EVENTO - FEBRATEX SUMMIT 2023

worldfashion • 28/08/23, 15:37

A 2ª edição do Febratex Summit, promovida pelo Febratex Group, foi realizado nos dias 23 e 24 de agosto, na Vila Germânica, em Blumenau, Santa Catarina. O evento propôs - INFORMAÇÃO, INOVAÇÃO E INSPIRAÇÃO, para os profissionais da indústria e varejo da cadeia têxtil, (sentimos a ausência do grande público das empresas), para absorver conhecimento e informações nacionais e internacionais sobre sustentabilidade, circularidade, redução de resíduos, neutralidade carbônica, digitalização de processos, rastreabilidade e etc… As metas do ODS (Objetivos Desenvolvimento Sustentável) criado em 2015 na Assembleia Geral da ONU para 2030 são 17 e o objetivo ODS 9 - visa construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e formentar a inovação. O aumento do acesso das pequenas indústrias e outras empresas particularmente em países em desenvolvimento, aos serviços financeiros, incluindo crédito acessível e sua integração em cadeias de valor e mercados.

Entendemos que todo ser humano que nasce, tem duas necessidades prioritárias: comer e vestir, assim os segmentos do mercado têxtil é de extrema importância, e tem o compromisso de agilizar os processos de sustentabilidade, transparência e rastreabilidade,  para os consumidores, que já estão atentos aos produtos que estejam alinhados para o bem do planeta que vivemos.

Foram mais de 54 horas de conteúdos exclusivos à indústria têxtil, de confecção e varejo, divididas em mais de 76 palestras de conteúdos relevantes para a indústria e comércio têxtil.

“A 2ª edição do Febratex Summit possui um formato totalmente diferente.

O evento buscará promover conhecimento e difundir informações

sobre sustentabilidade e inovação para indústria têxtil,

além de apresentar soluções que empresas expositoras

trarão para promover a prática de negócio

com foco nos três pilares: Inovação, Business e Sustentabilidade”,

disse Giordana Madeira, diretora do evento.

Na Arena Principal informações e reflexões mais aprofundadas, apresentadas em painéis por palestrantes nacionais e internacionais, que compartilharam conhecimento e práticas que estão aplicando.

O evento contou também com dois espaços de talks, onde os expositores, apresentaram suas soluções com foco em inovação e sustentabilidade.

Na abertura, a diretora executiva do Febratex Group, Giordana Madeira, destacou a importância de promover um evento que tenha como objetivo discutir os rumos da indústria têxtil brasileira e a posição dela no desenvolvimento global. Ressaltou ainda que o Febratex Summit é a concretização de um sonho que nasceu a partir da necessidade de oferecer um espaço de reflexão sobre toda a cadeia do vestuário.

“O Summit é um evento inédito, com foco em inovação e sustentabilidade,

um evento disruptivo com a marca da Febratex.

Estar aqui hoje é uma prova de que os obstáculos

foram superados e ver o evento acontecendo

como idealizamos é um sonho realizado,

o sonho de promover a indústria têxtil brasileira

pelo mundo como uma indústria transparente,

ética e comprometida

com o desenvolvimento sustentável”,

completou Giordana Madeira.

LIXO ZERO

O Febratex Summit pretende se tornar o primeiro evento da América Latina a receber a certificação Lixo Zero e o tema foi destaque na palestra “Lixo Zero:  um caminho para potencializar a sustentabilidade do seu negócio - Euro Ambiental e Karsten”.  A certificação Lixo Zero é concedida para eventos ou empresas que conseguem encaminhar corretamente mais de 90% dos resíduos gerados.

A Karsten, empresa do segmento têxtil de Blumenau,  conseguiu reciclar  90,73% dos resíduos gerados e conquistou o selo no mês de agosto.  Para Gabriel Cristofolini, CEO da Euro Ambiental, empresa referência no segmento de soluções ambientais para a indústria têxtil, existem muitos desafios para sensibilizar e conscientizar as pessoas. “Estamos vivenciando a cultura do desperdício, de comprar e jogar fora”, explica. Ao final da palestra, Gabriel também realizou a entrega oficial do Selo Lixo Zero para a Karsten.

CADEIA TÊXTIL

Oportunidades e desafios da moda para o avanço do desenvolvimento sustentável  foram debatidas por Alexander Rose (ONU), Edmundo Lima (ABVTEX), Eduardo Ferlauto (Lojas Renner) e Regina Durante (Lojas Renner), com mediação de Amélia Malheiros (Fiesc). Rose falou sobre a agenda ESG, do Pacto Global estabelecido pela ONU, conjunto de práticas criadas com o objetivo de orientar as empresas para ações mais sustentáveis. A missão é compartilhada pela Abvtex, que reúne grandes varejistas, todos com o objetivo de tornar a cadeia produtiva mais sustentável. Uma das ações da associação busca dar formação para varejistas e para a cadeia produtiva na temática do clima. As Lojas Renner também demonstraram o compromisso com transparência e sustentabilidade e a necessidade de colaboração de todas as partes da cadeia envolvidas.

CONEXÃO

Sustentabilidade e tecnologia na indústria têxtil foram os principais assuntos da palestra “Malharias do futuro: uma nova visão para conectar pessoas, empresas e estratégias mais inovadoras e sustentáveis na indústria têxtil”. O painel mediado por Giordana Madeira, do Febratex Group, comparou as realidades do Brasil e Portugal no ramo têxtil e abordou os desafios de inovar através de uma conversa entre André Klein, CEO da Dalila Ateliê, e Ricardo Silva, CEO da empresa portuguesa Tintext Textiles. Silva ressaltou a importância de aliar a tecnologia com o trabalho humano para garantir a qualidade dos processos e da entrega dos produtos dentro de uma empresa. “O nosso caminho nos últimos dois anos é claramente a digitalização. Quebrar o uso do papel, quebrar os processos, automatizar o máximo possível as operações desnecessárias, mas ressaltar a interação humana”, destacou o CEO.

CIRCULARIDADE

Fábio Viana Barbosa, diretor do setor de malhas e tecidos, da Semear Têxtil, compartilhou experiências sobre economia circular, no talk “Semear Ecotêxtil: Como ela impacta o mundo da moda sustentável”. Barbosa reforçou a necessidade das marcas  buscarem a sustentabilidade como um diferencial para os clientes. Como exemplo, trouxe desfiles 100% sustentáveis e exposições internacionais de roupas de tecidos fornecidos pela Semear Ecotêxtil.

Um dos temas mais debatidos no Febratex Summit é a circularidade na indústria têxtil e todas as suas perspectivas. O diretor de operações da Eurofios, Adilson Moura, apresentou possibilidades de investimento em sustentabilidade por meio da gestão de resíduos no talk “Circularidade através da reciclagem têxtil”. Moura destacou a importância de fazer esse gerenciamento, uma vez que o planeta já está em um nível crítico de consumo de recursos não renováveis e que a estimativa é de que a população global, que já é de 8 bilhões de pessoas, siga crescendo até 2050.  “É necessário e possível migrar do modelo linear de produção - extrair, transformar e descartar - para um modelo circular, estabelecendo um novo relacionamento com bens e materiais, aumentando e longevidade dos recursos e criando modelos de negócios sustentáveis”, afirmou.

INTERNACIONAL

A estratégia da União Europeia em prol da sustentabilidade e circularidade dos têxteis foi tratada em um talk do diretor geral do CITEVE, Braz Costa. Ele deu detalhes sobre o Green Deal, por meio do qual a Europa se propôs a ser o primeiro continente climaticamente neutro até 2025. Na opinião de Costa, a cadeia têxtil tem grandes responsabilidades no que tange ao uso da água, produtos mais duradouros, reciclados e reutilizados. “Acredito que a Europa está estabilizando o consumo. Porém, na África, Ásia e América Latina o consumo ainda tem tudo para crescer”, observa. Segundo ele, o setor têxtil está entre os setores estratégicos da economia europeia, ou seja, encontra-se no centro da estratégia industrial da União Europeia. Portanto, a Comissão Europeia estabeleceu a Estratégia Europeia para os Têxteis Sustentáveis e Circulares, com um conjunto de princípios a serem seguidos relacionados à sustentabilidade, regulação de resíduos, eficiência energética, entre outras medidas. As regras aplicam-se também a quem vende para a Europa.

