VAREJO - JHSF inaugura conceito inédito no Brasil

worldfashion • 25/09/26, 16:41

A “CJ Fashion” representa uma etapa importante na expansão do Shopping Cidade Jardim e é capitaneada por Ana Auriemo e Renata Queiroz de Moraes, responsáveis pela curadoria da loja, que reúne moda, joias, beleza, acessórios, sapatos, gastronomia, casa, arte e design. A curadoria de moda é assinada por Donata Meirelles, uma das maiores especialistas da área no Brasil, que atua com exclusividade para a JHSF.

O projeto traduz ainda a experiência acumulada pela JHSF ao longo de quase duas décadas à frente do Shopping Cidade Jardim, construída a partir de um conhecimento profundo sobre marcas, lojistas e, especialmente, o comportamento e as preferências dos clientes de alta renda.

“O Shopping Cidade Jardim está vivendo a maior expansão de sua história, e a CJ Fashion chega como um dos marcos desse novo momento. Ela nasce de um olhar muito atento para a forma como o cliente se relaciona com a moda e as marcas e ao que espera ao ser atendido. Esse trabalho único do departamento estratégico de mix e produto da JHSF nos permitiu entender também os formatos mais adequados para cada marca e criar, na CJ Fashion, uma importante porta de entrada para grifes internacionais, que dividem espaço com grandes designers e artistas brasileiros, oferecendo uma experiência de consumo inédita. Partimos da referência das grandes department stores internacionais, aprimoramos o modelo e promovemos as adaptações necessárias ao nosso mercado, sempre preservando a identidade e a excelência que desenvolvemos ao longo dos anos”, afirma Augusto Martins, CEO da JHSF.

Entre as marcas presentes estão Balmain, Brunello Cucinelli, Isabel Marant, René Caovilla, Aquazzura e Gianvito Rossi, além das novas operações de Fusalp e James Perse. A distribuição em três pisos estrutura a CJ Fashion em diferentes experiências de compra e reúne marcas nacionais e internacionais de destaque. No primeiro andar, estão nomes como Paula Raia, na moda, e Flavia Madeira, Fernando Jorge e Alexandre Furmanovitch, em joias. O piso terá ainda Dolce & Gabbana e Dolce & Gabbana Beauty.

O segundo piso concentra a CJ Mares, com mais de 60 marcas, incluindo as operações store in store de La DoubleJ, Etro, Cult Gaia e a marca francesa Destree. Na área de festas, o cliente poderá encontrar corners das marcas Oscar de la Renta, Elie Saab e Bronx Banco, entre outras. Já o terceiro piso abriga o maior shoe salon do Brasil e amplia a seleção com as marcas nacionais Botti e Not a Shoe, além das bolsas de Glorinha Paranaguá, peças de Lucas Recchia e importantes obras de arte da galeria Simões de Assis.

A gastronomia também ocupa um papel relevante na proposta da CJ Fashion. A operação conta com o restaurante Balsamico CJ Fashion, com menu inspirado na Old Palm Beach e dois cafés, o Café Birman e o Café Vila Piva. A presença de três opções gastronômicas, uma em cada piso, atende o cliente em diferentes momentos e proporciona maior espaço de convívio e permanência na loja.

A experiência de atendimento é um dos diferenciais da CJ Fashion. A loja conta com vendedoras próprias e com o CJ Fashion VIC Room, espaço privativo voltado ao relacionamento com clientes e a ativações especiais. Nesse espaço, private shoppers estão preparadas para oferecer uma curadoria personalizada, apresentando marcas da CJ Fashion, de outros empreendimentos da JHSF ou buscando alternativas de acordo com as preferências e necessidades de cada cliente. Toda a experiência de compras pode ser finalizada pelo sistema de caixa único, que permite consolidar as compras realizadas nas diferentes lojas e torna a jornada mais prática e confortável.

O projeto arquitetônico é assinado por Carolina Proto, do Estúdio Obra Prima, e o paisagismo, por Maria João d’Orey.

“A inauguração da CJ Fashion reforça uma característica importante da estratégia da JHSF: desenvolver negócios que ampliem nosso ecossistema de alta renda e tenham conexão com o nosso cliente. A operação combina varejo, serviços, gastronomia e uma curadoria muito particular em um formato irreplicável no Brasil, além de estar alinhada à nossa estratégia de expansão dos negócios de renda recorrente e de fortalecimento da nossa liderança no setor”, complementa Augusto.

Sobre a JHSF:

A JHSF Participações S.A. é uma empresa líder em lifestyle de alta renda da América Latina e controladora do Grupo Fasano, com ativos totais de R$ 19,1 bilhões e operações globais em hospitalidade, gastronomia, shopping centers, varejo de moda, clubs privados, aeroporto executivo, curadoria marítima, locação residencial, incorporação imobiliária e gestão de ativos nas Américas e na Europa. A companhia consolidou-se por meio da excelência, da antecipação de tendências e do foco em receitas recorrentes, combinando gestão profissional, compromisso com a sustentabilidade e criação de valor de longo prazo.

Dia Nacional da Sustentabilidade - 25 DE SETEMBRO -

worldfashion • 25/09/26, 16:10

A sustentabilidade já ocupa espaço nas estratégias das grandes empresas de moda, mas o avanço do setor depende de que compromissos ambientais, sociais e de governança sejam incorporados às decisões e às rotinas de toda a cadeia de valor.

Planos estabelecidos pelas grandes companhias nem sempre se convertem automaticamente em mudanças ao longo da produção. Exigências pouco claras, falta de informações, limitações técnicas e diferentes níveis de maturidade na gestão podem dificultar a implementação de práticas sustentáveis.

“Um dos principais desafios da agenda ASG é ultrapassar os limites das grandes organizações e chegar à rotina de quem produz. Não basta estabelecer metas no topo da cadeia. É preciso traduzi-las em processos compreensíveis, critérios objetivos e práticas possíveis de serem acompanhadas e aprimoradas”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.

Para a entidade, uma gestão sustentável da cadeia envolve estabelecer responsabilidades, orientar as empresas, manter canais de diálogo, monitorar resultados e criar condições para a melhoria contínua. Nesse sentido, a ABVTEX também atua na conscientização e na disseminação de conhecimento ao longo da cadeia, por meio de iniciativas como o Guia Matriz dos Materiais e Fibras Preferenciais - (https://www.abvtex.org.br/guia-matriz-dos-materiais-e-fibras-preferenciais/) voltado à escolha de materiais de menor impacto ambiental e maior rastreabilidade; o Guia Embalagens Sustentáveis E-commerce -(https://www.abvtex.org.br/guia-embalagens-sustentaveis-ecommerce/) que reúne boas práticas para redução de resíduos e promoção da circularidade.

