GRUPO MORENA ROSA

worldfashion • 08/08/26, 14:27

Com o uso de inteligência artificial o Grupo Morena Rosa reduz em até 50% o tempo de desenvolvimento das coleções, a tecnologia é utilizada para otimizar o encaixe de tecidos, prever demandas e aprimorar o planejamento da produção, reduzindo desperdícios, custos e acelerando o desenvolvimento de produtos na indústria da moda.

A inteligência artificial já deixou de ser uma ferramenta restrita ao marketing e ao atendimento ao cliente para ganhar espaço em uma das áreas mais estratégicas da indústria da moda: a produção.

Em um setor em que pequenos ganhos de eficiência representam milhões de reais em economia, empresas têm recorrido à tecnologia para reduzir desperdícios, otimizar o uso de matéria-prima e tornar a operação mais competitiva.

Seguindo essa tendência, o Grupo Morena Rosa, uma das maiores companhias de moda feminina do país, investiu R$ 5 milhões em inteligência artificial somente no último ano, ampliando o uso da tecnologia em diferentes etapas da cadeia produtiva. As novas soluções passaram a fortalecer processos como planejamento de produção, previsão de demanda e otimização do encaixe dos moldes nos tecidos, etapa responsável por definir a melhor disposição das peças antes do corte, reduzindo sobras de matéria-prima.

O investimento recente se soma a uma jornada de transformação digital iniciada há vários anos.

O Grupo Morena Rosa mantém uma parceria de longa data com a Audaces para digitalizar o desenvolvimento das coleções e integrar áreas como estilo, modelagem e engenharia de produto. Ao longo dessa evolução, a companhia aperfeiçoou continuamente seus processos, incorporando novas tecnologias para tornar o desenvolvimento de produtos mais ágil, integrado e eficiente.

Os resultados alcançados fizeram com que a experiência do Grupo Morena Rosa passasse a ser apresentada como case de aplicação de tecnologia para outras empresas da indústria da moda.

Além de aumentar a eficiência operacional, a iniciativa contribui diretamente para a redução de custos industriais e para uma produção mais sustentável, uma vez que diminui o descarte de tecidos e melhora o aproveitamento dos insumos utilizados na fabricação das coleções.

Segundo Lucas Franzato, CEO do Grupo Morena Rosa, o uso da inteligência artificial vem mudando a forma como a empresa toma decisões ao longo de toda a operação. “A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma ferramenta de gestão. Hoje conseguimos analisar um volume muito maior de informações em poucos minutos, prever cenários com mais precisão e identificar oportunidades de melhoria que seriam praticamente impossíveis apenas com análises manuais. Isso nos permite produzir de forma mais eficiente, reduzir desperdícios e utilizar melhor cada metro de tecido, gerando ganhos financeiros e ambientais ao mesmo tempo.”

A IA também auxilia a companhia na previsão de demanda, cruzando históricos de vendas, comportamento do consumidor, sazonalidade e desempenho de coleções anteriores para orientar decisões de produção. Com previsões mais assertivas, a empresa reduz riscos de superprodução ou falta de produtos, equilibrando estoques e evitando desperdícios ao longo da cadeia.

Outro avanço está no planejamento industrial. Com apoio da inteligência artificial, é possível simular diferentes cenários de produção, distribuir melhor a capacidade das fábricas e identificar gargalos antes que impactem prazos ou custos operacionais.

Como resultado da evolução contínua dessa estratégia de transformação digital, fortalecida pelo investimento realizado no último ano, os ganhos já aparecem em diferentes indicadores da operação. Com a integração das soluções de inteligência artificial ao desenvolvimento das coleções, o Grupo reduziu em até 50% o tempo necessário para desenvolver uma coleção. A redução do ciclo permite incorporar tendências mais recentes às coleções, acelerar a chegada dos produtos ao mercado e ampliar a capacidade de resposta às mudanças no comportamento do consumidor.

O ganho adicional expressivo foi a redução de cerca de 60% no retrabalho durante o desenvolvimento das coleções. Com acesso antecipado às informações técnicas, simulações das peças e estimativas de custos antes mesmo da confecção dos pilotos, as equipes conseguem identificar ajustes de forma preventiva, diminuindo significativamente a necessidade de refações. A mudança também reduziu custos com pilotos, gerou economia de matéria-prima, energia e papel e tornou todo o processo de desenvolvimento mais sustentável.

Para Franzato, o diferencial está em utilizar a tecnologia como suporte à tomada de decisão, sem substituir o conhecimento humano. “A inteligência artificial vai muito além da automação. Ela nos permite antecipar decisões, validar informações antes da produção física e evitar desperdícios em toda a cadeia. O resultado é uma operação mais ágil, com menor custo, mais sustentabilidade e coleções que chegam ao mercado muito mais alinhadas às tendências.”

Além dos ganhos operacionais, o investimento faz parte da estratégia de transformação digital do Grupo Morena Rosa, que vem ampliando continuamente o uso de tecnologia para tornar seus processos mais ágeis, sustentáveis e preparados para acompanhar as constantes mudanças do mercado de moda. Com a digitalização dos processos e a integração das equipes em uma única plataforma, a companhia também ganhou agilidade na comunicação entre diferentes áreas e unidades, tornando o desenvolvimento das coleções mais colaborativo, preciso e eficiente.

Sobre o Grupo Morena Rosa - Fundado em Cianorte (PR), um dos principais polos têxteis do Brasil, o Grupo Morena Rosa é uma das maiores plataformas de moda feminina do país, reunindo as marcas Morena Rosa, Maria.Valentina, Zinco, Lebôh e Iódice. Com mais de 33 anos de atuação, produção 100% nacional e mais de 1 milhão de peças fabricadas anualmente, a companhia opera por meio de uma estratégia multicanal que integra franquias, lojas próprias, e-commerce, exportação e uma ampla rede de varejistas multimarcas. A força de suas marcas também é reconhecida internacionalmente: a Morena Rosa Beach foi eleita a 2ª melhor marca de moda praia do mundo em levantamento da revista Time em parceria com a Statista, enquanto a Morena Rosa foi apontada pelo prêmio Best Brands To Sell como a melhor marca para vender no varejo de moda brasileiro.

da redação com informações da JN Assessoria de Comunicação

VAREJO - RENNER

worldfashion • 07/08/26, 15:59

A Lojas Renner S.A. encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 397,3 milhões, desempenho que representa, em (*) base comparável, um crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025. No primeiro semestre, o lucro líquido contábil somou R$ 607,2 milhões, com alta de 13,2%, em base comparável, enquanto o retorno sobre o capital investido (ROIC) dos últimos 12 meses chegou a 15,1%, com avanço, também em base comparável, de 1,9 ponto percentual.

