LEI DO BEM

worldfashion • 13/12/24, 15:56

19 Anos da Lei do Bem: avanços, desafios e o futuro da inovação no Brasil

Por Rafael Costa *

Completando 19 anos de existência neste mês de novembro, a Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) firmou-se como o principal mecanismo de estímulo à inovação no Brasil, impulsionando a competitividade e o avanço tecnológico nas empresas. Voltada para companhias tributadas pelo regime de Lucro Real, essa legislação oferece incentivos fiscais estratégicos, permitindo a dedução ampliada de despesas com Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Para se ter uma dimensão de seu impacto, dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) revelam que, entre 2014 e 2022, 18.171 projetos foram submetidos à Lei do Bem por 5.588 empresas. Esses números evidenciam como essa legislação tem sido relevante para viabilizar e impulsionar investimentos em inovação no cenário empresarial brasileiro. Contudo, após quase duas décadas de sua sanção, algumas reflexões se fazem necessárias, como quais avanços concretos foram alcançados, quais desafios ainda limitam seu potencial e, principalmente, quais são as perspectivas de evolução dessa política para enfrentar as demandas de um mercado em constante transformação?

Principais marcos e desafios

Do ponto de vista legal, não houve avanços significativos em relação à Lei do Bem, embora alguns Projetos de Lei (PLs) que propõem melhorias tenham sido apresentados. Uma das mudanças mais relevantes na regulamentação, no entanto, foi a exigência de que o MCTI emita um parecer técnico para todas as empresas que solicitam os benefícios fiscais, independentemente de aprovação. Essa medida trouxe mais transparência e previsibilidade ao processo de análise, incentivando a adesão de novas companhias.

Ainda assim, a Lei do Bem enfrenta barreiras que limitam seu alcance. Um dos principais entraves é a exigência de lucro fiscal, que exclui do programa empresas que não apresentam resultados positivos ao final do exercício. Por outro lado, outros programas de incentivo à inovação têm adotado abordagens mais inclusivas.

A Lei de Informática, por exemplo, foi atualizada para conceder créditos financeiros proporcionais aos investimentos em PD&I, independentemente do lucro fiscal. Da mesma forma, o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) também segue essa lógica, permitindo a geração de créditos tributários com base nos gastos em PD&I, sem considerar a variável do lucro fiscal. Essas alternativas demonstram que políticas mais flexíveis têm potencial para engajar um maior número de empresas no ecossistema de inovação.

A adesão regional à Lei do Bem: um panorama desigual

Os dados do MCTI indicam uma distribuição desproporcional no que diz respeito a adesão à Lei do Bem entre as regiões brasileiras. Considerando o período entre 2014 e 2022, o Sudeste liderou com 10.823 submissões, seguido pelo Sul com 5.309. Esse contexto pode ser explicado pela alta concentração de indústrias no Sudeste, que abriga o principal polo econômico do país, além da infraestrutura avançada e a presença de hubs de tecnologia na região Sul, fortalecendo sua capacidade de inovação e desenvolvimento tecnológico.

Em contraste, o Nordeste (849 candidaturas), Centro-Oeste (741) e Norte (449) apresentaram adesão significativamente menor. No caso do Nordeste, os desafios estão relacionados, especialmente, na escassez de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

No Centro-Oeste, apesar da força do agronegócio como principal base econômica, a menor diversificação industrial resulta em uma demanda reduzida por inovações tecnológicas. Já a região Norte enfrenta barreiras ainda mais acentuadas, especialmente no que diz respeito à infraestrutura e à logística. Com uma economia focada no extrativismo, há atualmente uma menor presença de indústrias e centros de pesquisa.

Setores da economia: potencial inexplorado

A adesão setorial à Lei do Bem também varia. Entre 2014 e 2022, os setores com menor participação foram a Agroindústria (1,2%), Construção Civil (1,2%), Papel e Celulose (1,2%), Têxtil (0,9%) e Telecomunicações (0,8%), segundo o MCTI.

Entretanto, embora apresentem baixa adesão, esses setores possuem um enorme potencial de inovação. A Agroindústria, por exemplo, apresenta vastas oportunidades para o desenvolvimento de tecnologias que aumentem a produtividade, promovam práticas mais sustentáveis e reduzam impactos ambientais.

A Construção Civil, por sua vez, é um campo promissor para o avanço de técnicas construtivas inovadoras e materiais sustentáveis, alinhados às tendências de eficiência energética. Já o setor de Papel e Celulose, poderia aproveitar os benefícios da Lei para aprimorar a eficiência dos processos produtivos e otimizar o uso de recursos naturais, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade da indústria.

Na indústria Têxtil, a crescente demanda por soluções de moda sustentável e a necessidade de mitigar impactos ambientais abrem espaço para inovações em processos de produção, materiais ecológicos e tecnologias de economia circular. Por fim, o setor de Telecomunicações, peça-chave na transformação digital e na conectividade global, encontra na Lei do Bem uma oportunidade para desenvolver redes 5G, aplicações de Internet das Coisas (IoT) e soluções de Inteligência Artificial (IA).

Perspectivas para o futuro: a Lei do Bem como vetor estratégico

A cultura de investimento em inovação no Brasil ainda é incipiente, limitando a plena utilização dos benefícios previstos na Lei do Bem. Em muitos casos, as empresas enxergam o incentivo apenas como um meio para o fim e não um fim para o meio, ou seja, não se trata de uma mera forma de recuperar impostos, mas sim um importante catalisador de transformação tecnológica e competitiva.