A atuação também se estende à elaboração e participação em eventos trazendo a sustentabilidade como um tema, como o painel “Da fibra à arara: sustentabilidade como valor de negócio no varejo de moda”, no Inspiramais, onde a entidade trouxe grandes marcas para contar suas experiências e trazer um caminho para acelerar a evolução da agenda de sustentabilidade no setor. Além disso, a ABVTEX faz a elaboração das Pílulas ASG, conteúdos desenvolvidos para apoiar e orientar a cadeia produtiva na adoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança.

Também exige acompanhamento de aspectos como formalização, saúde e segurança do trabalho, respeito aos direitos trabalhistas, controle da subcontratação, gestão ambiental e prevenção de riscos.

Sustentabilidade também precisa gerar valor para quem produz

Outro ponto central é fazer com que a adoção de boas práticas seja percebida pelos fornecedores como parte do desenvolvimento e da continuidade do negócio, e não apenas como uma obrigação imposta pelos clientes.

Processos formalizados, ambientes de trabalho mais seguros, maior controle da produção e organização das informações podem ajudar a reduzir riscos, melhorar relações comerciais e ampliar as oportunidades de fornecimento. Para que isso ocorra, entretanto, o cumprimento de requisitos precisa estar acompanhado de orientação, reconhecimento e estímulo à evolução.

“A sustentabilidade se torna mais consistente quando a empresa fornecedora compreende como determinada prática contribui para sua própria gestão. O desafio é construir uma relação na qual o atendimento aos requisitos também gere aprendizado, eficiência, confiança e novas oportunidades”, acrescenta Lima.

Para a ABVTEX - Associação Brasileira do Varejo Têxtil, o Dia Nacional da Sustentabilidade deve estimular uma reflexão sobre a capacidade das empresas de transformar compromissos públicos em práticas verificáveis. Reduzir a distância entre as metas das marcas e a realidade desses negócios será determinante para que a sustentabilidade avance de forma consistente. Isso exige acompanhamento, cooperação e desenvolvimento da cadeia, além do reconhecimento de que empresas de portes distintos precisam participar da construção das soluções.

Sobre a ABVTEX

Fundada em 1999, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) é a entidade que congrega as mais representativas redes nacionais e internacionais de varejo de moda, que comercializam itens de vestuário, calçados, bolsas, acessórios, além de artigos têxteis para o lar. É a principal interlocutora do setor junto a entidades ligadas à indústria, comércio e serviços; autoridades dos governos federal, estaduais e municipais; ONGs e associações; imprensa; e a sociedade em geral.

Promotora do diálogo entre toda a cadeia de valor da moda, a ABVTEX é reconhecida por suas iniciativas em prol do compliance, fornecimento responsável e a promoção do trabalho digno, por meio do Programa ABVTEX. Possui ainda como pilares de atuação o combate à falta de isonomia tributária frente aos e-commerces internacionais, à informalidade e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva que abastece o varejo de moda, entre outras frentes.

da redação com informações da ADS Comunicação Corporativa

CONGRESSO INTERNACIONAL BRASIL 2026

worldfashion • 24/09/26, 10:26

A transformação da indústria da moda se inova a cada coleção, com novas produções, fibras diferenciadas, inovação tecnológica dos tecidos, impactos de robôs e inteligência artificial são as novas realidades no mundo fashion. Sem contar com as mudanças geopolíticas, novas exigências regulatórias e relevante busca por produção sustentável são algumas das questões que estarão no centro do Congresso Internacional Brasil 2026, que acontecerá nos dias 14 e 15 de outubro, no Centro de Convenções de Fortaleza.

Com mais de 400 congressistas presenciais e cerca de 30 painelistas nacionais e internacionais, a edição de 2026 amplia o diálogo entre empresas, entidades e mercados.

Promovido pela ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, em parceria com a ITMF - International Textile Manufacturers Federation e a IAF International Apparel Federation, o encontro terá como tema “Futuro em Movimento: Transformação, Inovação e Novas Realidades” e reunirá lideranças empresariais, especialistas, pesquisadores e representantes da indústria de diferentes países.

Será uma edição marcada pela presença internacional e pelo confronto de diferentes visões sobre o mercado global, o Congresso coloca em pauta temas que ultrapassam as fronteiras da indústria e impactam diretamente as decisões de empresas, governos e cadeias produtivas: barreiras ambientais e técnicas, acordos comerciais, defesa comercial, rastreabilidade, circularidade, sustentabilidade, transformação digital e as novas configurações do comércio internacional.

O novo capítulo da moda cearense

A história da moda no Ceará foi construída por milhares de empresas, trabalhadores, empreendedores e indústrias que transformaram a confecção em uma atividade econômica de grande relevância regional.

Agora, o desafio é dar um novo salto: agregar valor, ampliar a internacionalização, investir em tecnologia, fortalecer marcas, incorporar sustentabilidade e transformar a capacidade produtiva em maior reconhecimento global.

Quando o assunto é moda brasileira, o eixo Rio-São Paulo costuma ocupar os holofotes. Mas, longe desse circuito tradicional, o Ceará vem consolidando uma posição estratégica na indústria da moda nacional. O Estado reúne uma cadeia produtiva que vai da indústria têxtil e produção de fibras à confecção, atuando tanto no atacado, quanto no varejo, criando um ecossistema capaz de transformar matéria-prima, conhecimento e criatividade em negócios.

Os números ajudam a dimensionar essa força. Somente em Fortaleza, existem 26.618 CNPJs ativos relacionados à cadeia da moda, segundo levantamento da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE), com dados da Receita Federal. São 15.336 empresas de varejo de moda, 9.683 negócios de confecção, 1.010 estabelecimentos ligados à fabricação de produtos têxteis e 589 empresas atacadistas.

O Estado possui indústrias de fiação, tecelagens planas e de malha, confecções, beneficiamento, produção de aviamentos e componentes. Segundo o Governo do Ceará, essa estrutura integrada representa mais de 100 mil postos de trabalho diretos.

Essa diversidade permite que o Ceará seja mais do que um polo de fabricação. É um território onde produção, distribuição, varejo e consumo convivem em uma mesma cadeia, característica importante para uma indústria que precisa responder rapidamente às mudanças de comportamento e às novas demandas do consumidor.

O cenário é favorável. O Estado possui uma cadeia produtiva integrada, mão de obra especializada, polos industriais consolidados, forte mercado atacadista e varejista e experiência crescente no comércio exterior.

Por isso, olhar para o Ceará hoje é olhar para uma das faces mais dinâmicas da transformação da moda brasileira. “E Fortaleza, ao sediar o Congresso Internacional Brasil 2026, terá a oportunidade de apresentar ao mundo não apenas a beleza e a criatividade do Nordeste, mas a capacidade industrial, empresarial e inovadora de uma região que já produz moda em escala e agora quer ampliar sua presença no mercado global”, declara Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.

Geopolítica e Geoeconomia: o mundo que está redesenhando os negócios

Mais do que uma sequência de palestras, o encontro pretende criar um ambiente de troca entre empresas, especialistas e lideranças de diferentes mercados, combinando conhecimento, networking e discussão estratégica.

