BFD - Brasil Fashion Designers

worldfashion • 20/03/25, 16:29

O BFD - Brasil Fashion Designers, organizado pelo Febratex Group e a Way2Tex*, integrará a programação do Febratex Summit 2025, que acontecerá entre 19 e 21 de agosto, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). O evento que já é  referência em inovação e sustentabilidade na cadeia têxtil, deve reunir mais de 10 mil visitantes, contará com mais de 110 expositores, além de palestras e espaços dedicados a startups.

BFD - Brasil Fashion Designers, concurso voltado agora para talentos da moda nacional, abriu as inscrições  e a competição será exclusiva para profissionais formados em design, moda e áreas correlatas, e terá como tema “Terra – Planeta Água”.

Para 2025, além do formato nacional, a organização estabeleceu um novo critério de participação, além de restringir a competição a profissionais já formados,  reforçou o seu compromisso com a sustentabilidade e selecionou as matérias-primas mais sustentáveis e inovadores para o desenvolvimento das coleções.

Os finalistas terão suas peças apresentadas em um desfile exclusivo no Febratex Summit, no dia 19 de agosto 2025. Um júri especializado avaliará as coleções com base em critérios como inovação, design e sustentabilidade. Além do desfile, os looks ficarão expostos nos dias 20 e 21 de agosto 2025, para visitação do público, que formará o júri popular votando na coleção que mais gostou.

Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group e idealizadora do Febratex Summit, reforça a importância do concurso. “O Brasil Fashion Designers Profissionais vai ser realizado no Febratex Summit porque acreditamos que inovação na moda começa na matéria-prima. A indústria da moda brasileira é resiliente e dinâmica e nada mais justo do que um concurso nacional para destacar as empresas que investem em tecnologia, design e boas práticas”, afirma.

“A edição 2025 do Brasil Fashion Designers dentro do Febratex Summit representa uma vitrine para designers brasileiros se destacarem no cenário nacional e internacional”, afirma Ricardo Gomes, gerente de Projetos Especiais do Febratex Group. “Nosso foco é incentivar soluções inovadoras e sustentáveis, que são fundamentais para o futuro da moda e da indústria têxtil”, destaca.

O grande vencedor será premiado com uma imersão no Fashion Express, em Milão e Florença, onde terá a oportunidade de conhecer bastidores da moda italiana, visitando fábricas e acompanhar de perto o processo de desenvolvimento da indústria têxtil, enfim conhecer da produção até o varejo, além de visitas a museus, lojas e ateliês exclusivos. Serão cinco dias com hospedagens e passagens pagas pelo evento.

As inscrições estão abertas no link: https://bit.ly/4iGMjSp

*WAY2TEX - Empresa com operações no Brasil e em Portugal, cria conexões entre pessoas e empresas e propõe alternativas de fornecimento sustentável para a indústria, desenvolvendo projetos de produtos e serviços para o mercado internacional. Com profissionais comprometidos no desenvolvimento dos projetos, que priorizam a transparência e a confiabilidade nas relações sempre buscando resultados positivos. Trabalham com empresas que acreditam no seu potencial como agentes transformadores das pessoas e do mercado onde atuam.

da redação com informações da Agencia PACOM360

PROJETO - ATACAMA RE-COMMERCE

worldfashion • 19/03/25, 16:45

O Projeto Atacama RE-commerce - é uma iniciativa que está transformando o desperdício da indústria da moda em oportunidade -, permitindo que peças de marcas renomadas, algumas nunca antes usadas e em ótimo estado, ganhem uma nova chance. A ação provoca o olhar para o problema do descarte têxtil, possibilitando que consumidores tenham acesso a essas roupas de forma online e gratuita, arcando apenas com o custo do frete. Ou seja, a pessoa está pagando para tirar a peça de roupa do deserto.

Assinado pela VTEX - Plataforma tecnológica de e-commerce, em parceria institucional com a Associação  global de conscientização do impacto social e ambiental da indústria da moda - Fashion Revolution Brasil e a ONG Desierto Vestido, o projeto chama atenção para o impacto ambiental da indústria da moda e incentiva a reflexão sobre os atuais modelos de superprodução e consumo.

O descarte de roupas em grandes volumes se tornou um problema ambiental no Atacama. Estima-se que cerca de 39 mil toneladas de peças sejam despejadas na região anualmente, formando verdadeiras montanhas de lixo. O fenômeno é consequência do modelo de produção acelerado da indústria da moda, que gera descarte excessivo de itens novos ou pouco usados, em sua grande maioria, herdados do mercado ‘fast fashion’ dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia.

“Acreditamos que cada peça tem uma história e um propósito. Nossa missão é resgatar esses itens e dar a eles uma nova chance, promovendo um processo de conscientização sobre o consumismo exacerbado promovido pela indústria da moda atualmente”, afirma Mariano Gomide de Faria, CEO da VTEX, empresa responsável pela plataforma digital do projeto.

A operação do Atacama RE-commerce envolve um processo cuidadoso de seleção e restauração das roupas. Uma equipe especializada realiza a curadoria dos itens, o que garante que estejam em boas condições para revenda. As peças são higienizadas, organizadas e disponibilizadas na plataforma digital. Os consumidores podem acessar o site, escolher os produtos e pagar apenas o valor do frete – as roupas em si são oferecidas gratuitamente.

“Iniciativas como o Re-Commerce são essenciais para repensar a maneira como consumimos moda. O impacto ambiental da indústria têxtil é enorme, e fomentar alternativas sustentáveis é um caminho para reduzir o desperdício e preservar os recursos naturais e as comunidades locais, que são afetadas por esses problemas”, afirma Ángela Astudillo, cofundadora da Desierto Vestido, uma organização sem fins lucrativos dedicada a educar, conscientizar e incentivar a economia circular na indústria têxtil.

“Queremos ir além do e-commerce: nossa iniciativa convida à reflexão sobre os impactos do nosso atual modelo de produção, consumo e descarte desenfreado. Estamos vivendo uma Emergência Climática, e a indústria da moda precisa de compromissos mais robustos. Esta ação é uma forma de chamar atenção para o que está por trás das roupas e provocar novas formas de se relacionar com elas.” comenta Fernanda Simon, diretora executiva da Fashion Revolution Brasil, organização brasileira que faz parte do maior movimento ativista de moda do mundo.

O Projeto criado pela maior agencia de idéias e comunicação a Artplan, o site é www.recommerceatacama.com

EDIÇÃO N59 - SPFW 30 ANOS

worldfashion • 17/03/25, 15:14

O SPFW SÃO PAULO FASHION WEEK reafirma seu compromisso com a valorização da criatividade e da diversidade na moda nacional. Uma edição que celebra talentos, tradição e inovação. Ao longo de 30 anos, o SPFW se consolidou como um território de expressão e transformação, impulsionando e projetando a moda brasileira para o mundo. A edição N59 é o primeiro capítulo de uma celebração histórica que seguirá surpreendendo e inspirando.

A estréia de Leandro, conhecido por sua construção impecável a partir de tecnologias híbridas com uso de materiais descartados, faz sua estreia no dia 9 de abril. Constroi peças com o fazer tecnológico, ancestral e artesanal. E também de A MNMAL, de Flávio Gamaum, que sobe à passarela no dia 10 de abril, com seu conceito essencialista e estética sofisticada, com preocupação sustentável.