Nesse sentido, as consultorias especializadas têm desempenhado um papel estratégico, ajudando empresas a navegar pelo processo de adesão à Lei do Bem com eficiência e segurança jurídica. Para além do compliance, é fundamental que as organizações integrem a inovação em suas estratégias centrais, rastreiem seus projetos de forma sistemática e tratem a Lei do Bem como um instrumento para alcançar sustentabilidade e vantagem competitiva.

No âmbito governamental, avanços estruturais, como revisão da exigência de lucro fiscal, podem ampliar o alcance da Lei. É igualmente relevante que o incentivo seja inserido no contexto da reforma tributária, considerando potenciais impactos decorrentes da reestruturação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ).

O fato é que a inovação se tornou um pilar estratégico para o fortalecimento da nova indústria brasileira e, consequentemente, para o desenvolvimento econômico do país. Enquanto as entidades governamentais buscam equilibrar prioridades emergenciais, a expectativa é que a Lei do Bem receba atenção renovada, sendo aprimorada como parte de uma agenda ampla de incentivo à inovação. Empresas e governo, juntos, precisam enxergar a inovação não apenas como um custo, mas como um investimento prioritário para alavancar o desenvolvimento do futuro do Brasil.

*Rafael Costa é Director Latam Hub do FI Group, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

PARCERIA - LIVE! e The LYCRA Company

worldfashion • 12/12/24, 15:54

A LIVE! em parceria com a Lycra foi escolhida pela The LYCRA Company como a primeira empresa a lançar comercialmente a coleção com o tecido UpFit de fio LYCRA® EcoMade, devido as suas iniciativas, e se tornar a marca de sportswear mais sustentável do Brasil. A coleção  conta com legging, bermuda, top e macacão, e as peças estarão à venda nas lojas físicas e e-commerce da LIVE!

O fio LYCRA® EcoMade bioderivado ganhou dois prêmios ISPO Textrends na ISPO Munich 2024, feira para o mercado de vestuário esportivo que aconteceu este mês na Alemanha. Na categoria fibras e isolamento, esse fio ganhou um “Top 5 Award”, e uma legging confeccionada pela LIVE! com tecido que usa o mesmo fio foi reconhecida na “Seleção” da categoria calças e meias-calças.

“O fio Ecomade bioderivado oferece a mesma performance do fio LYCRA® original, sem que seja necessário fazer qualquer ajuste no processo de fabricação de tecidos ou de produtos, e é mais uma prova de que podemos fazer mudanças concretas para tornar a indústria têxtil mais sustentável”, explica Carlos Eduardo Fernandes, Diretor Comercial da The LYCRA Company.

Com mais de 93% de seus produtos fabricados internamente, a LIVE! reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental, alinhando-se à proposta do novo fio LYCRA® bioderivado. “A sustentabilidade e a inovação tecnológica caminham juntas e estão no DNA da LIVE!. Buscamos integrar design, performance e respeito à natureza em tudo o que fazemos. Para nós, vestir-se é um ato de conexão com o mundo e com a nossa própria essência”, ressalta Joice Sens, diretora criativa e cofundadora da LIVE!.

Sobre a LIVE!

A LIVE! nasceu em 2002, fundada por Joice e Gabriel Sens, com o propósito de ser uma marca brasileira referência em moda fitness, primando pela qualidade, estilo e funcionalidade de seus produtos e inspirando as pessoas a levarem uma vida mais ativa, saudável e feliz. Mais de 93% dos seus produtos são de fabricação própria, feitos no Brasil. A companhia preza pelo compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade, desde a produção até as operações nos escritórios, com o objetivo de não apenas compensar, mas também minimizar as emissões de carbono. O universo LIVE! conta com quatro lojas nos EUA, além do e-commerce global www.liveclothing.com.

Sobre a The LYCRA Company

A The LYCRA Company desenvolve soluções e tecnologias de fibras para as indústrias do vestuário e de cuidados pessoais, comprometida em oferecer produtos sustentáveis que utilizem matérias-primas renováveis e recicláveis no pre ou pós-consumo, reduzindo o desperdício e preparando o cenário para a circularidade. Com sede em Wilmington, Delaware, nos Estados Unidos, é proprietária das marcas LYCRA®, LYCRA HyFit®, LYCRA® T400®, COOLMAX®, THERMOLITE®, ELASPAN®, SUPPLEX® e TACTEL®. A The LYCRA Company agrega valor aos produtos de seus clientes ao oferecer inovações exclusivas que atendem às necessidades dos consumidores por conforto e performance duradoura.

da redação com informações da hey B! assessoria de comunicação

Livro “O Olhar para o Extraordinário”

worldfashion • 10/12/24, 15:46

O livro são lições das marcas de luxo para inspirar negócios de todos os portes, escrito pelos consultores do mercado premium Carlos Ferreirinha e Leandro Crepaldi, revela segredos de atendimento a gigantes como Louis Vuitton, Cartier e Hugo Boss. O mercado de luxo está em pleno crescimento no Brasil e surpreende o mundo. Segundo pesquisa da Brain & Company, os números nacionais estão 10% acima da média mundial e a expectativa do setor é movimentar R$ 130 bilhões até 2030.

Para desvendar os segredos por trás das marcas e empresas que emanam requinte, os consultores especialistas no segmento premium Carlos Ferreirinha e Leandro Crepaldi lançam o livro O Olhar para o Extraordinário pela DVS Editora.