A palestra  “Negócios mais sustentáveis: da produção de malha ao mercado da moda” abordou discussões sobre  a redução de resíduos de forma natural, com foco no sistema de biotecnologia para criação de tecidos e a busca e a captura de gás carbônico. Amanda Parks, responsável por Inovação na Pangaia, indústria têxtil portuguesa, destacou a grande preocupação da marca. “Estamos tentando reequilibrar nosso relacionamento com a natureza para um planeta onde humanos e a natureza prosperam”, pontua.

PROCESSOS

A palestra “A bioeconomia nos têxteis: caminho crítico para a neutralidade carbônica”, liderada por Braz Costa, diretor geral da CITEVE, destacou que atualmente 70% dos produtos têxteis são feitos de poliéster e nylon.”O caminho da indústria sustentável é um caminho longo e que ainda precisa avançar nos quesitos de tecnologia para melhorar a sustentabilidade da cadeia. É um caminho longo, mas possível de alcançar. E para isso, todos precisam ter em mente que sem carbono não há vida, por isso falamos em desfosilização. Atualmente a estratégia que a moda deve se embasar para tornar a descarbonização uma realidade para todos. O Brasil possui a maior biodiversidade do Mundo, por isso é preciso que a indústria no geral pense em como reutilizar o que já temos disponível na natureza”, declara.

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

A digitalização do vestuário já é realidade para o setor têxtil no Brasil. O caso das Lojas Renner, que digitalizou 40% de sua coleção feminina  da marca “Get Over”, foi apresentado por Janete Marquardt e Akihito Hira. O processo começou com a digitalização corporal. ’Depois de passado esse desafios, entendemos que tínhamos ferramentas no Brasil que possibilitariam ao designer uma pré-visualização das peças’, apontou Janete. ’O 3D ainda é novo. Talvez no futuro quem utilizará essa tecnologia será um 3D designer e não um estilista ou modelista” apontou Katia Susuki, da CLO Virtual Fashion, empresa sul-coreana especializada em 3D. Alguns  resultados dessa digitalização das Lojas Renner foram a redução em 50% na quantidade de amostras produzidas e redução de 25% do tempo de desenvolvimento do produto. ’Não temos como eliminar a amostra física, mas vimos que é possível diminuir o uso de recursos e resíduos. Entre 30 e 35 kg de material estão sendo economizados em desenvolvimento apenas na coleção Get Over’ observou Hira.

DIGITALIZAÇÃO

Por fim, o talk ’A transformação digital da indústria da moda: como se adaptar ao mundo do omniconsumidor’ discutiu sobre as mudanças na indústria da moda com a geração alpha e Z. Tatiane Eleni da Silva, head de ofertas da  Totvs Moda apontou a necessidade de uma operação omnicanal, ou seja, ágil e prática, apostando no ESG. ’É uma geração que está disposta a pagar mais caro desde que ela tenha uma identidade com aquela marca”, afirma a especialista.

SUSTENTABILIDADE

“Construindo moda sustentável”, apresentada por Tiago Peixoto, CEO da Cataguases e Taciana Abreu, head de Sustentabilidade do Grupo Soma, os palestrantes revelaram que a sustentabilidade está presente no DNA de ambas as marcas e que buscam diariamente construir uma moda mais sustentável. “Precisamos lembrar que a moda está no topo do ranking das indústrias mundiais mais poluentes, por isso, reforçamos a importância das marcas se unirem e se conectarem através da sustentabilidade. Somos responsáveis e buscamos sempre o jeito certo de fazer”, conta Taciana.

E o que une essas duas empresas? Promover a sustentabilidade na indústria têxtil. “A nossa atenção e cuidado vão desde a produção, colheita do algodão orgânico e brasileiro, até a entrega do produto final às lojas. Por fim, precisamos lembrar que a sustentabilidade vem da cadeia e do sistema têxtil como um todo, ou seja, desde a matéria-prima até o varejo, tudo isso, unido com a totalidade da cadeia”, finaliza Peixoto.

SEGMENTOS TÊXTEIS

“Transparência e rastreabilidade, do campo ao varejo”, foi o tema do talk que reuniu C&A, Emphasis, Vicuna, Grupo Busato e Abrapa. Silmara Ferraresi, da Abrapa, apresentou o programa Sou de Algodão, movimento que tem o objetivo de despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável e falou sobre o interesse da população brasileira por sustentabilidade, com um índice de 60% dos consumidores afirmando que deixariam de comprar de empresas que não demonstram  uma postura ética. Júlio Cézar Busato, do Grupo Busato, destaca que os produtores brasileiros de algodão produzem três vezes mais do que a necessidade do mercado interno.  Cyntia Kasai, da C&A, afirma que a empresa possui uma estratégia e o compromisso diário de produzir moda com impacto positivo, envolvendo todos os fornecedores e parceiros. Uma das primeiras empresas a conquistar a certificação da ABVTEX, a Emphasis sempre teve uma forte ênfase na sustentabilidade social, sobretudo por ser uma empresa familiar. A representante da Vicuna ressalta que sempre deu prioridade para o algodão com certificação e que a rastreabilidade é fundamental para a empresa.

Marcelo Lobo, da C&A, falou sobre experiências práticas de sustentabilidade no talk “Sustentabilidade é um negócio sustentável?” Segundo Lobo, é preciso agir com inteligência, justiça, agilidade e transparência. Ele também ressalta que a C&A foi premiada com o Eco AMCHAM, que reconhece empresas indutoras de boas práticas e  destaca casos e projetos exemplares de sustentabilidade no Brasil. O talk ainda tratou da circularidade como objetivo e das certificações como meio para ajudar no conhecimento da matéria prima e rastreabilidade, por exemplo.

TALKS

- O relatório de sustentabilidade é uma forma da empresa tomar consciência das suas práticas e saber o que precisa ser alterado para melhorar a relação da organização com o meio-ambiente. Esse foi o assunto do talk “A relevância do relatório de sustentabilidade para a construção de uma cultura orientada para valores na Capricórnio Têxtil”, apresentado pelas profissionais da empresa Gabryella Mendonça, supervisora de sustentabilidade, e Ana Valadares, analista de sustentabilidade. Para construir o relatório, a primeira etapa foi uma rodada de entrevistas com os stakeholders. Por último, foi construída uma matriz de materialidade, reunindo as respostas de todos os stakeholders. O tema mais citado foi o de uso e gestão de água na empresa. Com base nessa matriz, a empresa construiu uma série de projetos para suprir esses e outros temas materiais, melhorando as práticas da empresa em relação ao meio ambiente.

- Sustentabilidade é jornada, não destino. Este foi o tema do talk apresentado por Suelen Joner, da Arezzo&CO. Na visão dela, sustentabilidade é sobre pessoas, relacionamento humano e empatia. ’E não é apenas para empresas grandes, é para todos’, frisou. Mas, por onde começar? ’Conheça seu público, foque no que é importante (analise o setor, analise índices e protocolos setoriais, matriz de materialidade), reduza riscos e potencialize suas fortalezas.

- Transformar o que é essencial em um diferencial foi o tema do talk “Botões & Moda Sustentável: O que é essencial, se torna diferencial”. Guilherme Selhorst, diretor da Brasil Botões, explica que a sustentabilidade ambiental é o foco da empresa. “Somos uma parte da cadeia. Nosso objetivo é  o desenvolvimento dos produtos com qualidade e aplicabilidade” afirma. Ele observa ainda que a empresa busca reduzir insumos, dar um novo ciclo aos produtos e reciclar materiais para criar botões sustentáveis, a partir de parcerias com empresas de economia circular.

- Qual a importância das certificações para a sustentabilidade e rastreabilidade para o setor têxtil? Esse foi o tema do talk de Gabriela Rodrigues, da Control Union. Ela explica que a rastreabilidade e cadeia de custódia verificam o caminho do material de entrada até o produto final, garantindo a veracidade do processo. “É comprovado que todas as etapas da cadeia tomaram as medidas necessárias para rastrear a matéria-prima à medida em que se move da fonte até o produto final. As empresas precisam das certificações para validar e comunicar à sociedade sobre a sustentabilidade dos seus produtos e serviços, ou seja, as certificações são grandes aliadas no que se relaciona à sustentabilidade mundial”, conclui

- Já pensou em poder ver o modelo, tamanho e até a cor de uma peça de roupa ou algum objeto, sem precisar da peça física? A digitalização de produtos foi o assunto do talk “A importância de materiais digitais de alta qualidade em pipeline 3D”, apresentado por Paulo Salgado, CEO da SampLess. Durante a conversa, ele ressaltou que essa prática de digitalização em 3D torna possível apresentar os produtos de uma empresa para seus clientes sem precisar de uma versão física da peça, com praticidade e agilidade.