“Os resultados do trimestre refletem a resiliência e a capacidade de execução da companhia. Mesmo em um trimestre com impacto no fluxo em lojas físicas decorrentes da Copa do Mundo e uma base comparativa robusta, alcançamos níveis recordes de margem bruta, avançamos em nossa jornada digital, ampliando nossa conexão com os clientes, e seguimos entregando rentabilidade de forma consistente”, afirma Fabio Faccio, CEO da Lojas Renner S.A.

No período, o canal digital cresceu dois dígitos, com alta de 13,1% no volume bruto de mercadorias (GMV). O valor alcançou R$ 837,6 milhões, com participação de 16,9% sobre as vendas totais, e com rentabilidade também superior. Em um trimestre com redução do fluxo nas lojas físicas durante a Copa do Mundo, as plataformas digitais ajudaram a capturar a demanda online por meio de ações comerciais e de relacionamento com os clientes nos dias de jogos. Além disto, a taxa de conversão cresceu 19,7%, impulsionada por melhorias na experiência de compra, como a expansão da funcionalidade de busca por imagem e produtos similares no aplicativo da Renner. Esse desempenho reforça a relevância da proposta omnicanal da Lojas Renner S.A. e a capacidade de se conectar com os consumidores em diferentes momentos da jornada de compra.

As margens brutas de varejo e de vestuário alcançaram recordes para um segundo trimestre de 57,5% e 58,7%, respectivamente, que resultou em crescimento de 1,8% do lucro bruto. A evolução foi impulsionada pela melhor gestão de estoques, maior participação das vendas a preço cheio e câmbio favorável, o que evidencia a capacidade da companhia de capturar ganhos de eficiência do modelo operacional. Ao mesmo tempo, a disciplina na gestão das despesas operacionais, que cresceram apenas 1,5%, permitiu o crescimento de 2,3% no EBITDA de varejo para R$ 791 milhões.

A receita líquida de varejo atingiu R$ 3,689 bilhões, com aumento de 1,1% sobre uma base elevada de comparação. Considerando apenas a receita de vestuário, a alta alcançou 2,5%, para R$ 3,345 bilhões. Ao longo do trimestre, a Lojas Renner S.A. avançou em importantes frentes comerciais e de fortalecimento de marca. Em Renner, por exemplo, a campanha de Dia das Mães elevou as vendas do período para patamares recordes, enquanto as colabs com o tema Brasilcore ampliaram o engajamento durante a Copa. Além disso, a Renner expandiu seu portfólio de marca própria na categoria de beleza com o lançamento da linha de perfumes Alchemia, reforçando sua capacidade de criação, diferenciação e geração de valor para os clientes.

Investimentos aceleram expansão da rede

Os investimentos totalizaram R$ 167 milhões no segundo trimestre, alta de 0,7% em relação ao ano anterior, com destaque para os recursos direcionados a novas lojas, que aumentaram de R$ 14,3 milhões para R$ 50,4 milhões no 2T26. Entre abril e junho, foram inauguradas 14 unidades, sendo duas da marca Renner, 3 da Camicado e 9 da Youcom. Já no semestre foram abertas 16 unidades, sendo três da Renner, três da Camicado e dez da Youcom, e os investimentos cresceram 20% versus o ano anterior, atingindo R$ R$ 273,1 milhões.

Além disto, no primeiro semestre, sete lojas de grande porte da Renner foram reformadas e modernizadas, duas das quais entrarão em operação no terceiro trimestre, nos shoppings Eldorado (SP) e na Tijuca (RJ). Também foram reformadas e já reabertas as lojas da Youcom no shopping Iguatemi, de Porto Alegre, e da Camicado no shopping Morumbi (SP).

Mesmo com esta expansão e um cenário pressionado pela inflação, a companhia manteve disciplina na gestão das despesas operacionais graças a iniciativas de eficiência, revisão de processos e ganhos de produtividade. Para todo o ano, a previsão de investimentos é de R$ 1,05 bilhão, incluindo de 50 a 60 inaugurações, sendo 22 a 30 lojas Renner, 23 a 25 Youcom e cerca de cinco Camicado, em linha com a meta de alcançar, até 2030, de 570 a 600 unidades Renner, preferencialmente em novas cidades de até 100 mil habitantes, e de 260 a 290 unidades da Youcom.

“Avançamos na execução da nossa estratégia de longo prazo apoiados nas iniciativas estruturais que sustentam nossas ambições para 2030: expansão de lojas, aumento da produtividade omni e crescimento do digital. O desempenho médio das lojas inauguradas neste ano e nos últimos anos está acima das nossas expectativas, reforçando a confiança no plano de expansão”, acrescenta Fabio Faccio.

Primeiro semestre combina crescimento, margem recorde e avanço digital

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a receita líquida de varejo da Lojas Renner S.A. cresceu 2,5% em comparação com o mesmo período de 2025, para R$ 6,565 bilhões, e a receita de vestuário avançou 3,6%, para R$ 5,909 bilhões. Já o GMV digital aumentou 10,6%, para R$ 1,464 bilhão com participação de 16,8%, ao mesmo tempo em que as margens brutas de varejo e de vestuário também atingiram os recordes para o período, de 57,1% e 58,4%, respectivamente.

O EBITDA de varejo somou R$ 1,278 bilhão no semestre, com alta de 9,5%, enquanto a margem avançou 1,3 ponto percentual, para 19,5%. O lucro por ação aumentou 11% e a companhia destinou R$ 750 milhões aos acionistas por meio de juros sobre capital próprio e recompra de ações, como parte da estratégia de equilibrar investimentos, expansão e remuneração do capital.

