Acessórios de moda

worldfashion • 03/08/21, 11:13

maxi-b-c-franciscrime4344-427x640Latinidade: a nova coleção do Atelier Chilaze é pura emoção. A inspiração? As atrizes latinas dos anos 1930/40 aos 1980/90, num percurso que vai da Hollywood pré-wartimes ao viradão dos noventa, no cinema cult espanhol do início da globalização.

Nessa bússola fashion, pululam as referências: das mexicanas que dominaram a cena no limiar do cinema falado, Dolores Del Rio (1904-1983) – protagonista de “Voando para o Rio” (Flying Down to Rio, RKO, 1933), produção passada na Cidade Maravilhosa, ambientada num Copacabana Palace recriado em estúdio e que lançou a dupla Fred Astaire e Ginger Rogers – e a temperamental Lupe Vélez (1909-1944) – terror dos maquiadores da MGM, que precisavam constantemente disfarçar as marcas de unha nas costas do seu marido, o atleta olímpico que encarnava o Tarzan do estúdio, Johnny Weissmuller (1904-1984) – à dominicana Maria Montez (1912-1951), rainha das aventuras classe B da Universal Pictures em produções kitsch como “As mil e uma noites” (1942), “Mulher Satânica” (1944) e “Rainha do Nilo” maxi-b-c-franciscrime4713-640x542(1945). Todas estrelas histriônicas e passionais, capazes de resolver rompantes na base de vasos de flores, cinzeiros e copos atirados a granel nas paredes, mas dotadas de morenice irresistível.

Ainda no imaginário inspiracional da Chilaze, a brasileiríssima Carmen Miranda – soberana absoluta do technicolor na 20th Century Fox e incomparável quando se trata de hipnotizar a plateia com irreverência, gaiatice e picardia – e, mais para frente, as espanholas Carmen Maura, Marisa Paredes e Victoria Abril, musas de Pedro Almodóvar em películas marcadas por um tão colorido camp quanto a cartela cromática dos filmes estrelados pela maxi-b-c-franciscrime5120-427x640Pequena Notável e por Maria Montez.

Fechando esse exótico casting, a voluntariosa, implacável e exuberante Maria Félix, à frente de “Doña Diabla” (1950), de quem a brand pegou o nome emprestado para batizar a nova fornada de peças. Fuego y pasión, no? Para estrelar a campanha, a grife convocou uma top model igualmente potente: a paulista Caroline Francischini – tão latina quanto Félix, Montez ou Miranda, do tipo que é pura perdição e hoje residente em Londres.

unnamedA diretora de estilo Claudia Chilaze (na foto ao lado em pé com a irmã Sandra) explica o porquê desse inesperado tema para a coleção: “Estamos todos precisando de escapismo para segurar a onda, após um ano e meio de pandemia. É necessário ficarmos todos ligados naquilo que está acontecendo no mundo à nossa volta, claro, mas também é preciso contarmos com uma válvula de escape. Quer coisa melhor que o cinema para isso?”. Ela finaliza o raciocínio: “Daí que, depois de três coleções pensadas em questões estritamente relacionadas à preservação planetária e ao empoderamento da mulher, escolhemos dessa vez trazer a emancipação feminina sob a epiderme do bom humor e paixão. Afinal, nossas peças e formas brincam com o colorido dos adereços usados por essas atrizes espetacularmente donas de si, dentro e fora das telas, naqueles anos.”

A diretora comercial Sandra Chilaze completa: “A sustentabilidade faz parte do nosso DNA no dia a dia, nos processos de produção das peças, no fomento junto às comunidades de artesãos, nas técnicas de reuso e no aproveitamento de materiais orgânicos não poluentes. Essa é mesmo a nossa rotina. Então, não precisamos falar disso o tempo todo. Podemos enveredar por outros assuntos, já que qualquer temática selecionada vai ser desenvolvida dentro desses princípios limpos.”

maxi-b-c-franciscrime4958-427x640No radar, os colares, brincos, aneis e pulseiras de bolas que viraram best-sellers na coleção anterior agora se desdobram em novas criações que evocam os adornos que marcaram os anos 1940, como os babilaques e maxi colares de Carmen Miranda, aliás, a primeira mulher a fazer uso não-bélico do acrílico nos saltos de sandálias-plataforma.

Como pesquisa, as formas destinadas pelos criadores da época aos primeiros plásticos usados em acessórios, como a baquelita, solução divertida para decorar colos, braços e dedos femininos numa era igualmente caracterizada pelo racionamento, como agora. Com um detalhe: ao invés daquelas pesadíssimas matérias-primas poluentes, que tal recriar essa atmosfera chique retrô através da levíssima resina produzida no Atelier Chilaze sem descarte, manualmente confecionada sem resíduos ou prejuízo ao meio-ambiente?

No destaque, bolsas em marcheteria com madeira de reflorestamento e resina, inclusive aquelas inspiradas nas obras de artistas plásticos brasileiros cujo colorido flerta com o technicolor – Eduardo Sued e Beatriz Milhazes.

maxi-b-c-franciscrime4641-427x640Para completar, novos modelos de bolsas e clutches em palha colorida com debruns contrastantes, com galões e barbicaches em padronagens neo-astecas, porta-celulares em crochê, correntinhas para máscaras, novas cores e formas de colares de elos e a ampliação da linha de pulseiras, além do homewear da marca, puro must have: cestaria, bowls, gamelas, sous-plats, descansos de mesa, luminárias, leques decorativos, tapetes, bandejas, boleiras e banquinhos em mix de pintura à mão e adereçamento com linha naturais e cordas de garrafa pet.

Serviço

Ficha técnica:

Direção de estilo Claudia Chilaze

Direção criativa, styling e cenografia Alexandre Schnabl para Scena Lúdica

Fotografia Ricardo Penna

Beleza Adriana De Bossens

Modelos Caroline Francischini (JOY) e Matheus Pereira maxi-b-c-franciscrime4978-640x427(Front)

Produção de moda Caio Nietzsche

Fashion film Celso Fontinelle para Insonia

Onde encontrar

Flagship: Rua Visconde de Pirajá, 547/202 - Ipanema - cel (21) 99528-2760

Centro: Av. Senhor dos Passos, 197 - tel (21) 2509-0092 / cel (21) 98458-9263

@atelierchilaze

www.atelierchilaze.com.br

da redação com informações de Alexandre Schnabl da Scena Lúdica Style Design Comunicação e branding

ECONOMIA CIRCULAR

worldfashion • 03/08/21, 10:19

trademark-protectionA The LYCRA Company, líder global em soluções sustentáveis de tecnologias para materiais elastizados para as indústrias de vestuário e cuidados pessoais, lança uma campanha, que tem o objetivo de avançar nas discussões a respeito da circularidade dos produtos têxteis. A campanha “Keep in the loop with LYCRA”, nas 210723-campanhacircularidade-linkedin-v2versões impressa e online, o link está na Plataforma de Moda WORLD FASHION, www,worldfashion.com.br é um convite para a indústria têxtil e especialistas do setor se juntarem à empresa no uso de materiais mais duráveis e sustentáveis que possam ser reciclados no final da vida útil, reduzindo, assim, o desperdício de têxteis e “fechando o ciclo” dessa cadeia de valor.

“Por meio dessa campanha, queremos explorar e discutir uma variedade de assuntos relacionados à circularidade - desde matérias-primas mais sustentáveis até a extensão da vida útil das roupas e soluções para o fim da vida dessas peças”, disse Jean Hegedus, diretora de sustentabilidade na The LYCRA Company. “Nossos recentes lançamentos, os fios COOLMAX® EcoMade e THERMOLITE® EcoMade, produzidos a partir de 100% de resíduos têxteis, são mais um passo na direção certa, mas há muito mais a se fazer para resolver essas questões importantes”, acrescentou ela.

img_5561-julien_bornA campanha, criada pela agência Grounded World, sediada nos Estados Unidos, usa um ‘loop’ como elemento de design para ilustrar a transformação de resíduos têxteis em novas fibras/tecidos. O tema da campanha “Keep in the loop with LYCRA” convida a indústria a manter-se atualizada sobre os mais recentes avanços em circularidade da The LYCRA Company, ao mesmo tempo em que busca impulsionar a conscientização e a colaboração entre os players do mercado têxtil.

“Circularidade é o foco principal da plataforma de sustentabilidade Planet Agenda, da The LYCRA Company, pois buscamos avançar não apenas em nossas próprias metas de sustentabilidade, mas também nas da indústria em geral”, disse Julien Born, CEO da The LYCRA Company. “Para atingir esse objetivo, será essencial que haja um esforço coletivo entre os colaboradores da indústria para que possamos, juntos, maximizar o impacto”.

da redação com informações da INOVAETC imagem: foto/divulgação

INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS

worldfashion • 29/07/21, 11:25

baw_-930-427x6401Comprar um calçado parece uma tarefa simples, mas é preciso se atentar a questões que vão muito além de design. Conforto, bem-estar e saúde dos pés são assuntos que precisam ser levados em consideração na hora de escolher um calçado, e a indústria está atenta às exigências e preferencias do consumidor

PICCADILLY

11Presente no mercado há mais de 65 anos, a PICCADILLY COMPANY é uma das maiores empresas do Brasil no setor calçadista feminino, com produtos em 13 mil pontos de vendas no país, incluindo franquias, lojas exclusivas e multimarcas. Com 20 mil pares de calçados produzidos por dia e 5 milhões por ano, a marca tem o propósito de encorajar as mulheres na sua caminhada. Sempre atenta ao impacto que pode causar no meio ambiente, a empresa investe constantemente em iniciativas sustentáveis que fizeram com que a marca recebesse o Selo Ouro no Programa Origem Sustentável em 2019. Líder no desenvolvimento e criação de tecnologias e diferenciais de conforto, a PICCADILLY COMPANY está presente em mais 100 países com 7 mil pontos de vendas, e conta hoje com 2 unidades fabris, todas no Rio Grande do Sul. São cerca de 2 mil colaboradores focados em oferecer qualidade, conforto, moda e bem-estar para suas consumidoras.

979024_0000_elas-rose-c_-np-rose-sl-rose-original1Ocupando a lista das empresas referências em inovação, a marca se destaca por desempenhar o papel de entregar produtos de alta tecnologia levando um novo conceito de estilo e conforto para o público feminino. Mais um reconhecimento para marcar a trajetória da PICCADILLY,é figurar no ranking - Campeãs da Inovação do Grupo Amanhã - em parceria com o IXL Center. A pesquisa premia as empresas mais inovadoras do Sul do Brasil nos mais diversos setores do mercado, dos eletrodomésticos aos calçados.

A calçadista se destaca devido a constante evolução em pesquisas, tecnologia e claro, a inovação, que faz com que a marca se diferencie da concorrência. “Buscamos sempre inovar por meio de tecnologias exclusivas e processos que contribuam para o nosso crescimento. Esse reconhecimento mostra que evoluímos constantemente na caminhada e nos motiva a seguirmos a inovação, um dos valores mais fortes da empresa”, comenta Ana Carolina Grings, vice-presidente e diretora de produto da marca.

s005021_0000_elas-marf-c_-elas-menta-c_-np-rafia-creme-c_-np-stretch-soft-bco-sl-off-white-originalEntre os principais feitos inovadores da marca, no último ano, está a conquista da certificação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), na tecnologia PICCADILLY MAXI. Os calçados contam com uma exclusiva manta de biofibra abaixo de suas palmilhas, a qual transforma o calor do próprio corpo em raios infravermelhos longos, responsáveis por estimular a circulação sanguínea. Com isso, é capaz de prevenir inchaços, varizes, aliviar dores e eliminar toxinas. “Estamos na busca pela certificação desde 2010 e ter a aprovação da ANVISA para essa tecnologia foi um grande marco para a PICCADILLY. Foi uma oportunidade de mostrar que a preocupação com a saúde e o conforto são nossos pilares para o desenvolvimento dos produtos”, ressalta Ana Carolina.

Além de MAXI, a PICCADILLY possui diversas outras tecnologias, como o SoftStep, Energy e Antiviral que contribuem para a saúde dos pés das consumidoras. “Nossa expectativa é que continuemos evoluindo no quesito inovação, para levar cada vez mais soluções para o estilo e bem-estar de nossas consumidoras”, finaliza.

979022_0000_np-bco-c_-vz-pto-c_-elas-areia-sl-bco-originalPara quem deseja garantir uma caminhada muito mais tranquila, sem deixar a questão do design de lado, a fisioterapeuta Cristiane Grings, parceira da PICCADILLY, explica os diferentes tipos de pisadas e como escolher o tênis ideal de acordo com o formato do pé. Comprar um tênis parece uma tarefa simples, mas é preciso se atentar a questões que vão muito além de design. Conforto, bem-estar e saúde dos pés são assuntos que precisam ser levados em consideração na hora de escolher um calçado. “Nada adianta eu ter um tênis cheio de informações de moda, se no primeiro quarteirão eu já não consigo mais andar direito. Além de ser um dinheiro mal-gasto, acabo prejudicando a minha saúde”, comenta Cristiane.

