TECNOLOGIA NO VAREJO DA MODA

worldfashion • 05/03/26, 16:04

Por trás de uma vitrine cheia de novidades há uma série de decisões que definem o sucesso ou o fracasso de uma coleção. Escolher o que vai para o mostruário, quanto comprar de cada peça e o momento certo de fazer uma promoção são tarefas que exigem mais do que intuição.

No varejo de moda, errar significa ver o capital parado em prateleiras, e o acerto pode representar semanas de caixa saudável.

No setor, em que o ciclo do produto é curto e a obsolescência é rápida, o risco de manter peças encalhadas, com baixo giro e alto custo, é elevado. Consultorias como a McKinsey e a FashionUnited indicam que o giro de estoque médio das varejistas de moda varia entre quatro e seis vezes ao ano, o que significa que cada peça precisa ser vendida e reposta a cada dois ou três meses para manter a eficiência operacional.

Relatórios recentes de benchmarking apontam que, no mercado americano, o giro médio do varejo de roupas alcançou 6,5 vezes no segundo trimestre de 2025, segundo dados da CSIMarket.

E estudos do Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP) mostram que os custos de manutenção de estoque os chamados carrying costs podem equivaler de 20% a 30% do valor total do inventário por ano, pressionando margens e fluxo de caixa.

É justamente nesse ponto que a tecnologia muda o jogo. “Uma boa gestão envolve conhecer profundamente o público, compreender o comportamento de compra e manter o controle sobre o volume de estoque”, afirma Chrystian Scanferla, Head de Negócios da Irrah Tech, empresa paranaense que desenvolveu o KIGI, um ERP que transforma dados dispersos em decisões precisas.

Para Scanferla, “O estoque que parece girar bem, a promoção que talvez funcione, o cliente que diz gostar, mas não volta… Sem organização, esses dados se tornam ruído. O papel de um sistema de gestão vai muito além de emitir notas ou controlar o estoque”.

O CEO explica que a proposta do KIGI é substituir o “achismo” por previsibilidade. “A plataforma antecipa movimentos com base em dados de histórico, sazonalidade e comportamento de compra, permitindo que o lojista enxergue o negócio sob uma nova ótica: a da inteligência de gestão”.

Com poucos cliques, o sistema mostra quais produtos mantêm giro constante, quais fornecedores entregam melhor margem por categoria, em quais horários o volume de vendas dispara e até quando é o momento ideal de abordar novamente um cliente que não compra há algum tempo.

“No varejo de moda, isso é ainda mais importante, pois o ciclo do produto é rápido e o erro é caro. Uma compra equivocada, uma promoção mal planejada ou um estoque desajustado podem travar o caixa por semanas”, observa Scanferla.

Ela ainda explica que “O sistema cruza informações de diferentes áreas e oferece uma espécie de checklist do comportamento de compra, que ajuda o empreendedor a entender de onde vem seu resultado. É possível identificar quais segmentos compram com mais frequência, o ticket médio por faixa etária ou canal, o momento ideal para reativar consumidores inativos e o desempenho de cada vendedor, tudo em tempo real, em um painel intuitivo.”

Para passar de “gestão por intuição” para decisões baseadas em dados, o varejista precisa de visibilidade em três frentes: produto, cliente e estoque. No plano do produto, saber quais modelos giram bem, quais viram “sujeira” no estoque e quais categorias têm margem mais alta.

No plano do cliente, identificar perfis que retornam, canais que performam melhor, horários de pico de vendas. E, no plano do estoque, controlar a quantidade certa, evitar excesso e usar o ROI do estoque como ferramenta de competitividade.


“Sem integração desses dados, cada área da loja vira uma ilha. O resultado? Dados que se acumulam, relatórios que não conversam entre si e decisões atrasadas que viram prejuízo”, destaca.

Uma abordagem estruturada permite que o varejista antecipe movimentos. “Por exemplo, saber que determinado fornecedor entrega com melhor margem em determinada categoria; ou que, em determinados dias e horários, o ticket médio sobe; ou que certos clientes inativos têm chances maiores de retorno se abordados no momento certo”, explica.

A ferramenta também gera relatórios automáticos de faturamento, margem, giro e fluxo de caixa, indicadores que, antes, exigiam horas de planilhas e interpretações manuais. “Essa previsibilidade é exatamente o que separa as empresas que reagem, com promoções de desespero, daquelas que se antecipam, giram estoque, otimizam capital e evitam peças paradas”, reforça.

Para o varejista que quer transformar decisão em vantagem, o caminho passa por algumas recomendações, como destaca Scanferla:

• Mapear os indicadores-chave, como giro de estoque, ticket médio e margem por fornecedor.

• Integrar as áreas vendas, marketing, compras e fornecedores não podem operar em silos.

• Usar tecnologia para previsibilidade dados históricos e padrões de compra permitem agir antes que o problema apareça.

• Tratar o estoque como capital imobilizado, e não apenas mercadoria.

• Atuar rápido, porque no varejo de moda o tempo é inimigo do lucro.

“No varejo de moda, o que separa o jogador comum daquele que sai na frente é a capacidade de transformar dados de produto, cliente e estoque em decisões rápidas e estratégicas. Quando a vitrine, o estoque, os fornecedores e o cliente passam a falar a mesma língua, a peça encalhada deixa de ser risco e vira exceção”, resume.

Sobre a Irrah Tech: é um ecossistema de empresas unidas por um propósito comum: gerar valor real por meio da excelência operacional, da inovação constante e do compromisso com resultados duradouros. Atuamos para transformar nossos clientes em verdadeiros fãs, construindo relevância e impacto com base em nossos valores corporativos.

da redação com informações da Engenharia de Comunicação

ARTIGO - Fim do hype: por que o varejo entrou na “era da execução”?

worldfashion • 19/02/26, 11:48

Por Tailan Oliveira*

Durante anos, as conferências de varejo pareciam roteiros de ficção científica. Nesses encontros, falava-se de robôs, metaverso e até mesmo entregas por drones. Entretanto, a NRF 2026 consolidou uma virada de chave silenciosa, mas de alto impacto: o hype morreu. Como destacou David Lawrence na abertura do evento: “Se não funcionou, aprendemos. Mas, ficar parado não era uma opção”.

Podemos afirmar que entramos oficialmente na era da execução. E, nesse novo cenário que se consolida, três pilares surgem como divisores de águas entre as empresas do setor que apenas sobrevivem e as que lideram.

São eles:

#1 A IA saiu da vitrine. Se em 2025 a Inteligência Artificial era uma promessa abstrata, em 2026 é algo puramente pragmático. O mercado não se interessa mais em saber o que a IA pode fazer, mas o que ela está entregando em casos reais de uso, como: otimização logística, redução drástica de rupturas de estoque e, principalmente, a IA Conversacional. Com o avanço do protocolo UCP (Universal Commerce Protocol), o consumidor está migrando sua preferência para assistentes inteligentes. Desta forma, se o dado do produto não for legível por uma máquina, a marca poderá deixar de existir para esse novo consumidor.

#2 A Reforma Tributária como catalisadora de eficiência. No Brasil, podemos afirmar que o motor de inovação veio direto de Brasília. A transição para o novo modelo tributário se tornou o teste definitivo para o varejo. Aqueles que ainda operam com dados fragmentados ou sistemas legados, certamente, sofrerão com a complexidade fiscal. Nesse cenário, o software de gestão como, por exemplo, o ERP deixou de ser uma ferramenta de suporte para se tornar o “escudo” para garantir a margem de lucro. Afinal, organizar dados e garantir o compliance em tempo real não se restringe apenas à burocracia, mas trata-se de estratégia competitiva.

#3 Consumo em “K” e a valorização humana. O cenário macroeconômico desenhou uma curva em “K”, na qual, de um lado, há o consumo impulsionado pela valorização de ativos e busca por experiências positivas; do outro, existe a constante luta pela eficiência no varejo. No meio desse fogo cruzado, nosso país tem uma “arma secreta”: o acolhimento. Desta forma, a grande lição para 2026 é que a tecnologia deve ser “invisível” para servir e empoderar o humano. Na prática, a IA deve dar munição para que o vendedor conheça o cliente tão bem quanto o algoritmo, mas com a personalização que só o atendimento presencial oferece.