Guidance revisado

O guidance de receita para 2026, de 9% a 13%, previa um primeiro semestre mais desafiador e aceleração no segundo, apoiada em novas lojas e reinaugurações. Diante do desempenho de vendas abaixo do esperado no 2T26 e de uma conjuntura macroeconômica e competitiva mais desafiadora, a companhia revisou a projeção de 9% a 13% para 4% a 8%. A revisão da projeção de receita líquida para 2026 reflete a atualização das expectativas de curto prazo, sem alterar a estratégia do negócio. Todas as demais métricas permanecem inalteradas.

(*) A comparação exclui efeitos extraordinários líquidos de tributos, entre eles o benefício de R$ 50 milhões decorrentes da alteração dos critérios da baixa de ativos vencidos na Realize no ano passado após a entrada em vigor da resolução 4.966 do Banco Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional.

Sobre a Lojas Renner S.A. - Constituída em 1965, a Lojas Renner S.A. abriu capital em 1967 e, em 2005, tornou-se a primeira corporação brasileira com 100% das ações negociadas na bolsa de valores. A companhia também integra o Novo Mercado, o mais elevado nível de governança corporativa da B3.  Seu ecossistema de moda e lifestyle é composto por marcas que atendem diferentes perfis e necessidades: Renner, líder nacional que oferece itens de moda para todos os estilos; Camicado, referência em casa e decoração; Youcom, especializada em moda jovem; e Ashua Curve & Plus Size, dedicada a roupas femininas nos tamanhos 42 a 58. A estrutura da Lojas Renner S.A. inclui ainda a Realize CFI, que apoia a operação de varejo com serviços financeiros, e a Uello Tecnologia, logtech nativa digital voltada para soluções de entregas urbanas. A companhia está presente nos canais digitais e em mais de 720 lojas físicas, com atuação em todos os estados brasileiros, além da Argentina e do Uruguai. Reconhecida por sua jornada de sustentabilidade, a Lojas Renner S.A. mantém compromissos públicos para promover uma moda cada vez mais responsável.

da redação com informações da FSB Comunicação

VAREJO - RIACHUELO

worldfashion • 07/08/26, 14:58

O grupo  Riachuelo (B3: RIAA3), que reúne as marcas Riachuelo, Casa Riachuelo, Carter’s e Midway financeira, divulgou na quarta-feira, 05 de agosto, os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26).

Mantendo a trajetória consistente de evolução dos resultados ao longo do primeiro semestre, a companhia reforça os avanços obtidos em sua estratégia de transformação e consolida um modelo operacional cada vez mais eficiente e integrado. No período, registrou lucro líquido recorde de R$168 milhões, o maior já alcançado para um segundo trimestre, sustentado pelo fortalecimento da operação de moda, pela evolução consistente dos Serviços Financeiros e pela disciplina na alocação de capital.

O principal destaque do trimestre foi a evolução de Vestuário, combinando crescimento das vendas e expansão da rentabilidade. O Same Store Sales (SSS) da categoria avançou 7,8%, alcançando o 12º trimestre consecutivo de crescimento, mesmo com a forte base de comparação de 15,8% do 2T25. A margem bruta atingiu 59,2%, recorde para um segundo trimestre e o 11º trimestre seguido de expansão. O desempenho impulsionou o EBITDA de Mercadorias para R$342 milhões, alta de 14,7% na comparação anual e resultado recorde para um segundo trimestre, com margem EBITDA de Mercadorias de 17,0%, a maior dos últimos 11 anos.

A Midway manteve sua estratégia de crescimento com disciplina na concessão de crédito e foco na qualidade da carteira. A receita bruta cresceu 7,0% e o EBITDA atingiu R$119 milhões, alta de 7,2% em relação ao segundo trimestre de 2025, sustentado pela expansão da carteira e pela manutenção de indicadores de risco em níveis controlados.

Esse desempenho se refletiu diretamente nos resultados consolidados da companhia. O EBITDA consolidado atingiu R$461 milhões, crescimento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2025. A margem EBITDA ajustada alcançou 17,1%, o maior patamar para um segundo trimestre dos últimos 12 anos, refletindo ganhos contínuos de eficiência operacional e maior captura de valor ao longo da operação. O lucro líquido atingiu R$168 milhões, crescimento de 36,2% em relação ao 2T25 e maior patamar histórico para o período.

“Os resultados mostram a força dos nossos core business e a consistência da estratégia que temos executado. Conseguimos combinar crescimento das vendas, expansão das margens e um lucro recorde para um segundo trimestre, ao mesmo tempo em que seguimos investindo na marca, na experiência dos clientes e na evolução da nossa operação. Esse equilíbrio é o que sustenta nosso crescimento e nos dá confiança para continuar avançando ao longo do segundo semestre”, afirma André Farber, CEO da Riachuelo.

Nova fase de expansão e evolução da experiência

O desempenho também é sustentado pelos investimentos contínuos na evolução da experiência do consumidor e na expansão da rede. A companhia entra em uma nova fase de crescimento com a conclusão da transformação da unidade do ParkShopping Barigui, em Curitiba, que passa a ser a primeira loja full da Riachuelo no conceito Incrivelmente Brasil.

O novo conceito ganhará tração ao longo do segundo semestre, reforçando o fortalecimento da marca na jornada do cliente e impulsionando a produtividade da rede. Como parte desse movimento, a companhia prevê entre 15 e 20 inaugurações e reformas até o fim do ano, acelerando a modernização de lojas estratégicas e ampliando a consistência da experiência oferecida aos consumidores.

“Seguimos entregando evolução consistente dos indicadores financeiros, combinando crescimento das vendas e expansão da rentabilidade com disciplina na gestão de despesas e na alocação de capital. O avanço contínuo da eficiência operacional e o rigor financeiro fortalecem nossa capacidade de sustentar o crescimento e gerar valor para os acionistas no longo prazo”, comenta Miguel Cafruni, CFO da companhia.

Com os resultados do 2T26, a Riachuelo consolida um primeiro semestre marcado pela combinação entre crescimento, rentabilidade e disciplina na execução. A evolução dos indicadores financeiros, aliada aos investimentos em produto, experiência e marca, reforça a estratégia da companhia de gerar valor sustentável no longo prazo.