- A SC Gás também participou do evento mostrando as novidades sobre a aplicação de Gás Natural para o transporte e cargas pesadas com o talk “Aplicações do GNV em veículos de transporte de cargas – rumo à descarbonização”. Ronaldo Lopes, engenheiro da SC Gás, destacou os benefícios do uso do gás natural do  ponto de vista ambiental e  econômico. Ele também apresentou o projeto “Corredores Azuis”  que visa ampliar a infraestrutura de abastecimento de gás natural ao longo das principais rodovias do Brasil.

Lixo Zero no Febratex Summit

O Febratex Summit se destacou ainda mais na segunda edição. O evento trabalhou intensamente para se tornar o primeiro da América Latina a receber a certificação Lixo Zero, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.  Giordana explica que a certificação Lixo Zero é concedida para eventos ou empresas que conseguem encaminhar corretamente mais de 90% dos resíduos gerados. “O selo reconhecido globalmente é concedido a partir de práticas exemplares para minimizar o desperdício, reduzir a poluição e promover a economia circular e soluções ambientalmente responsáveis em todas as etapas da cadeia produtiva. Estamos muito felizes em participar desse processo,  pois desde a primeira edição buscamos promover a sustentabilidade no segmento têxtil e  também desenvolver uma indústria de eventos mais sustentável”.

A iniciativa do Febratex Summit é liderada pela Euro Ambiental, empresa referência no segmento de soluções ambientais para a indústria têxtil. “A certificação Lixo Zero do Febratex Summit não se limita apenas ao evento em si, mas também abrange a participação de expositores, fornecedores e visitantes”, conta Giordana.

A busca pela certificação Lixo Zero demonstra o comprometimento do Febratex Group em liderar um exemplo e inspirar outras empresas e eventos a adotarem práticas mais responsáveis em prol de um futuro sustentável para todos, transformando a indústria têxtil em uma força positiva para o meio ambiente.

Oferecimento e apoiadores

O evento conta com o oferecimento da Cidade de Campo Verde MT e a SC Gás; Patrocínio Master da Audaces, Coleção.Moda, Lectra e CLO Virtual Fashion e Patrocínio Advanced de Brasil Botões, Cataguases, Coratex, Dalila Têxtil, Epson, IZ Têxti, Molde.Me, Queen Co, Sampless, Semear Ecotêxtil, Senai SP, Senai CETIQT, Senai SC, Texneo, Totvs e Wiva Bordados. São empresas parceiras: Grupo Soma, Arezzo & Co e C&A, B2Mammy, BluIdeias e Convention Bureau de Blumenau.

A curadoria científica internacional do evento será feita pelo Citeve Tecnologia Têxtil.

O Febratex Summit também conta com o apoio da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), Sou de Algodão e SINTEX, (Sindicato das Indústria de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau).

A próxima edição do Febratex Summit já tem data marcada:
20 e 21 de agosto de 2025.

da redação  imagens do vídeo: foto/divulgação

EXPOSIÇÃO - TECHSYTURAS

worldfashion • 04/07/23, 10:34

Sylvia Demestresco está a frente da montagem da exposição, TECH de tecnologia, SY de Sylvia e TURAS de tecituras que será uma coletânia de como eram e se desenvolveram os tecidos e bordados, no decorrer de 7 décadas em cenografias que remetem os visitantes às épocas passadas.

Sylvia Demetresco, comandou por mais de trinta anos as vitrinas da marca da empresa Relógios Rolex. de 1972 a 2002. Foi responsável pela montagem da primeira loja da Loja Natura Paris e VM de 2005 a 2011. Professora na Ecole Supérieure de Visual Merchandising, na Suiça, de 2004 a 2014; Editora da revista Internacional INSPIRATION, Suiça. durante 20 anos. Professora na escola École International du Luxe, ISTEC, em Paris, até 2013. Produziu artigos sobre varejo e VM na revista World Fashion 2015/23. Professora na pós-graduação de arquitetura em VM da FAAP/SP; professora no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, curso de graduação de moda; professora convidada na UNINOVAFAPI - Teresina; professora de moda e design na UNIPE - João Pessoa; na Universidade Veritas - Costa Rica; professora nas escolas em Portugal, China, Tailândia, Alemanha, dentre outras. Parcerias com SEBRAE/Goiânia/VM para lojas e eventos de moda, com Leandro Pires: VM das lojas Sesc/SP 2015/2019. Convidada especial para cenografia no teatro Solis • Montevidéu, setembro 2021. Cenografia dos eventos Homem Brasileiro e Workchoque com Mário Queiroz, nos anos 2015 a19.

Escreveu 14 livros sobre o assunto entre eles: VITRINA CONSTRUÇÃO DE ENCENAÇÕES, pela editora SENAC. 6° edição. VITRINAS E EXPOSIÇÕES: ARTE E TÉCNICA DO VISUAL MERCHANDISING. Editora Érica/Saraiva. VITRINAS: ARTE, HISTÓRIA E CONSUMO de São Paulo. Editora Via das Artes, São Paulo.

Autora do livro “Me Conta um conto que aumento um ponto”, história da família em 2020, concorrendo ao Prêmio Jabuti - texto e editoração. Curadora do evento Colorindo a Gabriel, evento com a Associação dos lojistas da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, Comité Brasileiro da Cores e as universidades de arquitetura, Belas Artes e Mackenzie, parceria com os mais importantes VMs de São Paulo, 2022. Desfilou para Thear na SPFW, em 2022. Montagem de manual e aula de VM para LUPO, 2022 e 2023. Foi entrevistada para Museu da Pessoa, em maio 2023.

EXPOSIÇÃO Techsyturas, 7 décadas de moda.
LOCAL: FAM MOÓCA
ENDEREÇO: Rua Borges de Figueiredo 510.
QUANDO: de 21 de julho a 26 de agosto Aberta das 14 h às 20h quintas, sextas, sábados e das 14 as 17h aos domingo.

da redação

EVENTO - CASA DE CRIADORES

worldfashion • 29/06/23, 11:05

São 25 anos de existência, e a Casa de Criadores (CdC), evoluiu de semana de moda de marcas alternativas e autorais para uma plataforma de impacto social e econômico para empreendedores independentes das muitas frentes de vários segmentos criativos além da moda, como cultura, música e arte. A próxima edição do evento, a 52ª edição, dá mais um passo importante em direção à sua consolidação como algo muito além de um calendário de desfiles. É, desde as últimas edições, um festival criativo que abraça São Paulo e também conta com shows, exposições em que a moda está em diálogo com outras linguagens artísticas e, agora, haverá inclusive uma feira para designers independentes, que desfilam no evento ou não, destacando o estímulo à viabilização dos criadores desse nicho como empreendedores e de suas marcas como empresas.

A 52a. edição da Casa de Criadores (CdC) terá uma programação ampliada, e ocupará diferentes espaços do Centro Cultural São Paulo (CCSP), com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, o foyer, auditórios, biblioteca e áreas externas. Anteriormente, o evento gravou uma edição digital na instituição, sem público, durante a pandemia, mas agora explora seus múltiplos ambientes presencialmente e será o local à altura do evento.

A CdC será realizada no CCSP entre os dias 12 e 16 de julho, de quarta a domingo. Com desfiles diários, e à noite às 21h, apresentações musicais para encerramento na sala Adoniran Barbosa. As atrações, reunidas pelo diretor criativo Dudx Araújo, serão especiais e capazes de surpreender e encantar o público.

Em dias específicos, além dos desfiles, a CdC vai promover palestras sobre economia criativa e uma oficina de moda, ministrada pelos criadores Jorge Feitosa, Alexandre dos Anjos e Vicenta Perrotta. Durante todo o evento, designers independentes e autorais, mapeados pelo criador e diretor artistico da Casa de Criadores, André Hidalgo, mostram seu trabalho na feira que ocupa o foyer do CCSP, numa iniciativa pensada para estimular o escoamento da produção desses criativos. Nos últimos três dias de evento, os desfiles tomam os jardins da instituição, levando o evento para as áreas externas do CCSP.