979023_0000_elas-ruby-c_-np-ruby-c_-vz-ruby-sl-bco-originalSão três os tipos de pisadas: pronada, supinada ou neutra, que pedem tênis diferentes para uma caminhada mais tranquila e confortável. A fisioterapeuta Cristiane Linhares, explica como identificar o formato do pé e o melhor calçado para cada um

PISADA PRONADA - mais conhecida como “pisada para dentro”, é aquela que começa com o lado esquerdo do calcanhar e finaliza nas regiões próximas do dedão. “Quem tem esse tipo de pisada, possui o arco plantar “desabado” e descarrega o peso do corpo na borda interna medial do pé”, comenta a fisioterapeuta. “Essa pisada pode ocasionar dores e afetar outras articulações, como joelhos, quadril e coluna”, complementa.

Segundo a profissional, o melhor tênis para quem possui a Pisada Pronada são aqueles com amortecimento e controle de estabilidade leve. A linha Soft Step, da PICCADILLY, atende bem os requisitos. A tecnologia, presente em modelos de tênis, saltos e rasteiras, oferece amortecimento extra em pontos de pressão, prevenindo dores e calosidades.

979024_0000_elas-rose-c_-np-rose-sl-rose-originalPISADA SUPINADA - ao contrário da Pronada, a Pisada Supinada começa no lado externo do calcanhar e finaliza no dedinho. “Nesta pisada, o peso do corpo fica do lado de fora, o que, a longo prazo, pode acarretar lesões no joelho, pés e costas. Por isso, o ideal é sempre utilizar o calçado correto e, a qualquer sinal de dores, procurar um especialista”, alerta a profissional. Para esse tipo de pisada, é aconselhável o uso de tênis com reforço no amortecimento e que dê maior controle de estabilidade. Neste caso, a tecnologia Energy, da PICCADILLY, pode ser uma ótima opção. Os tênis da linha possuem um exclusivo sistema de imã que absorve 87% do impacto de cada passo, proporcionando relaxamento para pernas e pés e prevenindo dores nas articulações do joelho.

s005023_0000_np-stretch-soft-capuccino-c_-elas-speed-bco-c_-stretch-metal-gold-sl-off-white-originalPISADA NEUTRA - é considerada a mais correta, pois favorece a absorção do impacto pelo corpo sobre as articulações. “É quando a pessoa começa a pisar com o lado externo do calcanhar e finaliza no centro do pé”, comenta a fisioterapeuta. Para esse tipo de pisada, Cristiane comenta que não há muitas restrições de calçados, basta escolher um que ofereça conforto ao longo do dia, como os tênis da linha So.Si, da PICCADILLY. São diversas opções que proporcionam maior leveza, liberdade e movimento para que possui uma rotina agitada.

IDENTIFICANDO A PISADA

Para quem não sabe qual o seu tipo de pisada, a Cristiane dá duas dicas que podem ajudar na identificação! “Observando o desgaste do solado do tênis é possível identificar o tipo de pisada”, comenta. Se o desgaste for uniforme, é provável que seja a neutra; se for na parte interna, a tendência é que seja a pronada; e na parte interna, a supinada.

Outro teste possível de se fazer em casa é a da bandeja e o jornal. “Basta colocar uma bandeja com água ao lado de um jornal. Pise rapidamente na água e, em seguida, no jornal. Depois, basta circular com uma caneta a área que ficou molhada para identificar o tipo de pisada”, comenta. Cristiane ressalta que os testes caseiros não excluem uma consulta com um profissional.

da redação com informações da BCBIZ comunicação  imagens: fotos/divulgação

USAFLEX

usaflex-maes-calce-674-af2402-480x640Fundada em 1998, na cidade de Igrejinha, Rio Grande do Sul, a Usaflex é pioneira e líder na fabricação de calçados e bolsas de couro que priorizam a inovação e moda de conforto para mulheres. Com produção de até 25 mil pares de calçados por dia, a marca se destaca por agregar tecnologia em mais de 50 diferentes linhas de produtos, que podem ser adquiridos pela loja virtual, multimarcas ou em uma das mais de 240 franquias espalhadas por todo território nacional. Até 2022, a Usaflex deve alcançar o número de 340 lojas no Brasil.

Para atender aos diversos pedidos das consumidoras, a marca de calçados femininos Usaflex, em colaboração com a tradicional marca de calçados esportivos Rainha, lançou uma linha de tênis para prática de exercícios leves. O conforto da Usaflex se uniu ao conhecimento do universo esportivo Rainha.  A linha Usa+leve, traz melhor adaptação do pé graças à anatomia mais larga da forma. Além disso, os modelos oferecem excelentes transpiração dos pés, melhor absorção de impactos e aderência da sola na pisada, por conta do material eva de alta densidade. A coleção é composta por três modelos de tênis nas cores azul, rose e preto e já está disponível no site www.usaflex.com.br e nas redes de franquias da Usaflex.

da redação com informações da Si Comunicacação imagens: fotos/divulgação

CALÇADOS BIBI

12Reconhecida por suas iniciativas e grande compromisso com o meio ambiente, a Calçados Bibi possui como premissa desenvolver ações que contribuem para o bem-estar das pessoas e futuro das novas gerações. Para isso, a marca conta com diferentes atividades sustentáveis dentro de suas plantas fabris localizadas em Parobé, no Rio Grande do Sul, e em Cruz das Almas, na Bahia. A empresa lançou um hotsite interativo relacionado ao tema, para que os pais compartilhem com seus filhos a importância destas ações, de forma lúdica e divertida, além de conhecer algumas das iniciativas realizadas pela empresa.

Anualmente, a Calçados Bibi promove diversas ações com foco no meio ambiente. Neste ano, uma delas foi a criação de uma horta comunitária para os colaboradores da sede da empresa no Rio Grande do Sul e a plantação de árvores em comemoração aos seus 72 anos. Com mais de 1.300 colaboradores, na parte industrial com suas duas fábricas, a empresa faz uso de energia elétrica limpa produzida por fontes sustentáveis. Além disso, os resíduos industriais da marca são reciclados ou coprocessados, gerando assim um reaproveitamento completo.

2-2As questões sustentáveis fazem parte do negócio, sendo assim, a marca preza por fornecedores que disponibilizam matéria-prima não tóxica para a produção dos calçados. Com isso, a Bibi criou uma cadeia produtiva sustentável e saudável para os pequenos. Prova de todas as ações realizadas com foco na sustentabilidade, foi a conquista do Selo Diamante do Programa Origem Sustentável. Única do segmento calçadista a ter o reconhecimento, a marca é atestada por seu compromisso com as iniciativas nos processos industriais, bem como no desenvolvimento de ações em sintonia com os pilares estabelecidos pelo programa: Ambiental, Econômico e Social.

21Promover o desenvolvimento natural e saudável para o público de 0 a 9 anos é uma das premissas básicas da Calçados Bibi. A marca é pioneira e líder em desenvolver produtos a partir de pesquisas e estudos científicos. Conquistou reconhecimento do setor a partir do desenvolvimento dos calçados atóxicos, fisiológicos e da tecnologia da exclusiva palmilha Fisioflex Bibi, que proporciona a sensação de andar descalço. Tudo para crianças ser criança. Fundada em 1949, a Bibi é referência no mercado de calçados infantis. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), produz mais de 2 milhões de pares ao ano. Presente em mais de 70 países nos cinco continentes, no Brasil está em mais de 3.500 mil pontos de venda multimarcas, além do e-commerce e de uma rede de franquias com mais de 130 lojas.

da redação com informações da DFREIRE Comunicação e Negócios imagem: foto/divulgação

AREZZO

baw_3753-427x640A Arezzo&Co (B3:ARZZ3), uma das maiores e mais inovadoras empresas de moda do Brasil, anunciou em junho a aquisição da BAW Clothing, a marca de lifestyle jovem que mais cresce no país. A BAW foi fundada em 2014 pelos irmãos Bruno e Lucas Karra,, que tem como sócios também, Fernando Frizzatti e Celso Ribeiro, e se tornou um fenômeno de crescimento por entender, como nenhuma outra marca de seu segmento, o público da geração Z.  Com Irreverecia, contemporânea e democrática, a BAW cria uma moda cheia de atitude, oferecendo um portfólio completo de categorias em malharia com modelagens básicas e confortáveis que podem ser usadas por todos os gêneros e corpos.

A transação coroou uma história de empreendedorismo única no ambiente digital brasileiro. Bruno e Lucas são filhos de um empresário do ramo de confecção e, saídos da faculdade, decidiram criar uma marca de camisetas - o que lembra a trajetória da família Birman, fundadora da Arezzo&Co.

A marca carrega a visão dos fundadores de fazer uma moda genderless. BAW significa Black And White - o branco e o preto eram, nos primeiros anos, as únicas cores das camisetas da companhia. Bruno administrava o negócio, Lucas criava as coleções. Antenados às tendências da cultura pop e observadores da cena mundial da moda, foram transformando a BAW numa marca com enorme apelo junto ao jovem brasileiro.

O faturamento da BAW, que dobra a cada ano, deve ser de pelo menos R$ 80 milhões em 2021. Como aconteceu após a aquisição da Reserva, em 2020, os fundadores da BAW se tornam a partir de agora acionistas da Arezzo&Co, com plena liberdade para tocar a marca.

A transação é um marco na história da AR&Co, braço de lifestyle e vestuário da Arezzo&CO que é liderado por Rony Meisler, fundador da Reserva.

celso-ribeiro-rony-meisler-ceo-arco-bruno-karra-alexandre-birman-ceo-arezzoco-lucas-karra-e-fernando-frizzatti-embaixo-img_0633-640x427“É um enorme orgulho que a primeira aquisição da AR&Co seja a BAW, uma marca altamente desejada, que cresce muito na internet, possui modelo de negócios comprovado e uma enorme avenida de crescimento pela frente”, diz Meisler, CEO da AR&Co. “O que mais nos chamou atenção no negócio foram os fundadores e a apaixonante cultura que criaram, que certamente nos ajudará a cumprir a missão de criar a maior e melhor plataforma de moda brasileira aqui na AR&Co”.

baw_28jan20_39681-427x640De acordo com uma pesquisa top of mind realizada a pedido da Arezzo&Co, a BAW é a terceira marca de streetwear mais conhecida do Brasil - um feito, sobretudo se levado em conta que a marca foi criada em 2014 e não tem lojas. Esse sucesso tão rápido se deve a uma estratégia nativa digital extremamente eficiente. A marca faz lançamentos quinzenais 100% online (chamados “drops”) e conta com a divulgação intensiva dos maiores influenciadores digitais do país através de suas redes sociais.

“Estou entusiasmado com a parceria que começa agora entre BAW e Arezzo&Co”, diz Bruno Karra, fundador e CEO da BAW Clothing. “Nesse incrível ecossistema de marcas, vamos ter chance de trocar muitas experiências e aprendizados, e o maior beneficiado certamente serão os consumidores, não só da BAW, mas de todo o grupo”.

Após a aquisição, Bruno e Lucas permanecem responsáveis pelas áreas de negócio e produto, respectivamente. Fernando Frizzatti, sócio com forte experiência em programação, design UX e analytics, permanece como CTO da companhia. Celso Ribeiro passará a atuar como consultor da Arezzo&Co em temas relacionados a marketing digital e de influência.

Além de intensificar investimentos em tecnologia e no crescimento digital da marca, a Baw deverá ganhar lojas físicas em grandes capitais do país, que funcionarão como centros de experimentação da marca. Quando inserida na estrutura Arezzo&Co, a marca se beneficiará de toda a estrutura operacional do grupo e áreas de suporte, de modo a incrementar significativamente sua rentabilidade.

Adicionalmente, a Baw fará uso da cadeia de fornecimento da Reserva para otimizar seu mix de produtos no segmento têxtil com foco em malharia - e, sem dúvida, a forte expertise da Arezzo&Co em calçados para marcar sua rápida entrada no mercado de sneakers casuais, replicando a estratégia de inúmeras marcas globais desejadas no segmento de streetwear, como Supreme, Kith e Off-white.

da redação com informações da INDEX  imagens: fotos/divulgação

LA FEMME

mule-la-femme-meia-esfera-bordoA história do mule começa há muito tempo. Criado no século 16, inicialmente era utilizado apenas por homens. No século posterior, finalmente calçou os pés femininos, e hoje, séculos depois, tomam as passarelas e ruas do mundo todo. Na sociedade contemporânea, o calçado teve sua ascensão máxima nos anos 90, quando virou uma verdadeira febre da moda.

Os mules são calçados queridinhos de muita gente, e não é à toa. Esses sapatos, fechados na parte frontal e abertos no calcanhar, viraram verdadeiros ícones fashion, com salto alto ou salto baixo. Em cores básicas ou exuberantes. Lisos ou com pedrarias. Sem estampas ou super estampados. As possibilidades que o mule traz para os looks são o que o tornam tão versátil, elegante e conceitual.

Ele vai bem em praticamente qualquer ocasião, das mais despojadas às mais luxuosas. Das reuniões de negócios aos passeios, da faculdade ao aniversário de família, da formatura ao casamento também, por que não? Basta escolher o modelo certo.

Além disso, ele casa perfeitamente com algo que combina com os tempos atuais: conforto.

