3ª EDIÇÃO do Febratex Summit 2025

worldfashion • 26/08/25, 14:12

“O Febratex Summit 2025 é muito mais do que um encontro da indústria têxtil: é um espaço de inovação, troca de experiências e conexão entre empresários e profissionais de todo o país. A cada edição, o evento reforça seu papel estratégico na transformação digital e sustentável da moda, mostrando como criatividade e tecnologia estão caminhando juntas para construir o futuro do setor”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

Reconhecido como um dos principais encontros da indústria têxtil nacional, o Summit consolida-se como palco de inovação, tecnologia, debates e conexões de negócios, unindo empresários e profissionais do setor em torno das melhores práticas na indústria têxtil.

Aconteceu de 19 a 21 de agosto no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), e reuniu mais de 90 expositores e a 3ª edição destacou como a sustentabilidade pode impulsionar a competitividade e os negócios da indústria têxtil.

Promoveu negócios e inovação, destacou pelo pioneirismo na gestão responsável de resíduos. Na 2ª edição em 2023, com apoio da Euro Ambiental Consultoria, entrou para a história como o primeiro evento têxtil do Brasil a conquistar a Certificação Lixo Zero, com 92,2% dos resíduos reciclados ou corretamente destinados.

Em 2025, o desafio é repetir o feito e reafirmar seu papel de liderança no compromisso com a recertificação Lixo Zero. “Acreditamos que não basta falar sobre inovação e sustentabilidade, é preciso agir com responsabilidade, dar o exemplo e influenciar positivamente todo o setor.”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

Ações práticas para circularidade

Para esta edição, o evento amplia suas iniciativas sustentáveis. Uma das novidades é a parceria com a Avplas Embalagens, que fornecerá sacos produzidos com plástico reciclado para a coleta seletiva, devidamente identificados entre orgânico, reciclável e não reciclável.

“A economia circular começa muito antes do descarte, passa pela seleção consciente dos fornecedores, pelo tipo de material utilizado e pela rastreabilidade da origem”, explica Giordana.

Outra ação é a confecção dos cordões das credenciais com fios reciclados REPREVE, fornecidos pela Unifi Manufacturing, Inc. e transformados pela Cordontextil Indústria e Comércio. A medida dá sequência à substituição do plástico por papel nos porta-credenciais, adotada em todos os eventos do grupo desde 2022.

“Acreditamos em um futuro no qual as feiras assumam compromissos reais com a responsabilidade ambiental. Os resíduos gerados em um evento como o nosso têm múltiplas origens, como estandes, impressões, materiais elétricos, embalagens e consumo do público, e tudo precisa ser cuidadosamente planejado, separado, coletado, destinado e monitorado”, reforça a diretora-executiva do Febratex Group.

Tecnologia e inovação alinhadas à sustentabilidade

Além do protagonismo na gestão de resíduos, o Febratex Summit trouxe novidades dos expositores e pesquisadores internacionais.

A pesquisadora Luani Costa, do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), conduziu um desfile inédito no Brasil, com cerca de 30 looks, descrevendo os avanços mais tecnológicos e sustentáveis da indústria portuguesa.

O Grupo Malwee apresentou a Camiseta Ar.voree, criada em parceria com a startup Xinterra, de Singapura. O tecido captura CO₂ do ambiente e o elimina durante a lavagem, transformando cada peça em um aliado contra as mudanças climáticas. Cada camiseta captura 12,6 gramas de CO₂ diariamente – o equivalente a 25 camisetas absorvendo o mesmo volume que uma árvore adulta no mesmo período. “O processo é simples: o CO2 é capturado pelo tecido e, em contato com o sabão na lavagem, é transformado em bicarbonato de sódio e dissolvido, enquanto os agentes de captura se recarregam para reiniciar o ciclo”, destaca Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee.

Na Arena do Conteúdo, Eduardo Christian falou sobre como transformar desafios em oportunidades na confecção, enquanto painéis mediado por Priscila Faiad reuniram especialistas da Impulgest, ZDHC e BluWin sobre o impacto de produtos químicos nos ecossistemas aquáticos, e da UNIFI, que apresentou a jornada sustentável da REPREVE.

Fabricada pela Unifi, Inc.*, REPREVE®️, responsável por reciclar mais de 42 bilhões de garrafas plásticas, transformando-as em fios sustentáveis desde seu lançamento em 2007, marca presença pela primeira vez na Febratex Summit, evento pioneiro que impulsiona a transformação digital e sustentável na indústria da moda.

Na ocasião, a marca REPREVE®️ apresenta sua evolução na jornada de sustentabilidade, destacando o fio REPREVE Takeback composto por pelo menos 50% de resíduos têxteis de poliéster.  A tecnologia inovadora reforça o compromisso da empresa com a circularidade, promovendo soluções que reduzem o uso de recursos virgens e possibilitando um ciclo produtivo mais sustentável.

“O Febratex Summit 2025 é um espaço único de conexão e colaboração na indústria têxtil. Estamos muito felizes com a visitação qualificada do primeiro dia, que trouxe empresas e marcas realmente interessadas em soluções mais sustentáveis para a cadeia. Para nós, é muito gratificante já sair do evento com reuniões marcadas e mostrar como podemos oferecer poliéster reciclado, com dados concretos sobre água, carbono e reaproveitamento de garrafas pós-consumo”, afirma Daniella Massabki Azevedo, Head de Marketing & Brand Sales da UNIFI do Brasil.

*A Unifi, Inc. (NYSE: UFI) é líder global em ciência de fibras e fios sintéticos sustentáveis. Utilizando tecnologia de reciclagem proprietária, é pioneira na transformação de resíduos pós-industriais e pós-consumo em produtos sustentáveis em escala. Com presença nos Estados Unidos, Colômbia, El Salvador e Brasil, a Unifi atua globalmente com o objetivo de transformar a indústria por meio de soluções circulares e ecológicas.

Fabricada pela Unifi, REPREVE® é a marca líder mundial em resinas, fibras e fios reciclados de alto desempenho. Por meio de tecnologia de reciclagem exclusiva,  REPREVE aproveita diferentes fontes de resíduos, como garrafas plásticas de uso único, plásticos com alto risco de poluição oceânica, resíduos têxteis e fios reciclados. Já foram transformadas mais de 40 bilhões de garrafas plásticas em fibras recicladas que impulsionam produtos de marcas líderes globais. Os materiais REPREVE são rastreáveis com a tecnologia FiberPrint® e certificados pela verificação U-TRUST®, com aplicações em vestuário esportivo, moda, decoração, linha home, acessórios, automóveis, construção civil, transporte, setor militar, médico e bens de consumo embalados.

Outro ponto alto foi o painel Super Usuários CLO*, com Mariana Araújo (Renner), Raquel Cavalcanti (Hering) e André Boff (Lunelli), que mostraram como tecnologias digitais estão transformando a produção de moda.

*CLO Virtual Fashion, uma empresa sul-coreana, torna mais fácil a criação, o design e o desenvolvimento de roupas 3D. Desde o primeiro conceito até o ajuste final, as ferramentas acompanham os usuários em cada passo do caminho.

Desde 2009, estão revolucionando a indústria da moda ao criar um ecossistema digital que otimiza os fluxos de trabalho e promove a sustentabilidade. Oferecem um total de seis soluções 3D ao mercado, incluindo softwares de Design 3D e uma Plataforma web de comunicação, armazenamento e gerenciamento de ativos digitais. Criando um sistema integrado que conecta a moda física e digital

Como líder global, a CLO Virtual Fashion opera em 14 escritórios espalhados pelo mundo, abrangendo América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia.

No Brasil, está localizada em São Paulo, onde oferece serviços em Português e Espanhol para toda América Latina.

Outras palestras exploraram temas como digitalização do B2B, inteligência artificial aplicada à criação de coleções, eficiência energética, rastreabilidade do algodão e estratégias para empresas familiares e empreendedores criativos, com a participação de importantes players do setor, como TOTVS, VTEX, Malwee, Dalila Têxtil, C&A, Cotton Move e FIESC.

No evento podcasts ao vivo, reunindo grandes nomes da moda em conversas inspiradoras sobre soluções inovadoras, tendências de consumo, previsões de coleções com inteligência artificial, logística, personalização de produtos e práticas sustentáveis.

O desfile final do concurso Brasil Fashion Designers – Profissionais 2025 (BFD – Profissionais) destacou os dez finalistas e consagrou Samuel Riechel, de Franca (SP), como grande vencedor. O BFD – Profissionais valoriza o design nacional e novos talentos da moda, integrando-os à cadeia têxtil e incentivando a criatividade aliada à sustentabilidade. Os finalistas apresentaram coleções autorais com materiais sustentáveis e soluções inovadoras, refletindo as tendências da moda nacional e a preocupação com responsabilidade ambiental e técnica de produção.