Após o sucesso do best-seller O Paladar não Retrocede, Carlos Ferreirinha, ex-presidente da Louis Vuitton no Brasil e fundador da MCF Consultoria, se une a Leandro Crepaldi, head da Luxury Academy e com sólida experiência em gigantes como Dolce & Gabbana e Chanel, para compartilhar o que aprenderam ao longo de suas carreiras.

A obra reúne lições de executivos das marcas mais luxuosas do planeta, incluindo Daniela Gontijo, da Louis Vuitton na América Latina, Laurita Mourão, da Tiffany & Co. Brasil, Natalie Klein, da NK Store, Maxime Tarneaud, da Cartier, Freddy Habbat da TAG Heuer, Romeo Bonadio, da Hugo Boss, Catherine Petit, da Moët Hennessy, e Rodrigo Mascaretti, da Ferragamo.

Conforme os autores, são inúmeros os fatores que influenciam na percepção de um atendimento com padrões de exigência tão elevados: entregar um serviço que vai além do produto a ser oferecido; transmitir conhecimento; pensar a longo prazo; cuidar do legado da operação em que atua e exercer o protagonismo diário para encantar e emocionar clientes.

O cuidado, a atenção, proatividade e a assertividade no entendimento das necessidades são, segundo Ferreirinha e Crepaldi, os grandes diferenciais para que essas marcas sejam lembradas. Ao longo das páginas, é possível entender sobre os principais gatilhos de clientes com altas expectativas e demandas, sendo ativos de luxo ou não.

“Esse perfil de público prioriza um atendimento personalizado, adora ser surpreendido (fator surpresa ou “wow factor”) e requer atenção. Demanda uma conexão que vai além do produto, assim, enxerga a personalização como um diferencial, além de buscar marcas e produtos com valores semelhantes aos seus”, escrevem.

Como suporte de todas as ferramentas apresentadas no livro e que podem auxiliar no processo de evolução, a dupla criou um dicionário de atendimento com fatores-chave para o diálogo com o cliente especial. A ideia foca em seis tópicos essenciais para praticar: paciência, empatia, conexão, criatividade, a habilidade de contar histórias e o protagonismo. São competências e habilidades profissionais que mostram um diferencial competitivo na arte de encantar e surpreender.

Ao mostrar a importância de transformar a percepção que o cliente tem da marca por meio de atributos reais, humanos e emocionais, além dos racionais e funcionais, O Olhar para o Extraordinário oportuniza a alavancagem dos padrões de atendimento e relacionamento para empresas e profissionais de qualquer porte. A obra é primordial para quem deseja alcançar o encantamento gerado pelas marcas de luxo, mesmo que esteja na fase inicial do próprio negócio.

Ficha técnica

Título: O Olhar para o Extraordinário

Editora: DVS Editora

Autores: Carlos Ferreirinha e Leandro Crepaldi

ISBN: 978-6556951379

Número de páginas: 224

Preço: R$ 84,00

Onde encontrar: Amazon e principais livrarias do país

Sobre os autores

Carlos Ferreirinha é fundador e Presidente da MCF Consultoria, empresa líder de atuação na tradução da Inteligência da Gestão do Luxo como diferencial competitivo, atuando em todo Brasil, América Latina, África e Portugal. Ferreirinha também é sócio-fundador da Bento Store e idealizador/fundador da Abrael (Associação das Marcas de Luxo). Tem mais de 30 anos de atuação exclusivamente voltada para os desdobramentos do Luxo em Gestão de Negócios. Autor do livro best-seller “O Paladar não Retrocede”.

Leandro Crepaldi é Head da Luxury Academy, área de Projetos Especiais, Conteúdo e Conhecimento da MCF Consultoria. Há mais de 12 anos, atua ao lado de Carlos Ferreirinha, liderando toda a Inteligência da operação voltada para a capacitação e treinamento de equipes dos mais variados segmentos. Especialista no comportamento de consumo de Luxo e nas particularidades do cliente com padrões de exigência elevados, traz uma sólida experiência profissional, incluindo atuação em marcas globais como Dolce & Gabbana e Chanel, em Londres. Leandro possui ampla expertise em tudo que dialoga com atendimento e relacionamento com o cliente, em especial no gerenciamento de projetos com foco no desenvolvimento de competências e habilidades profissionais.

Sobre a DVS Editora

Fundada em 2001, a DVS Editora se consolidou como referência no mercado editorial ligado à carreira, inovação e negócios, oferecendo conteúdo diferenciado sobre orientação pessoal e profissional. Ao longo dos anos, lançou dois novos selos: Abajour Books, literatura para o público adulto; e Catatau Livros Infantis, voltada ao público mirim. A editora segue com o objetivo de publicar e promover conteúdo criativo e inovador em busca do crescimento pessoal e profissional.

da redação com informações da  LC – AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO

ARTIGO - Acordo entre Mercosul e União Européia

worldfashion • 06/12/24, 15:31

Por Ricardo Steinbruch* e Fernando Valente Pimentel**

No âmbito da iniciativa privada, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) foi uma das pioneiras nas negociações voltadas ao estabelecimento de parâmetros mercadológicos equilibrados e justos, cujos resultados tiveram êxito. Foi um trabalho consistente de diplomacia econômica realizado em conjunto com a European Apparel and Textile Confederation (Euratex).