1000237-mule-amelie-croco-preto-6182-z4-637298195075227264-11“Os mules são atemporais, e a prova disso é esse tipo de sapato ter atravessado os séculos e chegado até nós. É também um calçado democrático: fica perfeito em todos os estilos, dos mais clássicos aos mais modernos e descolados”, explica a executiva da La Femme, marca especializada em calçados flats, Silvia Barboza.

“Importante destacar que os modelos flat ou de salto baixo caíram definitivamente no gosto da mulher brasileira. Houve um entendimento de que usar sapatos mais baixos também é sinônimo de estilo, conforto e elegância, não há necessidade de optar sempre pelo salto”, pontua Silvia.

Para quem foi de vez para o home office, esse sapato é perfeito, pois imprime elegância e conceito ao look, com um ar comfy. Para quem trabalha fora, ele é perfeito para andar no dia a dia - sobretudo nos momentos de maior correria.

lafemme-mule-amelie-croco-vermelhoSim, esse é um calçado que faz bonito em todas as estações. No verão, fica perfeito com vestidinhos leves, saias, bermudas e shorts. Na primavera, acompanha bem calças leves e com barras curtas. No outono, casa perfeitamente com calças em diversos estilos e tecidos.

Mas e no frio? Dá para combinar mules com roupas para o inverno? É possível? Pois saiba que a resposta é sim!

Muita gente fica em dúvida se dá para usar o mule no inverno, muito por conta da modelagem, que é aberta na parte de trás do calçado. Mas sim, ele acompanha os dias frios. Há inclusive modelos com pelúcia e forrados por dentro, aquecendo super bem.

Para as mais fashionistas, é possível até mesmo adotar meias pretas ou coloridas para acompanhar o calçado, formando uma dupla cheia de estilo.

A La Femme é referência no segmento de calçados flats com pedrarias no Brasil. Com um parque fabril de 2.500 m², a marca produz para mais de 1.000 lojas multimarcas em todos os estados do Brasil e no mundo, como África do Sul, Bolívia, Colômbia, República Dominicana,  Equador, Emirado Árabes Unidos, Estados Unidos, Paquistão, Paraguai. Com produção diária de 1.500 pares, a La Femme já produziu e distribuiu mais de 3,5 milhões/pares no mercado nacional e internacional.

da redação com informações da Agencia Temma imagens: fotos/divulgação

CALÇADOS GONÇAVES

goncalves-fabricaDe olho na retomada da demanda mundial por calçados e na gradual redução dos custos produtivos brasileiros, especialmente no que diz respeito à desburocratização para exportação, a Calçados Gonçalves anunciou que está transferindo sua planta produtiva, há quatro anos instalada em Cidade do Leste/Paraguai,  para incorporação na unidade de Canindé/CE. O processo de transferência, segundo a empresa, já iniciou e seguirá durante o segundo semestre de 2021.

O gerente de vendas da empresa, Deivis Gonçalves, destaca que a unidade paraguaia empregava cerca de 50 pessoas, empregos que retornarão, gradativamente, ao Brasil a partir de julho. “Desligamos os funcionários de lá, sendo que três deles, brasileiros, já estão retornando conosco para trabalhar na planta de Canindé”, explica, ressaltando que os funcionários se integrarão à unidade de Canindé, somando-se aos mais de 600 trabalhadores que produzem no local. Gonçalves ressalta que a medida de retornar ao Brasil se deu pelo fato de que, mesmo com a Lei Maquila, que concede incentivos fiscais para a produção no Paraguai, a operação no Brasil ficou mais atrativa, visto a questão cambial, que tornou a importação mais cara, e a melhoria no ambiente de negócios no País. “É um movimento inverso do que ocorreria anos atrás”, avalia o gerente.

A empresa produz 150 mil pares de calçados por mês, 50% deles destinados ao mercado internacional, emprega diretamente, cerca de 1.000 pessoas no Brasil sendo 600 pessoas em Canindé, quadro que deve somar mais postos em função da transferência da produção do Paraguai, e 380 pessoas na sua matriz, em Rolante/RS.

Para 2021, segundo Gonçalves, a expectativa é de crescimento, especialmente a partir do segundo semestre. “O mercado interno deve seguir estável. O nosso crescimento deve ser puxado pelas exportações, que devem crescer de 10% a 15%”, concluiu.

da redação com informações DCR |Assessoria de Imprensa  imagem: foto/divulgação

SOBRE MATÉRIA PRIMA PARA CALÇADOS

Cipatex

feminino_02Há 57 anos o Grupo Cipatex® oferece ao mercado soluções confiáveis e inovadoras em revestimentos sintéticos, buscando sempre uma posição de vanguarda, com responsabilidade social e ambiental. Criada em 1964, a companhia se diversificou constantemente e hoje conta com uma linha de produtos que atende aos setores de calçados, piscinas, bolsas e acessórios, utilidades domésticas, construção, móveis, vestuário, automóveis, esporte e lazer, brindes, material escolar e comunicação visual. Por essa dedicação tornou-se líder na fabricação de revestimentos sintéticos.

Lançou recentemente com o tema “Sempre”, a coleção para a linha feminina com 23 artigos desenvolvidos com tecnologia Vinyl Tech, exclusiva da marca. A cartela de 30 cores aparecem tonalidades que vão desde as mais elegantes, aconchegantes e naturais até as expressivas e intensas. Entre as tendências dos tons mais fluídos estão os rosados flamingo e tamarindo, os cremosos bambu e toast, um novo tom de branco chamado de pérola e os esverdeados, com destaque para o pistache. A família dos mais marcantes e ousados é composta pelo mel, um tom mais alaranjado chamado damasco, o jacarandá em uma tonalidade de vinho intensa e profunda, o clássico oliva intitulado militar, o magenta, o atlântico que vem de uma tonalidade de azul petróleo para compor com o azul jeans e o verde orgânico e cítrico que leva o nome de pera.

calcado-640x480Segundo a estilista e consultora de moda, Tatiana Ritzel, responsável pela nova coleção da Cipatex®, os acabamentos transitam pelos bem lisos e os gravados com aspectos mais naturais e texturas atemporais, toque macio e caimentos confortáveis, além dos materiais com estéticas rústicas. Em contraponto, aparecem os laminados com visual tecnológico, que trazem um universo futurista e esportivo ao mesmo tempo.

A linha para calçados e acessórios masculinos é composta por uma paleta de dez cores: branco, areia, café, marrom, castanho, natural, canela, caramelo, marinho e preto. Para a linha casual_03-640x4802infantil tem uma ampla gama de tons que permitem liberdade de criação. Tamarindo, cobalto, oliva, pérola e chocolate estão entre novidades que compõem a cartela de 20 cores do laminado “Shamoy Slim Play”. O artigo tem uma leve gravação e um efeito de semibrilho.

Para palmilha e revestimento interno de calçados, a empresa desenvolveu o “Shamoy Forro Comodoro” nas tonalidades rosa, ouro light e prata. Entre as vantagens do material está a alta resistência química proporcionada pela tecnologia New Transfer, criada com propriedades específicas para evitar manchas ou perda de cor devido à transpiração dos pés.

da redação com informações da Fabiana Groppo - Consultora de Comunicação imagens: fotos/divulgação

PARIS JULHO 2021 /2

worldfashion • 26/07/21, 13:50

Damien Hisrt na Fondation Cartier

by PhD. Sylvia Demetresco*

photo-2021-07-21-16-56-50-9“Cherry Blossoms” …Esta é a exposição mais recente de pinturas da superestrela da arte contemporânea Damien Hirst. Foi durante um encontro em Londres, em 2019, que Hervé Chandès diretor da Fondation Cartier e o artista, resolveram montar esta exposição no espaço da Fondation Cartier em Paris, no prédio realizado pelo arquiteto Jean Nouvel.

photo-2021-07-21-16-57-24-17A convite de Rafael Lupo Medina gemólogo da Cartier, nossa colunista Sylvia Demetresco, junto com o filho Lucas Demetresco VP de alimentos e bebidas da Accor, para França, Itália, Portugal, Espanha e Grécia estiveram na exposição. Na foto à esquerda de blazer Rafael Lupo Medina ao lado de Lucas e Sylvia.

photo-2021-07-21-16-57-40-3A série completa inclui 107 telas divididas em painéis individuais, dípticos, trípticos, quadrípticos. Somente 30 pinturas da coleção foram selecionadas, dentre as 107 realizadas em seu atelier londrino.

Nestas extravagantes obras repletas de flores de cerejeira em fundos azuis-claros, sopra um imenso e surpreendente vento de liberdade. Ao mesmo tempo as flores de cerejeira falam de beleza, vida e morte. São extremos que se cruzam, são decorativos, são cores e formas retiradas da natureza, mas que rememoram sempre as outras obras ou fazes pelas quais Hirst já passou.

As obras foram pintadas sobre telas de fundo azul, com tinta industrial e com pincéis grosseiros a até brochas. As cores nestas pinturas brotam por toda a parte, vibrando por meio de pequenas flores brancas e rosas em vários tons, voláteis como jardins primaveris, pinceladas rápidas e com muita tinta formam a textura de cada obra.

photo-2021-07-21-16-57-40Hirst combina várias técnicas que ali podem ser avistadas: pinceladas grossas, elementos de pintura gestual, remetendo-nos tanto ao impressionismo quanto ao pontilhismo, bem como à pintura de ação (action painting). Todas as telas foram pintadas na vertical, o que é impressionante visto seus tamanhos.

As telas monumentais, inteiramente recobertas de cores vivas e densas, envolvem o espectador numa vasta paisagem floral oscilando entre a figuração e a abstração. Poderíamos dizer que “Cherry Blossoms” é uma subversão e uma homenagem aos grandes movimentos artísticos do final do século XIX e XX.

Hirst diz: “A pandemia me deu muito mais tempo para conviver com as pinturas, olhar para elas e ter a certeza absoluta de que tudo acabou. Elas são espalhafatosas, bagunçadas e frágeis e me levam para longe do minimalismo e da ideia de um pintor mecânico imaginário e é tão excitante para mim. Tive um romance com a pintura toda a minha vida, embora o tenha evitado. Como jovem artista, você reage ao contexto, à sua situação. Na década de 1980, a pintura não era realmente o caminho a percorrer. ” Esta exposição nos propõe algo que interage com a longa exploração pictórica de Hirst.

photo-2021-07-21-16-57-40-4A morte sempre é o tema central da sua obra, que sempre esteve rodeada de grande polémica mais ou menos premeditada e por conseguinte de um grande seguimento mediático: os cadáveres de um touro, uma vaca um tubarão, uma ovelha flutuando em formol, da série, Natural History. Ele ainda é conhecido por seus “spin paintings”, realizados sobre uma superfície giratória, e pelos seus “spot paintings”. O seu trabalho mais iconico e polemico, The Physical Impossibility Of Death In the Mind Of Someone Living (Impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo);

E sua obra ‘Pelo amor de Deus’, que consiste num crânio com mais de oito mil diamantes incrustados.

Concluindo Damien Hirst consegue por meio da pintura, um modo tradicional na arte, a conquistar seu público, continuar na sua pesquisa de vida e morte. Tanto pelo fato de que as flores de cerejeira vivem por pouco tempo… assim como sua obra, não será eterna, pois, a tinta passará por uma transformação, de uso ou de deterioração no tempo. Como sempre… ele nos coloca em situações de pensar na fragilidade entre… vida e morte!

photo-2021-07-21-16-56-50-14*Sylvia Demetresco (foto acima com o à direita, com vestes Issey Miyake ) é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, com pós-doutorado em Semiótica no Instituto Universitário da França, em Paris.

Professora de Visual Merchandising na Ecole Supérieure de Visual Merchandising, em Vevey, na Suíça.

É autora de livros sobre vitrinas, entre os quais: Vitrina Construção de Encenações (Educ/Senac), Vitrinas Entre-Vistas: Merchandising Visual (Senac),Vitrinas E Exposições: Arte E Técnica Do Visual Merchandising (Editora Érica, 2014) e Vitrinas: Arte, História e Consumo de São Paulo (Via das Artes, 2014).

contato: sylvia@vitrina.com.br   Fotos: by Sylvia Demetresco

TECNOLOGIAS, INOVAÇÕES E SUSTENTABILIDADE

worldfashion • 23/07/21, 18:00

downloadCom o aumento das regulamentações para a sustentabilidade, novos desafios são colocados para todos os níveis da cadeia de abastecimento têxtil, e todas as partes interessadas devem trabalhar juntas para apoiar essa transição. Das indústrias como fiações, tecelagens, malharias e confecções aos varejistas, e as parcerias facilitam a troca de recursos e experiências para resolver a questão da poluição têxtil no mundo. Leia sobre as notícias que chegaram da Lenzing Group, da The Lycra Company e sobre o manejo e cuidados com o algodão.

Lenzing & Orange Fiber

tencele284a2-limited-edition-x-orange-fiber_2process_ph-luca-distefano-_-orange-fiberLenzing Group, um produtor líder global de fibras especiais à base de madeira, está fazendo parceria com a Orange Fiber, uma empresa italiana que patenteou o processo de produção de celulose para subprodutos cítricos, para produzir a primeira fibra de liocel com a marca TENCEL ™ feita de polpa de celulose vinda da casca de laranja e polpa de madeira.