Inteligência Artificial acelera a reinvenção da moda e movimenta debates no Febratex Summit

Especialistas e empresas globais mostraram no Febratex Summit, em Blumenau, como a tecnologia pode unir dados, inovação e sensibilidade humana para revolucionar a indústria têxtil.

A Inteligência Artificial (IA) tem ganhado espaço de forma acelerada no setor têxtil e já começa a redefinir como marcas e profissionais da moda pensam, criam e comercializam seus produtos. Da pesquisa de tendências ao desenvolvimento de coleções, passando por análises de mercado e comportamento do consumidor, a tecnologia se consolida como um recurso estratégico para aumentar eficiência e competitividade. No Febratex Summit 2025, especialistas destacaram não apenas os avanços, mas também os desafios de aplicar a IA em uma indústria que combina tradição e criatividade com a urgência da inovação.

A tecnologia voltou a ocupar o centro dos debates no encontro, considerado um dos mais aguardados da indústria têxtil brasileira. Na palestra “Visão 2030”, conduzida por Carla C. B. Schork, da Texplay, a discussão girou em torno do impacto da IA em todas as etapas da cadeia: da análise de tendências e comportamento do consumidor até a criação de coleções e estratégias comerciais.

O debate evidenciou que a IA não substitui o olhar humano, mas amplia a capacidade de análise e acelera processos. Plataformas já existentes no mercado permitem monitorar concorrentes, prever movimentações de mercado e oferecer suporte criativo a designers, gerando variações de tecidos, cortes e estilos em minutos.

Além das discussões de palco, a Centric Software*, referência global em tecnologia para o setor, apresentou ao público da feira um portfólio de soluções de IA voltadas à gestão de ponta a ponta do desenvolvimento de produtos e coleções. Entre elas, o Centric Market Intelligence, o Centric Fashion Inspiration e o Centric PLM, que já apoiaram mais de 19 mil marcas em todo o mundo a reduzir custos, acelerar lançamentos e ampliar margens.

“Nosso portfólio de soluções impulsionadas por IA extrai o que há de mais valioso nos times que o usam – a inovação, a criatividade, a singularidade que cada marca precisa para se destacar. O Febratex Summit é estratégico porque conecta justamente quem acredita na inovação como diferencial competitivo”, destacou Jéssica Danesi, gerente de Marketing para a América Latina da Centric Software.

O uso de tecnologia no setor é visto como estratégia de sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo, onde consumidores mudam de preferência rapidamente e margens de lucro estão cada vez mais apertadas. Para especialistas, a IA oferece à moda não apenas eficiência, mas também a possibilidade de antecipar cenários e responder às mudanças de forma mais ágil.

*Desde que a Centric Software foi fundada no Vale do Silício, há mais de 20 anos, trabalham em estreita parceria com as principais marcas e varejistas do mundo para oferecer inovações revolucionárias que superam os desafios específicos do setor.

A Centric Software cria tecnologias desde o conceito até o lançamento do produto. Criando soluções digitais para varejistas, marcas e fabricantes para obter o máximo de receita, e aproximar dos consumidores e aumentar a eficiência.

São pessoas da indústria e da tecnologia apaixonadas por bens de consumo e de alta rotatividade, e muitos de nossos funcionários são provenientes de marcas e varejistas líderes em vestuário e bens de consumo. Cada tipo de produto de consumo é diferente, exigindo conhecimento especial e cada pessoa que participa do processo de entrada no mercado do produto traz suas próprias experiências e visão de mundo. Assim as soluções são altamente configuráveis para refletir isso.

A colaboração está no centro de tudo o que fazem, desde o design de soluções com base no feedback do cliente até a criação de ferramentas inovadoras que melhoram a comunicação e o trabalho em equipe.

Somos centrados no cliente - é daí que vem o nome. O cliente vem sempre em primeiro lugar.

Foi apresentada pela R-Inove a TRACE TAG uma identidade única de valor digital rastreável na vestimenta.

Uma tecnologia têxtil brasileira com patente de invenção que realiza uma codificação binária no fio têxtil, com codificação amparada por geolocalização e aprovada em 3 editais da FINEP (Mulheres Inovadoras, Sinapse Inovação PR e Tecnova 2 PR) Membro da ITMF (Internacional Textle Manufactures Federation) | 2022 -2024 Parceria com empresa portuguesa (moda e profissionais) |

A tecnologia é implementada na linha FR nos 2 maiores fabricantes de tecidos FR braseiro.

Na confecção os tecidos são misturados de várias origens, aparentemente são identicos na cor, gramatura, padronagem

com o equipamento que imprime o código binário sobre o fio têxtil com um COD.1100110011 por exemplo que é escolhido nesta etapa, o fio perde o rastreio do plantio. Dificuldade de cópia.

As leituras podem ser por QR CODE, pelo APP R-INOVE pelo LEITOR FIO CODIFICADO TECIDO OU MALHA

TRACE TAG

• Garantia de originalidade

• Rastreabilidade completa

• Valorização da marca

• Combate à pirataria

• Controle pós-venda

• Integração digital

• Sustentabilidade

• Inovação tecnológica

MOVIMENTO DO FUTURO

• Iniciando fortemente na Europa

Quem produz fica responsável pelo retorno do ciclo

• Tendência a entrar a obrigatoriedade na legislação

FIO / VESTIMENTA - VANTAGENS DOS PRODUTOS RASTREAVEIS

• Saber a origem facilita o retorno correto

• Ações de retorno desde consumidor

Consolidação como sociambientalmente correta

ECONOMIA CIRCULAR / DESFIBRADO POS USO

A Cofundadora é Micheline Maia Teixeira - Engenheira Têxtill com Mestrado em Engenharia de Produção Black Belt Lean Sx Sigma

“O Febratex Summit se estabelece como referência para profissionais que querem transformar a indústria da moda. O evento vai além de uma feira: é um espaço de conteúdo, networking e geração de negócios, com inovação e sustentabilidade como pilares do futuro do setor”, afirma Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group.

da redação

assessoria de imprensa da feira Pacom 360º

“Santa Catarina deve ultrapassar São Paulo e virar maior polo de confecção de roupas do país, apontam dados do IEMI”

De acordo com a análise feita pela consultoria, a produção de vestuário no Estado de Santa Catarina cresceu 24% em número de peças nos últimos 10 anos. Em contrapartida, a produção nacional registrou queda de 13% no mesmo período, enquanto São Paulo teve uma retração de 23%.

Produção de Vestuário (em peças)

São Paulo- 2014 1,7 bilhão     2019 1,6 bilhão    2024 1,3 bilhão      variação 2024/2014 -23%

Santa Catarina -2014 933,9 milhões   2019 850,1 milhões  2024 1,2 bilhão     variação 2024/2014   24%

Brasil  - 2014 6,1 bilhões  2019 5,9 bilhões  2024 5,4 bilhões    variação 2024/2014 -13%

Fonte: IEMI

O Estado de Santa Catarina, embora ainda não seja o principal produtor do país, avançou de 15% para 22% na participação da produção de vestuário no Brasil, nos últimos dez anos. No mesmo período, o Estado de São Paulo passou de 27% para 24%. Os dados corroboram a projeção de que a indústria catarinense deve, em breve, se tornar a principal do país na produção de vestuário.

“É uma virada histórica. Santa Catarina já vinha se destacando pela modernização das fábricas, eficiência logística e maior verticalização da produção. O Estado conta com grandes players, que já faziam dele o maior polo no setor de cama, mesa e banho, por exemplo. A partir de 2026, o Estado deve assumir a dianteira em volume de produção da moda, algo inédito no setor”, afirma o consultor Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI - Inteligência de Mercado.

São Paulo            2014 27%   2019 27%    2024 24%

Santa Catarina 2014 15%    2019 16% 2024 22%

Brasil 2014 100%  2019 100% 2024 100%

Fonte: IEMI

De acordo com o especialista, o Estado paulista segue relevante no cenário da moda nacional, mas vem perdendo protagonismo na produção frente ao avanço competitivo do Sul. “São Paulo continua forte em design, branding e comercialização, mas a estrutura fabril catarinense conseguiu ganhar escala e produtividade de forma mais acelerada nos últimos anos”, analisa Prado.

Essa expertise em prever tendências é fruto dos 40 anos de história do IEMI, que o consolidaram como líder na oferta de dados numéricos, qualitativos e quantitativos, que atendem às necessidades crescentes das indústrias e entidades em diversos setores.