Com o Acordo entre Mercosul e União Européia,  serão eliminadas tarifas,  para 97% dos bens manufaturados no comércio entre os dois blocos. Consideradas as oportunidades de aumento dos investimentos e exportações, criação de empregos, fomento da produção e aporte tecnológico, o tratado será importante para impulsionar o crescimento sustentável e elevar o Brasil ao patamar de renda alta.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), que representa também mais de 25 mil pequenas empresas à partir de cinco ou mais funcionários, empregadoras de até 1,3 milhão de pessoas em todo o Brasil, tem plena convicção de que a implementação do acordo será de extrema relevância para a promoção e facilitação do comércio, serviços e investimentos do setor, bem como o aumento da cooperação entre as empresas dos dois blocos. É uma oportunidade histórica!

Para a indústria têxtil e de confecção brasileira, o acordo proporciona uma série de oportunidades, a começar pelo acesso ao mercado consumidor da União Europeia, o segundo maior do mundo, com 500 milhões de pessoas, no universo de um PIB total de US$ 22 trilhões. Isso significa expressivo potencial de crescimento da produção e vendas.

É concreta, portanto, a perspectiva de aumento e diversificação das exportações do setor para a União Europeia, até hoje restritas pela ausência do acordo. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) estima um impacto positivo na criação de 300 mil postos de trabalho formais em até 10 anos, em função da ampliação do comércio. Também haverá melhores condições para o intercambio tecnológico, já que o Brasil e a União Europeia têm importantes centros de inovação e pesquisa.

Os benefícios aqui enumerados estendem-se à grande maioria dos setores de atividade. Para todos, o acordo também oferece oportunidade de promover a convergência de normas e padrões comerciais, facilitando o comércio e aumentando a segurança jurídica dos investidores. Outro impacto positivo é o posicionamento do Mercosul como ator relevante no cenário internacional.

Há, ainda, um diferencial competitivo fundamental a ser explorado: o grande potencial referente à bioeconomia, geração de energia limpa e de fontes renováveis e contribuição da indústria para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e mitigar as mudanças climáticas. Somado aos empregos dignos e aderentes ao compliance, inclusive respaldados pela rígida legislação trabalhista brasileira, o caráter sustentável da produção contempla de maneira ímpar os preceitos da governança ambiental, social e corporativa (ESG). É tudo o que os europeus defendem e exigem cada vez mais de seus parceiros comerciais e fornecedores.

Cabe salientar, também, que o aumento da nossa competitividade global nos proporciona melhores condições de enfrentar a concorrência de importados em nosso mercado interno. Além disso, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia é congruente com nossas metas de fomento e modernização industrial. Com sua vigência, os países dos dois blocos têm muito a ganhar.

*Ricardo Steinbruch é o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

**Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Exposição “Moda, Esporte e Inclusão - Construindo Futuros”

worldfashion • 05/12/24, 14:15

Para trazer mais visibilidade ao tema e com a celebração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (proclamado em 03 de dezembro pela ONU - Organização das Nações Unidas), o Metropolitan Mall, em Goiânia, recebe a exposição fotográfica “Moda, Esporte e Inclusão - Construindo Futuros” de 10 a 21 de dezembro de 2024, organizada pelo consultor de negócios de moda Leandro Pires, Estúdio Augusto Quinan e Sesc Goiás.

Segundo o IBGE, são mais de 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, representando 24% da população. Apesar disso, a participação dessas pessoas em setores como moda e esporte ainda é limitada. No mercado da moda, segundo estudos e análises pontuais sobre inclusão na publicidade global, apenas 1% das campanhas publicitárias incluem pessoas com deficiência, enquanto no esporte, o número de atletas paralímpicos registrados no Brasil representa menos de 0,1% da população total, segundo registros do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

O objetivo da mostra, segundo ressalta Leandro Pires, produtor executivo da exposição, é provocar uma reflexão profunda sobre o respeito à diversidade e a inclusão na prática.

“Queremos usar a moda como linguagem para dialogar com a sociedade, destacando histórias que provam que o potencial humano transcende qualquer limitação física. Outro ponto importante é como a moda pode dar ainda mais visibilidade a estas conquistas e assim abrir novos espaços, construindo novos futuros”, afirma.

Para o diretor regional do Sesc Goiás, Leopoldo Veiga Jardim, foi uma honra receber os atletas paralímpicos nas unidades do Sesc em Goiânia e ser uma das locações das fotografias da exposição. “O Sesc é uma instituição que visa promover o bem-estar e a qualidade de vida da população e o esporte é um dos nossos pilares para esse objetivo. Acreditamos no esporte como agente de transformação e inclusão social”, ressalta.

Moda e esporte como palco da diversidade

Com entrada gratuita, a exposição traz imagens capturadas pelo renomado fotógrafo de moda Augusto Quinan, que imortalizou atletas paralímpicos em momentos que vão além da performance esportiva, revelando sua individualidade e força. A produção conta com a curadoria da stylist Tamyres Bueno, beleza assinada por Evando Filho, que imprimiu sofisticação aos registros, e projeto de visual merchandising por Leandro Pires e Carolina Mamede.

Modalidades como vôlei sentado, atletismo, tiro com arco, natação, parabadminton e judô ganham destaque, reafirmando Goiás como celeiro de talentos paralímpicos. A parceria com a ASPAEGO (Associação Paralímpica do Estado de Goiás) é um pilar dessa iniciativa, que reforça a importância de um olhar atento à inclusão. O casting desta mostra são os atletas: Ádria Jesus (Vôlei sentado), Ágata Lopes (Parabadminton), Gabrielly Vitória (Paranatação), Hélcio Perillo (Tiro com arco), João Víctor Santana (Judô), Pamela Pereira (Vôlei sentado) e Tito Sena (Atletismo).