Em 2026, o varejo deve ser pautado em dados com propósito. Ou seja, não basta digitalizar as operações em nuvem; é necessário ser autônomo. Da mesma forma, não basta apenas ter IA; é preciso ter margem. Até porque, na prática, o sucesso pertence às empresas que já entenderam que a inovação tecnológica só tem sentido quando traduzida em eficiência operacional e conexão humana real.

Como sinalizado por Lawrence, o hype acabou. Essa afirmação ganha ainda mais força ao olharmos a projeção do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) de que, até março, o setor tenha uma alta de 6,3% nas vendas no país. Mesmo em meio às sazonalidades, é importante enfatizar que o setor não está buscando mais promessas, mas a execução. Quanto a isso, a pergunta que deve ser feita não é sobre qual tecnologia comprar, mas o quão rápido é possível executá-la para proteger o negócio.

*Tailan Oliveira é CRO da ALFA a única consultoria SAP com expertise no varejo e que mais cresce no Middle Market nos últimos 6 anos. Com mais de 180 clientes ativos no Brasil e no exterior, uma equipe de 150 especialistas e 38 prêmios de excelência da SAP, a empresa se consolidou como parceira estratégica para organizações em expansão.

da redação com informações da InformaMidia

10ª EDIÇÃO MAQUINTEX

worldfashion • 01/10/25, 11:58

O evento que aconteceu em Forteleza, se destacou como plataforma de negócios, tecnologia e inovação para o segmento, e mais uma vez movimentou o mercado e impulsionou a cadeia produtiva da região norte e nordeste somando 600 milhões de faturamento.

Além  dos negócios a feira ofereceu uma programação que incluiu mais de 50 horas de conteúdos, com palestras, workshops e painéis sobre as principais tendências e desafios do setor, que atraiu empresários, profissionais e empreendedores ligados à indústria da confecção, sublimação, serigrafia e varejo.

PALESTRAS:

Reforma Tributária e Impactos no varejo por Emilio Moraes, Inteligência Artificial e Inovação no varejo com Iago Capistrano.

Estratégia de internacionalização com Igor Maia Gonçalves.

Como a confecção vem mudando a vida dos reclusos no sistema prisional por Mauro Albuquerque.

Mercado têxtil e moda no Brasil nos últimos 25 anos. Transformações que estão definindo o futuro por Marcelo Villin Prado.

As tecnologias do segmento têxtil que estão mudando a vida de quem produz por Ricardo Collazo e Willian Previtalli.

Papo de Gráfica: Como resolver a falta de mão de obra qualidficada no mercado gráfico por Judah Adonai.

A jornada: o verdadeiro motor do sucesso online por Sara Porto e Daniel Gomes.

Finanças como ferramenta de decisão estratégica por Mayke Alexandre.

Como grandes marcas estão usando sustentabilidade para liderar o futuro da moda por Daniela Marx.

Os códigos que estão trasnformando o jeans já estão aí. Quem soube identificá-los saiu na frente. Conheça os sinais dessa revolução por Giuliana Castelo Branco,

O segredo atrás do mercado americano ter se tornado campeão mundial de vendas de jeans, e o que podemos aprender com eles por Iolanda Wutzl.

Marcas Cearences: Juntas pelo impacto positivo. O futuro do Jeans Sutentável e Desejável com Thicyane Pinheiro da TLF Jeans, Isabela Viana da 085 Têxtil, Francisco Marcondes da Caunt Jeans e Marlene Fernandes do Guia Jeans.

Do fio ao beneficiamento: inovação e tecnologia no ciclo do denim com Sueli Pereira da Santista, Marcelo Lobo da ZDHC, Itamar Feitoza da CHT, Fábio Felix da Vicunha, Paulo Rabelo presidente da Sindroupas CE.

O público visitantes, que foram mais de 15 mil, tiveram a oportunidade de conhecer as empresas reconhecidas nacionalmente pelas soluções tecnológicas e inovações voltadas para o setor têxtil,  que apresentaram novidades em automação, maquinário de última geração e ferramentas que prometem transformar os processos de produção, tornando-os mais eficientes e sustentáveis.

A feira também deu continuidade ao sucesso do Startup Corner, espaço que estreou em 2023 com o objetivo de apresentar soluções inovadoras desenvolvidas por startups para a indústria têxtil e de confecção. A iniciativa fortalece o ecossistema de inovação do setor e aproxima os empreendedores das grandes empresas.

O público visitante foi maior que a expectativa, refletindo o aquecimento do mercado e o interesse crescente por inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva. De acordo com pesquisas da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em 2024, o segmento têxtil registrou crescimento de 4,8% na produção em relação ao mesmo período de 2023, enquanto o vestuário avançou 3,9%. Para 2025, o orgão projeta um crescimento de 1,2% em toda a cadeia.

FEIRAS SIMULTÂNEAS

As feiras Signs Nordeste, voltada para comunicação visual, teve a exposição de produtos, áreas de talk e a quinta edição do Campeonato Brasileiro de Envelopamento Automotivo (Cambea) e a 1ª Pack&Graph, contou com uma programação recheada de novidades apresentando os principais lançamentos, tecnologias e serviços para o setor, especializada em soluções para embalagem e impressão, foram realizadas.

SUSTENTABILIDADE - VICUNHA

worldfashion • 25/09/25, 09:45

No Relatório de Sustentabilidade 2024, VICUNHA celebra a consolidação da estação de tratamento VSA, uma iniciativa pioneira que trata o esgoto doméstico de cidades vizinhas à sua fábrica, em Pacajus (CE), gerando água de reúso para alimentar seus processos industriais. Com isso, poderá utilizar entre 15 e 20 milhões de litros de água de reúso por mês, um total de cerca de 200 milhões de litros em 2025.

A VSA tem a capacidade de dobrar a produção de água de reúso, podendo chegar a 500 milhões de litros/ano, o que possibilitará à Vicunha autossuficiência hídrica nos processos industriais na unidade de Pacajus, bem como o fornecimento de água a outras empresas da região, impactando positivamente o ecossistema industrial no Ceará. Esse avanço representa um marco significativo na redução da utilização de água de manancial e reforça a gestão eficiente dos recursos naturais, em uma jornada que fortalece a sustentabilidade da indústria.

Outro destaque do relatório é o reaproveitamento de algodão, que é a principal matéria-prima para a produção do denim e do brim. Em 2024, a empresa utilizou mais de 9 mil toneladas de algodão reciclado e reutilizado em suas linhas de produção, cerca de 15% do uso total deste recurso, sendo uma das empresas que mais recicla e reutiliza materiais têxteis no mundo. Com esta iniciativa, a Vicunha diminui o uso de algodão virgem da natureza, o que evita um consumo significativo de água e outros insumos na plantação, bem como reduz a emissão de gases de efeito estufa no transporte da matéria-prima do campo à fábrica.

A empresa também relata que destinou aproximadamente 63% dos resíduos produzidos para reaproveitamento e reciclagem, um aumento de quase 20% em relação à 2023, evitando o envio de materiais a aterros sanitários. O objetivo é aumentar para 90% o percentual de resíduos não destinados a aterros até 2030, por meio de práticas como reutilização, reciclagem, compostagem, refino, uso agrícola ou recuperação energética.

“Cada ação reforça nosso compromisso com uma moda mais limpa, circular e consciente — onde o que sobra encontra um novo caminho. Com isso, contribuímos para uma cadeia têxtil mais sustentável, favorecendo uma moda responsável”, afirma German Alejandro Silva, diretor Executivo Comercial e de Marketing da Vicunha.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O compromisso social da Vicunha também ganha vida por meio da plataforma V.Tex, que fomenta o empreendedorismo feminino e de pequenos criadores de moda. Isso se dá por meio da doação de tecidos e com o compartilhamento de conhecimento e suporte técnico para costureiras e estilistas em situação de vulnerabilidade social ou em início de carreira. Em 2024, foram 108 parcerias realizadas pela Vicunha com atores da comunidade e cerca de 20 mil metros de tecidos doados, contribuindo para uma moda mais diversa, inclusiva e que gera oportunidades para quem precisa.

