ARTIGO - Alerta: desafios urgentes para a indústria têxtil e de confecção

worldfashion • 14/11/24, 14:15

Por Fernando Valente Pimentel (*)

Nos últimos 10 anos, o Brasil experimentou redução na renda per capita medida em dólares, indicando um empobrecimento relativo da população, que afetou diretamente o consumo interno, base fundamental para esse importante setor da economia nacional. Com o mercado interno enfraquecido, perdemos participação para produtos importados, muitas vezes beneficiados por práticas comerciais desleais ou subsídios governamentais em seus países de origem.

Nossas exportações permaneceram relativamente estáveis, prejudicadas pela crise econômica em mercados-chave, como a Argentina. Tal situação limita as oportunidades de crescimento e diversificação para as empresas brasileiras. O atual ambiente do comércio internacional, marcado por tensões geopolíticas e medidas protecionistas, coloca o Brasil em posição vulnerável. Com o recente crescimento do PIB e do consumo interno, o País torna-se alvo atrativo para exportadores estrangeiros, fator potencialmente capaz de prejudicar ainda mais a indústria local.

Cabe ressalvar que o setor têxtil e de confecção teve e continua tendo participação na construção da Nova Indústria Brasil (NIB), ação relevante do Governo Federal, que inclui o plano Mais Produção, com financiamento do BNDES, e se soma ao B+P e ao programa de Depreciação Acelerada, dentre outras ações relevantes. São iniciativas positivas, que posicionam a indústria no centro das políticas de desenvolvimento, de modo coerente com seu significado na geração de empregos em quantidade e qualidade, fomento de tecnologia e inovação, exportações de itens com maior valor agregado e redução da dependência externa.

No entanto, é preciso ponderar que os efeitos positivos da NIB serão percebidos principalmente a médio e a longo prazo, em contraste com a conjuntura atual enfrentada pela indústria têxtil e de confecção. Para superar esses desafios urgentes, é crucial avançar na agenda de competitividade sistêmica do País, por meio das seguintes ações: reduzir o “Custo Brasil”; implementar medidas de defesa comercial contra práticas desleais, defendendo  a indústria nacional; acelerar a negociação e implementação de acordos comerciais, especialmente entre o Mercosul e a União Europeia, para ampliar o acesso a novos mercados; investir em inovação e tecnologia para aumentar a produtividade e competitividade do setor; e desenvolver políticas de incentivo à modernização industrial e qualificação e oferta de mão de obra.

A inação diante do cenário atual e de curto prazo pode resultar em graves consequências para a indústria têxtil e de confecção brasileira, com potenciais perdas de empregos, fechamento de empresas e aumento da dependência externa, a despeito do fato de o setor estar crescendo este ano e gerando empregos. É fundamental que governo, setor privado e sociedade civil unam esforços para fortalecer esse importante segmento da economia nacional, que se situa entre os cinco maiores do mundo, com R$ 200 bilhões de faturamento e 1,3 milhão de empregos, garantindo sua competitividade e sustentabilidade no longo prazo. Apenas com uma abordagem coordenada e proativa será possível superar os desafios atuais e posicionar o setor de maneira mais dinâmica e eficaz no contexto global.

(*) Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

INCOFIOS

worldfashion • 13/11/24, 14:36

A Incofios uma empresa líder no mercado têxtil com duas décadas de experiência na produção de fios 100% algodão de alta qualidade. Fundada em 2001, com sede em Indaial, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, é uma empresa de espírito jovem com visão estratégica no seu segmento. Inovação, tecnologia e respeito aos clientes e colaboradores são a base para o crescimento da marca no mercado.

SUSTENTABILIDADE

Na busca por soluções mais sustentáveis em toda a operação, a Incofios, empresa líder na produção de fios de algodão, desenvolveu um projeto sobre o uso de caixas de papelão, muito utilizadas para o transporte e entrega da produção. Agora, parte dos clientes recebe o pedido entregue em paletes retornáveis, que promovem uma solução mais interessante ambientalmente.

Os estudos para a mudança tiveram início em 2017, quando a empresa iniciou pesquisas junto aos seu  clientes de vários setores. E percebeu que a opção poderia ter uma boa aceitação entre todos os clientes, assim a empresa decidiu adaptar essa prática em suas operações.

Benefícios

O projeto oferece agilidade na entrega, enquanto no método tradicional cada caixa precisava ser retirada manualmente do caminhão, agora basta remover o palete com toda a carga, reduzindo o tempo de carga e descarga pela metade. Da mesma forma, no processo de alimentação dos teares, a eficiência é aumentada, pois o tempo gasto para desembalar e colocar os fios nos teares é significativamente reduzido.

Atualmente, a Incofios entrega a produção em paletes para 5% dos clientes, mas o objetivo é aumentar esse número em 25%. Muitos clientes ainda apresentam alguma resistência na troca do insumo porque acabam utilizando também as caixas de papelão, mas o projeto da empresa é conscientizar estes compradores dos benefícios da troca.

Estamos trabalhando ativamente para ampliar a adoção do novo sistema para mais clientes, visando agilidade logística e preservação ambiental. Este projeto está alinhado com as metas globais da Agenda 2030.

“A Incofios, como signatária dos ODS, busca diariamente o consumo e a produção sustentável, que fazem parte dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”, destaca Fernando Conti, gerente comercial.

A empresa ressalta que os paletes utilizados no projeto são adquiridos externamente e retornam à empresa para serem reutilizados, contribuindo para um ciclo mais sustentável de produção e entrega. Com isso, a Incofios reafirma seu compromisso com a inovação, a eficiência operacional e a responsabilidade ambiental em todas as suas operações.

REAPROVEITAMENTO

Desde 2022, a IncofiosI, que possui uma unidade fabril em Campo Verde, Mato Grosso, conta com o selo Eureciclo, que também garante logística reversa das embalagens comercializadas.

A indústria têxtil desempenha um papel importante na economia global, e seu desenvolvimento sustentável tem sido um foco crescente para garantir um futuro mais verde. A promoção de iniciativas como a reciclagem, a economia circular e a gestão responsável de resíduos reflete o compromisso da indústria em reduzir o consumo de recursos naturais, como a água, e as emissões de carbono.

Com essas práticas, a indústria têxtil visa contribuir para um ecossistema mais equilibrado, adotando um modelo de produção cada vez mais alinhado à sustentabilidade e à preservação do meio ambiente.

Em meio a esse cenário, a Incofios, que possui unidade fabril em Campo Verde, Mato Grosso, vem se destacando por suas ações voltadas à sustentabilidade. Em 2023, a empresa conseguiu reaproveitar 98% dos mais de 2 milhões de quilos de resíduos gerados na confecção de seus produtos, resultado de uma forte campanha de reciclagem interna. Apenas 1,77% do lixo produzido foi destinado a aterros sanitários, demonstrando o compromisso da Incofios com a gestão ambiental responsável e a redução do impacto ambiental.

Conforme o Diretor  da empresa, Edson Augusto Schlogl, o programa de conscientização da Incofios é baseado na metodologia 5S, conjunto desenvolvido no Japão e que tem o objetivo de incentivar um ambiente de trabalho limpo e organizado. “A partir dessa metodologia realizamos a coleta seletiva, garantindo um destino adequado para todos os resíduos. A nossa matéria prima principal, o algodão, também é altamente aproveitado e os resíduos são transformados em briquetes – pequenos blocos que podem ser utilizados em caldeiras”, destaca.

Além disso, desde 2022, a empresa possui o selo verde Eureciclo em suas embalagens, um certificado que garante que, para cada embalagem comercializada, outra equivalente é reciclada. Essa prática faz parte do esforço contínuo de promover a logística reversa, que é o processo de recolhimento e reaproveitamento de resíduos pós-consumo, garantindo que embalagens e materiais não se tornem poluentes, mas sim recursos recicláveis.

Para a Incofios, a logística reversa é um pilar fundamental para a economia circular, pois promove a coleta e o reaproveitamento de resíduos sólidos e embalagens após o consumo. Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, empresas que produzem, comercializam ou importam embalagens são obrigadas a destinar corretamente ao menos 22% dos resíduos gerados. A empresa, por meio do selo Eureciclo, não só cumpre, mas supera essa exigência. “Com a inclusão do selo em nossas embalagens, nós reforçamos nosso compromisso com a sustentabilidade. Nós vamos além do mínimo exigido pela legislação, ajudando a estimular e valorizar a cadeia de reciclagem, que é crucial para aumentar as taxas de reciclagem no país”, afirma Edson.

SELO EURECICLO

Desde 2017, a Eureciclo tem trabalhado com mais de 275 centrais de triagem no Brasil, evitando que milhões de toneladas de materiais como papel, vidro, metal e plástico sejam descartados em aterros e lixões. Além de ajudar o meio ambiente, a iniciativa também gera impacto social positivo, com mais de R$ 36 milhões destinados a cooperativas e operadores parceiros.