Este novo produto visa concretizar a visão compartilhada de ambas as empresas para aumentar a sustentabilidade na indústria têxtil e da moda. A nova iniciativa TENCEL ™ Limited Edition combina a imaginação, inovação e inspiração de têxteis eco-responsáveis, através da reinvenção das fibras da marca TENCEL ™ usando matérias-primas sustentáveis não convencionais.

“A introdução do TENCEL ™ Limited Edition alavanca nossa vanguarda em processos de produção altamente sustentáveis e estamos orgulhosos de colaborar nesta edição especial da série de fibras com a Orange Fiber.” disse Gert Kroner, vice-gert-kroner1presidente de Pesquisa e Desenvolvimento Global do Grupo Lenzing. “Ao reciclar materiais residuais, como cascas de laranja em nossos produtos, estamos tomando medidas proativas em direção a um futuro mais sustentável e minimizando o impacto ambiental dos resíduos.”

O TENCEL ™ Limited Edition em parceria com a Orange Fiber apresenta uma nova fibra celulósica para inspirar ainda mais a sustentabilidade em toda a cadeia de valor da indústria e expandir os limites da inovação. As fibras estão atualmente sendo transformadas em uma nova coleção de tecidos que a Orange Fiber apresentará ao mercado em outubro de 2021.

enrica-arena1“A Lenzing é uma empresa líder na indústria de fibras sustentáveis e estamos orgulhosos de fazer parceria com eles para criar este novo material que se tornará um recurso valioso para a indústria têxtil e da moda. Este modelo de produção pioneiro pode ajudar a revolucionar a indústria da moda e capacitar marcas que buscam cadeias de valor têxteis ecologicamente responsáveis ”, disse Enrica Arena, CEO da Orange Fiber. “Com os consumidores cada vez mais conscientes do meio ambiente, é imperativo que a indústria evolua tangencialmente e inove com materiais sustentáveis para se manter eficiente, competitiva e salvar nosso planeta para as gerações futuras. Esta sinergia virtuosa representa um passo fundamental em nossa jornada rumo à produção sustentável de tecidos a partir de fontes renováveis, valida nossa patente industrialmente e nos permite aumentar nossa capacidade de produção, satisfazendo assim as necessidades das marcas de moda. ”

tencele284a2-limited-edition-x-orange-fiber_3fiber_ph-luca-distefano-_-orange-fiber-443x6401“Nossa cooperação com a Orange Fiber mostra o compromisso da Lenzing com a parceria para a mudança. Estamos entusiasmados em apoiar os desbravadores da indústria em ascensão para concretizar suas ideias inovadoras ”, acrescenta Kroner. “Colaborações como essas podem trazer mudanças revolucionárias, e nossa iniciativa TENCEL ™ Limited Edition oferece uma oportunidade para empresas de todos os tamanhos unirem forças com a Lenzing.” conclui

As coleções produzidas a partir da TENCEL ™ Limited Edition com Orange Fiber terão materiais de marketing dedicados, como etiquetas de swing de edição especial, que fornecerão informações relevantes sobre o processo de produção e os materiais envolvidos. O objetivo é incentivar o co-desenvolvimento de soluções inovadoras para dar uma nova vida aos resíduos e promover uma maior transparência na indústria têxtil e da moda para atingir plenamente as práticas sustentáveis da indústria.

da redação com informações da Lenzing Global e Orange Fiber  imagens: fotos/divulgação

The LYCRA Company & HeiQ

Os líderes em inovação de tecnologia têxtil, a The LYCRA Company e a HeiQ, empresa fundada em 2005, como uma divisão do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH) e listada no Mercado Principal da Bolsa de Valores de Londres (LSE:HEIQ), a HeiQ é líder em inovação têxtil e materiais, criando algumas das tecnologias mais eficientes, duráveis e de alto desempenho do mercado hoje, celebraram uma colaboração ampla em plataformas múltiplas de tecnologia e de marca que promete gerar tecnologias têxteis mais inovadoras e sustentáveis, que melhorem a qualidade para consumidores de todo o mundo.

Depois de conversas exploratórias que começaram no início de 2019, a HeiQ e a The LYCRA Company resolveram convergir as suas filosofias e capacidades em comum em ciência têxtil, redes comerciais e marketing global para fomentar plataformas de inovação em grandes mercados têxteis. As empresas almejam inovações de marca em mercados de tecido elastizado, termorregulação, frescor e sustentabilidade.

heiq-the-lycra-company1 Julien Born - CEO of The LYCRA Company and Carlo Centonze - co-founder and CEO of HeiQ Group

“Temos o prazer de anunciar o lançamento desta colaboração, resultado de conversas que começaram há dois anos”, comentou o diretor de marca e inovação da The LYCRA Company, Steve Stewart. “Ao combinar a força das duas empresas, vamos continuar a estimular inovações impactantes na indústria têxtil, entregando novas soluções cada vez mais rápido para um público cada vez maior”.

Juntas, a The LYCRA Company e a HeiQ trazem conhecimento consolidado na cadeia de valor têxtil global de processadores de fios, tecelagens e malharias, confecções e varejistas e demonstram compromisso com inovações sustentáveis voltadas para o consumidor, por meio de parcerias que levam a performance têxtil a novos patamares. Esses líderes da indústria possuem forças complementares: a The LYCRA Company é líder reconhecida pelo consumidor por suas marcas de fios e tecidos que atendem as necessidades de elasticidade, aquecimento e resfriamento sustentáveis; a HeiQ é reconhecida por suas inovações em acabamentos que tratam de frescor, sustentabilidade, gerenciamento de temperatura inteligente, antiviral, secagem e em muitos outros mercados.

As primeiras plataformas de inovação, dentre várias, serão lançadas durante o verão no hemisfério norte, trazendo uma nova dimensão de conforto e confiança para o consumidor com a entrega de benefícios antivirais e de frescor, com a qualidade e conforto de tecidos elastizados, homologados com um novo padrão de tecnologia da marca LYCRA® freshFX®. Preparativos para esta inovação já estão em andamento, inicialmente com foco nas cadeias de valor da China, voltadas para o consumidor chinês, e a apresentação está prevista para a feira Intertextile, em Shangai, no final de agosto.

“O objetivo da HeiQ é possibilitar que as marcas e fabricantes na indústria têxtil ofereçam mais conforto, desempenho e sustentabilidade para seus produtos, além de promover consciência de marca nos consumidores, que serão os maiores beneficiados com essas inovações”, destacou o co-fundador e CEO do Grupo HeiQ, Carlo Centonze. “Além de unir as melhores mentes, essa colaboração com a The LYCRA Company também garante que inovações revolucionárias estarão disponíveis e beneficiarão o maior número possível de consumidores”.

“A colaboração tem como base valores mútuos e filosofias que as duas empresas compartilham”, afirmou o CEO da The Lycra Company, Julien Born. “Estamos ansiosos para explorar essas sinergias naturais entre nós e descobrir novas soluções para a indústria têxtil”.

O foco dessas colaborações será atender às necessidades dos consumidores quanto à qualidade, durabilidade e roupas sustentáveis. Amostras de tecido e peças estarão disponíveis no final do verão no hemisfério norte para seleção comercial em alguns países.

The LYCRA Company & ITOCHU

itou1A  empresa reforça também as ações de economia circular no setor têxtil, e acaba de lançar os seus primeiros fios feitos com 100% de resíduos têxteis: são eles o COOLMAX® EcoMade e THERMOLITE® EcoMade, que resultam de uma colaboração estratégica com a ITOCHU Corporation, uma empresa japonesa de comércio e desenvolvimento de negócios internacionais, com força nos setores relacionados ao consumidor final, incluindo o setor têxtil. Os novos fios passam a associar os seus atributos principais de desempenho de resfriamento e aquecimento, respectivamente, à sustentabilidade, em busca de uma necessidade crítica da indústria têxtil global.

“A sustentabilidade se baseia na crença de que, para ter um negócio saudável, precisamos ter um planeta saudável”, com essa declaração, o Chief Executive Officer da The LYCRA Company, Julien Born, resume a proposta da empresa, fabricante de soluções em fios e tecnologia e primeiro elo da cadeia da moda, em relação à sustentabilidade e à economia circular. Esses fios são os primeiros de uma série de inovações em que a empresa está trabalhando com base na reciclagem de têxteis e vestuário.  É um processo único de despolimerização e refino que é usado para converter os resíduos têxteis, que consistem em sobras da produção de fabricantes de roupas, em fibras com propriedades comparáveis ao poliéster virgem.

Os fios COOLMAX® e THERMOLITE® originais já vinham sendo feitos a partir de matérias-primas recicladas, como garrafas PET, por muitos anos. A empresa continuará oferecendo esses produtos em paralelo com os feitos de resíduos têxteis.As ações ambientais da The LYCRA Company têm se intensificado nos últimos anos. Desde 2008, foi implementado o Planet Agenda, um programa que apresenta o compromisso da empresa com a sustentabilidade de seus processos operacionais e de produção, englobando todos os aspectos do negócio da empresa.

Em sintonia com as tendências do conjunto de práticas de ESG (environmental, social and governance), que são diretrizes globais de produção das grandes corporações, o programa “Planet Agenda” estabelece três ambições de sustentabilidade: Excelência na Fabricação para minimizar o impacto ambiental, conservando recursos, reduzindo emissões e eliminando desperdício em suas fábricas; Sustentabilidade de Produtos com a oferta de produtos competitivos que satisfaçam as necessidades dos mercados de vestuário usando menos recursos além de melhorar o desempenho ambiental de todos os tecidos; e Responsabilidade Corporativa, protegendo a saúde e a segurança dos trabalhadores e comunidades.

As ações da empresa vão ao encontro às demandas dos consumidores. Em pesquisa encomendada pela Abit, em relação às mudanças de valores pós-pandemia, foi verificado que o consumo está mais consciente. Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados acreditam que passarão a valorizar mais marcas e produtos que sejam realmente sustentáveis.

Da mesma forma, pesquisa da consultoria McKinsey, realizada durante a pandemia, também aponta que, mais de três em cada cinco consumidores disseram que o impacto ambiental é um fator importante na tomada de decisões de compra.

Um estudo do Business of Fashion, o State Fashion 2021, aponta que a economia circular no setor têxtil é fundamental. Isso porque a produção de roupas está crescendo 2,7% ao ano e menos de 1% dos produtos são reciclados em novas roupas. Além disso, 25% das roupas não são vendidas.

adriana-morascoSegundo a vice-presidente para a América do Sul da The LYCRA Company, Adriana Morasco, nesta retomada da economia ficou evidente que os consumidores estão mais conscientes. “A pandemia acelerou um processo que já vinha acontecendo. O lançamento do fio LYCRA® Ecomade, o primeiro fio da empresa fabricado com 20% de material reciclado pré-consumo foi um sucesso global e já esta disponível ao consumidor brasileiro”.

Outro aspecto, segundo Adriana, é que há uma crescente demanda por produtos com mais qualidade. “A busca por roupas com a etiqueta LYCRA® vem aumentando em função da qualidade e conforto que o fio LYCRA® e suas tecnologias conferem às roupas. Durabilidade está diretamente ligada à sustentabilidade”.

“Acelerada pela pandemia e pela consciência em consumir melhor, vemos crescer cada vez mais a demanda de marcas e magazines para o desenvolvimento de coleções com produtos mais sustentáveis. Em 2020, lançamos com a Vicunha Têxtil artigos para o maria-luisa-aamarosegmento de jeanswear. Já com as malharias Kalimo, Berlan Têxtil e Santaconstância foram desenvolvidos artigos para lingerie, fitness, moda praia e “ready-to-wear, todos com fio LYCRA® EcoMade. Acabamos de lançar uma coleção cápsula fitness em parceria com a Riachuelo e muitas outras colaborações estão previstas para o decorrer do ano”, declara a gerente de marketing da The LYCRA Company, Maria Luiza Amaro.

Além de garantirem conforto e liberdade de movimento, as roupas com fio LYCRA® fazem com que as peças não percam a forma e durem mais, evitando descartes. Outro exemplo é o fio LYCRA® XTRA LIFE™. Ele proporciona maior durabilidade para as peças. No caso de beachwear, possibilita que as peças resistam até 10 vezes mais em contato com o cloro da piscina do que um elastano convencional, evitando a aparência de desgaste após muitas lavagens.

jean-hegedus-efc0089c“Ao comprar roupas mais duráveis e usando-as por mais tempo, podemos reduzir significativamente o impacto ambiental”, diz a diretora de Sustentabilidade da The LYCRA Company, Jean Hegedus. Segundo ela, o estudo World Resources Action Programme aponta que estender a vida útil das roupas por apenas nove meses já ajuda a reduzir a emissão de carbono, o uso de água e geração de resíduos em até 10%.

Outras ações

A empresa decidiu continuar apostando na inovação aberta e participar da segunda rodada do Fashion Hub, um programa para que grandes players de mercado se abram para as rápidas transformações no setor da moda. Por meio de mapeamento de desafios tecnológicos do setor e de parcerias com startups e cientistas, as empresas terão a oportunidade de desenvolver novas soluções que impactarão positivamente os seus negócios.

