimento de transações online. “Além disso, ainda que o consumidor não esteja comprando na quantidade habitual, ele continua pesquisando informações na internet. Por isso, é importante que as marcas continuem aparecendo e com ações positivas para a sociedade”.

Para Adriana Morasco, Vice-Presidente para a América do Sul da The Lycra Company, a pesquisa também deixou claro a importância da cultura do cuidado, com marcas mais humanizadas, que sabem o seu papel na sociedade e que ajudaram no combate à pandemia com alguma ação. “Além disso, a necessidade de agilidade para ler esse momento de transformações que a pandemia impôs é o que ficará para o futuro. No varejo, as empresas já estavam aderindo ao online, mas a covid-19 trouxe uma aceleração nesse processo”.

Segundo Marcella Kanner, head de comunicação corporativa e marca das Lojas Riachuelo, a empresa passou a se comunicar por meio das lives, quando o consumidor estava mais aberto a compras. “Com isso, conseguimos mais de um  milhão de novos downloads do aplicativo nos meses de março e abril. A empresa também abriu novos canais de vendas, como o WhatsApp e uma rede de afiliados, soluções que vieram para ficar”, detalha.

As Lojas Riachuelo, que conta com e-commerce desde 2017, suspendeu as atividades de todas as suas lojas físicas e têm focado nas vendas online, que mais que dobraram nesse período de pandemia. Desde o isolamento social, o ritmo desse segmento já ultrapassa os resultados da temporada de Black Friday.

A executiva destaca ainda que em função do trabalho home-office, há uma busca por roupas confortáveis, mas que deixem as pessoas arrumadas, já que há muitas reuniões online.

A Gerente de Marketing daThe Lycra Company Silvana Eva, lembra que conforto sempre foi o atributo número um nas pesquisas realizadas pela marca LYCRA®, independente do tipo de roupa. “A busca pelo conforto veio para ficar e verificamos marcas criando produtos dentro dessa linha. Outra tendência, de acordo com dados das unidades LYCRA® sediadas em países que estão na frente do Brasil no ciclo de pandemia, é que os consumidores têm buscado qualidade no lugar de preço. Eles vão querer produtos que não sejam descartáveis e que durem mais tempo”.

A  Adriana Morasco, vice presidente da The Lycra Company, completou  e diz acreditar em uma moda mais justa, inclusiva e sustentável. “Uma peça de qualidade, que dura mais tempo no guarda-roupa, faz o consumidor mais sustentável”. Ela lembra ainda que é importante a valorização do produto nacional. “O setor têxtil brasileiro emprega mais de 10 milhões de pessoas, direta e indiretamente, das quais 75% são mulheres. É a indústria de transformação que mais emprega mulheres no Brasil. Vivemos um momento único e temos a oportunidade de fortalecer a indústria nacional”, conclui.

O evento completo pode ser acessado pelo canal da LYCRA® no Youtube: https://youtu.be/TX2UWfNXfeE

logo1Sobre a The LYCRA Company - uma empresa que inova e produz soluções em fibras e tecnologia para as indústrias de vestuário e cuidados pessoais, bem como especialidades químicas usadas nas cadeias de valor de elastano e poliuretano. Sediada em Wilmington, Delaware, a The LYCRA Company é reconhecida mundialmente por seus produtos inovadores, conhecimento técnico e suporte inigualável em marketing, e é proprietária de marcas como LYCRA®, LYCRA® T400®, LYCRA HyFit®, COOLMAX®, THERMOLITE®, ELASPAN®, entre outras. Apesar de seu novo nome, seu legado iniciou-se em 1958 com a invenção do fio de elastano original, o fio LYCRA®. Hoje, a empresa está focada em agregar valor aos produtos de seus clientes desenvolvendo inovações para atender às necessidades do consumidor por conforto e durabilidade.

da redação com informações da Inovaetc imagens: foto/dovulgação

PRÊMIO DESIGN INSTITUTO TOMIE OHTAKE LEROY MERLIN

worldfashion • 11/05/20, 11:46

design-3-edicaoEm todas as edições o prêmio propõe temas desafiadores para instigar soluções inovadoras o escolhido da vez é REVER, nas edições anteriores temas como COMPARTILHAR e CIRCULAR foram os sugeridos, trazendo ideias das mais diversas, e instigando proposições e discussões sobre a palavra como forma.

andressa-borba“Para a Leroy Merlin é muito importante fazer parte de mais uma edição desse prêmio. Falar de inovação no Brasil é motivo de muito orgulho, pois estamos influenciando a consciência das novas gerações inseridas nas universidades munidas de ferramentas para impactar positivamente a sociedade e o planeta”, cita Andressa Borba, gerente de Sustentabilidade Leroy Merlin.

rafael-alves-monteiro_6515-640x427 Rafael Alves Monteiro, rapaz do Ceará da cidade de Cariri, da Universidade Federal do Cariri – UFCA Curso: Design de Produtos, um dos premiados do 1º Prêmio do concurso e teve a oportunidade de ir estudar em Barcelona.

amana-umidificador-de-ar-rafael-alves-monteiro-ufc-ceO projeto do Rafael : Amana - Umidificador de Ar foi premiado no curso do IED em Barcelona, é um  Umidificador de ar portátil, com referências indígenas do vale do Cariri. Possui design de baixo custo de produção.