Mais do que uma exposição, uma lição de vida

Judoca João Víctor Santana

Minha deficiência visual é decorrente de um glaucoma congênito. Quando nasci, segundo relatos da minha família, passei por 14 cirurgias, sendo 7 delas para transplante de córnea. No entanto, meu organismo rejeitou todas as córneas, e aos 3 anos perdi completamente o pouco de visão com que nasci. Não tenho nenhuma memória visual, então é como se eu tivesse nascido cego.

Conheci o judô por volta dos 15 anos, através de um projeto de extensão da Universidade Estadual de Goiás (UEG), liderado pelo professor Jamilson, que visitou o CEBRAV – instituição onde recebi apoio e aprendi a usar ferramentas adaptativas. No início, não gostava muito de atividades físicas, mas decidi experimentar o judô. Fui treinando e ouvindo histórias inspiradoras, como a do sensei Mayco, que vivia do judô. Isso me motivou a participar da minha primeira Paralimpíada Escolar, onde conquistei o 3º lugar e minha primeira medalha. A partir daí, decidi seguir no esporte.

Com a saída do professor Jamilson, que precisou viajar para continuar seus estudos, passei a treinar sob os cuidados do saudoso sensei Jozephe, na academia Haray Goshe. Foi lá que construí as bases da minha vida atlética. No ano seguinte, fui vice-campeão na mesma competição, e, no outro ano, conquistei o título de campeão tanto na minha categoria quanto na categoria absoluto, que é a mesma na qual luto até hoje.

Ao longo da minha trajetória, participei de diversas competições. Em um campeonato no Rio de Janeiro, fui campeão, e conquistei outro título no Pará. Mais recentemente, nas Paralimpíadas Universitárias, ganhei bronze em 2021 e ouro em 2022, desta vez em João Pessoa. Esses resultados me levaram à seleção de base, da qual fiz parte nos últimos dois anos. Pela seleção, tive a oportunidade de competir na Finlândia, onde alcancei a 3ª colocação.

No início, as maiores dificuldades estavam no desconhecimento e na falta de suporte fora dos tatames. Hoje, o maior desafio é a locomoção para os treinos, além de equilibrar o esporte com outras atividades e lidar com as adversidades comuns a qualquer atleta. Depois da Haray Goshe, treinei por um ano na academia União, com o sensei Glauber, e atualmente treino com o sensei Giuliano Santana, na academia MIB. Encerrando meu ano, conquistei ouro nos Jogos da Juventude e bronze na primeira etapa do Campeonato Brasileiro.

Para o futuro, quero continuar treinando e alcançar a graduação na faixa preta. Porém, isso dependerá de conseguir transferir meu curso universitário para Goiânia. Atualmente, estudo Direito na UFG. Quando fiz o ENEM, enfrentei problemas no SISU e acabei me matriculando no campus da cidade de Goiás. Este ano, consegui estudar em Goiânia em regime de mobilidade e estou tentando uma vaga definitiva no campus.

Moro com meus pais e dois irmãos mais novos; meu irmão mais velho já não vive conosco. Somos uma família unida e animada. Apesar das dificuldades enfrentadas por uma família de classe média baixa, vivemos com tranquilidade, sempre apoiando uns aos outros.

Jogadora de parabadminton Ágata Lopes

Tenho 15 anos e sou atleta de parabadminton, sendo uma PCD com nanismo. Há três anos, dedico-me ao esporte com muito empenho e paixão. Moro em Senador Canedo com minha mãe, meu padrasto e minha irmã de 1 ano. Minha rotina diária é dividida entre os estudos – atualmente curso o 1º ano do Ensino Médio – e os treinos quase diários no Centro de Excelência em Goiânia.

Em minha trajetória no parabadminton, já conquistei 25 medalhas em competições escolares e nacionais, resultados que refletem meu comprometimento e esforço. Hoje, tenho o privilégio de receber duas bolsas: a bolsa nacional e a bolsa estudantil, que me ajudam a continuar trilhando esse caminho de desafios e conquistas no esporte.

Inclusão como essência

A narrativa da exposição é construída para desafiar estereótipos e colocar a pessoa com deficiência no centro. As fotografias vão além da estética, mostrando que limitações físicas não definem o potencial humano, e que precisamos  - quanto sociedade - construir um futuro mais justo e mais inclusivo para pessoas com deficiência.

“Moda, Esporte e Inclusão - Construindo Futuros” é uma celebração da força e da coragem de quem enfrenta barreiras e encontra no esporte e na arte um caminho de transformação. A mostra oferece ao público uma oportunidade de repensar preconceitos e valorizar a diversidade como um ativo essencial para a sociedade.

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é comemorado no dia 3 de dezembro e foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de garantir uma melhor qualidade de vida para as pessoas com deficiência, além de promover os seus direitos. A data também busca informar sobre assuntos relacionados à deficiência e conscientizar sobre a importância de inserir as pessoas com deficiência em diferentes aspectos sociais, como político, econômico e cultural.

A Exposição “Moda, Esporte e Inclusão - Construindo Futuros” é realizada por Leandro Pires Consultoria, Estúdio Augusto Quinan e Sesc Goiás, com parceria de Milimike e Metropolitan Mall, e apoio do Sindilojas-GO e ASPAEGO - Associação Paralímpica do Estado de Goiás.

