PROJETOS SOCIAIS

worldfashion • 08/04/23, 15:53

Produtos brasileiros, presentes em milhões de lares brasileiros, sabe e entende a importância de conectar pessoas em diferentes contextos sociais, em direção a um caminho mais democrático, com mais oportunidades. Foi pensando nisso que, em 2022, a marca Havaianas se uniu à ONG Gerando Falcões, que atua em cerca de 6 mil favelas do Brasil, para lançar a coleção “Quebrada Cria”, com 7% do valor das vendas revertidos para os projetos da Rede.

Em 2023, convidam mais três artistas da quebrada para estampar os novos produtos da coleção, que começam a ser vendidos a partir de 17 de abril, com pré-venda a partir de 14 de abril. “Ficamos tão felizes com o sucesso da coleção que Havaianas virou tela em branco mais uma vez para mostrar toda a potência criativa da quebrada. Queremos que a favela ocupe cada vez mais espaços físicos e culturais na nossa sociedade, dar mais visibilidade para essas pessoas é só o primeiro passo de uma longa caminhada”, comenta Beto Funari, CEO da Alpargatas.

Lilo Viana (de Beira Rio, em Paranaguá, Paraná), Suellen Rodrigues (de Jurema, em Caucaia, Ceará) e Vicente Santeiro ( de Paço da Pátria, em Alecrim, Rio Grande do Norte) foram os artistas selecionados através da curadoria de potências artísticas da Rede da Gerando Falcões para a segunda edição da coleção. “Pedimos aos artistas que mostrassem como eles enxergam a favela do futuro e o resultado foram estampas cheias de cores e que emanam alegria e leveza”, completa Beto Funari.

A nova coleção Havaianas Quebrada Cria estará à venda em lojas físicas e e-commerce Havaianas de todo o Brasil, além de lojas de departamento e grandes redes varejistas.

“No ano passado a coleção Quebrada Cria foi um dos maiores cases de Havaianas, e tenho certeza que, com tanta criatividade e inovação envolvidos, a nova edição terá um sucesso ainda maior. Estamos muito felizes e empolgados com esse trabalho. A nossa gratidão é imensa porque, além de toda a beleza do projeto, ele nasce do coração das favelas que atendemos e parte do valor é revertido para o combate à pobreza”, enfatiza Edu Lyra, fundador e CEO da Gerando Falcões.

Para essa edição, a agência Gana, que também criou o conceito da campanha de lançamento da coleção em 2022, criou a nova campanha “Ocupando espaço a cada passo”, que traz uma provocação para que toda a potência criativa, inovação e tecnologia da quebrada seja cada vez mais reconhecida e chegue ainda mais longe.

Havaianas Quebrada Cria por Lilo Viana

O modelo criado por Lilo Viana (PR) retrata o futuro da quebrada como um pequeno e sereno rei, que pode ocupar qualquer espaço, sem esquecer suas origens. Os punhos cerrados representam toda a favela que vibra por ele. “Sua vestimenta de rei é simbólica e quer dizer que ele, e apenas ele, é senhor de seu próprio futuro. E mesmo que este menino rei possa ser levado a lugares altos e distantes, sempre carregará consigo o orgulho de sua origem, sem nunca perder o laço que o conecta à sua casa. Seu reino pode ser a favela, pode ser o mundo, pode ser o que ele desejar”, avalia.

Havaianas Quebrada Cria por Suellen Rodrigues

A arte de Suellen Rodrigues (CE) mostra que a favela é muito mais do que a violência e a precariedade tão divulgada, representando o futuro através de uma personagem mulher, negra, que flutua da janela para o mundo, conquistando prêmios e mostrando sua potência. “Quero mostrar para o mundo que dentro das comunidades há vida, talento, cor, abundância de conhecimento e, o mais importante, a humanidade. Acredito que toda essa força presente nas favelas do Brasil irá transcender as fronteiras do preconceito e conquistar uma visibilidade muito maior do que já se foi feito até agora, sendo através de prêmios, ações físicas ou intangíveis e, que um dia, toda essa imagem criada sobre a favela vai se dissipar no meio de tanto brilho e ascensão”, explica.