Abaixo os 15 selecionados da 2ª edição e suas respectivas áreas de estudo, já ganharam um prêmio de 5.000,00 para fazer o protótipo de seu projeto que será exposto no Tomie Ohtake,  onde serão conhecidos os tres primeiros colocados, mas infelizmente por conta da pandemia os 3 vencedores e a exposição ainda não ocorreu, e por enquanto sem previsão da realização para premiação e exposição.

1- Aplicativo Composto (web), Maria Eduarda Iranaga, (UFPR - Universidade Federal do Paraná);

2- Arrudeio (gráfico), Maria Beatriz Mendonça de Oliveira, (Unit - Universidade Tiradentes – SE);

3- Banco de Resíduos Têxteis (serviço), Brunna Gonçalves Ramos, (UEL – Universidade Estadual de Londrina);

4- Binder – Resumos e Mapas Mentais (educação), Pedro Henrique Santana Castro, (UNIFACS - Universidade Salvador);

5 - Do cangaço ao skate: um possível diálogo estético (moda), Carlos Eduardo de Castro Cruz, (Faculdade Santa Marcelina);

6- Espaço Nômade (arquitetura), Giovani Lemos Damasio, (UEM - Universidade Estadual de Maringá);

7- Hortas Verticais, Horizontais e Cooperativa aplicadas em conjunto habitacional popular (arquitetura), Gabriela Chiappa da Rosa, (UFN - Universidade Franciscana);

8- Luminária Ó (produto), Clara Acioli, (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro);

9- Remonta, (moda), Bruno Alves, Gabriela Padua, (ESAMC Uberlândia);

10- REMONTE - Estudo de abrigo efêmero emergencial (arquitetura), Julia Lins e Silva Dutra, Maria de Castro Viana, (UFPE - Universidade Federal de Pernambuco);

11 - Shellpod - Uma Visão Crítica da Habitação Emergencial, (arquitetura), Leonardo Zanatta, (UPF - Universidade de Passo Fundo);

12 - Um lugar para todas (arquitetura), Laura D Valdivieso, Marta Benito, (USP - Universidade de São Paulo);

13 - UP LAB (arquitetura), Natália Fernanda Vieira Zoilo, Mariana Rodrigues Fozzatti, Thiago de Paula Nardelli, (PUC-Campinas - Pontifícia Universidade Católica de Campinas);

14 -Voluta (tecnologia), Gabriela de Sá Garay Corrêa, (UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul);

15 - w.e.s - what eccentric specs! (produto), Helena Resende Ribas (UFPR – Universidade Federal do Paraná).

Sobre inscrições

As inscrições podem ser feitas de 22 de abril a 28 de agosto de 2020. Os projetos selecionados, receberão R$ 5.000,00 para execução do protótipo, ganham exposição no Instituto Tomie Ohtake. Na data da abertura, serão anunciados os três projetos premiados com bolsas de estudo em cursos de design no exterior.

Podem se inscrever ao 3º Prêmio de Design Instituto Tomie Ohtake Leroy Merlin estudantes universitários regularmente matriculados em cursos técnicos ou de nível superior; graduados há no máximo dois anos a contar do ano corrente; e coletivos em que todos os membros respondam às condições elencadas acima. Só serão aceitos os cursos reconhecidos ou autorizados pelo MEC. Estrangeiros também podem participar desde que residam no país há pelo menos dois anos. Edital e informações completas e as inscrições somente no site http://premiodesign.institutotomieohtake.org.br/

Sobre a LEROY MERLIN

Consolidada no Brasil desde 1998, a LEROY MERLIN é especializada em construção, acabamento, bricolagem, decoração e jardinagem. A excelência em atendimento e variedade de produtos fazem com que a empresa seja a grande referência do mercado. Segundo os dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO) a LEROY MERLIN é líder do mercado varejista da Home Center. São mais de 80 mil itens divididos em 15 setores: materiais de construção, madeiras, elétrica, ferramentas, tapetes, cerâmica, sanitários, encanamentos, jardinagem, ferragens, organização, pintura, decoração, iluminação e cozinha.

São 42 lojas LEROY MERLIN espalhadas por doze estados brasileiros e o Distrito Federal, além do E-commerce, que atende todo o país. As lojas são equipadas com serviços especiais como mesa de bricolagem, fábrica de cores, espaço projeto, corte de madeira e vidro, coleta seletiva e drive-thru.

