32ª EDIÇÃO DO INSPIRAMAIS

worldfashion • 17/07/25, 15:25

A superintendente da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Silvana Dilly, comemorou a volta do evento para São Paulo, destacando a grande visitação e a abrangência de outros setores econômicos que não o calçadista. “O INSPIRAMAIS destaca a evolução dos materiais e também a transversalidade dos produtos desenvolvidos pela nossa indústria. Aqui, além de compradores de materiais para calçados, recebemos grande público focado em outros segmentos, como tapeçaria automotiva e até mesmo de pets”, contou. Segundo ela, outro ponto positivo da “volta para a casa”, foi a reafirmação do evento como um hub da indústria da moda brasileira para o mundo. Durante os dois dias, o INSPIRAMAIS recebeu compradores da América Latina e Europa, 35 deles apoiados pelo Brazilian Materials, programa de fomento à internacionalização da indústria de componentes mantido pela Assintecal em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A FORÇA DA UNIÃO

O INSPIRAMAIS foi uma realização da Assintecal em parceria com o CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil , Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Vestuário e Abimóvel - Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário. Com o apoio do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional, a ApexBrasil e sindicatos das indústrias de calçados de Franca/SP, Birigui/SP, Jaú/SP, Nova Serrana/MG e Maringá/PR, que juntos trouxeram caravanas com mais de 340 compradores dos seus respectivos polos produtivos.

A união entre entidades realizadoras e apoiadoras com sindicatos industriais também foi outro ponto alto do evento. “O INSPIRAMAIS, desde seu princípio, tem como missão conectar todos os elos da cadeia produtiva da moda. Aqui, ficou muito claro que unidos somos muito fortes”, frisou Silvana.

EXPOSITORES

O gerente comercial da Kisafix, fabricante de adesivos industriais do grupo Killing, Adriano Melo, destacou a efetividade da edição do INSPIRAMAIS. “Foi a melhor de todas as edições, em especial porque conseguimos abrir mercados importantes, principalmente no segmento da tapeçaria automotiva, em que estamos crescendo”, disse.

Já a fabricante de metais para a indústria de calçados e acessórios Reginato Metais, bateu suas metas logo no primeiro dia de realização. “Estamos muito satisfeitos. A edição em São Paulo nos permite atingir outros segmentos da indústrias e grandes marcas nacionais e internacionais, pela facilidade de visitação e de logística”, destacou o gerente comercial da empresa, Djeison Daniel da Silva.

A abrangência do salão também foi destaque na avaliação da designer de moda da Branyl, fabricante de tecidos para a indústria da moda, Emeline Lucca. Segundo ela, além de calçadistas, a empresa recebeu clientes de segmentos da decoração, móveis, tapeçaria e acessórios. “Recebemos um volume importante de compradores de outros estados que não o Rio Grande do Sul. A logística, aqui em São Paulo, facilitou a visita de mercados importantes não somente do Brasil, mas do mundo”, contou. Segundo ela, no INSPIRAMAIS ficaram alinhavados negócios relevantes com compradores brasileiros e também da Argentina e da Colômbia.

EXPORTAÇÃO

Em dois dias de evento, além de todas as atividades de imersão nas experiências proporcionadas pelo INSPIRAMAIS, os importadores trazidos pelo Brazilian Materials realizaram 517 reuniões com os expositores. Nesta edição, o grupo foi formado por empresas que já importam do mercado brasileiro e também por novos players internacionais. Conforme relatório da Assintecal, somente in loco foram mais de R$ 8,3 milhões em negócios concretizados (US$ 1,5 milhão). Já contabilizando vendas que ficaram alinhavadas durante as rodadas, as projeções ultrapassaram R$ 44,5 milhões (US$ 8 milhões).

AS PRÓXIMAS EDIÇÕES DO INSPIRAMAIS

A próxima 33ª edição do salão acontecerá em Porto Alegre/RS

nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026, no Centro de Eventos FIERGS.

A 34ª edição do salão retorna para São Paulo,

entre os dias 28 e 29 de julho de 2026 - Local a ser confirmado

da redação com informações da  DCR - Assessoria de Imprensa

Brasil Fashion Designers – Profissionais

worldfashion • 02/07/25, 09:12

No dia 27/06 foram definidos os dez finalistas do concurso nacional - Brasil Fashion Designers – Profissionais 2025 (BFD Profissionais), voltado a profissionais formados em moda e design.

A iniciativa integra a programação do Febratex Summit 2025, e recebeu projetos de 64 profissionais, vindos de todas as  inscritos do norte: Acre e Pará; do nordeste: Maranhão e Pernambuco; do Sudeste: Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo; do Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina; e do Centro-Oeste, de Goiás e Mato Grosso - somando 12 estados representados na edição.

“O fato de termos representantes das cinco regiões brasileiras mostra que o concurso alcançou seu objetivo de atingir o Brasil inteiro. O BFD Profissionais é um reflexo real da potência criativa espalhada pelo país e reforça a missão do Brasil Fashion Designers de conectar designers da moda nacional à indústria, valorizando a matéria-prima mais sustentável e impulsionando a inovação que gera negócios reais para o setor têxtil brasileiro”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

Com o tema “Terra – Planeta Água”, os candidatos foram desafiados a desenvolver coleções que unam criatividade, sustentabilidade e propósito. Os dez selecionados terão seus looks exibidos em um desfile especial durante o Febratex Summit 2025, evento que acontece entre 19 e 21 de agosto, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), um dos mais aguardados eventos da indústria têxtil brasileira do ano.

Ao todo, o concurso recebeu 199 pré-inscrições. Desses, 64 profissionais enviaram projetos completos, que passaram por avaliação criteriosa de um júri especializado.

Formado por especialistas de destaque nos campos da moda e design, o júri reuniu diferentes perspectivas e garantiu uma avaliação criteriosa dos projetos apresentados. Integraram a banca avaliadora: André Hidalgo, Camila Borelli, Conceição Ruiz, Eduardo Viveiros, Francine Lopes, Giovanna Gimenez, Giovanna Lauri, Kátia Suzuki, Margo Isaac, Micheline Maia Teixeira, Silvia Borielo e Yuko Suzuki.

A seleção foi realizada às cegas, sem identificação dos autores, e os jurados atribuíram notas de 5 a 10, com base em quatro critérios: criatividade, originalidade, conceito e adequação ao tema proposto.

