MATÉRIA PRIMA - INCOFIOS

worldfashion • 05/02/26, 16:13

Na base da produção da indústria têxtil o movimento inicial está na fiação, responsável por ditar o ritmo inicial da produção.

A Incofios, com sede em Indaial (SC), tem respondido ao novo comportamento do consumo, por meio de ajustes contínuos nos processos industriais, na gestão de prazos e na organização das plantas produtivas, sempre com atenção rigorosa à padronização e à qualidade dos fios.

A empresa opera com cinco plantas produtivas no Brasil e atua exclusivamente na produção de fios 100% algodão, o que exige controle técnico constante e alto nível de previsibilidade industrial para atender tecelagens e confecções em diferentes regiões do país.


“O mercado têxtil exige hoje uma resposta muito rápida, mas não aceita variação de qualidade. O desafio está justamente em manter a consistência do fio mesmo com prazos cada vez mais apertados”, afirma o diretor Industrial da Incofios, Edson Augusto Schlogl. “Isso passa por planejamento, integração entre áreas e investimento constante em processos”, complementa.

Nos últimos anos, a companhia intensificou o uso de sistemas de gestão industrial, produção enxuta e programas internos de melhoria contínua. Entre as iniciativas adotadas estão o uso de impressoras 3D para desenvolvimento e ajustes de componentes internos, a ampliação do uso de algodão certificado e rastreável e a padronização de processos que reduzem variações ao longo da produção. O objetivo é minimizar gargalos, antecipar demandas e tornar a tomada de decisão mais rápida e precisa dentro do ambiente fabril.

Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla da indústria, na qual o comportamento de consumo passa a influenciar diretamente o chão de fábrica. A busca por prazos menores, séries produtivas mais dinâmicas e menor margem para erro faz com que as fiações assumam um papel cada vez mais estratégico na cadeia têxtil.


“Hoje, não se trata apenas de produzir mais rápido, mas de produzir de forma previsível. A indústria precisa entregar exatamente o que foi especificado, no tempo combinado, porque toda a cadeia está mais ajustada e com menos margem para retrabalho”, finaliza Schlogl.

A qualidade dos fios, desde a escolha da matéria-prima até o processo de fiação, impacta diretamente a performance dos tecidos. A Incofios lidera esse processo com inovação, sustentabilidade e alto padrão técnico.

Quando se trata de qualidade têxtil, os fios desempenham um papel fundamental, embora muitas vezes sejam invisíveis aos olhos do consumidor final. Eles são essenciais para a resistência, elasticidade e caimento dos tecidos, impactando diretamente a durabilidade e o conforto dos produtos. Por isso, a escolha da matéria-prima e do fornecedor é fundamental nesse processo.

Segundo a Technavio, empresa especializada em pesquisas de mercado, a cadeia global de tecidos sustentáveis deve crescer em torno de 8,6% ao ano entre 2024 e 2029, impulsionado pelo aumento da demanda por produtos eco friendly e pela maior conscientização sobre impactos ambientais na indústria têxtil.

Diferenças entre fios

Fios de algodão, lã, poliéster, nylon e outras fibras naturais ou sintéticas têm características distintas que afetam diretamente o desempenho do tecido. O algodão, por exemplo, é amplamente reconhecido por sua maciez, respirabilidade e durabilidade, sendo ideal para produtos que exigem conforto e frescor, como camisetas, vestidos, jeans, peças infantis e até itens domésticos, como roupas de cama e toalhas. Já os fios sintéticos, como o poliéster, são mais indicados para tecidos que necessitam de elasticidade e resistência, características essenciais em produtos como roupas de alto desempenho e tecidos com grande flexibilidade, como moda fitness ou praia. A escolha do fio adequado é, portanto, essencial para garantir que o tecido atenda às especificações de cada aplicação.

Além da escolha da matéria-prima, o processo de fiação também é determinante para a qualidade do produto final. Cuidados técnicos, como o controle da temperatura, da umidade e o alinhamento das fibras, são essenciais para garantir que o material final seja forte e uniforme, como explica o Gerente Industrial da Incofios, Daniel Bodnar. “A qualidade do fio é o que garante a performance do tecido, mas investir em um processo de fiação rigoroso é investir em durabilidade, resistência e em um acabamento superior”, garante.

A Incofios, que é especializada em fios 100% algodão, tem como compromisso a produção de fios que garantem a performance superior do tecido. Por isso, a empresa adota um controle de qualidade rigoroso, assegurando que seus fios atendam aos mais exigentes padrões. Além disso, também investe continuamente em tecnologias avançadas e em práticas sustentáveis para aprimorar seu processo de fiação. Isso garante que seus fios não apenas atendam às necessidades do mercado, mas também superem as expectativas dos clientes em termos de durabilidade, acabamento e conforto. A empresa também faz uso de algodão certificado, através dos programas SouABR e Better Cotton Initiative (BCI), alinhando suas práticas à sustentabilidade e às melhores práticas ambientais.

“A Incofios se posiciona como referência no setor têxtil, fornecendo fios que são fundamentais na fabricação de tecidos utilizados em diversos segmentos, como moda, cama, mesa e banho e aplicações industriais”, destaca Bodnar. .

“O algodão continua sendo uma das principais matérias-primas da indústria têxtil, e sua qualidade está intimamente relacionada às características da fibra utilizada na produção dos fios. Entre os diversos fatores que afetam o desempenho e a durabilidade dos produtos finais, o comprimento da fibra é um elemento essencial para garantir resistência, uniformidade e eficiência no processo produtivo”. afirma Lais Bergo Amaral - Supervisora de Qualidade da Incofios

No setor têxtil, as fibras de algodão mais longas resultam em fios mais homogêneos, com menor propensão a rompimentos e menor formação de pilling – fatores que, sem dúvida, impactam diretamente a qualidade dos tecidos. O comprimento da fibra influencia toda a cadeia produtiva. Quanto maior a extensão da fibra, melhor a resistência do fio e, consequentemente, a durabilidade e o toque dos tecidos. Isso é um aspecto fundamental que observamos diariamente na  rotina  de qualidade.

O mercado têxtil classifica as fibras de algodão em três categorias principais, cada uma com aplicações específicas. As fibras curtas, com menos de 21 mm, geralmente resultam do processo de limpeza do algodão em pluma e são utilizadas em produtos mais rústicos, como fios grossos para capas de fardos de algodão, panos de prato e chão, tapetes e até em insumos hospitalares, como algodão hidrófilo, cotonetes, ataduras e esparadrapos. Além disso, essas fibras também têm aplicações na fabricação de celulose, papel, pólvora e tinta automotiva.

As fibras médias, com comprimento entre 21 e 28 mm, são as mais comuns e versáteis. Elas são amplamente empregadas na produção de vestuário, como camisetas e calças, roupas de cama, toalhas e tecidos para decoração. Já as fibras longas, com mais de 28 mm, são altamente valorizadas pela sua resistência e qualidade superior. Elas são essenciais na confecção de tecidos de luxo, como lençóis de fios egípcios, toalhas premium e roupas finas e delicadas, proporcionando não só um toque mais macio, mas também maior durabilidade ao produto final.

Além dos benefícios evidentes relacionados à qualidade do produto final, a escolha de fibras mais longas também influencia a eficiência da produção. O uso de fibras de algodão longas permite uma fiação mais estável, com menor desgaste das máquinas e menos desperdício de matéria-prima. Esse fator impacta diretamente os custos operacionais da indústria e isso pode ser crucial para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor.

É importante ressaltar que o comprimento da fibra pode variar de acordo com a variedade do algodão e as condições de cultivo. Fatores como clima, solo e técnicas agrícolas têm um impacto significativo no desenvolvimento da planta e, consequentemente, na extensão das fibras. Por isso, o controle de qualidade e a escolha criteriosa da matéria-prima são essenciais. No caso da Incofios, buscamos a excelência na produção de fios têxteis, e isso só é possível com uma seleção rigorosa das fibras utilizadas.

Para o setor têxtil, investir em algodão de alta qualidade não é apenas uma questão de diferenciação no mercado; é uma necessidade para garantir produtos duráveis e competitivos. Um rigoroso controle de qualidade também é fundamental para assegurar que os fios entreguem não apenas resistência e uniformidade, mas também o desempenho esperado pelas confecções e consumidores finais. A escolha de algodão com fibras longas e uniformes impacta diretamente a eficiência na produção, a satisfação do consumidor e a durabilidade do produto no mercado.

“É essencial para qualquer empresa do setor têxtil compreender como o comprimento da fibra de algodão afeta diretamente a qualidade dos fios e no produto final. Este é um investimento que não só eleva o padrão dos produtos, mas também garante que a indústria continue inovando e se destacando no mercado global”.conclui Lais Bergo Amaral  graduada em Engenheira Têxtil, tem 10 anos de experiência no setor têxtil e atua como supervisora de qualidade da Incofios desde Abril de 2024.

Sobre a Incofios -Fundada em 2001, a Incofios é uma das líderes na produção de fios 100% algodão, com foco na excelência e na inovação. A empresa se destaca por sua capacidade de produzir fios com os mais altos padrões de qualidade, atendendo a diferentes segmentos da indústria têxtil. Com unidades produtivas localizadas em Indaial, Luiz Alves (SC) e Campo Verde (MT), a Incofios alia tecnologia avançada, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento do setor têxtil, sendo referência em toda a cadeia produtiva de fios.

da redação com informações da Presse Informações

ARTIGO - Geopolítica, tecnologia e a agenda inadiável para o setor têxtil e de confecção brasileiro

worldfashion • 05/02/26, 10:08

Por Fernando Valente Pimentel*

O mundo caminha para 2030 sob uma lógica muito diferente daquela que predominou nas últimas décadas. A globalização, baseada exclusivamente em eficiência e baixo custo, vem sendo substituída por um ambiente marcado por tensões geopolíticas, políticas industriais nacionais e competição tecnológica. Nesse novo cenário, o futuro dos setores produtivos será definido não só por preço fundamentalmente, mas também por resiliência, tecnologia e posicionamento estratégico.