A preocupação com a sustentabilidade se reflete nos processos internos. Esforço que começa a ser reconhecido internacionalmente. São 23 lojas já receberam a certificação AQUA – Alta Qualidade Ambiental. A Certificação AQUA-HQE é considerada uma das certificações ambientais mais importantes do mundo. Criada em 2008 pelo Grupo Qualitel, organismo francês de certificação de empreendimentos, e desenvolvida e adaptada à realidade brasileira pela Fundação Vanzolini, ela visa não apenas racionalizar o uso da água e da energia elétrica nas construções, mas também promover o conforto e bem-estar da comunidade ao redor.

Por tudo isso a LEROY MERLIN se destaca como uma das melhores empregadoras do mercado varejista brasileiro, figurando no ranking anual Great Place to Work Brasil, divulgado em parceria com a Revista Época, de 2013 a 2019. Ficou em 23º lugar na lista das melhores em 2019.

da redação com informações da DAAZ Comunicação  imagens: fotos/divulgação

Nova geografia industrial depois da pandemia?

worldfashion • 07/05/20, 16:27

Por Fernando Valente Pimentel*

A pandemia de Covid-19, além dos gravíssimos danos à saúde, ameaça à vida e estagnação econômica, fez o mundo despertar para uma questão complexa da globalização: a excessiva dependência de um país para a oferta de uma série de insumos e produtos essenciais. O tema, que já vinha sendo discutido de modo crescente na agenda da sustentabilidade e das possibilidades que estão se abrindo com o advento da Indústria 4.0, ganha dimensões muito mais claras nesta guerra da humanidade contra o terrível micro-organismo.

14785962351_342aa98ff5_z-430x640O deslocamento de numerosas cadeias produtivas para a Ásia, com destaque para a China, fenômeno que vem se aprofundando nos últimos 30 anos, escancara agora a vulnerabilidade das nações do Ocidente, dentre elas o Brasil. Várias já discutem e começam a se organizar para retomar a fabricação local em áreas estratégicas, de saúde, defesa, inteligência e tecnologia, na esteira da percepção de que perderam ou tiveram muito reduzida a capacidade de produzir internamente.

Tal consciência, que não precisaria de um episódio tão grave para despertar, mostra o exagero ocorrido no processo de transferência industrial à Ásia. Assim, exige-se repensar, sem uma visão radical de economias autárquicas, o desenvolvimento da manufatura, de maneira moderna, com políticas industriais eficazes, que proporcionem segurança e uma base estrutural para o bem-estar de cada povo.

A indústria têxtil e de confecção brasileira está demonstrando a importância dessa reorientação das cadeias globais de suprimentos. Em dois meses, teve a capacidade de converter e adaptar suas plantas para fabricar rapidamente máscaras, jalecos, aventais e outros equipamentos de proteção individual, essenciais para atender e proporcionar mais segurança aos profissionais da saúde e à população na guerra contra o novo coronavírus. Ou seja, algo muito importante para não ficarmos à mercê da produção externa, que foi até sequestrada por governos no esforço para cuidar de suas populações.

Uma pandemia como a que enfrentamos é dolorosa demais e acarreta muitas perdas. O Brasil não pode sair dela sem agregar conhecimento, aprendizado e sabedoria no tocante aos equívocos referentes à desindustrialização. Torna-se evidente que precisamos de uma política industrial vigorosa, fundamentada em inovação, sustentabilidade e no desenvolvimento tecnológico inerente à Manufatura Avançada, que eleve a indústria de transformação a uma participação de pelo menos 20% no PIB nacional, ante os 11% atuais, num horizonte de 20 anos.

Ficou muito clara neste momento, embora muitos viessem há tempos dando de ombros para a indústria, a importância de termos este setor forte e estruturado. Não se trata de subsídios ou protecionismo, mas sim de trabalharmos na redução do “custo Brasil”, que gera ônus adicionais de 1,5 trilhão de reais por ano à nossa produção em relação à média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), conforme estudo do Boston Consulting Group e Movimento Brasil Competitivo (MBC), do qual participaram a Abit e outras 12 entidades.

Em curto prazo, não podemos perder de vista a paralisia mundial presente e o risco de uma invasão de produtos importados a preço de liquidação, devido às condições peculiares do mercado global, de muita oferta e baixa demanda. Precisamos de muito foco nessa questão, para que a necessária reindustrialização não seja ainda mais dificultada pela conjuntura atípica que vivemos neste momento.

1A indústria têxtil e de confecção brasileira, uma das cinco maiores do mundo, que emprega diretamente 1,5 milhão de pessoas, a despeito das dificuldades, mantém-se estruturada e organizada, provando isso com sua capacidade de ação e reação ante a pandemia. Está preparada para a nova tendência de reposicionamento da produção global, que poderá ocorrer. Para isso, como toda a manufatura, precisa de condições adequadas a um novo salto de investimentos, combinado com inovação, design, criatividade, sustentabilidade e geração intensiva de empregos, vocações peculiares ao setor e sua cadeia de valor, desde a produção de fibras naturais e sintéticas, fios, tecidos, confecções, linhas e aviamentos, até a distribuição e consumo. São fatores decisivos para recuperarmos o enorme contingente de postos de trabalho já perdidos e os que ainda poderão ser fechados.