Sobre a Riachuelo - Do fio à vitrine, há 78 anos a Riachuelo promove ativamente a democratização da moda e a geração de impacto positivo, destacando-se pela sua capacidade de inovação, dinamismo e agilidade, entregando coleções e produtos para todos os estilos. São mais de 440 lojas próprias e 33 mil funcionários – cerca de metade deles na região Nordeste do Brasil, berço da marca. Como parte do Grupo Guararapes, que contempla, ainda, o maior parque fabril da América Latina, além das marcas Casa Riachuelo e Carters, a financeira Midway e dois teatros Riachuelo, na capital potiguar e no Rio de Janeiro, a rede é uma das principais referências do setor e é reconhecida como uma das maiores empresas de moda do Brasil.

da redação com Informações à Imprensa da Loures Consultoria

BFSHOW - Brazilian Footwear Show

worldfashion • 06/08/26, 10:41

A BFSHOW criou um programa de engajamento entre representante com seus clientes, no regulamento do Programa Embaixador, cada representante comercial recebe um código exclusivo para compartilhar com seus clientes e parceiros lojistas. Os profissionais que mais incentivarem o credenciamento antecipado conquistam um lugar de destaque, além de hospedagem exclusiva no Holliday Inn durante a BFSHOW e a indicação de dois compradores nacionais para o Programa Comprador - convidados com passagens aéreas ou hospedagens pagas pela promotora.

Na primeira edição da iniciativa, realizada em maio passado, foram cinco vencedores REGIÃO NORTE: Edson Fabricio REGIÃO NORDESTE: Edvaldo Israel das Virgens REGIÃO CENTRO-OESTE: Marcelo Rocha REGIÃO SUDESTE: João Elias Souza e REGIÃO SUL: Carlos Monteiro.

“O Programa tem como objetivo principal gerar oportunidades de negócios para os expositores da feira”, ressalta Letícia Sperb Masselli, gerente de Relacionamento e Negócios da ABICALÇADOS - Associação Brasileira das Indústrias de Calçados.

Felipe Marchioni, head da NürnbergMesse Brasil (NMB) organizadora da feira,  destaca que a iniciativa reconhece e também estimula o engajamento dos representantes comerciais, “elos fundamentais na engrenagem da indústria calçadista”. Considerada a maior vitrine do calçado brasileiro no mundo, a BFSHOW é o ponto de encontro para a indústria de calçados e compradores nacionais e internacionais. A 7ª edição da feira deve contar com cerca de 330 marcas brasileiras e receber, nos seus três dias, mais de 10,5 mil compradores, sendo mais de mil deles estrangeiros de 50 países.

O que dizem os embaixadores

Destaque do Programa realizado em maio, com hospedagem e indicações de compradores garantidas na edição de novembro de 2026, o representante comercial da Pegada no Nordeste, Edvaldo Israel das Virgens, ressalta o papel da BFSHOW para a cadeia calçadista. “A BFSHOW é hoje um dos eventos mais importantes da indústria calçadista brasileira no mundo, reunindo fabricantes, representantes e compradores do Brasil e do exterior. Para nós, representantes, a feira é fundamental para fortalecer relacionamentos, apresentar novas coleções, ampliar oportunidades de negócios e aproximar ainda mais a indústria do varejo, contribuindo para o crescimento do setor”, avalia. O representante indicou compradores da Rede Nacional João e da Rede Econis.

Para João Elias de Souza, representante da Giulia Domna vencedor na região Sudeste, a feira é “indispensável” para a categoria. “É o momento em que grandes negócios se concretizam, tendências se confirmam e parcerias se fortalecem”, diz. Para a edição de novembro, Souza indicou compradores da Loja Carla Medola Style e Loja Capricho.

Representante das marcas Ferracini e Tchocco no Centro-Oeste, Marcelo Rocha destaca a importância da BFSHOW para toda a cadeia produtiva do calçado, do industrial ao lojista e, claro, passando pela representação. “O representante, cada vez mais, precisa apoiar o lojista nas suas compras, de forma a fazer com que sejam mais assertivas. A BFSHOW tem esse papel, pois além de negócios, nos fornece informações muito importantes sobre tendências. É o ponto de encontro do setor e onde o lojista deve estar”, comenta. Para a edição de novembro, Rocha indicou compradores da Rede Flávio’s e Ducal Calçados.

Ganhador da iniciativa na Região Norte, o representante comercial Edson Fabricio, da marca Pegada, ressalta o fato de que a BFSHOW é o ambiente ideal para fortalecer relacionamentos, apresentar lançamentos e gerar negócios. “Como representante, vejo a feira como uma oportunidade única de aproximar ainda mais as marcas dos clientes, entender as necessidades do mercado e contribuir para o crescimento da indústria calçadista brasileira. Participo da BFSHOW desde a sua primeira edição, em 2023, e, a cada ano, percebo o quanto ela vem se consolidando como referência para o nosso segmento”, avalia. Para a edição de novembro, o profissional indicou compradores das redes Monte Sinai e Pé de Ouro.

Representando a marca Grendene, Carlos Monteiro foi o representante comercial destacado na Região Sul. “A BFSHOW é muito importante para nós, pois nos permite apresentar aos lojistas os principais lançamentos, além de receber, in loco, feedbacks dos clientes”, diz. Para a edição de novembro, Monteiro indicou a Tureta Calçados e a Elros Ki Barato.

Mais informações e inscrições no Programa Embaixadores BFSHOW no e-mail: bfshow@nm-brasil.com.br.

SERVIÇO

7ª BFSHOW

Data: 10 a 12 de novembro de 2026, terça-feira a quinta-feira

Local: Distrito Anhembi, em São Paulo/SP

Mais informações: www.bfshow.com.br.

da redação com informações do assessor de imprensa Diego Rosinha

GESTÃO DA PRODUTIVIDADE TÊXTIL

worldfashion • 05/08/26, 16:30

A gestão só baseada em indicadores pressupõe saber quais indicadores olhar, e é nisso que boa parte das indústrias do segmento ainda erra o alvo. “Não basta acompanhar o volume produzido ou o faturamento no fim do mês, é preciso decompor a operação em métricas que mostrem, com precisão, onde está o gargalo” afirma Fábio Kreutzfeld, CEO da Delta Máquinas Têxteis, de Pomerode (SC). Especialistas como ele apontam ao menos oito indicadores como indispensáveis para esse diagnóstico: produtividade, qualidade, capacidade produtiva, lucratividade, margem de contribuição, depreciação de ativos, desempenho da cadeia de suprimentos e indicadores ambientais.