Relatório recente do World Economic Forum aponta que a economia global será moldada pela interação entre geoeconomia — isto é, o impacto da política e da geopolítica sobre o comércio — e tecnologia, com destaque para a digitalização e a inteligência artificial. Não existe um único futuro possível, mas diferentes cenários que variam por país e por setor. Para o setor têxtil e de confecção brasileiro, essa transformação traz desafios relevantes, mas também uma janela estratégica rara.

Do lado dos desafios, a fragmentação do comércio internacional tende a se intensificar. Barreiras técnicas, exigências ambientais, regras digitais e políticas industriais ganham peso crescente. O setor têxtil e de confecção brasileiro, que já convive com um elevado custo estrutural de produção, enfrenta concorrência de países que operam sob regras trabalhistas, ambientais, previdenciárias e financeiras muito menos exigentes. O problema central não é a competição, mas a falta de isonomia competitiva.

É nesse ponto que se impõe uma agenda doméstica clara. Não haverá competitividade sustentável sem redução efetiva do Custo Brasil e melhoria do ambiente de negócios. Isso passa por uma reforma administrativa que aumente a eficiência do Estado, reduza desperdícios e libere recursos para investimento, bem como por uma nova rodada de ajustes na previdência, capaz de garantir previsibilidade fiscal e reduzir pressões estruturais sobre a economia.

A competitividade industrial também exige redução do custo do trabalho formal, hoje excessivamente onerado por encargos e insegurança jurídica. Em um país que precisa gerar empregos de qualidade e combater a informalidade, tornar o trabalho formal mais acessível é condição indispensável para o crescimento sustentado.

Outro vetor crítico é o combate ao comércio ilegal e à concorrência desleal, que distorcem o mercado, destroem empregos e penalizam empresas que cumprem a legislação. A defesa da legalidade e da concorrência justa não é protecionismo, é pré-requisito para um mercado saudável.

Some-se a isso a necessidade de juros em padrão internacional. Taxas de juros reais persistentemente elevadas encarecem investimentos e inibem inovação. Sem um custo de capital compatível com o resto do mundo, falar em produtividade torna-se exercício retórico.

No plano externo, é igualmente fundamental fortalecer os instrumentos de legítima defesa comercial, garantindo que práticas desleais sejam enfrentadas com rapidez e rigor, em linha com as regras internacionais. Defender a indústria nacional de dumping e subsídios ilegais não significa fechar a economia, mas assegurar concorrência equilibrada.

Ao mesmo tempo, a tecnologia deixa de ser opcional. Inteligência artificial, automação e análise de dados já impactam ganhos de produtividade, gestão de estoques, eficiência energética e leitura de demanda. Empresas que não avançarem nessa agenda perderão espaço, inclusive no mercado interno. O maior risco hoje não é errar ao investir em tecnologia, mas não investir.

Há, contudo, uma dimensão positiva nesse novo contexto. A regionalização das cadeias produtivas, o nearshoring, favorece países com mercado interno relevante, base industrial diversificada e capacidade de atender padrões ambientais e sociais mais rigorosos. O Brasil reúne esses atributos.

Além disso, o país dispõe de uma das poucas cadeias têxteis completas do mundo, com produção relevante de fibras naturais, bem como de algumas fibras sintéticas importantes para o setor, o que amplia significativamente o seu potencial de atração de novos investimentos nacionais e internacionais. Essa diversidade confere flexibilidade produtiva, capacidade de inovação e maior aderência às exigências de mercados cada vez mais segmentados e regulados.

A sustentabilidade, por sua vez, deixa de ser apenas discurso reputacional e passa a ser fator econômico concreto. Circularidade, rastreabilidade e descarbonização tornam-se exigências de mercado e critérios de acesso a financiamento. Nesse campo, o setor têxtil brasileiro conta com ativos importantes, como uma cadeia produtiva estruturada e uma das agriculturas de algodão mais sustentáveis do mundo capazes de gerar vantagem competitiva real.

Nesse contexto, a conclusão de acordos comerciais, em especial entre Mercosul e União Europeia, assume papel estratégico. A ampliação do acesso a mercados, com regras claras e previsíveis, fortalece a integração do Brasil às cadeias globais de maior valor agregado e amplia o retorno de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e produtividade.

O futuro do setor têxtil e de confecção não está dado. Ele dependerá das escolhas feitas agora. Investir em tecnologia, elevar a produtividade, qualificar pessoas e, sobretudo, avançar em reformas estruturais que reduzam o Custo Brasil e ampliem a inserção internacional do país são condições indispensáveis para que o setor não apenas sobreviva, mas se fortaleça.

Num mundo mais fragmentado e tecnológico, a indústria têxtil e de confecção brasileira tem, se tiver os elementos adequados e um ambiente concorrencial isonômico, plena condição se consolidar como um ativo ainda mais estratégico para o desenvolvimento econômico e social do país.

*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

33ª edição INSPIRAMAIS - THE TURNING POINT

worldfashion • 04/02/26, 17:17

Os materiais lançados desta edição norteiaram a pesquisa  e seguiram a metodologia da Pirâmide, que levam em consideração os insights de que os 10% (laboratório de inovação e topo da pirâmide), 30% (materiais em desenvolvimento no meio da pirâmide) e 60% (produtos já aprovados pelo mercado e base da pirâmide).

Na pesquisa The Turning Point os 10%, tem como referência a obra “Ponto de Mutação”, escrita por Fritjof Capra em 1981. Segundo Rodrigues, “vivemos tempos muito semelhantes aos vividos na década de 1980, com um mundo mais fechado, protecionismo crescente, tarifas extras e polarização”. A obra referenciada traz a necessidade de um ponto de mutação sob uma perspectiva ecológica e feminina. Dentro do contexto, a pesquisa aponta que passamos de uma Modernidade Líquida, conceito popularizado por Bauman no qual tudo era líquido e fluído, para uma Modernidade Gasosa, em que as coisas já não apenas fluem, mas “evaporam no ar”, dando a ideia de volatilidade e velocidade.

Partindo desse ponto, a The Turning Point trouxe três temas.

O primeiro deles é o “Gasoso Holístico”, que com um ponto de vista feminino aponta o design como meio de contemplação, regeneração e afeto com tecnologia. A moda, aqui, é auxiliada pelas tecnologias de Inteligência Artificial (IA). Neste tema, predominam materiais com transparências, tules, nylons, volumes e misturas.

Já o tema “Gasoso Biológico” é influenciado pelo ancestral digital, com texturas orgânicas, muitas camadas, aspectos celulares (de plasma), aspectos gelatinosos, amorfismo e futurismo, tudo também com o auxílio da IA. Já os materiais de destaque são biopolímeros, nanoceluloses e tecidos desenvolvidos com cultura de bactérias.

O terceiro tema é “Ruptura”, que reforça a necessidade de romper com os padrões, com as formas conservadoras, visando a recuperação da individualidade perdida em meio a um mundo homogêneo e permeado de repetições. Para as criações de materiais, as influências predominantes são as construções tridimensionais, com dobras abruptas, sobreposições e fragmentações, colocando o corpo como base para a criação de novas geometrias.

A cartela de cores da The Turning Point trouxeram como cores principais o violeta ice, o amarelo e o acqua.


BIOMA AMAZÔNICO

O projeto Iconografia Local Bioma Amazônico, lançado na COP30, em novembro passado, foi apresentado pelo Walter Rodrigues na companhia do designer de moda Leandro Castro, que desfilou o projeto nas passarelas do São Paulo Fashion Week (SPFW).

A iniciativa, realizada nos territórios de Santarém, distrito de Alter do Chão, Belterra e Mojuí dos Campos, desenvolveu uma pesquisa territorial aprofundada com foco na identidade local. A investigação contemplou elementos como agricultura familiar, turismo, artesanato, gastronomia, música, madeira, castanhas, pesca (pirarucu), óleos essenciais, ciência/medicina natural, biomateriais, entre outros aspectos da cultura local. A partir dos insumos criativos da pesquisa, a Assintecal auxiliou 19 empreendimentos locais no desenvolvimento de produtos e serviços com identidade territorial, valorizando e estimulando a bioeconomia local.

Segundo Rodrigues, a pesquisa serviu como base para desenvolvimento de coleções inovadoras. No total, foram desenvolvidos mais de 80 novos materiais e soluções das empresas Amazoniere, Amélias da Amazônia, Biojoias Natureza Viva, Chácara Nova Esperança, Casa do Eltom, Coomflona – Cooperativa Mista da Flona Tapajós, Cuias Aíra – Associação das Artesãs Ribeirinhas de Santarém (Asarisan), Deveras Amazônia, Escola Indígena Borari Antônio de Sousa Pedroso, Etno Confecções Borari – Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, H Móveis Madeira, Quintal Produtivo Belt Bom, Loja Zagaia, Mestre Jefferson Paiva, Nunghara Biojoias, Pousada do Mingote, Quilombo de Murumurutuba – Rafro Modas, Quilombo de Murumurutuba – Azearte, Trançados do Arapiuns e Viveiro Floresta Ardosa.

