Missão Tecnológica à China

worldfashion • 28/05/24, 17:12

A pré-agenda, aos empresários interessados, serão visitas programadas em seis cidades chinesas, sendo que a primeira parada será em Xangai, onde a delegação participará de uma visita guiada na All China Leather Exhibition (Acle), única feira internacional de couro na China que oferece grande variedade de couro, componentes e acessórios, equipamentos e serviços de tecnologia para o setor; terão reuniões no escritório local da ApexBrasil com apresentação sobre o mercado chinês e com tendências e projeções gerais e do setor naquele país;  visita guiada de moda, com acompanhamento do consultor de Design e Pesquisa do INSPIRAMAIS, Marnei Carminatti,  nas principais grifes e marcas de Xangai, como a loja Nike House of Innovation e à uma fábrica de materiais para calçados.

A segunda parte da Missão acontecerá em Quanzhou, onde o grupo visitará duas importantes fábricas locais de calçados. Na sequência, o grupo irá até Guangzhou, Shenzhen e Dongguan, onde terão agendas em fábricas das cidades e uma das maiores empresas mundiais de tecnologia, a Huawei.

Conforme ressalta, Silvana Dilly, superintendente da Assintecal, a iniciativa visa identificar pontos positivos que fizeram a China ser a principal potência mundial do setor de calçados. “Hoje, a China responde por mais da metade da produção mundial do setor, agregando toda a tecnologia necessária para a produção das principais marcas mundiais, principalmente do segmento de esportivos. Evidentemente, existem pontos em que a indústria brasileira está mais adiantada, como a questão da sustentabilidade, mas existem também muitos pontos em que eles são mais competitivos. Precisamos identificar e agregar esses pontos no nosso segmento”, avalia.

A China, além de ser um país com grande consumo de calçados, é a maior produtora do setor, com mais de 13 bilhões de pares produzidos todos os anos, sendo mais de 9 bilhões destinados para a exportação.

Mais informações e inscrições disponíveis pelo e-mail:  internacional@assintecal.org.br.


Sobre o Brazilian Materials - Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 300 empresas, do projeto Brazilian Materials, realizado pela Assintecal, ApexBrasil e Abrameq, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas para cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: relacionamento@assintecal܂org܂br.

Sobre a ApexBrasil - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações diversificadas de promoção comercial, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira.

da redação com informações da DCR Assessoria de Imprensa

COSTURA À MÃO X TECNOLOGIA

worldfashion • 27/05/24, 11:14

A confecção de roupas antigamente era um processo meticuloso e manual, onde cada peça era única e refletia a habilidade e o tempo dedicado pelo artesão. Com a Revolução Industrial no século XVIII, o setor têxtil passou por uma transformação radical marcada pela invenção de máquinas como o tear mecânico e a máquina de costura. A automatização de grande parte da fabricação de peças abriu caminho para a produção em massa e para o desenvolvimento da indústria como ela é hoje, formada por processos altamente tecnológicos e diversificados. Mas em meio a sistemas cada vez mais avançados e sustentáveis, uma questão se sobressai: com o passar do tempo a profissão de costureira vai continuar existindo?

Na data em que foi celebrado o Dia da Costureira, em 25 de maio, a resposta é sim, segundo a opinião de Gizele Cunha, coordenadora de Gestão do conhecimento da Audaces, multinacional ítalo-brasileira que é referência mundial em soluções para a indústria da moda. Hoje a companhia fornece tecnologia de moda para mais de 60 mil profissionais em mais de 70 países, especialmente com o Audaces360, uma plataforma integrada que cobre todas as etapas da produção de moda, desde a criação até a fabricação.

Para a especialista, o que muda é que com a tecnologia esses profissionais terão maior empoderamento frente aos seus negócios e na tomada de decisões sobre suas confecções, além de focar em atividades que exijam menos esforço manual — dando espaço para explorar a ideação e a criatividade das roupas e desenvolver habilidades de gestão e negociação. Enquanto os hardwares e softwares servirão de aliados para acelerar a modelagem e produção, reduzir o desperdício de tecidos por meio de cortes precisos e ajustes automatizados, entre outras funcionalidades

Segundo dados recentes, o Brasil possui cerca de 1,5 milhão de trabalhadores no setor têxtil e de confecções, que incluem costureiros, técnicos e outros envolvidos na produção de vestuário. Essas pessoas estão espalhadas por aproximadamente 25 mil empresas da área em todo o país, que vão desde pequenos ateliês e microempresas até grandes fábricas com produção em larga escala. Ou seja, o segmento está consolidado no país e há espaço tanto para os profissionais que seguem fazendo roupas “à moda antiga” ou com máquinas de costura mais simples quanto para aqueles que estão operacionalizando tecnologias mais avançadas.

“A Audaces vê a tecnologia como uma ferramenta de empoderamento para os profissionais de confecção, proporcionando-lhes as ferramentas necessárias para se destacarem e inovarem em suas carreiras. Ao contrário de ameaçar os postos de trabalho, a tecnologia tem o potencial de elevar a profissão, criando oportunidades para o crescimento pessoal e profissional. A empresa acredita que o futuro do setor está na combinação das habilidades humanas com as capacidades tecnológicas, resultando em uma indústria de confecção mais eficiente, criativa e sustentável”, afirma Gizele Cunha.