Fundado em 1985, o IEMI - Inteligência de Mercado é uma empresa provedora de conhecimento, especializada nos mercados têxtil, calçadista e moveleiro investindo constantemente em informações. A empresa celebra em 2025 seus 40 anos de história, marcando sua trajetória como líder na oferta de dados numéricos, qualitativos e quantitativos, que atendem às necessidades crescentes das indústrias e entidades em diversos setores. Com o objetivo de impulsionar o planejamento estratégico das empresas brasileiras, o IEMI se consolidou como a principal fonte de informações para alguns dos setores mais relevantes da economia nacional.

da redação com informações da ADS Comunicação Corporativa

DIKLATEX

worldfashion • 01/08/25, 15:31

A empresa  tem estruturado seu Departamento de Inovação, com o objetivo de manter a vanguarda em produtos, mas também expandir essa cultura para outras áreas da empresa, incluindo serviços, processos, interações e eficiência operacional. Essa atuação contempla tanto inovações incrementais, que aprimoram o que já existe, quanto inovações disruptivas, capazes de transformar modelos de negócio.

Parte essencial dessa nova fase é o fortalecimento da inovação aberta, conectando a Diklatex a instituições, empresas do setor têxtil e hubs especializados. O exemplo mais recente dessa movimentação foi a visita da empresa ao Cubo Itaú, o maior hub de inovação da América Latina, sediado próximo da sede do banco na Faria Lima, em São Paulo. Com mais de 500 startups ativas, o Cubo promove conexões entre empresas consolidadas e startups – negócios emergentes que já possuem faturamento e tração de mercado.

“Visitar um ambiente como o Cubo é entender a inovação como algo real, tangível e aplicável. É sair da teoria e ir para a prática, trocando experiências com startups maduras, que buscam escalar soluções em parceria com grandes empresas”, afirma o CEO, André Jativa.

No Cubo, as startups passam por uma curadoria criteriosa: apenas negócios com operação ativa e faturamento anual acima de R$ 1 milhão são elegíveis. Aquelas que ultrapassam R$ 25 milhões se tornam parte do grupo de Corporates, entrando em um novo patamar de relacionamento dentro do hub. A rotatividade é constante: cerca de quatro a cinco startups ingressam por mês, enquanto outras avançam para novos ciclos de crescimento. E a demanda é alta, mais de 100 startups aguardam por uma vaga, o que demonstra a relevância do ecossistema.

Além do setor financeiro, há andares inteiramente dedicados a áreas como agronegócio, varejo, construção civil e habitação, com mantenedores e parceiros estratégicos. Essa diversidade temática reforça a proposta de transversalidade e de soluções aplicáveis a diferentes segmentos da economia.

Empresas como Votorantim Cimentos, BRF, Raízen e Itaú Unibanco são exemplos de organizações que já colhem resultados por meio da inovação aberta em hubs como o Cubo. Elas desenvolveram ou aprimoraram soluções voltadas à logística, sustentabilidade, rastreabilidade, inteligência de dados e automação, por meio de conexões com startups do ecossistema.

“A Diklatex segue na mesma direção: ao integrar-se a esses espaços de troca, ganha acesso a tecnologias emergentes, amplia sua visão estratégica e reforça o compromisso com uma inovação que ultrapassa os limites do produto, promovendo valor para os clientes, parceiros e toda a cadeia têxtil”, pontua Jativa.

Grafeno aplicado à moda

O Truelife® Graphene, tecnologia exclusiva da Diklatex é a inovação mais recente apresentada ao mercado. A novidade consiste na aplicação de grafeno às fibras têxteis, elevando o desempenho térmico, a resistência e o conforto tanto em peças esportivas, quanto na alfaiataria contemporânea. O grafeno é a forma cristalina do carbono composta por átomos organizados em estrutura hexagonal, e uma das descobertas mais promissoras da ciência. É extremamente leve, fino, transparente, altamente condutor de calor e eletricidade e cerca de 200 vezes mais resistente que o aço.

“A aplicação da nanopartícula nos tecidos foi um grande desafio técnico, foram mais de 2 anos de projeto e 2 milhões de reais em recursos investidos, além de parcerias público-privadas para a pesquisa e o desenvolvimento da aplicação da tecnologia Truelife® Graphene®. Em um projeto exclusivo com nossos clientes estratégicos, marcas líderes e referências nacionais e internacionais, entregamos juntos ao mercado essa revolução”, destaca o CEO.

A Urban, marca do Grupo Aramis Inc., reconhecida por sua alfaiataria flex e foco em tecnologia, é uma das fabricantes que incorporam os tecidos inovadores da Diklatex em suas peças. Recentemente, a Urban criou uma experiência imersiva para os fãs que marcou a estreia oficial da nova coleção da marca: Missão Impossível.  Em parceria com a Paramount, por meio de seu departamento de Licenciamento de Produtos e Experiências, a coleção inclui peças que utilizam grafeno em sua composição.

Entre os itens disponíveis, as camisas Tech Grafeno e calças Moovex Grafeno, produzidas com os tecidos da linha Casual Tech® da Diklatex, que combinam tecnologia e inovação para oferecer conforto e desempenho, em peças sofisticadas que refletem o estilo e se conectam ao universo dos filmes de ação.

Sobre a Diklatex - Desde 1978 no mercado, instalada em Joinville, SC, a Diklatex atua na busca por soluções técnicas e tecnológicas que gerem valor ao universo têxtil. É uma empresa inovadora, comprometida com a excelência, tecnologia e sustentabilidade e que acredita que o tecido pode ir além e ajudar no bem-estar das pessoas.  Com um olhar voltado para o futuro, investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento, contribuindo para o avanço da indústria e para a criação de soluções que impactam positivamente o mercado e a sociedade.

ABRAFAS

worldfashion • 18/07/25, 13:38

A Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas, por meio de suas associadas, destaca inovações e boas práticas como pilares da transformação ambiental no setor têxtil. E a realização da COP30, em Belém (PA), em novembro deste ano, é ocasião para a Associação reafirmar o seu compromisso com a sustentabilidade.

No Brasil, só no segmento têxtil, as fibras de origem fóssil (petróleo) respondem por cerca de 55% das aplicações. Por outro lado, a partir de investimentos intensivos em pesquisas e processos produtivos, as fibras sintéticas hoje passam por transformações que as tornam cada vez mais alinhadas aos princípios da economia circular.

Neste sentido, a Associação e seus membros estão comprometidos em atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a partir da Agenda 2030 da ONU, com ênfase nos seguintes:

3   - saúde e bem estar,

4   - educação de qualidade

7   - energia limpa e acessível

8   - trabalho decente e crescimento econômico

9   - indústria, inovação e infraestrutura

12 - consumo e produção responsáveis

13 - ação contra mudança global do clima

14 - vida na água

15 - vida terrestre

Inovação e responsabilidade ambiental caminham juntas

Segundo o Presidente da Abrafas, Paulo De Biagi, o setor tem investido milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de soluções que minimizem os impactos ambientais.

“Nosso compromisso é garantir que a fibra sintética evolua não apenas em performance, como também no campo da preservação ambiental. Isso já ocorre e vai se acelerar nos próximos anos”, afirma. O executivo destaca que algumas empresas já apresentam produtos com componentes orgânicos que se decompõem naturalmente entre dois e cinco anos após seu descarte em aterro ou ambiente marinho.

A indústria de fibras químicas tem avançado no uso de produtos biodegradáveis e na adoção do tingimento em massa (dope dyeing), tecnologia que reduz significativamente o uso de água e produtos químicos no processo produtivo, além de diminuir a geração de efluentes que necessitam de tratamento. Tais inovações refletem o compromisso do setor com a sustentabilidade ao encontro da preservação do ambiente marinho.

Certificação e qualidade: os diferenciais do mercado regulado

De Biagi alerta que, na comercialização – seja física ou por meio de plataformas – é preciso diferenciar os produtos que são certificados daqueles que muitas vezes têm origem duvidosa ou desconhecida. “A sustentabilidade não pode ser apenas um discurso. É preciso responsabilidade e rastreabilidade. Empresas associadas à Abrafas seguem rigorosas normas de controle, estabelecidas internacionalmente”, argumenta. Estas certificações garantem que a cadeia produtiva esteja comprometida com processos limpos e eficientes.

A COP30 como catalisadora de mudanças globais

A Abrafas vê na COP30 oportunidade estratégica para dialogar sobre o papel das fibras artificiais e sintéticas na agenda ambiental.

A entidade defende a transição para modelos produtivos mais limpos, com incentivo a alternativas circulares, à utilização de componentes orgânicos, à redução no consumo de água e à utilização de energia provinda de fontes renováveis.