Produtividade e capacidade produtiva formam o par mais citado, mas também o mais mal interpretado. “Produtividade mede quanto se produz em relação ao tempo e aos recursos empregados, já a capacidade mostra o limite da estrutura instalada, ou seja, quanto a fábrica poderia produzir se operasse no seu potencial máximo. A distância entre os dois números costuma ser o primeiro sinal de ineficiência. Uma fábrica com capacidade alta e produtividade baixa não tem problema de máquinas, mas sim de processos”, explica.

A qualidade, por sua vez, deixou de ser avaliada só pelo resultado final. O indicador mais relevante hoje é a taxa de refugo e retrabalho, porque cada peça reprocessada consome tempo, insumos e energia que já haviam sido contabilizados como custo de produção. Fábricas que registram esse dado de forma contínua, e não por amostragem no fim do lote, têm uma leitura mais confiável.

Já lucratividade, margem de contribuição e depreciação de ativos compõem o retrato financeiro da operação. “Lucratividade mostra o resultado líquido do negócio; margem de contribuição isola quanto cada produto efetivamente contribui para cobrir custos fixos e gerar lucro, revelando quais linhas sustentam a empresa e quais apenas ocupam capacidade produtiva; e a depreciação de ativos indica o desgaste do parque fabril e orienta a decisão sobre quando investir em reposição”, explica Fábio, lembrando que, atrasar essa leitura, por exemplo, significa operar com equipamento em queda de rendimento sem perceber.

Cadeia de suprimentos e indicadores ambientais fecham o conjunto e ganham peso crescente diante das exigências de rastreabilidade. Saber a origem da matéria-prima, o tempo de giro de estoque e o consumo de água e energia por lote produzido se tornou critério de habilitação comercial no mercado.

Esse conjunto de indicadores só ganha valor prático quando sai da planilha e passa a ser incorporado ao ritmo da produção. É o que a automação embarcada nas máquinas têxteis vem permitindo: sensores e sistemas de visão computacional registram dado a dado no exato momento em que o processo acontece, sem depender de amostragem manual ou de fechamento de lote. Medir indicadores isoladamente ajuda a corrigir a rota, mas medi-los de forma integrada é o que prepara o negócio à antecipação de possíveis problemas.

“Não adianta ter oito indicadores se a fábrica só consegue medir um deles em tempo real. A automação existe justamente para fechar essa lacuna entre o dado e a decisão. Produtividade é também uma questão de informação. A indústria têxtil brasileira sempre soube produzir bem, o que muda agora é a velocidade com que ela consegue enxergar os próprios números”, reforça o CEO da Delta Máquinas.

Sobre: A Delta Máquinas Têxteis foi fundada em 2007, em Pomerode (SC), a Delta Máquinas Têxteis é referência em tecnologia para otimização da produção industrial têxtil, através do desenvolvimento de máquinas, equipamentos e softwares. São mais de 60 produtos em seu portfólio, aplicados aos processos de tecelagem plana, malharia circular, estamparia digital, beneficiamento e confecção. A Delta desenvolve, ainda, projetos de automação customizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. Com foco na indústria 4.0 têxtil e confecção 4.0, alinha automação, gestão de dados e padronização de processos inteligentes. Suas soluções já estão presentes em toda a América, com mais de 300 clientes atendidos.

da redação com informações da Trevo Comunicação

ETIQUETAGEM OBRIGATÓRIA NOS CALÇADOS EM 2027

worldfashion • 31/07/26, 11:01

Na apresentação do webinar, Suély Mühl destacou que o mercado ilegal no Brasil gerou perdas de R$ 473 bilhões em 2025 (contrabando, falsificação, pirataria, fraudes e evasão fiscal), alimentando o crime organizado. No setor calçadista, a Abicalçados estima perdas anuais superiores a R$ 15,8 bilhões (2025).

Com base em dados do BNDES, cada R$ 1 bilhão não produzido na indústria nacional devido à concorrência desleal custa 7,4 mil postos de trabalho. Assim, o comércio ilegal compromete mais de 100 mil empregos diretos no setor, equivalendo a cerca de R$ 3 bilhões em remuneração anual. “A portaria 459, publicada em agosto do ano passado obrigando as empresas calçadistas e varejistas a utilizarem etiquetagens nos seus produtos em acordo com a norma da ABNT - NBR 16679:2018, é uma vitória para a indústria nacional, uma vez que auxilia na mitigação da pirataria e falsificação dos produtos”, avaliou.

A etiquetagem para calçados passa a ser obrigatória no dia 1º de janeiro de 2027 para fabricantes e importadores, e no dia 31 de dezembro de 2027 para o varejo. As sanções vão de multas pesadas à apreensão de mercadorias irregulares.

CÓDIGO GTIN

Danilo Fernandes da GS1 Brasil, falou sobre a obrigatoriedade de que a etiqueta contenha identificação única e de âmbito internacional, demanda atendida pela empresa. Segundo o executivo, essa medida, além de mitigar os desmandos no setor, permite o rastreamento total da mercadoria, auxiliando na gestão de estoques. Segundo ele, o GTIN (Global Trade Item Numbers), desenvolvido pela entidade, é o “CPF” do produto lido por meio de uma numeração global única.  “O GTIN é um identificador único que está por trás de todo o código de barras oficial”, explicou.

A GS1 Brasil é uma entidade sem fins lucrativos responsável por padronizar a identificação de produtos, empresas e locais no Brasil, e com mais de 61 empresas associadas no Brasil, segue os padrões da rede GS1 Global, presente em mais de 150 países e utilizada por milhões de empresas em todo o mundo. Na prática, uma empresa que se associa à GS1 Brasil passa a ter produtos identificáveis em qualquer sistema de varejo, logística ou e-commerce, no Brasil e no exterior, com dados confiáveis e interoperáveis.