Além das estreias, a programação reúne nomes icônicos da moda brasileira e marcas que consolidam o SPFW como uma plataforma de experimentação e expressão artística. A edição marca o retorno da Piet, marca de Pedro Andrade, conhecida por sua estética streetwear sofisticada e sua conexão autêntica com a cultura urbana. O reencontro com o SPFW reforça a relevância da marca e sua evolução no cenário nacional e internacional.

A moda autoral e conceitual se faz presente com marcas como Aluf, que exibe sua pesquisa têxtil inovadora, e Dendezeiro, que propõe um olhar potente sobre a identidade brasileira. Patricia Viera, referência no trabalho em couro, e João Pimenta, com sua alfaiataria de vanguarda, reforçam a riqueza de técnicas e narrativas presentes na edição.

Outro destaque são os desfiles em locações externas, garantindo experiências imersivas e ampliando as conexões entre moda, cidade e público. João Pimenta, Herchcovitch; Alexandre, Aluf, Handred, Patricia Viera e Piet prometem surpreender, reforçando a transversalidade da moda com a arte e a cultura urbana.

LINE-UP

Dia 06 Abril

17h00 Aluf Externo

Dia 07 Abril

19h30 Herchcovitch; Alexandre Externo

Dia 08 de Abril

10h30 Normando JK Iguatemi

16h00 Leandro Castro JK Iguatemi

18h00 Lino Villaventura JK Iguatemi

20h30 Dario Mittmann JK Iguatemi

Dia 09 de Abril

10h30 Weider Silvério JK Iguatemi

16h00 Reptilla JK Iguatemi

18h00 Led JK Iguatemi

20h30 À La Garçonne JK Iguatemi

Dia 10 de Abril

10h30 João Pimenta Externo

16h00 Dendezeiro JK Iguatemi

18h00 Mnmal JK Iguatemi

20h30 Walério Araújo JK Iguatemi

Dia 11 de Abril

10h30 Handred Externo

14:30 Patricia Viera Externo

19h00 Piet Externo

Sobre o SPFW: Com 30 anos, o SPFW é um dos mais completos exemplos de como a economia criativa pode ser usada como estratégia de desenvolvimento para a cidade e o país. O evento cumpre um papel articulador e provocador, transcendendo o mundo da moda e estabelecendo-se como ponto de convergência de diversas redes criativas. Com investimentos que superam 1 bilhão de reais, o SPFW já recebeu mais de 3 milhões de pessoas e a transmissão de seus conteúdos pela TV e Internet alcançou mais de 1 bilhão de pessoas em cerca de 100 países. Mais que evento e mais que moda, o São Paulo Fashion Week é uma experiência relevante, estimulante, inspiradora e transformadora para todos os que se conectam à plataforma.

Sobre a IMM: No mercado há mais de 10 anos, a IMM, que atua nas áreas de Mídia, Esporte e Entretenimento, é referência em entretenimento ao vivo para o público e marcas, e seu portfólio é seu maior diferencial. Vai do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul, aos musicais da Broadway de primeira classe, passando pelo Cirque du Soleil, pelo maior festival de restaurantes do mundo, o Taste Festivals, pelo GO CUP, o maior torneio de futebol infantil do mundo e pelos consagrados São Paulo Fashion Week e São Paulo Oktoberfest.

Sobre o INMODE: Criado em 2004, o INMODE (Instituto Nacional de Moda, Design e Economia Criativa) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que tem como missão trabalhar, no mercado interno e externo, pelo reconhecimento e visibilidade da moda e do design brasileiros como segmentos de valor agregado. Desde sua fundação, o INMODE trabalha para integrar esforços públicos e privados em torno de um planejamento sustentável de médio e longo prazos para a moda e o design brasileiros, gerando desenvolvimento através da Economia Criativa. Desde a sua criação, o INMODE já

Assessoria de Comunicação - São Paulo Fashion Week  - MKTMIX

BUAISOU NA JAPAN HOUSE

worldfashion • 12/03/25, 18:49

Em 2015 a BUAISOU, foi fundada como um ateliê, com os artesãos que cuidam de todos os processos, desde a semeadura do índigo até o tingimento das roupas. Kakuo Kaji - o representante do BUAISOU, que veio ao Brasil, é o artista e artesão de tingimento de índigo. Nascido em Aomori, aprendeu sobre design têxtil no curso de Design Têxtil na Universidade Zokei de Tóquio e durante sua graduação conheceu o tingimento natural. Depois de se formar, ele se juntou a uma equipe de voluntários de revitalização regional da província de Tokushima para conhecer o índigo. Lá ele aprendeu as técnicas básicas, desde o cultivo até a produção do sukumo (corante) do índigo, e foi expandindo seus conhecimentos criativos de forma autodidata. Em 2012, inicia as atividades do BUAISOU, enquanto participa de trabalhos de revitalização regional. Em 2015, fundou a empresa em Tokushima e Nova Iorque simultaneamente. Todas as obras de BUAISOU são produzidas por ele.

Abaixo a transcrição das declarações e considerações de Kakuo Kaji na JAPAN HOUSE na abertura do workshop sobre  “ Preparo da tina de tingimento com índigo japonês ” e  a oficina do “ Tingimento com índigo japonês e KATAZOME *”  (*que utiliza uma pasta de arroz e estêncil para a criação de padrões e desenhos no tecido)  de uma peça com a técnica AIZOME* (*conhecida por gerar diferentes tonalidades de azul), produzidas a partir de processos naturais e sustentáveis, conforme ilustrado no vídeo.

KAKUO KAJI :

- Agradeço o convite de estar no Brasil, um país muito lindo e estou surpreendido pelo interesse despertado que o workshop despertou no grande público, pois no Japão não há tantos interessados e estamos muito impactados e felizes com as apresentações. Tivemos muita sorte de estarmos na época do carnaval e ter tido a oportunidade de estarmos no sambódromo, e como profissional que trabalha com cores admirei muito ver tantas cores e como japones ouvir o som foi muito impactante, levarei muitas reflexões deste momento.

- No meu trabalho, nas abordagens com as cores, não estou muito preocupado com a emoção que a determida cor vai  transmitir e sim em como atingir a cor que quero atingir, a cor que desejo e penso em  como conseguir.

- Quando comecei trabalhar com as cores não tinha muita conciência de como é fazer uma determinada cor, porque  quando trabalhamos com guache escolhemos uma determinada cor que queremos pintar e a gente escolhe e a cor que queremos. Mas quando trabalhamos com o tingimento natural ou com outras referencias de tingimentos naturais, já trabalhei como galhos, cascas e folhas, mas no caso do índigo é diferente, começamos do zero pela semente e isto realmente me encantou e por isso me especializei no cultivo e no tingimento do índigo.

- Como foi abordado na abertura a questão da sutentabilidade, quando eu comecei a trabalhar com o índigo, não tinha esta visão e esta abordagem e as pessoas começaram a falar que era um processo sustentável e aí comecei a tomar conciência.