Havaianas Quebrada Cria por Vicente Santeiro

Vicente Santeiro (RN) retrata através das suas cores e analogias futurísticas um ambiente saudável, onde todos os direitos e deveres dessa quebrada estão em total harmonia com o bem-estar de todos. “Essa harmonia ocorre não pela imposição de leis, mas por um senso de responsabilidade e amor à convivência em coletividade, ornamentado pela beleza da ‘simples’cidade’ e singeleza, tendo também como pano de fundo as cores da nossa brasilidade, o mar, as matas e vegetação, e tendo o sol, como grande luz, que irradia beleza e harmonia a essa cultura brasileira, sadia, pacífica e feliz”, conta.

A Gerando Falcões é um ecossistema de desenvolvimento social que atua em rede para acelerar o poder de impacto de líderes de favelas de todo país que possuem um sonho em comum: colocar a pobreza das favelas no museu. Seu foco são iniciativas transformadoras, capazes de gerar resultados de longo prazo. O projeto entrega serviços de educação, desenvolvimento econômico e cidadania e executa programas de transformação sistêmica em favelas, como o Favela 3D.

da redação com informações da Agência Lema   imagens: fotos divulgação

Levi’s® 501®

worldfashion • 24/02/23, 15:03

O que começou como uma patente para rebites de cobre em calças de trabalho, em 1873, tornou-se ao longo dos últimos anos uma das peças de roupa mais icônicas e influentes já criadas. Tela em branco para quebrar regras e inventar qualquer estilo, a calça jeans 501® da Levi’s® ultrapassou os limites do tempo e da cultura. Este ano, o principal produto da marca comemora 150 anos de existência, ainda como um verdadeiro item original adotado por cada geração à sua própria maneira.
Tudo se iniciou quando Jacob Davis imaginou uma marcante inovação para o workwear, as aplicações de rebites de cobre em calças de lona. Observando a instantaneidade do sucesso de sua ideia, Davis pregou rebites iguais em um macacão e o mostrou a seu fornecedor dos produtos de mercearia, Levi Strauss. A partir disso, a dupla concebeu uma versão do macacão, mas usando denim e lona de pato, um tecido resistente de algodão. A peça foi patenteada em 1873, quando foi lançado oficialmente o jeans 501®.
Embora a Levi Strauss & Co. fosse popular na virada do século 20, seus lucros estavam no nível mais baixo até então atingido. Os irmãos Stern, sobrinhos de Strauss, que assumiram a empresa após sua morte, e seu novo chefe de produção, Milton Grunbaum, focaram em aumentar a durabilidade do jeans 501® na época, baseando-se em retornos de clientes sobre o modelo. Os passadores de cinto, por exemplo, foram adicionados aos macacões em resposta às mudanças da moda masculina e de acordo com o entendimento da marca sobre os desejos dos consumidores.
Em 1925, os 501® Originals aprimorados foram os responsáveis por aumentar significativamente os lucros da empresa. A atualização nos modelos em jeans resultou em, ao decorrer da década de 1930, tornar a peça um item básico do workwear no Ocidente. Mais tarde, percebe-se um favoritismo entre peões de rodeio, pois a peça resistente suportava grandes atritos. A marca enxergou uma grande oportunidade de alcançar novos públicos, investindo nesse cenário em suas publicidades. A Vogue publicou um artigo que recomendava o jeans Levi’s® 501® para as leitoras que passavam férias em ranchos, ajudando a aumentar a popularidade e credibilidade do modelo. Também, grandes nomes do cinema apareceram nas telas vestindo o jeans inovador, como John Wayne, em 1939, que usou um 501® Originals com a barra dobrada no filme “No Tempo das Diligências” (Stagecoach).