O grande vencedor do concurso será premiado com uma imersão de cinco dias na Itália, passando por Milão e Florença, onde visitará ateliês, fábricas e museus de moda. A viagem acontece por meio do programa Fashion Express, com todas as despesas pagas pelo Febratex Group.

“O concurso consolida uma ponte entre criatividade e mercado. Não é apenas sobre premiar talentos, mas sobre criar oportunidades concretas de crescimento profissional e conexões. Entre os concorrentes tivemos recém formados, formados há décadas, profissionais autônomos, colaboradores de marcas, criadores de marcas próprias e até profissionais que deixaram o setor e que estão usando o concurso para voltar para o setor”, completa Ricardo Gomes, gerente de Projetos Especiais do Febratex Group.

Confira os nomes dos dez finalistas do BFD Profissionais 2025, que irão representar a diversidade da moda autoral brasileira no Febratex Summit:

Betto Gomes – Rio de Janeiro (RJ)

Bruna Sibilio – Blumenau (SC)

Dai Vaz Miotto – Brusque (SC)

Eduarda de Souza – Brusque (SC)

Isabela Teixeira – Goiânia (GO)

Juliano Michelli – Gaspar (SC)

Laryssa Perdiz – São Paulo (SP)

Letícia Ghisi – São Paulo (SP)

Maria Laura – Bom Jardim (RJ)

Samuel Riechel – Franca (SP)

Além do desfile final, os looks também estarão em exposição durante o evento e participarão de uma votação popular nos dias 20 e 21 de agosto, quando será definido o vencedor do Júri Popular.

Finalistas do BFD Profissionais 2025

Sobre o Febratex Summit 2025

Com expectativa de reunir mais de 10 mil visitantes, o Febratex Summit 2025 acontecerá de 19 a 21 de agosto em Blumenau (SC). Com os pilares inovação, sustentabilidade e business, o evento é referência na promoção de conexões estratégicas e conteúdo para o futuro da indústria têxtil brasileira. A programação contará com palestras internacionais, painéis de especialistas, expositores e experiências interativas. A agenda completa será divulgada em breve no site: www.febratexsummit.com.br

Serviço:

Brasil Fashion Designers – Profissionais 2025

Desfile final: 19 de agosto de 2025

Exposição + Júri Popular: 19, 20 e 21 de agosto de 2025

Local: Febratex Summit – Parque Vila Germânica, Blumenau (SC)

COLEÇÃO AIR TECH

worldfashion • 16/06/25, 09:59

A C&A, uma das maiores varejistas de moda do Brasil, lançou a AIR TECH, uma coleção cápsula masculina em parceria com a TENCEL™, marca de fibras têxteis do Grupo Lenzing e a fiação Textil Carmem. O lançamento reforça o compromisso da C&A com a inovação tecnológica, sustentabilidade e a democratização da moda de qualidade e responsável.

A coleção é composta por camisetas de manga curta e longa, cuecas boxer e cuecas slip, feitas com 95% de TENCEL™ Modal e 5% de elastano, uma combinação que oferece maciez, caimento leve e alta durabilidade. As peças garantem conforto térmico, toque suave, resistência à proliferação de odores e fácil cuidado no dia a dia.

“Queríamos desenvolver uma coleção de itens básicos que fossem além do essencial e que unissem praticidade, inovação têxtil e sustentabilidade. A TENCEL™ é referência em fibras de Modal, e essa parceria tem tudo a ver com o que acreditamos ser o futuro da moda masculina, que é um guarda-roupa inteligente, confortável e com baixo impacto ambiental”, explica João Souza, diretor comercial e de produtos da C&A.

TENCEL™ une a tecnologia com a moda e promove conceito sustentável. As fibras TENCEL™ Modal são produzidas a partir de madeira proveniente de fontes certificadas e controladas, em um processo que consome até 50% menos água e emite pelo menos 50% menos emissões de carbono do que as alternativas convencionais. Além disso, são certificadas como biodegradáveis e compostáveis, fazendo da coleção AirTech parte do portfólio sustentável da C&A, dentro da plataforma #VistaAMudança.

Devido à alta respirabilidade e rápida absorção de umidade, as peças mantêm o corpo seco por mais tempo, sendo ideais para jornadas ativas e climas variados. O tecido também desamassa com o calor do corpo e as cores neutras facilitam combinações com diferentes estilos.

“A coleção AirTech reforça nossa jornada de oferecer produtos com inovação tecnológica e impacto positivo. Nesta parceria com a TENCEL™ e Textil Carmem, damos ao consumidor uma experiência premium com preço acessível”, conclui o executivo.


“Colaborar com marcas como C&A e Textil Carmem é uma oportunidade para inspirar e transformar a moda com inovação e responsabilidade. Essas parcerias reforçam nosso compromisso contínuo com a sustentabilidade, mostrando que cada escolha consciente, desde os materiais até os processos produtivos, gera um impacto positivo no planeta. Nossas fibras celulósicas são biodegradáveis, compostáveis e provenientes de madeira certificada, cultivada de forma responsável. Pequenas ações como essas fazem a diferença para um futuro mais sustentável”, afirma Juliana Jabour, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios na América do Sul do Grupo Lenzing.

“Nossa participação na coleção AirTech começa exatamente desenvolvendo os fios que deram origem a essa proposta inovadora. Escolher a matéria-prima certa transforma o resultado final e o TENCEL™ Modal é hoje uma das melhores escolhas para quem busca equilíbrio. Ele veste o homem que trabalha, estuda, treina e cuida da família. É leve, resistente, respirável e produzido com responsabilidade ambiental. A coleção AirTech é a prova de que dá, sim, para unir conforto, tecnologia, estilo e consciência desde o início do processo.” destaca Maria Eduarda Martins, Marketing Textil Carmem.

Sobre a C&A Brasil

A C&A é uma empresa de moda focada em propor experiências que vão além do vestir. Fundada em 1841 pelos irmãos Clemens e August na Holanda, a C&A entende e defende a moda como um dos mais fundamentais canais de conexão das pessoas consigo mesmas, com todos à sua volta e, por isso, coloca os seus clientes no centro da estratégia. Uma das maiores varejistas de moda do mundo, a C&A chegou ao Brasil em 1976 quando inaugurou a sua primeira loja no shopping Ibirapuera, em São Paulo (SP). Atualmente, a companhia opera em mais de 330 lojas em todo o território nacional, além do seu E-commerce. Listada na bolsa brasileira (B3) desde outubro de 2019, a C&A é pioneira em diversas inovações em seu segmento a partir da oferta de serviços e soluções digitais e omnicanais, visando ampliar experiência on e offline dos seus clientes. Com cerca de 15 mil associados em todo o país e presente na vida de um milhão de clientes por dia, a empresa se destaca ainda por oferecer uma moda jovem, inovadora, diversa e inclusiva para mulheres, homens e crianças.  Te convidamos a conhecer mais sobre a C&A em sala de imprensa.