O setor em números

O cenário nacional mostra uma indústria em transformação. Em 2024, o Brasil produziu mais de 207 mil toneladas de fibras sintéticas, com destaque para poliamida, poliéster e elastano. A capacidade instalada ultrapassa 332 mil toneladas e a produção abastece majoritariamente o mercado interno. Já no âmbito das fibras artificiais, foram produzidas cerca de 15 mil toneladas de acetato de celulose, das quais mais de 60% foram destinadas ao consumo interno. Para dados completos e atualizados sobre o setor, clique aqui.

Sobre a Abrafas

Fundada em 1968 e composta por onze associadas, a Abrafas representa a quase totalidade das empresas produtoras de fibras e filamentos químicos no Brasil. A entidade atua nacional e internacionalmente na defesa dos interesses do setor, promovendo desenvolvimento tecnológico, boas práticas industriais e soluções ambientalmente responsáveis que fortaleçam a posição do Brasil na indústria global de fibras artificiais e sintéticas.

Empresas associadas à Abrafas

Antex – De origem espanhola, o grupo têxtil, fundado em 1968, produtor de poliéster, está no Brasil desde 2001. Segundo o Diretor-Presidente Rubén Serra, os processos e tecnologias utilizados são pensados para reduzir os impactos ambientais. Destaca a produção de filamentos de poliéster 100% reciclado de garrafas PET obtidas no Brasil e processadas com energia 100% renovável da planta instalada em Curitiba (PR), além do desenvolvimento local da tecnologia de fios biodegradáveis.

Cerdia – Desde 2018, o Brasil é uma das bases de produção da empresa suíça, que tem unidade de fabricação de cabos de acetato de celulose instalada em Santo André (SP). Estes cabos são obtidos a partir de madeira de reflorestamento e usados na produção de artigos biodegradáveis, como fios têxteis e canudos termoplásticos. “Mais de 90% das matérias-primas são orgânicas e de fontes renováveis”, afirma Wellington Bonifácio, Diretor Geral das operações da América do Sul e Country Head no Brasil.

Dini Textil – Empresa nacional, fundada em 1991, construiu sua trajetória com foco em fios e tecidos tecnológicos de poliéster para mercados industriais como o automotivo, aeroespacial, hospitalar, de segurança e mobiliário corporativo. “Um dos diferenciais da Dini está na capacidade de produzir fios de poliéster 100% reciclados a partir de garrafas PET. Tal resultado, incomum na indústria têxtil — que normalmente utiliza apenas frações recicladas —, é viabilizado pelo uso de grafeno na composição dos fios.”, afirma a Diretora Elomara Dini.

Ecofabril – Criada há 30 anos, a empresa brasileira mantém o propósito de transformar garrafas PET em fibras de poliéster para diferentes aplicações industriais. Tiago Noronha, Diretor Comercial, informa que o negócio sempre foi 100% voltado à reciclagem. “Trabalhamos principalmente com o flake de PET, que representa 99% do que produzimos”, explica. Paralelamente ao desafio da aquisição da principal matéria-prima, dada a nova legislação brasileira, o executivo frisa que a empresa tem aprovado o plano de expansão da fábrica e da produção.

Hyosung – Em nível mundial, a companhia, com sede na Coreia do Sul, atua na área de soluções têxteis sustentáveis, proporcionando inovação contínua para a indústria. A Hyosung Brasil, instalada em Santa Catarina, é grande fabricante de filamentos de elastano, comercializados sob a marca CREORA®. Segundo o Gerente Técnico e de Vendas da empresa, Jessé de Moura, entre os desenvolvimentos da companhia, destacam-se os elastanos com origem renovável ou reciclada.

Indorama – Com fábrica instalada em Cabo de Santo Agostinho (PE), a Indorama Ventures Fibras Brasil – braço brasileiro do segmento de fibras do grupo tailandês Indorama Ventures – posiciona a sustentabilidade no centro de sua política de negócios. No Brasil, produz fibras de poliéster, polímeros têxteis e para embalagens flexíveis. A política de sustentabilidade do grupo é guiada por compromissos globais. A meta estabelecida é a neutralidade de carbono até 2050, compromisso que abrange as 114 fábricas do grupo, presentes em 32 países, segundo o CEO, Lineu Frayha.

Kordsa – Indústria multinacional de manufatura têxtil, destaca-se na produção de reforços para pneus, com compósitos, filamentos e telas de alta tenacidade de poliamida e poliéster. A matriz localiza-se na Turquia, com unidades industriais em cinco países, sendo que no Brasil está localizada no Polo de Camaçari (BA). Fernando Pecora, Diretor Global da Kordsa, destaca o empenho na redução da pegada de carbono no processo produtivo. “Adotamos tecnologias de reforço de pneus de última geração e desenvolvemos produtos ecológicos para maior aderência na estrada e menor consumo de combustível”.

Nilit – A produtora global de poliamida – com sede em Israel e unidade de produção brasileira instalada em Americana (SP) – obedece aos princípios do ESG, investindo em soluções que aliam desempenho, estética, responsabilidade social e ambiental. O desenvolvimento de produtos visa à circularidade, biodegradabilidade, além da redução no consumo de recursos naturais, refletido no mercado em um vasto portfólio de produtos com menor pegada de carbono, reciclados e recicláveis, salienta o Gerente Geral e Vice Presidente para América Latina e Presidente da Abrafas, Paulo De Biagi.

Rhodia Solvay – Empresa global, pertencente ao grupo belga Solvay, produz filamentos de poliamida com a menor pegada de carbono do mundo devido aos projetos locais para redução de emissões e oferece ao mercado uma linha de produtos Carbono Neutro. A empresa investe na biodegradabilidade e economia de água tanto em seu processo produtivo quanto no desenvolvimento de produtos que demandam menor uso de água ao longo da cadeia têxtil, como afirma o Gerente Comercial da Cadeia Poliamida, Marcello Bathe.

The Lycra Company – Atua há mais de 60 anos no mercado têxtil com a produção de filamentos de elastano, desenvolvendo novas tecnologias e agregando valor aos artigos de vestuário que chegam ao consumidor final. A companhia norte-americana, no Brasil instalada no município de Paulínia (SP), frisa compromisso atualizando seu Relatório Global Planet Agenda. O documento destaca metas para 2030 alinhadas aos ODS da ONU. A estratégia ambiental está estruturada em três pilares: sustentabilidade de produto, excelência de fabricação e responsabilidade corporativa, conforme explica o Diretor Comercial para a América do Sul, Carlos Fernandes.

Unifi – Empresa com matriz norte-americana e unidade de produção brasileira em Alfenas (MG) desde 1999, atende ao mercado nacional e internacional de filamentos de poliéster. O Repreve® é marca global de fibras e fios de poliéster com tecnologia rastreável da Unifi, produzido a partir de materiais 100% reciclados. O CEO da companhia, Mauro Fernandes, assinala que já foram retiradas mais de 40 bilhões de garrafas PET do meio ambiente, com a meta de alcançar a marca de 50 bilhões até o final de 2025.

da redação com informações da Lilica Mattos Assessoria  crédito fotos: divulgação

CALÇADO SUSTENTÁVEL BINACIONAL

worldfashion • 13/05/25, 10:31

A Le Cork foi criada em 2022 para fabricar calçados que combinam conforto e sustentabilidade, após pesquisa e desenvolvimento chegaram a um protótipo. As palmilhas de cortiça utilizadas são extraídas de maneira responsável, sem a necessidade de derrubar as árvores e o processo de regeneração natural do sobreiro contribui para a captura de CO₂, ajudando a combater as mudanças climáticas. A produção da marca é binacional, ou seja, enquanto as palmilhas são produzidas em Portugal, os calçados são fabricados no Brasil, unindo o melhor dos dois países em um produto de alta performance, durabilidade e impacto ambiental reduzido.

Além dos benefícios ambientais, a cortiça também oferece uma série de vantagens para a saúde e o conforto dos consumidores. O material é naturalmente leve, flexível e possui propriedades antibacterianas e antifúngicas, o que ajuda a evitar odores e alergias. Sua capacidade de amortecimento reduz o impacto ao caminhar, tornando os calçados ideais para o uso diário. Além disso, a cortiça regula a temperatura, mantendo os pés na quantidade de calor ideal durante todo o dia.

“Estamos muito animados com o crescimento da marca e com o impacto que estamos criando. O futuro da Le Cork é promissor, e queremos levar nosso produto a um número cada vez maior de consumidores”, afirma João Henrique Tucci, sócio da marca

As sandálias sustentáveis, feitas a partir da cortiça – o mesmo produto utilizado em rolhas de garrafas de vinho - projeta um crescimento expressivo para 2025. Após faturar R$ 1,5 milhão em 2024, a empresa planeja dobrar esse valor em 2025, impulsionada pela crescente demanda por calçados ecológicos e pelo fortalecimento da marca no mercado nacional.