Tem jeito sim. Só depende de nós!

*Fernando Valente Pimentel é presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)

Denim Day

worldfashion • 29/04/20, 15:16

est-99O Denim Day surgiu em 1999 na Itália, após uma decisão da Suprema Corte, que anulou uma condenação de estupro alegando que a vítima usava um jeans justo e de difícil remoção e, por esse motivo, o ato poderia ter acontecido em consenso com o agressor. No dia seguinte ao acontecimento, as mulheres do parlamento italiano passaram a trabalhar vestindo jeans em solidariedade à vítima e em protesto à violência contra as mulheres.

No Brasil, a Santista Jeanswear,  idealizou e convoca todas as mulheres a usarem calças jeans nesse dia, em apoio às vitimas de abuso e como forma de combate à agressão sexual.

whatsapp-image-2020-04-29-at-100514Neste ano, o Denim Day ganha uma motivação extra por conta do contexto do isolamento social provocado pelo COVID-19, que tem contribuído para o aumento da violência doméstica durante esse período. Em suas redes sociais, a marca fechou uma ação com a lutadora Kyra Graice, que dará dicas de autodefesa para mulheres.

Sobre a Santista: é marca de origem brasileira criada em 1929, é uma das principais produtoras do autêntico denim no país e tecidos para roupas profissionais. Com um posicionamento que se estende do mercado nacional ao internacional, apoiando seus clientes com equipes especializadas de consultoria de produto, moda e lavanderia. A Santista traz em seu DNA inovação, sustentabilidade e tradição em coleções atualizadas com as tendências globais e produtos tradicionais e tecnológicos para uniformização.

da redação com informações da  Helena Augusta Assessoria de Comunicação  imagens: fotos/divulgação

As ações da Indústria têxtil e de Confecção na Pandemia

worldfashion • 27/04/20, 15:26

logo2As transformações nacionais e mundiais causada pela pandemia do Covid-19,  mudaram e vão mudar ainda mais, as relações comerciais de vários segmentos e setores. Na indústria têxtil brasileira nos últimos 30 dias, mudou a configuração do parque industrial e de confecção para enfrentar a calamidade pública, com as ferramentas que ontem produziam roupas, hoje mais de 140 empresas converteram suas plantas para fabricar em massa máscaras descartáveis de TNT (tecido não tecido) e aventais médico-hospitalares. “Saímos de uma produção de seis milhões, que já era realizada por cerca de uma dezena de empresas, para 75 milhões de máscaras tipo cirúrgicas e 10 milhões de equipamentos de proteção individual, como aventais”, revela Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Tais números serão atingidos no início de maio, quando todas as plantas estiverem em linha de produção.

O volume deverá crescer ainda, pois diariamente mais fábricas estão convertendo seu processo produtivo. “Toda essa movimentação teve como hub de transação a Abit, que colocou produtores de matérias-primas em contato com as empresas de confecção transformadas, fornecendo modelos, regras, modelagem e busca de certificação”, explica Pimentel. Um grande banco de dados da cadeia de produção construído pela entidade está sendo atualizado diariamente e encaminhado ao governo para compras ou doações.

O setor, além de se transformar para atender o País neste difícil momento, tem realizado doações para auxiliar quem mais precisa no combate à pandemia. As doações, até o momento, já somam mais de 11 milhões de máscaras, 1,2 milhão de outros equipamentos de proteção individual, 40 mil metros de tecidos, 27 mil metros de elásticos e três monitores cardíacos para respiradores.

Abaixo a lista de doações e ações de algumas empresas listadas pela ABIT

Datas

30/3/2020 - Riachuelo irá doar mais de 40 mil equipamentos de proteção individual

02/4/2020 - Kyly inicia produção de máscaras e aventais para doar a hospitais

02/4/2020 - Vicunha doa 27 mil máscaras para Rio Grande do Norte e Ceará

03/4/2020 - Lupo produz 3 mil máscaras e doa à Santa Casa de Araraquara

03/4/2020 - Capricórnio doa tecidos para confecção de uniformes de profissionais da saúde

06/4/2020 - Clube de Costura produz máscaras para doação a lojistas de Goiânia

06/4/2020 - Água de Coco transforma estrutura da fábrica e produz 10 mil máscaras para doação

07/4/2020 - Grupo Inbrands anuncia doação para compra de kits de higiene e alimentação para famílias de baixa renda

07/4/2020 - Abit e Sinditêxtil-SP doam três monitores cardíacos para respiradores

07/4/2020 - Focus Têxtil doa uma máscara a cada metro de tecido vendido para fabricação de EPI’S hospitalares

08/4/2020 - Santista Jeaswear doa tecidos para fabricação de máscaras e roupas hospitalares

09/4/2020 - Doptex doa 500 metros de tecidos à Prefeitura de Cerquilho (SP) para confecção de máscaras

15/4/2020 - DuPont faz doação de equipamentos de proteção para hospitais e instituições de saúde

16/4/2020 - Clube da Costura amplia produção de máscaras para doação a lojistas em Goiânia

16/4/2020 - Tekla doa 27 mil metros de elásticos para confecção de máscaras

17/4/2020 - Brasken, Fitesa, Abit e ABINT se unem e doam material para confecção de máscaras cirúrgicas

20/4/2020 - Canatiba se une a parceiras, doando 8 mil metros de sarja especial para máscaras de proteção individual.