INVESTIMENTOS

A empresa  investiu em equipamento que vão reduzir o tempo de reparos das máquinas de até seis meses para 24 horas. Sempre em busca da inovação e da excelência, a Incofios, adquiriu uma impressora 3D de grande porte para otimizar os processos de manutenção de equipamentos de fábrica. Dessa forma, a empresa cria o conceito de “almoxarifado digital” reduzindo o tempo de espera de peças por reposição, que atualmente pode chegar a seis meses, para até 24 horas.

O “almoxarifado digital” foi concebido como uma solução para reduzir o volume do estoque físico e aumentar a agilidade na obtenção de peças necessárias. “Ao invés de armazenar peças fisicamente, a Incofios passa a manter arquivos digitais das peças. Quando uma peça é requisitada, basta enviar o arquivo para a impressora 3D e produzir a peça em questão. Este método não só otimiza o espaço físico, mas também proporciona uma resposta rápida às demandas emergentes”, explica Leonardo Bordignon, Líder De Almoxarifado da Incofios.

O equipamento que permite este avanço é a impressora 3D Creatbot D600 Pro2, uma máquina robusta e altamente eficiente, equipada com uma cabeça de impressão dupla, câmara de construção fechada com controle de temperatura até 70ºC, mesa de impressão aquecida e extrusores Direct Drive. “Este equipamento é ideal para a engenharia e produção de peças de grandes dimensões, feitas com materiais avançados como NYLON, PC e compostos reforçados com fibra de carbono e vidro”, explica Leonardo.

Este projeto foi iniciado em 2022, com um investimento inicial de R$39.300 mil, além dos custos com insumos. Com a recente expansão e a aquisição de uma nova máquina, investimos mais de R$92 mil, diversificando também os filamentos utilizados, incluindo ABS, Nylon, PETG e PVOH, para atender a diversas necessidades de produção. “Esse movimento reflete o compromisso da Incofios com a inovação e a busca constante por soluções práticas que aceleram os processos internos. Afinal, agilidade é um dos nossos valores”, ressalta.

GANHO DE TEMPO E RECURSOS

A principal vantagem do novo equipamento para o departamento de manutenção é a significativa redução no tempo de resposta. Peças que anteriormente poderiam levar até seis meses para serem entregues agora podem ser produzidas internamente em até 24 horas. O Supervisor de Manutenção ressalta que o ganho de tempo é crucial para evitar paradas prolongadas de máquinas, garantindo a continuidade da produção e a qualidade do produto final.

Além disso, a novidade oferece também uma economia nos custos com a produção de peças internamente. “Conseguimos reduzir os custos em até 96% em comparação com a compra de peças importadas, como é o caso dos dutos de cardas, que possuem alta demanda e rápido desgaste”, analisa.

A iniciativa do “almoxarifado digital” demonstra a filosofia da Incofios de estar sempre à frente no mercado, incorporando tecnologias de ponta para melhorar a eficiência operacional. Com este projeto, a empresa reforça o compromisso com a inovação, agilidade e qualidade, valores que a diferenciam no setor industrial brasileiro.

da redação com informações da PRESSE COMUNICAÇÃO

9º CONGRESSO INTERNACIONAL ABIT 2024

worldfashion • 01/11/24, 16:15

O Congresso teve como tema “Conexões Brasil – Mundo: Caminhos Estratégicos para Competitividade”, o evento discutiu o posicionamento estratégico da indústria têxtil e de confecção brasileira no mercado global, considerando tanto questões já abordadas em edições anteriores quanto novos temas que surgiram no mundo e que impactam todo o ecossistema da

da moda.

PRIMEIRO DIA 30 DE OUTUBRO 2024 QUARTA FEIRA

Na cerimônia de abertura do  Congresso, no Senai Cimatec, em Salvador (BA), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, anunciou planos para fortalecer o setor no Estado. Também expressou seu compromisso com a segurança jurídica e a viabilidade dos negócios. “Fizemos investimentos estruturantes em estradas, buscando portos, aeroportos e aeródromos, em prol da mobilidade de pessoas e de cargas, garantindo a produção e um ambiente seguro de energias renováveis”, salientou.

Rodrigues mostrou mapa produzido em parceria com o Senai Cimatec sobre o potencial energético da Bahia, considerando a eólica, solar e, por consequência das duas, o hidrogênio verde. “Portanto, temos capacidade de oferecer matriz energética limpa e mão de obra qualificada”, enfatizou, assegurando o interesse do Estado no desenvolvimento do setor.

Em sua fala de abertura, Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit, apresentou mensagem de compromisso com a sustentabilidade do presidente da entidade, Ricardo Steinbruch, que não pôde participar.  “A COP 30, que ocorrerá em Belém em 2025, será uma vitrine muito importante para mostrarmos nossas práticas sustentáveis ao mundo”, disse, em nome do dirigente.

Pimentel, por sua vez, destacou providências necessárias para o desenvolvimento do setor em um cenário desafiador, com número crescente de entrantes internacionais. “Além da agenda macroeconômica, nossa resposta precisa ser muito direta, com inovação, políticas transformadoras, expansão do Reintegra, que é a devolução dos impostos acumulados nas vendas externas, não só das pequenas, mas também das grandes empresas. Teremos de concluir a reforma tributária em curso, com sistema racional, que não onere e não gere tantos contenciosos como temos no País. É preciso criar, assim, um ambiente mais sólido para os negócios, com segurança jurídica, física e patrimonial”, ressaltou.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, a realização do evento no Estado contribui para alavancar o desenvolvimento do setor. “Vamos trilhar esse caminho de fortalecimento da cadeia certa da indústria local. Nada mais adequado do que estar neste congresso, que reverte numa expectativa muito grande, porque as discussões e a divulgação de conhecimento certamente serão fundamentais para essa industrialização, tão desejada por todos nós”, afirmou.

PAINEL 1 - ESTUDO TÊXTIL DA BAHIA

Foram apresentados dados relevantes do segmento, do estudo inédito realizado pelo Observatório da Indústria FIEB, com apoio do IEMI - Inteligência de Mercado e do Senai Cimatec.

Os estudos de caso relevantes para o desenvolvimento do ambiente de negócios na esfera estadual, um balanço histórico e uma projeção do potencial do setor têxtil e de confecção.

Segundo o levantamento, se fosse possível transformar toda a fibra de algodão da Bahia, haveria chance de alcançar a meta de 730 mil toneladas produzidas e o faturamento médio de R$ 23 bilhões, considerando apenas as manufaturas têxteis.

Para Marcelo Prado, caso tivéssemos uma cadeia hermética, o número de empregos poderia saltar dos 23 mil para 600 mil. “A indústria de têxteis e de confeccionados zeraria a mão de obra disponível no Estado. Não à toa, quando começaram seus processos de industrialização e globalização, os países asiáticos escolheram o setor como seu principal motor de desenvolvimento”, explicou, destacando que o cumprimento dessa projeção “alavancaria em 50% o PIB da indústria do Estado”.

Corroborando com a análise, Vladson Menezes, da FIEB, reiterou que o diagnóstico inédito revela que, “dentro das vantagens competitivas próprias da Bahia, destacam-se as condições de logística, disponibilidade do algodão e a questão da resiliência das fibras naturais”. O debate ressaltou a necessidade de envolver o Governo do Estado, com todas as suas secretarias, entidades e órgãos da sociedade, em diálogos com o setor, seja no sentido de divulgar vantagens mercadológicas ou para viabilizar projetos de investimentos.

“O time do governador Jerônimo Rodrigues tem o compromisso de fortalecer o desenvolvimento econômico em todo o Estado, valorizando de uma ponta a outra as cadeias produtivas estratégicas para a economia baiana”, afirma Angelo Almeida, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia.

Almeida adianta uma prévia sobre o envolvimento no evento, que visa o desenvolvimento do setor. “Estamos apoiando institucionalmente e vamos participar de forma ativa do Congresso Internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, acolhendo, orientando e tirando dúvidas do público, que teremos a honra de receber no nosso Estado este ano. Além do apoio ao congresso, o Governo do Estado, por meio da SDE, contratou um estudo inédito que será apresentado durante o evento. O trabalho é um exemplo de realização de política pública de atração de investimentos e desenvolvimento de negócios”, completa o secretário.

Serão analisados os fatores históricos capazes de explicar por que o Brasil ocupa posição que poderia ser mais significativa no mercado global, considerando o porte de sua indústria, bem como as barreiras enfrentadas para aumentar sua competitividade. Também serão exploradas as tendências, cenários e direcionadores estratégicos do setor têxtil global, além das potencialidades e vulnerabilidades da indústria brasileira para se alinhar com essas tendências e aumentar seu market share internacional.