Serviço

Evento: Exposição “Moda, Esporte e Inclusão - Construindo Futuros”

Local: Metropolitan Mall, Goiânia-GO

Data: 10 a 21 de dezembro de 2024

Abertura oficial: 09 de dezembro de 2024

Entrada: Gratuita

da redação com informações da FR&SH PR

C&A vence Prêmio ECO AMCHAM 2024

worldfashion • 04/12/24, 15:50

A empresa recebeu pela oitava vez, o Prêmio ECO AMCHAM, promovida há mais de 40 anos pela AMCHAM – Câmara Americana de Comércio, que premia e destaca práticas empresariais que impulsionam uma economia mais responsável e inovadora.

Este ano, o prêmio foi concedido ao projeto Jeans Rastreável com o uso de Blockchain, desenvolvido pela C&A Brasil em parceira com o movimento Sou de Algodão, por meio do Programa SouABR. A iniciativa alia tecnologia de ponta e práticas sustentáveis, garantindo a rastreabilidade de toda a cadeia produtiva do jeans – do plantio do algodão, passando pela fiação, tecelagem, confecção até o ponto de venda. O projeto reflete o compromisso da C&A com transparência e responsabilidade ambiental.

“Essa conquista reafirma o nosso compromisso com a sustentabilidade. O projeto representa um marco na nossa jornada, ao trazer inovação para o setor e reforçar nossa missão de oferecer uma moda mais sustentável e transparente. Agradecemos à AMCHAM Brasil, ao movimento Sou de Algodão e a todos os nossos fornecedores e parceiros por acreditarem nessa transformação. Continuaremos inovando e acreditando que a moda pode ser um agente de mudança positiva. A transformação exige coragem, inovação e, acima de tudo, compromisso com um futuro mais sustentável para todos”, afirma Paulo Correa, CEO da C&A Brasil.

“É uma honra receber esse reconhecimento pelo programa SouABR, que reflete nosso compromisso com a inovação, transparência e sustentabilidade em toda a cadeia têxtil. Essa conquista, graças à parceria com a C&A, demonstra o poder da colaboração entre diferentes elos do setor para entregar ao consumidor final não apenas um produto, mas uma história completa de responsabilidade e rastreabilidade”, comemora Alexandre Schenkel, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

A primeira coleção de jeans rastreável foi lançada em 2023, o projeto utiliza a tecnologia blockchain, para dar ao consumidor informações detalhadas sobre a produção de cada peça. A cliente pode escanear o QR-Code da peça e conferir todas as etapas da produção, da plantação do algodão nas fazendas até o produto na loja.

A C&A é referência em práticas sustentáveis no varejo de moda e foi reconhecida anteriormente pelo Prêmio ECO AMCHAM. Entre os projetos premiados estão o Jeans Reciclado em 2021, em 1º lugar, que utiliza peças doadas pelo consumidor para dar vida a novas coleções. Essa iniciativa faz parte do movimento ReCiclo da C&A que promove a circularidade na moda. E o Programa de Monitoramento Participativo em 2019, que fortalece a relação com fornecedores e promove boas práticas na cadeia produtiva.

Jornada sustentável

A sustentabilidade é um compromisso histórico da C&A, que busca transformar a indústria da moda ao utilizar e reutilizar materiais de forma segura, proteger os ecossistemas e promover trabalho digno. Esse compromisso está refletido nas metas ASG até 2030, integradas a todas as áreas da companhia. Atualmente, 96% do algodão utilizado pela marca vem de fontes mais sustentáveis, enquanto 100% da energia consumida já é proveniente de fontes renováveis, evidenciando a integração de práticas responsáveis em toda a operação.

Entre as iniciativas, o Movimento ReCiclo arrecadou, em sete anos, 317 mil peças, o equivalente a 109 toneladas de roupas, incluindo 29 toneladas somente em 2024. O Jeans Circular deu nova vida a 2 toneladas de roupas usadas, com certificação internacional pelo Recycled Content Standard (RCS). Além disso, o Instituto C&A impactou, só em 2023, mais de 27 mil pessoas.

Em 2023, pelo sexto ano consecutivo, a C&A liderou o Índice de Transparência da Moda Brasileira (ITM), da Fashion Revolution Brasil. Além disso, a C&A passou a integrar a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3) neste ano, que reúne 78 companhias reconhecidas por suas melhores práticas em ASG (ambiental, social e governança).

Sobre a C&A Brasil - É uma empresa de moda focada em propor experiências que vão além do vestir. Fundada em_ 1841 pelos irmãos Clemens e August na Holanda, a C&A entende e defende a moda como um dos mais fundamentais canais de conexão das pessoas consigo mesmas, com todos à sua volta e, por isso, coloca os seus clientes no centro da estratégia. Uma das maiores varejistas de moda do mundo, a C&A chegou ao Brasil em 1976 quando inaugurou a sua primeira loja no shopping Ibirapuera, em São Paulo (SP). Atualmente, a companhia opera em 334 lojas em todo o território nacional, além do seu E-commerce. Listada na bolsa brasileira (B3) desde outubro de 2019, a C&A é pioneira em diversas inovações em seu segmento a partir da oferta de serviços e soluções digitais e omnicanais, visando ampliar experiência on e offline dos seus clientes. Com cerca de 15 mil associados em todo o país e presente na vida de um milhão de clientes por dia, a empresa se destaca ainda por oferecer uma moda jovem, inovadora, diversa e inclusiva para mulheres, homens e crianças.