Sobre a TENCEL™

TENCEL™ é a principal marca de fibras têxteis do Grupo Lenzing*. Desde 1992, a marca TENCEL™ tem sido uma potência que defende uma mudança positiva na indústria têxtil por meio de processos de produção eficientes em termos de recursos e inovações contínuas em fibras. As fibras Liocel e Modal da marca TENCEL™ são materiais de baixo impacto e alto conforto feitos de fontes de madeira gerenciadas de forma sustentável. Ambas as fibras são naturalmente macias, suaves ao toque e podem suportar cores ricas em tecidos. Com controle eficaz da umidade, os tecidos feitos de ambas as fibras também suportam uma sensação natural de secura.

Como soluções têxteis sustentáveis, as fibras TENCEL™ Liocel e Modal são altamente versáteis e podem ser combinadas com uma ampla gama de fibras têxteis para oferecer uma variedade quase infinita de designs e funções de produtos. As fibras podem ser incorporadas em quase todas as categorias têxteis, desde prêt-à-porter, jeans, roupas íntimas, roupas esportivas, roupas de trabalho, calçados e até produtos têxteis-lar. As fibras TENCEL™ Liocel e Modal podem se decompor e compostar no final de seu ciclo de vida (certificado TÜV AUSTRIA). As fibras também são certificadas com o rótulo ecológico da UE (licença nº. AT/016/001) pela excelência ambiental, reconhecendo os elevados padrões ambientais ao longo de todo o seu ciclo de vida.

*Grupo Lenzing representa a produção ecologicamente responsável de fibras especiais à base de celulose e material reciclado. Como líder em inovação, a Lenzing é parceira de fabricantes globais de têxteis e não tecidos e impulsiona muitos novos desenvolvimentos tecnológicos. As fibras de alta qualidade do Grupo Lenzing formam a base para uma variedade de aplicações têxteis, desde roupas funcionais, confortáveis e modernas até têxteis-lar duráveis e sustentáveis. Devido às suas propriedades especiais e à sua origem botânica, as fibras Lenzing biodegradáveis e compostáveis certificadas pela TÜV também são altamente adequadas para produtos de higiene do dia a dia.

O modelo de negócios do Grupo Lenzing vai muito além do de um produtor tradicional de fibras. Juntamente com seus clientes e parceiros, a Lenzing desenvolve produtos inovadores ao longo da cadeia de valor, criando valor agregado para os consumidores. O Grupo Lenzing se esforça para a utilização e processamento eficientes de todas as matérias-primas e oferece soluções para ajudar a transformar a indústria têxtil do atual sistema econômico linear para uma economia circular. A fim de reduzir a velocidade do aquecimento global e, assim, também apoiar as metas do Acordo de Paris e do “Green Deal” da Comissão Europeia, a Lenzing desenvolveu um plano de ação climática claro e baseado na ciência que visa reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e uma meta líquida zero (escopo 1, 2 e 3) até 2050.

Principais Fatos e Números Grupo Lenzing 2023

Receita: 2,52 bilhões de euros

Capacidade nominal: 1.110.000 toneladas

Funcionários (FTE): 7.917

TENCEL™, LENZING™ ECOVERO™, VEOCEL™, LENZING™ e REFIBRA™ são marcas comerciais da Lenzing AG.

Sobre a Textil Carmem

Criada em 1988 pelo patriarca João Moisés, a Textil Carmem é uma indústria fabricante de fios têxteis para tecelagem e malharia, comprometida com a qualidade, inovação e sustentabilidade. Localizada na cidade de Itapira (SP), a empresa é referência no mercado de fiação por desenvolver, criar e transformar materiais têxteis em produtos inovadores de qualidade, visando atender o mercado têxtil e oferecer as melhores soluções. São produzidas mais de 3.500 (Três Mil e Quinhentas) toneladas de fios anualmente. Com a longa experiência de desenvolvimento, possui catálogo personalizável, que garante matéria prima de excelência a mais de 100 clientes mensais. Alcançando uma vasta variedade de segmentos, como roupas íntimas, infantis, casuais, desportivas, técnicas de cama, mesa e decoração.

CAMISETA AR.VOREE

worldfashion • 21/05/25, 15:06

Em um marco para a moda nacional, a Malwee - marca do Grupo Malwee referência global em moda sustentável - anuncia o lançamento da camiseta Ar.voree, feita com a primeira malha do Brasil com tecnologia capaz de capturar gás carbônico (CO₂) do ambiente e eliminá-lo durante o processo de lavagem. A novidade chega ao consumidor nesta quinta feira dia 22 de maio - Dia Internacional da Biodiversidade, com um modelo de camiseta na cor preta em edição limitada e com venda exclusiva pelo e-commerce da marca.

Fruto de uma parceria inédita com a startup de Singapura Xinterra, por meio da tecnologia COzTERRA, a Camiseta Ar.voree representa um avanço concreto no desenvolvimento de soluções regenerativas aplicadas à moda. Após 25 usos e lavagens, uma única peça é capaz de capturar a mesma quantidade de CO₂ que uma árvore adulta, tornando-se um verdadeiro agente de transformação ambiental.

“Acreditamos que a inovação é um dos caminhos mais eficazes para uma moda mais consciente e com menor impacto ambiental. Moda, tecnologia e sustentabilidade precisam caminhar juntas. E essa peça é um convite para que as pessoas também façam parte desse ciclo”, afirma Gregório Reis, Diretor de Marketing do Grupo Malwee.

A Camiseta Ar.voree marca a primeira aplicação prática, em roupas, da tecnologia desenvolvida ao longo de dois anos de pesquisa, em parceria com a Xinterra, e reforça os compromissos firmados pelo Grupo Malwee na agenda climática global. Desde 2019, a empresa é signatária da campanha Business Ambition for 1.5°C, iniciativa da ONU que visa limitar o aquecimento global e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

O tecido inovador da camiseta captura o CO₂ da atmosfera, que ao entrar em contato com o sabão líquido ou em pó durante a lavagem, é transformado em bicarbonato de sódio, sendo eliminado de forma segura. Esse processo também recarrega os agentes de captura de CO₂ na camiseta, permitindo que ela continue funcionando como um “filtro de carbono” a cada uso. É uma solução simples, eficaz e sustentável para ajudar a reduzir o impacto do carbono no meio ambiente.