Foi então que começou a fama da peça e sua forma de usar em Hollywood. Após a Segunda Guerra Mundial, a 501® ganhou ainda mais destaque, deixando de ser uma simples roupa de trabalho. As calças, com pernas um pouco mais estreitas e sem a fivela traseira e suspensórios, agora eram vistas como roupas casuais, marcando a história em muitos os segmentos. Soldados que retornavam da guerra, grupos de motociclistas, artistas, músicos e a juventude da época adotaram o 501® Originals por seu estilo utilitário e durável, e transformou o jeans em uma verdadeira declaração dos movimentos de contracultura, reforçados por Marlon Brando no filme “O Selvagem” (The Wild One), de 1953. Nos anos 60, a calça 501® era um item básico das subculturas em todos os lugares, estando presente no Woodstock, no movimento dos Direitos Civis e nos protestos no Vietnã, bem como no Reino Unido, era usada tanto pelos Mods como pelos Rockers, embora houvesse rivalidade entre os grupos.
O modelo também era bem comum de ser visto em filmes icônicos e em capas de discos, como ocorreu em um álbum do cantor Bob Dylan. Era um símbolo tão forte da juventude e da contracultura que chegou a ser banida de escolas, fazendo com que os adolescentes quisessem ainda mais ter seus 501®. Ao longo dos anos 70 e 80, as peças em jeans eram usadas a nível mundial, compondo tanto a alta costura quanto a moda popular. Astros do rock como Kate Bush e Kim Gordon preferiam o tecido rasgado, enquanto as estrelas do hip-hop como Run D.M.C. e o N.W.A vestiam-se com os jeans escuros e alinhados. Tornaram-se tão comuns e adorados que magnatas da tecnologia como Steve Jobs as incluíram em seus guarda-roupas. E, na mesma linha, as calças eram preferidas por motoqueiros de Oakland e por Bo-Bos (sigla em francês para burguês-boêmio) em Paris. Em 1999, o jeans 501® conquistou a nomeação “item de moda do século 20” pela Revista Time, e manteve seu sucesso como ícone global até o século 21. Hoje, a Levi’s® continua impactando a história com novas criações que, muitas vezes, derivam do 501® Originals, e agora pretende trazer um outro olhar para os fãs mais jovens da marca, construindo uma nova base sem perder aspectos de sua herança por meio de ações que unam personalidades influentes dessa geração.
E o que dá início à celebração do 150º aniversário do jeans 501® são os lançamentos dos filmes que constroem a campanha “A Maior História Já Vestida” (The Greatest Story Ever Worn). A ação reunirá curtas-metragens dirigidos por Martin de Thurah e Melina Matsoukas que exploram histórias originais e verídicas de todo o mundo envolvendo o jeans 501® e seu papel em inúmeros momentos históricos, culturais e pessoais a fim de inspirar uma nova geração a escrever o próximo capítulo. “A Maior História Já Vestida” apresenta o 501® como uma trajetória em constante expansão, escrita e reescrita por todos os amantes do modelo.
“Poucos produtos, especialmente as roupas, estiveram presentes de forma tão consistente em tantas experiências humanas por tanto tempo quanto o 501®. De sua origem humilde como calças de trabalho, o Jeans Levi’s® 501® se tornou uma tela em branco para a auto expressão e um símbolo atemporal para os inovadores que transcendem os limites de cultura e de classe. Este é um momento incrível e um marco para a Levi’s®. Através da campanha “A Maior História Já Vestida”, vamos celebrar o legado do 501®, sua abrangência incomparável e relevância global, além de inspirar a próxima geração a criar novos momentos”, explica Chris Jackman, VP de Brand Marketing da Levi’s®. Os filmes irão abordar histórias inacreditáveis como quando os jeans 501® chegaram a Kingston, na Jamaica, durante a década de 70 e o país transformou em algo exclusivamente seu, ou quando um fiel usuário de Levi’s® pediu para ser enterrado com seu 501®, além de desejar também que os participantes do funeral estivessem vestidos com ela. Esses curtas trazem intensas reflexões de que jeans não representa apenas a história de uma pessoa, mas a história de todos. Para a marca, o futuro é garantir os próximos 150 anos do 501® como uma das calças mais duráveis, inovadoras e elegantes já feitas, adaptando-a ao decorrer dos tempos para participar de ainda mais histórias. A Levi’s® - linha líder de jeans e acessórios está disponível em mais de 110 países, permitindo que pessoas do mundo inteiro expressem seu estilo pessoal.
da redação