A abertura do Congresso será conduzida por Paulo Portas, ex-vice-primeiro-ministro e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, com a palestra “Geopolítica e Geoeconomia: Tendências de um mundo em transformação”.

A apresentação parte de uma questão que ganhou importância estratégica para as empresas: como tomar decisões de negócios em um cenário internacional marcado por conflitos, mudanças nas alianças comerciais, políticas industriais, barreiras tarifárias e reorganização das cadeias globais.

A discussão interessa diretamente à indústria têxtil e de confecção porque as transformações geopolíticas já influenciam custos, fornecedores, mercados de exportação, investimentos e estratégias de produção.

A nova geografia da indústria e as oportunidades para economias emergentes

O primeiro painel do Congresso discutirá “A nova geografia da indústria e as oportunidades para as economias emergentes”.

A discussão parte de uma transformação importante: a produção mundial está passando por uma reconfiguração, influenciada por custos, tecnologia, proximidade dos mercados consumidores, segurança das cadeias de suprimentos e decisões geopolíticas.

Para países emergentes, esse processo pode representar tanto um desafio quanto uma oportunidade.

O Brasil entra nesse debate com uma característica particular: possui uma cadeia têxtil e de confecção integrada, que reúne diferentes etapas, da produção de fibras à indústria e ao varejo.

O painel também coloca em discussão a capacidade de países como o Brasil de atrair investimentos, ampliar sua participação nas cadeias internacionais e desenvolver produtos de maior valor agregado.

E busca colocar diferentes perspectivas na mesma mesa, aproximando representantes da Europa, Estados Unidos, China e Brasil para discutir como preservar a competitividade e, ao mesmo tempo, construir uma indústria mais sustentável e preparada para as transformações globais.

Futuro das Fibras: a matéria-prima que pode definir a próxima geração da indústria

Um dos destaques da programação será o painel “Futuro das Fibras”, que reunirá Andreas W. Engelhardt, da The Fiber Year; Haroldo Cunha, da Abrapa; Carlos Fernandes, da ABRAFAS; Fernando Prudente, da Bayer; e Eduardo Ferlauto, das Lojas Renner.

A discussão será estratégica porque as fibras estão no início de praticamente todas as decisões relacionadas à cadeia têxtil.

O debate abordará diferentes caminhos para o futuro das matérias-primas, incluindo fibras naturais, artificiais e sintéticas, além de questões relacionadas à inovação, sustentabilidade, origem e competitividade.

De um lado, cresce a busca por matérias-primas naturais e por cadeias com maior transparência. De outro, a indústria avança na criação de fibras sintéticas e materiais capazes de oferecer novas funcionalidades e desempenho.

A grande questão será entender como equilibrar inovação, disponibilidade de matéria-prima, sustentabilidade, custo, desempenho e demanda do consumidor.

Modelos produtivos: velocidade, flexibilidade e proximidade com o mercado

Outro destaque será o painel “Modelos produtivos: velocidade, flexibilidade e proximidade com o mercado”, que reunirá Bill McRaith, da Future-Proof Fashion; Daniel Milaré, da On; Alex Zucchi, da CEMATEX; e Luca Sburlati, da Confindustria Moda.

A discussão parte de uma mudança profunda no comportamento do mercado: consumidores esperam novidades com maior rapidez, enquanto marcas e varejistas precisam responder a oscilações de demanda em ciclos cada vez menores.

Nesse cenário, o modelo tradicional de produção em grandes volumes e longos ciclos passa a conviver com estratégias baseadas em agilidade, flexibilidade, automação, proximidade e capacidade de resposta.

O painel deverá discutir como a indústria pode reorganizar sua produção e sua cadeia de suprimentos para reduzir riscos, responder mais rapidamente ao mercado e aproximar fabricação e consumo.

Comércio e regulamentação: um novo cenário para a indústria

No segundo dia, o Congresso avançará para uma das questões mais sensíveis para empresas que atuam internacionalmente: “Comércio e Regulamentação: O Novo Cenário”.

Para a indústria têxtil e de confecção, regulamentação deixou de ser apenas uma questão de conformidade. Ela interfere diretamente em acesso a mercados, custos, competitividade, rastreabilidade, sustentabilidade, comércio eletrônico e relações com consumidores.

Outro momento importante da programação será dedicado às “Novas expectativas, dados e mudanças de comportamento de mercado imprevisível”.

A indústria vive uma mudança na relação com o consumidor. Dados, inteligência artificial, redes sociais, comércio eletrônico e novas formas de interação estão alterando a maneira como tendências surgem e desaparecem.

“A própria organização do Congresso destaca a inteligência artificial, a digitalização e a transformação tecnológica entre os temas que já estão moldando o presente da cadeia têxtil e de confecção”, declara Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.

Sobre a Abit

Fundada em 1957, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) representa 25,3 mil empresas instaladas em todo o território nacional, de diferentes portes. Juntas, essas empresas empregam mais de 1,3 milhão de trabalhadores e registraram faturamento anual de R$ 212,6 bilhões em 2024.

Informações: www.congressoabit.com.br

da redação com informações de Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação

ARTIGO - A ilusão da eficiência e a verdadeira revolução criativa na era da IA

worldfashion • 23/09/26, 10:00

Por Eduardo Schüler*

A gritaria sobre a inteligência artificial substituir os criativos no marketing e na publicidade revela mais sobre o estado atual da nossa indústria do que sobre a capacidade dos algoritmos. O medo generalizado de ser superado por uma linha de comando nasce da confusão histórica entre criar e executar. Durante décadas, o mercado remunerou a capacidade técnica de operacionalizar ideias, confundindo o manuseio de softwares com a construção de conceito. O que a inteligência artificial faz agora não é exterminar a criatividade humana, mas retirar o disfarce de quem apenas reproduzia processos, estabelecendo um divisor de águas definitivo entre o mero executor de tarefas e o verdadeiro profissional de visão estratégica.

Não há como ignorar a aceleração desse processo: o uso de ferramentas generativas na comunicação mais do que triplicou nos últimos dois anos, impulsionado por ganhos inquestionáveis de produtividade e redução de custos. Contudo, essa democratização técnica trouxe consigo um paradoxo perigoso. Quando todas as agências e marcas utilizam a mesma infraestrutura tecnológica e consomem as mesmas referências algorítmicas, a estética tende à padronização e o conteúdo à mediocridade. A abundância de execução barata inflacionou o mercado de imagens impecáveis, porém vazias, tornando a diferenciação uma conquista dependente, mais do que nunca, da substância conceitual do pensamento humano.