SPOILER DA PESQUISA DO PRÓXIMO LANÇAMENTO

Foi apresentado pelo Walter Rodrigues em companhia de Marnei Carminatti, coordenador do Preview do Couro do Salão,  a apresentação da pesquisa “Essência”, que guiará os materiais que serão lançados na próxima edição do INSPIRAMAIS, nos dias 7 e 8 de julho, em São Paulo/SP.

O ponto de partida da pesquisa foi repensar o conceito de luxo, cada vez mais ameaçado pela competição baseada em preços. Segundo Rodrigues, existe um descolamento entre preço e valor percebido, gerando questionamentos por parte dos consumidores. “Isso obriga as grandes marcas a ressignificar a palavra e justificar a sua existência”, ressalta. Com isso, aparece a “essência” como uma retórica inegável. É preciso resgatar a importância do luxo como aspecto de raridade, herança histórica e autoridade cultural.

O primeiro tema da pesquisa é o “Purismo”, que valoriza o silêncio, a pausa em meio ao excesso e a ancestralidade, em um “retorno ao essencial”. Entre os materiais, aparecem com destaque os acetinados, os couros limpos, os laços, as peles exóticas e a impressão sobre couro vacum, sempre com aspectos que remetem à leveza, à alta costura, ao classicismo e à delicadeza. “Aparece muito forte também a camurça, trazendo o seu toque suave, o brilho delicado, os metalizados e o croco”, acrescenta Rodrigues.

O segundo tema é o “Popismo”, que celebra o “excesso com intenção”. “É o luxo que se afirma no exagero, na intensidade da cor e na força das estampas”, informa o criativo, destacando que os materiais desenvolvidos são inspirados no barroco e na cultura pop, com muita sinuosidade, teatralidade e estímulo sensorial.

“Se o purismo valoriza a pausa, o popismo reivindica a intensidade. É capital cultural em ebulição, uma mistura de referências que resgata arquivos, cria abundância e ludicidade”, acrescenta.

Entre as referências, aparecem o estampismo com flores, referências à natureza e cores mais intensas.

A cartela de cores será composta, principalmente, por tons de cobre, vermelho e verde.

O salão  INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal em parceria com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel). A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional. O apoio institucional é da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (Senai/RS). A parceria institucional é da da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

CONCURSO - Brasil Fashion Designers 2026

worldfashion • 01/02/26, 16:24

Nesta edição, o concurso reuniu estudantes regularmente matriculados e egressos (com até dois anos de formação) dos cursos técnicos e superiores de moda e vestuário de Pernambuco, evidenciando a força criativa da produção autoral nordestina e reforçando o papel da região como polo de criação, inovação e identidade no setor têxtil.

Os participantes foram desafiados a desenvolver coleções inéditas compostas por três looks completos, voltadas para o Inverno 2026, a partir do tema “O choro da Bossa Nova embala a MPB”, que propõe um diálogo entre moda, música brasileira e identidade cultural. As criações podem ser femininas, masculinas ou mistas, respeitando critérios de sustentabilidade e sem o uso de materiais perecíveis, peles ou matérias-primas de origem animal.

O processo seletivo do concurso é realizado em cinco etapas, incluindo pré-inscrição, envio de projetos com croquis, seleção técnica, confecção das peças com matérias-primas fornecidas pela organização e desfile final.

A apresentação final do concurso será um desfile, que acontecerá no dia 14 de abril de 2026, no Polo Caruaru, reunindo estes novos talentos/designer de moda.

Após o desfile no dia 14 de abril, os looks finalistas ficarão expostos nos dias 15 a 17 de abril de 2026, durante a programação da AGRESTE TEX, para votação dos visitantes da feira.

Realizado pelo Febratex Group, o Brasil Fashion Designers tem como missão aproximar designers da moda nacional da indústria têxtil, valorizando inovação, identidade, além de criar oportunidades concretas de visibilidade e inserção profissional.

“O Brasil Fashion Designers é um projeto que conecta criatividade, indústria e mercado. Ao realizarmos mais uma edição em Pernambuco, reforçamos o protagonismo do Nordeste como território criativo e estratégico para a moda brasileira”, destaca Ricardo Gomes, gerente de projetos especiais da FCEM.

A escolha de Pernambuco como palco desta edição reforça o protagonismo do Nordeste como um dos principais pólos criativos do país. Com forte ligação com a cadeia produtiva da moda, o Agreste Pernambucano se consolida como território estratégico para o setor, reunindo tradição produtiva, diversidade estética e capacidade de inovação.

Em 2024, o concurso já havia realizado uma edição no estado, fortalecendo essa conexão e evidenciando o potencial criativo local.

Finalistas – Brasil Fashion Designers | AGRESTE TEX 2026

•Ally Czar, 29 anos — Senai (Paulista) Recife – PE

•Ana Carina Brito, 48 anos — Senai (Recife) Recife – PE

•Camyle Nogueira, 21 anos — Senai (Caruaru) Toritama – PE

•Clara Albuquerque, 20 anos — Senac (Recife) Jaboatão dos Guararapes – PE

•Erika Rayssa, 27 anos — Senai (Paulista) Paulista – PE

•Flávia Banastor, 38 anos — Senac (Recife) Recife – PE

•Jards Felipe, 28 anos — Senai (Paulista) Abreu e Lima – PE

•Ka Helena, 21 anos — Senac (Recife)

Olinda – PE

•Michelly Demézio, 24 anos — Senac (Recife) Nazaré da Mata – PE

•Thayna Willyane, 23 anos — Senai (Caruaru) Caruaru – PE

Durante o desfile, serão escolhidos o 1º, 2º e 3º lugares, além do Prêmio Excelência. O vencedor do 1º lugar receberá como premiação um convite para desfilar na Expotextil Perú 2026, em Lima, com despesas de passagens aéreas, hospedagem, alimentação e transporte custeadas pela organização. Já o vencedor do Júri Popular será contemplado com uma máquina de costura reta. Todos os finalistas receberão certificado de participação.

Sobre a AGRESTE TEX 2026

Em sua 8ª edição, a AGRESTE TEX acontece de 14 a 17 de abril de 2026, no Polo Caruaru (PE). Consolidada como a principal feira têxtil e de confecção do Agreste Pernambucano, o evento reúne expositores, marcas, fornecedores e profissionais do setor, com foco em inovação, negócios e no fortalecimento da cadeia produtiva da moda no Nordeste.

Serviço

O quê: Brasil Fashion Designers – AGRESTE TEX 2026

Onde: AGRESTE TEX | Polo Caruaru – Caruaru (PE)

Quando: 14 de abril de 2026

ARTIGO - Câmbio valorizado, indústria pressionada: um alerta em meio ao rearranjo global

worldfashion • 30/01/26, 14:22

Por Fernando Valente Pimentel*

O Brasil volta a conviver com um ciclo de apreciação cambial. Em pouco mais de um ano, o real saiu de patamares superiores a R$ 6,00 por dólar, no final de 2024, para níveis próximos de R$ 5,20. Há, inclusive, análises econométricas que sugerem que o valor “de equilíbrio” da moeda brasileira estaria mais próximo de R$ 4,50 do que da cotação atual.

Esse movimento não é isolado nem exclusivamente doméstico. Reflete mudanças profundas no cenário político e econômico internacional, com realocação de portfólios financeiros em busca de diversificação e retorno. Quando esses fluxos chegam a economias com mercados financeiros relativamente menores, como a brasileira, os efeitos sobre o câmbio tendem a ser amplificados.

Do ponto de vista macroeconômico, um real mais valorizado proporciona benefícios evidentes no curto prazo, especialmente no controle da inflação e na moderação dos preços de bens importados. O problema surge quando esse movimento ocorre em um país que ainda carrega elevados desequilíbrios estruturais e cuja produção manufatureira permanece exposta a um conjunto severo de custos sistêmicos. A indústria brasileira e, de maneira ainda mais sensível, a têxtil e de confecção, encontra-se entre os setores mais vulneráveis a uma valorização cambial não acompanhada de ganhos consistentes de produtividade.

Diferentemente de economias concorrentes, o Brasil combina uma carga tributária elevada e cumulativa, longos períodos de juros altos, custos logísticos e energéticos superiores à média internacional e um ambiente regulatório complexo e pouco previsível. Somam-se a esses fatores propostas que tendem a elevar ainda mais o custo da produção, como a redução de jornadas e turnos de trabalho, sem contrapartidas claras em eficiência.

Esse quadro agrava-se quando observamos o cenário internacional. A China, maior exportadora mundial de bens manufaturados, não tem experimentado um processo equivalente de apreciação cambial. Ao contrário, mantém sua competitividade reforçada por políticas industriais agressivas, subsídios, incentivos financeiros e uma capacidade produtiva excedente que vem sendo direcionada a mercados de todo o mundo. O resultado é uma pressão adicional sobre indústrias locais em países que, como o Brasil, já enfrentam dificuldades estruturais.

Nosso país já viveu esse filme em passado não tão distante, com efeitos particularmente perversos no setor têxtil e de confecção: perda de competitividade, fechamento de fábricas, desestruturação de cadeias produtivas e migração de investimentos. Hoje, começam a se repetir sinais preocupantes, como o movimento de empresas brasileiras do setor se instalando no Paraguai para atender, de modo prioritário, o próprio mercado brasileiro. Não vão para lá por vantagens extraordinárias do país vizinho, mas pela busca de condições mínimas de competitividade que deixaram de encontrar no Brasil.

Iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB), que contam com o apoio do setor produtivo, são importantes e caminham na direção correta ao reconhecerem a relevância do setor para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social. No entanto, políticas públicas não operam no vácuo. Quando fatores macroeconômicos como câmbio excessivamente valorizado, juros elevados e custos sistêmicos persistentes atuam de maneira contrária, a capacidade de reação das empresas fica severamente limitada.

O risco é claro: uma apreciação cambial prolongada, sem avanços rápidos e concretos na agenda de produtividade e na redução do “Custo Brasil”, aumenta a vulnerabilidade da indústria nacional justamente em um momento de rearranjo das cadeias globais de produção e comércio. É uma conjuntura na qual muitos países estão reforçando suas bases industriais e não as enfraquecendo.

Fortalecer e reindustrializar o Brasil exige coerência entre as políticas macroeconômica e industrial e o ambiente de negócios. Um câmbio valorizado pode ser parte desse equilíbrio, mas jamais o seu eixo central. Sem enfrentar os entraves estruturais que penalizam quem produz, continuaremos estimulando, ainda que involuntariamente, a substituição da produção nacional por importações e a saída de investimentos produtivos. E esse é um custo que nossa economia não pode mais se permitir.

*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

ARTIGO

worldfashion • 17/12/25, 22:14

Por Fernando Valente Pimentel*

É muito preocupante o fato de 25% dos consumidores brasileiros admitirem aceitar a compra de produtos ilegais, conforme revelou recente estudo da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Ipsos. Em alguns segmentos, como bebidas alcoólicas e vestuário, essa propensão é ainda maior, às vezes com trágicas consequências, como ocorreu com as pessoas vitimadas pela presença de metanol em destilados. Trata-se de um retrato inquietante de uma sociedade que, por vezes, relativiza a gravidade dos ilícitos econômicos e de consumo, ignorando seus impactos coletivos.

O crime organizado há muito deixou de se restringir ao tráfico de drogas e armas. Ele se infiltra em diversos mercados, inclusive no de vestuário, aproveitando-se de brechas legais, da sonegação e da tolerância social para expandir seus tentáculos. Produtos contrabandeados, falsificados ou de origem duvidosa alimentam uma engrenagem criminosa que movimenta bilhões de reais por ano e mina a competitividade das empresas que operam dentro da legalidade.

Segundo relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as perdas econômicas geradas por atividades ilícitas chegaram a R$ 453 bilhões em 2022. O valor equivalia à época a cerca de 4% do PIB nacional, recursos que poderiam ter sido direcionados à educação, saúde, segurança, saneamento e infraestrutura. Em outras palavras, a cada produto ilegal comprado, há uma parcela de investimento público que deixa de chegar à sociedade.

O combate a esse problema não se limita ao fortalecimento do aparato policial e da fiscalização. É também um desafio cultural e educativo. A sociedade precisa compreender que o consumo de produtos ilegais não é uma questão inofensiva de preço, mas um ato que financia redes criminosas, destrói empregos formais e compromete o futuro do Brasil. A educação, nas escolas, nas famílias e nos meios de comunicação, deve mostrar de maneira clara os danos que os mercados ilícitos provocam, não apenas na economia, mas também nos valores éticos e morais do País.

A responsabilidade é compartilhada. O poder público deve aprimorar políticas que reduzam o chamado “Custo Brasil” e simplifiquem o ambiente de negócios, para que competir de modo legal não seja um fardo. As empresas precisam seguir investindo em rastreabilidade, conformidade e comunicação transparente com os consumidores. E nós, cidadãos, devemos entender que cada decisão de compra é também uma escolha de sociedade: ou reforçamos a economia formal, que gera desenvolvimento e empregos, ou fortalecemos um sistema paralelo que corrói as bases do Estado.

O dado revelado pela pesquisa da USP é um alerta. Enquanto parte da população continuar a ver o consumo de produtos ilegais como algo aceitável, permaneceremos alimentando um ciclo vicioso de perda de riqueza, desordem econômica e insegurança. Precisamos transformar a tolerância em repúdio e a indiferença em consciência. Não existe mercado ilegal sem consumidor complacente e, sem ética no consumo, não há desenvolvimento sustentável possível.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

POLO DE MODA DO BOM RETIRO

worldfashion • 17/11/25, 14:29

A região do Bom Retiro, reúne 780 unidades fabris e 804 pontos de venda, formando um ecossistema de produção, distribuição e abastecimento do varejo de moda para diferentes regiões do país, operando com média de 26 trabalhadores por empresa.

O levantamento compara o desempenho do Polo com os principais recortes territoriais da indústria de vestuário e aponta o Bom Retiro como um núcleo produtivo de alta densidade. No Brasil, há 20.776 indústrias do setor de Vestuário, que empregam 937.674 trabalhadores e produzem 5,36 bilhões de peças ao ano, com valor de produção estimado em R$ 170,6 bilhões.

No Estado de São Paulo, são 4.873 indústrias, 211.421 trabalhadores, 1,28 bilhão de peças anuais e R$ 40,7 bilhões em valor de produção. Na capital, 2.328 indústrias reúnem 83.957 trabalhadores, com 368,6 milhões de peças e R$ 23,9 bilhões em valor de produção.

Em termos proporcionais, os números do Bom Retiro representam 16,0% das indústrias do setor no Estado, 23,1% da mão de obra da cidade, 13,7% da produção em peças na capital e 22,1% do valor de produção da cidade, evidenciando a região como uma das maiores densidades produtivas do setor no país.

O perfil das empresas reforça esse caráter. A grande maioria opera em formato de loja (93,2%), com produção própria (97%). Apenas 2,2% compram peças para revenda sob marca própria e 0,7% comercializam marcas de terceiros, o que reforça a identidade autoral e a independência produtiva do polo.

Trata-se, majoritariamente, de pequenas e médias confecções: 46,1% possuem até 10 funcionários, 29,7% mantêm equipes entre 11 e 29 colaboradores, 10,3% têm entre 30 e 49 funcionários e 5,1% contam com mais de 100 empregados.

O levantamento mostra ainda que 87,1% das lojas mantêm a unidade fabril no próprio Bom Retiro. Apenas 7,6% possuem produção em outros bairros da cidade de São Paulo, 1,2% em outras cidades do estado e 1,1% em outros estados brasileiros. Já 3% das empresas não possuem unidade fabril.

CENTRAL DOS LOJISTAS DE VESTUÁRIOS

O perfil de clientes confirma o papel do Polo de Moda do Bom Retiro como centro de abastecimento para o varejo nacional. Ao todo, 93,5% das lojas atendem lojistas especializados em vestuário (como multimarcas, boutiques, lojas de bairro, redes e departamentos de moda), 61,8% vendem para sacoleiras e revendedores e 38,7% também atendem o consumidor final. Além disso, 4,0% comercializam para lojas não especializadas (como Pernambucanas, Americanas e hipermercados como Carrefour), 3,6% têm como destino o comércio, 1,9% destinam parte da produção à exportação e 0,9% atendem o segmento institucional (como hotéis, pousadas, clínicas, laboratórios e empresas).

O Polo tem na moda feminina sua linha predominante, presente em 87,3% das lojas pesquisadas, com destaque para a moda casual, que representa 20,9% desse mercado. Os demais segmentos incluem linhas masculinas, sociais, festa, íntima, bebê e infantil, o que amplia a capacidade de abastecimento do varejo nacional.

As vendas presenciais seguem como base da operação: 100% das lojas realizam atendimento físico no Polo. Ao mesmo tempo, a digitalização avança: 70,3% das lojas afirmam vender também pela internet. No atendimento e negociação, o WhatsApp é o principal canal, utilizado por 90,3% das empresas. Além disso, 53,7% mantêm e-commerce próprio, 53,0% vendem por marketplaces voltados ao atacado e 47,3% por marketplaces voltados ao varejo.

“O Bom Retiro ainda é subavaliado em termos de percepção pública. Há quem o associe apenas ao comércio popular, quando, na prática, estamos falando de um polo produtivo que abastece o varejo nacional e que gera emprego, turismo e renda A região concentra desenvolvimento, modelagem e produção, com velocidade de resposta e leitura rápida de tendências, antecipando movimentos que chegam das passarelas internacionais. Lojistas de diferentes estados vêm ao Polo para abastecer suas coleções. É um ativo econômico da cidade que precisa ser reconhecido como tal”, afirma Cinthia Kim, presidente da ABIV Associação Braisileira da Indústria do Vestuário.

REPOSICIONAMENTO

O Censo integra o plano de reposicionamento do Polo de Moda do Bom Retiro, conduzido pela ABIV - Associação Brasileira da Indústria do Vestuário, e impulsionado pela entrada de uma nova geração de empresários — muitos deles filhos e netos de imigrantes que fundaram as confecções há três ou quatro décadas e que agora imprimem ao bairro um olhar de marca, competitividade, estratégia comercial e fortalecimento do território. O objetivo é reposicionar o Bom Retiro e seu Polo de Moda, valorizando o potencial econômico de uma região que abastece lojistas do país inteiro e que historicamente movimenta a economia paulistana.

A divulgação do Censo ocorre em paralelo à implementação de um sistema de vigilância integrado, no qual estão previstas 80 câmeras de monitoramento 24h instaladas nas principais ruas comerciais, conectadas diretamente à central da Polícia Militar. O projeto, que recebeu um investimento na implantação na ordem de R$ 500 mil, já conta com 66 câmeras em funcionamento (das 80 previstas), com conclusão prevista ainda este ano.