BRECHOS E SECONDHAND

worldfashion • 16/02/23, 16:03

O mercado de secondhand (segunda mão) não para de crescer. Estima-se que o valor movimentado para esse segmento deverá dar um salto de US$ 36 bilhões em 2021, para US$ 77 bilhões em 2025, de acordo com a consultoria alemã Statista. Os fatos comprovam, os números depois do boom do comércio de secondhand de bolsas e peças de vestuário de luxo, que pareciam bem distante para algumas pessoas, hoje já há uma alternativa muito interessante e acessível para aqueles que têm receio de se aventurar nesse meio. O mercado que está em expanção, oferece diversas as vantagens, entre elas a possibilidade de consumir peças de luxo com um valor mais prático e viável.
Segundo estudo da empresa de análise de varejo GlobalData, estima-se que o valor movimentado pelo segmento de joias usadas em todo o mundo deve ir de US$ 24 bilhões em 2019 para US$ 51 bilhões em 2025, o que equivale a um aumento de 112,5%. No Brasil não é diferente: a abertura de estabelecimentos que vendem usados aumentou 48,58% nos seis primeiros meses dos anos de 2020 e de 2021 — o maior número em seis anos, segundo o Sebrae.

ORIT

Para não cair em armadilhas na hora da compra, a Orit empresa brasileira, tradicional no setor de joias secondhand de luxo desde 1958, que atua na compra e venda de joias, relógios e acessórios de luxo, conta com valores atrativos. Peças certificadas da Rolex, Cartier e outras grandes marcas - além de joias - fazem sucesso com o público justamente por serem mais acessíveis e terem sua autenticidade garantida, adverte alguns cuidados, entre eles: verificar a credibilidade da loja onde está comprando, conferir a autenticidade.
Isso porque a Orit possui uma equipe de curadores e especialistas. “Todas as peças passam por um processo que contempla ajustes e polimento, quando necessários, são higienizadas e todas recebem um certificado de garantia e originalidade Orit. Nossa equipe de avaliadores é experiente e temos gemólogos com certificação GIA — Instituto Gemológico da América, a mais importante instituição certificadora de diamantes e pedras preciosas”, explica Giovanna Landi, Gerente de Produtos da Orit.
Para não cair em armadilhas na hora da compra, a especialista adverte alguns cuidados, entre eles: verificar a credibilidade da loja onde está comprando, conferir a autenticidade de acordo com a marca de cada peça a partir das instruções do fabricante, além de realizar uma pesquisa de mercado para checar diferentes valores e oportunidades de compra.
Quando a opção é vender um produto, a vantagem de se vender para a Orit é que o pagamento à vista ao cliente. “Nossos avaliadores oferecem o serviço de pré-avaliação por WhatsApp ou de forma presencial. A negociação é sempre finalizada presencialmente em uma de nossas duas lojas localizadas nos Shoppings Ibirapuera e Pátio Higienópolis, em São Paulo. O pagamento é feito no ato e à vista”, explica Giovanna.
No Instagram @orit.joia