Outro destaque é o Projeto Pescar, no qual a empresa realiza investimentos sociais e voluntariado para a capacitação profissional e humana de jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa forma cerca de 100 jovens por ano nas suas três unidades fabris no Brasil, em Maracanaú (CE), Pacajus (CE) e Natal (RN). Os cursos oferecidos pelo Pescar dentro da Vicunha são: Manutenção Mecânica, Eletromecânica e TI, favorecendo a inserção de jovens no mercado de trabalho.

GOVERNANÇA E TRANSPARÊNCIA

O relatório também demonstra práticas de governança, nas quais a Vicunha reforça sua cultura ética e transparente, com 100% dos líderes e colaboradores treinados em políticas anticorrupção e conformidade. Por meio de uma gestão integrada e íntegra, a empresa garante o monitoramento contínuo de indicadores ambientais, sociais e operacionais, assegurando excelência e alinhamento com as melhores práticas internacionais.

No âmbito da moda e inovação, a empresa segue como referência global, com um portfólio de mais de 300 produtos em denim e brim, incluindo linhas com algodão regenerativo, materiais reciclados e processos que reduzem o uso de água e químicos. Investimentos no seu centro de inovação, o V.Laundry, e em plataformas digitais como o app V.Space, ampliam a experiência dos clientes, integrando inovação, sustentabilidade e o universo da moda.

Sobre: Vicunha empresa reconhecida mundialmente pelos elevados padrões de qualidade e sustentabilidade, é uma multinacional brasileira presente na América Latina, Europa e Ásia. Com quase 60 anos no mercado, é referência global em soluções jeanswear, atuando no segmento de tecidos denim e brim. Além de produtos inovadores, a empresa leva ao mercado inteligência para a customização de serviços em tendências de moda, sustentabilidade, design e lavagens. É isso que faz da Vicunha uma empresa one stop shop, modelo de negócio que possibilita atender as necessidades dos clientes em um só lugar, ajudando a aumentar sua competitividade com soluções integradas. Celebrando a multiplicidade de um mundo em constante evolução, a Vicunha tem como propósito estimular a cultura do jeanswear, para que cada pessoa no mundo encontre seu jeansidentity.

da redação com informações da assessoria Ágorasite

TECNOLOGIA - Wake anuncia parceria com o Vtrina

worldfashion • 03/09/25, 14:29

A Wake, empresa de tecnologia que oferece soluções digitais para o varejo e a indústria, anuncia uma parceria estratégica com o Vtrina, plataforma de integração de vendas desenvolvida para descomplicar o dia a dia dos sellers. A colaboração tem como objetivo modernizar a gestão multicanal no e-commerce brasileiro, oferecendo aos clientes da Wake uma solução completa para centralizar e otimizar suas operações digitais.

Com mais de 100 integrações nativas e homologadas, o Vtrina permite que empresas gerenciem todos os seus canais de vendas em um único ambiente, abrangendo marketplaces, plataforma de e-commerce, ERPs (Enterprise Resource Planning - Planejamento dos Recursos da Empresa) e soluções logísticas. A plataforma também disponibiliza relatórios de performance em tempo real, monitoramento de operações, centralização da gestão de pedidos, estoques, faturamento, entre outras etapas essenciais.

“Essa parceria representa um passo estratégico para oferecer soluções completas ao varejo digital. Sabemos que nossos clientes enfrentam desafios complexos na gestão de múltiplos canais, e o Vtrina traz a expertise e a tecnologia necessárias para simplificar essas operações”, afirma Diego Santos, head de Inovação e Parcerias da Wake.

Para o executivo, mais do que oferecer tecnologia, a empresa quer proporcionar aos clientes uma experiência de gestão multicanal eficiente, personalizada e próxima, que facilite o dia a dia no ambiente digital. “A plataforma ainda possibilita adaptações às necessidades de cada negócio, a partir de uma análise de escopo feita em conjunto com nossa equipe técnica”, finaliza.

O diferencial do Vtrina está em tratar cada operação como única, com abordagem personalizada que entende as necessidades do cliente. A solução conta ainda com recursos de gamificação no atendimento, garantindo uma experiência de relacionamento mais engajada, eficiente e de alta qualidade.

“No mundo do varejo digital, não dá mais para deixarmos a integração de lado. Hoje todos os sistemas que são baseados em controle de gestão e softwares de maneira geral principalmente voltado para o varejo digital, requerem que as integrações sejam feitas para que as empresas ganhem performance, adquiram novos patamares em termos de evolução e o Vtrina é uma solução voltada para esse segmento. Nós somos uma solução voltada para integrações do comércio digital”, explica Anderson Rocha, CEO do Vtrina.

Essa proposta de valor ganha ainda mais relevância diante do cenário do comércio eletrônico no Brasil, que segue em crescimento acelerado. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor faturou R$ 204,3 bilhões em 2024 e deve alcançar R$ 224,7 bilhões em 2025, um avanço de 10% em relação ao ano anterior, reforçando a importância de soluções que tornem a gestão multicanal mais eficiente.

Sobre: a Wake é uma empresa de tecnologia da LWSA (antiga Locaweb Company) que oferece soluções digitais completas para o varejo e a indústria. É capaz de construir e gerenciar digitalmente toda a jornada de consumo, de ponta a ponta, desde a atração até a fidelização do cliente, passando pela conversão e transação. Com DNA de inteligência artificial, esse serviço é feito por meio de três verticais que se conectam entre si: desenvolvimento de infraestrutura para lojas virtuais (Wake Commerce); CRM Maketing com análise de comportamento para aprimorar a experiência do cliente (Wake Experience); e conexão de marcas com influenciadores digitais (Wake Creators).

Sobre: a Vtrina é uma empresa comprometida a trazer soluções com um sistema que permite que lojas virtuais tenham controle das suas mercadorias, estoques, e dados de diversos canais de venda. E todas as suas plataformas de vendas no mesmo lugar, reduzindo custos, evitando erros, e descomplicando o seu negócio.

da redação com informações da Máquina CW

3ª EDIÇÃO do Febratex Summit 2025

worldfashion • 26/08/25, 14:12

“O Febratex Summit 2025 é muito mais do que um encontro da indústria têxtil: é um espaço de inovação, troca de experiências e conexão entre empresários e profissionais de todo o país. A cada edição, o evento reforça seu papel estratégico na transformação digital e sustentável da moda, mostrando como criatividade e tecnologia estão caminhando juntas para construir o futuro do setor”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

Reconhecido como um dos principais encontros da indústria têxtil nacional, o Summit consolida-se como palco de inovação, tecnologia, debates e conexões de negócios, unindo empresários e profissionais do setor em torno das melhores práticas na indústria têxtil.

Aconteceu de 19 a 21 de agosto no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), e reuniu mais de 90 expositores e a 3ª edição destacou como a sustentabilidade pode impulsionar a competitividade e os negócios da indústria têxtil.

Promoveu negócios e inovação, destacou pelo pioneirismo na gestão responsável de resíduos. Na 2ª edição em 2023, com apoio da Euro Ambiental Consultoria, entrou para a história como o primeiro evento têxtil do Brasil a conquistar a Certificação Lixo Zero, com 92,2% dos resíduos reciclados ou corretamente destinados.

Em 2025, o desafio é repetir o feito e reafirmar seu papel de liderança no compromisso com a recertificação Lixo Zero. “Acreditamos que não basta falar sobre inovação e sustentabilidade, é preciso agir com responsabilidade, dar o exemplo e influenciar positivamente todo o setor.”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

Ações práticas para circularidade

Para esta edição, o evento amplia suas iniciativas sustentáveis. Uma das novidades é a parceria com a Avplas Embalagens, que fornecerá sacos produzidos com plástico reciclado para a coleta seletiva, devidamente identificados entre orgânico, reciclável e não reciclável.