Entenda

Em vigência desde o dia 20 de agosto do ano passado, a Portaria 459 do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) tornou obrigatória, no Brasil, a norma regulamentadora da etiquetagem para calçados (NBR 16679:2018). Desde lá, a medida tem suscitado dúvidas de empresas do setor. Entre as informações básicas obrigatórias que devem constar no calçado estão: marca ou razão social/nome fantasia e CNPJ do fabricante, país de origem (em português) e numeração (padrão nacional) de forma permanente no par de calçado; e pictograma (composição predominante do produto) de forma não permanente (pode sair ou ser destacada depois da aquisição) em ao menos um dos pés.

Visando auxiliar no processo de adaptação, a Abicalçados disponibiliza a NBR 16679/2018 (Calçados - Etiqueta de composição), como um benefício exclusivo de associado.

A norma, bem como o atendimento de dúvidas, podem ser solicitadas pelo e-mail: juridico@abicalcados.com.br.

da redação com informações de Diego Rosinha - Assessor de Imprensa

MATÉRIA PRIMA - FIAÇÃO

worldfashion • 30/07/26, 16:11

O setor têxtil brasileiro entrou em 2026 sob pressão crescente dos artigos importados: as compras externas de produtos têxteis e de confecção cresceram cerca de 25% ao longo de 2025, puxadas por itens de menor preço e produção em larga escala, segundo dados da ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.

Esse cenário tem afetado diretamente a competitividade dos fabricantes nacionais, que lidam com custos elevados, volatilidade cambial e menor capacidade produtiva.

A precisão técnica é um dos poucos ativos que a concorrência de preço não consegue replicar com facilidade. Na Incofios, fabricante catarinense de fios de algodão, esse ativo faz parte da rotina, os testes de laboratório aplicados a cada lote produzido, garantindo que o fio entregue hoje tenha o mesmo desempenho de um fio entregue há seis meses.

“Em um mercado onde o preço do importado é o principal argumento de venda, a gente só compete de igual para igual mostrando o que o preço baixo não entrega: consistência lote a lote. É isso que o cliente sente na hora de tecer e tricotar o fio, e é isso que a gente testa todos os dias no laboratório”, afirma o supervisor de qualidade da Incofios, Olívio Vieira da Silva Neto.

Por que o controle de qualidade é decisivo na fiação?

Um fio fora de especificação, seja por variação de título, torção ou baixa resistência, se traduz em problemas concretos na etapa seguinte da cadeia produtiva, como quebras no tear, manchas na malha, retrabalho e perda de produtividade para o cliente. “É por isso que a Incofios estruturou um protocolo de testes que acompanha o fio da fibra bruta ao produto acabado, com verificações realizadas em diferentes pontos do processo de fiação, usando equipamentos e metodologias reconhecidas pela indústria têxtil internacional”, destaca Neto.

O que cada teste avalia

A regularidade avalia a uniformidade do fio ao longo de seu comprimento, identificando variações que possam impactar o desempenho nos processos posteriores. O título verifica se a espessura do fio está dentro das especificações estabelecidas, garantindo consistência e padronização. A resistência, por sua vez, mede a capacidade do fio de suportar esforços mecânicos, assegurando maior segurança e eficiência durante o uso.

Um dos ensaios mais específicos é o de neps: pequenos nós ou emaranhados de fibras que se formam naturalmente durante o processo de fiação e aparecem como pontos irregulares ao longo do fio. Em quantidade acima do aceitável, esses nós comprometem a aparência do tecido ou da malha final, mesmo quando o restante do fio está dentro da especificação. Por isso, o teste mede a frequência com que eles aparecem no fio.

A torção analisa o nível aplicado ao fio, fator essencial para sua estabilidade e comportamento em diferentes aplicações. Já o alongamento avalia a elasticidade do fio e sua capacidade de deformação antes da ruptura, característica importante para processos industriais que exigem flexibilidade do material.

Esses testes acontecem todos os dias nos laboratórios da Incofios, que monitoram constantemente os parâmetros de produção. Esse acompanhamento permite identificar oportunidades de melhoria no processo, corrigir desvios antes que cheguem ao cliente final e sustentar, com dados, a conformidade dos produtos entregues ao mercado. “Não é um teste que a gente faz de vez em quando para atender uma auditoria, é a rotina de todo turno para garantir que o fio está dentro do padrão. Essa é a régua que usamos”, complementa Olívio.

A EMPRESA: - Incofios foi fundada em 2001, em Indaial (SC), a Incofios é uma fabricante brasileira de fios de algodão com cinco unidades produtivas distribuídas entre Santa Catarina e Mato Grosso, capacidade de produção de aproximadamente 1.900 toneladas de fio por mês e cerca de 420 colaboradores. A empresa possui certificações BCI (Better Cotton Initiative) e SouABR, que atestam práticas de rastreabilidade e sustentabilidade na cadeia do algodão.

da redação com informações da Presse Informações

PANORAMA ECONÔMICO DO SETOR TECELAGEM E CONFECÇÃO (T&C)

worldfashion • 23/07/26, 16:05

Foram apresentados pelo Haroldo da Silva - Economista do Sinditêxtil-SP um panorama detalhado do desempenho do setor (T&C), no comércio exterior, na relação com os Estados Unidos, sobre arrecadação do ICMS, competitividade e incentivos fiscais, e alguns fatores que contribuem para a queda da produção em São Paulo e no Brasil.

1 PERFIL E DADOS GERAIS DO SETOR

• O setor T&C emprega 342.000 pessoas diretamente, com faturamento de 61,5 bilhões e 6,5 mil indústrias.

• São Paulo representa 27,8 % do faturamento nacional do setor.

• Em 2024 as exportações somaram US$ 368 milhões e as importações US$ 1,1 bilhão (sem fibra de algodão)

2 DESEMPENHO RECENTE (2025-2026)

• Varejo de vestuário cresceu 0,1% no Brasil e 9% em São Paulo (jan-mai‘26 vs jan-mai‘25)

• Produção têxtil caiu 3,2% no Brasil e 1,4% em São Paulo.

• Produção de vestuário caiu 5,8% no Brasil e 8,3% em São Paulo ( jan-mai’26)

• Importações de vestuário cresceram 54,1% no Brasil e 30,3% em São Paulo.

• Exportações caíram 3,9% no Brasil e 17,1% em São Paulo.