“Essa estratégia é importante para o aproveitamento das oportunidades e os desafios existentes no mercado brasileiro e global, visando o desenvolvimento e o futuro do setor”, frisa Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente e presidente emérito da Abit.

De acordo com dados IEMI, a Bahia possui mais de 400 indústrias têxteis e de confecções instaladas, gerando mais de 35 mil postos de trabalho com produção de cerca de 200 mil toneladas apenas em 2023, além de um faturamento médio de 9,5 bilhões de reais.

Com olhar apurado para o escalonamento dos negócios, Hari Hartmann, presidente do Sindvest e diretor da FIEB, destaca que a “Bahia apresenta grande potencial para ampliar a fabricação de têxteis e confeccionados de modo significativo, pois é o segundo maior produtor de algodão do País e se destaca, também, nos filamentos artificiais e sintéticos, principalmente poliéster e poliamida”.

No Estado, o setor é conhecido por ser um importante gerador de empregos e fonte de renda. Cerca de 13 mil desses postos de trabalho encontram-se no segmento têxtil e 22,7 mil, no de confecção. “A expectativa é de que o Congresso Internacional Abit em Salvador seja um ponto de encontro e contribua efetivamente para dar tração aos investimentos”, reitera Hartmann.

Segundo Vladson Menezes, Superintendente da FIEB, “o esforço conjunto do Sistema FIEB, que envolveu o Observatório da Indústria e o Senai Cimatec, com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, pode alavancar o desenvolvimento da cadeia têxtil e de confecções na Bahia, elevando expressivamente a geração de empregos no estado”.

Para o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, não existe dúvida de que o Congresso da Abit colocará em pauta um conteúdo rico, que deverá guiar discussões importantes sobre o cenário atual e futuro da cadeia. “Entender a nova realidade mundial e as tendências que devem impactar a indústria, bem como o papel da inovação e da tecnologia nos modelos de negócios, é fundamental para todos os atores, sejam do poder público ou da iniciativa privada”, afirma.

PAINEL 2: NOVA REALIDADE MUNDIAL

O embaixador Roberto Azevêdo, que foi diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), ministrou a palestra inaugural da programação. Intitulada “Nova Realidade Mundial e seus Impactos”, a apresentação apontou três grandes rupturas estruturais na realidade mercadológica global: a revolução digital; o novo cenário de tensões geopolíticas; e a revolução da agenda ambiental e climática.

Tendências como a forte demanda global por critérios de rastreabilidade de matérias-primas e um alerta para a necessidade de amadurecimento desse processo, inclusive no setor têxtil e de confecção, estiveram entre as tônicas da palestra.

Outro tema relevante direcionou as análises para o movimento de internacionalização da China por meio de práticas como a do friendshoring, que estabelece parceria entre empresas de diferentes países. “Vivemos essa dicotomia de manter uma relação muito próxima da China do ponto de vista econômico e ter certa afinidade também de relações comerciais importantes com Europa, Estados Unidos e outros países”, afirmou. “São (esses) novos elementos da geopolítica internacional que precisam ser bem pensados”.

O diplomata encerrou a palestra tecendo elogios ao setor têxtil e de confecção. Classificou-o como “proativo e consciente dos desafios que se colocam dentro do País e internacionalmente”.

PAINEL 3: POLÍTICA INDUSTRIAL COMO FATOR CHAVE PARA COMPETITIVIDADE


O terceiro painel abordou e instigou análises sobre as cadeias globais de valor, a Nova Indústria Brasil (NIB) e questões de investimentos e inovação. Os debatedores foram: Fabrício Silveira, superintendente de Política Industrial da CNI; Flavia Kickinger, do Departamento de Bens de Consumo, Comércio, Economia Criativa e Serviços do BNDES; Mariele Christ, coordenadora de Indústria e Serviços da Apex-Brasil; Rodrigo Soares, do Sebrae Nacional; e William Rospendowski, superintendente da Finep. A mediação coube a Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit.

“A indústria da moda apresenta números expressivos no Brasil. O Brasil é o quarto maior produtor e consumidor de tecido do tipo jeans (denim) do mundo, e quarto maior produtor de malha do mundo. A indústria da moda é a segunda que mais emprega, ficando atrás apenas da indústria de comida e bebidas juntas. Ao todo, 75% da mão de obra é feminina”, destacou Rodrigo Soares, do Sebrae Nacional


SEGUNDO DIA 31 OUTUBRO 2024 QUINTA FEIRA

As atividades do segundo dia, do Congresso Internacional Abit 2024, em Salvador (BA), tiveram início com a palestra de abertura “Megatendências de consumo e seus impactos no mundo dos negócios”, com Camila Toledo, Head da Fashion Snoops Brasil.

A diretora da plataforma americana de pesquisa de tendências comentou sobre aspectos das macrotendências 2025. “Precisamos repensar como fazemos nosso negócio e nossas práticas porque varejo e indústria são resistentes a mudanças em suas atividades”, disse Toledo direcionando as atenções para a geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) que é informada e crítica. “É a geração do paradoxo e quer transparência. É um consumidor que se conecta mais quando percebe que a empresa é vulnerável também”, complementa.

Camila Toledo observa para a importância da inteligência artificial nos negócios. “IA vai nos ajudar a trabalhar melhor. Com ela, teremos muitos dados para analisar. Use a seu favor. Estamos entrando na era da responsabilidade mais produtiva. A geração Z não vê barreiras em nada, traz o mundo da internet para o físico, não tem barreira de religião, de gênero, não querem perpetuar pré-conceitos. São consumidores conscientes dos valores e direitos”.

De acordo com ela, os próximos consumidores valorizam o mercado de segunda mão e considera que a raridade não é o luxo. “É uma geração que quer reformular construções sociais passadas e criar novas”. Ela acrescenta que para esse público o progresso coletivo é mais importante do que o sucesso individual.

A especialista também destaca sistemas corporativos motivados por empatia (diversidade). “Entendam os seus trabalhadores e consumidores de forma comportamental e neural. Há a demanda por experiências prazerosas nos locais de consumo, não pode ter apenas produtos nas lojas”, pontua.

PAINEL 1: Repensando a cadeia de valor da moda a partir de dados

A palestrante Cecília Rapassi, Sócia-Diretora da Gouveia Fashion Business, apresentou pesquisa feita em setembro onde relevou vários dados, dentre eles que o Brasil e a América Latina são os países com maior propensão de compras de vestuário nos próximos meses. Outro dado é que no segmento de vestuário e calçados, a compra online está quase igual em volume à compra em loja física, sendo que a experiência na loja online é 63% melhor. Porém, quando a loja física traz um diferencial de experiência, isso é mais valorizado do que o online. Ainda foram apresentadas oito Trends de comportamento do consumidor de moda feito pela MosaicLab.

Mercado Livre

“Tem moda no Mercado Livre”, afirmou Anna Araripe - Diretora de Marketplace - Mercado Livre. Segundo Araripe, a plataforma está investindo há 4 ou 5 anos neste segmento. Considerada democrática e sendo a maior plataforma de compras online no Brasil, o Mercado Livre trabalha desde lojas e confecções pequenas locais como, grandes marcas de luxo e até de nicho. A rapidez de entrega é fator decisivo na compra de moda, sendo que 50% das compras é entregue em 24 horas e 80% em até 48 horas. A tecnologia de customizar experiência para cada consumidor tem sido aperfeiçoada diariamente, sendo que 87% buscam no celular ao ver um item de interesse, 76% compram por indicação de influenciadores e maida da metade usam celular enquanto consomem outro conteúdo (exemplo, assistindo Netflix, TV…). Por isso, Mercado Livre também lançou streaming com filmes grátis, para entender ainda mais seus consumidores e não deixar ele sair da plataforma, mesmo sem estar comprando. Araripe ainda apresentou as estratégias tecnológicas de como a plataforma vende moda, como estar também em espaços físicos pontuais e trocar looks por likes. Boa parte dos dados gerados pelos algoritmos é compartilhada com as empresas vendedoras, como demanda na grade de cada produto.

Grupo AZZAS 2154

Nascida numa garagem em Belo Horizonte, a Arezzo deu um grande salto quando abandonou os modelos masculinos e partiu para os femininos. De lá para cá, após algumas fusões e expansões, sendo a última com o Grupo Soma, considerado o maior grupo de moda no País. Na palestra de Cassiano Lemos – COO - Grupo AZZAS 2154, enfatizou o lema do produto certo, na hora certa e no lugar certo. Unir sonho com ciência tecnológica é o grande desafio. “Nosso estoque tem que ser uma fábrica de mágica” disse Lemos, explicando que é preciso atender e reduzir tempo de demanda. Hoje a empresa não tem mais fábrica, mas parceiros certos que traduzem em produto tudo que a empresa desenhou, com a qualidade exigida. Para isso, Lemos explicou a Plataforma SER de produção da marca, que vai desde o planejamento até a recolha de produtos que não venderam nas lojas, para lançamento futuro, tudo guiado por dados e softwares dedicados.