Essa armadilha da homogeneização já possui comprovação empírica. Uma meta-análise recente abrangendo mais de oito mil participantes demonstrou que, embora a colaboração com ferramentas de inteligência artificial eleve a média do desempenho criativo individual, ela reduz drasticamente a diversidade do conjunto final de ideias. A tecnologia funciona como um grande equalizador que eleva o sarrafo básico, mas achata os picos de originalidade. Se deixarmos o algoritmo guiar o processo criativo, terminaremos em um mar de mesmice visual e narrativa, onde nenhuma marca consegue construir identidade sólida ou gerar conversas culturais relevantes.

A saída desse labirinto exige resgatar o valor de atributos intrinsecamente humanos que nenhuma máquina é capaz de simular: repertório cultural, direção de arte rigorosa, sensibilidade interpessoal, storytelling autêntico e capacidade crítica de julgamento. A máquina pode gerar mil variações visuais em segundos, mas apenas o olhar humano educado sabe identificar qual delas carrega a tensão dramática ou a verdade de marca necessária para impactar o público. O verdadeiro trabalho criativo não termina no prompt; ele começa no momento posterior a ele, na curadoria minuciosa que transforma saídas sintéticas em ativos de marca com alma e contexto.

Um caso emblemático dessa dinâmica foi a campanha “A.I. Ketchup”, da Heinz. Em vez de simplesmente usar a inteligência artificial para baratear a produção de um anúncio, a marca usou a tecnologia como evidência viva do seu próprio posicionamento. Ao pedir para a máquina desenhar “ketchup”, os resultados geravam invariavelmente garrafas que remetiam ao design clássico da Heinz, provando que até na memória coletiva codificada nos modelos de linguagem, a marca é o sinônimo da categoria. O brilho da campanha não esteve no software utilizado, mas na sacada conceitual de transformar o viés do algoritmo em uma declaração de força cultural.

Para navegar nessa nova fase sem ceder à pasteurização criativa, as lideranças precisam adotar uma disciplina rigorosa. O processo deve sempre começar pela estratégia e pelo entendimento do negócio, jamais pela obsessão de testar o prompt da moda. O DNA e os códigos visuais da marca devem atuar como a única âncora inegociável, enquanto a exploração de múltiplas rotas conceituais deve preceder qualquer decisão final. Além disso, o investimento contínuo na ampliação do repertório das equipes, por meio da arte, literatura, cinema e vivência humana real, torna-se um imperativo estratégico, garantindo que a curadoria final permaneça sob o controle restrito de quem entende de gente.

A IA é um motor extraordinário de escala e eficiência, mas quem decide para onde o carro vai, continua sendo a mente humana

*Eduardo Schüler é CEO e cofundador da TEOS, especialista em campanhas e conteúdos hiper-realistas produzidos com inteligência artificial para o mercado de moda. Atua há mais de uma década com estratégia, marketing e inovação, pesquisando e aplicando novos modelos de produção criativa que combinam IA, direção humana, eficiência e escala.

10ª EDIÇÃO DO BRASIL ECO FASHION WEEK

worldfashion • 22/09/26, 11:00

A Brasil Eco Fashion Week chega aos 10 anos no mercado brasileiro, oferecendo entrada gratuita e estimulando geração de negócios e ampliação de temas relevantes como economia circular, sustentabilidade, bioeconomia, tecnologia, indústria 4.0, economia criativa e diversidade de negócios brasileiros com marcas de moda, acessórios, calçados, beleza, artesanato e economia criativa.

A edição comemorativa acontecerá na Oca do Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP), entre os dias 12 e 14 de novembro de 2026.

O evento nacional apresentará nesta edição marcas e empreendedores de diversas regiões do Brasil, reunindo o Ecossistema de moda, sustentabilidade, bioeconomia, inovação e economia criativa durante três dias de atividades simultâneas, como passarela de Desfiles, Feira Criativa de Negócios de Moda, Sustentabilidade, Beleza, Economia Criativa, Artesanato e Sociobioeconomia — Mercado Eco (Salão de Negócios B2B e B2C). Palcos com conteúdos e profissionais relevantes do setor, salas de Oficinas Criativas, Exposições de Moda, Lounge Circular, Espaço Inovação e Startups, Lounge Conexões e Negócios. Com mais de 400 empresas de moda e têxtil diretamente envolvidas, o BEFW mantém participação relevante de estudantes e pesquisadores de moda, seja como público ou atuando na realização, por meio de parcerias com faculdades, universidades e escolas de moda do Brasil e do estado de São Paulo.

Dados consolidados do Sebrae apontam que micro, pequenas e médias empresas dominam o setor da moda nacional, respondendo por mais de 95% do ecossistema e ultrapassando a marca de 1,9 milhão de CNPJs ativos. “São empreendedores de norte a sul do país que movimentam nossa economia criativa e encontram no BEFW uma vitrine para negócios sustentáveis, inovadores e que expressam a cultura e diversidade brasileira”, afirma Daniel Mendes, Diretor de Relacionamentos. “Os pequenos negócios devem assumir protagonismo nas discussões globais sobre desenvolvimento sustentável, inovação e inclusão socioprodutiva”, complementa.

Programação intensa, novos parceiros e nova locação

A programação prevê 30 desfiles, 20 palestras e rodas de conversa, 20 oficinas práticas e reunirá mais de 120 expositores na Feira Mercado Eco, Espaço Inovação e Espaço Beleza, além de Mostras de Moda e exposições como a Mostra de Inovação. O BEFW consolida sua abrangência nacional com a participação de marcas de todas as regiões do Brasil.

Os anúncios das marcas participantes, line-up de desfiles e convidados das atividades serão divulgados em outubro pelo canais oficiais(Instagram, Facebook e LinkedIn) da plataforma. O acesso continua gratuito, mediante inscrição prévia no site ou credenciamento presencial.

A semana de moda sustentável ocupará a Oca do Parque Ibirapuera, o maior parque urbano da América Latina, com 10 mil m² de ocupação, permitindo melhor distribuição dos setores e atividades do evento, além de maior conforto ao público.

Patrocinadores e apoiadores

A 10ª edição da Brasil Eco Fashion Week – BEFW conta com importantes parceiros e marca, em 2026, a participação institucional da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas.

A edição reúne patrocinadores como Lojas Renner, Sebrae Nacional e Senac Sergipe, além do apoio educacional do Senac São Paulo – Faustolo. Soma-se a essa rede uma ampla articulação de apoiadores institucionais e parceiros de realização, como Sistema B Brasil e Eu Reciclo, que contribuem para a realização e o fortalecimento da 10ª edição da Semana de Moda e Sustentabilidade Brasileira.

Sobre a plataforma Brasil Eco Fashion

A Brasil Eco Fashion é uma plataforma transversal brasileira dedicada à moda, sustentabilidade, economia criativa, bioeconomia e inovação aplicada à indústria têxtil, estruturando um ecossistema que integra moda sustentável, beleza, artesanato e economia circular. Conecta educação, inovação, mercado e impacto socioambiental em diferentes elos da cadeia, fomentando o empreendedorismo, o desenvolvimento de negócios e conexões entre marcas, profissionais, organizações, instituições e territórios.