CLOSET CARE

Há 8 anos, Fernanda Hellmeister iniciou no mercado, incentivada pela mãe que estava reciclando suas peças, criou uma página em uma rede social. Com a evolução das vendas, estruturou uma plataforma especializada na revenda de artigos de luxo e seminovos, a Closet Care. A curadoria das peças são feitas com muita seriedade para garantir ao comprador a autenticidade das peças à venda, com a parceria dos escritórios de perícias antifraudes, da qual é sócia também.
Conforme a Fernanda: as bolsas da Louis Vuitton fabricadas em Canvas e estampadas no Monogram, obrigatoriamente, ao sair da loja, começam a ter suas alças bronzeadas naturalmente. Aquela bolsa com as alças bem clarinhas e branquinhas merecem maior atenção! Já um dos maiores erros das peças falsificadas da Chanel são os Hot Prints fixados na etiqueta interna que, muitas vezes, estão com cor diferente dos demais metais da peça. Outra dica importante, e vale para todas marcas, é verificar a presença de resquícios de cola, costuras tortas e cheiro de tinta barata. Essas são fortes evidências de uma peça fake.
A plataforma é especializada na revenda de artigos de luxo seminovos e tem quase 170 mil seguidores, incluindo muitos famosos como Luiza Helena Trajano, Iza, Val Marchiori, César Menotti, Simony, Felipeh Campos e Silvia Bonfliglioli, entre outros.
“É fascinante trabalhar com aquilo que a gente ama, além de ser uma excelente oportunidade para quem busca comprar peças por um valor bem mais acessível” comenta Fernanda.
Os preços das peças depende muito do material, marca e até mesmo o estado do produto. Mas, geralmente, está entre R$ 500 a R$ 120 mil. Agora, se a peça for de couro exótico então, pode chegar a custar bem mais.
Há peças para os homens também. Relógios, óculos, canetas, gravatas, mochilas, pastas, camisas, calçados. Mas muitos também compram para presentear suas mulheres. Atendem a todos os bolsos e gostos. O público LGBTQIAP+ também não fica de fora, compram muito e também desapegam bastante.
Hoje em dia, comprar Second Hand (segunda mão, em tradução livre) deixou de ser tabu ou vergonha. Comprar em brechó é chique, inteligente, atual e é uma oportunidade de um consumo responsável, já que as peças de segunda mão geram impacto positivo de repensar o consumo e a extensão da vida útil da peça, reduzindo significativamente os recursos naturais que são utilizados. E ainda ter peças de marca incluem as pessoas, num seleto grupo de exclusividade do luxo, além de um bom investimento!
No Instagram @closet.care

“Desapega que a vida carrega”