“A economia circular começa muito antes do descarte, passa pela seleção consciente dos fornecedores, pelo tipo de material utilizado e pela rastreabilidade da origem”, explica Giordana.

Outra ação é a confecção dos cordões das credenciais com fios reciclados REPREVE, fornecidos pela Unifi Manufacturing, Inc. e transformados pela Cordontextil Indústria e Comércio. A medida dá sequência à substituição do plástico por papel nos porta-credenciais, adotada em todos os eventos do grupo desde 2022.

“Acreditamos em um futuro no qual as feiras assumam compromissos reais com a responsabilidade ambiental. Os resíduos gerados em um evento como o nosso têm múltiplas origens, como estandes, impressões, materiais elétricos, embalagens e consumo do público, e tudo precisa ser cuidadosamente planejado, separado, coletado, destinado e monitorado”, reforça a diretora-executiva do Febratex Group.

Tecnologia e inovação alinhadas à sustentabilidade

Além do protagonismo na gestão de resíduos, o Febratex Summit trouxe novidades dos expositores e pesquisadores internacionais.

A pesquisadora Luani Costa, do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), conduziu um desfile inédito no Brasil, com cerca de 30 looks, descrevendo os avanços mais tecnológicos e sustentáveis da indústria portuguesa.

O Grupo Malwee apresentou a Camiseta Ar.voree, criada em parceria com a startup Xinterra, de Singapura. O tecido captura CO₂ do ambiente e o elimina durante a lavagem, transformando cada peça em um aliado contra as mudanças climáticas. Cada camiseta captura 12,6 gramas de CO₂ diariamente – o equivalente a 25 camisetas absorvendo o mesmo volume que uma árvore adulta no mesmo período. “O processo é simples: o CO2 é capturado pelo tecido e, em contato com o sabão na lavagem, é transformado em bicarbonato de sódio e dissolvido, enquanto os agentes de captura se recarregam para reiniciar o ciclo”, destaca Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee.

Na Arena do Conteúdo, Eduardo Christian falou sobre como transformar desafios em oportunidades na confecção, enquanto painéis mediado por Priscila Faiad reuniram especialistas da Impulgest, ZDHC e BluWin sobre o impacto de produtos químicos nos ecossistemas aquáticos, e da UNIFI, que apresentou a jornada sustentável da REPREVE.

Fabricada pela Unifi, Inc.*, REPREVE®️, responsável por reciclar mais de 42 bilhões de garrafas plásticas, transformando-as em fios sustentáveis desde seu lançamento em 2007, marca presença pela primeira vez na Febratex Summit, evento pioneiro que impulsiona a transformação digital e sustentável na indústria da moda.

Na ocasião, a marca REPREVE®️ apresenta sua evolução na jornada de sustentabilidade, destacando o fio REPREVE Takeback composto por pelo menos 50% de resíduos têxteis de poliéster.  A tecnologia inovadora reforça o compromisso da empresa com a circularidade, promovendo soluções que reduzem o uso de recursos virgens e possibilitando um ciclo produtivo mais sustentável.

“O Febratex Summit 2025 é um espaço único de conexão e colaboração na indústria têxtil. Estamos muito felizes com a visitação qualificada do primeiro dia, que trouxe empresas e marcas realmente interessadas em soluções mais sustentáveis para a cadeia. Para nós, é muito gratificante já sair do evento com reuniões marcadas e mostrar como podemos oferecer poliéster reciclado, com dados concretos sobre água, carbono e reaproveitamento de garrafas pós-consumo”, afirma Daniella Massabki Azevedo, Head de Marketing & Brand Sales da UNIFI do Brasil.

*A Unifi, Inc. (NYSE: UFI) é líder global em ciência de fibras e fios sintéticos sustentáveis. Utilizando tecnologia de reciclagem proprietária, é pioneira na transformação de resíduos pós-industriais e pós-consumo em produtos sustentáveis em escala. Com presença nos Estados Unidos, Colômbia, El Salvador e Brasil, a Unifi atua globalmente com o objetivo de transformar a indústria por meio de soluções circulares e ecológicas.

Fabricada pela Unifi, REPREVE® é a marca líder mundial em resinas, fibras e fios reciclados de alto desempenho. Por meio de tecnologia de reciclagem exclusiva,  REPREVE aproveita diferentes fontes de resíduos, como garrafas plásticas de uso único, plásticos com alto risco de poluição oceânica, resíduos têxteis e fios reciclados. Já foram transformadas mais de 40 bilhões de garrafas plásticas em fibras recicladas que impulsionam produtos de marcas líderes globais. Os materiais REPREVE são rastreáveis com a tecnologia FiberPrint® e certificados pela verificação U-TRUST®, com aplicações em vestuário esportivo, moda, decoração, linha home, acessórios, automóveis, construção civil, transporte, setor militar, médico e bens de consumo embalados.

Outro ponto alto foi o painel Super Usuários CLO*, com Mariana Araújo (Renner), Raquel Cavalcanti (Hering) e André Boff (Lunelli), que mostraram como tecnologias digitais estão transformando a produção de moda.

*CLO Virtual Fashion, uma empresa sul-coreana, torna mais fácil a criação, o design e o desenvolvimento de roupas 3D. Desde o primeiro conceito até o ajuste final, as ferramentas acompanham os usuários em cada passo do caminho.

Desde 2009, estão revolucionando a indústria da moda ao criar um ecossistema digital que otimiza os fluxos de trabalho e promove a sustentabilidade. Oferecem um total de seis soluções 3D ao mercado, incluindo softwares de Design 3D e uma Plataforma web de comunicação, armazenamento e gerenciamento de ativos digitais. Criando um sistema integrado que conecta a moda física e digital

Como líder global, a CLO Virtual Fashion opera em 14 escritórios espalhados pelo mundo, abrangendo América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia.

No Brasil, está localizada em São Paulo, onde oferece serviços em Português e Espanhol para toda América Latina.

Outras palestras exploraram temas como digitalização do B2B, inteligência artificial aplicada à criação de coleções, eficiência energética, rastreabilidade do algodão e estratégias para empresas familiares e empreendedores criativos, com a participação de importantes players do setor, como TOTVS, VTEX, Malwee, Dalila Têxtil, C&A, Cotton Move e FIESC.

No evento podcasts ao vivo, reunindo grandes nomes da moda em conversas inspiradoras sobre soluções inovadoras, tendências de consumo, previsões de coleções com inteligência artificial, logística, personalização de produtos e práticas sustentáveis.

O desfile final do concurso Brasil Fashion Designers – Profissionais 2025 (BFD – Profissionais) destacou os dez finalistas e consagrou Samuel Riechel, de Franca (SP), como grande vencedor. O BFD – Profissionais valoriza o design nacional e novos talentos da moda, integrando-os à cadeia têxtil e incentivando a criatividade aliada à sustentabilidade. Os finalistas apresentaram coleções autorais com materiais sustentáveis e soluções inovadoras, refletindo as tendências da moda nacional e a preocupação com responsabilidade ambiental e técnica de produção.

Inteligência Artificial acelera a reinvenção da moda e movimenta debates no Febratex Summit

Especialistas e empresas globais mostraram no Febratex Summit, em Blumenau, como a tecnologia pode unir dados, inovação e sensibilidade humana para revolucionar a indústria têxtil.

A Inteligência Artificial (IA) tem ganhado espaço de forma acelerada no setor têxtil e já começa a redefinir como marcas e profissionais da moda pensam, criam e comercializam seus produtos. Da pesquisa de tendências ao desenvolvimento de coleções, passando por análises de mercado e comportamento do consumidor, a tecnologia se consolida como um recurso estratégico para aumentar eficiência e competitividade. No Febratex Summit 2025, especialistas destacaram não apenas os avanços, mas também os desafios de aplicar a IA em uma indústria que combina tradição e criatividade com a urgência da inovação.