A empresa foi uma das parceiras da 1.ª rodada do Fashion Hub e, baseada nos princípios da economia circular, buscava novas aplicações para a solução polimérica de Poliuretano e os resíduos de fibras de Elastano, que em ambos os casos, possuem ingredientes que podem aditivar outros materiais. Também buscava encontrar novos destinos para resíduos de produção alinhados com a política de sustentabilidade e que possam ser rentáveis para a empresa.

Nesse processo, a Âmago Soluções Têxteis trouxe uma alternativa mais limpa e viável de reciclagem. Já a Aterra Ambiental pensou em um marketplace de resíduos.

trademark-protection1A The LYCRA Company também conta com outras iniciativas de sustentabilidade na produção e na logística. Por meio de soluções de engenharia, a fábrica em Paulínia, no interior de São Paulo, conseguiu reduzir em aproximadamente 40% o consumo de filme plástico em embalagens.

Na logística de transporte, a empresa também tem avançado por meio da otimização da entrega das cargas aos clientes (maior quantidade de cargas por quilometro rodado) e na devolução de contêiner, com o recebimento de um tanque de cada vez, mas devolução de dois por vez. Com essas ações, a empresa já reduziu substancialmente a emissão de dióxido de carbono (CO2). De 2017 para 2019 foram menos 194.135 km rodados, o que equivale à redução de 116 toneladas de CO2 que deixou ser emitido pelo diesel que não foi queimado.

O fio LYCRA® EcoMade, que utiliza material reciclado pré-consumo em 20% de sua composição, é certificado pela Global Recycled Standard (GRS), que verifica o material reciclado e o rastreia desde a origem até o produto final. O GRS inclui rígidos requisitos sociais, ambientais e químicos.

Além disso, em janeiro, 25 produtos da The LYCRA Company obtiveram os Certificados de Saúde de Material no Nível Ouro do Cradle to Cradle Products Innovation Institute, o que reforça o compromisso da empresa com a transparência, sustentabilidade e segurança. Válido por dois anos, o certificado ajuda os fabricantes a afirmarem a transparência na matéria-prima utilizada em seus produtos e em toda cadeia de abastecimento, substituindo produtos químicos de risco por mais seguros e adotando uma química cada vez mais verde.

A empresa também acaba de concluir o Higg Facility Environmental Module (FEM), ou Módulo Ambiental da Instalação Higg (em português), que consiste na autoavaliação em todos os seis locais de fabricação da fibra LYCRA®. O impacto robusto da avaliação - que analisa os sistemas de gestão ambiental, uso de energia, emissões, água uso, águas residuais e gestão de resíduos e produtos químicos no nível da instalação – ajuda as fabricas a buscarem estabelecerem uma melhoria contínua no âmbito ambiental.

da redação com informações da INOVAETC   imagens: fotos/divulgação

SOBRE A FIBRA NATURAL - ALGODÃO

O “Estado da Arte” do algodão brasileiro  por João Vanin*

O Brasil é um dos cinco maiores exportadores de algodão do mundo, sendo o primeiro lugar em produtividade em sequeiro. Os países asiáticos são os maiores compradores de algodão brasileiro, e este protagonismo deve-se à qualidade do produto, amplamente reconhecida. Entretanto, o processo produtivo da cotonicultura, que é realizado por meio de etapas rigorosas e respeitando a preservação ambiental e a sustentabilidade, é ainda pouco conhecido. Em geral, vemos as paisagens brancas em meio às plantações e não nos damos conta de todo o caminho percorrido até ser transformado, por exemplo, em tecidos ou roupas.

13-panorama-640x427Os cotonicultores brasileiros costumam dizer que há 100 lições para atingir o estado da arte da cultura. Mas a história centenária do algodão em nosso País mostrou que há muito mais do que uma simples centena de processos para alcançar um produto de reconhecimento global.

Em primeiro lugar, o planejamento correto de qualquer cultura agrícola é fundamental para um bom resultado produtivo. A escolha da variedade de sementes é considerada uma das decisões mais importantes para o sucesso da colheita. As variedades atuais oferecidas ao mercado são cada vez mais sofisticadas do ponto de vista genético, agregando tolerância a doenças e pragas e podendo representar ganhos significativos em produtividade, economia de custos e qualidade final da fibra. Com as constantes mudanças na agricultura, seja em uso da tecnologia ou no surgimento de novas variedades de doenças, é importante que o produtor esteja atento às novas sementes existentes no mercado, para manter e melhorar a sua produtividade da lavoura.

O sistema de cultivo praticado e o manejo da lavoura são fundamentais para que o conhecimento do crescimento da planta seja conduzido de forma adequada. A definição da data de plantio e da densidade de plantas são fatores significativos para a lavoura, pois refletem diretamente na produtividade e qualidade de fibra. Os tratos culturais precisam ser realizados de forma programada, para que a aplicação de defensivos e fertilizantes seja realizada na quantidade e tempo corretos.

Outros processos importantes durante a safra de algodão são a desfolha e a maturação. Enquanto o primeiro trata-se da retirada das folhas do algodão via aplicação de hormônios vegetais (evitando manchas na pluma pelas folhas), o segundo serve para acelerar o processo de maturação da fibra e a sua uniformização, tornando-se apta a colheita mecanizada.

As intempéries climáticas exercem grande influência na qualidade do algodão pois quanto maior a exposição no campo sob efeito da radiação solar e umidade relativa do ar, mais a lavoura sofre a influência da redução da resistência e do alongamento, da perda de peso da fibra do algodão, além de deixá-la quebradiça.

O beneficiamento do algodão é uma das etapas mais conhecidas e que define o resultado produtivo final da cultura. É importante nesse processo cumprir algumas regras básicas de controle, evitando a presença de contaminantes naturais e artificiais e realizando a segregação do algodão em caroço, de acordo com a variedade e suas características internas e externas, buscando minimizar as agressões mecânicas exercidas sobre a fibra no processo da colheita mecanizada e transporte, minimizando o impacto na perda de qualidade e aumentando a eficiência do processo de beneficiamento.

No beneficiamento, é importante ainda atentar-se para o descaroçamento, pois é nessa etapa que ocorre a extração da fibra do caroço e a maior agressão mecânica sobre o algodão. É quando surgem os subprodutos que são tão importantes quanto a fibra. O caroço é comercializado para a produção de óleo para consumo humano, processamento de ruminantes e em produtos para a indústria de cosméticos, farmacêutica, papel moeda, tecnologia, têxtil e celulose. A fibrilha remanescente desse processo é utilizada na indústria têxtil para produção de fios, que serão direcionados para a fabricação de tecidos rústicos/decorativos, sacaria e panos de prato.

Esta etapa, quando feita com excelência, começa com o planejamento e a programação, que direcionam os módulos para serem processados de acordo com suas particularidades e características. Nesse processo, os controles de umidade, temperatura e carga de alimentação da usina devem ser conferidos de hora em hora e ajustados de acordo com a particularidade e recomendação de cada lote de algodão, evitando danos mecânicos na fibra e impacto na qualidade. Os cuidados e regulagens das escovas, serras, costelas, serrilhas e grelhas são fundamentais para a limpeza adequada da pluma, preservando o comprimento e resistência da fibra, com equilíbrio para não ocorrer desperdício ao longo do processo de beneficiamento.

cpja1471-640x3031A colheita é uma fase que requer muito cuidado para não afetar a produção e a qualidade do algodão. Para se obter uma colheita eficiente, o ideal é que todos os capulhos (como é chamado o fruto do algodão, no qual estão contidas as sementes e fibras) estejam abertos, indicando que a fibra está madura e permitindo que os fusos da colheitadeira consigam retirar o máximo de algodão da planta, evitando assim o impacto negativo na produtividade. Quando a colheita acontece de forma antecipada, algumas impurezas podem afetar o rendimento, por conta da dificuldade de extrair o algodão do capulho, impactando também na qualidade do produto, devido a presença de fibras imaturas e com baixa resistência. A própria manutenção da colheitadeira interfere diretamente no resultado, sendo necessário um cuidado maior com as placas, que devem ser reguladas de forma equilibrada, de modo que não fique nenhum algodão em caroço na lavoura e não haja agressão ao caule da planta, evitando que parte dele siga com algodão em caroço e gere contaminação na pluma.

A logística e o transporte do algodão são fatores preponderantes para que o produto esteja com a qualidade desejada. É importante estar atento ao tamanho dos módulos de algodão, agrupando-os em linha na margem da lavoura para facilitar sua retirada. No transporte, deve-se evitar o rompimento da lona utilizada na formação do módulo, cobrindo-o lateralmente para evitar a contaminação com poeira durante o deslocamento até o pátio da usina de beneficiamento. Neste local, é fundamental realizar o descarregamento segregando e agrupando os módulos por lavoura, variedade e tipos de contaminantes, para facilitar a programação de beneficiamento de forma homogênea, evitando a mistura de diferentes características e consequências negativas na qualidade e eficiência.

Por fim, o atestado de qualidade é realizado a partir do envio de uma amostra de cada lado do fardo e já identificado com a etiqueta SAI (sistema de identificação da Abrapa - Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) para o laboratório e sala de classificação, onde realiza é feita a análise de comprimento, resistência, índice de fibras curtas, alongamento, micronaire, joao-vaningrau de cor e refletância da pluma, a classificação visual, com segregação por tipo comercial, e são formados os lotes para serem apresentados aos clientes.

Se todos estes processos forem seguidos à risca, a indústria têxtil terá a certeza de receber um algodão de qualidade. O consumidor final terá uma roupa com fibra de alto padrão. E o Brasil continuará sua trajetória como um dos maiores cotonicultores do mundo.

*João Vanin é Engenheiro Agrônomo, mestre em fisiologia vegetal e especialista em agronegócios, e atualmente gerente de produção de sementes na SLC Agrícola. Atua no sistema de produção soja-milho-algodão a mais de 10 anos, focado principalmente na gestão de recursos produtivos e manejo fitotécnico de culturas.

fonte: CDI  imagens: fotos/divulgação

Bayer*

14f3fb01cac492d32f25056d4042cc01low-reinaldo-lourencoA parceria da empresa com o projeto  Sou de Algodão, busca a conscientização sobre moda e consumo sustentável e reforçar a importância da produção brasileira de algodão, uma das mais responsáveis do mundo. Este é um dos fatores que incentivou a Bayer, que já participa desde 2016, a renovar a parceria com o projeto Sou de Algodão, fundado no mesmo ano, desenvolvido pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) e pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O objetivo é contribuir com a iniciativa, que valoriza o algodão na moda e outros setores, ampliando as práticas sustentáveis presentes desde a produção até a confecção de produtos a partir da utilização da fibra.

“Queremos mostrar que as roupas que as pessoas vestem têm em sua origem uma produção responsável.Quando você escolhe uma calça de algodão, por exemplo, ajuda o mercado interno, colaborando com a economia nacional e contribuindo para a geração de empregos”, afirma Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa. O movimento Sou de Algodão nasceu para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável, unindo vários agentes da cadeia produtiva e da indústria têxtil do algodão, desde produtores rurais até o consumidor final, passando por tecelões, artesãos, fiadores, designers de moda, estilistas e estudantes.

Hoje, 75% da produção do algodão no país possui certificação socioambiental. Um levantamento da própria iniciativa mostra que o Brasil é campeão mundial em produtividade quando o assunto é o algodão sem irrigação: mais de 90% das plantações dependem apenas da água da chuva para se desenvolver.

4-slc_paiaguas_ff0029-640x360“O movimento reforça a importância da sustentabilidade presente em nossa estratégia de negócio, que tem como pilar a inovação aberta e colaborativa. O trabalho desenvolvido com instituições como a Abrapa são fundamentais para construirmos novas soluções e tecnologias para um futuro mais sustentável, impactando positivamente todos os elos da cadeia produtiva do algodão”, explica o líder de negócios em soja e algodão da Bayer, Marcelo Neves.

Tecnologia de algodão Bayer: produtividade e qualidade

O Brasil está entre os cinco maiores produtores de algodão do mundo, ao lado de China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. A produção brasileira é também protagonista no consumo e na exportação da pluma, segundo dados da Abrapa.

Líder em tecnologia para a cultura do algodão no Brasil, a Bayer prepara-se para lançar, ainda neste ano, a terceira geração da tecnologia Bollgard (III RR Flex™), que trará mais produtividade e novos manejos a pragas. A solução Bollgard II RR Flex™, principal marca de algodão da companhia, está presente na maioria dos campos da cultura do país, segundo dados da pesquisa realizada pela BIP/Spark (mapeamento da safra 2019/2020).

A ferramenta auxilia o cotonicultor a produzir a cultura de maneira responsável, a biotecnologia Bollgard® facilita o manejo, trazendo mais segurança para o agricultor e para o meio ambiente, além de contribuir na redução dos custos de produção resultantes pelo menor uso de insumos agrícolas e recursos naturais.