Na passarela, são muitas as estreias – afinal, a vocação da Casa de Criadores é revelar talentos. Os nomes que cruzam a passarela do evento pela primeira vez são as marcas Estúdio Cena (@estudiocena), Guilherme Valente (@guilhermevalente___), Sherida (@sherida_____), Lara (@roupas.lara), Jacobina (@jacobinaofficial), Volat (@volatbrand), Plataforma Açu (@plataformaacu) e SOUJÊ (@artsouje)

PROGRAMAÇÃO

Dia 11.07 - Terça-feira

De 14h às 18h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula inaugural com Alexandre dos Anjos, Jorge Feitosa e Vicenta Perrotta

Dia 12.07 - Quarta-feira

De 10h às 13h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula Transmutação Têxtil - Vicenta Perrotta

De 14h às 18h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula SULANCA: Têxtil-Moda-Vestuário - Jorge Feitosa

De 14h às 22h - Foyer

Feira de Criadores CDC + BAFU Origens

17h - Sala Ademar Guerra

Desfile - Souje, UMS 458 - LL e Ken-gá

18h30 - Sala Ademar Guerra

Desfile - NotEqual, Plataforma Açu e Nalimo

20h - Biblioteca

Desfile - Dario Mittmann, Cynthia Mariah e Estúdio Traça

Dia 13.07 - Quinta-feira

De 10h às 13h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula Transmutação Têxtil - Vicenta Perrotta

De 14h às 18h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula Design e Criação - Alexandre dos Anjos

De 14h às 22h - Foyer

Feira de Criadores CDC + BAFU Origens

17h - Sala Ademar Guerra

Desfile - Da Silva Santos Neves (fashion film), PIM (Periferia Inventando Moda) - Dellum e X-Brand, Alexei

18h30 - Sala Ademar Guerra

Desfile - Estúdio Cena, Vittor Sinistra

20h - Biblioteca

Desfile - Cozonosan, Sillas Filgueira, Woolmay Mayden

21h - Sala Adoniran Barbosa

Show - Jup do Bairro

Dia 14.07 - Sexta-feira

De 10h às 13h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula Transmutação Têxtil - Vicenta Perrotta

De 14h às 18h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula SULANCA: Têxtil-Moda-Vestuário - Jorge Feitosa

De 14h às 22h - Foyer

Feira de Criadores CDC + BAFU Origens

16h - Jardim

Desfile - Berimbau

17h - Sala Adoniran Barbosa

Desfile - Sim Sukeban, Shitsurei

18h30 - Sala Ademar Guerra

Desfile - Felipe Caprestano, Alexandre dos Anjos, Felipe Fanaia

20h - Biblioteca

PIM (Periferia Inventando Moda) - Couto e Riddim, Vou Assim, Mônica Anjos

21h - Sala Adoniran Barbosa

Show - Bebé

Dia 15.07 - Sábado

De 10h às 13h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula Transmutação Têxtil - Vicenta Perrotta

De 14h às 18h - Espaço Missões

Oficina de Criadores - Aula Design e Criação - Alexandre dos Anjos

De 14h às 22h - Foyer

Feira de Criadores CDC + BAFU Origens

15h - Sala Adoniran Barbosa

Desfile - Liga Lab (fashion film), Guilherme Valente, Sherida

16h30 - Jardim

Desfile - Pedra

18h - Sala Ademar Guerra

Desfile - Studio AH, Jorge Feitosa, Rober Dognani

20h - Biblioteca

Desfile - Fkawallys (fashion film), Xyboia e Filipe Freire

21h - Sala Adoniran Barbosa

Show - Juçara Marçal

Dia 16.07 - Domingo

De 12h às 20h - Foyer

Feira de Criadores CDC + BAFU Origens

15h - Sala Adoniran Barbosa

Desfile - Lara, Jacobina, Volat

16h30 - Jardim

Desfile - Leandro Castro

18h - Sala Ademar Guerra

Desfile - Projeto Mottainai, Ellias Kalleb

20h - Biblioteca

Desfile - Grupo Cria, Guma Joana x Yhra, Jal Vieira

SERVIÇO

Evento: Casa de Criadores - Edição 52

Data: De 12 a 16 de julho

Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP) - Rua Vergueiro, n. 1000, Paraíso, São Paulo - SP

SOBRE O CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

O Centro Cultural São Paulo é um equipamento público, promotor e potencializador de arte e cultura da cidade de São Paulo, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura. Desde 1982, ano de sua fundação, atua com o objetivo de estabelecer na capital um espaço múltiplo, democrático e que abarque diversas expressões artísticas, culturais e educativas. Dentre suas atividades estão a realização de programações culturais, oferecimento de bibliotecas, promoção de visitas guiadas e salvaguarda de acervos, prezando pelo encontro, troca de conhecimentos e livre acesso da sociedade como um todo.

da redação com informações da Agência Lema

EXPOSIÇÃO

worldfashion • 28/04/23, 15:01

1997 - FASHION BIGBANG  - O lançamento da moda do século XXI!

By PhD. Sylvia Demetresco

Aaah 1997 ! Neste ano Elthon John chora por Lady Diana, Will Smith salva o mundo em Men in Black et Leonardo DiCaprio explode no Titanic. Na moda 1997 o assassinato de Gianni Versace. John Galliano na Christian Dior; Alexander McQueen na Givenchy; Stella McCartney na Chloé; Marc Jacobs na Louis Vuitton; Alber Elbaz na Guy Laroche; Thierry Mugler et Jean-Paul Gaultier, sós, fazem furor na alta costura.… as coleções de primavera – verão são o Big Bang da moda.

Hedi Slimane, Nicolas Ghesquière, Olivier Theyskens… Nomes que ainda hoje moldam a moda atual; os corpos deformados de Comme des Garçons com a coleção “Body Meets Dress, Dress Meets Body”; as roupas conceituadas por Martin Margiela com a coleção “Stockman”, na Hèrmes; ou ainda os cânones da beleza masculina redefinidos por Raf Simons com o “Black Palms”; … choque total, no Palais Galliera, com mais de 50 trajes do acervo do próprio museu.

Neste ano também a loja conceito Colette abriu suas portas e a moda se aproximou do grande público, numa mistura de moda, objetos, acessórios que circulavam entre modelos e fãs da moda.

Por que tanta atenção por doze curtos meses? “1997 marca uma quebra na década e abre o século 21 na moda”, diz Alexandre Samson, curador da mostra, que quer que o visitante sinta a “onda de choque” desse período, começando em 3 de outubro de 1996 na semana de moda de Milão.

A primeira silhueta (masculina) da exposição é seminua: um fio dental simples com laços presos pelo logotipo duplo G acima da separação das nádegas: este é o famoso “fio dental” da Gucci, que simbolizará a estética dominante dos anos 2000, pornochic. Na outra ponta do espaço, a silhueta que fecha a visita é radicalmente diferente, exibida durante a semana de moda de Paris em 18 de outubro de 1997: um vestido preto quase monástico que encarna o espírito da primeira coleção do jovem Nicolas, Ghesquière, ainda não conhecido – para Balenciaga.

Divertido como para a geração dos 50 é reviver o passado ou a adolescência; para a geração dos 20 é a descoberta de um tempo que não conheceram. Mas esta exposição faz uma análise histórica e conta como as convulsões de 1997 prenunciaram a moda atual.

As nomeações de diretores artísticos de casas de moda lembram transferências entre clubes de futebol. Essa forma de fazer as coisas foi imposta em 1997, ou mais precisamente entre outubro de 1996 e dezembro de 1997: o grupo LVMH, formado em 1987, renova uma a uma as direções artísticas de suas casas.

A substituição de Gianfranco Ferré à frente da Christian Dior, em particular, desperta um interesse que vai além do pequeno mundo da moda. A imprensa fazia previsões, enquanto estilistas se diziam prontos para enfrentar o desafio, como Vivienne Westwood, Thierry Mugler, Jean Paul Gaultier, Martine Sitbon, Azzedine Alaïa… Os debates terminaram em outubro de 1996, com a nomeação de John Galliano. Foi rapidamente seguido pelo de Alexander McQueen na Givenchy e depois, durante 1997, por Marc Jacobs na Vuitton, Michael Kors na Celine, Narciso Rodriguez na Loewe.