- Aqui vocês devem estar com uma expectativa de que sigo um abordagem e métodos tradicionais, mas eu confesso não sigo esta visão do tradicional e tenho a sorte de estar numa empresa e que usa referências do tradicional, mas temos a nossa própria abordagem.

- E pensando sobre o que é tingimento tradicional (AIZOMÊ) por exemplo do mestre Kiri, eu não faço parte, sou a primeira geração ainda e não tenho a tradição centenária na nossa casa, então hoje inclusive, quando as pessoas falam, eu questiono sobre este conceito do que é tradicional, hoje nos temos uma abordagem muito mais livre e fico feliz por isto.

- Então precisamos pensar em como vamos transmitir esta nossa aboradagem como, vamos transmitir a cor que nos criamos e de fato divulgamos através dos nossos objetos e produtos e também com abordagens como estas que estamos mostrando aqui para vocês.

- E cor apesar de parecer natural, é apenas cor, então é fácil enganar as pessoas sobre o tigimento natural, sendo que não é, pois a cor é apenas cor.

- Então o que seria ideal é divulgar o máximo possível, transmitir o máximo possível, o como é a forma do tingimento natural, no Japão tem locais que fazem os tingimentos, onde as pessoas entregam as pessoas e são feitos os tingimentos.

Com relação ao processo da plantação, cultivo e colheita do planta índigo, que inclusive é uma planta comestivel, seguem abaixo algumas considerações:

- Entre janeiro, fevereiro a março no grande inverno, é feito o preparo da terra, na província de Tokushima, onde vários agricultores especializados, se dedicam ao cultivo do índigo. O agricultor produz o índigo sem utilizar defensivos químicos, só herbicidas, pesticidas e de forma natural,  é ruim pois dá muito trabalho, mas a planta é utilizada também para o alimento.

- E é claro que todos esses pesticidas e tudo mais são desenvolvidos para que não impactem a saúde das pessoas. Sempre pensando em como as pessoas faziam antigamente, quando não existiam os produtos químicos e utilizam estas reflexões nas iniciativas deles.

- E claro, cada pessoa vai pensar de uma maneira, mas nós não queremos utilizar esses instrumentos químicos, porque se a gente fosse pensar que o índigo é um alimento, então será que a gente conseguiria comer se tivéssemos usando um pesticida?  Na verdade, impactará o planeta e nós repetimos muito que não queremos usar implementos químicos no nosso cultivo.

- O Japão entra na primavera a partir de março, então  a semente é cultivada nesta época.  E quando essa muda atinge 10 cm mais ou menos é transplantada para o campo

- E é quando inicia a correria porque no entorno das plantas do índigo  começam a crescer as ervas daninhas, e aí, precisam ser tiradas ao máximo essas ervas, pois na hora da colheita a máquina mistura tudo e no processo com certeza acabará impactando na qualidade. Não é algo extremamente produtivo, mas nós fazemos questão de tirar todas as ervas daninhas.

- No final de junho, então é o momento que nós vamos fazer a colheita e a planta verde índigo está mais ou menos na altura do quadril.  E depois que nós colhemos, nós secamos com uma máquina e levamos para uma sala cheia de ventiladores, para que as folhas, que são mais leves vão lá para o fundo da sala e os caules as partes mais densas fiquem no começo da sala e assim separamos o caule.

- Uma das características peculiares, do índigo japonês é que o pigmento está apenas nas folhas, então há necessidade de ter um local para separar os elementos, as impurezas, então fazemos questão de fazer ao máximo essa separação.

- Quando você vê a folha crua apesar de estar ainda verde, quando ela seca tem aspectos, mais azulados, mas a parte do caule é mais amarelada, então já dá para ver essa diferença. Isto mostra que o caule não tem pigmento.

- No final de setembro, o Japão fica mais frio é quando o índigo começa a florir, a direção dos pigmentos já não ficam tão forte, tão concentrado nas folhas, então é o fim desse ciclo, e a nossa batalha cotidiana é realmente finalizar o processo, até antes do final de setembro, que é quando paramos o cultivo.

- No inverno toda aquela folha seca, ela vai precisar ser fermentada pra criar nosso brilho. E pra fazer essa  pigmentação, temos um quarto específico, literalmente significa o dormitório, o espaço de dormir, exatamente como se fala no Japão, que é fazer dormir e a partir do momento em que essas plantas começam a fermentar essas folhas secas começam a ficar mais quente. Elas vão gerando o calor do processo, então são cobertos com um cobertor de palha que se chama futon, que é literalmente,  cobertor em japonês.

- Então uma vez por semana desfazermos esse monte colocamos água, fazemos buracos remexemos e cobrimos, com o futon novamente.  Sim, vamos fazer isso uma vez por semana por 20 semanas.

- E fazendo esse processo de fermentação a cada ano, talvez a gente tenha uns dias a mais outros a menos, mas no geral, nós fazemos isso por 120 dias a 140 dias e o resultado são as folhas secas compostadas, chamadas de sucumon.

- Então, o nosso pigmento, o que a gente vai usar pra atingir é uma mistura das folhas secas com água com oxigênio e o resultado depois de 120 a 140 dias parece tempo mesmo.

- Por que que nós fazemos isso? porque se dá pra esse trabalho? porque quando nós fazemos essa compostagem, nós conseguimos guardar esse pigmento por mais tempo. Ele fica muito mais fácil de preservar.

- Um segundo ponto é que o verão no Japão, é limitado,  um período de 3 meses, então não dá pra cultivar o ano todo. Além disso, o Japão é um país que tem sido atingido por muitos desastres naturais como muito tufão, por exemplo, então talvez em alguns anos o cultivo não ia ter tanto sucesso assim por pelo menos mais de 10 anos.

- Um outro benefício que é comum essas folhas que estão super concentradas e compostadas conseguirem rapidamente atingir uma cor mais segmentada, uma cor mais forte.

- Se a gente pensa no volume, das folhas secas, nós não temos espaço para conseguir armazenar, mas quando a gente faz o processo de compostagem e conseguimos  misturar uma quantidade gigante de folhas, e assim conseguir produzir líquido que é utilizado para o atingimento.

- Há várias formas de produzir o índigo, essa é uma forma que é muito específica do Japão. No Brasil, na Índia ou em países africanos, a forma de fazer esse pigmento é totalmente diferente. E uma das características diferentes é a própria planta.  No caso tem muitos que têm o pigmento tanto na folha quanto no caule.

- Vou explicando para vocês só pra vocês terem uma noção de como se faz:

Numa tina de índigo folha e caule, coloca num tanque cheio de água e vai fazer com que essas folhas e caule fiquem por 3 dias e vai começar a fermentar. E a cor da água desse tanque vai ficar meio azul esverdeada. E então essas folhas e caules são retiradas. A gente vai contar uma mistura com cal e vai mexer muitas vezes, para fazer com que o oxigênio incorpore essa mistura.  Então, por meio do oxigênio, essa mistura vai oxidando, e com o tempo os pigmentos também vão decantar.  E aí, você joga aquele líquido que ficar na parte superior e o que sobra que dá em um aspecto pastoso é o pigmento em si.