3 COMÉRCIO EXTERIOR

• São Paulo é o principal exportador e segundo maior importador de T&C do país

• Principais produtos exportados: tecidos, confecções, fibras têxteis e fios.

• Principais produtos importados: confecções, filamentos, tecidos e fibras têxteis.

• A balança comercial do setor é deficitária, com aumento das importações e queda das exportações em 2026.

4 RELAÇÃO COM OS ESTADOS UNIDOS

• Em 2025, São Paulo exportou US$ 34,7 milhões em T&C para os Estados Unidos, principalmente vestuário e tecidos técnicos.

• Importou US$ 96,5 milhões com destaques para pastas, filtros e filamentos de poliamida.

• O uso da Seção 301 pelos Estados Unidos pode impactar negativamente as exportações brasileiras.

• Isso aumenta a necessidade de diversificação de mercados e fortalecimento da competitividade do setor em São Paulo.

5 ARRECADAÇÃO DO ICMS

• Arrecadação total do ICMS paulista cresceu de R$ 70,4 bi (2023) para R$ 82,3 bi (2025)

• No setor T&C a arrecadação ficou estável em torno de R$ 1,65 bi (2023 - 2025) com leve queda em 2026

6 COMPETITIVIDADE E INCENTIVOS FISCAIS

• O setor paulista perdeu participação nacional entre 2007 e 2017 mas recuperou parte após incentivos fiscais a partir de 2017

• Emprego: de 30,1% (2007) para 25,9% (2017) subindo para 28,3% (2023)

• Faturamento: de 42,1% (2007) para 29,1% (2017) subindo para 33,2% (2023)

• PIB setorial: 40,7% (2007) para 27,2% (2017) subindo para 30 % (2023)

• O incentivo do crédito presumido de ICMS foi fundamental para reverter perdas e manter a competitividade frente a outros estados especialmente Santa Catarina

• A descontinuidade do incentivo representa risco para, a manutenção do setor em São Paulo

O documento reforça a importância dos incentivos fiscais para a competitividade do setor têxtil paulista e alerta para os desafios externos e internos que podem impactar seu desempenho.

Os fatos que contribuíram para a queda na produção de vestuário no Brasil e em São Paulo em 2026.

1   AUMENTO DAS IMPORTAÇÕES

• As importações de vestuário cresceram 54,1% no Brasil e 30,3% em São Paulo (Jan-Jun/26 vs Jan-Jun/25), pressionando a produção nacional devido à concorrência de produtos estrangeiros, especialmente asiáticos, com custos mais baixos.

2   COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DESIGUAL

• O Setor Nacional enfrenta concorrentes asiáticos (China e Índia) que operam com escala produtiva muito superior, crédito subsidiado, exigências regulatórias menos rigorosas e incentivos governamentais, o que torna difícil competir em termos de preços e volumes.

3   REDUÇÃO DE PRODUÇÕES COMERCIAIS

• A redução de taxas sobre importações (como as “ taxas das blusinhas”) diminui a proteção ao produto nacional, ampliando a entrada de itens importados e afetando negativamente a produção local.

4   CUSTOS DE PRODUÇÃO ELEVADOS

• O setor sofre com o chamado “ Custo Brasil”: altos tributos, energia cara, logística insuficiente e burocracia, o que encarece a produção nacional frente aos importados.

5   ASSIMETRIAS TRIBUTÁRIAS E GUERRA FISCAL

• Persistem diferenças tributárias entre estados brasileiros, e as incertezas sobre a continuidade de incentivos fiscais (como o crédito presumido do ICMS em São Paulo) geram insegurança e podem reduzir a competitividade da indústria local.

6   COMÉRCIO ILEGAL E SONEGAÇÃO

• O comércio ilegal e a sonegação fiscal aumentam a concorrência desleal, prejudicando empresas formais e reduzindo a produção regularizada.

Esses fatores combinados, resultaram em queda de 5,8% na produção de vestuário no Brasil e de 8,3% em São Paulo no período analisado.

Concluindo, o incentivo do crédito presumido de ICMS foi e tem sido fundamental para recuperar a competitividade do setor têxtil paulista frente à Guerra Fiscal entre estados. Esse mecanismo permitiu maior equidade tributária em relação a outros estados, resultando na retomada do crescimento do faturamento do PIB setorial e do emprego em São Paulo após 2017.

A descontinuidade de incentivo representa risco imediato de perda de competitividade, podendo comprometer a manutenção do setor no estado. Portanto, a manutenção de política de incentivo é considerada essencial para preservar a produção, o emprego e a participação paulista no setor têxtil nacional.

da redação

UNIFORMES E MODA PROMOCIONAL

worldfashion • 20/07/26, 14:55

O Grupo Malwee, referência global em moda sustentável, anuncia a criação da Malwee Pro, nova frente de negócios dedicada ao vestuário corporativo, uniformes e moda promocional para empresas. A iniciativa nasce da combinação entre a tradição têxtil do grupo - quase seis décadas de atuação e uma das maiores estruturas industriais da América Latina - e uma demanda de mercado que a companhia avalia como pouco explorada: uniformes com mais qualidade, conforto e atributos de sustentabilidade.

A nova operação em modelo B2B, vai além da produção das peças, que atendem empresas, escolas e organizações que precisam de vestuário corporativo como peças para campanhas, ativações e eventos.

A Malwee Pro atua do briefing à entrega final, em cinco etapas: entendimento da necessidade do cliente, desenvolvimento da solução, definição de produto e personalização, produção com controle de qualidade e,

por fim, logística e entrega.

O portfólio é concentrado em malha e moletom, do público infantil ao adulto, com opções de personalização como estampas, aplicações, bordados, acabamentos especiais, golas diferenciadas e embalagens. As peças também podem incorporar tecnologias como proteção UV, ação antimicrobiana, controle de odor, conforto térmico, repelência a líquidos, efeito antiamassado e acabamento antiviral, além de matérias-primas de menor impacto ambiental.

“O Grupo Malwee sempre foi reconhecido pela qualidade de suas malhas e pelo conforto de suas peças. Com a Malwee Pro, queremos levar essa mesma experiência para o mercado corporativo, oferecendo soluções que atendam às necessidades de cada empresa sem abrir mão da durabilidade, do conforto e do compromisso com a sustentabilidade. É uma evolução natural da marca, que passa a colocar toda a sua capacidade produtiva e seu conhecimento têxtil a serviço desse segmento”, afirma Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee.