Também atua na internacionalização da moda brasileira, promovendo missões empresariais, rodadas de negócios e realizações internacionais que ampliam mercados, fortalecem marcas e posicionam o Brasil como referência em moda sustentável, inovação, economia criativa e circularidade.

A plataforma já realizou três edições internacionais da BEFW na Milan Fashion Week, na Itália, apresentou marcas brasileiras na Premium Berlin, na Alemanha, e apoia empresas em sua internacionalização em parceria com a ApexBrasil e entidades setoriais como ABIT e Abest.

ACESSO AO EDITAL DE INSCRIÇÃO ATÉ 28/09 NO SITE: www. brasilecofashion.com.br

Brasil Eco Fashion Week - 10ª edição

Data: 12 a 14 de novembro de 2026

Horário: 12h às 22h

Local: Oca - Parque Ibirapuera (Pavilhão Lucas Nogueira Garcez) - Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n (próximo aos portões 2 e 3), Parque Ibirapuera, Vila Mariana, São Paulo - SP, CEP 04094-050

Entrada: Gratuita

COLEÇÃO - VICUNHA

worldfashion • 21/09/26, 17:38

A inovação na moda contemporânea está diretamente ligada à engenharia têxtil e ao desenvolvimento de tecnologias aplicadas às matérias-primas, às construções e aos processos produtivos. Com esse olhar, a Vicunha amplia seu portfólio com novas soluções em denim e brim que conectam expertise industrial, performance e diferentes possibilidades de produto para o mercado de jeanswear.

Entre os destaques da nova coleção está o Malva Juruá, primeiro brim comercial com fibra de malva amazônica. Apresentado inicialmente pela Vicunha na SPFW 2025, o projeto avança agora para escala comercial e passa a integrar o portfólio da companhia. Desenvolvido em parceria com a Companhia Têxtil de Castanhal, responsável pelo processamento da fibra e fomento da cadeia da malva no Pará e Amazonas, o artigo combina algodão e malva em uma construção Panamá, com peso de 7 oz.

Malva Juruá: pioneirismo da bioeconomia amazônica

Fibra vegetal de origem amazônica, a malva é naturalmente adaptada às condições da região e ao ciclo das águas. Seu cultivo ocorre em áreas de várzea e está inserido em uma cadeia baseada principalmente na agricultura familiar, conectando o território amazônico à indústria e à moda. A aplicação da fibra em escala comercial abre novas possibilidades para uma matéria-prima de origem amazônica e fortalece sua conexão com o mercado de moda.

Novas possibilidades em denim e brim

Além do Malva Juruá, a coleção reúne outros destaques em brim e denim, com propostas que exploram diferentes construções, pesos, níveis de conforto e estéticas.

Entre eles estão Arsenal, Carlo, Shelby e Manchester:

• Arsenal (Brim): Com 8,5 oz e 26% de stretch, incorpora a tecnologia Soft Blend. O artigo reúne toque, elasticidade, capacidade de recuperação e conforto térmico, combinando conforto e performance.

• Carlo (Brim): Com 7,9 oz, composição de 98% algodão e 2% elastano e construção 3×1 S, utiliza algodão penteado, proporcionando uma superfície limpa e refinada. Com 22% de stretch após lavagem, combina conforto, respirabilidade e caimento preciso, transitando entre propostas de alfaiataria leve, resort e casual contemporâneo.

• Shelby (Denim): Com 11 oz, destaca-se pela estética dupla face, apresentando listras discretas no direito que ganham protagonismo no avesso. Fabricado em puro índigo e 100% algodão, incorpora fios de algodão reciclado pré-consumo e utiliza processo de menor consumo hídrico.

• Manchester (Denim): Com 7,8 oz, reúne a diagonal marcada e a profundidade de cor do puro índigo em uma construção leve, maleável e 100% algodão.

A coleção também amplia as possibilidades de cor utilizando bases tecnológicas consolidadas e novos desenvolvimentos. Em sintonia com a força do dark denim, a tecnologia de tingimento Blue Black se expande para novas bases, entre elas Catarina Blue Black Plus, Lopez Stretch Blue Black Plus e Sagres Blue Black Light.

Novas leituras para artigos da Europe Collection

Uma seleção de peças desenvolvidas pela SOKO Chemicals a partir de artigos da Europe Collection, com lavagens que valorizam e evidenciam as características próprias de cada tecido, ressaltando os slubs e os efeitos dos fios, ampliando os contrastes e a profundidade do índigo e reforçando o visual autêntico do denim.

Na seleção, ganharam destaque Wiggins e Shelton. O Wiggins, 100% algodão, apresenta construção slub, índigo escuro versátil e caráter old school. Já o Shelton combina Fine Negative Slub Character, visual old school e stretch.

A combinação entre matéria-prima, construção e tingimento reforça a capacidade da Vicunha de transformar conhecimento têxtil em soluções com identidade, performance e valor para o mercado. Com um portfólio amplo e diverso, a companhia amplia as possibilidades de criação para marcas e confecções e reafirma seu papel como referência em inovação para o jeanswear.

Sobre a Vicunha - Reconhecida mundialmente por seus elevados padrões de qualidade e sustentabilidade, a Vicunha é uma multinacional brasileira presente na América Latina, Europa e Ásia. Com quase 60 anos de mercado, é referência global em soluções para o jeanswear, atuando nos segmentos de tecidos denim e denim colour. Além de um amplo portfólio de produtos, a empresa oferece conhecimento e serviços em tendências de moda, sustentabilidade, design, desenvolvimento e lavanderia. Essa plataforma integrada permite acompanhar os clientes em diferentes etapas da criação e da produção, contribuindo para ampliar sua competitividade. Celebrando a multiplicidade de um mundo em constante evolução, a Vicunha tem como propósito estimular a cultura do jeanswear para que cada pessoa encontre o seu jeans.

da redação com informações da ágora Brasil

PREMIÈRE VISION - AUTUMN/WINTER 27/28

worldfashion • 14/09/26, 15:48

Depois de anos em que imagem, velocidade e produção de conteúdo digital ganharam protagonismo na construção do desejo, a moda começa a voltar sua atenção para algo a experiência de sentir. Toque, textura, conforto, proteção e sensorialidade aparecem como elementos cada vez mais importantes no desenvolvimento de produtos e aproximam universos que, até pouco tempo, eram tratados de forma mais separada.

Essa foi uma das principais leituras de Symone Rech, especialista em negócios de moda e fundadora da New & Now, a partir da edição da Première Vision que, pela primeira vez, abriu espaço para o setor de cosméticos em uma iniciativa com a Cosmetic Valley.

“Moda e beleza estão se aproximando porque começam a construir desejo a partir dos mesmos elementos. Não basta mais que o produto tenha apenas uma boa aparência. Ele precisa criar uma sensação, seja no toque de um tecido, na temperatura da peça sobre o corpo ou na experiência de um produto de beleza”, afirma a especialista.