BRAZILIAN FOOTWEAR SHOW

worldfashion • 17/02/23, 14:06

A BFSHOW promete ser um marco para a indústria calçadista verde-amarela, que a partir de agora, a exemplo de outros países, como a Itália - que abriga a Micam Milano, referência internacional do setor e que é promovida pela associação de calçadistas italianos, a Assocalzaturifici - terá uma feira própria. “Será um evento feito pela indústria para o varejo, abrangendo todas as demandas e anseios do mercado, que busca uma mostra com otimização de custos, transparente e focada em negócios”, destaca o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira.
Ferreira conta que a nova feira foi uma demanda dos próprios empresários, que ganhou força a partir de 2020. “Antes de lançarmos oficialmente a BFSHOW, ouvimos, além das indústrias, os lojistas brasileiros sobre a percepção das feiras físicas em um cenário pós-pandemia. Foi a partir dos resultados dessa pesquisa que colocamos em prática a feira”, recorda o dirigente. “O setor aderiu à ideia de ter uma feira democrática, realizada e gerida pelas indústrias de calçados. Além de otimizar recursos, será um evento focado em negócios e extremamente transparente, inclusive com auditorias em relação aos números apresentados”, comenta.
O CEO da NürnbergMesse Brasil, João Paulo Picolo, projeta uma feira pujante e com efetivação de negócios. “Estamos animados! A chancela da Abicalçados, por si só, aponta para a força da feira, otimizando recursos e gerando retornos mais expressivos para os expositores. A expectativa para a primeira edição da BFSHOW é muito boa, principalmente pelo que podemos sentir nos polos calçadistas que visitamos ao longo do ano passado”, avalia.

Os expositores confirmados de todos os polos calçadistas brasileiros,  confirmam que a BFSHOW se notabiliza por unir grandes, médias e pequenas empresas, de diferentes nichos e estratégias de atuações, e alguns deles deram seus depoimentos:

A Democrata (Franca/SP) é uma das expositoras confirmadas. O diretor comercial da empresa, Marcelo Paludetto, ressalta que, após um ano bom, de crescimento de 25% e recorde histórico de vendas no mercado doméstico, a expectativa para 2023 é de manutenção dos índices, principalmente no Brasil. “Como o nosso principal destino são os Estados Unidos, mercado em que o varejo está com altos estoques e sofre com a inflação, devemos ter uma queda nas exportações. Já no mercado doméstico a expectativa é de repetir os bons índices do ano passado”, avalia.
Para a BFSHOW, Paludetto destaca que a expectativa é bastante positiva, especialmente pela recuperação da representatividade e pujança de uma feira “do tamanho que o setor merece”. “Sabemos que a BFSHOW será uma construção, mas temos a expectativa de que se torne a principal feira nacional de calçados, para o mercado brasileiro e mundial”. Segundo o diretor, o fato de ter à frente uma entidade representativa, como a Abicalçados, facilita na interlocução com os players do mercado, tanto expositores quanto varejistas. “O mercado deve ter o comando. Ter a Abicalçados na promoção garante uma maior flexibilidade para atender às demandas do setor”, acrescenta, ressaltando, ainda, que são diferenciais desta primeira edição, em Porto Alegre/RS, a infraestrutura e as facilidades logísticas, já que a Fiergs fica localizada muito próxima ao aeroporto da capital gaúcha.
Há 40 anos atuando no setor calçadista, o empresário Pedro Gomes da Silva, diretor da Randall (Nova Serrana/MG) e vice-presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), está entusiasmado com a ideia de repetir uma experiência positiva em nível regional no cenário nacional. “Desde 2007 mantemos a Fenova, uma feira de calçados das indústrias daqui de Nova Serrana e região com o objetivo de atender o mercado. A feira é realizada pelo Sindinova e tem intensa participação das empresas, que ajudam a escolher desde a data de realização até os compradores convidados”, conta Silva, ressaltando a importância de ter uma associação de classe à frente das mostras.
Segundo ele, ter a mostra ser organizada pelos próprios empresários faz com que exista um diálogo constante com os anseios do mercado, tanto de expositores quanto de lojistas. Com relação aos negócios, o empresário está otimista, diz que empresas locais já estão com pedidos até março de 2023. “O mercado ainda está nebuloso, mas pelo que temos conversado com as indústrias está comprador. Certamente, isso vai se refletir na BFSHOW, em Porto Alegre/RS, onde estaremos presentes”, conclui Silva.
Também otimista com a realização da feira calçadista está o empresário João Osterno Filho, da Di Valentini (São João Batista/SC). Segundo ele, o crescimento da empresa projetado para 2023, de 23% em produção de calçados, passa, entre outras coisas, pelo sucesso da BFSHOW. “Estamos com grandes expectativas, pois estamos sendo ouvidos para criar as condições de uma feira, efetivamente, focada em negócios”, destaca o empresário, ressaltando que outro fator positivo foi a redução de custos para exposição.
Associada à Abicalçados desde 1999, a Klin (Birigui/SP) vê a feira como uma oportunidade de estreitar ainda mais a parceria e também de incrementar os negócios. “O ano de 2022 foi um ano de crescimento não apenas para o nosso segmento, mas para toda a cadeia. Para 2023, nossa expectativa é de um ano ainda melhor, principalmente com a expansão das nossas franquias”, projeta o diretor da empresa, Carlos Mestriner, ressaltando que a BFSHOW pode auxiliar a indústria na busca pelo crescimento. Para o empresário, além do foco em negócios, é um atrativo a redução de custos, com otimização dos recursos, e o desenvolvimento do espírito cooperativista do setor.
Para o empresário, contar com a Abicalçados na gestão da mostra, juntamente com as empresas associadas, que respondem por mais de 65% da produção nacional de calçados, traz uma “maior segurança e confiança” para a feira calçadista. “O exemplo de sucesso da Micam Milano, na Itália, corrobora a importância de se ter uma entidade de classe à frente das feiras setoriais”, pontua Mestriner.
Para o diretor comercial da marca Cravo & Canela, recém adquirida pela Gonçalves Calçados (Rolante/RS), Deivis Gonçalves, a nova feira é uma importante ferramenta comercial, servindo para apresentar a marca de calçados femininos ao mercado. Segundo ele, desde suas primeiras apresentações às empresas, a BFSHOW ficou aberta a opiniões dos empresários acerca das necessidades do setor. “Sempre acreditamos na colaboração e, principalmente, na relação ganha-ganha”, diz. Segundo o diretor, o atendimento, tanto da Abicalçados quanto da NürnbergMesse Brasil, sempre foi muito bom, justificando o propósito da mostra. Sobre a expectativa, Gonçalves destaca ser a melhor possível, pelo fato de poder apresentar ao mercado, na BFSHOW, a nova cara da Cravo & Canela, agora com uma pegada ousada, casual e conectada à moda. “Acreditamos que são diferenciais da feira a localização, em Porto Alegre/RS, o foco em vendas e a já garantida presença de grandes marcas de calçados, pois este fato certamente irá atrair a visitação de lojistas”, avalia.
O diretor da Kidy (Birigui/SP), Sérgio Gracia, ressalta que a BFSHOW irá unir o setor calçadista brasileiro. “Temos ótimas expectativas para a feira. Ter a Abicalçados à frente do processo é importante, pois a entidade é sabedora das necessidades da nossa indústria, não somente das grandes empresas, mas das pequenas também”, avalia, ressaltando que feiras geridas pelas associações setoriais são uma tendência mundial na qual o setor deve estar inserido. Segundo Gracia, são diferenciais da feira, ainda, a questão logística, por estar próxima ao aeroporto, o que favorece a visitação de compradores nacionais e estrangeiros, além da significativa redução de custos para a exposição. “É uma relação onde todos ganham. O setor calçadista fica fortalecido”, conclui.

Setor vê oportunidade de incrementar vendas

Com expectativa de crescimento de 1,6% na produção, alcançando mais de 860 milhões de pares produzidos em 2023, a indústria calçadista brasileira enxerga no evento uma oportunidade de expandir as vendas tanto no mercado doméstico quanto internacional. “As exportações, que foram alavanca do crescimento de cerca de 3% no ano passado, devem perder espaço para o mercado interno ao longo de 2023, mas serão igualmente importantes para o resultado global, já que hoje 15% do que produzimos é enviado para o exterior”, informa Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados,

Sobre a operadora -  NürnbergMesse Brasil é uma subsidiária do Grupo NürnbergMesse, uma das 15 maiores empresas internacionais organizadoras de eventos do mundo. O portfólio do grupo possui mais de 120 feiras e congressos internacionais (14 deles no Brasil) e mais de 40 pavilhões. Anualmente, cerca de 30 mil expositores e mais de 1,5 milhão de visitantes participam dos eventos organizados pela NürnbergMesse, que está presente, por meio de suas subsidiárias, na China, Estados Unidos, Brasil, Grécia, Itália e Índia. O grupo ainda possui uma rede com cerca de 50 representantes, que operam em mais de 116 países.