O lançamento chega em um momento de recuperação do varejo de vestuário: segundo o IEMI – Inteligência de Mercado, o setor faturou R$ 294,8 bilhões em 2024, alta de 5,8%, com projeção de chegar a R$ 314,9 bilhões em 2025. Já o nicho de roupas profissionais, mais restrito e menos monitorado, faturou R$ 7,8 bilhões em 2023, dado mais recente do instituto para o segmento, crescimento puxado pela busca das empresas por mais tecnologia, personalização e sustentabilidade nos uniformes.

Estrutura já pronta para escalar

O grupo mantém um parque fabril moderno e flexível, capaz de absorver novas demandas aproveitando capacidade ociosa das operações já existentes, o que permitiu lançar a Malwee Pro com agilidade, mesmo sendo uma companhia de grande porte.

Os números do grupo dimensionam essa estrutura: 58 anos de história, 38 milhões de peças produzidas por ano e mais de 18 mil clientes atendidos anualmente, com malha e moletom como principais frentes de especialização. A capilaridade logística permite entregas em todos os municípios do país, um diferencial para contratos corporativos de grande volume e abrangência nacional.

A agenda ESG completa o diferencial: a Malwee utiliza energia elétrica 100% renovável e confecciona 86% do portfólio com matérias-primas ou processos industriais sustentáveis, atributos que, segundo o grupo, ajudam clientes corporativos a alinhar suas vestimentas profissionais às próprias práticas de ESG.

Um mercado bilionário e ainda fragmentado

Para o Grupo Malwee, o mercado de uniformes profissionais é um segmento de alto potencial e ainda pouco explorado por players com escala industrial verticalizada. A estratégia da Malwee Pro se apoia em três frentes: usar o know-how industrial e a força logística do grupo para elevar o padrão do segmento de uniformização no país; consolidar a marca como referência em soluções corporativas para grandes empresas, com foco em durabilidade, conforto e sustentabilidade; e buscar uma curva de crescimento acelerada nos primeiros anos, impulsionada por contratos de grande volume com o setor corporativo.

O foco inicial de prospecção está em grandes corporações dos setores de serviços, varejo, indústria e logística.

“Mais do que uma nova linha de produtos, a meta é transformar e fortalecer o mercado profissional, levando inovação e credibilidade para a vestimenta corporativa”, finaliza Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee.

Sobre o Grupo Malwee: Fundado em 1968, o Grupo Malwee é uma das principais empresas de moda do Brasil. Proprietário das marcas Malwee, Malwee Kids, Enfim e Carinhoso, o grupo se destaca pelo pioneirismo em sustentabilidade e pela adoção de tecnologias e processos inovadores que vão do uso de matérias-primas de menor impacto ambiental à preservação de 4,2 milhões de metros quadrados de áreas verdes em Santa Catarina. Reconhecido por sua atuação ética e transparente, figura entre as empresas avaliadas pelo Índice de Transparência da Moda (ITM). O Grupo Malwee possui três unidades, mais de 3 mil colaboradores e está presente em mais de 20 mil pontos de venda em todo o Brasil.

da redação  com informações da Buzzing

ARTIGO - O Brasil que ainda produz tem endereço em Santa Catarina

worldfashion • 14/07/26, 09:59

Por Edson Augusto Schlogl*

Os números confirmam o que se sente no chão de fábrica. Em Santa Catarina, a indústria emprega 934,3 mil pessoas, o equivalente a mais de um terço de todos os trabalhadores do estado, segundo o Relatório Anual de 2025 da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). A indústria de transformação responde sozinha por cerca de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, enquanto a média nacional fica em torno de 10%. São quase um milhão de catarinenses que vivem direta e diariamente da atividade industrial, sustentando famílias e movimentando cidades inteiras que cresceram à sombra das fábricas.

Dentro desse cenário, o setor têxtil ocupa um lugar de honra. Ele é o maior empregador industrial do estado e coloca Santa Catarina como líder nacional na produção de vestuário, respondendo por mais de um quarto de tudo o que o Brasil produz nesse segmento, de acordo com levantamentos da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Cidades como Indaial, onde a Incofios tem sua sede, fazem parte de um polo têxtil que é referência para o país inteiro, um ecossistema construído ao longo de décadas com trabalho, conhecimento técnico e muita persistência.

É nesse contexto que enxergo o papel da Incofios e de tantas outras empresas que escolheram continuar produzindo aqui. Quando decidimos manter a produção de fios cem por cento algodão em solo catarinense, não estamos apenas tomando uma decisão econômica. Estamos afirmando uma posição: a de que o Brasil é capaz de produzir com qualidade, com tecnologia e com responsabilidade. Cada fio que sai de nossas unidades carrega não só o algodão, mas o trabalho de pessoas que acreditam no que fazem e o orgulho de pertencer a uma cadeia produtiva genuinamente nacional.

Não ignoro os desafios. Produzir no Brasil exige enfrentar uma carga tributária pesada, um custo logístico elevado e a forte concorrência de produtos importados, muitas vezes vendidos a preços com os quais a indústria nacional não consegue competir em condições justas. Manter as máquinas funcionando, nesse ambiente, é um ato diário de resiliência. Mas é justamente por isso que vale a pena falar com orgulho de quem permanece, investe e gera empregos em vez de simplesmente terceirizar tudo lá fora.

Acredito que reconhecer e valorizar o Brasil que ainda produz é mais do que um discurso, é uma escolha estratégica para o futuro do país. Uma nação que abre mão de sua indústria abre mão também de sua autonomia, de seus empregos qualificados e de sua capacidade de inovar. Santa Catarina mostra, todos os dias, que existe um caminho diferente. E enquanto houver fábricas acesas, pessoas dispostas a trabalhar e empresas dispostas a investir, esse Brasil que produz seguirá vivo, forte e com muito a oferecer. Na Incofios, temos orgulho de fazer parte dessa história e de ajudar a escrever os próximos capítulos dela.

*Edson Augusto Schlogl é diretor da Incofios desde 2023. Com mais de 15 anos de experiência na área administrativa, industrial e comercial.