PAINEL 2: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DESAFIOS RUMO À COMPETITIVIDADE

Mudanças climáticas, uso correto dos recursos naturais, gestão de resíduos e preservação da biodiversidade são alguns dos desafios que vem se apresentando com cada vez mais e, junto a isso, surge uma séria de regulamentações.

Sissi Alves da Silva, coordenadora-geral de Bioeconomia e Economia Circular do MDIC apresentou detalhes do Decreto 12.082 que trata da Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC), lançada pelo governo federal em 2024. “Essa é uma agenda relevante para o governo Lula e o setor produtivo precisa se engajar. A ideia é que governo, sociedade, indústria, todos tralhem para que a economia seja cada vez mais circular”, frisou. A ENEC está presente na política da Nova Indústria Brasil (NIB) e tem, entre suas diretrizes, a produção e o consumo sustentáveis. “Entendemos que essa é uma agenda de desenvolvimento econômico”.

Lars Fogh Mortensen, do EU Institution, participou do painel de forma online e comentou sobre a regulação do setor têxtil União Europeia que tem liderado a criação de regras, leis e obrigações em relação à sustentabilidade. Segundo ele, hoje a União Europeia tem 16 legislações em andamento que tem relação ao consumo de têxteis na região, impacto climático e ambiental e rastreabilidade, entre outros. Ele comentou que, na União Europeia, cada pessoa consome 14 kg de roupa por ano. “Percebemos o crescimento na produção de fibras sintéticas, especialmente poliéster. Cerca de 60% das roupas têm plástico envolvido”, citou.

O painel também contou com a participação de empresas que apresentaram suas ações nesse sentido. Viviane Lunelli, presidente da Lunelli, empresa com 43 anos de fundação e considerada a maior estamparia digital do Brasil, mostrou a visão de sustentabilidade da empresa, com o propósito de fazer moda com significado que promova impacto positivo no mundo e para todos. “Temos cadeia ampla, que inicia na malharia e vamos até o final da cadeia, nas lojas”. A Lunelli, de acordo com ela, tem um projeto de moda circular. “Ano passado, enviamos 2300 toneladas para reciclagem”, contou.

Paulo Costa, diretor da Nova Kaeru - empresa pioneira e inovadora no desenvolvimento de biocouros sustentáveis, com foco especial no couro de pirarucu (peixe da Amazônia) – também esteve no debate. Além do manejo sustentável do pirarucu, ele contou detalhes do desafio que a empresa tem desenvolvido nos últimos anos e que deve entrar em prática em 2025: transformar a planta orelha de elefante em um novo produto como uma alternativa ao couro. “O caule dela também é biodegradável”, acrescentou.

Leandro Ito, Head de Sustentabilidade da C&A, comentou sobre diversas ações que a multinacional tem desenvolvido no seu histórico, como a fundação do Instituto C&A, em 1991, e o Movimento Reciclo, que envia para a reciclagem peças doadas pelos clientes nas 336 lojas da rede espalhadas pelo Brasil e, ainda, a criação de uma coleção totalmente rastreável. “Uma nova agenda está surgindo com regulamentações, a realidade das mudanças climáticas, biodiversidade e direitos humanos. Rastreabilidade e colaboração serão fundamentais”, considerou.

PAINEL  3: CONSUMIDOR ZERO: ZERO ORÇAMENTO, ZERO LELDADE E ZERO BARREIRAS

O painel que abordou as oportunidades e desafios para atender ao novo consumidor, neste segundo dia do Congresso Abit, foi mediado por Marcelo Ramos, Diretor de Planejamento e Inovação do SENAI Cetiqt, e foi aberto por Edwina Kulego - Vice-presidente de Desenvolvimento Internacional e de Negócios - Informa Markets Fashion, que trouxe um panorama do consumidor dos Estados Unidos. Basicamente, moda entra em quinto lugar dentre as compras mais recorrentes pelos consumidores americanos, sendo também o vestuário feminino o maior volume. Um guarda-roupa mais versátil, após a pandemia, tem apresentado o maior crescimento, como leggings, malhas e tops confortáveis. Para homens, jeans e roupas de ginástica são os itens que mais aumentaram a compra. Quanto ao canal de venda, hoje 60% estão comprando ainda em loja física, pois as lojas oferecem boa experiência e o online na verdade está servindo para descoberta e a loja física para a compra. “Os clientes gostam de sentir o tecido, checar a qualidade e saber a origem, além de testar rapidamente o caimento. Quando não tem a grade na loja, aí compram depois no online. É preciso ter uma ótima experiência nas lojas físicas. Para os 30% que preferem comprar online, o software que faz o provador virtual com o próprio cliente tem convertido 90% das provas em vendas” afirmou Kulego.

Na sequência, Rogério Guimarães - Diretor - Lupo Sport, apresentou um histórico de 100 anos da marca que começou como roupa íntima e foi expandindo para fitness, sendo o DNA do produto focado em tecnologia têxtil para garantir conforto com performance. O novo consumidor da Lupo é bem informado, faz pesquisa no e-commerce, estuda a tecnologia e benefícios dos produtos, é muito ativo nas redes sociais e conversa com a marca criticando e sugerindo, exige entrega rápida e frete viável, além de questionar a sustentabilidade da empresa e do produto. Segundo Guimarães, a publicação de Relatório de Sustentabilidade, dentro das regras internacionais, pela Lupo desde 2012, mostra nossa cultura ao consumidor. Temos várias estratégias para ouvir o consumidor, e uma delas é ouvir os educadores físicos da Bodytech Academia, que é nossa parceira, sobre os comentários dos alunos e necessidade de adaptação para esportes específicos. A tecnologia nas operações da Lupo inclui desde a internalização de startups até o uso de inteligência artificial e foram dados vários exemplos desses usos.

A McKinsey & Company encerrou esse painel trazendo mais uma pesquisa sobre hábitos e tendências do consumidor atual. Segundo Pedro Fernandes, Sócio na empresa de pesquisas, foram identificadas três grandes tendências que resumem o que eles chamaram de Consumidor Zero: zero folga no orçamento, zero lealdade e zero barreiras. Fernandes mostrou dados onde mostra que o consumidor aumentou seus gastos mais do que aumentou sua renda e, por consequência, tem lançado mão de estratégias como: pesquisar onde o produto da marca que gosta está mais barato, ou seja, antes de mudar de marca está mudando de canal de compra. Outro aspecto é a categoria de produtos que ele está disposto a abrir mão da marca e qual ele não abre a mão e, neste último caso, bebida alcóolica é um item que ele não abre mão. No entanto, vestuário entra na lista de produtos de maior indulgência, ou seja, quando pensa em um presente para si, algo no estilo “eu mereço” roupa tem os maiores índices. E quanto ao canal, omnichannel é o mais buscado, ou seja, a combinação de online e físico, para pesquisa e compra.

PALESTRA DE ENCERRAMENTO:  ANSIEDADE - O FUTURO NÃO É MAIS O QUE SERIA

Coube à futurista Daniela Klaiman a palestra “Ansiedade do futuro: como se preparar transformando incertezas em oportunidades”, no encerramento do Congresso Internacional Abit 2024.

A especialista mostrou características do futuro próximo (comportamento das pessoas) e futuro a longo prazo (baseado em tecnologias). Considerando o cenário global, nos próximos cinco anos, Klaiman revelou a existência de uma série de crises simultâneas, mudança climática, guerras descentralizadas e mundo polarizado, entre outros. “Desde a crise de Covid, mudamos a forma de planejar. Não podemos ter um plano só e a pandemia foi uma prova irrefutável disso”, disse.

“A ansiedade é o reflexo de todos nós e do que estamos sentindo. Ansiedade do que não veio ainda”. Segundo ela, as redes sociais são a tecnologia que mais transformou o comportamento do ser humano nos últimos anos e tem forte participação nesse contexto.

E como lidar com tudo isso? Daniela Klaiman citou uma série de mindsets. Entre eles, a revolução em busca de bem-estar e saúde (oferecer produtos com sensações e experiências confortantes ao consumidor) e a bioeconomia (produtos dentro das regras cada vez mais sustentáveis).

“Precisamos ir além, romper as bolhas. O futuro não é mais o que seria”, concluiu Daniela Klaiman

Sobre o Congresso Abit

Reúniu mais de 400 congressistas presencialmente, contou com mais de 6 painelistas, 18 speakers, nacionais e internacionais.