Com foco em soluções sustentáveis e escaláveis, a camiseta Ar.voree é mais um produto da Malwee que tem como propósito repensar toda a cadeia de produção — do fio ao consumidor.

“Estamos dando início a uma nova era na moda. Ar.voree não é apenas uma camiseta. É um manifesto em forma de roupa. Queremos que o consumidor sinta que está vestindo propósito, inovação e transformação”, finaliza Gregório.

Serviço

CAMISETA AR.VOREE

Tamanhos: Do P ao XGG - Unissex

Cor: Preta

Locais de venda: No e-commerce da marca (edição limitada) www.malwee.com.br

À partir: 22/05/2025

Preço: R$129,00

Sobre a Malwee

A Malwee faz roupas confortáveis, práticas e versáteis, que duram mais e não se perdem a cada coleção. Produzidas de uma forma mais sustentável, em sintonia com um novo jeito de pensar, viver e utilizar nossos recursos. A marca catarinense está presente em mais de 20 mil pontos de venda pelo Brasil e faz parte do Grupo Malwee. Foi reconhecida como uma das 20 marcas mais transparentes do mundo pelo Índice de Transparência da Moda Brasil, nos últimos 5 anos, além de ser referência internacional em iniciativas sustentáveis. Sua moda é democrática, pensada para diferentes biotipos, idades e estilos; nos segmentos feminino, masculino, plus size e infantil. Quem veste Malwee carrega roupas que contam histórias duradouras. É para o bem das pessoas e do planeta.

CALÇADO SUSTENTÁVEL BINACIONAL

worldfashion • 13/05/25, 10:31

A Le Cork foi criada em 2022 para fabricar calçados que combinam conforto e sustentabilidade, após pesquisa e desenvolvimento chegaram a um protótipo. As palmilhas de cortiça utilizadas são extraídas de maneira responsável, sem a necessidade de derrubar as árvores e o processo de regeneração natural do sobreiro contribui para a captura de CO₂, ajudando a combater as mudanças climáticas. A produção da marca é binacional, ou seja, enquanto as palmilhas são produzidas em Portugal, os calçados são fabricados no Brasil, unindo o melhor dos dois países em um produto de alta performance, durabilidade e impacto ambiental reduzido.

Além dos benefícios ambientais, a cortiça também oferece uma série de vantagens para a saúde e o conforto dos consumidores. O material é naturalmente leve, flexível e possui propriedades antibacterianas e antifúngicas, o que ajuda a evitar odores e alergias. Sua capacidade de amortecimento reduz o impacto ao caminhar, tornando os calçados ideais para o uso diário. Além disso, a cortiça regula a temperatura, mantendo os pés na quantidade de calor ideal durante todo o dia.

“Estamos muito animados com o crescimento da marca e com o impacto que estamos criando. O futuro da Le Cork é promissor, e queremos levar nosso produto a um número cada vez maior de consumidores”, afirma João Henrique Tucci, sócio da marca

As sandálias sustentáveis, feitas a partir da cortiça – o mesmo produto utilizado em rolhas de garrafas de vinho - projeta um crescimento expressivo para 2025. Após faturar R$ 1,5 milhão em 2024, a empresa planeja dobrar esse valor em 2025, impulsionada pela crescente demanda por calçados ecológicos e pelo fortalecimento da marca no mercado nacional.

Com um modelo de negócio focado na sustentabilidade e na inovação, a empresa planeja a ampliação da produção, o lançamento de novos modelos e uma maior presença nos canais digitais e no varejo. “A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou uma exigência do consumidor moderno. Nosso compromisso é oferecer calçados de alta qualidade, design inovador e impacto ambiental reduzido”, afirma João Henrique Tucci, sócio da marca.

Com um planejamento sólido e um mercado em crescimento, a Le Cork se posiciona para um ano de grandes conquistas, reforçando seu propósito de unir moda e responsabilidade ambiental.

Além da expansão no Brasil, a empresa avalia oportunidades para levar seus produtos ao mercado internacional. “Temos um produto único, que combina conforto, estilo e consciência ambiental. O público está cada vez mais atento à origem e ao impacto dos produtos que consome, e isso impulsiona nossa missão de levar a Le Cork a um novo patamar”, destaca Guilherme Reis, também sócio da empresa.

TECNOLOGIA ALIADA DA SUSTENTABILIDADE

worldfashion • 30/04/25, 16:29

A sustentabilidade tem se tornado um pilar essencial para a indústria da moda – e conceitos como upcycling e moda circular vêm ganhando destaque, como soluções inovadoras para reduzir o impacto ambiental do setor e como impulsionadoras de negócios, trazendo uma nova forma de lidar com estoques que acabam ficando estagnados.

O reaproveitamento de materiais, premissa do upcycling, mais do que uma forma de repensar o uso de matérias-primas, é também um “boom” de criatividade e inovação no design de produtos. Incorporar a prática com uma visão mais estratégica de negócio pode potencializar vendas com foco no nicho da personalização.

“O upcycling pode ser aplicado em diversas etapas da produção e permite criar coleções únicas, com alto nível de personalização, atendendo a um perfil de público em crescente expansão, que valoriza a originalidade e a cadeia sustentável. E a Brother tem apoiado esse pilar do upcycling por acreditar que com as nossas máquinas (costura, bordado, corte, sublimação e impressão digital) o artesão, estilista ou fashionista tem mais possibilidades de uso e reaproveitamento dos materiais para agregar em suas criações”, comenta Paulo Akashi, diretor de Vendas da Brother.

Para ele, negócios da moda que apostam nesse movimento estão se adequando a um modelo de mercado que vai garantir a perenidade das marcas em um futuro próximo. “Hoje o upcycling já é um método que traz um novo olhar para estoques parados, por exemplo. Nosso objetivo é apoiar toda a cadeia para que tenhamos desde empresas que possuem esses estoques, e são o início do processo, até os artesãos, costureiros, fashionistas e estilistas que são os responsáveis em reutilizar, criar e dar vida a esses tecidos, utilizando qualquer uma das nossas máquinas junto a toda sua bagagem e olhar criativo”, reforça.