Sobre a Abicalçados é a entidade que representa a indústria nacional, quinta maior produtora de calçados do mundo, a maior do Ocidente. Fundada em 1983, a Abicalçados, sediada em Novo Hamburgo/RS, possui em seu quadro de associados empresas de todos os portes e que respondem por mais de 65% do total de pares produzidos no País. A entidade representa uma indústria que emprega, diretamente, mais de 300 mil pessoas. Sua missão é representar, defender, desenvolver e promover a indústria calçadista brasileira, com respeito, excelência e resultados.

da redação com informações de Diego Rosinha Assessor de Imprensa/Press Officer

ID:Rio 23

worldfashion • 22/01/23, 20:29

dsc_8662-2De 26 de Janeiro a 25 de fevereiro de 2023, acontecerá a segunda edição do ID:Rio Festival, evento criado em 2021, por Helena Silveira e Claudio Silveira, responsáveis pelo tradicional DFB Festival (CE), o evento carioca, tem como missão atuar diretamente em prol do impulsionamento da energia criativa do trade da moda do estado do Rio de Janeiro. Entre as novidades da segunda edição, é a ampliação de sua programação, 100% gratuita, que antes era baseada em Niterói e agora chega à capital do Estado.

dsc_1468-11O festival ID:Rio 23 é apresentado pela Enel, com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, sendo composto por atividades de estímulo direto ao empreendedorismo de toda a cadeia produtiva da moda fluminense.

A segunda edição com sua programação entre Niterói e Rio de Janeiro, reunirá uma jornada de conhecimento, exposição, podcasts, feira de design, moda autoral e gastronomia.

fernanda-abreu-30-anos-baile-foto-murilo-alvesso-555-2Além de shows diários gratuitos no Espaço Cantareira, com grandes nomes da música do país, como Fernanda Abreu, Nando Reis, Melim, Fernando Rosa e outros, o Festival apresenta desfiles exclusivos, reunindo marcas de diferentes polos confeccionistas do Estado do Rio de Janeiro, que vão do beachwear ao fitness e jeans.

O evento é multidisciplinar e 100% gratuito, o ID:Rio é voltado para profissionais de toda a cadeia produtiva da moda, novos empreendedores e alunos de estilismo, moda, design, administração, marketing e áreas afins.

A retirada dos convites gratuitos para os shows será feita mediante inscrições via Sympla, com posto de distribuição no Shopping Plaza, em Niterói. O acesso ao evento é recomendado para jovens a partir de 16 anos. Menores podem comparecer, desde que acompanhados pelo(a) responsável. Para acessar o ID:Rio, basta apresentar o convite e entregar 1 kg de alimento não-perecível. O total arrecadado durante os quatro dias de programação será doado integralmente ao projeto Niterói Solidária.

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Confira a programação de desfiles:

26/01 – Quinta-feira

18h – Rua dos Biquínis

19h – Beepfit

20h – Energia Enel

27/01 – Sexta-feira

18h – IED Rio apresenta Erica Rosa

19h – Shopping Plaza Collab apresenta Sacada + Oh, Boy! + Lizie + Track&Field

20h – CCM

28/01 – Sábado

18h – Dress To

19h – Firjan Senai Espaço de Moda

20h – Marju e Kitecoat

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Confira a programação de shows:

Quinta-feira – 26 de janeiro

15h - DJ Felipe Roale

21h – Fernando Rosa

Sexta-feira – 27 de janeiro

15h - DJ Felipe Roale

17h - Sávio

21h – Melim

Sábado – 29 de janeiro

15h - DJ Felipe Roale

17h - Guilherme Schwab

21h – Nando Reis

Domingo – 29 de janeiro

15h - DJ Felipe Roale

17h - VVG

21h – Fernanda Abreu

Da próxima sexta dia 26 a domingo dia 29 de janeiro 2023, o line-up do ID:Rio terá como epicentro equipamentos em Niterói, com atividades no Espaço Cantareira, na Praça Zumbi dos Palmares e no complexo de cinemas Reserva Cultural Niterói. E na Praça Zumbi dos Palmares, em Niterói, o Festival sedia o dsc_1268ID:Street, feira de moda autoral e design, com curadoria a cargo da plataforma Carandaí25 e destaque para a Casa Enel, que reúne o trabalho de artesãos de todo o Estado do Rio de Janeiro. O Enel Compartilha Empreendedorismo é um programa que dá suporte às comunidades em que atua por meio do incentivo à formação de redes e associações produtivas comunitárias, apoiando os participantes na qualificação de seus produtos, na criação de canais de venda, na gestão comercial, na economia circular e solidária.

Já entre 30 de janeiro a 25 de fevereiro, o evento cruza a ponte para ocupar a Biblioteca Parque Estadual (BPE), no Centro do Rio de Janeiro, onde apresentará uma exposição colaborativa, em parceria com a Enel Brasil, reunindo 10 looks confeccionados sob os preceitos do upcycling, a partir do reuso inteligente de insumos e fardamentos descartados. A sede da BPE também serve como cenário para uma série de podcasts semanais, que serão divulgados durante todo o mês de fevereiro, acompanhando a exposição e abordando temas ligados à sustentabilidade, empreendedorismo e inovação.

O ID:Rio 23 conta com o apoio da Prefeitura de Niterói e do Shopping Plaza, correalização do Caderno Ela e realização da Equipe de Produção, responsável há 24 anos pelo DFB Festival, em Fortaleza/CE.

Serviço

Dias: 26 a 29 de janeiro

Festival ID:Rio 2023

Endereço: Av. Visconde do Rio Branco, 880 - São Domingos, Niterói - RJ (Reserva Cultural Niterói)

De 30 de janeiro a 25 de fevereiro

Exposição colaborativa ID:Rio 2023

Endereço: Biblioteca Parque Estadual (BPE), no Centro do Rio de Janeiro

da redação com informações da CAPUCHINO PRESS   fotos divulgação

VAREJO

worldfashion • 14/10/22, 11:24

A Riachuelo e o Instituto Riachuelo levaram a marca SSJheni para ter sua primeira experiência internacional em um desfile solo durante a Semana de Moda de Londres, na Pages Walk. Agora, as peças do desfile criadas por Jheni Ferreira ficarão expostas na vitrine da Riachuelo da Avenida Paulista, em São Paulo, até o dia 17/10 (segunda feira)

jheni1“A experiência de participar do London Fashion Week afeta atualmente as relações diárias. Nesse momento sinto que foi aberto um espaço para diálogo com outros novos designers que também estão mostrando a moda como expressão artística. A iniciativa da Riachuelo abre novos horizontes. Ter uma vitrine com tamanho alcance como a da Paulista possibilita a familiarização do leitor comum (não fashionista) a uma cultura de moda, qual não temos muita proximidade no Brasil. A mensagem que deixo é sobre construir narrativas com o que temos em descarte e usar o corpo humano como transporte e comunicador de arte. Algo que propõe para as roupas lugares além de dress code e uniformes”, explica Jheni Ferreira.

Assim como a Jheni, a Riachuelo também acredita na circularidade têxtil. Com esta ação, a marca quer promover uma reflexão e diálogo sobre o upcycling de materiais de descarte de lugares desesperançosos, mostrando como uma peça de roupa, ou o mercado da moda num geral, pode impactar positivamente, mesmo que de forma indireta, pessoas em situação de vulnerabilidade social.

valesca-magalhaes“Esse é mais um passo que damos para sermos cada vez mais propulsores da circularidade. Mantemos ‘Moda que Transforma’, programa de coleta de roupas, calçados e assessórios usados de clientes e colaboradores com objetivo de dar uma segunda vida aos produtos. Agora, vamos dar, literalmente, vitrine, para o trabalho incrível que pode e deve inspirar tantas outras pessoas tanto para quem deseja trabalhar com reaproveitamento de resíduos quanto para conscientizar doações e/ou descarte correto de peças” detalha Valesca Magalhães, gerente executiva sênior de sustentabilidade da companhia.