Natália Martinhão, de 36 anos, não imaginava que, ao voltar ao Brasil, depois de morar em Medelin, na Colômbia, não teria como usar todas as suas roupas, sapatos e bolsas dos quais tanto gostava. “Os eventos que eu frequentava lá e aqui em Teresina eram diferentes, o próprio clima já não era o mesmo e eu queria coisas novas. Então, informalmente, comecei a vender minhas peças nas redes sociais. Percebi que fazia sucesso e vendia bem, então minhas amigas me pediram ajuda e passei a vender as peças delas, também. Nasceu um negócio e eu nem me dei conta desse começo”, relembra.
O brechó de luxo “Desapega que a vida carrega” tem seis anos e, hoje, é uma empresa muito bem-sucedida, formalizada e com profissionais capacitados em toda a sua estrutura. Da curadoria de moda à logística, passando pela contabilidade, jurídico, gestão de pessoas e marketing, tudo é organizado para que funcione adequadamente – e o resultado se apresenta em números.
Para se ter ideia, em 2022, a marca faturou R$ 3,5 milhões, resultado 70% superior ao ano anterior. “Nossa entrada na capital paulista fez com que atingíssemos mais público vendedor e comprador – dois elos importantes do nosso negócio”, enfatiza Martinhão.
Para que se entenda melhor a história do “Desapega que a vida carrega”, era um brechó em Teresina (PI), com loja física e e-commerce. Pouco tempo depois, inaugurou uma loja física também em São Luís (MA). O sucesso da empreitada fez com que a empreendedora Natália Martinhão tivesse a ideia de abrir um showroom em São Paulo, que é a capital onde a Moda Circular se faz mais presente. “Captamos mais peças para venda na capital paulista, tanto em quantidade quanto em qualidade”, diz ela.
Assim, no segundo semestre de 2022, o “Desapega que a vida carrega” chegou a São Paulo, mudando totalmente seu posicionamento e deixando de ser apenas o maior brechó de luxo do Nordeste para figurar entre os mais importantes brechós de luxo do Brasil. Viajou com suas lojas pop-up pelo Brasil e reforçou seu e-commerce, alcançando clientes em todos os estados. A aposta, agora, é dobrar de tamanho em apenas um ano
O acervo conta com 30 mil peças, aproximadamente. São roupas femininas e masculinas, calçados, bolsas e acessórios (como óculos, cintos, lenços e chapéus) de grifes variadas, das mais cobiçadas e de alto valor (como Hermés, Chanel, Prada, Gucci, Louis Vuitton) até as mais acessíveis (como Zara).
O preço das peças pode variar de R$ 500 a R$ 130 mil, dependendo da grife e raridade do produto, tendo bolsas, por exemplo, que chegam a custar mais do que uma nova, vendida em lojas, por sua raridade.
A logística utilizada pelo brechó é própria, para garantir que o cliente receba o produto em condições ideais – até porque aquele produto é único e precisa de cuidados especiais. “Quando uma bolsa chega, ela é vendida em minutos. Nosso marketing, nas redes sociais, é muito forte e as clientes sabem que os produtos têm garantia de originalidade e qualidade”, enfatiza Natália Martinhão.
São 300 mil clientes cadastrados, que podem receber as novidades que chegam diariamente – e muitos têm seus vendedores preferidos no radar. São comercializadas mais de 200 grifes pelo brechó.
No ano que começa, Natália Martinhão e sua equipe preparam-se para firmar novas parcerias e viajar pelo Brasil com o “Desapega que a vida carrega”, no formato de pop-up stores. E inaugurar mais três lojas físicas, todas em capitais do Nordeste (ainda a definir). A estratégia permitirá ampliar as vendas na região e melhorar a logística local, já que o brechó já vende muito nos estados nordestinos.
Com isso, Natália Martinhão acredita que dobrará o tamanho de seu empreendimento em 2023. “A Moda Circular não é apenas uma tendência, é um segmento consolidado e que foi adotado por todas as pessoas que valorizam peças atemporais, luxuosas e de bom gosto. Renovar o guarda-roupa de forma criativa requer conhecimento e a curadoria de moda é uma prestação de serviços utilíssima e inteligente”, finaliza.
no Instagram: @desapegaqavidacarrega

VAREJO

worldfashion • 07/02/23, 13:45

caA indústria da moda ainda é uma das mais lembradas quando o assunto é geração de resíduos e os desafios para a sua destinação. Há alguns anos, a C&A está comprometida com a missão de oferecer uma moda com impacto positivo. Nesse sentido, em 2017, foi implementado pela empresa o programa  Movimento ReCiclo com o objetivo de colher e encaminhar peças usadas para destinação correta. Desde então, mais de 210 mil peças foram coletadas, o que representa cerca de 52 toneladas. Só em 2022, foram mais de 17 toneladas, com 74 mil unidades arrecadadas nas mais de 200 urnas do programa, espalhadas em lojas C&A pelo Brasil.

cyntia-kasai_gerente-de-esg-da-ca-brasilDe acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção (Abit), todos os anos, cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis são descartadas de forma incorreta no lixo comum. “É importante ter a consciência de que nós, como empresa do ramo, cumprimos a missão social de democratizar o acesso à moda, mas, por outro lado, também produzimos grande quantidade de têxteis, com volumes proporcionais de matéria-prima e geração de descarte. Por essa razão, buscamos implementar iniciativas mais sustentáveis, seja na utilização de matérias-primas com menor impacto, ou em ações voltadas à Economia Circular. A existência do Movimento ReCiclo nos ajuda a cumprir com nossa missão de oferecer uma moda mais positiva no país”, explica Cyntia Kasai, gerente-executiva de ESG da C&A.

Ao depositar uma peça nas famosas urnas verdes do programa, abrem-se três possíveis caminhos para destinação: o da doação, da reciclagem e da confecção de novas peças.

2Com a evolução do movimento e com o objetivo de fechar o ciclo, em 2021, foi lançada uma coleção de “jeans circular”, proveniente do reaproveitamento de peças coletadas das urnas e sobras da produção, projeto reconhecido pelo Prêmio Eco AMCHAM no ano passado.