“UMBR”  UNIVERSO DA MODA BOM RETIRO

O fortalecimento da marca - UMBR - Universo da Moda Bom Retiro, tem articulado parcerias com comerciantes de outros polos de moda do país, com foco nos revendedores regionais. Já está em andamento um projeto-piloto no qual mostruários de confecções circulam entre lojistas de diferentes estados, apresentando o polo como um hub nacional de abastecimento e referência para o atacado.

O plano inclui ainda negociações com marketplaces e apps de varejo para melhorar condições de entrada e operação das confecções dentro dessas plataformas, além da criação de um hub de conteúdo para auxiliar marcas que não possuem equipes de marketing a divulgarem seu portfólio.

Capacitações em vendas, legislação, consultoria de estilo, além de benefícios como assessoria jurídica, desconto em serviços como de logística, correio, transações financeiras e certificações também fazem parte das medidas para impulsionar o comércio local.

Para 2026 estão previstos ainda o desenvolvimento de um aplicativo voltado ao atacado, como ferramenta de vendas e relacionamento com compradores, além da criação de uma plataforma de empregos. A iniciativa responde a uma demanda recorrente do polo: o alto volume de vagas abertas ao longo do ano, reflexo do aumento no fluxo de consumidores atacadistas e varejistas na região.

da redação com informações da Upperpr Comunicação

5ª EDIÇÃO DO BFSHOW - BRAZILIAN FOOTWEAR SHOW

worldfashion • 14/11/25, 10:04

As principais tendências para as coleções de calçados e bolsas Outono/Inverno 2026, apresentados nesta 5ª edição da BFSHOW, colocam, de um lado, o clássico estilo ladylike - marcado por scarpins, sandálias e peep toes com uma leitura mais moderna. Do outro, um streetwear rebelde, com a presença de metais e fivelas.

As tendências são muito importantes na hora do desenvolvimento das coleções, pois elas servem como indicadores das expectativas e direcionamentos do mercado. Alinhadas aos valores da marca e ao que acontece no mundo, as tendências têm impacto direto no desenvolvimento da cartela de cores, na escolha de materiais e no design dos modelos.

Segundo levantamento do “Fashion Directions” o “BOHO” também seguirá em alta mais uma temporada, mas desta vez vem com texturas aconchegantes e tons quentes. “Mas a grande novidade será o retorno do maximalismo inspirado nos anos 80: cores vibrantes, brilhos intensos e peças marcantes que quebram o minimalismo e a austeridade dos últimos invernos”, revela Luana Savadintzky, uma das fundadoras da plataforma de moda.

“As botas serão protagonistas da estação e aparecem em múltiplas versões: slouch, over the knee, stretch e em diferentes alturas de cano”, afirma Luana Lanzini, a outra fundadora da plataforma de moda e pesquisa Fashion Directions. Ela destaca, também, que nesta temporada em que o básico será revisitado, chamara a atenção os saltos diferenciados, mix de materiais em diferentes texturas, com detalhes de impacto e novos recortes.

OS EXPOSITORES

A Vizzano, marca definida pelo DNA do glamour e do soft power, trará essa tendência fortemente em seus próximos lançamentos na BFSHOW. São sapatos e bolsas que traduzem a temporada de festas, com sandálias em cores como vermelho e prata.

Quem aposta em uma nova versão do “BOHO” é a Moleca. Sua próxima coleção terá uma releitura denominada Motomoda (ou Moto Boho), que combina a delicadeza de peças fluidas com a atitude rebelde do motociclismo. Para a coleção, o preto predomina, adornado com detalhes como studs - tachas - nos calçados, shoulder bags e bucket bags.

Para celebrar uma parceria que começou no início de 2025, a atriz Carolina Dieckmmann, além de embaixadora da Piccadilly, assinou também uma coleção exclusiva com a marca. A novidade foi anunciada no estande da empresa na BFSHOW, e o lançamento faz parte da coleção Outono/Inverno 2026 com cinco peças exclusivas criadas em parceria com a atriz, que vão do clássico ao moderno, em modelos versáteis o estilo atemporal e leve da atriz.

Já entre os lançamentos da Beira Rio, os tamancos e sandálias de salto bloco, com inspiração no casual chic, terão destaque. Para o Outono/Inverno 2026, a marca apresentara novas opções de sua collab com a atriz Camila Queiroz, como bolsas com enfeites em formatos orgânicos.

Na Bebecê serão três estilos principais: o clássico, resgatando a sofisticação dos scarpins e sandálias, mas com detalhes como recortes estratégicos e a aplicação de peças em metal.

Em contraste, a estética folk, que estará presente nas botas, chega com aparência mais rústica e em tons terrosos, com estampas em animal print, acabamentos semibrilho e a textura aveludada do acamurçado. Por último, o estilo dark aposta em um visual ousado e sensual, com referências góticas representadas pela aplicação de mini metais e tachas, e uma cartela de cores em tons intensos e profundos, como preto, turmalina e figo.

“Esse alinhamento é fundamental para nós, tanto para a criação de uma coleção com identidade única e que reflita a personalidade de nossa consumidora, quanto para peças que atendam às demandas do mercado”, destaca Monica Salin, coordenadora criativa da Bebecê.

A marca Polo Go é um desses exemplos. Conhecida por criar tênis no estilo casual urbano-esportivo, a marca gera um alto valor de desejo aliando tecnologia e bem-estar. “Mantemos nosso DNA de trazer maior praticidade para as múltiplas ocasiões do dia a dia. Atendemos esse homem multifacetado e mantemos sua perspectiva de mundo e urgência”, comentou Fânia Littmann, gestora de marketing e branding da marca. “Para o Outono/Inverno 2026, apresentamos 30 modelos, com destaque para solas EVA mais altas, além da linha FlyTouch. A nossa nova coleção visa conforto, estabilidade e maciez, com calçados superleves para serem usados o dia todo. É isso o que as pessoas buscam: peças atemporais e práticas”, finaliza Evelyn Campos, diretora de marketing.

Na linha Calce Fácil + Pulse, a Democrata une em um único calçado duas tecnologias que garantem mais leveza, aliando o conforto do sapato esportivo ao design casual. Outra novidade é o tênis Full Light, que pesa apenas 300g e permite maior mobilidade ao usuário. “Hoje o homem quer estar atualizado e isso também é estar bem vestido. Somos uma marca que se posiciona não só sobre o que está na moda, mas unimos tecnologia às tendências. Com essa tecnologia, conseguimos vazar o solado e, assim, ganhamos uma estética bonita somada à leveza”, disse Marcelo Paludetto, diretor comercial.

A marca Pegada é outra que também une o conforto dos calçados esportivos ao design mais casual, trazendo solados de TPU (Poliuretano Termoplástico) para os sapatos usados nas atividades do dia a dia. No lançamento da marca Pegada Nitro, a sola é expandida por nitrogênio, o que gera uma leveza excepcional, além de proporcionar alto amortecimento e absorção de impacto.

Entre outras marcas presentes, a Sollu Calçados apresenta solados com poliuretano, sempre com foco na leveza e flexibilidade. “Trabalhamos com a borracha mais pura possível, por isso, estamos apresentando solados novos com maior resistência e durabilidade, aplicando ao máximo nossa tecnologia de conforto para o homem que não pode perder tempo”, explica Ricardo Meirelles, gestor de mercado interno da empresa.

Já a Jota Pe, conhecida por seu trabalho feito à mão, une conforto, tecnologia e design em sua nova coleção, com a linha Air Bag, onde, por meio de espuma de alta densidade e memória inteligente, consegue entregar maciez constante. O tênis casual com palmilha ultra macia, solado com absorção de impacto e acabamento artesanal é mais um dos destaque apresentados na feira.

A Usaflex, referência nacional em calçados femininos que unem conforto, beleza e tecnologia, apresenta seu novo posicionamento e a coleção de Outono 2026. A marca aproveita o evento para marcar o início de uma nova fase, guiada pelo conceito “Viver pede conforto” e com posicionamento mais moderno e feminino, além de uma estratégia comercial renovada e uma coleção que traduz esse novo momento com inovação, estilo e o conforto característico da Usaflex.

O novo posicionamento reflete a evolução da marca em seus 27 anos de história e o desejo de reforçar sua relevância entre as principais referências da moda feminina do país. Mais do que uma atualização estética, ela representa a conexão com a mulher contemporânea e traduz valores como autenticidade, plenitude, confiança e fluidez.

A coleção de Outono 2026, que será apresentada durante a feira, reforça o novo posicionamento da marca e a nova tagline “Viver pede conforto”, trazendo o equilíbrio entre tendências contemporâneas e o DNA de conforto da Usaflex. Entre os destaques estão as cores terrosas, como pinhão, canela, preto e blush, além de novas tonalidades como burgandy, um vermelho intenso inspirado no rebu, e tijolo. O patchwork aparece reinterpretado pela mistura de tipos de couro na mesma cor, enquanto o estilo artesanal ganha presença em detalhes de miçangas em alguns cabedais. O acamurçado aparece em bolsas e tênis, evocando a tendência folk/boho, enquanto o minimalismo surge nos metais alongados combinados ao couro, com efeito camaleão gloss, que traz sofisticação às peças. Fivelas robustas e a tendência de piercing, reinterpretada de forma delicada nas cores preto e blush, completam o mix de estilos.