Na moda, esse movimento aparece em tecidos macios, superfícies sensoriais, materiais que oferecem proteção, conforto térmico e leveza. Na beleza, está presente em fórmulas mais táteis, experiências de cuidado e embalagens que buscam estabelecer uma relação mais consciente com os materiais.

A matéria volta ao centro do desejo

Essa mudança também está relacionada ao macrotema Living Matter, ou Matéria Viva, apresentado para a temporada de outono-inverno 2027/28, correspondente ao Inverno 28 no Brasil.

A direção coloca a matéria como protagonista na construção de valor. Cor e forma continuam relevantes, mas passam a dividir espaço com irregularidades, texturas, superfícies alteradas e sinais de transformação. Depois de um período marcado por imagens muito polidas e padronizadas, cresce o interesse pelo que transmite presença, individualidade e memória.

“Acredito que estamos entrando em uma fase em que o próximo luxo não estará somente naquilo que pode ser visto. Ele também estará naquilo que pode ser tocado, percebido e experimentado pelo corpo”, diz Symone.

Dentro dessa leitura, movimentos como Matter of Time reforçam o tempo, o uso e a permanência como atributos de valor. Tecidos desgastados, superfícies envelhecidas e materiais que mudam ao longo do uso deixam de ser percebidos necessariamente como imperfeições e passam a participar da narrativa do produto.

Já em Wild Matter, a natureza deixa de ser apenas referência estética para se tornar também processo de inovação. Pesquisas com micélio, algas, fermentação e biomateriais mostram uma aproximação entre ciência e sistemas vivos, enquanto a beleza também avança na combinação entre tecnologia, ingredientes e experiências conectadas ao natural.

O terceiro movimento, Matter of Ease, leva essa discussão para uma tecnologia mais discreta, voltada ao conforto e ao bem-estar. Tecidos que regulam temperatura, respiram, protegem ou entregam desempenho passam a ser incorporados a peças de aparência cotidiana, sem necessariamente carregar uma estética esportiva ou tecnológica.

“Existe uma mudança importante na maneira como a inovação está sendo apresentada. A tecnologia continua presente, mas deixa de ser apenas espetáculo e começa a funcionar de forma mais silenciosa, como um suporte para conforto, proteção e cuidado”, analisa Symone.

O físico ganha força diante da imagem perfeita

A multiplicação de imagens digitais e o avanço da inteligência artificial também ajudam a explicar essa busca por materialidade. Em um ambiente em que imagens impecáveis podem ser produzidas em grande volume e velocidade, características difíceis de reproduzir na tela ganham importância no mundo físico.

Texturas, irregularidades, superfícies lavadas e materiais que carregam sinais de transformação passam a oferecer algo que a experiência digital não consegue entregar integralmente.

Para o mercado brasileiro, a tendência pode abrir oportunidades especialmente relevantes. A relação com corpo, pele, movimento e beleza já ocupa espaço importante no comportamento de consumo no país, o que cria terreno para roupas mais táteis, materiais leves e protetores, superfícies sensoriais e produtos associados a conforto e bem-estar. A tradução, no entanto, precisa respeitar características locais, como clima, hábitos de consumo e posicionamento de preço.

“Não se trata de copiar aquilo que aparece na Europa, mas de compreender o comportamento por trás dessas informações. A busca por conforto, sensorialidade, identidade e bem-estar já está presente no consumidor brasileiro. A oportunidade está em transformar esses sinais em produtos que façam sentido para a nossa realidade”, conclui Symone.

PATRICIA VIERA - ONLINE

worldfashion • 10/09/26, 15:15

A marca brasileira Patricia Viera dá um novo passo em sua trajetória e estreia seu e-commerce, ampliando sua presença para o ambiente digital sem abrir mão do trabalho artesanal, da exclusividade e da relação próxima com suas clientes. Desenvolvido ao longo de seis meses, o projeto nasce com o desafio de traduzir para o online uma experiência construída a partir do cuidado presente em cada etapa de criação e produção da marca.

A chegada ao digital acontece três anos depois de Andreia Vieira iniciar uma nova fase da marca criada por sua mãe, Patricia Viera, aproximando seu DNA autoral de uma proposta de varejo sob medida.

Depois da chegada ao Shopping Iguatemi, em São Paulo, o e-commerce surge como uma evolução natural desse movimento e amplia o acesso ao universo da marca para clientes que não conseguem estar presencialmente em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Com produção realizada entre a fábrica no Rio de Janeiro e o ateliê em São Paulo, a Patricia Viera mantém internamente o acompanhamento de todo o processo de desenvolvimento das peças. Esse cuidado também orienta a experiência criada para o novo canal. Após a confirmação da compra, a cliente poderá contar com atendimento via WhatsApp para tirar dúvidas e conversar sobre possíveis alterações de cor, modelagem ou tamanho.

“A gente gosta de controlar o processo do começo ao fim, pra ter certeza que a peça que vai chegar pra você vai estar perfeita e feita para durar”, explica Andreia Vieira.

Neste primeiro momento, as entregas terão prazo estimado entre 10 e 15 dias, permitindo que a equipe acompanhe cada pedido e preserve no digital a atenção aos detalhes característica da experiência presencial da marca.

O site também passa a reunir, ao lado das peças artesanais e feitas à mão, uma linha ready-to-wear pensada para levar a linguagem da Patricia Viera a diferentes momentos do dia a dia.

Para a estreia, o e-commerce funcionará com entradas programadas de produto, apresentando diferentes famílias ao longo da temporada. Entre os primeiros destaques estão as peças com pintura manual da artista Giovanna Vieira e a combinação de couro com renda, técnica que faz parte da história da marca há cerca de duas décadas e reaparece agora com uma leitura mais descomplicada e contemporânea.

A proposta é combinar as peças também a camisetas, tênis e botas, expandindo as possibilidades de uso de um trabalho tradicionalmente associado ao universo artesanal da Patricia Viera.

A primeira entrada também apresenta o couro pull-up, desenvolvido para a última coleção da marca apresentada no Rio Fashion Week, em parceria com a Casa de Couro de Fernanda Billiar.

O material ganha características próprias ao longo do uso, registrando marcas e transformações em sua superfície — uma particularidade que se conecta à própria ideia de permanência e memória presente no trabalho da marca.

Como resume Andreia, “a ideia do pull-up aqui é um couro que marca, que deixa história e que conta a sua história”.

A família chega inicialmente nos tons vinho, café e caramelo, além de versões em couro mestiço liso e couro pull-up.