20/4/2020 - Costurando o Bem: mutirão no RS confecciona máscaras e aventais para doação

22/4/2020 - De Millus converte planta para a produção de máscaras cirúrgicas e de tecido

22/4/2020 - New Medical irá doar 100 mil máscaras para o Sinditêxtil-SP destinar para o governo estadual.

da redação com informações ABIT da Ricardo Viveiros&Associados Oficina de Comunicação;  CANATIBA do Ronald Sclavi    Imagens/divulgação

AMNI BIOTECH®

worldfashion • 23/04/20, 15:22

A Rhodia, empresa do Grupo Solvay, em parceira com a Lupo,  produziu um total de 20.000 máscaras de uso social para proteção contra a COVID-19, que estão sendo distribuídas aos seus funcionários e familiares.

Desenvolvidas em tecnologia seamless pela Lupo, as máscaras foram produzidas nas instalações da empresa, em Araraquara por uma equipe de empregados voluntários.

vinicius-morbeck-rhodia“Estamos todos unidos no combate à pandemia. As máscaras ajudam na proteção dos nossos colaboradores e seus familiares”, diz Vinícius Morbeck, Diretor Comercial da área de Poliamida e Fibras do Grupo Solvay.

1As máscaras desenvolvidas a partir do fio de poliamida funcional, Amni Biotech®, reduz o odor durante o uso da máscara, graças à sua ação antimicrobiana que controla a proliferação das bactérias causadoras do odor indesejado, oferecendo maior sensação de conforto e bem-estar aos usuários. Além da tecnologia antimicrobial, a poliamida da Rhodia oferece outras vantagens. O fio Amni Biotech® é super amigo da pele, tem toque macio, é extremamente confortável e oferece conforto térmico. Possui rápida absorção de umidade, é fácil de lavar e seca rapidamente, para serem reutilizadas (a ação antimicrobiana é permanente, permanecendo até o final da vida útil da peça) as máscaras não devem ser compartilhadas.

Sobre a empresa:

Sob as marcas do pioneirismo e da inovação, a Rhodia, empresa do Grupo Solvay, completou 100 anos de atividades no Brasil em 2019. A empresa iniciou sua trajetória de sucesso em Santo André - SP, com a instalação de uma unidade industrial de produtos químicos, que representou o primeiro passo da industrialização da região do ABC paulista. Sempre à frente do seu tempo, a Rhodia tem dado ao longo desse período uma contribuição decisiva para o fortalecimento do setor químico/têxtil e da indústria do Brasil em geral, com o desenvolvimento de tecnologias, processos e produtos para diversos mercados, e com um profundo relacionamento com a sociedade brasileira. logo1Desde setembro de 2011, a Rhodia faz parte do Grupo Solvay, uma empresa de ciências um dos mais relevantes players internacionais, cujas tecnologias oferecem benefícios em muitos aspectos da nossa vida cotidiana. Com 24.100 empregados em 64 países, a Solvay une pessoas, ideias e elementos para reinventar o progresso. O Grupo busca criar valor compartilhado sustentável para todos, principalmente por meio do programa Solvay One Planet, elaborado em torno de três pilares: proteger o clima, preservar recursos e promover uma vida melhor. As soluções inovadoras do Grupo contribuem para produtos mais seguros, limpos e sustentáveis, que podem ser encontrados em residências, alimentos e bens de consumo, aviões, carros, baterias, dispositivos inteligentes, equipamentos de saúde, sistemas de purificação de água e ar. Fundada em 1863, a Solvay está hoje entre as três principais empresas do mundo na maioria de suas atividades e obteve vendas líquidas de € 10,2 bilhões em 2019. A Solvay está listada na Euronext Brussels (SOLB) e Paris e nos Estados Unidos, onde ações (SOLVY) são negociadas através de um programa de ADR Nível I.

da redação com informações da Prexpress  e  Index  com  imagens: foto/divulgação

O crédito às empresas antes que elas morram

worldfashion • 20/04/20, 15:44

Por *Adilson Seixas e Carlos Ponce de Leon

carlos-adilsonCom o recente bombardeio de informações e opiniões, é difícil imaginar que muitos dos empresários não se sintam confusos ou angustiados. O brasileiro já começa a ter consciência da seriedade dessa pandemia, as consequências para a população mais velha ou com baixa imunidade, mas ainda é difícil dimensionar os reflexos na economia, certo é que serão meses muito difíceis.