Entre as inovações da sua Tecnologia do Bem-Andar, a marca apresenta uma nova sola 50% mais leve que o EVA tradicional, usada no tênis mais leve já desenvolvido pela Usaflex. A linha Poofy, voltada ao público jovem, também se destaca com o lançamento da bota Poofy e dois novos modelos de tênis. Detalhes como os novos pins com o monograma da marca reforçam a nova identidade visual e o cuidado característico da Usaflex.

A Calçados BIBI trouxe  o tema “Digital x Real: entre Pixels e Pés no Chão”, a nova coleção da Bibi reflete o equilíbrio entre o universo online e as experiências do mundo físico, traduzindo em cada modelo a essência da infância contemporânea, ou seja, aquela que joga, corre, imagina e cria. Inspirada na rotina das gerações atuais, que transitam entre tecnologias e brincadeiras ao ar livre, a marca apresenta um inverno repleto de cores, significados e histórias, valorizando o aprendizado e as emoções que nascem das pequenas descobertas do dia a dia.

Em diferentes modelos de calçados, de um lado, brilham as referências do ambiente digital, com temas como Retrô Tech, que resgata a nostalgia dos games dos anos 90; Glitch Art, que transforma erros em arte com interferências gráficas e efeitos visuais criativos; e Tetris, que inspira composições geométricas e coloridas em estampas e acabamentos. Já o tema Cósmico & Corrida Espacial estimula a curiosidade das crianças pelo universo, com estrelas, foguetes e planetas em destaque por meio de estampas divertidas ou elementos que dão um toque especial ao produto.

De outra perspectiva, a coleção evidencia o mundo real, com elementos afetivos e da natureza. Entre as inspirações e temas que estarão presentes em diferentes linhas da Bibi estão os Pets, exaltando o companheirismo dos melhores amigos das crianças, como cães e gatos; Corações, que simbolizam o amor em detalhes bordados e estampas delicadas; Dinos & Fósseis, que estimulam a imaginação pré-histórica dos pequenos exploradores que amam dinossauros; Estrelas, que criam um clima mágico, brilhante e acolhedor; e o sempre encantado e famoso Unicórnio, ícone lúdico do imaginário infantil.

Os calçados chegam com design moderno, conforto e tecnologia, aliados ao propósito da marca de fazer o bem para gerar boas lembranças. Materiais leves e respiráveis, como knit e elastano, solados flexíveis e a exclusiva Palmilha Fisioflex garantem liberdade de movimento e bem-estar. Já os acabamentos combinam tons neutros, terrosos, brilhos e cores vibrantes, criando um visual que traduz o equilíbrio entre o digital e o natural, entre o imaginário e o real.

Conhecida por traduzir o universo das meninas, a Pampili levou à feira um show de luzes, com LEDs aplicados em bolsas e calçados, unindo diversão e tecnologia. “Queríamos ir além do tradicional, explorando novas formas e brilhos no cabedal. As garotas estão cada vez mais conectadas à moda, e pensamos também nas mães, que buscam versatilidade na hora de compor os looks”, explica Flávia Silva, estilista da grife.

A Pampili reforçou ainda seu compromisso com diversidade, equidade e inclusão, com solados em braille que indicam o lado direito e esquerdo dos calçados. “Falamos das meninas que inspiram meninas. Queremos que elas sejam protagonistas”, destaca Sammyra Catanzaro, head de marketing da Pampili.

Seguindo a tendência das luzes, a Klin apresentou a linha Flash, com solado de LED embutido, agregando inovação estética e sustentabilidade. “Trazer uma nova forma de visualizar o LED no solado é compor a renovação do mercado, com a versatilidade do dia a dia, além dos produtos conceituais”, disse Allan Hagemeyer, gestor de varejo e marketing. “O lojista e o consumidor buscam novidades constantes, e é fundamental mostrar isso na principal vitrine da América Latina”, afirma Rodrigo Righi, CEO da marca.

Durante o evento, a presença da atriz mirim Juju Teófilo, embaixadora da Klin, encantou o público. “Adoro acompanhar a marca, me divirto muito com o cachorrinho e com os calçados, que são os mais confortáveis. Gosto de montar vários looks e me sinto superligada à moda”, disse a atriz do SBT.

A Kidy também se destacou pela inovação tecnológica. A marca apresentou o “Localize K360”, um tênis com localizador via satélite (AirTag) embutido e compatível com sistemas iOS e Android.

“Desenvolvemos um calçado com inteligência integrada, capaz de auxiliar os pais no monitoramento dos filhos, com precisão de até 20 metros. O localizador é embutido no solado, protegido por um case de ABS, o que impede sua remoção e garante conforto. Unimos moda, segurança e tecnologia para que as crianças estejam sempre protegidas e estilosas”, explica Marcelo Silva, gerente de marketing e desenvolvimento da Kidy.

FEITO À MÃO

O resgate do “feito à mão” estiveram entre os destaques na feira e marcaram presença nos lançamentos da Feel Fully (MG) para a BFSHOW. A nova coleção trouxe materiais que exaltam textura e presença: couros nobres, camurças aveludadas e a sensualidade sutil da textura cobra, que traz um toque de ousadia sofisticada, mas sem perder a delicadeza. O cuidado artesanal se mostra nas bases dos calçados, com solas em couro, o que garante durabilidade. Soma-se aos detalhes o brilho discreto do metal ônix. A paleta de cores é marcada pelo preto profundo, marrom café, caramelo tostado, off white e vinho intenso.

Materiais crus, tramas rústicas e detalhes handmade combinados aos tons terrosos caracterizam o estilo artesanal da nova coleção da Dakota (RS) – que tem a atriz Juliana Paes como garota-propaganda pelo oitavo ano consecutivo. Além da estética, os lançamentos da marca também fazem referência a outras tendências da temporada, como o mix de materiais delicados e materiais pesados, que tem como inspiração as mulheres revolucionárias.

HIGH TECH

A tecnologia calçadista segue avançando para proporcionar uma experiência única. Pensando em tênis de performance, o grande lançamento da mineira Lynd é o Y-ATOMIC. Desenvolvido para corrida de alto desempenho, com placa de estabilidade e entressola ultra-responsiva, o calçado conta com a tecnologia do tecido de monofilamento no cabedal, que garante mais estabilidade, alta resistência e controle de temperatura.

Já no portfólio da marca Actvitta (RS) destacam-se as tecnologias que garantem aderência e estabilidade na pisada, como a Impulso, que conta com um solado com maior absorção do impacto e conforto, e a Light Foam, que proporciona o máximo de amortecimento.

Os esportivos da Kolosh, também do grupo Dakota, estão entre as novidades da feira que prometem trazer uma revolução no mercado nacional. O destaque é a sola Dualtech, feita em EVA de dupla densidade, com efeito translúcido modificado com infusão de gás supercrítico. A novidade entrega resiliência, consistência, maciez e leveza máximas. O modelo conta com solado PWRGrip em borracha, para ainda mais segurança. A nova palmilha EVAPro é ultraleve, com furos que auxiliam na transpiração, enquanto a tela de TPE Layer+, feita com fios tramados, garante design esportivo e ventilação. O revestimento Shield oferece firmeza e conforto.

A marca também trará renovações de modelos já consagrados, como o Perform 2.0, que vem com E-TPU ultraleve, antiderrapante 4Grip e placa estabilizadora Fuse para máximo equilíbrio. O calçado conta ainda com tela Layer+, para maior resistência e respirabilidade. Peças refletivas complementam o tênis, entregando esportividade e muita atitude. Os modelos Trail e Athletic também ganham upgrades.

A Ramarim (RS) anunciou o relançamento oficial da linha TOTAL COMFORT — uma das mais icônicas da história da marca. Sucesso entre 2005 e 2015, a Ramarim Total Comfort conquistou o público feminino ao unir estilo, inovação e conforto absoluto. Agora, a marca traz de volta essa linha lendária com um novo conceito: “o clássico está de volta.”A nova coleção apresenta designs atualizados, materiais nobres, 100% em couro e tecnologia avançada de conforto, oferecendo uma experiência de uso ainda mais leve e ergonômica. As novidades incluem palmilhas macias, solados ultraflexíveis e modelagens que acompanham o movimento natural dos pés. “A Total Comfort marcou uma geração e sempre foi lembrada com muito carinho pelas consumidoras e lojistas. Trazer essa linha de volta, em um evento do porte da BFSHOW, é uma forma de celebrar nossa história e reforçar nosso compromisso com o conforto e a moda feminina”, afirma Nelson Magagnin, gerente de marketing da Ramarim.

Também no quesito calçado que entrega experiência sensorial, a Modare Ultraconforto (RS), destaca sua evolução em soluções focadas no conforto, centralizadas na palmilha Reflex Sense. A tecnologia, desenvolvida com o conceito de reflexologia, conta com esferas aplicadas em toda a sua extensão que, em contato com o movimento do caminhar, ativam a microcirculação sanguínea e proporcionam uma sensação semelhante à de uma massagem nos pés, com foco total em autocuidado e bem-estar.

“E, além dos atributos tecnológicos, claro, a moda. Na nova coleção, as novidades da marca exibem uma paleta bem pensada, que flui com o cotidiano feminino e é composta especialmente por tons-base, dos terrosos aos naturais, inspirados no movimento Mocha Mousse e em suas nuances elegantes. Nesta e em todas as temporadas, os lançamentos da Modare Ultraconforto são pensados para unir tecnologia, conforto e saúde em cada passo, sempre com muito estilo”, pontua Maribel Silva, diretora Comercial e de Marketing da Calçados Beira Rio.

