admin • 12/11/12, 13:34
LAFORT COLLECTION



A Lafort utilizou uma mistura de materiais e técnicas diferenciadas para trazer modernidade à coleção, unindo o histórico com o atual. As cores variam entre branco, preto, azuis, ouro e bronze e entre os tecidos utilizados estão veludo, couro, brocado e transparências. No tricot a marca mostra jaquards de arabescos, técnica de intársia, fios metalizados, fios lanosos e softs. A técnica de intársia é usada na malharia retilínea para criação de desenhos e estampas mais definidas e com diversas cores, que se juntam num quebra-cabeças e ficam visíveis nos dois lados do tecido.
ALL POURPOSE



Os tecidos se dividem em tecnológicos (nylons futuristas, windbreakers, metalizados, empapelados, resinados) e os de aspecto mais vintage, como sarjas e brins lavados em processos industriais que os desgastam e garantem o toque de conforto. Malhas stone wash, tinturada e com diversos processos de manufatura, além dos jeans resinados que imitam couro, também merecem destaque.
DOCTHOS



Tecidos de diversas padronagens, permanência de lisos, listrados e maquinetas e a continuidade do xadrez vichy, com entrada de padrões geométricos, marcam a coleção. Tecidos tecnológicos como sarja resinada, jeans limit com acabamento em íons de prata, malha conforjet que exala perfume, veludo, lurex, sarja acetinada, algodão com e sem strech, tecidos metalizados, algodão com acabamento em leve brilho também trazem personalidade às peças para o próximo inverno. Além destes, merece destaque a linha sustentável Denim Water Low, na qual a proposta é reduzir o consumo de água, desde a produção até a lavagem caseira.
FABIO BATZ



Apresenta um inverno austero, representando a guerra entre humanos e cylons, com peças atemporais e que reflitam o contraponto entre o minimalista e os uniformes espaciais. Nas peças, cores escuras como o preto, cinza e bordô, e uma mistura de tecidos remetem ao espaço e ao “clima” de guerra e representam o conceito de hibridismo com formas geométricas marcadas. “São peças que expressam sentimentos e desejos e vestem homens e mulheres interessados por moda e conscientes do seu papel na sociedade”, diz ele, em sua sexta participação no PBC.
GILDO KIST
Trabalhando com o tema “Mulher em Festa”, Gildo encontrou inspiração nos estilos rococó e barroco para criar peças produzidas manualmente. Tules, rendas, bordados e transparências valorizam e diferenciam cada criação. Na cartela de cores estão o preto, nude, dourado e tons próximos e suaves, escolhidas porque denotam uma sobriedade que Kist considera perfeita para o Inverno, pelo refinamento que conferem.
FRANCESCA CÓRDOVA
Os princípios do Slow Design fazem parte do conceito de Francesca Córdova, que procura criar peças atemporais, com detalhes artesanais que resgatem o trabalho manual. “Desenho para uma mulher feminina, mas não ingênua, de sofisticação minimalista, madura e que imprime sua personalidade à roupa”, explica a estilista. “O core da minha marca são peças essencialmente urbanas, puras e minimalistas”, completa. Foi na observação do cotidiano e do comportamento das pessoas que ela encontrou a inspiração para sua coleção Inverno 2013. Para o próximo inverno, ela trabalhou com lã, crepe e seda. Cores austeras e sofisticadas – pretos, brancos, beges, marrons, e algumas cores contrastantes como o vinho, vermelho e azuis - e formas puras, valorizam o corpo feminino. E tecidos nobres e naturais que oferecem conforto, beleza e durabilidade, são trabalhados de maneira diferenciada por meio de texturas e técnicas de modelagem. Francesca Córdova formou-se em moda pelo Senai/PR e quando estudante concorreu e foi a vencedora do 1º Prêmio João Turin de Incentivo aos Novos Designers de Moda.
THIAGO PAES
Inspirado na diversidade e nos regionalismos brasileiros, Thiago Paes criou para o próximo inverno uma coleção que se concentra no militarismo e remete as nossas raízes indígenas.
O verde, o preto e o cru embasam a coleção, cores que lembram militarismo e que, ao mesmo tempo, podem remeter às cores primárias das raízes brasileiras, como o verde das matas, o rústico do sertão, com pitadas de outras tonalidades como o vermelho urucum. “É importante destacar que apesar de tratarmos de assunto regional, nossa história é universal, podendo ser associada a outras histórias por suas formas, cores, através da moda”, analisa o estilista.
CYNTIA FONTANELLA
Uma opulência sentimental resgatada de épocas passadas é a fonte de inspiração da coleção de Cyntia Fontanella, que fez de filmes como “Maria Antonieta”, de Sofia Copolla, e Melancolia, de Lars Von Trier, seus objetos de estudo durante o processo de criação. A emoção é revelada em tonalidades misteriosas, com destaque para o dourado, enquanto os tecidos se envolvem em uma relação entre pesos e fluidez. A mistura de décor, bordados em pedrarias, devorês, brocados e paetês rebordados por cristais Swarovski conferem elegância e nobreza às silhuetas que unem o delicado ao sensual.
Fotos: Ricardo Pacak