da redação com informações da Maquina Cohn &Wolfe

55ª EDIÇÃO CASA DE CRIADORES

worldfashion • 02/12/24, 14:16

A CdC - Casa de Criadores é o evento de moda autoral, mais referenciado no Brasil, completando 27 anos de trajetória construindo um espaço para estilistas e marcas, estruturarem seus trabalhos em torno de uma assinatura criativa própria, projetando suas coleções e conquistando visibilidade entre formadores de opinião do meio. Mas não só isso. A CdC também tem como característica essencial, ser a passarela em que os criadores manifestam seus olhares sobre a sociedade, pautados por vivências atravessadas pelos desafios das questões atuais de classe, gênero e raça. Assim o evento é, reconhecidamente, um lugar para que causas urgentes do presente sejam trazidas à tona de maneira ainda mais ampla.

A CdC 55 acontecerá da próxima quinta feira 5 a 10 de dezembro, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Dentre as 44 marcas participantes, os desfiles são o formato predominante, serão 40 apresentações no vão abaixo do Viaduto do Chá, onde também serão projetados, antes dos desfiles presenciais, os filmes de duas marcas que optaram por exibir fashion films. Já o hall de entrada da Galeria Prestes Maia irá alocar as exposições das duas estilistas que escolheram essa configuração para mostrar suas criações.

A edição 55 da CdC volta a destacar o potencial dos desfiles como suporte, não só para a projeção conceitual e estética das marcas, mas também para lançar luz aos valores que orientam a produção, atuação e afirmação dos nomes do calendário. Dentre os desfiles previstos para esta CdC, também haverão apresentações que servem como plataforma para projetar e elevar iniciativas como o 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, o Moda Inclusiva e o desfile Talentos Senac Moda. Essas ações buscam ampliar a ocupação de espaços na moda brasileira promovendo novos talentos vindos de diferentes lugares e origens sociais, e a representação e visibilidade de pessoas PCDs como grupo que interage com a moda e se expressa através dela.

Estreias e retornos na CdC 55

Nesta edição, conta com dez nomes estreantes e o retorno de dois criadores que deixaram sua marca no evento. Dentre as estreias, Sioduhi Studio, baseada em Manaus e a primeira marca do Norte do Brasil a integrar o calendário da CdC, JALACONDA, a Coletiva TRASHrealoficial, que faz seu primeiro desfile presencial, Anderson George, AFROPERIFA, Marlo Studio, VINNICIUS AFONSO, Leandro Quaresma, Hugo Ito e o underwear masculino de Elian Gallardo por Mr SanSan. Os que retornam à Casa são o estilista Ale Brito e a marca KOIA. O primeiro nome, inclusive, foi revelado na CdC e tem histórico de desfiles marcantes no evento, fazendo seu retorno já ser bastante aguardado.

3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, Moda Inclusiva, Talentos Senac Moda ,  Santista e Singer

O Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores chega à sua 3ª edição com o objetivo de revelar novos estilistas de todo o Brasil, tendo sempre a Casa de Criadores como anfitriã. O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) e patrocinador da CdC, recrutou estudantes das faculdades de moda das cinco regiões do país e, passado o processo de seleção, foram apontados dois nomes vindos de cada região brasileira, num esforço não só de descobrir talentos, mas de demonstrar que o potencial da moda nacional vai além dos centros tradicionalmente ligados à ela.

Estes dez criadores irão desfilar suas coleções na apresentação do 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, ocasião em que serão avaliados por um corpo de jurados composto por jornalistas e formadores de opinião da moda, além de nomes da indústria têxtil e do varejo. O ganhador leva um prêmio de R$30 mil e entra para o line up da edição 56 da CdC, devendo aplicar o valor recebido para viabilizar sua apresentação no evento.

O desfile da iniciativa Moda Inclusiva destaca soluções criativas que reafirmam como pessoas PCDs podem e devem ser visibilizadas na moda com interação tão ampla quanto os demais, especialmente quando o assunto é a expressão através da moda e do vestir. A ação Moda Inclusiva reforça como a moda é meio para afirmação dos corpos PCDs em diferentes espaços, para que eles sejam vistos, além de representados.

Já a apresentação Talentos Senac Moda vai reunir dez alunos do curso Bacharelado em Design de Moda do Senac São Paulo, instituição apoiadora da Casa de Criadores. Serão desfilados 30 looks, com mentoria dos professores da instituição e direção criativa de João Pimenta, nome renomado da moda brasileira revelado na CdC e que fez parte do calendário do evento por várias edições.

A tecelagem Santista, outra das patrocinadoras da Casa de Criadores, e uma das principais empresas da indústria têxtil do Brasil, referência global em jeanswear, completa 95 anos em 2024 e um dos marcos da comemoração é uma exposição que celebra essa grande história, dentro da programação da CdC.

Singer, a marca de máquinas de costura mais utilizada no mundo, apoia a pluralidade e se conecta com as novas gerações no desfile da NotEqual, apresentando sua máquina de bordados, que une tecnologia avançada e criatividade como ferramentas de inclusão.