A tecnologia voltou a ocupar o centro dos debates no encontro, considerado um dos mais aguardados da indústria têxtil brasileira. Na palestra “Visão 2030”, conduzida por Carla C. B. Schork, da Texplay, a discussão girou em torno do impacto da IA em todas as etapas da cadeia: da análise de tendências e comportamento do consumidor até a criação de coleções e estratégias comerciais.

O debate evidenciou que a IA não substitui o olhar humano, mas amplia a capacidade de análise e acelera processos. Plataformas já existentes no mercado permitem monitorar concorrentes, prever movimentações de mercado e oferecer suporte criativo a designers, gerando variações de tecidos, cortes e estilos em minutos.

Além das discussões de palco, a Centric Software*, referência global em tecnologia para o setor, apresentou ao público da feira um portfólio de soluções de IA voltadas à gestão de ponta a ponta do desenvolvimento de produtos e coleções. Entre elas, o Centric Market Intelligence, o Centric Fashion Inspiration e o Centric PLM, que já apoiaram mais de 19 mil marcas em todo o mundo a reduzir custos, acelerar lançamentos e ampliar margens.

“Nosso portfólio de soluções impulsionadas por IA extrai o que há de mais valioso nos times que o usam – a inovação, a criatividade, a singularidade que cada marca precisa para se destacar. O Febratex Summit é estratégico porque conecta justamente quem acredita na inovação como diferencial competitivo”, destacou Jéssica Danesi, gerente de Marketing para a América Latina da Centric Software.

O uso de tecnologia no setor é visto como estratégia de sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo, onde consumidores mudam de preferência rapidamente e margens de lucro estão cada vez mais apertadas. Para especialistas, a IA oferece à moda não apenas eficiência, mas também a possibilidade de antecipar cenários e responder às mudanças de forma mais ágil.

*Desde que a Centric Software foi fundada no Vale do Silício, há mais de 20 anos, trabalham em estreita parceria com as principais marcas e varejistas do mundo para oferecer inovações revolucionárias que superam os desafios específicos do setor.

A Centric Software cria tecnologias desde o conceito até o lançamento do produto. Criando soluções digitais para varejistas, marcas e fabricantes para obter o máximo de receita, e aproximar dos consumidores e aumentar a eficiência.

São pessoas da indústria e da tecnologia apaixonadas por bens de consumo e de alta rotatividade, e muitos de nossos funcionários são provenientes de marcas e varejistas líderes em vestuário e bens de consumo. Cada tipo de produto de consumo é diferente, exigindo conhecimento especial e cada pessoa que participa do processo de entrada no mercado do produto traz suas próprias experiências e visão de mundo. Assim as soluções são altamente configuráveis para refletir isso.

A colaboração está no centro de tudo o que fazem, desde o design de soluções com base no feedback do cliente até a criação de ferramentas inovadoras que melhoram a comunicação e o trabalho em equipe.

Somos centrados no cliente - é daí que vem o nome. O cliente vem sempre em primeiro lugar.

Foi apresentada pela R-Inove a TRACE TAG uma identidade única de valor digital rastreável na vestimenta.

Uma tecnologia têxtil brasileira com patente de invenção que realiza uma codificação binária no fio têxtil, com codificação amparada por geolocalização e aprovada em 3 editais da FINEP (Mulheres Inovadoras, Sinapse Inovação PR e Tecnova 2 PR) Membro da ITMF (Internacional Textle Manufactures Federation) | 2022 -2024 Parceria com empresa portuguesa (moda e profissionais) |

A tecnologia é implementada na linha FR nos 2 maiores fabricantes de tecidos FR braseiro.

Na confecção os tecidos são misturados de várias origens, aparentemente são identicos na cor, gramatura, padronagem

com o equipamento que imprime o código binário sobre o fio têxtil com um COD.1100110011 por exemplo que é escolhido nesta etapa, o fio perde o rastreio do plantio. Dificuldade de cópia.

As leituras podem ser por QR CODE, pelo APP R-INOVE pelo LEITOR FIO CODIFICADO TECIDO OU MALHA

TRACE TAG

• Garantia de originalidade

• Rastreabilidade completa

• Valorização da marca

• Combate à pirataria

• Controle pós-venda

• Integração digital

• Sustentabilidade

• Inovação tecnológica

MOVIMENTO DO FUTURO

• Iniciando fortemente na Europa

Quem produz fica responsável pelo retorno do ciclo

• Tendência a entrar a obrigatoriedade na legislação

FIO / VESTIMENTA - VANTAGENS DOS PRODUTOS RASTREAVEIS

• Saber a origem facilita o retorno correto

• Ações de retorno desde consumidor

Consolidação como sociambientalmente correta

ECONOMIA CIRCULAR / DESFIBRADO POS USO

A Cofundadora é Micheline Maia Teixeira - Engenheira Têxtill com Mestrado em Engenharia de Produção Black Belt Lean Sx Sigma

“O Febratex Summit se estabelece como referência para profissionais que querem transformar a indústria da moda. O evento vai além de uma feira: é um espaço de conteúdo, networking e geração de negócios, com inovação e sustentabilidade como pilares do futuro do setor”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

da redação

assessoria de imprensa da feira Pacom 360º

“Santa Catarina deve ultrapassar São Paulo e virar maior polo de confecção de roupas do país, apontam dados do IEMI”

De acordo com a análise feita pela consultoria, a produção de vestuário no Estado de Santa Catarina cresceu 24% em número de peças nos últimos 10 anos. Em contrapartida, a produção nacional registrou queda de 13% no mesmo período, enquanto São Paulo teve uma retração de 23%.

Produção de Vestuário (em peças)

São Paulo- 2014 1,7 bilhão     2019 1,6 bilhão    2024 1,3 bilhão      variação 2024/2014 -23%

Santa Catarina -2014 933,9 milhões   2019 850,1 milhões  2024 1,2 bilhão     variação 2024/2014   24%

Brasil  - 2014 6,1 bilhões  2019 5,9 bilhões  2024 5,4 bilhões    variação 2024/2014 -13%

Fonte: IEMI

O Estado de Santa Catarina, embora ainda não seja o principal produtor do país, avançou de 15% para 22% na participação da produção de vestuário no Brasil, nos últimos dez anos. No mesmo período, o Estado de São Paulo passou de 27% para 24%. Os dados corroboram a projeção de que a indústria catarinense deve, em breve, se tornar a principal do país na produção de vestuário.

“É uma virada histórica. Santa Catarina já vinha se destacando pela modernização das fábricas, eficiência logística e maior verticalização da produção. O Estado conta com grandes players, que já faziam dele o maior polo no setor de cama, mesa e banho, por exemplo. A partir de 2026, o Estado deve assumir a dianteira em volume de produção da moda, algo inédito no setor”, afirma o consultor Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI - Inteligência de Mercado.

São Paulo            2014 27%   2019 27%    2024 24%

Santa Catarina 2014 15%    2019 16% 2024 22%

Brasil 2014 100%  2019 100% 2024 100%

Fonte: IEMI

De acordo com o especialista, o Estado paulista segue relevante no cenário da moda nacional, mas vem perdendo protagonismo na produção frente ao avanço competitivo do Sul. “São Paulo continua forte em design, branding e comercialização, mas a estrutura fabril catarinense conseguiu ganhar escala e produtividade de forma mais acelerada nos últimos anos”, analisa Prado.

Essa expertise em prever tendências é fruto dos 40 anos de história do IEMI, que o consolidaram como líder na oferta de dados numéricos, qualitativos e quantitativos, que atendem às necessidades crescentes das indústrias e entidades em diversos setores.