24Ainda na missão de encontrar soluções em escala para uma questão sensível e global da indústria da moda - de fechar o circuito quando se fala em reciclagem têxtil, a Riachuelo está encabeçando uma pesquisa com o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT) e acaba de criar um Hub de Inovação em Circularidade.

Sobre SSJheni -  marca foi criada em 2019 durante a pandemia e logo foi descoberta por revistas e artistas, se tornando referência no Brasil, no campo de upcycling por levar as peças de roupas e adereços do lixo ao holofote, tirando materiais de descarte de lugares desesperançosos. As roupas expressam o mundo interno da Jheni e sua arte. Todo o material usado na confecção das peças da SSJHENI é adquirido em brechós e dead stock, e assim é um material que seria descartado. No Brás, por exemplo, Jheni apoia e conta com o apoio de diversos catadores. Dentre garimpos e curadoria, a artista cria de forma socioambiental a base de sua marca.

A marca já tem entre fãs de suas criações grandes nomes da nova MPB como Marina Sena, Luisa Sonza, Manu Gavassi e Pabllo Vittar — para ela, Jheni produziu o vestido usado na capa de do álbum Batidão Tropical.

Sobre a Riachuelo - Empresa com 75 anos de história e cerca de 40 mil colaboradores, a Riachuelo trabalha com o propósito de conectar sonhos a realizações. Unindo inovação, dinamismo e agilidade para entregar coleções e produtos para todos os estilos, a rede é uma das principais referências do setor e é reconhecida como uma das maiores empresas de moda do Brasil. Com o maior parque fabril da América Latina, são mais de 30 milhões de clientes no cartão Riachuelo e mais de 370 lojas próprias espalhadas pelo país.

da redação com informações da Loures Comunicação  imagens: fotos

MODA DO NOVO MUNDO(*)

worldfashion • 18/04/22, 16:50

mostra-modadonovomundo Semana de arte moderna de 1922 nos enche de orgulho. Seu legado comprova que é possível construir conexões verdadeiras, e essa Mostra é inteiramente inspirada em seus feitos.

Assim  #ModaDoNovoMundo se apresentará como instalação coletiva, uma coleção multiplural, como uma soma de profecias estéticas do presente-futuro, com toda a liberdade que lhe é devida, desde a ambientação, elaborada com estruturas orgânicas coletadas na Mata Atlântica e Cerrado [do ecótono da Cuesta Paulista], até as próprias peças, cada uma com conceito construtivo, fundamento, técnicas e matérias-primas próprias, riquezas vindas de todas as regiões do Brasil, desde o Xingu até Santa Catarina, passando pelo Acre e Minas Gerais, até o Maranhão.

1-willi-de-carvalho1Estarão expostas trinta peças, sendo uma de cada participante, profissionais com atuações peculiares em diferentes frentes: pintura, bordado, tecelagem, tricô, crochê, trançado com fibras naturais, tramas com retalhos, rendas manuais, tingimentos artesanais, naturais e botânicos, upcycling, customização, restauração; diversas aplicações e intervenções, com estamparias tanto conceituais quanto tradicionais.

2-lizziSão peças modernas com memórias, que misturam várias linguagens de arte, como poesia, literatura, música e audiovisual, e trabalham inovação, como experimentações em construção de biotêxteis e não-tecidos alternativos, e comunicação eletrônica experimental.

3-aline-martinezSão produções embasadas nos critérios da moda do novo mundo, diretamente conectadas com a nossa potência criativa aplicada ao segmento da moda, gerando um guia prático 5-luciano-pinheirofuncional sobre o muito que somos e podemos.

Participam da Mostra: Aline Martinez, Brechó da Poppi, Coelho Gavião, Coletivo de Dois, Feito por Gita, Grão, Gustavo de Carvalho, H-AL, Jô de Paula, Júlia Novaes, Kátia Fagundes – Da Tribu, Las Chicas Tienen Fuego, Leila Bahia, Linhas pontos e panos, Lizzi, Luciano Pinheiro, Made in Acre, Maria com chá, Mylena Uhlig, Naná - moda comunitária, Noeme Gomes, Otake, Refazenda, Susana Fernandez, Ventana, Vermelho Flô, Verson Souto, Watatakalu Yawalapiti, Willi de Carvalho, Xilo Shirt.

monicahorta_oMônica Horta, curadora e realizadora do evento, afirma: “existe um grande sentido de identidade na cena cultural da moda autoral brasileira, uma vez que a criatividade, para nós, é um recurso infinito, nosso bem coletivo mais precioso. Essa Mostra será uma documentação estética/conceitual, um registro histórico da democracia do estilo da legítima moda que a gente inventa”.

A abertura será no dia 19 de abril, no CCSP - Centro Cultural São Paulo, a partir das 16h, na Sala Adoniran Barbosa, uma roda de conversa com grandes nomes que atuam em sintonia com os modernistas, para trocar ideias sobre “A Semana de arte de 22 e a moda do novo mundo” são eles: Jurandy Valença - diretor da Biblioteca Mário de Andrade; Néli Pereira - comunicadora e pesquisadora de brasilidades; Baixo 6-h-alRibeiro - curador e galerista, proprietário da Choque Cultural, e ainda Naná Oliveira - criadora sergipana, além de performances de marcas participantes. Já no dia 1 de maio, em seu encerramento, acontecem duas performances/desfiles, nas rampas da Praça das bibliotecas, a partir das 17h.

Paralelamente à Mostra, o Instagram @_modadonovomundo realizará a “Semana de moda moderna”, de forma híbrida, com a publicação de conteúdos diários inéditos de marcas convidadas, como visitas guiadas, filmes de moda, lives, rodas de conversas e oficinas. Como já bem disse Oswald de Andrade, “só a antropofagia nos une”.

(*) Sobre a Moda do novo mundo

A moda do novo mundo é moda vivida com respeito, comprometida com esses conceitos:

7-ventana1☞ Moda autoral - é inspirada no autoconhecimento e na própria cultura

☞ Moda humanizada - é conectada com o seu entorno e com a natureza

☞ Moda acessível - estabelece harmonia entre preço e valor

☞ Moda diversa - se comunica com diferentes corpos

☞ Moda libertária - é independente das tendências do mercado

☞ Moda ancestral - se empodera com tradições artesanais e é focada no processo

☞ Moda colaborativa - compartilha a sua potência e atua coletivamente

☞ Moda atemporal - investe na qualidade e é feita com calma, pra durar

8-julia-novaes☞ Moda questionadora - incentiva mudanças estruturais

☞ Moda inovadora - tem como fundamento a economia da experiência

Serviço:

Mostra “#ModaDoNovoMundo”

De 19 de abril a 1 de maio de 2022

Centro Cultural São Paulo | CCSP e @modadonovomundo

Acesso livre e gratuito para todes

da redação com informações de Mônica Horta imagens: fotos/divulgação

PARIS JULHO 2021 /2

worldfashion • 26/07/21, 13:50

Damien Hisrt na Fondation Cartier

by PhD. Sylvia Demetresco*

photo-2021-07-21-16-56-50-9“Cherry Blossoms” …Esta é a exposição mais recente de pinturas da superestrela da arte contemporânea Damien Hirst. Foi durante um encontro em Londres, em 2019, que Hervé Chandès diretor da Fondation Cartier e o artista, resolveram montar esta exposição no espaço da Fondation Cartier em Paris, no prédio realizado pelo arquiteto Jean Nouvel.

photo-2021-07-21-16-57-24-17A convite de Rafael Lupo Medina gemólogo da Cartier, nossa colunista Sylvia Demetresco, junto com o filho Lucas Demetresco VP de alimentos e bebidas da Accor, para França, Itália, Portugal, Espanha e Grécia estiveram na exposição. Na foto à esquerda de blazer Rafael Lupo Medina ao lado de Lucas e Sylvia.

photo-2021-07-21-16-57-40-3A série completa inclui 107 telas divididas em painéis individuais, dípticos, trípticos, quadrípticos. Somente 30 pinturas da coleção foram selecionadas, dentre as 107 realizadas em seu atelier londrino.

Nestas extravagantes obras repletas de flores de cerejeira em fundos azuis-claros, sopra um imenso e surpreendente vento de liberdade. Ao mesmo tempo as flores de cerejeira falam de beleza, vida e morte. São extremos que se cruzam, são decorativos, são cores e formas retiradas da natureza, mas que rememoram sempre as outras obras ou fazes pelas quais Hirst já passou.