Hoje, o programa Movimento ReCiclo já está consolidada na empresa e todas as novas lojas inauguradas, já nascem com ele.

A C&A foi fundada em 1841 pelos irmãos Clemens e August na Holanda, a empresa entende e defende a moda como um dos mais fundamentais canais de conexão das pessoas consigo mesmas, com todos à sua volta e, por isso, coloca os seus clientes no centro da estratégia e propõe experiências que vão além do vestir. Uma das maiores varejistas de moda do mundo, a C&A chegou ao Brasil em 1976 quando inaugurou a sua primeira loja no shopping Ibirapuera, em São Paulo (SP). Atualmente, a companhia opera mais de 300 lojas em todo o território nacional, além do seu E-commerce. Listada na bolsa brasileira (B3) desde outubro de 2019, a C&A é pioneira em diversas inovações em seu segmento a partir da oferta de serviços e soluções digitais e omnicanais, visando ampliar experiência on e off line dos seus clientes. Com cerca de 15 mil colaboradores em todo o país e presente na vida de um milhão de clientes por dia, a empresa se destaca ainda por oferecer uma moda jovem, inovadora, diversa e inclusiva para mulheres, homens e crianças, além da sua linha de fashiontronics, que conta com uma ampla variedade de celulares, smartphones e relógios e o Galeria C&A, marketplace que comercializa itens de decoração, pet, joias, entre outros segmentos. Ainda, a empresa tem iniciativas consolidadas de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), sendo uma das empresas mais premiadas e reconhecidas internacionalmente por boas práticas de sustentabilidade em prol de uma moda com impacto positivo. Já no aspecto social, por meio do seu braço filantrópico, o Instituto C&A, a varejista atua no fortalecimento de comunidades por intermédio da moda, no voluntariado corporativo, no fomento ao empreendedorismo de grupos em maior vulnerabilidade social e ajudas humanitárias.

da redação com informação da Máquina CW     imagens: fotos/divulgação

NOVOS COMPORTAMENTOS DE CONSUMO

worldfashion • 10/01/23, 22:16

A dinâmica de consumo mudam conforme as transformações sociais, e isto está ligando alertas importantes para os especialistas de marketing, que precisam antecipar os novos hábitos de consumo e criar novas estratégias de fidelização com conteúdos valiosos e com foco nas novas tendências de 2023.

Neste sentido, os especialistas de marketing da Another, agência global com a maior oferta de serviços no mercado latinoamericano, realizou o webinar “Emerging Consumer Behaviours” para explicar as previsões dos futuros perfis dos consumidores nos próximos anos.

mariana-carreocc81nMariana Carreón, Strategic Planning Director da Another, explicou que os perfis dos consumidores estão se transformando rapidamente, por isso é recomendado se antecipar às mudanças e explorar as futuras necessidades da sociedade, o que abrirá oportunidades para as marcas.

Carreón indicou que o comportamento dos consumidores está mudando devido a fatores como a transformação econômica, mudanças após a pandemia, avanços tecnológicos e a reestruturação demográfica. “A internet mudou a forma como nós temos nos relacionado e a pandemia potencializou isso. Nossas vidas estão fazendo uma simbiose com a web e a realidade”, disse ela.

Os especialistas da equipe de estratégia da agência indicaram que existem novas estruturas sociais que afetam o padrão e as prioridades de consumo das famílias. Além disso, convidaram as marcas a ouvir as emoções dos consumidores. Por exemplo, a quarentena causou traumas que fizeram com que as pessoas agora tomem decisões e comprem coisas baseadas no seu conforto emocional.

Carreón argumenta que os especialistas das marcas não podem se prender ao passado. “Hoje, para sermos relevantes, precisamos focar nas emoções. O atributo funcional é algo que as próprias pessoas tomam como certo e, por isso, devemos agregar à sua vida e ao seu equilíbrio emocional”, finaliza.