- E essa pasta  é que vai ser incorporada na tina, então, quando a gente parar pra pensar o tempo de preparo, dessa pasta,  o método tradicional e aqui no Brasil, por exemplo, outras regiões do Japão, é totalmente diferente.

A Japan House São Paulo (JHSP) trouxe em comemoração aos 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão,  pela primeira vez, o coletivo de artesãos japoneses BUAISOU. A JHSP é uma iniciativa internacional com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki. Desde 2017, a instituição promoveu mais de 48 exposições e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de 3,5 milhões de visitantes. A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina. A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações.

Por Yuko Suzuki   Crédito das imagens do vídeo  de Ale Virgílio

ARTIGO - Interação justa entre varejo e indústria têxtil é crucial na era da sustentabilidade e digitalização

worldfashion • 04/03/25, 15:37

Por Fernando Valente Pimentel* e Camila Zelezoglo*

As condições adversas do mercado geram consequências prejudiciais para todos os envolvidos. Para a indústria, resultam em instabilidade financeira, dificuldade no planejamento produtivo, investimentos limitados em tecnologia e inovação e, por vezes, comprometimento dos padrões de excelência. Os trabalhadores também são afetados. O próprio varejo sofre com problemas de qualidade, atrasos nas entregas, alta rotatividade de fornecedores e riscos à sua reputação.

A propósito, vale observar os dados de 2024 referentes aos prazos das encomendas dos varejistas aos fabricantes, apresentados na Première Vision, em novembro último, pelo Instituto Français de la Mode. O aprovisionamento de longo prazo (seis meses ou mais antes da estação) representou 48% do total, enquanto o médio prazo (seis meses ou menos antes da estação) foi de 33% e o curto prazo (dentro da estação), 19%.

A criação e adoção voluntária de práticas comerciais mais equilibradas podem melhorar o panorama da cadeia de valor, proporcionando benefícios significativos para todos. O planejamento colaborativo emerge como elemento crucial, abrangendo o estabelecimento conjunto de previsões de demanda, compartilhamento transparente de informações de mercado, definição clara de calendários de desenvolvimento e produção e compromissos de volume consistentes e de longo prazo. A precificação justa desempenha papel igualmente determinante, considerando os custos reais de produção, garantindo margens adequadas para investimentos em melhorias, chancelando o valor agregado e promovendo negociações transparentes.

Para a indústria, esses avanços significam maior estabilidade financeira, capacidade de investimento em inovação, desenvolvimento de produtos diferenciados e relacionamentos comerciais duradouros. Os trabalhadores beneficiam-se com melhores condições laborais e oportunidades mais amplas de crescimento profissional. O varejo, por sua vez, obtém produtos de maior qualidade, fornecedores mais comprometidos, cadeias de suprimento mais confiáveis e melhor reputação corporativa.

A revisão dos processos interativos deve considerar as transformações disruptivas pelas quais o setor têxtil e de confecção está passando globalmente. A digitalização avança rapidamente, viabilizando sistemas integrados de planejamento, plataformas colaborativas avançadas, rastreabilidade completa da cadeia de suprimentos e métricas precisas de desempenho. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade impõe-se como imperativo estratégico. Fibras regeneradas, tecnologias de reciclagem mecânica e química, além de novas regulamentações ambientais, estão inaugurando uma nova era para nossa atividade.

Nesse cenário dinâmico, a construção de relações comerciais mais equilibradas entre varejo e indústria têxtil não representa apenas uma questão ética, mas uma necessidade estratégica para a sustentabilidade do setor. A adoção proativa de melhores práticas comerciais pode criar um círculo virtuoso benéfico para toda a cadeia produtiva, desde os trabalhadores nas fábricas até o consumidor final.

O Brasil detém condições singulares para liderar esse movimento transformador, por contar com todos os elos da cadeia produtiva e distributiva integrados em seu território. As empresas que encabeçarem as mudanças contribuirão para que o setor seja mais sustentável e se destacarão, pois se posicionarão competitivamente em um mercado cada vez mais consciente e exigente.

O estabelecimento de modelos comerciais mais justos representa um investimento estratégico no futuro do setor, criando alicerces sólidos para inovação, crescimento sustentável e relações comerciais duradouras. À medida que mais empresas adotem voluntariamente essas práticas, será consolidado um novo paradigma de mercado, demonstrando ser possível harmonizar sucesso comercial e econômico com responsabilidade social e sustentabilidade ambiental.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

*Camila Zelezoglo é gerente de Sustentabilidade e Inovação da Abit.

BUAISOU

worldfashion • 24/02/25, 17:23

Em comemoração aos 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão, a Japan House São Paulo traz ao Brasil pela primeira vez o coletivo de artesãos japoneses BUAISOU, que se dedica à cultura, processamento e tingimento com o índigo (Persicaria Tinctoria).

AS OFICINAS

A primeira oficina “Preparo de tina de tingimento com índigo japonês”, conduzida por um membro do BUAISOU, os participantes poderão aprender sobre o índigo japonês e experimentar na prática o processo de preparação de uma tina de tingimento com índigo. O processo de preparo dessa tinta de tingimento demanda alguns dias, por isso nesta oficina não haverá o tingimento de nenhuma peça.  O objetivo deste evento é desvendar como essa técnica milenar traduz a preocupação da cultura nipônica com a sustentabilidade e máxima utilização dos recursos disponíveis.

Já a segunda oficina “Tingimento com índigo japonês e katazome” poderá tingir de uma peça com a “técnica aizome”, cuja planta utilizada em tingimentos de tecidos na coloração azul, conhecida por gerar diferentes tonalidades de azul, produzidas a partir de processos naturais e sustentáveis, por Kakuo Kaji, representante do BUAISOU, que ensinará também a técnica do “katazome”, que utiliza uma pasta de arroz e estêncil para a criação de padrões e desenhos no tecido.

ONDE :

Oficina Preparo de tina de tingimento com índigo japonês, por Buaisou e JHSP

Quando: 27 de fevereiro de 2025 (quinta-feira), às 14h

Onde: SESC 24 de Maio - 6º andar (A)

Duração: aproximadamente 3h

Classificação etária: a partir de 16 anos

Vagas limitadas. Senhas disponíveis para retirada 30 minutos antes no local.

Atividade gratuita.

Oficina Tingimento com índigo japonês e katazome, por Buaisou e JHSP

Quando: 8 de março (sábado), às 10h, 14h e 18h; e 9 de março (domingo), às 10h e 14h

Duração: aproximadamente 3h

Classificação etária: a partir de 16 anos

Vagas limitadas. Senhas disponíveis para retirada 30 minutos antes no local.

Atividade gratuita.

Quem é Kakuo Kaji é o representante do BUAISOU, artesão de tingimento e artista de índigo. Nascido em Aomori, aprendeu sobre design têxtil no curso de Design Têxtil na Universidade Zokei de Tóquio e durante sua graduação conheceu o tingimento natural. Depois de se formar, ele se juntou a uma equipe de voluntários de revitalização regional da província de Tokushima para conhecer o índigo. Lá ele aprendeu as técnicas básicas, desde o cultivo até a produção do sukumo (corante) do índigo, e foi expandindo seus conhecimentos criativos de forma autodidata. Em 2012, inicia as atividades do BUAISOU, enquanto participa de trabalhos de revitalização regional. Em 2015, fundou a empresa em Tokushima e Nova Iorque simultaneamente. Todas as obras de BUAISOU são produzidas por ele.