Para a realização do Congresso Abit contaram com os seguintes Parceiros Estratégicos: DeMillus, SENAI Cetiqt e Vicunha.  Apoio Institucional: Texbrasil (Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira, uma parceria da Abit com a ApexBrasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), MDIC - Ministério do Desenvolvimento,Indústria, Comércio e Serviços,  FIEB - Federação das Indústrias do Estado da Bahia e mais de 60 patrocinadores

Sobre a Abit

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 21 de fevereiro de 1957, é uma das mais importantes entidades dentre os setores econômicos do País. Representa a força produtiva de 24 mil empresas instaladas por todo o território nacional, de todos os portes, que empregam mais de 1,3 milhão de trabalhadores e geram, juntas, um faturamento anual (em 2022) de R$ 193 bilhões.

da redação com informações da ABIT Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

11ª EDIÇÃO DO ONDM

worldfashion • 28/10/24, 15:34

A edição da ONDM (O NEGÓCIO DA MODA) Brasil, que aconteceu em Balneário Camboriú, na semana passada entre os dias 22 a 24 de outubro, além da feira, a programação de conteúdos foi um importante chamariz desta edição, e contou com nomes de destaque no mercado da moda, entre eles Mônica Salgado (jornalista e colunista), Carlos Ferreirinha (MCF Consultoria), Carla Assumpção (Swarovski), Romeo Bonadio (Hugo Boss), Joy Alano (Provador Fashion), Mariana Santiloni (WGSN), Fernanda Rigon (Philipp Plein), Rafael Carneiro (Splash), Arnaldo Xavier (Rota do Mar), Rubens Inácio (TXC), Daniel Gomes (Blinclass), os irmãos Hugo (La Moda), Bruna (Lança Perfume) e Bianca Olivo (My Favorite Things), entre outros.

DESTAQUES NO PALCO

A palestra do CEO da Aramis Inc - Richard Stad, foi sobre governança, sucessão familiar, fortalecimento de marca e gestão de crise.

“Eu aprendi a admirar quem não quer ter uma empresa grande, mas quer ter uma empresa boa, que dá dinheiro, que vai bem e que traz satisfação, felicidade e sucesso”, destacou Stad, que falou sobre a importância de priorizar a família ao invés do dinheiro. A Aramis Inc é uma marca de moda masculina que atua no segmento premium e foi fundada pelo pai de Richard, Henri Stad, em 1995.

O debate sobre o futurro das vendas via representates comerciais contou com Dênis Lunelli (Presidente do Conselho do Grupo Lunelli), Jaqueline Drews (GL Têxtil) e Thiago Casagrande (Casagrande Consultores).

Outro momento de destaque foi a palestra de Juan Pablo Boeira (Abstrato), que falou sobre o impacto da inteligência artificial na moda e no setor empresarial, provocando reflexões sobre como essa tecnologia pode transformar desde a produção até as vendas.

O evento foi encerrado com um debate de peso sobre o faturamento no e-commerce, com Tom Teles (Embaixada do E-commerce), Bento Meirelles (Minimal Club), Marco Vilas Boas (Alpha Co) e Ana Carina (Not-me Shoes). O painel discutiu as estratégias de sucesso para empresas que querem se destacar no ambiente online, mostrando como o comércio eletrônico está moldando o futuro do varejo de moda.

Ivan Jasper, idealizador e gestor do ONDM, declarou: “Foram três dias de grande público, um recorde de participantes em comparação às edições anteriores, e os mais de cem expositores trouxeram muitos produtos inovadores, de toda a indústria da confecção, desde fios e tecidos a malharias e maquinário; foi fantástico”.

“Essa é a primeira edição que nós participamos como patrocinadores e viemos com toda a força. Estamos passando por um momento de mudar o conceito da marca para atingir o público da confecção; o ONDM é um evento completo, que traz inspiração para os confeccionistas, os fashion designers e todos os segmentos do mundo da moda, e a nossa ideia é estar conectado a esse mundo”, afirmou Jessé Moura, gerente de marketing da Creora Brasil, maior produtora de elastano do mundo que faz parte da gigante sul-coreana Hyosung, e foi patrocinadora oficial do ONDM Brasil 2024.

Próximas edições

Além do valioso compartilhamento de inteligência no palco principal e de muita geração de negócios na feira, o ONDM já aproveitou esta edição em Balneário Camboriú para anunciar as próximas datas já confirmadas para 2025.

O evento será realizado em três estados: nos dias 25 e 26 de março no Agreste, em Pernambuco; nos dias 14 e 15 de maio em Goiânia (GO), e voltará a Balneário Camboriú (SC) nos dias 7, 8 e 9 de outubro.

Com mais uma edição bem-sucedida entregue, o ONDM - O Negócio da Moda se firma como um ponto de encontro para os profissionais do setor da moda e confecção, oferecendo um espaço propício e único para inovação, networking e novos negócios.

da redação com informações da Paes e Lima Comunicação

“Desafio TENCEL™️ x CANATIBA”

worldfashion • 25/10/24, 10:38

A marca TENCEL™️ tem sido uma potência que defende uma mudança positiva na indústria têxtil, desde 1992, por meio de processos de produção eficientes em termos de recursos e inovações contínuas em fibras. Devido às suas propriedades especiais e à sua origem botânica, as fibras TENCEL™️ Liocel são biodegradáveis e compostáveis.

O Grupo Lenzing representa a produção ecologicamente responsável de fibras especiais à base de celulose e material reciclado. Como líder em inovação, a Lenzing é parceira de fabricantes globais de têxteis e não tecidos, impulsionando muitos novos desenvolvimentos tecnológicos.

A Canatiba Textil, desde sua fundação, há mais de 50 anos, busca trazer a união entre a tecnologia, a inovação e a sustentabilidade de forma que agregue positivamente na indústria têxtil. Reunindo entre seus clientes as principais marcas da Europa, América do Sul, América Central e África, a Canatiba Textil investe continuamente em pesquisa de tendências e processos industriais com o objetivo de transformar ideias em inovação permanente. Equipada com tecnologia de ponta, a Canatiba Textil opera com processos certificados e utiliza insumos ecologicamente corretos que possibilitam a redução de emissões de gases, reuso de água, cumprindo os mais modernos protocolos sustentáveis do planeta.

PARCEIRAS

A TENCEL™️ e Canatiba Textil são parceiras há mais de 25 anos, pioneiras na preocupação em oferecer à indústria da moda tecidos que sejam sustentáveis em todo o ciclo, de sua produção ao descarte.

“A jornada em direção à sustentabilidade é contínua e cada passo é crucial. Promover a sustentabilidade entre as marcas autorais e independentes que integram a plataforma NORDESTESSE é fundamental para fortalecer um movimento de moda consciente e responsável. Essas marcas, muitas vezes enraizadas nas tradições e na cultura local, têm o poder de influenciar o comportamento dos consumidores ao adotar práticas sustentáveis em seus processos de produção,” destaca Juliana Jabour, Gerente de Desenvolvimento de Negócios Têxtil na América do Sul do Grupo Lenzing.


“Com o mercado de marcas autorais em plena ascensão, NORDESTESSE tem como missão trazer a riqueza e a cultura do Nordeste por meio de produtos responsáveis e sustentáveis, desde a escolha das fibras até todos os processos produtivos. Buscamos unir moda e sustentabilidade, valorizando essas marcas que merecem destaque no Brasil e têm potencial para conquistar o mundo,” destaca Ivna Barreto, Gerente de Marketing na Canatiba Textil.

CONVITE

Trabalhar com marcas que geram impacto positivo no ambiente e nas suas comunidades é um dos pilares do NORDESTESSE. Proporcionar oportunidades para que essas marcas tornem suas cadeias produtivas mais limpas é uma meta cotidiana. Por isso, foi com enorme alegria que o NORDESTESSE recebeu o convite da TENCEL™ e Canatiba Textil para lançar um desafio entre marcas de moda nordestinas para que elaborassem um projeto de coleção cápsula que incluísse ao menos 4 looks desenvolvidos com tecidos Canatiba Textil, feitos com fibras sustentáveis TENCEL™ Liocel.

“Desafiar marcas autorais dos 9 estados do Nordeste a desenvolverem uma coleção-cápsula cujo mote é o uso de tecido feito com fibras que são clean de um extremo a outro da cadeia foi um presente que recebemos, o tipo de parceria que queremos nos dedicar cada vez mais”, diz Daniela Falcão, CEO do NORDESTESSE.


O DESAFIO


Cerca de 30 marcas nordestinas apresentaram projetos de coleções-cápsula para o Desafio TENCEL™️ x CANATIBA. Dessas 30, 5 foram selecionadas para receber 200 metros de tecido Canatiba Textil com fibras TENCEL™️ , foram elas Adriana Meira, Inttuí , MB Conceito, George Azevedo e a  MOA , o objetivo foi executar a coleção, que foi lançada no Festival NORDESTESSE em outubro de 2024, na multimarcas Pinga, em São Paulo.