A nova coleção da Piccadilly (RS) também evidencia a união de inovação, moda e bem-estar. A grade que aposta neste sentido é o lançamento da tecnologia MAXI TECH, uma extensão da já conhecida tecnologia Maxi. Com pastilhas de biocerâmica integradas à palmilha, ela libera ondas eletromagnéticas durante o uso, estimulando a circulação de forma prática e eficaz. A tecnologia é certificada pela Anvisa.

As novidades que estarão à mostra na feira se dividem em três vertentes principais: Colegial, Folk e Urbano. A Colegial revisita o universo preppy em versões sofisticadas, com destaque para mocassins clássicos, mary janes com fivelas delicadas, sapatilhas estruturadas e tênis de inspiração vintage. Já o Folk resgata as raízes do country e do boho-chique em botas western e slouch, clogs de solado baixo e mocassins de bico trienal. Os tênis são os protagonistas do Urbano, que une elementos esportivos a um design casual, resultando em modelos práticos e versáteis que transitam entre lazer, trabalho e atividades diárias. As opções vão dos modelos slip-on e retrô aos sneakers com solado plataforma.

“Estamos celebrando sete décadas de história olhando para o futuro. Nosso propósito sempre foi transformar a vida das mulheres a cada passo e a coleção Outono/Inverno 2026 simboliza essa evolução: design contemporâneo, tecnologia de ponta e um conforto que acompanha os diferentes momentos da vida feminina”, afirma Ana Carolina Grings, diretora de Produto da Piccadilly.

Para os homens, o Grupo Ride, de Minas Gerais, responsável pela marca Polo Go, alinham inovação e tendência, como a nova sola de EVA ultraleve e confortável. Entre as novidades se destacam a ELEVATE EVO e ELEVATE CLEAN – solados caixa EVA que oferecem leveza, altura e amortecimento suave, com estética limpa e sofisticada; e a FLY TOUCH e FLY TOUCH CLASSIC – solados jogging com estrutura sensorial precisa, estabilidade 360° e composição projetada para acompanhar o movimento natural do corpo.

Solados ultraleves em EVA também marcam a nova coleção da Ferracini (SP). A novidade oferece leveza e flexibilidade sem abrir mão da durabilidade. As formas renovadas dialogam com o design moderno e minimalista, criando silhuetas versáteis que acompanham o ritmo acelerado das cidades.

Os novos couros trazem texturas sofisticadas e toques suaves, resultando em um visual refinado, mas com o espírito autêntico das ruas. Cada modelo foi desenvolvido para o público que valoriza o estilo e o bem-estar no dia a dia, atendendo as necessidades do consumidor que busca por produtos com design, qualidade e conforto acessível.

A Macboot (SP) é reconhecida por seus calçados confortáveis e resistentes. A marca aposta em mais tecnologia e inovação por meio do solado Aircross, pensado para tênis brasileiros, que se adapta a vários tipos de terreno. Também estarão presentes a tecnologia Fluir, pensada para trajetos de trilhas com lugares de água, que permite o escoamento rápido da água do calçado; e a tecnologia Fluta+, que é o EVA de ultraconforto com bastante leveza e maciez.

A coleção apresentada é intitulada “O micro reflete o macro”, que simboliza como pequenas matérias-primas refletem o macro, pensando também nas ações que tomamos e que envolvem o planeta. Fazendo então um paralelo diretamente com o processo de fabricação do EVA, em que micropartículas se transformam em um solado carregado de tecnologia.

PRONTA ENTREGA

O varejo exige respostas rápidas e estoque otimizado, assim os expositores da BFSHOW, maior feira calçadista da América Latina, também apresentam produtos à pronta entrega no evento. Com cerca de 350 marcas, alguns fabricantes com coleções voltadas tanto para pedidos futuros quanto para compra imediata, atendendo às necessidades de lojistas que desejam renovar vitrines ainda no primeiro semestre de 2026.

Essa modalidade de venda vem ganhando força entre os expositores, especialmente diante da demanda de lojistas por prazos menores e produtos com giro rápido.

A empresa Meu Sapato Preto aposta na pronta entrega como um diferencial para atrair os compradores no evento. A marca de sapatos femininos é conhecida por oferecer produtos feitos predominantemente em couro legítimo e na cor preta. Na edição  de novembro, as botas aparecem como o carro-chefe do estande. “Toda semana temos lançamentos em nossas plataformas, pois queremos ser mais assertivos. As vendas dos nossos modelos são baseadas em dados e não só no consumo do fast fashion. Por isso, nossas botas, que têm tecnologia com conforto e calce fácil, são as mais vendidas no site”, disse Mateus Menezes, CEO da marca.

Outra marca que aposta também em botas à pronta entrega é a Via Uno, que trouxe tanto a bota longa Slouch, com cano e caimento bem definidos, quanto as botas de cano curto. De olho na venda dos próximos meses, sandálias e rasteirinhas, pedidas clássicas do verão, estão prontas para chegar às lojas ainda este ano.

Já a Werner, marca feminina de calçados há cinco anos no mercado, trouxe para a feira uma coleção exclusiva com foco no desejo de consumo das mães. Já disponíveis para compra na própria feira e no site da empresa, a linha “Moms” aposta em loafers nas cores nude e preto, com calçados que valorizam o handmade. “Fizemos uma pesquisa e nossas consumidoras queriam peças mais baixas, como sapatilhas, que tivessem valor agregado visualmente. Por isso a escolha de fazer um material todo tramado manualmente e costurado na tela, trazendo elegância e modernidade com um toque sofisticado para qualquer look”, disse Isabella Moser, gerente de e-commerce da empresa.

BRASIL DE MULTIPLAS TENDÊNCIAS E ESTAÇÕES

Entre botas e sapatos fechados, as tendências da estação mais quente ganham espaço nos estandes e inspiram negócios o ano inteiro

O brasileiro pode até tentar fugir do calor, mas o verão sempre dá um jeito de encontrá-lo - e as vitrines também.

A edição de novembro da BFSHOW, marcada pela apresentação da coleção Outono/Inverno 2026. Muitos expositores, no entanto, aproveitam a oportunidade para também antecipar as tendências de verão com coleções que prometem movimentar o varejo o ano todo.

Nos pavilhões, botas dividiram espaços com sandálias, rasteiras e papetes.

A Beatriz Calçados trouxe para o estande uma coleção com foco nas regiões mais quentes do Brasil. “Tentamos deixar essa linha o mais clean possível, não perdendo a essência da moda de agora, que é o aplique”, afirma Cleriston Costa, diretor da empresa. “Nós atuamos muito no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, onde predominam os modelos de verão. Por isso, estamos sempre antecipando tendências, como as flatforms, os saltos bloco e  as rasteiras com vira, que garantem maior conforto”.

Outra marca que vem apostando no conceito “verão o ano todo” é a Brizza Arezzo, do Grupo Azzas 2154. “Nós somos uma marca solar e falamos bastante das flip flops e dos assandalhados. Nas últimas semanas de moda, vimos o uso de chinelos com roupas totalmente alinhadas, mostrando algo mais despojado para os pés. Isso trouxe uma proposta para a Brizza muito importante, porque trabalhamos com linhas mais fashion e que podem ser usadas o ano inteiro”, comenta Marcelo Bohn, gerente de trade marketing da Brizza.

Os calçados masculinos também entram na onda de calor. Segundo Marcelo Reis, estilista da Ferracini Calçados, a estação mais quente é sempre um case de sucesso. “Exportamos bastante, mas o Brasil é um país tropical e hoje o mais legal para o consumidor masculino é a composição do look. Apresentamos peças mais finas e elegantes, como o penny loafer, e investimos na camurça, nobuck e couro acabado para atender todas as necessidades do dia a dia do cliente, com diversificação de matérias-primas e solas mais flat e finas. Assim, ele pode usar uma camisa de botão, t-shirt ou polo e se sentir confortável e elegante”, finaliza.

Já a Danper, conhecida pelo estilo casual e clássico, inovou ao lançar chinelos com base em PVC e camada superior de EVA. “Na prática, isso torna nossos modelos mais leves e confortáveis. Acredito que seja uma inovação que vai mudar a percepção da marca, já que apresentamos um produto versátil. Em destaque, os tons de marrom, cor que segue em alta para a moda masculina”, comenta a gestora de marketing Milena Percilia

ARENA DE CONTEÚDO

Quem abriu a programação do espaço foram Luana Lanzini e Luana Savadintzky, sócias-fundadoras do Fashion Directions. Com a palestra “Trend Line: Apostas e Inspirações da Estação”, a dupla de especialistas apresentou o Guia de Compras Inverno 26, disponibilizado pela BFSHOW, e realizou uma imersão nas cores, produtos e inspirações que vão impulsionar as compras dos visitantes da feira para o Outono/Inverno 26 e antecipar o que vem por aí no Verão 26/27.

Na sequência, Eric Chien, Head de Moda, e Gabriela Cleim, gerente de Contas de Moda do TikTok Shop, apresentaram o painel “Do feed à venda: histórias reais de como o conteúdo vende calçados no TikTok Shop”. A plataforma, que começou na Ásia e rapidamente se expandiu para diversos países, registrou um crescimento de mais de dez vezes no número de vendedores ativos mensalmente. Além disso, tornou-se uma das principais ferramentas de busca entre os jovens - uma média de 4 milhões só sobre moda por semana.