Sobre a JHSP - Japan House é uma iniciativa internacional com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki. Desde 2017, a instituição promoveu mais de 48 exposições e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de 3,5 milhões de visitantes. A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina. A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações.

FEBRA TÊXTIL 2025 em São Paulo

worldfashion • 21/02/25, 15:12

A feira aberta no último dia 18 de fevereiro, contou com a presença de diversas autoridades e representantes do setor, o presidente do Febratex Group, Hélvio Pompeo junto com o diretor-superintendente da ABIT, Fernando Pimentel, receberam o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de SP, Rodrigo Hayashi Goulart, o presidente do CIESP e presidente Emérito da ABIT, Rafael Cervone; o presidente do SindTêxtil, Júlio Scudeler; o representante do Sebrae Nacional, Nourival Pantano Júnior; a representante da ApexBrasil, Márcia Nejaim; o secretário-executivo da Frente Parlamentar do Desenvolvimento Econômico de SP, Sérgio Kacas; e o assessor da presidência da ApexBrasil, Silvio Torres.

O Hélvio Pompeo Madeira, ressaltou a importância da FebraTêxtil para o setor têxtil e a economia brasileira, destacando São Paulo como um polo estratégico da indústria. “Viemos reafirmar nosso compromisso com o setor e com o Brasil, pois São Paulo é a mola mestra do país. Com o trabalho que estamos realizando, junto aos expositores e parceiros, queremos consolidar esta feira como um evento anual, que represente a força da nossa indústria e seu potencial, não apenas no Brasil, mas em toda a América do Sul. É fundamental mostrar ao mundo a importância do mercado têxtil brasileiro”, afirmou Madeira.

“Estamos entusiasmados com a retomada da FEBRATÊXTIL em São Paulo, um marco essencial para a cadeia de insumos têxteis do Brasil. Esta feira é estratégica para consolidar o crescimento do setor, com empresas fornecedoras e compradoras de matérias-primas feitas no País. Essa integração é que fortalece um setor”, declarou Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit.

Acreditando que um setor forte precisa ter uma feira de insumos forte, que atraia compradores nacionais e internacionais, a Abit está na correalização da FEBRATÊXTIL, juntamente com FCEM e Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP).  O evento busca promover a integração dos segmentos de fios, tecidos, denim, malharias, aviamentos e complementos. Além de insumos, tecnologias e serviços, proporcionando, para as empresas e profissionais da confecção, moda e varejo, um ambiente que oferece soluções para os mais diversos processos criativos, produtivos e de gestão da cadeia têxtil.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) mostra que o setor retomou um ciclo de crescimento no ano passado, após enfrentar dificuldades da pandemia e as incertezas que têm permeado o País. Em 2024, o segmento têxtil registrou crescimento de 4,8% na produção em relação ao mesmo período de 2023, enquanto o vestuário avançou 3,9%. Para 2025, a Abit projeta um crescimento de 1,2% em toda a Cadeia, a depender, é claro, do cenário do PIB nacional que reflete no poder de compra dos consumidores. Mas o setor está otimista e projeta investimentos.

Um dos temas abordados foi o fortalecimento dos polos comerciais têxteis na cidade de São Paulo. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Hayashi Goulart, destacou as iniciativas voltadas para as regiões do Bom Retiro, Pari e Brás, reconhecidas como grandes centros de produção e comércio do setor. “Temos dado uma atenção especial a essas regiões, com o objetivo de melhorar as condições para que novos negócios sejam abertos, gerando mais empregos e renda. Além disso, estamos avaliando medidas para potencializar o desenvolvimento local, incluindo ações voltadas à infraestrutura e logística”, afirmou.

Ele também ressaltou os esforços para qualificação profissional, citando o Fashion Sampa, programa que já capacitou mais de 1.200 pessoas em parceria com a São Paulo Fashion Week. “Esse programa tem um impacto significativo na cadeia produtiva da moda, promovendo oportunidades para novos talentos e fortalecendo o setor”, destacou.

EMPRESAS PARTICIPANTES

A The LYCRA Company, referência global em inovação para a indústria têxtil, participou da FebraTêxtil 2025, como um dos principais players do setor para discutir tendências, tecnologia e sustentabilidade. A empresa esteve presente no Espaço Talks no dia 19 de fevereiro, com duas palestras voltadas para a importância das parcerias estratégicas e o desenvolvimento de soluções inovadoras para atender às demandas da cadeia produtiva e do consumidor final.

Apresentou cases de sucesso de Joint Marketing, uma estratégia colaborativa em que duas ou mais empresas trabalham juntas para promover seus produtos ou serviços, compartilhando recursos, audiência e expertise. No setor têxtil, o Joint Marketing pode envolver parcerias entre tecelagens, marcas de moda, varejistas e fornecedores de matéria-prima. A segunda palestra abordou os pilares tecnológicos da The LYCRA Company, explorando como a empresa identifica desafios do mercado e desenvolve soluções avançadas que combinam conforto, durabilidade e sustentabilidade.

Para Carlos Fernandes, Diretor Comercial da The LYCRA Company para América do Sul: “Retomar uma feira têxtil em São Paulo, o maior centro comercial do país, com tantas marcas e parceiros importantes locais, é um movimento de extrema relevância e nos ajuda a estabelecer novas conversas com uma grande variedade de players dos centros urbanos próximos. Nossa expectativa para o evento é muito positiva”, afirmou.

A Vicunha apresentou os últimos lançamentos, além de alguns destaques exclusivos da coleção 2025, com ênfase em tecidos que incorporam tecnologias sustentáveis e promovem a redução do impacto ambiental. Entre as principais inovações da empresa, destaca-se a utilização de 100% de água de reúso no processo produtivo de denim e brim. Esta novidade é possível graças à estação de tratamento VSA, inaugurada em maio de 2024, em Pacajus (CE). Ela purifica o esgoto doméstico urbano para uso industrial, eliminando a necessidade de captação de água de mananciais naturais, representando um marco para a sustentabilidade hídrica no setor têxtil.

A linha Less Water, que agora inclui os artigos Taipe e Frades (no Denim), além de Cyros, Sardenha e Mykonos (no Denim Colour). São produtos que têm um consumo muito baixo de água no processo produtivo (de um a três litros de água por metro de tecido fabricado, dependendo do artigo).

A linha Regen, que utiliza algodão cultivado com práticas agrícolas regenerativas, não só reduz a quantidade de água usada, mas também ajuda a melhorar a saúde do solo. Entre os produtos dessa linha está o Pietro Royal Regen.

“A FebraTêxtil é uma oportunidade valiosa para compartilharmos nossas inovações e fortalecer o relacionamento com nossos parceiros e clientes. Estamos prontos para contribuir para um futuro mais sustentável, com soluções inovadoras que atendem às demandas do mercado e do meio ambiente”, afirmou Renata Guarniero, gerente de Marketing da Vicunha.