Neste sentido, o estudo O custo da vida: Estados emocionais dos consumidores, da WGSN mostra que a ansiedade econômica, a crise na cadeia de abastecimento global, a inflação, entre outros fatores, dificultam a entrada de marcas na vida dos consumidores, o que aumenta a incerteza, fazendo com que 73% das pessoas se sintam ansiosas com a crise, e 81% com altos níveis de estresse.

Por outro lado, agora os consumidores têm novas formas de criar suas famílias, o modelo da “família tradicional” já não é predominante, e as novas mudanças populacionais mostram que hoje há mais pessoas solteiras e casais sem filhos, uma tendência que vai crescer ainda mais nos próximos 20 anos. Segundo a pesquisa Euromonitor: Novo panorama do consumidor. Uma visão global, a previsão de crescimento no período de 2021-2040 é que serão 30% de lares com filhos, 39% de casas com uma pessoa só e 31% de casais sem filhos, estes últimos ultrapassando o modelo tradicional com uma soma de 70%.

A evolução da sociedade tende a responder a impulsos culturais que vem se moldando pelo panorama macroeconômico mundial, os quais englobam seis conceitos: a economia do cuidado, onde os consumidores buscam cuidar da sua mente, emoções e corpo; a internet de tudo que está relacionado à simbiose entre a web e a realidade; a consciência global que está intimamente ligada à mudança de nossos hábitos para conter os fatores que desencadearam as mudanças climáticas; as novas narrativas, que buscam a reconstrução social, reescrevendo regras políticas, sociais e econômicas para exigir mudanças; direto ao essencial; e a criatividade, esse último conceito sendo a chave da resolução de problemas, já que os consumidores se concentram em encontrar fugas criativas que os estimulam de diferentes maneiras.

Os novos perfis dos consumidores, detectados pela agência


Controladores: eles buscam ter o maior controle das situações. São coerentes e tendem a fazer compras inteligentes. Uma estratégia para atingir este nicho é por meio de decisões baseadas em dar-lhes certeza sobre suas compras e garantir que haja valor agregado no que estão consumindo.

Construtores de laços: são seres comunitários. Podem compartilhar um serviço de streaming com a família ou até comprar propriedades compartilhadas. Buscam um mundo melhor e, para chegar como marca até estas pessoas é necessário uma estratégia que as envolvam, para que possam sentir que há um valor a mais na marca.

Criadores de memórias: estes observam o tempo como um valor máximo, buscam experiências no agora e na nostalgia do passado. As marcas podem focar em uma estratégia baseada na riqueza do tempo, pois procuram acumular momentos e recordações.

Otimistas tecnológicos: este consumidor quer novas experiências, tanto no espaço físico como no digital. São motivados pela internet das coisas e administram a tecnologia com perfeição. As marcas podem chegar a estes perfis por meio de momentos “digitalizáveis”.

Por fim, os especialistas digitais defendem que o aumento do custo de vida, o acúmulo de emoções e a presença digital terão uma evidente transformação nos perfis, onde haverá fatores a serem levados em consideração, como os anteriormente citados.

Sobre a Another Company - Fundada em 2004 por Jaspar Eyears e Rodrigo Peñafiel, a Another é uma agência independente que tem como objetivo revolucionar a comunicação estratégica por meio de campanhas poderosas e eficazes para posicionar várias marcas perante seus públicos.  A agência atua em unidades de negócio especializadas, classificadas em: moda, beleza, estilo de vida, consumo massivo, tecnologia, luxo, cultura, entretenimento, saúde e bem-estar, turismo e corporativo. Faz parte da Constellation Global Network e PRORP, e foi reconhecida com vários prêmios, como o SABRE Awards e o Latin American Excellence Awards. Possui escritórios no México (Cidade do México), Argentina (Buenos Aires), Brasil (São Paulo), Chile (Santiago), Colômbia (Bogotá), Estados Unidos (Flórida), Panamá (Cidade do Panamá) e Peru (Lima), com atuação na Bolívia, Canadá, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Porto Rico, República Dominicana, Paraguai, Uruguai e Europa.

da redação    fonte: Another Company     imagem: foto divulgação