Em dezembro, as 5 coleções desfilarão no Brasil Eco Fashion Week (13-15 de dezembro), semana de moda dedicada a marcas sustentáveis de todo o país, que acontece no Complexo Frei Caneca, também em SP. O evento busca trazer a união entre a tecnologia, a inovação e a sustentabilidade de forma que agregue positivamente na indústria têxtil.

Sobre o Grupo Lenzing

O Grupo Lenzing representa a produção ecologicamente responsável de fibras especiais à base de celulose e material reciclado. Como líder em inovação, a Lenzing é parceira de fabricantes globais de têxteis e não tecidos e impulsiona muitos novos desenvolvimentos tecnológicos. As fibras de alta qualidade do Grupo Lenzing formam a base para uma variedade de aplicações têxteis, desde roupas funcionais, confortáveis e modernas até têxteis-lar duráveis e sustentáveis. Devido às suas propriedades especiais e à sua origem botânica, as fibras Lenzing biodegradáveis e compostáveis certificadas pela TÜV também são altamente adequadas para produtos de higiene do dia a dia.

O modelo de negócios do Grupo Lenzing vai muito além do de um produtor tradicional de fibras. Juntamente com seus clientes e parceiros, a Lenzing desenvolve produtos inovadores ao longo da cadeia de valor, criando valor agregado para os consumidores. O Grupo Lenzing se esforça para a utilização e processamento eficientes de todas as matérias-primas e oferece soluções para ajudar a transformar a indústria têxtil do atual sistema econômico linear para uma economia circular. A fim de reduzir a velocidade do aquecimento global e, assim, também apoiar as metas do Acordo de Paris e do “Green Deal” da Comissão Europeia, a Lenzing desenvolveu um plano de ação climática claro e baseado na ciência que visa reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e uma meta líquida zero (escopo 1, 2 e 3) até 2050.

TENCEL™, LENZING™ ECOVERO™, VEOCEL™, LENZING™ e REFIBRA™ são marcas comerciais da Lenzing AG.

Sobre a Canatiba Textil

Inovação tecida com inteligência. Desde 1969, unimos inovação, tecnologia e sustentabilidade, agregando valor para o mercado têxtil nacional. São 3 unidades fabris, mais de 2300 colaboradores diretos, em Santa Barbara D’Oeste que abastecem o mercado nacional e marcam presença em países da Europa, América Latina e África.

Nos dividimos em três unidades de negócio: Denim Industry, Special Fabrics e Utilitárius, integrando um novo conceito da indústria, para atender as necessidades de um mercado cada vez mais complexo.

Unimos nossos esforços em processos produtivos de ponta, para atender os mais rígidos critérios de sustentabilidade e qualidade. Mais do que fabricar tecidos, entendemos que o nosso papel de liderança é seguir a geração de valor em toda a cadeia têxtil, até as mãos dos consumidores mais exigentes.

da redação com informações da Canatiba pela POPCOM e do Grupo Lenzing pela Tastemakers Brasil

TEXNEO

worldfashion • 23/10/24, 10:28

A Texneo, fabricante de malhas com sede em Indaial (SC),  referência nos segmentos de Sportswear, Lifewear, Beachwear e Underwear, apresentou a nova coleção na feira  ONDM - O Negócio da Moda, que aconteceu, em Balneário Camboriú/SC.

DESTAQUE

Entre as principais linhas da Texneo, a coleção Beyond, recém-lançada em setembro, que buscou inspiração na natureza e na grandiosidade das cidades, combinando leveza, força, movimento e funcionalidade. A coleção propõe uma nova abordagem para o vestuário, focada em  versatilidade, performance e sofisticação, destacando malhas das linhas Texneo Green, como Cozy Green, Maxxi Green e os novos lançamentos das linhas Fitty e Ultra Slim.

A linha Fitty se destaca por seu alto poder de alongamento e retorno, sendo ideal para diferentes corpos, mantém compressão perfeita, possui proteção solar UV50+, alta cobertura e resistência e é indicado para múltiplas ocasiões de uso, tanto para uso em peças de sportswear como lifewear.

A gerente de produto da Texneo, Aguiomar Scharf, destaca a tecnologia Bielástico: “Essa inovação oferece elasticidade bidimensional, o que permite criar modelagens que se adaptam com conforto e perfeição a diferentes biotipos, tanto masculinos quanto femininos”, ressalta.

Já a linha Ultra Slim combina compressão e sofisticação. Com tecnologias como alta compressão, proteção UV, Easy Care e Zero Transparência, as malhas garantem caimento impecável, não amassam e são extremamente duráveis.

“É a escolha perfeita para quem busca elegância no lifewear, funcionalidade no underwear e melhor performance com segurança no esporte” afirma Aguiomar.

A Texneo fundada em 1994, está localizada em Indaial (SC) em um parque fabril de 29 mil m², com mais de 500 colaboradores. Seus produtos,  atendem quatro segmentos: Sportswear, Lifewear, Beachwear e Underwear, com  exportação para mais de 17 países. O objetivo é oferecer soluções eficientes e inovadoras em malhas, com foco na qualidade, inovação e sustentabilidade. Assegurados por meio de diversas certificações conquistadas pela empresa, como a Oeko-tex®, Great Place to Work, ABVTEX, Green Fiber®, Eu Reciclo, Sou de Algodão e Programa ZDHC – Zero Discharge of Hazardous Chemicals.

da redação com informações da Presse Comunicação

LENZING

worldfashion • 21/10/24, 14:36

O Grupo Lenzing, fornecedor líder de fibras celulósicas regeneradas para as indústrias têxtil e de não tecidos, a ROICA™ by Asahi Kasei, pioneira em fibras elásticas premium, e a Kaihara Denim, fabricante japonesa de jeans de renome mundial, unem forças pela primeira vez para co-criar uma coleção premium de jeans elásticos, “SAISEI Collection”.

A parceria estratégica está bem posicionada para oferecer ao mercado internacional uma maior composição de materiais reciclados em jeans. Misturando as fibras de viscose da marca LENZING™ ECOVERO™ com a tecnologia REFIBRA™1 com o fio elástico reciclado ROICA™ EF e confiando-lhes o renomado artesanato de denim da Kaihara Denim, a coleção de denim de alta qualidade é trazida à luz.

Sua primeira aparição será no Kingpins Amsterdam, que acontece de 23 a 24 de outubro de 2024.

“Por meio dessa parceria com a Kaihara Denim e a ROICA™ by Asahi Kasei, estamos dando passos ousados para impulsionar a circularidade do denim fortalecida pela experiência e devoção conjuntas”, disse Dennis Hui, gerente de desenvolvimento de negócios globais da Denim na Lenzing.

“A sinergia entre o fio ROICA™ EF, as fibras LENZING™ ECOVERO™ com tecnologia REFIBRA™ e o artesanato excepcional da Kaihara Denim deu vida a tecidos denim premium e eficientes em termos de recursos que têm sustentabilidade1, desempenho e estilo no coração.1,,5  Esta parceria não apenas ressalta o compromisso compartilhado entre a Lenzing e nossos parceiros de criar produtos excelentes enquanto fazem melhor para o meio ambiente4,  mas também serve como um catalisador para impulsionar a transformação em direção a práticas de baixo impacto em toda a cadeia de valor do denim e além.”

Tecendo o futuro do denim com inovação coletiva

A nova coleção de jeans possui uma composição de tecido especial, aproveitando ao máximo o fio ROICA™ EF e as fibras LENZING™ ECOVERO™ com tecnologia REFIBRA™ graças aos seus atributos de eficiência de recursos1,4,5. O ROCICA™ EF, feito de conteúdo reciclado pré-consumo e com excelente elasticidade2, é parte integrante da flexibilidade e conforto do tecido. . Por outro lado, as fibras LENZING™ ECOVERO™ com tecnologia REFIBRA™, compreendem até 20% dos resíduos têxteis pós-consumo, provenientes de materiais ricos em celulose ou misturas de poliéster-algodão, proporcionando suavidade natural ao tecido denim.

“Nossa visão de sustentabilidade na Asahi Kasei é alcançar zero emissões e buscar reciclar todos os nossos resíduos industriais”, disse Hiroaki Shinohe, diretor de marketing da ROICA Europe na Asahi Kasei. “Nossos inovadores fios ROICA™ EF, que reduzem em 30% as emissões de CO2 em comparação com os fios comuns5, exemplificam essa dedicação. Ao fazer parceria com a Lenzing e a Kaihara Denim em um conceito de reciclagem que dá nova vida a materiais pré-usados, podemos alavancar nossa experiência coletiva em tecidos elásticos sustentáveis. Estamos entusiasmados com o fato de que a incorporação da LENZING™ ECOVERO™ com a tecnologia REFIBRA™ e o artesanato premium de jeans da Kaihara Denim podem fornecer um tecido excepcional que atende à crescente demanda por consciência ambiental1,4,5 e confortáveis.”