Fundado em 1985, o IEMI - Inteligência de Mercado é uma empresa provedora de conhecimento, especializada nos mercados têxtil, calçadista e moveleiro investindo constantemente em informações. A empresa celebra em 2025 seus 40 anos de história, marcando sua trajetória como líder na oferta de dados numéricos, qualitativos e quantitativos, que atendem às necessidades crescentes das indústrias e entidades em diversos setores. Com o objetivo de impulsionar o planejamento estratégico das empresas brasileiras, o IEMI se consolidou como a principal fonte de informações para alguns dos setores mais relevantes da economia nacional.

da redação com informações da ADS Comunicação Corporativa

DIKLATEX

worldfashion • 01/08/25, 15:31

A empresa  tem estruturado seu Departamento de Inovação, com o objetivo de manter a vanguarda em produtos, mas também expandir essa cultura para outras áreas da empresa, incluindo serviços, processos, interações e eficiência operacional. Essa atuação contempla tanto inovações incrementais, que aprimoram o que já existe, quanto inovações disruptivas, capazes de transformar modelos de negócio.

Parte essencial dessa nova fase é o fortalecimento da inovação aberta, conectando a Diklatex a instituições, empresas do setor têxtil e hubs especializados. O exemplo mais recente dessa movimentação foi a visita da empresa ao Cubo Itaú, o maior hub de inovação da América Latina, sediado próximo da sede do banco na Faria Lima, em São Paulo. Com mais de 500 startups ativas, o Cubo promove conexões entre empresas consolidadas e startups – negócios emergentes que já possuem faturamento e tração de mercado.

“Visitar um ambiente como o Cubo é entender a inovação como algo real, tangível e aplicável. É sair da teoria e ir para a prática, trocando experiências com startups maduras, que buscam escalar soluções em parceria com grandes empresas”, afirma o CEO, André Jativa.

No Cubo, as startups passam por uma curadoria criteriosa: apenas negócios com operação ativa e faturamento anual acima de R$ 1 milhão são elegíveis. Aquelas que ultrapassam R$ 25 milhões se tornam parte do grupo de Corporates, entrando em um novo patamar de relacionamento dentro do hub. A rotatividade é constante: cerca de quatro a cinco startups ingressam por mês, enquanto outras avançam para novos ciclos de crescimento. E a demanda é alta, mais de 100 startups aguardam por uma vaga, o que demonstra a relevância do ecossistema.

Além do setor financeiro, há andares inteiramente dedicados a áreas como agronegócio, varejo, construção civil e habitação, com mantenedores e parceiros estratégicos. Essa diversidade temática reforça a proposta de transversalidade e de soluções aplicáveis a diferentes segmentos da economia.

Empresas como Votorantim Cimentos, BRF, Raízen e Itaú Unibanco são exemplos de organizações que já colhem resultados por meio da inovação aberta em hubs como o Cubo. Elas desenvolveram ou aprimoraram soluções voltadas à logística, sustentabilidade, rastreabilidade, inteligência de dados e automação, por meio de conexões com startups do ecossistema.

“A Diklatex segue na mesma direção: ao integrar-se a esses espaços de troca, ganha acesso a tecnologias emergentes, amplia sua visão estratégica e reforça o compromisso com uma inovação que ultrapassa os limites do produto, promovendo valor para os clientes, parceiros e toda a cadeia têxtil”, pontua Jativa.

Grafeno aplicado à moda

O Truelife® Graphene, tecnologia exclusiva da Diklatex é a inovação mais recente apresentada ao mercado. A novidade consiste na aplicação de grafeno às fibras têxteis, elevando o desempenho térmico, a resistência e o conforto tanto em peças esportivas, quanto na alfaiataria contemporânea. O grafeno é a forma cristalina do carbono composta por átomos organizados em estrutura hexagonal, e uma das descobertas mais promissoras da ciência. É extremamente leve, fino, transparente, altamente condutor de calor e eletricidade e cerca de 200 vezes mais resistente que o aço.

“A aplicação da nanopartícula nos tecidos foi um grande desafio técnico, foram mais de 2 anos de projeto e 2 milhões de reais em recursos investidos, além de parcerias público-privadas para a pesquisa e o desenvolvimento da aplicação da tecnologia Truelife® Graphene®. Em um projeto exclusivo com nossos clientes estratégicos, marcas líderes e referências nacionais e internacionais, entregamos juntos ao mercado essa revolução”, destaca o CEO.

A Urban, marca do Grupo Aramis Inc., reconhecida por sua alfaiataria flex e foco em tecnologia, é uma das fabricantes que incorporam os tecidos inovadores da Diklatex em suas peças. Recentemente, a Urban criou uma experiência imersiva para os fãs que marcou a estreia oficial da nova coleção da marca: Missão Impossível.  Em parceria com a Paramount, por meio de seu departamento de Licenciamento de Produtos e Experiências, a coleção inclui peças que utilizam grafeno em sua composição.

Entre os itens disponíveis, as camisas Tech Grafeno e calças Moovex Grafeno, produzidas com os tecidos da linha Casual Tech® da Diklatex, que combinam tecnologia e inovação para oferecer conforto e desempenho, em peças sofisticadas que refletem o estilo e se conectam ao universo dos filmes de ação.

Sobre a Diklatex - Desde 1978 no mercado, instalada em Joinville, SC, a Diklatex atua na busca por soluções técnicas e tecnológicas que gerem valor ao universo têxtil. É uma empresa inovadora, comprometida com a excelência, tecnologia e sustentabilidade e que acredita que o tecido pode ir além e ajudar no bem-estar das pessoas.  Com um olhar voltado para o futuro, investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento, contribuindo para o avanço da indústria e para a criação de soluções que impactam positivamente o mercado e a sociedade.

ABRAFAS

worldfashion • 18/07/25, 13:38

A Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas, por meio de suas associadas, destaca inovações e boas práticas como pilares da transformação ambiental no setor têxtil. E a realização da COP30, em Belém (PA), em novembro deste ano, é ocasião para a Associação reafirmar o seu compromisso com a sustentabilidade.

No Brasil, só no segmento têxtil, as fibras de origem fóssil (petróleo) respondem por cerca de 55% das aplicações. Por outro lado, a partir de investimentos intensivos em pesquisas e processos produtivos, as fibras sintéticas hoje passam por transformações que as tornam cada vez mais alinhadas aos princípios da economia circular.

Neste sentido, a Associação e seus membros estão comprometidos em atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a partir da Agenda 2030 da ONU, com ênfase nos seguintes:

3   - saúde e bem estar,

4   - educação de qualidade

7   - energia limpa e acessível

8   - trabalho decente e crescimento econômico

9   - indústria, inovação e infraestrutura

12 - consumo e produção responsáveis

13 - ação contra mudança global do clima

14 - vida na água

15 - vida terrestre

Inovação e responsabilidade ambiental caminham juntas

Segundo o Presidente da Abrafas, Paulo De Biagi, o setor tem investido milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de soluções que minimizem os impactos ambientais.

“Nosso compromisso é garantir que a fibra sintética evolua não apenas em performance, como também no campo da preservação ambiental. Isso já ocorre e vai se acelerar nos próximos anos”, afirma. O executivo destaca que algumas empresas já apresentam produtos com componentes orgânicos que se decompõem naturalmente entre dois e cinco anos após seu descarte em aterro ou ambiente marinho.

A indústria de fibras químicas tem avançado no uso de produtos biodegradáveis e na adoção do tingimento em massa (dope dyeing), tecnologia que reduz significativamente o uso de água e produtos químicos no processo produtivo, além de diminuir a geração de efluentes que necessitam de tratamento. Tais inovações refletem o compromisso do setor com a sustentabilidade ao encontro da preservação do ambiente marinho.

Certificação e qualidade: os diferenciais do mercado regulado

De Biagi alerta que, na comercialização – seja física ou por meio de plataformas – é preciso diferenciar os produtos que são certificados daqueles que muitas vezes têm origem duvidosa ou desconhecida. “A sustentabilidade não pode ser apenas um discurso. É preciso responsabilidade e rastreabilidade. Empresas associadas à Abrafas seguem rigorosas normas de controle, estabelecidas internacionalmente”, argumenta. Estas certificações garantem que a cadeia produtiva esteja comprometida com processos limpos e eficientes.

A COP30 como catalisadora de mudanças globais

A Abrafas vê na COP30 oportunidade estratégica para dialogar sobre o papel das fibras artificiais e sintéticas na agenda ambiental.