O distanciamento social, mesmo que parcial, adotado por alguns estados, tem potencial para ocasionar uma profunda crise econômica, como já é observado em alguns países. A dúvida é sobre o tempo que isso vai durar. Os mais pessimistas já falam em recuperação somente em 2021.

Agora, precisamos concentrar nossa atenção em soluções que estão sob nosso controle, e dar oportunidades e condições para que as empresas atravessem esse período crítico dos próximos meses.

Algumas notícias sobre o crédito para as empresas.

Os primeiros anúncios vieram dos bancos públicos, prometendo reforço nas linhas destinadas às pequenas e médias empresas; depois a Febraban, com a postergação, pelos 5 maiores bancos, dos pagamentos de empréstimos por 60 dias e, recentemente, o BNDES colocando à disposição R﹩ 5 bilhões em crédito novo e o Banco Central anunciando um pacote de mais de R﹩ 1 trilhão para injetar liquidez na economia

Apesar da relevância dessas decisões, existe muita dificuldade e demora para que as medidas cheguem nas empresas.

1 - Primeiro ponto é que há a dificuldade e burocracia na postergação de dívidas. Em todos os bancos que consultamos, para conseguir a postergação será necessário um pedido formal por parte das empresas. Ora, se estamos diante de uma crise que vai atingir praticamente todos os setores, será que tem alguma empresa que não queira adiar seus pagamentos? Se o objetivo é realmente ajudar as empresas, por que não postergar automaticamente os pagamentos dos todos elegíveis e tratar exceções?

2 - Em relação ao alardeado aumento de linhas de crédito, que seriam colocadas à disposição dos pequenos e médios negócios, ficam as questões: onde estão essas linhas? Como as empresas fazem para se candidatar? Que regras e garantias serão exigidas? O que temos visto de concreto é a redução de linhas por parte de alguns bancos.

3 - Já no tocante ao anúncio de R﹩ 5 bilhões em dinheiro novo, por parte do BNDES, para socorrer pequenas empresas, além de ser muito pouco, diante da magnitude do banco e da real necessidade, não ficou claro como esse dinheiro vai chegar no caixa das empresas. De quem será o risco desse crédito? É do banco repassador? Que garantias serão necessárias?

4 - Por último, recentemente o Banco Central anunciou uma injeção de mais de R﹩ 1 trilhão no mercado. Claro que isso dá confiança e suporte ao sistema financeiro como um todo. Contudo, onde estão os mecanismos para que esse dinheiro não fique parado nos bancos e cheguem ao caixa das empresas?

As empresas têm pressa. Precisamos, rapidamente, avançar para a segunda parte desse jogo, que é fazer todo esse dinheiro chegar às empresas. Sabemos que a tarefa não é fácil e o momento é muito delicado. Entretanto, precisamos urgentemente passar da fase de “o que fazer” para o “como fazer”. Se não agirmos rápido, correremos o risco de que previsões alarmantes como a de 40 milhões de desempregados virem realidade.

*Adilson Seixas Sócio-Fundador e CEO, com mais de 20 anos de experiência nos principais bancos de SP, e Carlos Ponce de Leon Sócio-Diretor, CEO do jornal Valor Econômico até 2018, ex-CFO de grandes empresas de SP, são sócios da Loara empresa especializada em negociar as melhores soluções em crédito bancário para empresas, com as melhores taxas de juros e prazos de financiamento, facilitando as relações entre empresas e bancos. São 6 anos de experiência, 4 escritórios e mais de 60 especialistas e centenas de empresas atendidas no estado de SP.

Um novo cenário, um novo mundo para a nova década.

worldfashion • 20/04/20, 11:23

giu-3Por Giulliano Puga

Ainda há muita incerteza em relação a proliferação do coronavírus no Brasil, mas seguimos comprometido com a responsabilidade de evitar o avanço do COVID-19 em nosso país.

Diante da situação decidimos tomar algumas precauções para proteger nossos colaboradores, lojistas e clientes, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Objetivo é preservar a saúde do todos os colaboradores e minimizar a propagação do vírus e o seu impacto como um todo.

Empresas de todo o mundo estão sentindo o efeito dessas mudanças de comportamento e renomados economistas preveem que a pandemia resultará em uma perda econômica na ordem de centenas de bilhões de dólares.

O ponto de partida é ter consciência de que os efeitos da pandemia devem durar quase dois anos, pois a Organização Mundial de Saúde calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para surgir uma vacina, que significa que os países devem alternar períodos de abertura e isolamento durante esse período.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), 2020 é de recessão global mas a recuperação já acontece em 2021.  Se o Brasil esperava crescer mais de 2% neste ano, agora, com a crise, além de não haver crescimento na economia, economistas vislumbram um retrocesso de até 5%.

foto-1As transformações são inúmeras e passam pela política, economia, modelos de negócios, relações sociais, cultura, psicologia social e a relação com a cidade e o espaço público, entre outras áreas da vida humana. Fomos “obrigados” a nos adaptar rapidamente e adotar tendências do futuro do trabalho, como novos comportamentos, tecnologias e mobilidade. E a empresa que melhor se adaptar a este novo cenário sai na frente, hoje e no futuro.