Mais do que a abertura de um novo canal de vendas, o e-commerce marca uma nova etapa para a Patricia Viera, aproximando o artesanal do digital sem perder os códigos que acompanham a marca desde sua origem: o trabalho manual, a atenção à matéria-prima, a durabilidade e a possibilidade de criar uma relação pessoal entre cada cliente e a peça que escolhe vestir.

da redação com informações da Index - Estratégias de Comunicação

BRAZILIAN SUSTAINABLE FASHION IN MILAN

worldfashion • 10/09/26, 11:41

Mais do que levar coleções brasileiras ao exterior, a iniciativa busca dar visibilidade internacional a empresas que transformam práticas sustentáveis, saberes tradicionais e matérias-primas brasileiras em produtos de design, inovação e alto valor agregado.

A seleção das participantes foi resultado de um processo estruturado, que buscou identificar empresas efetivamente comprometidas com práticas sustentáveis em diferentes dimensões. As propostas incluem matérias-primas de menor impacto, fibras certificadas, materiais biodegradáveis, tingimento vegetal, upcycling, reaproveitamento de resíduos, técnicas artesanais, biodiversidade e saberes tradicionais.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, o encontro em São Paulo é o início de um percurso que combina visibilidade, posicionamento e oportunidades concretas de internacionalização para as marcas brasileiras.

“Essa iniciativa marca o início da presença que o Brasil levará a Milão. No dia 22, apresentaremos um desfile dedicado à moda sustentável, reunindo dez marcas brasileiras lideradas por mulheres de diferentes regiões do país, selecionadas a partir de critérios que consideram, de forma integrada, sustentabilidade, design e inovação. Nos dias seguintes, essa experiência se desdobra em um showroom de negócios, criando um ambiente estratégico para que essas empresas apresentem seus produtos, ampliem sua visibilidade internacional e estabeleçam conexões com potenciais compradores. Temos uma oportunidade concreta de posicionar o Brasil na vanguarda de uma moda mais consciente, em que sustentabilidade, criatividade e inovação se traduzem também em valor e vantagem competitiva para a indústria brasileira “, destacou Maria Paula.

Para a superintendente de Marketing e Negócios da Abit, Lilian Kaddissi, o compromisso efetivo das empresas com essas práticas foi um dos pontos centrais da seleção.

“Fizemos um processo estruturado de mapeamento e lançamos um edital, a partir do qual dez marcas foram selecionadas. São empresas que efetivamente trabalham com práticas de sustentabilidade em diferentes aspectos. Temos essa preocupação porque, além de contar uma história, queremos empresas que estejam de fato comprometidas com a prática. É também a primeira vez que realizamos uma iniciativa como essa, levando um evento próprio do Brasil para Milão”, afirmou Lilian.

Sustentabilidade, reconhecimento e valor

O compromisso com a sustentabilidade envolve um trabalho que muitas vezes começa anos antes de uma coleção chegar às passarelas. Para Francisca Vieira, presidente da Abrimos e fundadora da Natural Cotton Color, uma das dez marcas selecionadas, construir uma moda verdadeiramente sustentável exige investimento, adequação de processos e reconhecimento.

“Sustentabilidade é um valor fundamental para o futuro da moda, mas exige compromisso e investimento. A certificação GOTS (Global Organic Textile Standard), por exemplo, demandou um investimento alto e um trabalho consistente para adequar toda a nossa estrutura aos seus rigorosos padrões. Esse é um processo que vai muito além da matéria-prima: envolve toda a cadeia produtiva e a forma como a empresa opera. Mas acreditamos que a sustentabilidade, para realmente se traduzir em negócios, precisa estar associada a desejo, identidade e design. Moda é criação e expressão. É essa combinação entre responsabilidade, estética e inovação que transforma propósito em valor e abre espaço para a moda brasileira no mercado internacional”, afirmou Francisca.

A Natural Cotton Color tem como protagonista o algodão orgânico naturalmente colorido, cultivado pela agricultura familiar no sertão da Paraíba e utilizado sem processo de tingimento. A produção também incorpora rendas e bordados. A trajetória ajuda a traduzir um dos pontos centrais da iniciativa: não basta comunicar sustentabilidade; é preciso demonstrá-la por meio de práticas e processos e, ao mesmo tempo, transformar esses atributos em produtos capazes de competir, gerar desejo e conquistar reconhecimento no mercado internacional.

Esse olhar também está presente no trabalho da consultora especializada Geni Ribeiro, responsável pela curadoria da iniciativa. Para ela, o desafio está justamente em transformar a riqueza das matérias-primas, técnicas e saberes brasileiros em produtos que aliem identidade e design e possam ocupar espaço no mercado internacional.

“Não adianta a gente ir só com a boa vontade do artesanato. O artesanato é lindo, mas existe artesanato no mundo todo. Nós temos que transformar o nosso artesanato em design e, através do design, em produtos de moda desejáveis. O que vemos aqui hoje é resultado de um trabalho de desenvolvimento de produto, modelagem e, especialmente, design, que é o que o Brasil precisa mostrar no exterior”, destacou Geni.

A consultora acompanhou de perto processos de desenvolvimento que vão além da criação das peças e envolvem diferentes etapas da cadeia. “É preciso um trabalho completo, com design, integração da cadeia, formação de preço e desenvolvimento de produto. Acho que hoje isso ficou provado aqui e vamos ter uma experiência em Milão bastante produtiva e vitoriosa”, completou.

Dez mulheres, diferentes expressões do Brasil

Participam da iniciativa Alina Amaral, Ana de Jour, Camila Machado Ateliê, Celeste, Ludimila Heringer, Lybethras, Natural Cotton Color, Proposta Verde, Val Valadares e Villa Dharma. As empresas vêm de diferentes regiões do país e apresentam diferentes caminhos para uma moda que combina sustentabilidade, identidade brasileira e criação contemporânea.

Além dos atributos relacionados à sustentabilidade e à criação, as participantes têm outro ponto em comum: todas são lideradas por mulheres. São empresárias e criadoras que transformam referências culturais, biodiversidade, técnicas artesanais, conhecimento tradicional e inovação em produtos com potencial de inserção internacional.

Entre elas está a Celeste, marca de resortwear autoral inspirada na biodiversidade e no patrimônio artesanal brasileiro. A empresa utiliza materiais como poliamida biodegradável e algodão orgânico certificado e mantém parcerias com comunidades artesãs.

Para a co-fundadora e diretora criativa da marca, Juliana Spirandelli, chegar a Milão ao lado de outras empresas brasileiras é uma oportunidade de apresentar ao mercado internacional a diversidade dessa produção.

“Foi uma alegria ser selecionada e passar por esse edital promovido pela ApexBrasil e pelo Texbrasil para levar o melhor da moda nacional sustentável para o mundo. A nossa expectativa é maravilhosa. O Brasil tem muito a mostrar”, afirmou Juliana.

De São Paulo a Milão

No dia 22 de setembro, as dez marcas apresentarão suas coleções em um desfile exclusivo no Chiostri di San Barnaba, em Milão. Nos dias 23 e 24, participarão de um showroom de negócios voltado à aproximação com compradores, parceiros e outros agentes do mercado internacional.