A entidade defende a transição para modelos produtivos mais limpos, com incentivo a alternativas circulares, à utilização de componentes orgânicos, à redução no consumo de água e à utilização de energia provinda de fontes renováveis.

O setor em números

O cenário nacional mostra uma indústria em transformação. Em 2024, o Brasil produziu mais de 207 mil toneladas de fibras sintéticas, com destaque para poliamida, poliéster e elastano. A capacidade instalada ultrapassa 332 mil toneladas e a produção abastece majoritariamente o mercado interno. Já no âmbito das fibras artificiais, foram produzidas cerca de 15 mil toneladas de acetato de celulose, das quais mais de 60% foram destinadas ao consumo interno. Para dados completos e atualizados sobre o setor, clique aqui.

Sobre a Abrafas

Fundada em 1968 e composta por onze associadas, a Abrafas representa a quase totalidade das empresas produtoras de fibras e filamentos químicos no Brasil. A entidade atua nacional e internacionalmente na defesa dos interesses do setor, promovendo desenvolvimento tecnológico, boas práticas industriais e soluções ambientalmente responsáveis que fortaleçam a posição do Brasil na indústria global de fibras artificiais e sintéticas.

Empresas associadas à Abrafas

Antex – De origem espanhola, o grupo têxtil, fundado em 1968, produtor de poliéster, está no Brasil desde 2001. Segundo o Diretor-Presidente Rubén Serra, os processos e tecnologias utilizados são pensados para reduzir os impactos ambientais. Destaca a produção de filamentos de poliéster 100% reciclado de garrafas PET obtidas no Brasil e processadas com energia 100% renovável da planta instalada em Curitiba (PR), além do desenvolvimento local da tecnologia de fios biodegradáveis.

Cerdia – Desde 2018, o Brasil é uma das bases de produção da empresa suíça, que tem unidade de fabricação de cabos de acetato de celulose instalada em Santo André (SP). Estes cabos são obtidos a partir de madeira de reflorestamento e usados na produção de artigos biodegradáveis, como fios têxteis e canudos termoplásticos. “Mais de 90% das matérias-primas são orgânicas e de fontes renováveis”, afirma Wellington Bonifácio, Diretor Geral das operações da América do Sul e Country Head no Brasil.

Dini Textil – Empresa nacional, fundada em 1991, construiu sua trajetória com foco em fios e tecidos tecnológicos de poliéster para mercados industriais como o automotivo, aeroespacial, hospitalar, de segurança e mobiliário corporativo. “Um dos diferenciais da Dini está na capacidade de produzir fios de poliéster 100% reciclados a partir de garrafas PET. Tal resultado, incomum na indústria têxtil — que normalmente utiliza apenas frações recicladas —, é viabilizado pelo uso de grafeno na composição dos fios.”, afirma a Diretora Elomara Dini.

Ecofabril – Criada há 30 anos, a empresa brasileira mantém o propósito de transformar garrafas PET em fibras de poliéster para diferentes aplicações industriais. Tiago Noronha, Diretor Comercial, informa que o negócio sempre foi 100% voltado à reciclagem. “Trabalhamos principalmente com o flake de PET, que representa 99% do que produzimos”, explica. Paralelamente ao desafio da aquisição da principal matéria-prima, dada a nova legislação brasileira, o executivo frisa que a empresa tem aprovado o plano de expansão da fábrica e da produção.

Hyosung – Em nível mundial, a companhia, com sede na Coreia do Sul, atua na área de soluções têxteis sustentáveis, proporcionando inovação contínua para a indústria. A Hyosung Brasil, instalada em Santa Catarina, é grande fabricante de filamentos de elastano, comercializados sob a marca CREORA®. Segundo o Gerente Técnico e de Vendas da empresa, Jessé de Moura, entre os desenvolvimentos da companhia, destacam-se os elastanos com origem renovável ou reciclada.

Indorama – Com fábrica instalada em Cabo de Santo Agostinho (PE), a Indorama Ventures Fibras Brasil – braço brasileiro do segmento de fibras do grupo tailandês Indorama Ventures – posiciona a sustentabilidade no centro de sua política de negócios. No Brasil, produz fibras de poliéster, polímeros têxteis e para embalagens flexíveis. A política de sustentabilidade do grupo é guiada por compromissos globais. A meta estabelecida é a neutralidade de carbono até 2050, compromisso que abrange as 114 fábricas do grupo, presentes em 32 países, segundo o CEO, Lineu Frayha.

Kordsa – Indústria multinacional de manufatura têxtil, destaca-se na produção de reforços para pneus, com compósitos, filamentos e telas de alta tenacidade de poliamida e poliéster. A matriz localiza-se na Turquia, com unidades industriais em cinco países, sendo que no Brasil está localizada no Polo de Camaçari (BA). Fernando Pecora, Diretor Global da Kordsa, destaca o empenho na redução da pegada de carbono no processo produtivo. “Adotamos tecnologias de reforço de pneus de última geração e desenvolvemos produtos ecológicos para maior aderência na estrada e menor consumo de combustível”.

Nilit – A produtora global de poliamida – com sede em Israel e unidade de produção brasileira instalada em Americana (SP) – obedece aos princípios do ESG, investindo em soluções que aliam desempenho, estética, responsabilidade social e ambiental. O desenvolvimento de produtos visa à circularidade, biodegradabilidade, além da redução no consumo de recursos naturais, refletido no mercado em um vasto portfólio de produtos com menor pegada de carbono, reciclados e recicláveis, salienta o Gerente Geral e Vice Presidente para América Latina e Presidente da Abrafas, Paulo De Biagi.

Rhodia Solvay – Empresa global, pertencente ao grupo belga Solvay, produz filamentos de poliamida com a menor pegada de carbono do mundo devido aos projetos locais para redução de emissões e oferece ao mercado uma linha de produtos Carbono Neutro. A empresa investe na biodegradabilidade e economia de água tanto em seu processo produtivo quanto no desenvolvimento de produtos que demandam menor uso de água ao longo da cadeia têxtil, como afirma o Gerente Comercial da Cadeia Poliamida, Marcello Bathe.

The Lycra Company – Atua há mais de 60 anos no mercado têxtil com a produção de filamentos de elastano, desenvolvendo novas tecnologias e agregando valor aos artigos de vestuário que chegam ao consumidor final. A companhia norte-americana, no Brasil instalada no município de Paulínia (SP), frisa compromisso atualizando seu Relatório Global Planet Agenda. O documento destaca metas para 2030 alinhadas aos ODS da ONU. A estratégia ambiental está estruturada em três pilares: sustentabilidade de produto, excelência de fabricação e responsabilidade corporativa, conforme explica o Diretor Comercial para a América do Sul, Carlos Fernandes.

Unifi – Empresa com matriz norte-americana e unidade de produção brasileira em Alfenas (MG) desde 1999, atende ao mercado nacional e internacional de filamentos de poliéster. O Repreve® é marca global de fibras e fios de poliéster com tecnologia rastreável da Unifi, produzido a partir de materiais 100% reciclados. O CEO da companhia, Mauro Fernandes, assinala que já foram retiradas mais de 40 bilhões de garrafas PET do meio ambiente, com a meta de alcançar a marca de 50 bilhões até o final de 2025.

da redação com informações da Lilica Mattos Assessoria  crédito fotos: divulgação

32ª EDIÇÃO DO INSPIRAMAIS

worldfashion • 17/07/25, 15:25

A superintendente da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Silvana Dilly, comemorou a volta do evento para São Paulo, destacando a grande visitação e a abrangência de outros setores econômicos que não o calçadista. “O INSPIRAMAIS destaca a evolução dos materiais e também a transversalidade dos produtos desenvolvidos pela nossa indústria. Aqui, além de compradores de materiais para calçados, recebemos grande público focado em outros segmentos, como tapeçaria automotiva e até mesmo de pets”, contou. Segundo ela, outro ponto positivo da “volta para a casa”, foi a reafirmação do evento como um hub da indústria da moda brasileira para o mundo. Durante os dois dias, o INSPIRAMAIS recebeu compradores da América Latina e Europa, 35 deles apoiados pelo Brazilian Materials, programa de fomento à internacionalização da indústria de componentes mantido pela Assintecal em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A FORÇA DA UNIÃO

O INSPIRAMAIS foi uma realização da Assintecal em parceria com o CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil , Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Vestuário e Abimóvel - Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário. Com o apoio do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional, a ApexBrasil e sindicatos das indústrias de calçados de Franca/SP, Birigui/SP, Jaú/SP, Nova Serrana/MG e Maringá/PR, que juntos trouxeram caravanas com mais de 340 compradores dos seus respectivos polos produtivos.