Com um modelo de negócio focado na sustentabilidade e na inovação, a empresa planeja a ampliação da produção, o lançamento de novos modelos e uma maior presença nos canais digitais e no varejo. “A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou uma exigência do consumidor moderno. Nosso compromisso é oferecer calçados de alta qualidade, design inovador e impacto ambiental reduzido”, afirma João Henrique Tucci, sócio da marca.

Com um planejamento sólido e um mercado em crescimento, a Le Cork se posiciona para um ano de grandes conquistas, reforçando seu propósito de unir moda e responsabilidade ambiental.

Além da expansão no Brasil, a empresa avalia oportunidades para levar seus produtos ao mercado internacional. “Temos um produto único, que combina conforto, estilo e consciência ambiental. O público está cada vez mais atento à origem e ao impacto dos produtos que consome, e isso impulsiona nossa missão de levar a Le Cork a um novo patamar”, destaca Guilherme Reis, também sócio da empresa.

2ª reunião do Grupo de Inteligência de 2025

worldfashion • 12/05/25, 13:59

Coordenado por Marcos Lélis, doutor em Economia e consultor setorial, o grupo  de Inteligência de Mercado da Assintecal, se reúne a cada dois meses para trazer números atualizados e projeções com base no panorama dos mercados nacional e internacional.

Na última reunião, Lélis considerou que  a guerra tarifária travada entre Estados Unidos e China tem reflexos distintos no mercado financeiro internacional, sendo o primeiro efeito a recessão da economia norte-americana, com juros em elevação, e a busca de mercados alternativos por parte dos exportadores chineses. O economista ressalta que o impacto, na cadeia calçadista brasileira, acontece, principalmente, pela China, que vem desovando sua produção em mercados importantes para o Brasil, impactando também as exportações nacionais. “Já o reflexo direto no mercado brasileiro é a não perspectiva de baixa dos nossos juros nos próximos meses, já que ambos - o norte-americano e o brasileiro - estão vinculados para não gerar desvalorização do Real”, explica, ressaltando que, no dia 7, a o Banco Central já havia ajustado a Selic para 14,75% ao ano, maior taxa desde 2006.

No Brasil, a recente valorização da moeda nacional sobre o dólar tem impacto na inflação, já que reflete nos preços da gasolina e dos alimentos. Segundo Lélis, mesmo com inflação acima da meta (3%), atualmente em 5,5%, não existe perspectiva de aumento ao longo do ano. A atividade econômica brasileira, que cresceu 3,8% no acumulado de 2025, é outro indicativo positivo. “O boletim Focus não vem alterando as projeções, sendo que seguimos com a de um crescimento de 2% no PIB em 2025 e de 1,2% em 2026”, conta.

Por outro lado, um impeditivo para o aumento do consumo no mercado doméstico segue sendo o alto endividamento das famílias, hoje em 77%, conforme pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Em 2015, esse índice era de 20%. Então, o endividamento segue sendo um impeditivo para o maior consumo no Brasil”, ressalta.

Análise setorial

Conforme Lélis, a produção da indústria calçadista nacional cresceu 0,8% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Embora positiva, a performance está bem abaixo do crescimento da média nacional, de cerca 3% no mesmo intervalo. “Acende a luz amarela no setor”, destaca. Para o ano, a projeção segue positiva, mas pode ser afetada pelas instabilidades internacionais nas exportações de calçados, que tiveram um incremento de 14%, em pares, no primeiro trimestre.

O encontro é aberto para associados da Assintecal. Mais informações pelo e-mail relacionamento@assintecal.org.br.

TECNOLOGIA - Martha Medeiros contrata TOTVS* Moda

worldfashion • 07/05/25, 11:02

A empresa fundada pela estilista Martha Medeiros, firmou uma parceria e adotou a solução TOTVS Moda, com o objetivo de apoiar a expansão de suas operações. A marca referência nacional e internacional de alta costura com renda, no mercado de luxo, atualmente presente em outros países, com peças disponíveis em lojas de renome ao redor do mundo.

“A escolha pela TOTVS foi uma decisão estratégica, mas também muito alinhada com o que acreditamos. Estávamos em busca de uma solução tecnológica confiável, que acompanhasse nosso ritmo de crescimento e se adaptasse às nossas necessidades reais. Encontramos na TOTVS um sistema robusto, em constante evolução, com ferramentas integradas que realmente otimizam a gestão e fortalecem a performance do negócio”, comenta Gelio Medeiros, CEO da Martha Medeiros.

A solução escolhida pela empresa para apoiar na expansão de toda a sua operação é um sistema especializado na cadeia de produção têxtil e que permite a automação de processos e a digitalização de rotinas de ponta a ponta. Com estrutura modular, ele é altamente flexível, a companhia conseguirá configurar a tecnologia para atender a todas as suas necessidades, desde a etapa industrial até a venda ao cliente final.

Com o sistema, a empresa terá importantes benefícios na sua área industrial, como mais produtividade, melhor controle de estoque, mais precisão na produção, além da gestão de locais e de processos produtivos. Já para a área de varejo da empresa, a solução oferecerá vantagens como melhor planejamento de promoções, mais agilidade no atendimento, melhor gestão dos canais digitais, aumento das vendas e experiência de loja modernizada.

“A tecnologia está cada vez mais presente no segmento de moda, e contar com sistema especializado nas demandas deste setor em específico é fundamental para empresas que desejam potencializar seus resultados. Estamos muito honrados em realizar esta parceria com uma marca tão renomada no mercado como a Martha Medeiros. Esperamos contribuir para o crescimento da companhia por meio de nossas soluções”, afirma Domingos Zarpellon, diretor-executivo da TOTVS Paulista.

*A TOTVS  é empresa líder absoluta em sistemas e plataformas para empresas, a TOTVS possui mais de 70 mil clientes. Indo muito além do ERP, oferece tecnologia completa para digitalização dos negócios por meio de três unidades de negócio: Gestão, com sistemas para automatizar processos das atividades fim e do backoffice da operação; Techfin, oferecendo serviços financeiros personalizados por meio dos seus sistemas; e RD Station, com soluções para as empresas venderem mais e crescerem. Nos últimos 5 anos, a companhia investiu R$3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento para atender, de maneira cada vez mais especializada, empresas de 12 segmentos da economia, tornando-se um trusted advisor de seus clientes. A TOTVS é uma potência tecnológica que apoia a evolução de empresas de norte a sul do país. O Brasil, que faz, faz com TOTVS.

da redação com informações da IDEAL Axicom

COLLAB - AGORA SOU MÃE+MANATEX TÊXTIL+LYCRA®

worldfashion • 05/05/25, 08:53

Unindo tecnologia e propósito, as marcas Agora Sou Mãe, a Manatex Têxtil e a LYCRA®, se juntam para lançar uma collab de activewear voltada especialmente para gestantes. É a primeira vez que uma marca de maternidade no Brasil utiliza a tecnologia LYCRA® ADAPTIV, que acompanha as mudanças do corpo ao longo da gestação, vestindo até dois tamanhos acima com conforto e liberdade.

Todos os itens foram confeccionados com tecidos desenvolvidos com a tecnologia dos fios LYCRA® pela Manatex Têxtil, tecelagem parceira que assina os materiais dessa collab com excelência técnica e conforto premium. Os tecidos garantem zero transparência, compressão ideal e toque suave. Qualidades essenciais para acompanhar o ritmo e as transformações do corpo feminino.

“Durante a maternidade, o corpo passa por transformações intensas, tanto físicas quanto emocionais. Roupas que acompanham essas fases com conforto, praticidade e durabilidade fazem toda a diferença. A tecnologia LYCRA® ADAPTIV trouxe exatamente o que buscávamos: peças que vestem até dois tamanhos acima, sem deformar, sem marcar e sem transparência”, afirma Bia Mendes, fundadora da Agora Sou Mãe. Ela complementa que a coleção está conquistando também mulheres que não são mães, por causa da qualidade das peças.

A coleção é composta por legging, bermuda, top com quatro alças, macacão e macaquinho, são peças funcionais e estilosas. O destaque é o top com quatro alças, uma modelagem patenteada pela Agora Sou Mãe, desenvolvido para oferecer suporte superior e amamentação prática e discreta. É um design exclusivo, pensado para o dia a dia real das mães. Os modelos também contam com bolso traseiro funcional, caimento impecável que não laceia nem aperta e estão disponíveis em cores clássicas, preto e bordô.