A Capricornio apresentou os tecidos com a nova cor Dark Blue, e um acabamento inovador, o Glow Coating. O Dark Blue chega no Algarve, o queridinho 100% algodão, com peso de 12 Oz, na construção 3×1 e largura de 1,76 m.

O processo de lavanderia, as reservas ganham mais destaque, revelando um efeito exclusivo que mistura o fundo azul, com o black. Esse visual autêntico e sofisticado, é perfeito para peças originais com acabamentos diferenciados.

O Algarve Light Black Glow, também na composição 100% algodão com o acabamento Glow Coating. O peso de 10 Oz, vem com um elegante efeito de brilho glitter. Esse acabamento vem de frente com as tendencias de brilho, metalizados e pedraria, ideal para quem busca peças ousadas e modernas.

O artigo Eva, um artigo leve, com 5,5 oz e construção cetim. Com 77% de algodão e 23% de poliamida na composição, ele proporciona conforto, super frescor e não retém o odor no dia-a-dia. Por conta da poliamida, tem um stretch mecânico, que não deixa o tecido rígido e mais agradável.

Para João Bordignon, Diretor de Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da Capricórnio Têxtil, a participação da empresa no Fashion Show é motivo de grande satisfação. “Estamos muito felizes em participar da FebraTêxtil, especialmente no Fashion Show, que é uma excelente oportunidade de exposição. A Capricórnio acredita fortemente em iniciativas que apoiam, fortalecem e incentivam a visibilidade e o amadurecimento do setor têxtil nacional. Estamos comprometidos com o consumidor e com tudo que envolve o denim de forma verdadeira”, afirmou Bordignon.

Entre os expositores a sustentabilidade tecnológica foi um tema de destaque, com várias empresas apresentando soluções inovadoras, como a Dini Têxtil, que focou na reciclagem de PET e resíduos têxteis, e a Saltorelli, que trouxe o Eco Denim e práticas de reúso de água.  A CTM Fios destacou fios reciclados, reafirmando o compromisso da indústria com práticas ambientais responsáveis.

Outro ponto importante foi a participação do Fundo Social de São Paulo, que apresentou seus programas de qualificação profissional, com ênfase em cursos voltados para a moda. A iniciativa tem como objetivo ampliar as oportunidades de emprego e inclusão social no setor têxtil.

BRASIL FASHION DESIGNERS 2025

O concurso Brasil Fashion Designers 2025 (BFD), destinado a estudantes de moda, promovido pelo Febratex Group, que visa valorizar o design e revelar novos talentos, desta vez com o patrocínio da  The LYCRA Company, o vencedor foi premiando com a oportunidade de apresentar sua coleção na Expotextil Perú, que se realizará de 23 a 26 de outubro no Centro de Convenciones Jockey Plaza  em Lima /Peru.  Com esse patrocínio, a LYCRA reafirma seu compromisso com a inovação e o incentivo ao desenvolvimento de novos talentos na moda. Como parceira do concurso, a empresa oferece apoio estratégico alinhado ao seu histórico de transformação e contribuição para o setor têxtil, reforçando seu interesse em fortalecer a conexão entre design e tecnologia, valores centrais para sua missão de impulsionar a indústria têxtil com soluções de alto desempenho e conforto.

A grande vencedora desta edição foi Mariana Rossetto, que conquistou a oportunidade de apresentar sua coleção na Expotextil Peru, levará seu trabalho para um público internacional, ampliando sua visibilidade e consolidando sua trajetória no mercado.

O segundo lugar ficou com Lívia dos Passos, que se destacou pelo design inovador e refinamento técnico. Já o terceiro lugar foi conquistado por Douglas Lopes, reconhecido pela criatividade e excelência na confecção de suas peças. Na quinta-feira, o evento ainda contará com a votação do público, onde todos os looks dos finalistas serão expostos para uma votação especial.

As coleções criadas pelos finalistas foram apresentadas em um desfile exclusivo para um time de jurados composto por renomados especialistas da moda e da indústria têxtil. Os jurados desta edição foram:

● Francisco Gonzalez - coordenador de marketing da Vicunha.

● Eduardo Viveiros – Editor da L’Officiel.

● André Hidalgo – Fundador da Casa de Criadores.

● Fred Haydu – Atual editor da Revista Têxtil.

● João Braga – Professor e renomado pesquisador de moda.

● Marta De Divitiis - ex-editora da Revista Têxtil.

● Miguel Santos - vencedor do último BFD, realizado em Caruaru (PE).

A edição, o concurso teve como tema: Vivi Haydu – O Legado de uma Mulher de Vanguarda. Nascida no Egito e radicada no Brasil desde 1957, Vivi foi uma das diretoras da Fenit (Feira Nacional da Indústria Têxtil) importante plataforma que promoveu o design brasileiro no mercado internacional.

“O tema não poderia ser outro: o legado de uma mulher de vanguarda. Nossos participantes mergulharam na história da Vivi, desde sua infância no Egito até sua marcante trajetória no Brasil. Para contar essa história tivemos uma linha do tempo e um acervo fotográfico extraordinário, que serviu de referência para a criação das coleções”, destacou  Ricardo Gomes, Gerente de Novos Projetos do Febratex Group.

O BFD 2025, reafirmou a posição como uma das plataformas para o desenvolvimento da nova geração de designers brasileiros. Além de incentivar a criatividade, o concurso promove a integração entre diferentes elos da cadeia têxtil, aproximando estudantes, profissionais e a indústria.  E contaram com os patrocínios de:  LYCRA, Vicunha, Andrade Máquinas, Silmaq e da Bonor.

FASHION SHOW

Com uma programação que uniu inovação e negócios, a FebraTêxtil 2025 consolidou seu papel como um evento essencial para o setor, impulsionando a indústria têxtil e proporcionando conexões estratégicas para profissionais e empresas. O espaço Fashion Show trouxe grandes nomes da indústria, como Vicunha, Capricórnio, Total Fios, Manatex, Bonor, Macias Tecelagem, Sticle e Fiação Fides, que apresentaram coleções que aliaram criatividade, inovação e a busca por soluções tecnológicas aplicadas ao design de tecidos.

A Moda Inclusiva,  em parceria com a Casa de Criadores, realizou um desfile com peças que uniram estilo e funcionalidade. As coleções abordaram a representatividade e a diversidade, utilizando tecidos inteligentes e modelagens inovadoras para atender às diversas necessidades de pessoas com deficiência. A iniciativa reflete o compromisso da indústria em promover uma moda mais acessível e inclusiva.

“A Moda Inclusiva é essencial para garantir a representatividade de modelos com deficiência, ampliando a diversidade na indústria e fortalecendo o compromisso com a acessibilidade. Participar de um evento como a FebraTêxtil é uma oportunidade estratégica para sensibilizar o mercado e demonstrar que a inclusão está diretamente ligada à sustentabilidade, um tema cada vez mais relevante para as empresas. Sem acessibilidade, não há sustentabilidade, e essa é uma mensagem urgente que precisa ser compartilhada”, afirmou Daniela Auler, idealizadora do conceito de Moda Inclusiva e CEO da Moda Inclusiva Conexões.