* Bayer que celebra, em 2021, 125 anos de Brasil. Chegou ao País em 1896, abrindo a primeira fábrica no Rio de Janeiro; Hoje, está presente em mais de 30 cidades, com 6.500 profissionais espalhados de norte a sul. O Brasil é o maior mercado da Bayer na América Latina e local de grandes descobertas na medicina, de novas tecnologias para o campo e de inovações que melhoram a qualidade de vida do brasileiro e contribuem para o desenvolvimento do país. O Grupo está atento aos novos desafios da humanidade, cada vez mais coletivos e que não podem ser solucionados por atores isolados. Por isso, tem investido cada vez mais em modelos de negócios baseados em colaboração, por meio de suas três divisões e do seu primeiro hub de inovação aberta da América Latina, com parcerias relevantes para os negócios. E para construir os próximos 125 anos, mais que fortalecer sua voz, a Bayer quer ampliar sua escuta e entender cada vez melhor as expectativas da sociedade e as necessidades dos clientes: seja o agricultor, o médico, o paciente, o consumidor - e a sua gente, cada vez mais plural e diversa; quer estreitar laços, alinhar expectativas, promover o diálogo, aproximar sua comunicação e construir os próximos passos da empresa junto ao público.

da redação por Jeffrey Group  imagens: fotos/divulgação

PARIS, JULHO 2021 /1

worldfashion • 16/07/21, 15:20

12-photo-2021-07-16-14-39-05Um tour pelas lojas de Paris, feitas por Sylvia Demetresco*, exclusivo para os leitores do WORLD FASHION Plataforma de Moda, mostram as personalidades, das icônicas marcas como La Samaritaine, Lancôme, Hermès.

La Samaritaine

5-photo-2021-07-15-18-22-37Depois de quase um ano e meio, de confinamento ou meio confinamento e impossibilitados de andar pelas ruas do planeta, eis que fins de junho, precisamente em 23 de junho de 2021, a loja de departamento mais icônica de Paris, reabre suas portas após anos de refit. Agora é mais uma marca do prestigiado grupo do mundo da moda, a LVMH.

7-photo-2021-07-15-18-22-37A Samaritaine foi fundada, em 1870, por Ernest Cognacq e contou com projeto do arquiteto Henri Sauvage. Em 1900, Ernest Cognacq reinou sobre as lojas de departamentos que ocupavam vários quarteirões. A La Samaritaine teve a sua época de ouro na década de 1960.

5-photo-2021-07-15-18-22-371O espaço de mais de 70.000 m², em 10 níveis, faz parte de uma abordagem ambiental inovadora. Toda renovada tem suas colunas e armações de metal pintadas em um tom de azul hortênsia claro ao marinho, passando do azul noite ao azul petróleo e verde. Expostos mais de 600 marcas sob um teto de vidro e rodeadas de mosaicos em ouro, em que surgem pavões, plantas, jardins, flores  e outros elementos, Nestes 70 000 m² em 10 níveis, fica um espaço beauté de 3mil m², além de restaurantes e cafés, distribuidos em 10 locais, para degustar o melhor da culinária francesa. O Voyage Samaritaine de Matthieu Viannay no 5º andar, Ernest de Naoëlle d’Hainaut, Street Caviar, Dalloyau e o hotel Le Cheval Blanc Paris, um hotel de luxo com 72 quartos com seu terraço de 650 m2 que se abre em duas alas, oferecendo vistas da Torre Eiffel em Montmartre e Notre-Dame de Paris. Lady at the Centre Georges Pompidou.

8-photo-2021-07-15-18-22-37111-photo-2021-07-16-14-39-05Cada andar com seus corrimões e escadas em ferro torcido e decorado em art nouveau, nos remetem a história de uma época, e para encantar a cada final da escada rolante encontram-se displays ousados, com formas torcidas, nas cores dos materiais das vitrinas, em ouro e amarelo; o mobiliário, muito refinado, muda de cores conforme as marcas e os tapetes de cada corner tem cores e desenhos em relevos diversos. Neste novo conceito de loja de departamento muita coisa a ser vista! Modernidade e história se mesclam perfeitamente.

1-photo-2021-07-15-18-22-36A fachada principal da rue de Rivoli foi destruída, substituída por um edifício com paredes de vidro ondulado projeto dos arquitetos Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, e, é onde ficam as vitrinas mais ousadas feitas de waffles e placas de latão dourado. O interior foi realizado pela agência japonesa SANAA e o arquiteto francês Édouard François.

Merci

2-photo-2021-07-16-03-49-328-photo-2021-07-16-04-00-41Esta loja multimarcas, substitui a Colette, e tem de tudo, móveis selecionados pela VITRA DESIGN Museum (alemão) com preços especiais, louças assinadas, restaurante só com alimentos vindo de plantios orgânicos tem um café muito bom, roupas, lençois de puro linho nas cores da moda sem estampas, um bazar para comprar tecidos, linhas, tudo para 2-photo-2021-07-16-03-49-321
3-photo-2021-07-16-03-49-32trabalhos manuais,, uma perfumaria onde você faz na hora de acordo com sua pele o seu perfume, uma livraria de livros usados, que você pode ler ali ou comprar. o conceito da marca é que você pode comprar tudo, até as araras e estantes onde estão os produtos e 5% vai para entidades de caridade de crianças abandonadas em Madagascar, acho que lá virou um ponto de encontro das fashionistas

Lancôme

4-photo-2021-07-15-18-50-41Um novo mundo de beleza espera por você: explore, brinque, compartilhe… Revele-se! Este é mundo novo da Lancôme, na Avenue Champs Elysee.

1-photo-2021-07-15-18-50-40O coração da Lancôme bate ao ritmo da felicidade: juntos para construir um mundo ainda mais bonito! Lancôme quer fazer você feliz com o espaço Joy Of Now. Empurre as grandes portas de vidro e entre em uma experiência envolvente e alegre. Este espaço, adornado com pétalas de rosa suspensas, recria a própria essência do universo Lancôme, nos envolvendo na felicidade. Ao entrar na loja, um céu de pétalas de rosa penduradas permite que os visitantes entrem em uma bolha perfumada e colorida real e esqueçam o mundo exterior por um momento, nestes 300 m² projetado pelo arquiteto Martin Geffroy.

5-photo-2021-07-15-18-50-41Além de seus perfumes, e outros produtos, a Lancôme inspirou-se em áreas como o esporte e a brincadeira, para se reinventar, apostando na experiência e no entretenimento. Paredes animadas, vídeos, robôs, cores vivas, tudo é feito para despertar a curiosidade. Na entrada, sob um monumental lustre de 8.000 pétalas de rosa (símbolo da marca) e ouro, o visitante pode ver sua foto em rolagem nas paredes.

3-photo-2021-07-15-18-50-41O tema é La Vie est belle, que desde 2012 é uma das cinco fragrâncias mais vendidas na França: luxo, generosidade, doçura, encantamento se espalham pelos displays. No centro do projeto está a personalização dos produtos. Graças aos algoritmos, na imensa parede de cores “Le Teint Particulier” permite criar uma base ao seu rosto. Com o “Shade finder”, é possível ter a cor mais adequada à sua pele entre “mais de 20.000 tons de pele”. Robot a roses, utiliza a rosa que você escolheu para perfumar seus presentes e sua bolsa. No espaço “Imprimmerie” uma impressora UV, imprime na hora, sobre seu frasco de perfume, o seu batom ou seu blush, palavras ou imagens.

Hermès

6-photo-2021-07-16-03-47-34Na tradicionalíssima Hermès, o evento agora é a exposição Kellymorphose! A metamorfose da icônica bolsa Kelly da Hermès imaginada em 1930 e 1956. Esse é o ponto, por mais louco que seja, da nova coleção de joias de Pierre Hardy, o diretor criativo das joias da casa. O fecho da bolsa, torna-se um fecho de pulseira, as alças envolvem o pescoço como um colar.

4-photo-2021-07-16-03-47-341-photo-2021-07-16-03-47-33A lendária Kelly agora é usada diretamente na pele, preciosa e delicada. Para a ocasião do lançamento da coleção, uma sala toda cinza acarpetada e com algumas altas vitrinas de vidro, é o espaço em que as joias estão expostas. Luzes brancas caem sobre as joias e se refletem fragmentadas por milhares de cacos de vidro que percorrem todo o espaço, da rue du Faubourg Saint-Honoré. Formas trapezoidal, triangulares, uma aba recortada, uma sacolinha de alças, que se tornaram a icônica Kelly da Hermès. Hoje, esse objeto de desejo, quintessência do chique, se metamorfoseia em preciosas joias durante uma coleção Kellymorphose. Ouro rosa, ouro branco, prata maciça ou até brilhantes e diamantes adornam os elementos da bolsa: o H e, o fecho da bolsa, se torna joia espetacular e exclusivas a partir do fecho da bolsa Kelly. A exposição vai até 17 de julho, em cenografia do artista Mathias Kiss. A parte, não perder ?  O colar Gavroche!

5-photo-2021-07-16-03-47-34

*Sylvia Demetresco (foto à direita) é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, com pós-doutorado em Semiótica no Instituto Universitário da França, em Paris.

Professora de Visual Merchandising na Ecole Supérieure de Visual Merchandising, em Vevey, na Suíça.

É autora de livros sobre vitrinas, entre os quais: Vitrina Construção de Encenações (Educ/Senac), Vitrinas Entre-Vistas: Merchandising Visual (Senac),Vitrinas E Exposições: Arte E Técnica Do Visual Merchandising (Editora Érica, 2014) e Vitrinas: Arte, História e Consumo de São Paulo (Via das Artes, 2014).

contato: sylvia@vitrina.com.br   Fotos: by Sylvia Demetresco

Festival SPFW+ Regeneração

worldfashion • 15/07/21, 15:22

O evento vai identificar núcleos criativos diversos e sustentáveis em todo o país. Serão escolhidos até 50 projetos para uma jornada imersiva com mentorias e encontros exclusivos. Uma potente conexão para a transformação sustentável e social, a partir de uma visão plural, colaborativa e inclusiva, para revelar processos regenerativos que já estão acontecendo em todo o país, destacando a multiplicidade dos territórios criativos.

bf09d979-spfwA necessidade de buscar formas de operar mais sustentáveis e responsáveis em todas as áreas da cadeia de valor da moda é uma realidade. A tecnologia facilita a busca de novos protagonistas. Os novos tempos marcam a busca de soluções que sinalizam outros desejos e visões de mundo mais humanas e sustentáveis.Uma nova safra de sementes a ser germinada com foco em: diversidade e equidade racial; protagonismo feminino; empreendedorismo; sustentabilidade; inovação; e origem nas origens (cultura).

As Mentorias com os cinquenta núcleos criativos selecionados têm a expertise do In - Mode (Instituto Nacional de Moda e Design) , as metodologias e ferramentas da Fluxonomia4D, que combinam Futuring e Novas Economias, e o conhecimento e práticas de mentores convidados. Tudo para potencializar empreendimentos criativos de forma inspiradora, sustentável e inovadora.Que tal embarcar em uma jornada com outros 50 núcleos criativos/empresas de todo Brasil, que possam se fortalecer mutuamente através da colaboração, cocriação, articulação? E se você, além de trabalhar criatividade e talento, se aprofundar nas novas economias para acessar e circular recursos além do monetário? E assim ampliar a viabilidade, impacto, relevância e alcance de sua iniciativa?

menino-reiE se no processo para chegar lá seu núcleo/ empresa criativa fizer uma Jornada que orienta em como gerar mais valor para sua iniciativa, seu território e o planeta? Que tal se este valor gerado por você, seus produtos e serviços, se tornam mais regenerativos, com mais propósito, sustentabilidade, consciência? E se tudo isso fortalecer você e sua iniciativa como ativadores da regeneração do seu território?  Que tal participar da próxima edição do SPFW, expondo sua marca, vendendo seu produto, desenvolvendo uma parceria ou collab, ou como parte de uma mostra?

croquisronaldofragaO projeto Regeneração é uma vivência imersiva no SPFW que vai unir profissionais em torno de assuntos emergentes sobre alimentação, expansão de consciência através de psicodélicos, identidades étnicas coletivas e colaborativas e questões de raça e gênero. As duplas participantes são:  Ronaldo Fraga com Neka Menna Barreto; Oskar Metsavaht com Sidarta Ribeiro; Fernanda Yamamoto com a Comunidade Yuba; e Luiz Claudio Silva com Djamila Ribeiro.

O processo de inscrição funciona em duas etapas. Na primeira você deve fazer sua inscrição, com nome, e-mail e telefone. Assim que receberem os seus dados básicos, você receberá um e-mail com um link para construir seu perfil dentro do concurso.

O link é exclusivo para o seu e-mail e você não precisa preenchê-lo imediatamente ao receber, mas pedimos que preencha o quanto antes pois o prazo de inscrição é por tempo limitado e apenas o cadastro básico não garante sua inscrição no concurso. A inscrição em duas etapas para que você tenha tempo de desenvolver seu projeto com tranquilidade e postar assim que tudo estiver concluído.

O sistema não aceita postagem de perfil fracionada, portanto leia o formulário com atenção ao receber seu link por e-mail e organize todo o material pedido para poder preencher os campos de uma vez só.

Cinco eixos servem como ponto de partida para inspirar, provocar novos olhares em encontros criativos inusitados, e para identificar e selecionar projetos criativos em todo o país. São eles: diversidade e equidade racial; protagonismo feminino; empreendedorismo; sustentabilidade; inovação; e origem nas origens (cultura).

ffwmag-revista-festa-onde-comprar-graca-cabral-1200x800“O objetivo é ir além da criatividade e talento, e se aprofundar nas novas economias para acessar e circular recursos e facilitar o fortalecimento mútuo através da colaboração, cocriação e articulação”, explica Graça Cabral, curadora e mentora do projeto. “Uma jornada para orientá-los a buscar processos regenerativos que possam gerar mais valor para suas iniciativas e territórios, ampliando sua viabilidade, impacto e relevância com mais propósito, sustentabilidade e consciência.”