“Queríamos que essa collab fosse como uma conversa entre mães — leve, acolhedora e resolutiva. A Agora sou Mãe criou essas peças com a tecnologia LYCRA® ADAPTIV para atender o corpo da mulher, que se transformam junto com ela e a apoiam em cada etapa da maternidade”, comenta Maria Luiza Amaro, Líder de Marketing da marca LYCRA®.

SOBRE AS EMPRESAS:

Agora Sou Mãe é uma marca nativa digital, comandada por Bia Mendes e Lauren Baumgaertner, líder de mercado no nicho de maternidade. Com peças básicas, práticas e funcionais, a marca apoia mulheres em todas as fases da gestação, da amamentação e do pós-parto, sem que percam sua identidade ou seu estilo. Criada em 2011 a partir de um blog que deu origem a uma grande comunidade, a Agora Sou Mãe mantém em seu DNA a proximidade com o público e a missão de descomplicar a vida das mães.

The LYCRA Company desenvolve soluções e tecnologias de fibras para as indústrias do vestuário e de cuidados pessoais, comprometida em oferecer produtos sustentáveis que utilizem matérias-primas renováveis e recicláveis no pré ou pós-consumo, reduzindo o desperdício e preparando o cenário para a circularidade. Com sede em Wilmington, Delaware, nos Estados Unidos, é proprietária das marcas LYCRA®, LYCRA HyFit®, LYCRA® T400®, COOLMAX®, THERMOLITE®, ELASPAN®, SUPPLEX® e TACTEL®. A The LYCRA Company agrega valor aos produtos de seus clientes ao oferecer inovações exclusivas que atendem às necessidades dos consumidores por conforto e performance duradoura.

SPEEDO MULTISPORT

worldfashion • 15/04/25, 16:52

Speedo Multisport desenvolveu uma linha de roupas biodegradáveis, incorporando também tecnologia de proteção contra os raios ultravioleta (UV+80). Essas peças têm a capacidade de se decompor em até 3 anos quando descartadas corretamente em aterros sanitários, o que pode contribuir significativamente para a redução do impacto ambiental causado pelos resíduos têxteis. As peças são confeccionadas com malhas desenvolvidas pela Santaconstancia®️ com os fios poliamida biodegradável 6.6, produzido por Rhodia Solvay®️.

O principal objetivo dessa inovação não é apenas apresentar um produto tecnológico, mas alertar para a necessidade de repensar o ciclo de vida dos produtos consumidos. A linha sustentável Green n’ Blue oferece uma alternativa mais responsável para quem se preocupa com o meio ambiente, especialmente praticantes de esportes. A utilização de materiais biodegradáveis, que se decompõem mais rapidamente do que os convencionais, pode ser uma parte importante na busca por soluções mais sustentáveis para o setor de vestuário.

“Além do benefício ambiental, a nova linha também oferece proteção UV, um cuidado extra para aqueles que praticam atividades ao ar livre. Isso se reflete em maior segurança durante a exposição ao sol, ao mesmo tempo que mantém a funcionalidade das roupas esportivas.”, comenta Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport.

A coleção inclui camisetas biodegradáveis  feitas com a malha Carbon Neutral, um tecido leve e 100% poliamida, desenvolvido especialmente para acelerar a decomposição das peças após o descarte. Esse tipo de tecido é um exemplo do compromisso da  Speedo Multisport com soluções que minimizem o impacto ambiental sem abrir mão da qualidade e desempenho. Já na linha Swim,que contempla maiôs e sungas, a novidade é a combinação da poliamida biodegradável com elastano e a inclusão da tecnologia Stretch Wet 80+, que garante proteção UV 80+ mesmo quando o tecido está esticado e molhado.  A inovação é um diferencial para atletas e amantes da natação que buscam segurança e conforto durante a exposição ao sol.

Com esses avanços, a  Speedo Multisport reforça seu empenho em atender a um público cada vez mais consciente sobre a preservação ambiental, apostando em materiais sustentáveis que, ao mesmo tempo, oferecem conforto e segurança para quem busca desempenho e bem-estar, sem comprometer a qualidade e o desempenho característicos da marca.

A Speedo Multisport tem os produtos disponíveis nas 3 lojas físicas próprias e no e-commerce, e está presente em todo o território nacional através de 40 mil pontos de revenda, entre pequenos e médios lojistas e grandes varejistas.

A Speedo Multisport é uma das principais incentivadoras do esporte brasileiro, patrocinando grandes atletas, federações e mais de 400 competições anualmente, além de fomentar a prática esportiva em diferentes modalidades. Em seu Elite Team, a Speedo Multisport  conta  com a multicampeã mundial e ouro em Tóquio 2020, Ana Marcela Cunha, o atual campeão dos jogos Pan Americanos, Guilherme Caribé , com o Melhor Nadador da América do Sul pelo Swammy Awards, Guilherme Costa (O cachorrão), além de outros atletas. A empresa acredita que o futuro está nos jovens e, através do Future Team, apoia, atualmente, mais de 20 atletas.

da redação com informações da Gueratto Press

ARTIGO - Interação justa entre varejo e indústria têxtil é crucial na era da sustentabilidade e digitalização

worldfashion • 04/03/25, 15:37

Por Fernando Valente Pimentel* e Camila Zelezoglo*

As condições adversas do mercado geram consequências prejudiciais para todos os envolvidos. Para a indústria, resultam em instabilidade financeira, dificuldade no planejamento produtivo, investimentos limitados em tecnologia e inovação e, por vezes, comprometimento dos padrões de excelência. Os trabalhadores também são afetados. O próprio varejo sofre com problemas de qualidade, atrasos nas entregas, alta rotatividade de fornecedores e riscos à sua reputação.

A propósito, vale observar os dados de 2024 referentes aos prazos das encomendas dos varejistas aos fabricantes, apresentados na Première Vision, em novembro último, pelo Instituto Français de la Mode. O aprovisionamento de longo prazo (seis meses ou mais antes da estação) representou 48% do total, enquanto o médio prazo (seis meses ou menos antes da estação) foi de 33% e o curto prazo (dentro da estação), 19%.

A criação e adoção voluntária de práticas comerciais mais equilibradas podem melhorar o panorama da cadeia de valor, proporcionando benefícios significativos para todos. O planejamento colaborativo emerge como elemento crucial, abrangendo o estabelecimento conjunto de previsões de demanda, compartilhamento transparente de informações de mercado, definição clara de calendários de desenvolvimento e produção e compromissos de volume consistentes e de longo prazo. A precificação justa desempenha papel igualmente determinante, considerando os custos reais de produção, garantindo margens adequadas para investimentos em melhorias, chancelando o valor agregado e promovendo negociações transparentes.

Para a indústria, esses avanços significam maior estabilidade financeira, capacidade de investimento em inovação, desenvolvimento de produtos diferenciados e relacionamentos comerciais duradouros. Os trabalhadores beneficiam-se com melhores condições laborais e oportunidades mais amplas de crescimento profissional. O varejo, por sua vez, obtém produtos de maior qualidade, fornecedores mais comprometidos, cadeias de suprimento mais confiáveis e melhor reputação corporativa.

A revisão dos processos interativos deve considerar as transformações disruptivas pelas quais o setor têxtil e de confecção está passando globalmente. A digitalização avança rapidamente, viabilizando sistemas integrados de planejamento, plataformas colaborativas avançadas, rastreabilidade completa da cadeia de suprimentos e métricas precisas de desempenho. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade impõe-se como imperativo estratégico. Fibras regeneradas, tecnologias de reciclagem mecânica e química, além de novas regulamentações ambientais, estão inaugurando uma nova era para nossa atividade.

Nesse cenário dinâmico, a construção de relações comerciais mais equilibradas entre varejo e indústria têxtil não representa apenas uma questão ética, mas uma necessidade estratégica para a sustentabilidade do setor. A adoção proativa de melhores práticas comerciais pode criar um círculo virtuoso benéfico para toda a cadeia produtiva, desde os trabalhadores nas fábricas até o consumidor final.

O Brasil detém condições singulares para liderar esse movimento transformador, por contar com todos os elos da cadeia produtiva e distributiva integrados em seu território. As empresas que encabeçarem as mudanças contribuirão para que o setor seja mais sustentável e se destacarão, pois se posicionarão competitivamente em um mercado cada vez mais consciente e exigente.