Redefinindo as aplicações do jeans para moda de alto desempenho e ecologicamente correta1,4,5

A coleção oferece três confecções distintas de jeans – super stretch (Monster Stretch by Kaihara Denim), stretch confortável e low stretch (denim de ourela) – cada uma trabalhada com a experiência artesanal da Kaihara Denim usando a mistura meticulosa de LENZING™ ECOVERO™ com tecnologia REFIBRA™ e ROICA™ EF. Este tecido denim inovador apresenta um volume sutil e caimento reduzido, proporcionando uma sensação única ao toque. A versatilidade do novo tecido jeans abre um mundo de possibilidades para designers e marcas de moda, capacitando-os a criar roupas elegantes e eficientes em termos de recursos1,4,5  que variam de roupas casuais e chiques do dia a dia a roupas de trabalho.

“Como parceiro de longa data da Lenzing, estamos entusiasmados por fazer parte desta jornada transformadora com a ROICA™ by Asahi Kasei, que incorpora nossos esforços conjuntos para impulsionar mudanças positivas em todo o cenário global do jeans”, disse Hirofumi Inagaki, Diretor Executivo, Gerente Geral do Departamento de Vendas da Kaihara Denim. “Nossa longa história e experiência estabelecida na fabricação de jeans premium nos permitem liberar todo o potencial da LENZING™ ECOVERO™ com a tecnologia REFIBRA™ e ROICA™ EF, resultando nesta coleção de jeans1,4,5 inovadora e eficiente em termos de recursos. Juntos, estamos remodelando o futuro das aplicações sustentáveis de jeans, tanto casuais quanto formais, abrindo caminho para uma cadeia de valor de moda mais circular.”

A nova coleção de jeans será exibida no estande da Lenzing (Nº 12 na Zona Azul) e no estande ROICA (Nº 10 na zona amarela) durante a Kingpins Amsterdam, de 23 a 24 de outubro de 2024.

Sobre LENZING™ ECOVERO™

Produzidas pelo Grupo Lenzing, as fibras da marca LENZING™ ECOVERO™ são um avanço ambientalmente responsável na produção de viscose. Derivadas da matéria-prima natural madeira, as fibras LENZING™ ECOVERO™ são certificadas com o rótulo ecológico da UE (licença nº. AT/016/001) pela excelência ambiental. São fabricadas com pelo menos 50% menos emissões de carbono e consumo de água em comparação com a viscose genérica (Higg MSI versão 3.7).

Naturalmente leves, as fibras ECOVERO™ da LENZING™ podem ser misturadas com uma ampla gama de fibras têxteis para dar aos tecidos tecidos e malhas maciez tátil e um caimento fluido. As fibras LENZING™ ECOVERO™ são identificáveis por meio da tecnologia de rastreamento e podem se decompor e compostar no final de seu ciclo de vida. É certificado pela TÜV AUSTRIA sob LENZING Viscose pelas seguintes propriedades: biodegradável no solo, água doce e ambiente marinho, bem como compostável em aplicações domésticas e instalações industriais.

As fibras LENZING™ ECOVERO™ produzidas com tecnologia REFIBRA™ utilizam resíduos têxteis de algodão como matéria-prima, além da madeira. As fibras contêm um mínimo de 20% de material reciclado.

Sobre o Grupo Lenzing

O Grupo Lenzing representa a produção ecologicamente responsável de fibras especiais à base de celulose e material reciclado. Como líder em inovação, a Lenzing é parceira de fabricantes globais de têxteis e não tecidos e impulsiona muitos novos desenvolvimentos tecnológicos. As fibras de alta qualidade do Grupo Lenzing formam a base para uma variedade de aplicações têxteis, desde roupas funcionais, confortáveis e modernas até têxteis-lar duráveis e sustentáveis. Devido às suas propriedades especiais e à sua origem botânica, as fibras Lenzing biodegradáveis e compostáveis certificadas pela TÜV também são altamente adequadas para produtos de higiene do dia a dia.

O modelo de negócios do Grupo Lenzing vai muito além do de um produtor tradicional de fibras. Juntamente com seus clientes e parceiros, a Lenzing desenvolve produtos inovadores ao longo da cadeia de valor, criando valor agregado para os consumidores. O Grupo Lenzing se esforça para a utilização e processamento eficientes de todas as matérias-primas e oferece soluções para ajudar a transformar a indústria têxtil do atual sistema econômico linear para uma economia circular. A fim de reduzir a velocidade do aquecimento global e, assim, também apoiar as metas do Acordo de Paris e do “Green Deal” da Comissão Europeia, a Lenzing desenvolveu um plano de ação climática claro e baseado na ciência que visa reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e uma meta líquida zero (escopo 1, 2 e 3) até 2050.

Principais Fatos e Números Grupo Lenzing 2023

Receita: 2,52 bilhões de euros      Capacidade nominal (fibras): 1.110.000 toneladas    Funcionários (equivalentes a tempo integral): 7.917

TENCEL™, LENZING™ ECOVERO™, VEOCEL,™ LENZING™ e REFIBRA™ são marcas comerciais da Lenzing AG.

Sobre o ROICA™ EF

O ROICA™ EF, desenvolvido pela Asahi Kasei, é uma inovação pioneira de estiramento reciclado criado a partir de materiais pré-usados proprietários para promover a redução de resíduos. Ao selecionar tecidos ou peças de vestuário feitas com ROICA™ EF, eleva sem esforço o seu guarda-roupa moderno com valores sustentáveis e socialmente responsáveis. Este material inovador é certificado pela OEKO-TEX ® STANDARD 100, garantindo que os padrões de qualidade e ambientais sejam atendidos.

Sobre a ROICA™

ROICA™ “Advanced fit for living” é uma fibra elástica premium com uma gama inovadora de recursos inteligentes para se adequar ao guarda-roupa moderno. ROICA™ combina conforto, desempenho e ajuste excepcional, elevando a qualidade e o valor do traje diário para esportes, roupas esportivas, roupas íntimas, moda e negócios. ROICA™ é uma marca da Asahi Kasei Corporation. ROICA / ROICA™ são marcas comerciais da Asahi Kasei Corporation.

da redação com informações da Tastemakers Brasil

CANATIBA

worldfashion • 19/10/24, 15:31

Inspirada por esse fenômeno natural, a Canatiba lança sua Coleção Verão 24/25, intitulada “Solstício Tropical”. A coleção traduz, por meio de tecidos e estampas, a alegria, o dinamismo e a energia vital que o Sol nos proporciona.

Dividida em três temas os conceitos de “Sinergia”, “Morada” e “Tropicália”,  nas cartela de cores e outras novidades,  com o objetivo de celebrar a vida de forma divertida.

A Canatiba foca em tecidos : No Laundry (três versões), Elastizados: Denim Industry e Special Fabrics e Circulares (Sustentáveis).

Os estúdios “Icertain” e “Na Superfície” foram os responsáveis pelo desenvolvimento das estampas das peças, que ilustram cada tema com uma identidade vibrante e única.

OS TRÊS CONCEITOS

SINERGIA

Definida pela união entre harmonia e equilíbrio, a Sinergia celebra a coletividade, que move um grupo com um objetivo comum por meio da eficiência e inovação. Isso ocorre também pela valorização dos clássicos, que permanecem relevantes ao longo do tempo. A proposta é um convite ao minimalismo, reformulando propósitos de vida com escolhas inteligentes, aliadas à tecnologia. As cores de destaque incluem tons de amarelo, laranja, lilás, verde e azul. Com estampas orgânicas e intensas, são ideais para modelagens estruturadas e cortes dramáticos.

MORADA

Com o tema de restabelecer uma relação mais consciente e saudável entre nós e o planeta, “Morada” une versatilidade e artesanalidade, convidando a um retorno ao lar. Um lar que acolhe, acalma e proporciona confiança, permitindo que os pensamentos criativos voem longe. É um tema que aborda autocuidado e proteção coletiva, um decorrente do outro. As cores variam entre tons de rosa, verde e azul, com estampas que criam uma atmosfera de tranquilidade e casualidade na coleção.

TROPICÁLIA

Às vezes brasileiro, às vezes estrangeiro, o movimento que revolucionou a cultura brasileira nos anos 60 inspira o terceiro tema deste lançamento da Canatiba. Com a dualidade que a natureza e a vida trazem, a Tropicália é um convite a mergulhar em um universo aparentemente real, mas com cores saturadas e tons pastéis que evocam um ar teatral e surreal. A proposta é uma versão mais divertida, ilusória e bela da realidade. A liberdade criativa é a chave, rompendo com a necessidade de seguir padrões artísticos. Agora é hora de sonhar uma nova realidade. A paleta de cores inclui tons de azul, verde, rosa, vermelho e marrom, com estampas que exaltam a alegria e o neotropical, destacando técnicas manuais como a pintura e o crochê, trazendo personalidade às peças.