As mentorias que acontecerão de agosto a outubro, com os núcleos criativos selecionados, têm a expertise do INMOD (Instituto Nacional de Moda e Design), e metodologias e ferramentas da Fluxonomia4D, idealizadas e coordenadas por Lala Deheinzelin, que combinam Futuring e Novas Economias.

As inscrições podem ser feitas pelo site https://www.spfw.com.br/cadastro-regeneracao

da redação com informações da  MKTMIX - Assessoria de Comunicação   imagens: fotos/divulgação

COLLAB LíQUIDO E LYCRA®

worldfashion • 13/07/21, 16:19

g-cdb9d0c909adf345248e573d58a31e47-640x427A segunda coleção da PPOETA by Líquido, uma collab da Líquido, marca fundada em 2001 com forte conceito em moda praia e fitness e foco em trazer para suas peças funcionais, tecidos de alta tecnologia e sustentáveis, reforça a parceria junto a LYCRA®, marca do fio que há 60 anos, redefiniu o que é conforto, caimento, liberdade de movimento e manutenção da forma em praticamente todas as categorias de vestuário.

b-d364c55dfca0f63afbc2740819d58b97-427x64075f7a04548affd599768a9168a9a5444-427x640A collab oferece peças de moda praia e fitness confeccionadas a partir de tecidos tecnológicos, sendo boa parte com a tecnologia sustentável do fio LYCRA® EcoMade, que tem 20% de material reciclado pré-consumo, coletados do próprio processo de fabricação e misturados com o fio virgem em concentrações específicas, este processo reduz o desperdício e coloca o material de volta em produção, que é certificado pela Global Recycled Standard - organização responsável pela h-feda242a41278a13066f4e81192faa71-427x640e-08dc02d5e81b5a82db463c834b89389b-427x640verificação e rastreamento do material reciclado desde sua origem até o produto final, assegurando a qualidade e o cumprimento dos rigorosos requisitos ambientais, sociais e químicos.

As peças da coleção de praia PPOETA by Líquido apresentam produtos com diversas amarrações e peças modernas. São 48 produtos de moda praia, sendo 4 opções de maiôs, 4 conjuntos de biquínis e 4 modelos de saída para compor o visual. Já a coleção fitness terá b-d364c55dfca0f63afbc2740819d58b97-427x6401j-67050a1f5d87b4aea11a70a44ef661fa-427x640conjuntos de calças leggings e tops distribuídos em um mix de cores neutras e coloridas, com 3 tipos de estampas: Volpi é uma mistura de cores vibrantes e quentes, com um mix de tons avermelhados que mesclam entre as cores rosa, laranja e amarelo, personificando a sensação que o Rio de Janeiro oferece. Oceano, traz listras em diversas cores e espessuras e em tons neutros como preto, branco e azul, imprimindo um toque mais fashion. Eva traz os motivos das folhagens para a cartela, em fundo l-f0269e71500279f733c344889b0772ad-427x640m-3b6ba78b097ab8305c8eddaadf4d54af-427x640branco, mesclando tons terrosos e esverdeados, conferindo um ar tropical.

As peças tem informação de moda e detalhes que trazem a essência da apresentadora, com calcinha Hot Pants, borboleta e os tradicionais cortininha e Ripple. As saídas de praia encaram uma proposta diferente e são apresentadas através de um estilo mais alongado. Já nos maiôs, serão explorados os shapes que desenham o corpo de forma única ao apostarem no decote profundo, amarrações diferenciadas, trançados e outros que apresentam faixas, além de modelos como o Engana Mamãe e de modelagem reta.

A coleção completa estará disponível a partir do dia 05 de julho, com preços a partir de R$ 99,00 até R$ 208,00, nas lojas físicas espalhadas pelo Brasil e no site oficial da Líquido.

da redação com informações da MKT MIX   imagens: fotos/divulgação

Inspiramais 2022_II

worldfashion • 13/07/21, 11:29

referencia-future-proof-inspiramais-2022_iiComeça hoje 13 de Julho o Inspiramais digital, que seguirá até o dia 16 de julho, nesta nova fase do salão que reúne soluções em design, inovação e sustentabilidade para segmentos como calçados e artefatos, confecção, moveleiro e bijuterias: estará aberta uma exposição semipresencial, concomitantemente com as palestras e rodadas de negócios, e haverá uma mostra com lançamentos de materiais na Abicalçados, em Novo Hamburgo. A visitação será individual, e os horários devem ser agendados previamente.

“Hoje já não existe mais apenas o evento físico, ou exclusivamente digital. Esse formato híbrido nos permite alcançar um público ainda maior e gerar ainda mais negócios”, avalia a superintendente da Assintecal, Silvana Dilly. A empresa que visitar a exposição poderá ver os materiais, tirar dúvidas com o consultor do Núcleo de Pesquisa e Design no local e conhecer novos fornecedores. Interessados podem fazer o agendamento pelo e-mail mi@assintecal.org.br. As inscrições para o Inspiramais ainda podem ser feitas pelo site inspiramaisdigital.com.br.

referencia-future-proof4-inspiramais-2022_iiQual é a chave para a transformação do mercado de produtos de moda? Essa é a pergunta que norteia a pesquisa que deu origem ao tema da edição do Inspiramais: Future Proof. Na avaliação do coordenador do Núcleo de Design do Inspiramais, Walter Rodrigues, um dos grandes pilares do salão é a continuidade. O tema da próxima temporada é sempre construído a partir da evolução de conceitos trabalhados nas anteriores. Na última edição, por exemplo, fez-se referência ao impacto e às mudanças impostas pela pandemia, com a temática Antídoto. “Naquele momento, falamos sobre a ideia de antídoto, de olhar para a natureza e de regenerar como ela se regenera. Buscamos a cura para todas as dificuldades e, em relação aos negócios, o reposicionamento com o digital tem esse sentido”, esclarece.

referencia-future-proof2-inspiramais-2022_iiPara 2022_II, o questionamento está voltado à relação com o que está por vir. “Para serem percebidos no futuro, tanto a empresa quanto o produto devem ter relevância. Se não houver propósito e uma narrativa sustentável de inovação, eles não se mantêm no amanhã”, explica. Para o designer, ser relevante é traduzir esses sentimentos em formas de materiais e depois de produtos – tornando-os desejados e necessários. “O futuro vai exigir ações positivas aqui e agora. Um produto relevante será valorizado se tornando à prova do futuro” conclui Walter.

referencia-future-proof6-inspiramais-2022_ii A palavras-chave a partir de todas essas reflexões, que conduzem as pesquisas e narrativas da próxima temporada é Quantum, a menor partícula de qualquer elemento que existe no mundo, remetendo à essência das coisas. A proposta prevê um olhar poético sobre os acabamentos, inspirados na beleza, na cor, no brilho e na energia dos cristais e gemas preciosas. Interpretam, ainda, a coexistência simultânea de acabamentos antagônicos, como brilho e fosco. O esporte também aparece ligado a esse conceito. Destacam-se matérias perfeitas para a performance, a prática esportiva e a tecnologia. O foco está no conforto, que envolve o corpo, e na interação com o suor. O verbo desossar evidencia a importância da matéria: a retirada da estrutura, a extrema maciez e a fluidez. Hipervisual é a segunda palavra-chave ligada ao tema de 2022_II. De acordo com o designer, essa definição é atribuída devido aos filtros e à construção imagética  a partir de software. A esse conceito está conectado o maximalismo — com a inspiração gráfica, hacker e geeks. Os materiais aparecem com excesso de cores e estampas, além de vários elementos criando movimento e um volume grande de informação. A ancestralidade também está ligada à ideia hipervisual. “Com as fronteiras fechadas e a existência de barreiras comerciais, percebemos que é preciso ser autossustentável. Criando essa ilha, voltamos para nossas origens, defendemos a nossa tribo”, destaca Walter.

referencia-future-proof5-inspiramais-2022_iiPara construir uma coleção, são estabelecidas etapas que formam a chamada pirâmide de produtos. Todos esses elementos, que fazem parte da extensa pesquisa elaborada pelo Núcleo de Design do Inspiramais, correspondem ao topo da pirâmide, isto é, aos 10% destinados à Inovação. Esse topo é o Future Proof. Na cartela de cores, estão o azul, o lilás e o amarelo. A segunda etapa, que corresponde aos 30%, contempla as referências do tema Antídoto. E a base —  os outros 60% — já massificados, representam as inspirações da coleção denominada Free Spirit.

preview-do-couro_divulgacao-couroquimica-640x427Além da apresentação do tema desta edição, Future Proof, os participantes do Inspiramais Digital vão acompanhar os lançamentos de produtos desenvolvidos a partir de projetos especiais como o Preview do Couro. Ao todo, serão apresentados mais de 30 artigos desenvolvidos pelos curtumes participantes desta edição. Baseado na pesquisa de inspirações e cartela de cores desenvolvida sob a orientação do Núcleo de Pesquisa e Design do Inspiramais, o trabalho apresentará o conceito da temporada 2023_I, Corpo.

“Entendemos o corpo como o arquivo do tempo, o registro da história humana, diretamente relacionado com aspectos sociais, culturais, econômicos e, principalmente, comportamentais. Hoje, temos que pensá-lo com autonomia, romper padrões e entendê-lo para além de si e da moda”, destaca Marnei Carminatti, consultor em Gestão de Design do Núcleo de Pesquisa e Design do Inspiramais, que lidera o projeto.

referencia-future-proof3-inspiramais-2022_iiDe acordo com Carminatti, a coleção da temporada 2023_I apresenta artigos que valorizam as necessidades fundamentais do corpo, como a busca por calor, conforto e aconchego, a durabilidade e a resistência ou a proteção térmica e impermeável, uma relação secular do corpo com o couro. “Para os acabamentos, enfatizamos os artigos encerados e de brilho lustrado, valorizando cada detalhe de estampa e textura”, destaca. O consultor em Gestão de Design acrescenta que também vale prestar atenção nos aspectos vítreos, emborrachados, gessados e metalizados, que compõem a coleção com efeitos gráficos de carimbo e aspectos destroyer ou envelhecido.

Programação Inspiramais 2022_II
13/7, às 10h -  Palestras de Inspirações 2022_II — Future Proof: Conheça o 10% da metodologia
14/7, às 10h - Palestras de Inspirações 2022_II — Antídoto: Conheça os 30% da metodologia
15/7, às 10h - Palestras de Inspirações 2022_II  — Free Spirit: Conheça os 60% da metodologia
15/7, às 14h - Palestra Conexão Criativa e Comercial
16/7, às 10h - Palestra Preview 2023_I
16/7, às 14h - Palestra Preview do Couro 2023_I

Nesta edição, participam os curtumes Couroquímica, Fuga, Leather Labs, Nova Kaeru e Treanytry, além da parceria no desenvolvimento de protótipos de bolsas e calçados com o grupo Arezzo Co. A palestra de apresentação dos produtos desenvolvidos no Preview do Couro ocorre no dia 16 de julho, às 14h. O programa se inicia com a formatação da pesquisa de comportamento e contexto global – base para a gestão de design que o Núcleo de Pesquisa e Design do Inspiramais presta junto às empresas expositoras. O objetivo é nortear o desenvolvimento de materiais e ampliar negócios com outros setores. No Inspiramais Digital, são apresentados os materiais desenvolvidos a partir da pesquisa e os projetos especiais que fomentam inovação e sustentabilidade.

O Inspiramais tem promoção da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). Conta com a parceria do Sebrae Nacional (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), por meio do projeto By Brasil, Components, Machinery and Chemicals. São apoiadoras e parceiras as principais entidades setoriais do país: Abest, Abiacav, Abicalçados, In-Mod, IBGM, ABVTEX, Ápice, Guia Jeans Wear e Abrafati.

da redação com informações sa assesora de imprensa Roberta Schuler  fotos: divulgação

SÃO PAULO FASHION WEEK N51

worldfashion • 01/07/21, 15:54

O que é o São Paulo Fashion Week?

No Wikipédia (ano 2018) é o maior evento de moda do Brasil e o mais importante da América Latina, além de ser a quinta maior Semana de Moda do mundo, depois das de Paris, Milão, Nova York e Londres.

3Sim um evento,  uma manifestação, um festival, que passa por transformações, repensando e acompanhando as mudanças do comportamento de consumo, mesclando arte com moda e cultura, com atenção ao valor criativo com base na sustentabilidade e inovação.

Apresentada pelo banco Santander de 23 a 27 de junho 2021, a 51ª EDIÇÃO em versão 100% digital, ganhou o formato de FESTIVAL com o mote SPFW+ Regeneração,  promoveu desenvolvimento e o protagonismo de núcleos criativos diversos e sustentáveis por todo o país.

Foram cinco eixos que serviram como ponto de partida para inspirar, provocar novos olhares em encontros criativos inusitados, e para identificar e selecionar projetos criativos em todo o país. 1) diversidade e equidade racial; 2) protagonismo feminino; 3) empreendedorismo; 4) sustentabilidade e inovação e 5) origem nas origens (cultura).