Exposições: Cynthia Mariah, Priscilla Silva, Oficina do Suor, por Sérgio Carvalho, Santista: 95 anos - Tecendo o Futuro do têxtil no Brasil

Workshop: Promovendo Ambientes de Trabalho Digno na Indústria da Moda: da Oficina de Suor ao Trabalho Decente e Sustentável

A CdC 55 reafirma o potencial dos desfiles, mas as exposições que sempre pontuaram o evento seguem cumprindo o importante papel de agregar expressão cultural à moda de outras maneiras. As quatro exposições programadas irão ocupar diferentes espaços da Galeria Prestes Maia, duas delas de estilistas participantes que mostram suas coleções de forma expográfica: Cynthia Mariah e Priscilla Silva.

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) traz para a CdC 55 a exposição de fotografia documental Oficina do Suor, assinada pelo auditor fiscal do Trabalho e fotógrafo Sérgio Carvalho. Sérgio participa de fiscalizações que buscam debelar o trabalho em condições análogas à escravidão há cerca de 28 anos, e em paralelo retrata a precariedade e a desesperança nos olhos de trabalhadores nessas condições, utilizando a fotografia como instrumento de denúncia e transformação social. O ensaio que batiza a exposição é composto por registros feitos por ele entre 2019 e 2022, e revela a realidade degradante em oficinas de costura em São Paulo, que atraem principalmente imigrantes de países vizinhos prometendo chances de trabalho e abastecem grandes marcas de luxo do país e o comércio informal de peças falsificadas.

O mesmo SINAIT complementa a exposição sobre esse tema tão necessário, realizando, dentro da programação da CdC 55, o workshop “Promovendo Ambientes de Trabalho Dignos na Indústria da Moda: da Oficina de Suor ao Trabalho Decente e Sustentável” na tarde do dia 10 de dezembro. O objetivo da iniciativa é promover a discussão de aspectos relacionados com a promoção de trabalho digno na indústria da moda, para ampliar e estimular a absorção desse conceito. Também será descrito o funcionamento do chamado sistema do suor – a lógica de funcionamento das oficinas de costura clandestinas – como antítese do trabalho digno que deve ser progressivamente substituído por sistemas e ambientes de trabalho sustentáveis e, por fim, disseminar a noção dos direitos fundamentais do trabalhador na indústria da moda. O workshop será gratuito, mediante inscrições prévias à vagas sujeitas à disponibilidade, conforme descrito abaixo no tópico sobre a programação da CdC 55.

CASA DE CRIADORES 55 - PROGRAMAÇÃO

Exposições e Workshop

De 05/12 a 10/12 - Das 10h às 22h, Galeria Prestes Maia

Cynthia Mariah

Oficina do Suor, por Sérgio Carvalho

Priscilla Silva

Santista: 95 anos - Tecendo o futuro do têxtil no Brasil

Dia 10/12 - Das 14h às 18h, Galeria Prestes Maia

Workshop “Promovendo Ambientes de Trabalho Dignos na Indústria da Moda: da Oficina de Suor ao Trabalho Decente e Sustentável”

Realização: Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho - SINAIT

Acesso gratuito, mediante inscrições prévias sujeitas à disponibilidade, feitas através do preenchimento de formulário divulgado nas mídias sociais da Casa de Criadores (@casadecriadores), a partir do dia 25/11.

Desfiles - 05/12, quinta-feira

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

Sioduhi Studio

RIDDIM

Leandro Quaresma

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

Studio Ellias Kaleb

MOCKUP

GUMA JOANA + SUKEBAN

Desfiles - 06/12, sexta-feira

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

COZONOSAN (fashion film)

Moda Inclusiva

Patrícia Kamajurá

BERIMBAU BRASIL

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

Mateos Quadros

Ken-gá

Anderson George

Le Benites

Desfiles - 07/12, sábado

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

NALIMO

AFROPERIFA

JALACONDA

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores

N/E*Recycled

KOIA

20h30, Viaduto do Chá

Rober Dognani

Desfiles - 08/12, domingo

Abertura da Sala: 16h - Início: 16h30, Viaduto do Chá

Visén

ACZAN

LOURRANI BAAS

Felipe Caprestano

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

Vou Assim

Marlo Studio

Mônica Anjos

Desfiles - 09/12, segunda-feira

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

‘a neoutopia’

V I N N I C I U S A F O N S O

UMS 458 - LL

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

Talentos Senac Moda

Elian Gallardo por Mr SanSan

Coletiva TRASHrealoficial

Desfiles - 10/12, terça-feira

Abertura da Sala: 17h30 - Início: 18h, Viaduto do Chá

VIVAO PROJECT

Sillas Filgueira Brand

VOLAT

Leandro Castro

Abertura da Sala: 19h - Início: 19h30, Viaduto do Chá

Plataforma Açu (fashion film)

ALE BRITO x Studio115

Hugo Ito

NotEqual

Como na última edição, e por sua posição como evento que coloca a moda autoral como um dos motores culturais de São Paulo, a Casa de Criadores irá disponibilizar ingressos para o público geral assistir às sessões de desfiles, junto das projeções de fashion films que irão os anteceder. Serão disponibilizados 300 convites para cada sessão de cada dia do evento, a serem retirados online através da plataforma de ingressos digitais Sympla mediante disponibilidade.

Os links para retirada das entradas via Sympla para as sessões de cada dia serão divulgados no dia anterior em posts nos stories do perfil no Instagram do Novo Anhangabaú (@novoanhangabaú), apoiador institucional da CdC e entidade gestora do Vale do Anhangabaú. Para as exposições, no hall da Galeria Prestes Maia, a entrada é franca dentro do horário de funcionamento do espaço.

da redação com informações da Agência Lema