NO EVENTO DE LANÇAMENTO

Com ativações interativas e sempre aliando tecnologia em suas ações, a marca integrou os convidados no showroom de forma a explorar seus sentidos por meio dos sabores do verão, sons instigantes típicos da estação e uma decoração que transportou o visitante para o mood solar. Além disso, os conhecidos brindes da Canatiba, desejados por todos que visitaram o Denim City, surpreenderam  mais uma vez, com elementos criativos e únicos, eternizando a experiência na memória dos que passaram pelo showroom.

SOMANDO EM COLABORAÇÕES E PARCERIAS

Em paralelo à Semana de Lançamentos, destacam-se as ações da empresa em parcerias e colaborações com marcas contemporâneas que compartilham valores sustentáveis e inovadores. Após lançar uma coleção exclusiva com a MISCI e Tencel™ em setembro, a têxtil reforça seu papel como incentivadora de novos talentos, participando na coleção das marcas Heloísa Faria, Weider Silveiro, Meninos Rei, Ateliê Mão de Mãe, The Paradise e Santa Resistência que desfilaram na São Paulo Fashion Week + N58 em outubro de 2024.

da redação   fonte: equipe de marketing Canatiba

Capricórnio Têxtil

worldfashion • 19/10/24, 15:06

A tecelagem  lançou dois novos artigo da família Original Denim: Uma nova cor Dark Blue, e um acabamento inovador, o Glow Coating. O Dark Blue chega no Algarve, nosso queridinho 100% algodão, com peso de 12 Oz, na construção 3×1 e largura de 1,76 m. O lançamento está alinhado com as tendência, oferecendo novas oportunidades de criação!

No processo de lavanderia, as reservas ganham mais destaque, revelando um efeito exclusivo que mistura o fundo azul, com nosso black. Esse visual autêntico e sofisticado, é perfeito para peças originais com acabamentos diferenciados.

Outra novidade é o Algarve Light Black Glow, também na composição 100% algodão com novo acabamento Glow Coating. No peso de 10 Oz, vem com um elegante efeito de brilho glitter. Esse acabamento vem de frente com as tendencias de brilho, metalizados e pedraria, ideal para quem busca peças ousadas e modernas.

Outro lançamento é o Eva, um artigo leve, com 5,5 oz e construção cetim. Com 77% de algodão e 33% de poliamida na composição, ele proporciona conforto, super frescor e não retém o odor no dia-a-dia. Por conta da poliamida, tem um stretch mecânico, que não deixa o tecido rígido e mais agradável.

Encerrando os lançamentos, na família Flat, temos o Mali, que na verdade está retornando para a nossa gama de produtos. Um tecido já consagrado e conhecido por seu alto potencial de stretch (65%), e toque suave, por ser construção cetim. Ideal para peças com ajuste perfeito ao corpo, é a escolha certa para quem busca elegância e versatilidade.

Todo o leque de artigos da Capricórnio Têxtil estão à disposição no showroom, que também conta com novas peças do #CapriTrends desenvolvidas nos artigos já em linha e dos lançamentos, com novas modelagens e lavagens para inspirar nossos clientes.

Na palestra CapriTrends, o consultor de pesquisa e criação da Capricórnio, Rodrigo Zen, falou sobre as tendências e confirmações do Verão 26. Ele trouxe muitas novidades, da viagem de pesquisa internacional – Paris e Copenhagen –  que acabou de fazer e estão na primeira edição do Capri Trends Journal, onde compilaram,  a apresentação do Rodrigo com as apostas da próxima temporada, destaques do varejo internacional, guia de lojas das cidades visitadas, e muito mais, que está disponível no showroom na Denim City/SP.

da redação   fonte: Marketing Capricórnio

32ª edição do Minas Trend

worldfashion • 11/10/24, 15:12

Nesta edição além da alteração de local, que traz um impacto positivo na formatação do evento, essa edição teve um crescimento significativo de marcas do segmento infanto-juvenil, o retorno de desfiles e uma extensa programação de conteúdos exclusivos ao público visitante. “Além do projeto comprador internacional, que amplia a visibilidade e as oportunidades de negócios para as marcas participantes”, diz Franciely Martins gerente de Projetos de Negócios da FIEMG. Tudo isso, acredita, faz com que ocorra uma maior movimentação da economia no evento, fazendo com que as indústrias continuem produzindo e crescendo, permitindo o fortalecimento do setor, o que reflete na geração de trabalho e renda para todo o estado.

“Nossa expectativa é positiva; mudar de lugar traz um frescor do novo. A alteração permitiu que todos os setores fiquem em um mesmo pavimento, otimizando a circulação do público, potencializando a visibilidade das marcas, enfim, favorecendo a aquisição de um mix de produtos completo”, Franciely Martins.

Novidades

Nesses três dias de evento, quem percorrer os estandes localizados no Piso Ouro Preto do BH Shopping terá a oportunidade de conferir as novidades de 118 marcas expositoras dos segmentos de Bolsas e Calçados, Vestuário, Joias e Bijuterias, Kids, Baby e Teens. A expectativa é de um público de 5 mil pessoas, com previsão de geração de negócios na ordem de R$ 25 milhões.

Serão cinco palestras temáticas sobre Os desafios do segmento infantil brasileiro e suas oportunidades; Estratégias de compra inteligente: planejamento e escolhas que vendem; Como as marcas de Luxo fidelizam cada vez mais clientes, Marketing de moda 360° na prática e Empresas feitas para crescer. Já no Minas Trend Kids serão 40 estandes e oito desfiles, além de dois estandes de moda autoral.

O 32º Minas Trend, esse grande salão de negócios da moda, cresceu se comparado à 31ª edição, em abril deste do ano, realizada no Minascentro, à época, com 90 estandes e 28 marcas Kids – Baby e Teens, as quais, mais uma vez, repetirão o sucesso, agora nesse novo espaço. Uma iniciativa da Câmara da Indústria do Vestuário e Acessórios da FIEMG, com o apoio do Sindivest-MG, em sintonia com a indústria mineira, onde o setor infanto-juvenil também é destaque: Minas é o 3º estado que mais comercializa roupas desse segmento no Brasil.

Público

Para Mariângela Marcon, presidente da Câmara da Indústria do Vestuário e Acessórios da FIEMG e do Sindivest-JF, “com as modificações, vamos atrair um grande público, aumentando as oportunidades comerciais ao promover network e a parceria com outras empresas que envolvem todos os profissionais da cadeia do vestuário”, compara. “Passamos por uma transformação significativa. Transformamos um formato para outro, em outro local. O BH Shopping é um dos maiores e mais movimentados centros comerciais da capital mineira, com um grande fluxo de pessoas e facilidades, como estacionamento e uma excelente infraestrutura, prossegue.

Na sua opinião, a experiência de compra e a convivência em um ambiente de shopping possibilita combinar a experiência de negócios com momentos de lazer, de outras compras e de gastronomia. “Acho também que vamos ter um novo Minas Trend. Uma mudança que agrega valor ao evento, que traz praticidade e modernidade, além de possibilitar a todos uma experiência mais completa.”

Nesse 32º Salão de Negócios, destaque também para os compradores internacionais. “Algo extremamente positivo e estratégico para o setor da moda e acessórios como um todo. Cria-se uma expectativa de expansão de mercado e de oportunidade de exportação”, assegura Mariângela Marcon.

Sustentabilidade

Cada vez mais a moda brasileira, em especial, a moda mineira, tem sido valorizada pela sua criatividade, pelo uso de materiais sustentáveis. Conforme Mariângela Macron, tudo isso estabelece uma forte conexão com marcas autorais locais no âmbito do Minas Trend, algo muito visto pelos compradores internacionais, o Made In Brazil, o que cria o diferencial competitivo no valor de mercado. Ela credita ao evento uma excelente oportunidade para a conectividade, para fortalecer o setor, conectar marcas, fornecedores, fomentar negócios, estabelecer parcerias estratégicas. “Com o apoio de todos os parceiros esperamos impulsionar a economia local e colocar Minas Gerais cada vez mais como referência no mercado nacional e internacional da moda.”

Parcerias

O 32º Minas Trend é uma realização da FIEMG, por iniciativa de sua Câmara da Indústria do Vestuário e Acessórios, e suas entidades SESI e SENAI, com patrocínio máster da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), patrocínios da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), do Serviço Nacional de Aprendizagem.

da redação com informações da FIEMG - Federação das Indústrias de Minas Gerais Crédito fotos/vídeo: Márcio Rodrigues