O estabelecimento de modelos comerciais mais justos representa um investimento estratégico no futuro do setor, criando alicerces sólidos para inovação, crescimento sustentável e relações comerciais duradouras. À medida que mais empresas adotem voluntariamente essas práticas, será consolidado um novo paradigma de mercado, demonstrando ser possível harmonizar sucesso comercial e econômico com responsabilidade social e sustentabilidade ambiental.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

*Camila Zelezoglo é gerente de Sustentabilidade e Inovação da Abit.

FEBRA TÊXTIL 2025 em São Paulo

worldfashion • 21/02/25, 15:12

A feira aberta no último dia 18 de fevereiro, contou com a presença de diversas autoridades e representantes do setor, o presidente do Febratex Group, Hélvio Pompeo junto com o diretor-superintendente da ABIT, Fernando Pimentel, receberam o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de SP, Rodrigo Hayashi Goulart, o presidente do CIESP e presidente Emérito da ABIT, Rafael Cervone; o presidente do SindTêxtil, Júlio Scudeler; o representante do Sebrae Nacional, Nourival Pantano Júnior; a representante da ApexBrasil, Márcia Nejaim; o secretário-executivo da Frente Parlamentar do Desenvolvimento Econômico de SP, Sérgio Kacas; e o assessor da presidência da ApexBrasil, Silvio Torres.

O Hélvio Pompeo Madeira, ressaltou a importância da FebraTêxtil para o setor têxtil e a economia brasileira, destacando São Paulo como um polo estratégico da indústria. “Viemos reafirmar nosso compromisso com o setor e com o Brasil, pois São Paulo é a mola mestra do país. Com o trabalho que estamos realizando, junto aos expositores e parceiros, queremos consolidar esta feira como um evento anual, que represente a força da nossa indústria e seu potencial, não apenas no Brasil, mas em toda a América do Sul. É fundamental mostrar ao mundo a importância do mercado têxtil brasileiro”, afirmou Madeira.

“Estamos entusiasmados com a retomada da FEBRATÊXTIL em São Paulo, um marco essencial para a cadeia de insumos têxteis do Brasil. Esta feira é estratégica para consolidar o crescimento do setor, com empresas fornecedoras e compradoras de matérias-primas feitas no País. Essa integração é que fortalece um setor”, declarou Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit.

Acreditando que um setor forte precisa ter uma feira de insumos forte, que atraia compradores nacionais e internacionais, a Abit está na correalização da FEBRATÊXTIL, juntamente com FCEM e Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP).  O evento busca promover a integração dos segmentos de fios, tecidos, denim, malharias, aviamentos e complementos. Além de insumos, tecnologias e serviços, proporcionando, para as empresas e profissionais da confecção, moda e varejo, um ambiente que oferece soluções para os mais diversos processos criativos, produtivos e de gestão da cadeia têxtil.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) mostra que o setor retomou um ciclo de crescimento no ano passado, após enfrentar dificuldades da pandemia e as incertezas que têm permeado o País. Em 2024, o segmento têxtil registrou crescimento de 4,8% na produção em relação ao mesmo período de 2023, enquanto o vestuário avançou 3,9%. Para 2025, a Abit projeta um crescimento de 1,2% em toda a Cadeia, a depender, é claro, do cenário do PIB nacional que reflete no poder de compra dos consumidores. Mas o setor está otimista e projeta investimentos.

Um dos temas abordados foi o fortalecimento dos polos comerciais têxteis na cidade de São Paulo. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Hayashi Goulart, destacou as iniciativas voltadas para as regiões do Bom Retiro, Pari e Brás, reconhecidas como grandes centros de produção e comércio do setor. “Temos dado uma atenção especial a essas regiões, com o objetivo de melhorar as condições para que novos negócios sejam abertos, gerando mais empregos e renda. Além disso, estamos avaliando medidas para potencializar o desenvolvimento local, incluindo ações voltadas à infraestrutura e logística”, afirmou.

Ele também ressaltou os esforços para qualificação profissional, citando o Fashion Sampa, programa que já capacitou mais de 1.200 pessoas em parceria com a São Paulo Fashion Week. “Esse programa tem um impacto significativo na cadeia produtiva da moda, promovendo oportunidades para novos talentos e fortalecendo o setor”, destacou.

EMPRESAS PARTICIPANTES

A The LYCRA Company, referência global em inovação para a indústria têxtil, participou da FebraTêxtil 2025, como um dos principais players do setor para discutir tendências, tecnologia e sustentabilidade. A empresa esteve presente no Espaço Talks no dia 19 de fevereiro, com duas palestras voltadas para a importância das parcerias estratégicas e o desenvolvimento de soluções inovadoras para atender às demandas da cadeia produtiva e do consumidor final.

Apresentou cases de sucesso de Joint Marketing, uma estratégia colaborativa em que duas ou mais empresas trabalham juntas para promover seus produtos ou serviços, compartilhando recursos, audiência e expertise. No setor têxtil, o Joint Marketing pode envolver parcerias entre tecelagens, marcas de moda, varejistas e fornecedores de matéria-prima. A segunda palestra abordou os pilares tecnológicos da The LYCRA Company, explorando como a empresa identifica desafios do mercado e desenvolve soluções avançadas que combinam conforto, durabilidade e sustentabilidade.

Para Carlos Fernandes, Diretor Comercial da The LYCRA Company para América do Sul: “Retomar uma feira têxtil em São Paulo, o maior centro comercial do país, com tantas marcas e parceiros importantes locais, é um movimento de extrema relevância e nos ajuda a estabelecer novas conversas com uma grande variedade de players dos centros urbanos próximos. Nossa expectativa para o evento é muito positiva”, afirmou.

A Vicunha apresentou os últimos lançamentos, além de alguns destaques exclusivos da coleção 2025, com ênfase em tecidos que incorporam tecnologias sustentáveis e promovem a redução do impacto ambiental. Entre as principais inovações da empresa, destaca-se a utilização de 100% de água de reúso no processo produtivo de denim e brim. Esta novidade é possível graças à estação de tratamento VSA, inaugurada em maio de 2024, em Pacajus (CE). Ela purifica o esgoto doméstico urbano para uso industrial, eliminando a necessidade de captação de água de mananciais naturais, representando um marco para a sustentabilidade hídrica no setor têxtil.

A linha Less Water, que agora inclui os artigos Taipe e Frades (no Denim), além de Cyros, Sardenha e Mykonos (no Denim Colour). São produtos que têm um consumo muito baixo de água no processo produtivo (de um a três litros de água por metro de tecido fabricado, dependendo do artigo).

A linha Regen, que utiliza algodão cultivado com práticas agrícolas regenerativas, não só reduz a quantidade de água usada, mas também ajuda a melhorar a saúde do solo. Entre os produtos dessa linha está o Pietro Royal Regen.

“A FebraTêxtil é uma oportunidade valiosa para compartilharmos nossas inovações e fortalecer o relacionamento com nossos parceiros e clientes. Estamos prontos para contribuir para um futuro mais sustentável, com soluções inovadoras que atendem às demandas do mercado e do meio ambiente”, afirmou Renata Guarniero, gerente de Marketing da Vicunha.

A Capricornio apresentou os tecidos com a nova cor Dark Blue, e um acabamento inovador, o Glow Coating. O Dark Blue chega no Algarve, o queridinho 100% algodão, com peso de 12 Oz, na construção 3×1 e largura de 1,76 m.

O processo de lavanderia, as reservas ganham mais destaque, revelando um efeito exclusivo que mistura o fundo azul, com o black. Esse visual autêntico e sofisticado, é perfeito para peças originais com acabamentos diferenciados.

O Algarve Light Black Glow, também na composição 100% algodão com o acabamento Glow Coating. O peso de 10 Oz, vem com um elegante efeito de brilho glitter. Esse acabamento vem de frente com as tendencias de brilho, metalizados e pedraria, ideal para quem busca peças ousadas e modernas.

O artigo Eva, um artigo leve, com 5,5 oz e construção cetim. Com 77% de algodão e 23% de poliamida na composição, ele proporciona conforto, super frescor e não retém o odor no dia-a-dia. Por conta da poliamida, tem um stretch mecânico, que não deixa o tecido rígido e mais agradável.

Para João Bordignon, Diretor de Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da Capricórnio Têxtil, a participação da empresa no Fashion Show é motivo de grande satisfação. “Estamos muito felizes em participar da FebraTêxtil, especialmente no Fashion Show, que é uma excelente oportunidade de exposição. A Capricórnio acredita fortemente em iniciativas que apoiam, fortalecem e incentivam a visibilidade e o amadurecimento do setor têxtil nacional. Estamos comprometidos com o consumidor e com tudo que envolve o denim de forma verdadeira”, afirmou Bordignon.