Ricardo Gomes, Gerente de Novos Projetos do Febratex Group, ressaltou a importância da visibilidade. “Os desfiles vão além de revelar talentos, eles também elevam a percepção dos produtos e enaltecem o trabalho técnico dos expositores, garantindo mais projeção na passarela. São uma poderosa vitrine de divulgação e um grande atrativo para o público, que tem participado de forma cada vez mais engajada”, destacou.

ESPAÇO TALKS

O espaço contou com diversos conteúdos sobre mercado, inovação e sustentabilidade, trazendo insights valiosos para empreendedores, designers e profissionais da cadeia têxtil.

ARENA DO CONHECIMENTO

A Arena do Conhecimento reuniu especialistas e líderes do mercado, que discutiram os principais desafios e oportunidades do setor têxtil. O espaço, no primeiro dia de evento, abordou temas como economia circular, desenvolvimento sustentável, novas tecnologias e as mudanças no comportamento do consumidor, trazendo insights valiosos para os profissionais da indústria.

Os nãotecidos também se destacaram na feira, com um espaço dedicado a esses materiais amplamente utilizados em setores como saúde e construção civil.

O Fashion Revolution Brasil, o grande movimento ativista de moda do mundo, marcou presença com o lançamento do livro digital gratuito “Cânhamo é Revolução” uma publicação que explora o potencial do cânhamo como matéria-prima sustentável para a indústria têxtil. Ainda pouco difundido no Brasil, o material, variedade da Cannabis sativa, se destaca como uma alternativa promissora devido às suas propriedades ecológicas e à versatilidade na produção de tecidos.

“A FebraTêxtil 2025 foi realizada em São Paulo, Estado hub de negócios que é o maior produtor de têxteis e confeccionados do país, portanto uma feira de São Paulo para o Brasil e o mundo. Apresentamos as expectativas do setor, debatendo as taxações e a igualdade tributária necessária, visando uma concorrência justa e leal. O nosso objetivo é fazer com que, em três ou quatro anos, o evento seja fantasticamente maior”, afirmou Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit.

O presidente do Febratex Group, Hélvio Pompeo Madeira, destacou a importância do evento para a indústria e compartilha os planos para as próximas edições: “A FebraTêxtil se estabelece como um evento essencial para o setor têxtil em São Paulo. Nossa missão é continuar criando um ambiente propício à troca de conhecimentos e à geração de negócios. Para as edições futuras, nosso objetivo é expandir ainda mais a feira, trazendo as tendências e inovações que irão moldar o futuro do setor”.

O Diretor do Febratex Group, Hélvio Jr., destacou o enorme sucesso da feira, enfatizando que FebraTêxtil 2026 já é uma realidade. Ele ressaltou que o êxito desta edição reflete o compromisso da Febratex com o fortalecimento da indústria têxtil. “Estamos não apenas fortalecendo este ecossistema, mas também impulsionando o crescimento do setor, o que demonstra nosso empenho em promover a evolução contínua da indústria têxtil”, afirmou.

A FebraTêxtil 2025 se posicionou como o único evento em São Paulo que integra todo o ecossistema de insumos e soluções para a indústria têxtil e de confecção. A edição de 2026 já está confirmada será nos dia 24 a 26 de fevereiro de 2026 e com certeza trará ainda mais inovações e tendências para a indústria têxtil.



ARTIGO - Balança comercial aponta desafios cruciais para o setor têxtil e de confecção do Brasil

worldfashion • 03/02/25, 10:32

Por Fernando Valente Pimentel*

O setor têxtil e de confecção ilustra este cenário: enquanto as exportações de algodão, aproximadamente 2,8 milhões de toneladas, geraram cerca de US$ 5 bilhões, os produtos manufaturados alcançaram apenas US$ 1 bilhão. Esta disparidade evidencia nossa crescente especialização na exportação de matérias-primas, um modelo que, embora não seja intrinsecamente negativo, demanda urgente diversificação.

Em meio a este contexto, destaca-se um dado preocupante: o Brasil tornou-se um dos principais destinos das exportações asiáticas, com destaque para a China. Esta, respondendo por um terço da produção industrial global e um superávit comercial de US$ 1 trilhão em 2024, impacta significativamente nosso setor têxtil. O déficit setorial de US$ 5,6 bilhões em 2024 (US$ 1 bilhão em exportações versus US$ 6,6 bilhões em importações) é alarmante, especialmente considerando que cerca de 60% das importações são de origem chinesa.

O cenário para 2025 apresenta desafios ainda mais complexos, com previsão de crescimento do PIB brasileiro de 2,06%, menor que os 3,5% de 2024. Soma-se a isso o possível aumento das barreiras comerciais globais, especialmente nos Estados Unidos, e a provável intensificação da busca por mercados alternativos pelos exportadores mundiais, que certamente mirarão o mercado brasileiro.

O programa Nova Indústria Brasil (NIB) representa uma iniciativa promissora para adensar as cadeias produtivas nacionais. Entretanto, são necessárias ações complementares, incluindo a utilização mais efetiva de medidas legítimas de defesa comercial, a busca por novos acordos internacionais, como o Mercosul-União Europeia, o qual esperamos que seja ratificado este ano e implementado em termos práticos em 2026. É fundamenta, ainda, a redução do “Custo Brasil” e investimentos consistentes em modernização e produtividade.

Os números de 2024 são preocupantes para o setor têxtil e de confecção, pois as importações cresceram cinco vezes mais rapidamente do que a produção e seis vezes mais do que o varejo. A situação é grave, considerando que muitos produtos importados chegam com preços predatórios, sustentados por subsídios e práticas laborais e ambientais incompatíveis com os padrões brasileiros.

A indústria têxtil e de confecção brasileira encontra-se em um momento crucial. Ainda que o superávit comercial geral seja positivo, as entrelinhas dos dados revelam desafios significativos, que precisam ser enfrentados com políticas assertivas e ações coordenadas entre governo e setor privado. Em paralelo à agenda de competitividade interna, necessitamos fortalecer nossa capacidade de exportação de produtos manufaturados.

O setor, com ações capitaneadas pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), mantém uma agenda ativa e ofensiva para conquistar mais mercados internacionais, incluindo pesquisa de mercado, estudos detalhados sobre os mercados-alvo, adaptação de produtos e marketing, certificações internacionais, desenvolvimento de competências, parcerias estratégicas, e-commerce e participação em eventos. Ademais, em parceria com a Apex, mantemos o programa TexBrasil. Por meio dessa iniciativa, as empresas recebem suporte em diversas áreas, como qualificação profissional, inteligência de mercado, promoção comercial e sustentabilidade, o que lhes permite fortalecer sua competitividade.