Tecnologias como a DTG (Direct-to-Garment), permite impressão direta no tecido, bordados personalizados e aplicação de recortes de materiais, como vinil ou mesmo outros tecidos para sobreposição, são alternativas para diversificar o catálogo de produtos. Com a impressora GTX Pro, por exemplo, é possível customizar roupas e acessórios sob demanda de forma eficiente e sem desperdício de tinta e água; bordadeiras facilitam a personalização de diversas peças, permitindo a criação de produtos únicos a partir de materiais já existentes; e a máquina de corte ScanNCut é uma aliada na produção de itens que se transformam em detalhes inovadores em camisetas, calças, bolsas e acessórios. Os equipamentos da Brother Brasil tem sido uma aliada importante para empresas que desejam atuar no segmento de moda sustentável.

“Entendemos que nossas soluções tecnológicas impulsionam esse movimento do upcycling, permitindo que empreendedores e marcas criem produtos sustentáveis e inovadores. Ao inserir no mercado equipamentos que promovem a personalização e o reaproveitamento de materiais, temos o objetivo de contribuir com a construção de um setor de moda mais consciente e responsável – e que traga retorno para os negócios do segmento”, finaliza Paulo.

A Brother Brasil é integrante da Brother Group, companhia centenária fundada no Japão e presente em mais de 40 países, a empresa desenvolve tecnologias para diversas frentes de negócio, com produtos para a casa, escritório e empresas. Para a indústria brasileira da moda, oferece soluções de impressão digital e uma ampla linha para bordado e costura. Etiquetadoras, impressoras, suprimentos e acessórios, além de suporte técnico, complementam a linha de produtos e serviços. A companhia possui sede em São Paulo (SP) e conta com distribuidores em todo o Brasil, além de loja online.

ARTIGO - “A reinvenção do fast fashion na era da sustentabilidade”

worldfashion • 29/04/25, 16:27

Por Symone Rech*

As transformações necessárias e vão muito além do uso de tecidos orgânicos ou reciclagem de embalagens. Se o problema da moda fosse apenas a matéria-prima, a gente já teria resolvido. O problema real é o modelo de negócio baseado em volume, velocidade e descarte rápido. É preciso reinventar toda a lógica de produção, consumo e relacionamento com o cliente.

Entre os exemplos que ilustram essa virada de chave está a norte-americana Patagonia, frequentemente citada como um case pioneiro em moda sustentável. Desde 1996, quando adotou o algodão orgânico, a marca vem desafiando o senso comum. Sua jaqueta fleece feita de garrafas PET recicladas tornou-se um ícone, mas o verdadeiro ponto de inflexão veio em 2011 com a campanha “Don’t Buy This Jacket”, veiculada na Black Friday. A provocação — pedindo que consumidores reconsiderassem a necessidade de novas aquisições — gerou polêmica, mas impulsionou um aumento de 30% nas vendas no ano seguinte.

O que a Patagônia mostra é que sustentabilidade autêntica não espanta o consumidor, ela o atrai. Quando a marca alinha discurso e prática, constrói lealdade. Sustentabilidade não é um freio, é um novo motor de crescimento.

Uma das principais apostas para tornar a moda mais sustentável é o desenvolvimento de produtos inteligentes — peças que entregam mais valor com menor impacto e volume. A lógica é simples: em vez de estimular trocas constantes de guarda-roupa, oferecer roupas funcionais, duráveis e atemporais.

A japonesa Uniqlo é referência nesse modelo, com suas linhas Heattech e Airism, que ajustam a temperatura corporal de acordo com o clima. Essas tecnologias oferecem conforto térmico em diferentes estações, reduzindo a necessidade de múltiplas peças para o mesmo fim. É um exemplo clássico de produto funcional.

O consumidor precisa de menos roupas para se adaptar a diferentes temperaturas, o que reduz o consumo desnecessário.

Na mesma linha, marcas como Levi’s apostam em peças atemporais como pilar estratégico. O modelo 501, por exemplo, permanece praticamente inalterado há décadas e continua sendo best-seller. “A Levi’s construiu um império sobre um produto clássico. Toda marca deveria ter o seu ‘501’: um item que vende sempre, independente de modismo e garante previsibilidade financeira”, acrescenta.

Outra frente que ganha tração é a da circularidade. Marcas estão investindo em reparo, revenda, aluguel e até recarga de produtos. A britânica Selfridges criou o programa RE-SELFRIDGES, com metas ambiciosas: até 2030, 45% de suas transações devem vir de modelos circulares. A parceria com a startup SOJO — especializada em consertos — garantiu um espaço permanente de reparos dentro da loja. Além disso, clientes podem revender itens de luxo e receber crédito, alugar roupas e até recarregar embalagens de beleza.

É uma mudança de mentalidade e de negócio. Em vez de depender de vendas únicas e descartáveis, essas empresas estão apostando em serviços recorrentes, que fidelizam o cliente e reduzem o impacto ambiental.

Se a sustentabilidade ainda carrega o estigma de ser “careta”, marcas como a Osklen vêm desmentindo esse mito. Desde 1998, a grife brasileira alia design sofisticado a práticas sustentáveis. Por meio do projeto e-fabrics, utiliza materiais como couro de pirarucu, juta da Amazônia e algodão orgânico. A proposta é oferecer não apenas moda ética, mas também estética refinada e conexão com a natureza.

As pessoas não compram só porque é ecológico. Compram porque é bonito, funcional e desejável. A estética precisa andar junto com a ética.

Apesar das iniciativas promissoras, o alerta é que muitas marcas sustentáveis erram ao comunicar sustentabilidade como se todo o público já estivesse convencido.

As marcas falam como se todos os consumidores já estivessem na ‘maioria inicial’ da curva de difusão da inovação. Mas a maioria ainda não vê valor real nisso. A proposta é aplicar a lógica da Curva de Adoção da Inovação, de Everett Rogers, adaptada à moda.

Para os inovadores — cerca de 2,5% do mercado — a chave está em oferecer produtos disruptivos, com alta tecnologia e apelo exclusivo. A marca britânica Vollebak, por exemplo, vende peças feitas com cobre, grafeno ou madeira flexível.

Eles não vendem sustentabilidade. Vendem o futuro.