Entre os expositores a sustentabilidade tecnológica foi um tema de destaque, com várias empresas apresentando soluções inovadoras, como a Dini Têxtil, que focou na reciclagem de PET e resíduos têxteis, e a Saltorelli, que trouxe o Eco Denim e práticas de reúso de água.  A CTM Fios destacou fios reciclados, reafirmando o compromisso da indústria com práticas ambientais responsáveis.

Outro ponto importante foi a participação do Fundo Social de São Paulo, que apresentou seus programas de qualificação profissional, com ênfase em cursos voltados para a moda. A iniciativa tem como objetivo ampliar as oportunidades de emprego e inclusão social no setor têxtil.

BRASIL FASHION DESIGNERS 2025

O concurso Brasil Fashion Designers 2025 (BFD), destinado a estudantes de moda, promovido pelo Febratex Group, que visa valorizar o design e revelar novos talentos, desta vez com o patrocínio da  The LYCRA Company, o vencedor foi premiando com a oportunidade de apresentar sua coleção na Expotextil Perú, que se realizará de 23 a 26 de outubro no Centro de Convenciones Jockey Plaza  em Lima /Peru.  Com esse patrocínio, a LYCRA reafirma seu compromisso com a inovação e o incentivo ao desenvolvimento de novos talentos na moda. Como parceira do concurso, a empresa oferece apoio estratégico alinhado ao seu histórico de transformação e contribuição para o setor têxtil, reforçando seu interesse em fortalecer a conexão entre design e tecnologia, valores centrais para sua missão de impulsionar a indústria têxtil com soluções de alto desempenho e conforto.

A grande vencedora desta edição foi Mariana Rossetto, que conquistou a oportunidade de apresentar sua coleção na Expotextil Peru, levará seu trabalho para um público internacional, ampliando sua visibilidade e consolidando sua trajetória no mercado.

O segundo lugar ficou com Lívia dos Passos, que se destacou pelo design inovador e refinamento técnico. Já o terceiro lugar foi conquistado por Douglas Lopes, reconhecido pela criatividade e excelência na confecção de suas peças. Na quinta-feira, o evento ainda contará com a votação do público, onde todos os looks dos finalistas serão expostos para uma votação especial.

As coleções criadas pelos finalistas foram apresentadas em um desfile exclusivo para um time de jurados composto por renomados especialistas da moda e da indústria têxtil. Os jurados desta edição foram:

● Francisco Gonzalez - coordenador de marketing da Vicunha.

● Eduardo Viveiros – Editor da L’Officiel.

● André Hidalgo – Fundador da Casa de Criadores.

● Fred Haydu – Atual editor da Revista Têxtil.

● João Braga – Professor e renomado pesquisador de moda.

● Marta De Divitiis - ex-editora da Revista Têxtil.

● Miguel Santos - vencedor do último BFD, realizado em Caruaru (PE).

A edição, o concurso teve como tema: Vivi Haydu – O Legado de uma Mulher de Vanguarda. Nascida no Egito e radicada no Brasil desde 1957, Vivi foi uma das diretoras da Fenit (Feira Nacional da Indústria Têxtil) importante plataforma que promoveu o design brasileiro no mercado internacional.

“O tema não poderia ser outro: o legado de uma mulher de vanguarda. Nossos participantes mergulharam na história da Vivi, desde sua infância no Egito até sua marcante trajetória no Brasil. Para contar essa história tivemos uma linha do tempo e um acervo fotográfico extraordinário, que serviu de referência para a criação das coleções”, destacou  Ricardo Gomes, Gerente de Novos Projetos do Febratex Group.

O BFD 2025, reafirmou a posição como uma das plataformas para o desenvolvimento da nova geração de designers brasileiros. Além de incentivar a criatividade, o concurso promove a integração entre diferentes elos da cadeia têxtil, aproximando estudantes, profissionais e a indústria.  E contaram com os patrocínios de:  LYCRA, Vicunha, Andrade Máquinas, Silmaq e da Bonor.

FASHION SHOW

Com uma programação que uniu inovação e negócios, a FebraTêxtil 2025 consolidou seu papel como um evento essencial para o setor, impulsionando a indústria têxtil e proporcionando conexões estratégicas para profissionais e empresas. O espaço Fashion Show trouxe grandes nomes da indústria, como Vicunha, Capricórnio, Total Fios, Manatex, Bonor, Macias Tecelagem, Sticle e Fiação Fides, que apresentaram coleções que aliaram criatividade, inovação e a busca por soluções tecnológicas aplicadas ao design de tecidos.

A Moda Inclusiva,  em parceria com a Casa de Criadores, realizou um desfile com peças que uniram estilo e funcionalidade. As coleções abordaram a representatividade e a diversidade, utilizando tecidos inteligentes e modelagens inovadoras para atender às diversas necessidades de pessoas com deficiência. A iniciativa reflete o compromisso da indústria em promover uma moda mais acessível e inclusiva.

“A Moda Inclusiva é essencial para garantir a representatividade de modelos com deficiência, ampliando a diversidade na indústria e fortalecendo o compromisso com a acessibilidade. Participar de um evento como a FebraTêxtil é uma oportunidade estratégica para sensibilizar o mercado e demonstrar que a inclusão está diretamente ligada à sustentabilidade, um tema cada vez mais relevante para as empresas. Sem acessibilidade, não há sustentabilidade, e essa é uma mensagem urgente que precisa ser compartilhada”, afirmou Daniela Auler, idealizadora do conceito de Moda Inclusiva e CEO da Moda Inclusiva Conexões.

Ricardo Gomes, Gerente de Novos Projetos do Febratex Group, ressaltou a importância da visibilidade. “Os desfiles vão além de revelar talentos, eles também elevam a percepção dos produtos e enaltecem o trabalho técnico dos expositores, garantindo mais projeção na passarela. São uma poderosa vitrine de divulgação e um grande atrativo para o público, que tem participado de forma cada vez mais engajada”, destacou.

ESPAÇO TALKS

O espaço contou com diversos conteúdos sobre mercado, inovação e sustentabilidade, trazendo insights valiosos para empreendedores, designers e profissionais da cadeia têxtil.

ARENA DO CONHECIMENTO

A Arena do Conhecimento reuniu especialistas e líderes do mercado, que discutiram os principais desafios e oportunidades do setor têxtil. O espaço, no primeiro dia de evento, abordou temas como economia circular, desenvolvimento sustentável, novas tecnologias e as mudanças no comportamento do consumidor, trazendo insights valiosos para os profissionais da indústria.

Os nãotecidos também se destacaram na feira, com um espaço dedicado a esses materiais amplamente utilizados em setores como saúde e construção civil.

O Fashion Revolution Brasil, o grande movimento ativista de moda do mundo, marcou presença com o lançamento do livro digital gratuito “Cânhamo é Revolução” uma publicação que explora o potencial do cânhamo como matéria-prima sustentável para a indústria têxtil. Ainda pouco difundido no Brasil, o material, variedade da Cannabis sativa, se destaca como uma alternativa promissora devido às suas propriedades ecológicas e à versatilidade na produção de tecidos.

“A FebraTêxtil 2025 foi realizada em São Paulo, Estado hub de negócios que é o maior produtor de têxteis e confeccionados do país, portanto uma feira de São Paulo para o Brasil e o mundo. Apresentamos as expectativas do setor, debatendo as taxações e a igualdade tributária necessária, visando uma concorrência justa e leal. O nosso objetivo é fazer com que, em três ou quatro anos, o evento seja fantasticamente maior”, afirmou Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit.

O presidente do Febratex Group, Hélvio Pompeo Madeira, destacou a importância do evento para a indústria e compartilha os planos para as próximas edições: “A FebraTêxtil se estabelece como um evento essencial para o setor têxtil em São Paulo. Nossa missão é continuar criando um ambiente propício à troca de conhecimentos e à geração de negócios. Para as edições futuras, nosso objetivo é expandir ainda mais a feira, trazendo as tendências e inovações que irão moldar o futuro do setor”.

O Diretor do Febratex Group, Hélvio Jr., destacou o enorme sucesso da feira, enfatizando que FebraTêxtil 2026 já é uma realidade. Ele ressaltou que o êxito desta edição reflete o compromisso da Febratex com o fortalecimento da indústria têxtil. “Estamos não apenas fortalecendo este ecossistema, mas também impulsionando o crescimento do setor, o que demonstra nosso empenho em promover a evolução contínua da indústria têxtil”, afirmou.

A FebraTêxtil 2025 se posicionou como o único evento em São Paulo que integra todo o ecossistema de insumos e soluções para a indústria têxtil e de confecção. A edição de 2026 já está confirmada será nos dia 24 a 26 de fevereiro de 2026 e com certeza trará ainda mais inovações e tendências para a indústria têxtil.