As obras foram pintadas sobre telas de fundo azul, com tinta industrial e com pincéis grosseiros a até brochas. As cores nestas pinturas brotam por toda a parte, vibrando por meio de pequenas flores brancas e rosas em vários tons, voláteis como jardins primaveris, pinceladas rápidas e com muita tinta formam a textura de cada obra.

photo-2021-07-21-16-57-40Hirst combina várias técnicas que ali podem ser avistadas: pinceladas grossas, elementos de pintura gestual, remetendo-nos tanto ao impressionismo quanto ao pontilhismo, bem como à pintura de ação (action painting). Todas as telas foram pintadas na vertical, o que é impressionante visto seus tamanhos.

As telas monumentais, inteiramente recobertas de cores vivas e densas, envolvem o espectador numa vasta paisagem floral oscilando entre a figuração e a abstração. Poderíamos dizer que “Cherry Blossoms” é uma subversão e uma homenagem aos grandes movimentos artísticos do final do século XIX e XX.

Hirst diz: “A pandemia me deu muito mais tempo para conviver com as pinturas, olhar para elas e ter a certeza absoluta de que tudo acabou. Elas são espalhafatosas, bagunçadas e frágeis e me levam para longe do minimalismo e da ideia de um pintor mecânico imaginário e é tão excitante para mim. Tive um romance com a pintura toda a minha vida, embora o tenha evitado. Como jovem artista, você reage ao contexto, à sua situação. Na década de 1980, a pintura não era realmente o caminho a percorrer. ” Esta exposição nos propõe algo que interage com a longa exploração pictórica de Hirst.

photo-2021-07-21-16-57-40-4A morte sempre é o tema central da sua obra, que sempre esteve rodeada de grande polémica mais ou menos premeditada e por conseguinte de um grande seguimento mediático: os cadáveres de um touro, uma vaca um tubarão, uma ovelha flutuando em formol, da série, Natural History. Ele ainda é conhecido por seus “spin paintings”, realizados sobre uma superfície giratória, e pelos seus “spot paintings”. O seu trabalho mais iconico e polemico, The Physical Impossibility Of Death In the Mind Of Someone Living (Impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo);

E sua obra ‘Pelo amor de Deus’, que consiste num crânio com mais de oito mil diamantes incrustados.

Concluindo Damien Hirst consegue por meio da pintura, um modo tradicional na arte, a conquistar seu público, continuar na sua pesquisa de vida e morte. Tanto pelo fato de que as flores de cerejeira vivem por pouco tempo… assim como sua obra, não será eterna, pois, a tinta passará por uma transformação, de uso ou de deterioração no tempo. Como sempre… ele nos coloca em situações de pensar na fragilidade entre… vida e morte!

photo-2021-07-21-16-56-50-14*Sylvia Demetresco (foto acima com o à direita, com vestes Issey Miyake ) é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, com pós-doutorado em Semiótica no Instituto Universitário da França, em Paris.

Professora de Visual Merchandising na Ecole Supérieure de Visual Merchandising, em Vevey, na Suíça.

É autora de livros sobre vitrinas, entre os quais: Vitrina Construção de Encenações (Educ/Senac), Vitrinas Entre-Vistas: Merchandising Visual (Senac),Vitrinas E Exposições: Arte E Técnica Do Visual Merchandising (Editora Érica, 2014) e Vitrinas: Arte, História e Consumo de São Paulo (Via das Artes, 2014).

contato: sylvia@vitrina.com.br   Fotos: by Sylvia Demetresco

Fernanda Yamamoto comemora 10 anos da grife

worldfashion • 12/03/20, 11:56

credito-ana-claudia-vasconcelos-6-640x480Em comemoração à primeira década da marca, Fernanda Yamamoto escolheu o Centro Universitário Senac – Santo Amaro, para expor 20 looks, que foram temas dos seus desfiles no São Paulo Fashion Week, entre eles, destaque para a coleção de inverno 2016, que foi inspirada nas rendeiras da região do Cariri, no sertão da Paraíba, que posteriormente virou o credito-ana-claudia-vasconcelos-2-640x480credito-ana-claudia-vasconcelos-9-640x480documentário “Histórias Rendadas”; e para a coleção de 2018, feita com tecidos tingidos naturalmente, inspirada na cultura da comunidade de Yuba – fundada em 1930, na cidade de Mirandópolis, com filosofia autossustentável. Cinco peças da exposição foram destaque na edição comemorativa do SPFW 2019, confeccionadas a partir de coleções credito-ana-claudia-vasconcelos-3-480x640credito-ana-claudia-vasconcelos-11-480x640antigas com a técnica de upcycling.

Após o fim da exposição em 27/06, todos os itens serão doados para a Modateca do Centro Universitário Senac – Santo Amaro e disponibilizados para estudos e pesquisas dos alunos interessados na história da moda brasileira. “É muito importante preservar acervo da história da marca e, por isso, vamos dar um destino educacional e cultural a essa exposição”, comenta Fernanda Yamamoto.

“É uma honra para o Senac São Paulo receber a mostra de uma artista renomada como a Fernanda. Esse momento será memorável”, acrescenta Tatiana Putti, coordenadora da área de moda do Senac São Paulo.

img_7479-640x4801img_7481-640x4801No dia da inauguração da exposição, em 4/3, além de Fernanda Yamamoto, participaram do bate-papo parte da equipe da estilista: Fernando Jeon (modelista/estilista chefe, ex-aluno Senac), Luciana Bortowski (estilista), Simone Barbosa (piloteira), Silvia Batista (piloteira), Marina Zomignan (modelista e ex-aluna do Senac).

img_7474-480x640Serviço

Exposição 10 anos da grife Fernanda Yamamoto

Gratuita e aberta ao público

Local: Biblioteca do Centro Universitário Senac – Santo Amaro - Av. Eng. Eusébio Stevaux, 823 - Santo Amaro, São Paulo.

Data: 4 de março de 2020 a 27 de junho de 2020

Horários: segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas

Modatecas

Desde 1993, as equipes das Modatecas da unidade Lapa Faustolo e do Centro Universitário, realizam um trabalho de catalogação e guarda de diferentes tipos de tecidos, croquis, DVDs, acessórios, roupas e figurinos que auxiliam estudantes e pesquisadores a compreenderem a evolução do meio fashion através do tempo. Pioneiras na previsão de espaços dedicados à memória dos img_7470-480x6401documentos têxteis no nosso país, as unidades são compostas por subdivisões voltadas à catalogação dos tecidos, looks e figurinos doados adquiridos pela instituição.

Dentre todas as coleções presentes nos acervos têxteis do Senac, que possuem looks de estilistas como Mário Queiroz, Paco Rabanne, Walter Rodrigues, Ugo Castellana, Clodovil, Dener e Yves Saint Laurent, destaca-se a coleção de mais de 300 artigos de figurino do cantor Ney Matogrosso reunida na Modateca do Centro Universitário, doada pelo próprio artista à instituição em 2010 e que, a cada nova turnê, cresce um pouco mais. Com a mais recente parceria com a estilista Fernanda Yamamoto, o acervo conta com quase 500 peças doadas.

Informações:

Modateca Centro Universitário Senac

De 2ª a 6ª feira, das 9 às 18 horas, com Talita Silva, no telefone: (11) 5682-7455

Modateca Senac Lapa Faustolo

De 2ª a 6ª feira, das 8 às 17 horas, com Cinara Santos, no telefone: (11) 2185-9814

Centro Universitário Senac - atua há 30 anos no ensino superior, atendendo a todo o Estado com cursos de graduação, pós-graduação e extensão universitária, nas modalidades presenciais e a distância. No Centro Universitário Senac, o aluno conhece a realidade do mercado e experimenta o cotidiano da profissão que escolheu. Também tem a oportunidade de se aprofundar na profissão antes mesmo de se formar, por meio de atividades em sala de aula, nos laboratórios, nas empresas juniores, nos estágios, em vivências nacionais e internacionais e na participação em concursos e competições. Pela qualidade do ensino e da infraestrutura disponibilizadas aos alunos e funcionários, o Centro Universitário Senac possui nota 5 na avaliação do Ministério da Educação para os cursos presenciais e a distância. Conheça mais pelo Portal Senac.

da redação com informações da In Press Porter Novelli imagens: fotos/divulgação da exposição de Ana Claudia Vasconcelos