Contou com dez estreias: Anacê, Carol Bassi, Esfér, Igor Dadona, Neith Nyer, Rocio Canvas, Ronaldo Silvestre, Soul Básico, Victor da Justa e Weider Silveiro. Retornos de Samuel Cirnansck e Wilson Ranieri. E mais Ronaldo Fraga, Gloria Coelho, Flávia Aranha, João Pimenta, Apartamento 3, Juliana Jabor, Isabela Capeto, João Pimenta, Triya e Another Place.

E a partir desta edição, o SPFW acolhe o projeto Sankofa, coletivo de estilistas negros com oito marcas, uma iniciativa da plataforma Pretos na Moda e da startup de inovação social VAMO, com apoio do INMOD (Instituto Nacional de Moda e Design). São elas: Ateliê Mão de Mãe, Az Marias, Meninos Rei, Mile Lab, Naya Violeta, Santa Resistência, Silvério e Ta Estudios.

gs-293-427x640Ronaldo Fraga abriu o com a coleção Terra de Gigantes, via streaming para o mundo. O fio condutor do trabalho do estilista é a cultura do Cariri Cearense. Para o estilista, o nordeste representa a grande amálgama da cultura brasileira, tendo o Cariri Cearense, ao sopé da Chapada do Araripe, como epicentro. “Em Terra de Gigantes falo sobre a miscigenação característica da região, dos filhos que são frutos das mais variadas misturas: índios Kariri, escravos, africanos malês de origem mulçumana, cristão novos e judeus fugidos da inquisição na Espanha e Portugal. Mistura que é também a base de todo povo brasileiro”, afirma ele.

gs-305-640x427Confeccionada a partir de uma única base de tecido 100% linho, a coleção trouxe muitos bordados e poucas estampas - ao contrário do que se espera do trabalho do estilista -, dando lugar a uma explosão de cores em referência ao multicolorido Cariri Cearense. Fotos: Augusto Pessoa

rs2-fotografia-andre-solano-427x640Na sua estréia no evento, o estilista itabirano Ronaldo Silvestre, realizou um sonho de menino pobre do interior de Minas Gerais, cuja mãe desmanchava uniformes usados para ele ter o que vestir.  “A máquina de costura se torna a arma de conspiração, de sobrevivência de pessoas em situação de vulnerabilidade, das mulheres excluídas da sociedade”, conceitua. “É assim que o macacão se torna em nossa vestimenta de luta e de empoderamento, com o retrabalho em algodão e de resíduos têxteis, transformando-os, rebordando outras peças, desconstruindo alguns trabalhos e peças de todo o meu trabalho de design, reconstruindo de outras formas”, explica. A apresentação: “Foi um trabalho de muitas mãos, com trilha sonora de Thiago SKP, músico itabirano, participação de bordadeiras, costureiras, modelos e artistas itabiranos”, conta o estilista. “Aproveitamos a oportunidade para mostrar o trabalho de outros artistas da terra.” completa.

_gmf2794-436x640Os tecidos da Capricórnio Têxtil (Nimes, Jango Royal Blue, Teca e Iza) da Dalila Têxtil (Malha Cofee e Cânhamo com tingimento naturais) e Santista Têxtil (Joker e Lite da linha FLATS e Justin 100% algodão da linha ICON) são retecidos, reciclados, algodão com tingimentos naturais. As cores militares partindo do verde intenso, passando pela leveza dos tons de barro até o azul profundo noite com gotas de vermelho sangue. As formas são atemporais, amplas e orgânicas. Fotos: André Solano e Gabriel Mesquita.

thumb2917833650Acostumada a criar associações entre a moda e outros segmentos, além de exibi-la em diferentes plataformas, que não apenas o desfile convencional, a Another Place já está familiarizada em contar histórias e utilizar da linguagem audiovisual - formato que flerta desde 2019. Especialmente para a edição #51 do SPFW, a marca criou Unlock, em co-criação com Beck´s.

A apresentação também revela a collab inédita criada em parceria com a Beck’s, cerveja alemã com grande conexão com arte, música, moda e cultura urbana. Essa intersecção fica especialmente explícita nas peças que utilizam a linguagem visual da bebida aliada ao DNA e olhar da ANP.

Para ambas as marcas a collab e o desfile tem uma função muito importante, que vai além dos minutos na passarela virtual do maior evento de moda da América Latina. Entre os destaques da coleção, a estampa gráfica e sinuosa que aparece em segundas-pele, sejam tops ou meias-calças, assim como tricôs de jacquard e puffer jackets. Enquanto as peças com aspecto resinado (casacos, jaquetas perfecto e calças) ganharam aviamentos, ilhoses e zíperes em destaque. A pegada sporty e os elementos do underwear também são protagonistas. Para enfatizar esse espírito livre, que está em busca de diversão, há transparências, recortes profundos e peças bem justas, que revelam as formas do corpo. Tudo isso, em um ritmo pulsante, que mistura desfile, dança e performance. Fotos: Marina Sapienza

1De volta às passarelas nesta edição, Juliana Jabour apresentou a coleção, Verão 2022, no formato de fashion film. “Expectations”, título do filme e da coleção, trata do sentimento de que coisas boas acontecerão num futuro próximo. Juliana e equipe conceberam o roteiro da apresentação a partir do momento atual do mundo, onde duas pessoas separadas pelo extenso período de isolamento podem, finalmente, se encontrar. O desfile trata, portanto, de um futuro pós apocalíptico real. A esperança e a expectativa desse encontro estão presentes nas peças coloridas, volumosas e estruturadas, numa coleção que dá um twist no repertório da estilista. São 11 looks coloridos, 10 deles monocromáticos, além de um bicolor. A coleção é dividida entre os tons intensos e os pastéis, nas cores vermelho, pink, verde, azul e amarelo. O streetwear sempre revisitado pela marca se faz presente, aqui em simbiose com babados em caracol, laços, silhuetas volumosas e mangas bufantes. Tudo construído a partir de apenas duas matérias primas: o zibeline, tecido estruturado e brilhante; e o já clássico moletom Cozy, da Lunelli Têxtil, parceira de anos nos desfiles da designer. As cores são vermelho, pink tropical, ocre, azul bic, verde esmeralda, verde kiwi, limão siciliano, lilás, rosa pastel e azul pastel.

dsc_6498-426x640Alguns elementos gráficos estão presentes na coleção, em formato de silk e bordados pequenos, sempre em tom sobre tom. Símbolos como coração com as setas de reciclagem, estrela com fogo e raio e a taça martini com a frase “Rainbow Room; Cocktails” são ícones estéticos da estilista, e dão o toque final à coleção. O Verão 2022 de Ju Jabour terá um desdobramento comercial, com lançamento previsto para o mês Julho. Fotos: Vagner Jabour

whatsapp-image-2021-06-28-at-092853-3Um nome que despontou na passarela virtual foi o Zeh Henrique da Soul Básico. O criativo desenvolveu três looks de upcycling a partir de calças produzidas com Denim Capricórnio Têxtil. Com o tema Re-verso, a coleção traz muito de uma reflexão sobre o tempo, sobre coisas que o designer passou durante o isolamento, sobre reflexões que acredita. Quem assina o estilo da marca é Wilson Ranieri, que conseguiu traduzir esses sentimentos todos para a coleção. “Uma parceria que visa ressignificar o que seria descarte com peças de design único e atemporal, com parte das vendas revertidas para ONGs que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade”, comenta Zeh Henrique.  Foto: divulgação

foto_002-ponto-firme-spfw-criculo-credito-foto-marina-sapienzaO projeto social Ponto Firme, liderado pelo estilista Gustavo Silvestre, marca a sua quarta participação no evento. Desta vez, o foco é trazer uma das grandes tendências da moda, o recycle e upcycling, propondo uma reflexão sobre o ciclo de vida das roupas e o consumo consciente. O crochê continua sendo um grande protagonista nas criações, técnica artesanal que é ensinada pelo estilista aos detentos da Penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Guarulhos (SP). A coleção foi desenvolvida por reeducandos do Ponto Firme, os artesãos Anderson Figueiredo, Tiago Araújo e Anderson Joaquim. Unir a moda às questões sociais importantes. Em todas as suas participações, o Ponto Firme trouxe a sutileza do trabalho manual e sempre com uma potente mensagem para a sociedade. Uma combinação sensível que faz parte do propósito do projeto desde o seu início e que costuma emocionar quem acompanha os seus desfiles já realizados. Gustavo Silvestre e mais três egressos do foto_003-ponto-firme-spfw-criculo-credito-foto-marina-sapienzaPonto Firme se reuniram para criar a coleção, confeccionada a partir de descarte têxtil e peças reaproveitadas de doações e acervo que foram ressignificadas com técnicas de crochê. Os fios Anne, Verano, Encanto e Susi, da Circulo S/A são os escolhidos pelos artesãos para o desenvolvimento de detalhes e elementos que construíram e transformaram peças, dando uma nova aparência e significado a cada roupa que compõem a coleção. “Usamos de forma inovadora o fio Glow, da Círculo S/A, que brilha no escuro e foi lançado originalmente para fazer amigurumi e nós aproveitamos para fazer um vestido com este efeito incrível. Com certeza será uma das grandes atrações do desfile”, ressalta Gustavo. “Tivemos como ponto de partida as máscaras artísticas produzidas pelo artesão Anderson Figueiredo, que empregou as suas habilidades em crochê desenvolvidas durante o período de cárcere, para o reaproveitamento de resíduos e lixo. As máscaras surgem como verdadeiras esculturas de forma totalmente autoral e são um elemento visual cheio de simbolismo e significado tanto para seu criador quanto para o projeto”, comenta Gustavo. As peças confeccionadas pelos egressos, sob orientação do Gustavo Silvestre, são comercializadas , e os interessados poderão entrar em contato por meio das redes sociais do Projeto Ponto Firme (Facebook e Instagram). O valor da venda dos produtos será revertido para os artesãos. O projeto Ponto Firme iniciou em 2015,e oferece formação técnica em crochê para sentenciados da Penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Guarulhos (SP). Desde as primeiras aulas, contou com o apoio da Círculo S/A, que doa materiais para que os alunos possam aprender e se desenvolver. Ao final de cada módulo, com duração de seis meses, os alunos recebem um certificado de conclusão. Mais de 150 alunos já passaram pelo projeto. Os trabalhos realizados por eles já foram expostos na SP-Arte, Pinacoteca de São Paulo, SPFW e até em Nova York. Fotos: Marina Sapienza

weider-3-457x640Após se consolidar e consagrar-se como um dos nomes mais celebrados da Casa de Criadores, onde se apresentou por 15 anos consecutivos, o estilista piauiense Weider Silveiro, da cidade de Monte Alegre, de 43 anos, formado em design de moda pela Universidade Federal do Ceará - UFC em 2004, iniciou sua carreira na moda no mesmo ano.

“Pensar nessa estréia tem sido um desafio, mas também é o resultado de anos de trabalho e compromisso. Venho mostrando meu potencial criativo na Casa de Criadores há mais de uma década, para uma plateia e imprensa ávidas por isso. Agora é a fase de fortalecer minhas criações frente a um mercado maior, levando meu trabalho para novos espaços.” diz o Weider.

O début foi com a coleção tendo como inspiração a mulher contemporânea e o corpo feminino. A coleção Citá, composta por 30 peças inéditas, revelaram ao público num  vídeo produzido no rooftop do icônico Edifício Copan.  A coleção completa foi lançada no mesmo dia do desfile, e podem ser adquirida sob medida, através do perfil (@weidersilveiro) no instagram. Fotos: Leo Fagherazzi

thumb822435528Do projeto SANKOFANaya Violeta designer e criadora da marca, que leva o seu nome é uma profissional que adota como perspectiva para as suas criações o olhar pessoal e afetivo, assim como o caráter auto-biográfico e narrativo, elementos que juntos permeiam as pesquisas visuais e de tendências para a marca.

O crescimento que notadamente percebemos em sua trajetória estilística e de circulação no mercado estão relacionadas às experiências de vida e aos processos de amadurecimento que a estilista vem adquirindo ao longo de sua trajetória. Uma profissional versátil, que através da moda vem atuando em diferentes setores, com colaborações mais pontuais em áreas como o cinema, a música, o teatro e a dança.

A estilista sempre produziu suas roupas e da venda do boca a boca entre amigas, percebeu uma busca incessante por representatividade de moda preta. Todas as referências, tudo que via, não era pensado para a beleza afro-brasileira. Naya Violeta cresceu em quintais de tias costureiras e vendo o fazer roupa como autonomia de quereres. Conseguiu alinhar isso na construção de uma moda que o mercado não lhe oferecia: representatividade.

Numa produção em pequena escala, amorosa, proveniente do garimpo de tecidos e de pesquisas marcadas por influências místicas, cheias de afeto e das vibrações que permeiam os mistérios da vida, a marca busca responder a essa ausência, assumindo a potência que a ancestralidade, a estética e as diferentes manifestações culturais afro-brasileiras oferecem para o processo de criação da marca. Foto: divulgação

Para conhecer todas as marcas, que estiveram no evento, acessem:  https://www.spfw.com.br/