A despeito das estratégias e projetos setoriais, se o Brasil não conseguir resgatar níveis mais elevados de competitividade para conquistar mercados internacionais, corremos o risco de comprometer seriamente o futuro do nosso setor têxtil e de confecção, que está sendo atacado internamente, com capacidade de reação menor do a daqueles que estão entrando em nosso mercado. O momento exige ações de coordenação entre os setores público e privado, como já está acontecendo, pois, a sustentabilidade e pujança do parque fabril e da economia do nosso país depende da nossa capacidade de responder a esses desafios.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Edições 2025 da FIT 0/16 e Pueri Expo

worldfashion • 29/01/25, 16:57

Já é quase lugar-comum constatar que os mercados de moda infantojuvenil e de produtos para bebês no Brasil crescem ano após ano seguindo o mesmo potencial dos seus pequenos consumidores. No caso dos vestiários e acessórios, a evolução varia de 6% a 8% ao ano, segundo dados da IEMI/ABIT (Inteligência de Mercado e Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção). E no setor de puericultura, o crescimento chega a 30%, de acordo com a Abrapur (Associação Brasileira de Produtos Infantis).

O diretor-geral da Koelnmesse Brasil, Beni Piatetzky, adianta suas expectativas para as edições deste ano: “Estamos esperando uma feira Pueri Expo inédita, com a grande novidade que é a Pueri Talks. Vamos reunir os médicos pediatras com o universo da puericultura pela primeira vez, além de ter também a volta de grandes marcas como a Galzerano e a Burigotto”.

“Para a FIT, nós estamos batendo recorde de tamanho, tendo uma participação muito grande de vários estados brasileiros, além da representação de outros países. A nossa expectativa é a de que o número de visitantes aumente bastante por causa das nossas campanhas grandes e assertivas, diretamente com os lojistas do setor”, destaca Piatetzky.

As oportunidades de negócios são gigantes e esse é um dos principais ingredientes que estarão na 58ª FIT 0/16 - Feira Internacional do Setor Infantojuvenil e Bebê e a 8ª Pueri Expo – Feira Internacional de Negócios em Puericultura. Os eventos são organizados pela Koelnmesse Brasil e acontecem entre os dias 27 e 29 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A Pueri Talks é o principal evento na Arena do Conhecimento da Feira. Foi idealizado no formato de simpósio para estreitar o diálogo com o setor de pediatria. Haverá palestras de médicos renomados sobre a saúde da criança e do adolescente, durante os três dias do evento. Todo esse conteúdo, com debates e demonstrações de produtos, possibilita que os participantes ampliem seus conhecimentos sobre os avanços tecnológicos e científicos no universo infantil.

Outra novidade deste ano será o programa de visitantes, com visitas guiadas aos expositores, realizado em parceria com a agência especializada em feiras de negócios Double Down Live Marketing (DDML).

Compradores visitantes das Feiras terão ambiente propício para estarem frente a frente com os expositores na Rodada de Negócios. A gerente de projetos da FIT 0/16 e Pueri Expo, Daniela Gonzalez, antecipa as novidades deste ano:

“A Rodada de Negócios vai ter mais compradores do que 2024, que já foi um ano de muito sucesso. É uma oportunidade muito boa dos expositores se sentarem com quem realmente está pronto para fazer negócios. Em 2025 a rodada vai ser maior, então é a chance de os interessados se programarem com antecedência e participar”.

Daniela retoma seu protagonismo profissional nas Feiras depois de dois anos. Em 2022 ela era coordenadora de Vendas da FIT 0/16 e da Pueri Expo, primeiro evento depois da pandemia da Covid-19, em que as marcas estavam começando a se estruturarem. Em junho do ano passado, Daniela assumiu a gerência de projetos da Koelnmesse Brasil.

Setores das Feiras

O mundo da moda infantojuvenil da FIT vai abranger, além de roupas para crianças e adolescentes, marcas expositoras de acessórios, calçados, moda bebê e enxoval.

Na Pueri Expo os setores estão divididos em “creche leve” (produtos de puericultura leve como mamadeiras, chupetas, mordedores, pratos etc.), decoração, mobília, cuidados infantis pesados (puericultura pesada como carrinhos de bebês, banheiras, berços, cadeirinha, banheira etc.), brinquedos e os novos setores compostos por higiene e cosméticos e nutrição infantil.

Serviço:

FIT 0/16 e Pueri Expo

Data: 27 a 29 de abril de 2025

Horário: 10h às 19h

Local: Expo Center Norte - Pavilhão Azul

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo – SP.

Sobre a Koelnmesse

A Koelnmesse é organizadora internacional de ponta para feiras focadas em equipamentos e enxovais do segmento premium para bebês e crianças. Em Colônia, na Alemanha, a feira líder mundial Kind + Jugend apresenta anualmente os mais novos produtos, tendências e inovações, como plataforma setorial central estabelecida para o comércio global. Além disso, a Koelnmesse está expandindo seu portfólio em nível internacional: na América Latina, a Pueri Expo em São Paulo é a maior feira para produtos de alta qualidade voltados ao segmento de bebês e crianças, reunindo de maneira focada as principais marcas brasileiras e internacionais com compradores e varejistas de toda a região.Com a feira Kind + Jugend ASEAN, essa bem-sucedida marca de feiras lança mais um evento em Bangkok na Tailândia, voltado especificamente às regiões emergentes no sudeste asiático.

da redação com informações da 2PRÓ Comunicação

ARTIGO - Brasil pode vencer os desafios do trabalho informal, produtividade e reindustrialização

worldfashion • 27/01/25, 14:59

Por Fernando Valente Pimentel*
A distribuição da informalidade apresenta variações regionais significativas. Enquanto o Norte e o Nordeste registram os maiores índices, o Sul e o Sudeste têm taxas menores. Santa Catarina, com 26,4%, destaca-se como o Estado com o menor percentual.
O problema não é um fenômeno isolado, mas parte de uma complexa teia de relações econômicas e sociais. Existe uma estreita correlação entre os níveis de informalidade, programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e menor presença local e regional da indústria. Essa interconexão revela desafios estruturais profundos na economia brasileira.
A baixa produtividade emerge como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento. A informalidade contribui decisivamente para esse cenário, criando um ciclo vicioso de precariedade laboral e baixa geração de valor econômico. Trabalhadores informais geralmente carecem de proteção social, treinamento especializado e acesso a tecnologias que poderiam elevar sua eficácia.
Para enfrentar esses desafios, é fundamental uma estratégia multidimensional. As principais frentes de atuação devem incluir: políticas de formalização, com simplificação burocrática e redução da carga tributária sobre o emprego formal; investimento em educação e qualificação profissional, alinhando formação às demandas do mercado; e estratégias de reindustrialização, com fomento à inovação e atração de investimentos na indústria, que é empregadora intensiva, e demais setores importantes para o desenvolvimento.
Cabe lembrar que o governo está adotando medidas nesse sentido, como a Nova Indústria Brasil (NIB), Brasil Mais Produtivo (B+P), Plano Mais Produção e Depreciação Acelerada. O êxito desses programas contribuirá para a geração mais intensiva de empregos formais. Também se requer um esforço coordenado entre o poder público, setor privado e sociedade civil. É necessário criar um ambiente institucional e econômico que promova a formalização, capacitação e formação de competências e a modernização do tecido produtivo nacional.
Trata-se de uma jornada permeada por obstáculos complexos, mas não instransponíveis. Com planejamento estratégico, temos tudo para realizar um projeto nacional de desenvolvimento que valorize o capital humano, promova a inclusão produtiva e estabeleça as bases para o crescimento sustentável e socialmente justo.
*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).