No grupo dos early adopters, consumidores influentes e ligados ao luxo buscam status e diferenciação. Marcas como Veja, Stella McCartney e a própria Patagonia conseguiram se posicionar nessa camada, oferecendo produtos que unem propósito e prestígio.

Já para a maioria inicial, composta por consumidores mainstream, o foco está na validação social. Aqui, o importante é mostrar que todo mundo já está fazendo. Criar normas sociais, facilitar o acesso e tornar o sustentável mais prático do que o convencional. A Allbirds é um bom exemplo. A marca vende tênis sustentáveis, mas seu principal argumento é o conforto. Já H&M e Zara inseriram coleções ecológicas como parte das opções regulares, sem criar uma seção isolada para “moda verde”.

O futuro é inteligente — e desejável

No fim das contas, o caminho para a sustentabilidade não será pavimentado apenas com boas intenções ou campanhas pontuais. Ele exige uma transformação profunda na maneira como a indústria cria, vende e se relaciona com o consumidor.

O futuro da moda sustentável não depende de convencer as pessoas a comprar menos. Ele depende de criar produtos tão bons, tão icônicos e tão desejáveis que as pessoas naturalmente queiram comprar — e manter. As marcas que vão crescer não são as que produzem mais, mas as que constroem mais valor.

*Symone Rech é especialista em negócios de moda e fundadora da New & Now uma plataforma de conteúdo e pesquisa de moda que conecta o mercado brasileiro às tendências internacionais com foco em resultados comerciais, a ferramenta transforma tendências globais em coleções lucrativas para pequenos e médios empreendedores, oferecendo análises personalizadas, guias estratégicos e acesso a pesquisas realizadas em capitais da moda como Paris, Londres e Milão.

SPEEDO MULTISPORT

worldfashion • 15/04/25, 16:52

Speedo Multisport desenvolveu uma linha de roupas biodegradáveis, incorporando também tecnologia de proteção contra os raios ultravioleta (UV+80). Essas peças têm a capacidade de se decompor em até 3 anos quando descartadas corretamente em aterros sanitários, o que pode contribuir significativamente para a redução do impacto ambiental causado pelos resíduos têxteis. As peças são confeccionadas com malhas desenvolvidas pela Santaconstancia®️ com os fios poliamida biodegradável 6.6, produzido por Rhodia Solvay®️.

O principal objetivo dessa inovação não é apenas apresentar um produto tecnológico, mas alertar para a necessidade de repensar o ciclo de vida dos produtos consumidos. A linha sustentável Green n’ Blue oferece uma alternativa mais responsável para quem se preocupa com o meio ambiente, especialmente praticantes de esportes. A utilização de materiais biodegradáveis, que se decompõem mais rapidamente do que os convencionais, pode ser uma parte importante na busca por soluções mais sustentáveis para o setor de vestuário.

“Além do benefício ambiental, a nova linha também oferece proteção UV, um cuidado extra para aqueles que praticam atividades ao ar livre. Isso se reflete em maior segurança durante a exposição ao sol, ao mesmo tempo que mantém a funcionalidade das roupas esportivas.”, comenta Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport.

A coleção inclui camisetas biodegradáveis  feitas com a malha Carbon Neutral, um tecido leve e 100% poliamida, desenvolvido especialmente para acelerar a decomposição das peças após o descarte. Esse tipo de tecido é um exemplo do compromisso da  Speedo Multisport com soluções que minimizem o impacto ambiental sem abrir mão da qualidade e desempenho. Já na linha Swim,que contempla maiôs e sungas, a novidade é a combinação da poliamida biodegradável com elastano e a inclusão da tecnologia Stretch Wet 80+, que garante proteção UV 80+ mesmo quando o tecido está esticado e molhado.  A inovação é um diferencial para atletas e amantes da natação que buscam segurança e conforto durante a exposição ao sol.

Com esses avanços, a  Speedo Multisport reforça seu empenho em atender a um público cada vez mais consciente sobre a preservação ambiental, apostando em materiais sustentáveis que, ao mesmo tempo, oferecem conforto e segurança para quem busca desempenho e bem-estar, sem comprometer a qualidade e o desempenho característicos da marca.

A Speedo Multisport tem os produtos disponíveis nas 3 lojas físicas próprias e no e-commerce, e está presente em todo o território nacional através de 40 mil pontos de revenda, entre pequenos e médios lojistas e grandes varejistas.

A Speedo Multisport é uma das principais incentivadoras do esporte brasileiro, patrocinando grandes atletas, federações e mais de 400 competições anualmente, além de fomentar a prática esportiva em diferentes modalidades. Em seu Elite Team, a Speedo Multisport  conta  com a multicampeã mundial e ouro em Tóquio 2020, Ana Marcela Cunha, o atual campeão dos jogos Pan Americanos, Guilherme Caribé , com o Melhor Nadador da América do Sul pelo Swammy Awards, Guilherme Costa (O cachorrão), além de outros atletas. A empresa acredita que o futuro está nos jovens e, através do Future Team, apoia, atualmente, mais de 20 atletas.

da redação com informações da Gueratto Press

PROJETO - ATACAMA RE-COMMERCE

worldfashion • 19/03/25, 16:45

O Projeto Atacama RE-commerce - é uma iniciativa que está transformando o desperdício da indústria da moda em oportunidade -, permitindo que peças de marcas renomadas, algumas nunca antes usadas e em ótimo estado, ganhem uma nova chance. A ação provoca o olhar para o problema do descarte têxtil, possibilitando que consumidores tenham acesso a essas roupas de forma online e gratuita, arcando apenas com o custo do frete. Ou seja, a pessoa está pagando para tirar a peça de roupa do deserto.

Assinado pela VTEX - Plataforma tecnológica de e-commerce, em parceria institucional com a Associação  global de conscientização do impacto social e ambiental da indústria da moda - Fashion Revolution Brasil e a ONG Desierto Vestido, o projeto chama atenção para o impacto ambiental da indústria da moda e incentiva a reflexão sobre os atuais modelos de superprodução e consumo.

O descarte de roupas em grandes volumes se tornou um problema ambiental no Atacama. Estima-se que cerca de 39 mil toneladas de peças sejam despejadas na região anualmente, formando verdadeiras montanhas de lixo. O fenômeno é consequência do modelo de produção acelerado da indústria da moda, que gera descarte excessivo de itens novos ou pouco usados, em sua grande maioria, herdados do mercado ‘fast fashion’ dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia.