Entre os formatos de compra, destacam-se os vídeos curtos, lives, as vitrines de produtos e a “aba loja”, que unificam o funil de vendas em um só lugar. “A tecnologia influenciou profundamente como as pessoas fazem compras. Hoje, conteúdo e  venda se misturam”, destacou Gabriela Cleim. “Na plataforma, os usuários estão mais propensos a serem os primeiros a conhecer novos produtos e tendências, pois concluem toda a jornada de compra dentro do próprio aplicativo”, complementou Eric Chein.

O painel contou ainda com a participação de Mariana Santos, Head de Estilo e Fashion Buyer da Lumiss; e Rubem Xavier, CEO e fundador do Armazém dos Chinelos. Eles compartilharam suas experiências como marcas brasileiras presentes na plataforma e entenderam que o segredo está em tornar a experiência de compra do consumidor em algo divertido. Rubem ressaltou o impacto da viralização nas operações: “De um dia para o outro, você pode ter 4 mil pedidos a mais para entregar. O segredo é ter bons parceiros e fornecedores para acompanhar o ritmo.” Já Mariana enfatizou o valor da autenticidade: “Um vídeo vende mais do que uma foto perfeita. O consumidor quer ver o real, quer fazer parte da comunidade”.

No segundo dia de palestras, a Steal The Look, uma das maiores plataformas de conteúdo de moda comprável do país, apresentou o painel “Como inspirar, conectar e vender através do conteúdo”. Laís Miranda, Coordenadora de Pessoas e Educação da marca, mostrou como o conteúdo é o principal elo entre inspiração e conversão. Segundo ela, 83% dos usuários do TikTok já compraram algo que descobriram na plataforma, e 87% do Instagram tomam alguma ação após ver um conteúdo de moda.

Para o setor calçadista, o potencial é ainda maior: a taxa média de conversão no e-commerce de sapatos é superior à de segmentos como beleza e games. “Nós lemos os movimentos do mercado e traduzimos para nossas leitoras de uma maneira didática e rápida, e dessa forma percebemos que o conteúdo é o que faz uma marca ser lembrada antes da compra e escolhida no momento dela”, reforçou Miranda, que destacou a importância de unir storytelling e análise de tendências em tempo real.

De acordo com a especialista, entre as apostas de tendências monitoradas para o Outono/Inverno 2026 estão: o animal print de vaquinha, os tons berry, os clássicos revisitados (como blazers, scarpins e mocassins) e os marrons terrosos que continuam em alta.

O poder da presença

Encerrando a programação, Ricardo Prado, mentor de representantes e fundador da R8 Educação, apresentou a palestra “O elo que move o mercado: como alinhar indústria, representantes e varejo para transformar relacionamentos em resultados”.

Com uma trajetória de décadas no setor, Prado destacou o papel do representante comercial como elo vital entre indústria e varejo, e alertou sobre o risco da desconexão física em um mercado cada vez mais digitalizado.

“O varejo está sobrecarregado por novas plataformas e tendências. A tecnologia não substitui o representante, apenas transforma sua função. Quem ainda trabalha como em 2019 está ficando para trás, o diferencial agora é saber utilizar do tempo que ganhamos a nosso favor e não dispensar o contato direto com o cliente”, afirmou. Para o mentor, o futuro do setor necessita de uma liderança comercial clara, integração tecnológica real e formação de parcerias estratégicas. “Quando indústria, representante e varejo crescem juntos, o mercado explode”, concluiu.

Além de promover lançamentos e tendências, a BFSHOW – realizada pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) em parceria com a NürnbergMesse Brasil –  reforça seu papel como plataforma completa de negócios, onde fabricantes, distribuidores e importadores encontram soluções imediatas para abastecer o comércio.

E já anotem na agenda a 6ª edição da BFSHOW  de 18 a 20 de maio de 2026 em São Paulo/SP no Distrito Anhembi

da redação

ARTIGO - Eleição de 2026 é oportunidade para elevar o debate nacional

worldfashion • 12/11/25, 16:12

Por Fernando Valente Pimentel*

Daqui a 12 meses, o Brasil definirá não apenas o governo de 2027 a 2030, mas também e talvez sobretudo, os rumos que pretende seguir diante de um mundo em profunda transformação. As eleições do próximo ano terão papel decisivo em estabelecer que tipo de país desejamos construir: mais produtivo, competitivo e inclusivo, ou preso às amarras da polarização e do baixo crescimento.

Nos últimos anos, o debate público tem sido capturado por uma lógica de confronto não construtivo para os objetivos de crescimento sustentado e desenvolvimento. Essa dinâmica empobrece a política e ofusca discussões essenciais sobre o futuro, como a modernização do Estado, a eficiência dos serviços públicos, a competitividade das empresas e os investimentos prioritários em educação, saúde, saneamento básico, segurança pública, inclusão social, infraestrutura, transição energética e meio ambiente.

Entretanto, pesquisa recém-divulgada pela More in Common, em parceria com a Quaest, publicada em 14 de outubro pelo Estadão, oferece um alento. Revela que a sociedade brasileira é muito mais diversa e matizada do que a caricatura de “duas torcidas” opostas. O levantamento identifica grupos como os progressistas militantes (5%), desengajados (14%), cautelosos (27%), conservadores tradicionais (21%) e patriotas indignados (6%). Em outras palavras, há numerosos cidadãos que não se encaixam na polarização e estão abertos ao diálogo e à construção coletiva de soluções.

Esse grupo intermediário e moderado, possivelmente majoritário, pode delimitar o espaço decisivo para o avanço do Brasil. É nele que se encontram os brasileiros interessados em discutir propostas concretas para que o País supere a chamada síndrome do rendimento médio e conquiste uma trajetória de desenvolvimento sustentável e próspero.

O êxito nesses objetivos implica adotar uma agenda de competitividade sistêmica, que fortaleça as empresas nacionais para competir globalmente com qualidade e inovação. Pressupõe, também, governos eficientes, que entreguem serviços compatíveis com os impostos pagos, e investimentos estruturantes nas prioridades que apontei anteriormente.

Mais do que isso, é hora de subir o nível do debate público. O Brasil precisa de metas objetivas e transparentes, indicadores claros e de fácil compreensão pela sociedade e candidatos comprometidos com resultados mensuráveis. Preservar a democracia liberal, o livre mercado e uma política social vigorosa financiada pelo crescimento econômico e humano é o caminho para equilibrar eficiência e inclusão.

O País tem evoluído e dispõe de oportunidades extraordinárias. Porém, só as aproveitará plenamente se for capaz de romper a bolha da polarização e reencontrar a via do diálogo e da razão.

*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

JBS COUROS - INOVAÇÃO RESÍDUO INDUSTRIAL

worldfashion • 07/11/25, 10:16

A JBS Couros, líder global no segmento, anualmente com milhões de peles sendo processadas nas 21 unidades industriais da empresa, distribuídas nos quatro continentes. Posiciona a Companhia como uma das maiores produtoras do material no mundo.

A empresa redefiniu o conceito de resíduo industrial ao transformar o farelo de rebaixe, resultante do processo de rebaixamento do couro, a partir do qual chega-se à espessura ideal da peça, em fonte de receita, e passou a exportar mensalmente 550 toneladas do material de três das suas quatro fábricas (Itumbiara, Uberlândia e Lins) para a Itália, onde o farelo é utilizado como matéria-prima na produção de fertilizantes, transformando resíduo em receita.

Com isso, os artigos da empresa já registraram uma redução média de 15% nas emissões de carbono, chegando em até 25% em alguns casos. “Esse projeto mostra que cada elo da cadeia pode gerar valor. Transformamos desafios em oportunidades. Com inovação e foco, comprovamos que é possível ser sustentável, rentável e eficiente ao mesmo tempo.”, afirma Guilherme Motta, presidente da JBS Couros.

Essa inovação é parte de uma estratégia mais ampla de aproveitamento total da matéria-prima pela JBS Couros. Lançado em 2019,o “Kind Leather” é outro pilar dessa visão. A tecnologia otimiza o uso da pele desde o início, removendo as partes de menor aproveitamento antes do curtimento, transformando o que antes seria resíduo em coproduto para outras indústrias. A abordagem aumenta o rendimento do couro e reduz de forma significativa o consumo de água, de energia e de resíduos sólidos.

Com um sistema de produção que contempla um manuseio minucioso em cada etapa, os clientes têm acesso a um produto de alto valor agregado. “Nosso papel é completar o ciclo da cadeia de valor da pecuária, transformando um subproduto em um material de alta qualidade”, pontua Motta. “Atendemos setores com padrões rigorosos, que demandam não apenas excelência no produto final, mas também uma garantia de origem e de processo produtivo responsável”, complementa.

Toque italiano na vanguarda

Na Itália, a Companhia mantém a Conceria Priante, referência mundial em design, maquinário e tecnologias mais modernas para produção do couro. Além de produzir artigos de alto padrão, a unidade funciona como um laboratório de tendências, onde são desenvolvidos acabamentos, cores e texturas que chegam a marcas internacionais de renome. “A proximidade com os maiores polos de design do mundo nos permite antecipar demandas e criar soluções que influenciam todo o setor”, comenta o executivo.

Ao integrar tecnologia, sustentabilidade e controle de ponta a ponta, a JBS Couros requalifica a percepção sobre o processamento das peles: de um simples subproduto a um ativo belo, durável e confortável, sempre inovando ao trazer soluções em economia circular e aumento da eficiência da cadeia produtiva.

Sobre: A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável.

da redação com informações da FSB Assessoria