A união entre entidades realizadoras e apoiadoras com sindicatos industriais também foi outro ponto alto do evento. “O INSPIRAMAIS, desde seu princípio, tem como missão conectar todos os elos da cadeia produtiva da moda. Aqui, ficou muito claro que unidos somos muito fortes”, frisou Silvana.

EXPOSITORES

O gerente comercial da Kisafix, fabricante de adesivos industriais do grupo Killing, Adriano Melo, destacou a efetividade da edição do INSPIRAMAIS. “Foi a melhor de todas as edições, em especial porque conseguimos abrir mercados importantes, principalmente no segmento da tapeçaria automotiva, em que estamos crescendo”, disse.

Já a fabricante de metais para a indústria de calçados e acessórios Reginato Metais, bateu suas metas logo no primeiro dia de realização. “Estamos muito satisfeitos. A edição em São Paulo nos permite atingir outros segmentos da indústrias e grandes marcas nacionais e internacionais, pela facilidade de visitação e de logística”, destacou o gerente comercial da empresa, Djeison Daniel da Silva.

A abrangência do salão também foi destaque na avaliação da designer de moda da Branyl, fabricante de tecidos para a indústria da moda, Emeline Lucca. Segundo ela, além de calçadistas, a empresa recebeu clientes de segmentos da decoração, móveis, tapeçaria e acessórios. “Recebemos um volume importante de compradores de outros estados que não o Rio Grande do Sul. A logística, aqui em São Paulo, facilitou a visita de mercados importantes não somente do Brasil, mas do mundo”, contou. Segundo ela, no INSPIRAMAIS ficaram alinhavados negócios relevantes com compradores brasileiros e também da Argentina e da Colômbia.

EXPORTAÇÃO

Em dois dias de evento, além de todas as atividades de imersão nas experiências proporcionadas pelo INSPIRAMAIS, os importadores trazidos pelo Brazilian Materials realizaram 517 reuniões com os expositores. Nesta edição, o grupo foi formado por empresas que já importam do mercado brasileiro e também por novos players internacionais. Conforme relatório da Assintecal, somente in loco foram mais de R$ 8,3 milhões em negócios concretizados (US$ 1,5 milhão). Já contabilizando vendas que ficaram alinhavadas durante as rodadas, as projeções ultrapassaram R$ 44,5 milhões (US$ 8 milhões).

AS PRÓXIMAS EDIÇÕES DO INSPIRAMAIS

A próxima 33ª edição do salão acontecerá em Porto Alegre/RS

nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026, no Centro de Eventos FIERGS.

A 34ª edição do salão retorna para São Paulo,

entre os dias 28 e 29 de julho de 2026 - Local a ser confirmado

da redação com informações da  DCR - Assessoria de Imprensa

Brasil Fashion Designers – Profissionais

worldfashion • 02/07/25, 09:12

No dia 27/06 foram definidos os dez finalistas do concurso nacional - Brasil Fashion Designers – Profissionais 2025 (BFD Profissionais), voltado a profissionais formados em moda e design.

A iniciativa integra a programação do Febratex Summit 2025, e recebeu projetos de 64 profissionais, vindos de todas as  inscritos do norte: Acre e Pará; do nordeste: Maranhão e Pernambuco; do Sudeste: Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo; do Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina; e do Centro-Oeste, de Goiás e Mato Grosso - somando 12 estados representados na edição.

“O fato de termos representantes das cinco regiões brasileiras mostra que o concurso alcançou seu objetivo de atingir o Brasil inteiro. O BFD Profissionais é um reflexo real da potência criativa espalhada pelo país e reforça a missão do Brasil Fashion Designers de conectar designers da moda nacional à indústria, valorizando a matéria-prima mais sustentável e impulsionando a inovação que gera negócios reais para o setor têxtil brasileiro”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

Com o tema “Terra – Planeta Água”, os candidatos foram desafiados a desenvolver coleções que unam criatividade, sustentabilidade e propósito. Os dez selecionados terão seus looks exibidos em um desfile especial durante o Febratex Summit 2025, evento que acontece entre 19 e 21 de agosto, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), um dos mais aguardados eventos da indústria têxtil brasileira do ano.

Ao todo, o concurso recebeu 199 pré-inscrições. Desses, 64 profissionais enviaram projetos completos, que passaram por avaliação criteriosa de um júri especializado.

Formado por especialistas de destaque nos campos da moda e design, o júri reuniu diferentes perspectivas e garantiu uma avaliação criteriosa dos projetos apresentados. Integraram a banca avaliadora: André Hidalgo, Camila Borelli, Conceição Ruiz, Eduardo Viveiros, Francine Lopes, Giovanna Gimenez, Giovanna Lauri, Kátia Suzuki, Margo Isaac, Micheline Maia Teixeira, Silvia Borielo e Yuko Suzuki.

A seleção foi realizada às cegas, sem identificação dos autores, e os jurados atribuíram notas de 5 a 10, com base em quatro critérios: criatividade, originalidade, conceito e adequação ao tema proposto.

O grande vencedor do concurso será premiado com uma imersão de cinco dias na Itália, passando por Milão e Florença, onde visitará ateliês, fábricas e museus de moda. A viagem acontece por meio do programa Fashion Express, com todas as despesas pagas pelo Febratex Group.

“O concurso consolida uma ponte entre criatividade e mercado. Não é apenas sobre premiar talentos, mas sobre criar oportunidades concretas de crescimento profissional e conexões. Entre os concorrentes tivemos recém formados, formados há décadas, profissionais autônomos, colaboradores de marcas, criadores de marcas próprias e até profissionais que deixaram o setor e que estão usando o concurso para voltar para o setor”, completa Ricardo Gomes, gerente de Projetos Especiais do Febratex Group.

Confira os nomes dos dez finalistas do BFD Profissionais 2025, que irão representar a diversidade da moda autoral brasileira no Febratex Summit:

Betto Gomes – Rio de Janeiro (RJ)

Bruna Sibilio – Blumenau (SC)

Dai Vaz Miotto – Brusque (SC)

Eduarda de Souza – Brusque (SC)

Isabela Teixeira – Goiânia (GO)

Juliano Michelli – Gaspar (SC)

Laryssa Perdiz – São Paulo (SP)

Letícia Ghisi – São Paulo (SP)

Maria Laura – Bom Jardim (RJ)

Samuel Riechel – Franca (SP)

Além do desfile final, os looks também estarão em exposição durante o evento e participarão de uma votação popular nos dias 20 e 21 de agosto, quando será definido o vencedor do Júri Popular.

Finalistas do BFD Profissionais 2025

Sobre o Febratex Summit 2025

Com expectativa de reunir mais de 10 mil visitantes, o Febratex Summit 2025 acontecerá de 19 a 21 de agosto em Blumenau (SC). Com os pilares inovação, sustentabilidade e business, o evento é referência na promoção de conexões estratégicas e conteúdo para o futuro da indústria têxtil brasileira. A programação contará com palestras internacionais, painéis de especialistas, expositores e experiências interativas. A agenda completa será divulgada em breve no site: www.febratexsummit.com.br

Serviço:

Brasil Fashion Designers – Profissionais 2025

Desfile final: 19 de agosto de 2025

Exposição + Júri Popular: 19, 20 e 21 de agosto de 2025

Local: Febratex Summit – Parque Vila Germânica, Blumenau (SC)