“Acreditamos que cada peça tem uma história e um propósito. Nossa missão é resgatar esses itens e dar a eles uma nova chance, promovendo um processo de conscientização sobre o consumismo exacerbado promovido pela indústria da moda atualmente”, afirma Mariano Gomide de Faria, CEO da VTEX, empresa responsável pela plataforma digital do projeto.

A operação do Atacama RE-commerce envolve um processo cuidadoso de seleção e restauração das roupas. Uma equipe especializada realiza a curadoria dos itens, o que garante que estejam em boas condições para revenda. As peças são higienizadas, organizadas e disponibilizadas na plataforma digital. Os consumidores podem acessar o site, escolher os produtos e pagar apenas o valor do frete – as roupas em si são oferecidas gratuitamente.

“Iniciativas como o Re-Commerce são essenciais para repensar a maneira como consumimos moda. O impacto ambiental da indústria têxtil é enorme, e fomentar alternativas sustentáveis é um caminho para reduzir o desperdício e preservar os recursos naturais e as comunidades locais, que são afetadas por esses problemas”, afirma Ángela Astudillo, cofundadora da Desierto Vestido, uma organização sem fins lucrativos dedicada a educar, conscientizar e incentivar a economia circular na indústria têxtil.

“Queremos ir além do e-commerce: nossa iniciativa convida à reflexão sobre os impactos do nosso atual modelo de produção, consumo e descarte desenfreado. Estamos vivendo uma Emergência Climática, e a indústria da moda precisa de compromissos mais robustos. Esta ação é uma forma de chamar atenção para o que está por trás das roupas e provocar novas formas de se relacionar com elas.” comenta Fernanda Simon, diretora executiva da Fashion Revolution Brasil, organização brasileira que faz parte do maior movimento ativista de moda do mundo.

O Projeto criado pela maior agencia de idéias e comunicação a Artplan, o site é www.recommerceatacama.com

BUAISOU NA JAPAN HOUSE

worldfashion • 12/03/25, 18:49

Em 2015 a BUAISOU, foi fundada como um ateliê, com os artesãos que cuidam de todos os processos, desde a semeadura do índigo até o tingimento das roupas. Kakuo Kaji - o representante do BUAISOU, que veio ao Brasil, é o artista e artesão de tingimento de índigo. Nascido em Aomori, aprendeu sobre design têxtil no curso de Design Têxtil na Universidade Zokei de Tóquio e durante sua graduação conheceu o tingimento natural. Depois de se formar, ele se juntou a uma equipe de voluntários de revitalização regional da província de Tokushima para conhecer o índigo. Lá ele aprendeu as técnicas básicas, desde o cultivo até a produção do sukumo (corante) do índigo, e foi expandindo seus conhecimentos criativos de forma autodidata. Em 2012, inicia as atividades do BUAISOU, enquanto participa de trabalhos de revitalização regional. Em 2015, fundou a empresa em Tokushima e Nova Iorque simultaneamente. Todas as obras de BUAISOU são produzidas por ele.

Abaixo a transcrição das declarações e considerações de Kakuo Kaji na JAPAN HOUSE na abertura do workshop sobre  “ Preparo da tina de tingimento com índigo japonês ” e  a oficina do “ Tingimento com índigo japonês e KATAZOME *”  (*que utiliza uma pasta de arroz e estêncil para a criação de padrões e desenhos no tecido)  de uma peça com a técnica AIZOME* (*conhecida por gerar diferentes tonalidades de azul), produzidas a partir de processos naturais e sustentáveis, conforme ilustrado no vídeo.

KAKUO KAJI :

- Agradeço o convite de estar no Brasil, um país muito lindo e estou surpreendido pelo interesse despertado que o workshop despertou no grande público, pois no Japão não há tantos interessados e estamos muito impactados e felizes com as apresentações. Tivemos muita sorte de estarmos na época do carnaval e ter tido a oportunidade de estarmos no sambódromo, e como profissional que trabalha com cores admirei muito ver tantas cores e como japones ouvir o som foi muito impactante, levarei muitas reflexões deste momento.

- No meu trabalho, nas abordagens com as cores, não estou muito preocupado com a emoção que a determida cor vai  transmitir e sim em como atingir a cor que quero atingir, a cor que desejo e penso em  como conseguir.

- Quando comecei trabalhar com as cores não tinha muita conciência de como é fazer uma determinada cor, porque  quando trabalhamos com guache escolhemos uma determinada cor que queremos pintar e a gente escolhe e a cor que queremos. Mas quando trabalhamos com o tingimento natural ou com outras referencias de tingimentos naturais, já trabalhei como galhos, cascas e folhas, mas no caso do índigo é diferente, começamos do zero pela semente e isto realmente me encantou e por isso me especializei no cultivo e no tingimento do índigo.

- Como foi abordado na abertura a questão da sutentabilidade, quando eu comecei a trabalhar com o índigo, não tinha esta visão e esta abordagem e as pessoas começaram a falar que era um processo sustentável e aí comecei a tomar conciência.

- Aqui vocês devem estar com uma expectativa de que sigo um abordagem e métodos tradicionais, mas eu confesso não sigo esta visão do tradicional e tenho a sorte de estar numa empresa e que usa referências do tradicional, mas temos a nossa própria abordagem.

- E pensando sobre o que é tingimento tradicional (AIZOMÊ) por exemplo do mestre Kiri, eu não faço parte, sou a primeira geração ainda e não tenho a tradição centenária na nossa casa, então hoje inclusive, quando as pessoas falam, eu questiono sobre este conceito do que é tradicional, hoje nos temos uma abordagem muito mais livre e fico feliz por isto.

- Então precisamos pensar em como vamos transmitir esta nossa aboradagem como, vamos transmitir a cor que nos criamos e de fato divulgamos através dos nossos objetos e produtos e também com abordagens como estas que estamos mostrando aqui para vocês.

- E cor apesar de parecer natural, é apenas cor, então é fácil enganar as pessoas sobre o tigimento natural, sendo que não é, pois a cor é apenas cor.

- Então o que seria ideal é divulgar o máximo possível, transmitir o máximo possível, o como é a forma do tingimento natural, no Japão tem locais que fazem os tingimentos, onde as pessoas entregam as pessoas e são feitos os tingimentos.