Em um mundo em constante e rápida transformação, atualizar seus conhecimentos é questão de sobrevivência no mercado, mas a era de incertezas causadas pela pandemia evidencia que o aprendizado contínuo – de diferentes maneiras e plataformas - é fundamental para se preparar para o mundo pós-pandemia. Afinal, muitos empregos estão sendo fechados, algumas atividades perdem espaço enquanto outros serviços ganham mercado.

Sobre a Labellamafia - Fundada em 2007, hoje considerada maior marca de fashion fitness da América Latina, produzem as linhas fiitness, streetwear, beachwear e noite. Possuem  20 lojas próprias e centenas de lojas multimarcas em diversos estados do Brasil, a marca atua também no e-commerce, e entregam para 40 países.

Qualidade Total: janela para um mundo sustentável

worldfashion • 16/04/20, 14:55

Por Eleni Kronka

photo-2020-04-15-19-24-27-640x162A performance de um produto, de um serviço e de uma empresa, independentemente do segmento de atuação, pode estar diretamente relacionada ao grau de sustentabilidade dos processos de trabalho e produção. E hoje mais do que nunca.

Para abordar de uma forma muito mais abrangente as questões relacionadas à sustentabilidade e, por tabela, a qualidade dos processos de diversos setores da produção, a Intertek, gigante da área de Qualidade Total e Segurança de produtos, organizou um rico painel reunindo especialistas de diferentes áreas.

photo-2020-04-15-18-41-35A moda vista em panorama de 360º

O painel dedicado à moda trouxe três abordagens. Taísa Caires, da Fundação Espaço Eco, falou sobre Sustentabilidade na moda e processos para empresas eco-eficientes. Valesca Magalhães, da Riachuelo, e Renata Lúcio, da Intertek Brasil, abordaram O futuro do consumo na moda e o Varejo 4.0, com o lançamento do projeto Fab for Life. Já Marcelo Lobo, da C&A, trouxe para a discussão a questão da Gestão de Químicos na Cadeia Têxtil e suas ferramentas.

Ao tratar sobre as empresas eco-eficientes e seus processos produtivos, Taísa Caires mencionou mudanças e traços de amadurecimento no comportamento do consumidor contemporâneo. Segundo a executiva da Fundação Espaço Eco, uma pesquisa da Nielsen de 2019 ouviu mais de 21 mil pessoas em 8.240 domicílios. O estudo mostra que consumidores brasileiros estão mudando seus hábitos para reduzir o impacto sobre o meio ambiente (42%); estão atentos aos ingredientes que compõem os produtos (30%); não compram produtos de empresas que realizam testes em animais (58%), bem como não compram de empresas associadas ao trabalho escravo (65%).

tais-caires-da-fundacao-espaco-eco-e-renata-lucio-da-intertek-brasil1A Fundação Espaço Eco, vale lembrar, foi constituída pela Basf em 2005. A instituição atua como consultoria para sustentabilidade, desenvolvendo projetos customizados para organizações medirem e compreenderem impactos ambientais, sociais e econômicos de seus produtos e processos – com base no pensamento de Ciclo de Vida. Dentro dessa perspectiva, Taísa Caires ressaltou a importância de as empresas estarem atentas ao comportamento do consumidor, sobretudo o que diz e como age a geração Y.

“São pessoas que nasceram nos últimos anos da década de 1970 até o início da década de 1990”, assinala a executiva, frisando que o grupo representa um divisor de águas, uma mudança de comportamento marcante, “muito influenciada pelo contexto socioeconômico e cultural da época”.

img_2628-640x427-copiaA pesquisa da Fundação Espaço Eco destaca que a geração Y é a primeira a ter contato mais direto com a tecnologia, pois ela nasce pouco depois da criação da internet, que começou a dar os seus primeiros passos em 1969. “A geração Y compõe a maior geração viva no momento e em breve também constituirá a maior geração de gastos”, assinala a executiva, acrescentando que são pessoas muito atentas às práticas sustentáveis. Em contrapartida, “não costumam ser leais a marcas específicas, mas são ferozmente fieis a produtos que atendem à sua equação de valores”, sempre ligados à sustentabilidade, vale dizer.

Este é, aliás, um bom motivo para valorizar processos que, dentro da indústria da moda, visam à otimização do uso de insumos. Como é o caso do jeans. Nesse momento, nas consultorias que realiza, a instituição entra com a metodologia capaz de “medir” e quantificar resultados no processo de produção, indicando caminhos mais eficazes.

ai-estao-as-tres-palestrantes-boas-tais-caires-fund-espaco-eco-valesca-magalhaes-riachuelo-e-renata-lucio-intertek-brasil-640x427-640x4271“Primeiramente, lançamos o olhar sobre todo o ciclo de vida do produto, a partir do conceito dos 3P (pessoas, produtos, processos), para então iniciar uma análise mais focada”, observa. A proposta é considerar os impactos possíveis (ambiental, econômico, social). Isto é, desde a extração de recursos naturais, passando pela fabricação, armazenamento e uso, até a última destinação do produto – aterro sanitário, lixão, incineração, ou reciclagem e reuso.