A escolha de Milão combina projeção internacional e oportunidade comercial. Em 2025, a Itália foi o segundo principal destino na União Europeia para as exportações brasileiras do complexo de moda, respondendo por 16,9% das vendas do segmento destinadas ao bloco. Naquele ano, o Brasil exportou US$ 42,3 milhões em produtos do complexo de moda para o mercado italiano. Entre janeiro e julho de 2026, as vendas somaram US$ 24,4 milhões. A ApexBrasil identificou ainda 14 oportunidades comerciais para produtos do segmento no país.

A iniciativa integra uma atuação mais ampla da ApexBrasil para apoiar a internacionalização das empresas brasileiras, em parceria com entidades que conhecem as características e necessidades de cada setor. No segmento têxtil e de confecção, esse trabalho é desenvolvido com a Abit por meio do Texbrasil, que, em mais de 25 anos, já apoiou cerca de 2 mil marcas na trilha da exportação e alcançou US$ 11 bilhões em negócios.

A presença brasileira em Milão continua entre os dias 24 e 27 de setembro, quando 23 marcas participam da White Milano, na Zona Tortona, por meio do Fashion Label Brasil – Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de Valor Agregado, desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Associação Brasileira de Estilistas (ABEST).  Inclusas na agenda as três marcas do projeto — Ludimila Heringer, Lybethras e Villa Dharma.

Sobre o Texbrasil

O Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira (Texbrasil) atua junto às empresas do setor têxtil e de confecção no desenvolvimento de estratégias para conquistar o mercado global. Ao longo de mais de 25 anos, já auxiliou cerca de 2 mil marcas a entrar na trilha da exportação, conquistando US$ 11 bilhões em negócios. O programa é realizado por meio de uma parceria entre a ApexBrasil e a Abit.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações de promoção comercial voltadas à ampliação das exportações e à valorização dos produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas em grandes feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião.

Sobre a Abit

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 1957, representa a força produtiva de 25,7 mil empresas instaladas em todo o território nacional, de diferentes portes, que empregam mais de 1,34 milhão de trabalhadores.

Sobre a Abrimos

A Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Serviços e Educação para Moda Sustentável (Abrimos) atua no desenvolvimento da moda sustentável no país, conectando criadores, indústria e o ecossistema de desenvolvimento têxtil engajado em práticas de impacto positivo. Sua atuação prioriza o apoio aos pequenos negócios, a disseminação de inovações e insumos sustentáveis e a preservação do artesanato e das técnicas tradicionais.

CONFECÇÃO - TEX COTTON

worldfashion • 10/08/26, 14:47

A Tex Cotton, uma das maiores empresas de moda infantil e juvenil de Santa Catarina, completa quatro décadas em 2026 sob o conceito “40 anos unindo histórias e corações”. A companhia tem, atualmente, mais de 800 colaboradores e uma produção de cerca de 4 milhões de peças por ano, presentes em mais de 3 mil pontos de venda no país.

A marca, no entanto, começou de forma modesta quando, em 1986, o então bancário Sérgio Ferrari deixou o emprego para empreender no setor têxtil. Inspirado na produção artesanal da mãe costureira, fundou a Sol Tropical, uma pequena facção voltada à produção private label.

Em 1997, a empresa passou por uma reestruturação decisiva: adotou o nome Tex Cotton e redirecionou o foco para o público infantojuvenil. Atendendo a grandes magazines, nos anos seguintes também conquistou licenciamentos de marcas como Hello Kitty e Pucca, e em 2008 lançou sua primeira marca própria, a Animê. O movimento abriu caminho para um portfólio que hoje inclui Momi — carro-chefe da companhia, especializada em roupas para meninas, Authoria, Youccie e a recém-lançada Bimbi. Atualmente, toda a produção da empresa é feita sob marcas próprias.

“O conhecimento adquirido ao atender grandes magazines nos propiciou dar o próximo passo, e em 2008 lançamos nossa primeira marca, a Animê. Isso nos deu mais liberdade para criar e rentabilidade. Além disso, imprimimos o nosso DNA, de fazer peças com amor, que unem alta qualidade e estilo, sempre respeitando a infância”, destaca Sérgio Ferrari, fundador e presidente da Tex Cotton.

Aquisição e revalização do parque industrial da Sulftabril

Em dezembro de 2018, a Tex Cotton arrematou em leilão o antigo complexo industrial da Sulfabril — uma das marcas que ajudaram a projetar internacionalmente a indústria têxtil catarinense antes de encerrar suas atividades. A aquisição proporcionou o crescimento necessário para a companhia, concentrando a produção fabril e uma loja de fábrica, aberta ao público. Mais do que isso, porém, representou a preservação de um patrimônio à memória de Blumenau.

As novas instalações, que somam 45 mil metros quadrados, passaram por ampla reforma. No entorno, a empresa manteve elementos simbólicos da história local, como a praça aberta à comunidade, com a icônica ferrovia e uma locomotiva adquirida em São Paulo e revitalizada especialmente para o local.

Ações especiais marcam os 40 anos

Para celebrar o marco de quatro décadas, a Tex Cotton prepara uma série de ações de celebração. Além de um evento especial com colaboradores no fim do ano, a companhia vai realizar a Tex Run, sua primeira corrida, aberta à comunidade. O evento acontece no dia 30 de agosto, com largada na praça anexa ao complexo fabril da empresa, com percursos de 4k e 8k, caminhada e maratoninha kids passando pelo centro da cidade e principais pontos turísticos.

“Escolhemos celebrar com a corrida que reforça os cuidados com a saúde, trazendo o público para perto da nossa estrutura. Teremos ativações especiais em cada quilômetro do percurso e premiação tanto para o público em geral quanto um pódio especial para os nossos colaboradores. Sem dúvidas, será um evento para marcar nossa história e, quem sabe, se tornar recorrente em nosso calendário anual”, reforça Amanda Ferrari, diretora de marketing da companhia.

Na Oktoberfest, a companhia vai patrocinar o Lebkuchen, Carro da Bolacha que integra os desfiles da festa. Em todos os desfiles haverá distribuição de bolachas premiadas, com descontos especiais para que turistas e comunidades possam aproveitar as peças na loja de fábrica da Tex Cotton.

Formação profissional e ingresso de profissionais experientes

Para criar as mais de 4 milhões de peças ao ano, a Tex Cotton tem o desafio de manter e engajar colaboradores de diferentes idades. Para isso, investe em projetos como o Programa Vida Ativa, que é direcionado a pessoas a partir dos 50 anos, com jornada de trabalho reduzida, valorizando a experiência e a inclusão de profissionais maduros. Em paralelo, a empresa investe em formação por meio de uma escola de costura, iniciativa que capacita novas costureiras e abre oportunidades especialmente para mulheres — com destaque para a unidade de Otacílio Costa, onde a demanda por trabalho feminino qualificado é elevada.

da redação com informações da Trevo Comunicação