Com relação ao processo da plantação, cultivo e colheita do planta índigo, que inclusive é uma planta comestivel, seguem abaixo algumas considerações:

- Entre janeiro, fevereiro a março no grande inverno, é feito o preparo da terra, na província de Tokushima, onde vários agricultores especializados, se dedicam ao cultivo do índigo. O agricultor produz o índigo sem utilizar defensivos químicos, só herbicidas, pesticidas e de forma natural,  é ruim pois dá muito trabalho, mas a planta é utilizada também para o alimento.

- E é claro que todos esses pesticidas e tudo mais são desenvolvidos para que não impactem a saúde das pessoas. Sempre pensando em como as pessoas faziam antigamente, quando não existiam os produtos químicos e utilizam estas reflexões nas iniciativas deles.

- E claro, cada pessoa vai pensar de uma maneira, mas nós não queremos utilizar esses instrumentos químicos, porque se a gente fosse pensar que o índigo é um alimento, então será que a gente conseguiria comer se tivéssemos usando um pesticida?  Na verdade, impactará o planeta e nós repetimos muito que não queremos usar implementos químicos no nosso cultivo.

- O Japão entra na primavera a partir de março, então  a semente é cultivada nesta época.  E quando essa muda atinge 10 cm mais ou menos é transplantada para o campo

- E é quando inicia a correria porque no entorno das plantas do índigo  começam a crescer as ervas daninhas, e aí, precisam ser tiradas ao máximo essas ervas, pois na hora da colheita a máquina mistura tudo e no processo com certeza acabará impactando na qualidade. Não é algo extremamente produtivo, mas nós fazemos questão de tirar todas as ervas daninhas.

- No final de junho, então é o momento que nós vamos fazer a colheita e a planta verde índigo está mais ou menos na altura do quadril.  E depois que nós colhemos, nós secamos com uma máquina e levamos para uma sala cheia de ventiladores, para que as folhas, que são mais leves vão lá para o fundo da sala e os caules as partes mais densas fiquem no começo da sala e assim separamos o caule.

- Uma das características peculiares, do índigo japonês é que o pigmento está apenas nas folhas, então há necessidade de ter um local para separar os elementos, as impurezas, então fazemos questão de fazer ao máximo essa separação.

- Quando você vê a folha crua apesar de estar ainda verde, quando ela seca tem aspectos, mais azulados, mas a parte do caule é mais amarelada, então já dá para ver essa diferença. Isto mostra que o caule não tem pigmento.

- No final de setembro, o Japão fica mais frio é quando o índigo começa a florir, a direção dos pigmentos já não ficam tão forte, tão concentrado nas folhas, então é o fim desse ciclo, e a nossa batalha cotidiana é realmente finalizar o processo, até antes do final de setembro, que é quando paramos o cultivo.

- No inverno toda aquela folha seca, ela vai precisar ser fermentada pra criar nosso brilho. E pra fazer essa  pigmentação, temos um quarto específico, literalmente significa o dormitório, o espaço de dormir, exatamente como se fala no Japão, que é fazer dormir e a partir do momento em que essas plantas começam a fermentar essas folhas secas começam a ficar mais quente. Elas vão gerando o calor do processo, então são cobertos com um cobertor de palha que se chama futon, que é literalmente,  cobertor em japonês.

- Então uma vez por semana desfazermos esse monte colocamos água, fazemos buracos remexemos e cobrimos, com o futon novamente.  Sim, vamos fazer isso uma vez por semana por 20 semanas.

- E fazendo esse processo de fermentação a cada ano, talvez a gente tenha uns dias a mais outros a menos, mas no geral, nós fazemos isso por 120 dias a 140 dias e o resultado são as folhas secas compostadas, chamadas de sucumon.

- Então, o nosso pigmento, o que a gente vai usar pra atingir é uma mistura das folhas secas com água com oxigênio e o resultado depois de 120 a 140 dias parece tempo mesmo.

- Por que que nós fazemos isso? porque se dá pra esse trabalho? porque quando nós fazemos essa compostagem, nós conseguimos guardar esse pigmento por mais tempo. Ele fica muito mais fácil de preservar.

- Um segundo ponto é que o verão no Japão, é limitado,  um período de 3 meses, então não dá pra cultivar o ano todo. Além disso, o Japão é um país que tem sido atingido por muitos desastres naturais como muito tufão, por exemplo, então talvez em alguns anos o cultivo não ia ter tanto sucesso assim por pelo menos mais de 10 anos.

- Um outro benefício que é comum essas folhas que estão super concentradas e compostadas conseguirem rapidamente atingir uma cor mais segmentada, uma cor mais forte.

- Se a gente pensa no volume, das folhas secas, nós não temos espaço para conseguir armazenar, mas quando a gente faz o processo de compostagem e conseguimos  misturar uma quantidade gigante de folhas, e assim conseguir produzir líquido que é utilizado para o atingimento.

- Há várias formas de produzir o índigo, essa é uma forma que é muito específica do Japão. No Brasil, na Índia ou em países africanos, a forma de fazer esse pigmento é totalmente diferente. E uma das características diferentes é a própria planta.  No caso tem muitos que têm o pigmento tanto na folha quanto no caule.

- Vou explicando para vocês só pra vocês terem uma noção de como se faz:

Numa tina de índigo folha e caule, coloca num tanque cheio de água e vai fazer com que essas folhas e caule fiquem por 3 dias e vai começar a fermentar. E a cor da água desse tanque vai ficar meio azul esverdeada. E então essas folhas e caules são retiradas. A gente vai contar uma mistura com cal e vai mexer muitas vezes, para fazer com que o oxigênio incorpore essa mistura.  Então, por meio do oxigênio, essa mistura vai oxidando, e com o tempo os pigmentos também vão decantar.  E aí, você joga aquele líquido que ficar na parte superior e o que sobra que dá em um aspecto pastoso é o pigmento em si.

- E essa pasta  é que vai ser incorporada na tina, então, quando a gente parar pra pensar o tempo de preparo, dessa pasta,  o método tradicional e aqui no Brasil, por exemplo, outras regiões do Japão, é totalmente diferente.

A Japan House São Paulo (JHSP) trouxe em comemoração aos 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão,  pela primeira vez, o coletivo de artesãos japoneses BUAISOU. A JHSP é uma iniciativa internacional com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki. Desde 2017, a instituição promoveu mais de 48 exposições e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de 3,5 milhões de visitantes. A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina. A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações.

Por Yuko Suzuki   Crédito das imagens do vídeo  de Ale Virgílio