A partir daí, é possível se chegar, por meio de estudos abrangentes, ao desenho de processos que contemplem: consumo de água e de energia, uso da terra e de recursos naturais, formação fotoquímica de ozônio; nível tóxico e potencial aquecimento global. Tudo visando à redução de efeitos negativos nos processos produtivos.

Moda, varejo e futuro

img_2650-1-640x427-copiaRenata Lúcio, líder de Negócios no segmento Softlines da Intertek no Brasil, apontou aspectos cruciais para marcas e empresas varejistas no atual panorama de mercado. A executiva destaca quatro pontos, para os quais a própria Intertek está focada em seu trabalho de consultoria para o têxtil.

O primeiro deles é a redução de riscos e proteção da marca. “Empresários do setor devem minimizar e evitar riscos financeiros, operacionais e ambientais envolvidos com suas atividades, protegendo-se de reclamações e recalls”, assinala.

Outra meta é atender aos requisitos de conformidade. “Regulamentações e restrições tornam-se cada vez mais rigorosas e impõem-se em negociação, tanto em mercados maduros como em mercados novos”.

marcelo-lobo-da-c-a-640x4271O terceiro desafio diz respeito à diferenciação do produto. Segundo Renata Lúcio, a Intertek esmera-se em oferecer conhecimento, visando à geração de insights e à inovação para que as empresas tenham êxito, abram novos mercados e agreguem valor extra aos produtos.

Por fim, a Intertek oferece ferramentas e orientações visando à facilitação da expansão global. “A proposta é ter resposta mais rápida a novos mercados, mantendo produtos de alta qualidade em todo o mundo, atendendo à versátil indústria da moda”.

A consultoria da Intertek Brasil às empresas do setor têxtil e da confecção, tal como nos demais países onde a empresa está presente, se dá por meio de inúmeros serviços: Assurance (Sistemas de Gestão, Benchmarking, Sustentabilidade e Meio Ambiente, entre outros), Testes (encolhimento, solidez de cor, testes regulatórios, etc.), Inspeção (durante o processo; de matérias primas; verificação de quantidades; revisão da etiqueta do produto, etc.) e Certificação (CPSIA; desenvolvimento de esquemas de certificação; programas de auto certificação; High Performance Mark para roupas esportivas).

Sustentabilidade versus consumo

img_2626-640x427Já a abordagem de Valesca Magalhães, executiva da Riachuelo, recai sobre a relação existente entre as vendas de vestuário e o número aproximado de vezes que cada peça é efetivamente usada, antes de chegar ao seu fim.

Segundo dados levantado a partir de estudos da Euromonitor e Banco Mundial, as vendas de artigos de vestuário dobraram no mundo entre 2000 e 2015. Esse crescimento supera o próprio crescimento do PIB dos países.

Enquanto a produção de roupas e as vendas vão em ritmo acelerado, cai vertiginosamente o número de vezes que as peças são de fato usadas. Isso mostra que, na dinâmica do fast fashion, as roupas são rapidamente descartadas para dar lugar a lançamentos constantes.

Nessa perspectiva, a executiva da Riachuelo destaca que a companhia tem implementado ações visando à produção e venda racionais. Dentro do plano de atuação estratégica, a empresa elegeu quatro grandes eixos de trabalho: Cadeia limpa e transparente, Eficiência de recursos e gestão de resíduos, Produtos mais sustentáveis e Investimentos Sociais.

A sustentabilidade, propriamente, se concretiza nos seguintes pontos: Economia de recursos e matéria-prima; Melhoria na reputação da marca; Parceria com fornecedores responsáveis; Durabilidade e reciclagem e Utilização de materiais com menor impacto ambiental.

photo-2020-04-15-19-24-28-180x180photo-2020-04-15-19-24-27-2Para chegar a produtos mais sustentáveis, Renata Lúcio e Valesca Magalhães mencionam a proposta da Moda que Transforma, considerando, sob o aspecto dos Atributos Sociais, a qualidade e sustentabilidade dos fornecedores, tanto de matérias-primas quanto de artigos confeccionados.

Já sob a óptica dos Atributos Ambientais, a proposta sugere atenção aos quesitos: matéria-prima sustentável, menor consumo de água e energia de fontes renováveis.

“Trata-se de uma abordagem holística sobre o ciclo de vida dos produtos, que contempla testes das fibras, dos tecido e das etapas produtivas”, afirmam as palestrantes, completando que o processo inclui a detecção de possíveis falhas químicas em estágios mais avançados, bem como a “identificação de riscos com testes de substâncias restritas no início do processo”.

Imagens: fotos/divulgação

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worldfashion • 14/04/20, 11:19

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