Os impactos da tecnologia no dia a dia do trabalho de um profissional de costura podem ser medidos por exemplos simples, como a confecção de uma camisa de botão ou mesmo um vestido bordado. Nas décadas passadas a produção de uma peça com essas características exigia um trabalho intensivo em tempo e habilidade. Enquanto uma camisa de botão poderia levar dias para ser feita, no caso do vestido, a depender da complexidade do bordado, esse processo poderia levar semanas ou até meses.

Os recursos disponíveis também eram restritos a máquinas de costura mecânicas, fitas métricas e réguas, tesouras, teares manuais e agulhas e dedais. Conforme Gizele Cunha, dentre as dificuldades de produção mais comuns estavam a precisão do corte e costura, uma vez que sem as ferramentas que existem hoje, o corte do tecido e a costura eram feitos manualmente, exigindo muita habilidade para garantir que as peças se encaixassem perfeitamente.

“Outro quesito desafiador era o cálculo de padronização, todo feito à mão, no qual costureiras e alfaiates usavam medidas corporais específicas e desenhavam padrões em papel ou diretamente no tecido, ajustando conforme necessário. Fora isso, os bordados também demandavam um trabalho complexo, que exigia paciência e atenção aos detalhes”, explica.

Segundo a especialista, com a automatização uma camisa de botão pode ser produzida em questão de horas com o auxílio de máquinas de costura automatizadas e processos de linhas de montagem rápidos e eficientes. Já um vestido bordado pode ser desenvolvido por meio de máquinas de bordar computadorizadas em um ou dois dias, conforme a complexidade do design. Os cortes também podem ser feitos a laser e, ainda em fase experimental, as impressoras 3D de tecidos prometem criar peças inteiras de tecido, personalizadas e com desperdício mínimo — gerando economia na produção das peças e maior competitividade no mercado.

A Audaces defende que a tecnologia não substitui o profissional, mas potencializa suas capacidades. Mas para que isso aconteça é importante que esses costureiros e costureiras busquem se capacitar por meio de treinamentos e atualização técnica contínua, para estarem sempre alinhados com as últimas tendências e inovações tecnológicas.

Essa integração também é capaz de promover uma valorização desses trabalhadores, por meio da qualificação e especialização nas soluções disponíveis no mercado e capacidade de interpretar os dados gerados por meio das linhas de produção automáticas. Outro ganho significativo está relacionado à produtividade, já que as ferramentas que automatizam tarefas repetitivas oportunizam aos profissionais produzirem mais e melhor, aumentando sua relevância no mercado.

Apesar dos benefícios, a falta de familiaridade com a tecnologia também é um dos principais obstáculos para o desenvolvimento de profissionais do setor. Isso leva parte desses trabalhadores a terem dificuldade em se adaptar às novas tecnologias. Os entraves podem incluir capacitação insuficiente, o que pode gerar medo ou fazer com que essas pessoas não se sintam confiantes em operar máquinas e software avançados.

“A resistência à adoção de soluções tecnológicas na indústria de confecção é multifacetada, envolvendo questões de familiaridade, custo, cultura organizacional e percepção de ameaça ao emprego. Superar essas barreiras requer uma abordagem integrada que inclua treinamento, demonstração clara de benefícios, suporte contínuo e incentivos financeiros. Com essas medidas, é possível facilitar a transição para um ambiente de trabalho mais moderno e eficiente”, finaliza Gizele Cunha.

Com mais de 1,5 milhão de profissionais têxteis no Brasil, a integração da tecnologia com habilidades humanas ainda é desafio, mas revela um caminho promissor para o setor e seus trabalhadores.

da redação com informações da Agência Dialetto

MANIFESTO

worldfashion • 20/05/24, 10:09

A indústria, varejo e o comércio nacionais, reunidos em dezenas de associações que cobrem diferentes setores de atividade e entidades representativas de empresas e trabalhadores, refutam as alegações veiculadas pelas plataformas internacionais de e-commerce quanto ao relatório do deputado Atila Lira ao PL 914/24, do Programa Mover. Prestes a ser apreciado pelos parlamentares, o relatório busca reestabelecer isonomia entre players nacionais e os sites internacionais de e-commerce, ao encerrar a indefensável isenção de imposto federal nas compras de até 50 dólares (cerca de R$ 250).

As plataformas internacionais, contudo, têm apostado em desinformação e exploração da boa-fé do consumidor brasileiro, apontando que se o relatório for aprovado, produtos que comercializam no país passariam a sofrer tributação da ordem de 92%, o que encareceria o seu preço.

Assim como as alegações de que nacionalizariam sua produção – algo que foi anunciado com alarde no ano assado e não há notícia concreta de que esteja em andamento – e gerariam empregos no país, esta alegação também não é verdadeira.

A isenção entrou em vigor no ano passado, por meio da portaria MF 614/23, no âmbito do Programa “Remessa Conforme”, mecanismo implementado pela Receita Federal para combater as enormes fraudes que até então essas plataformas praticavam e estimulavam no comércio eletrônico.

Até que a portaria e o “Remessa Conforme” passassem a vigorar, em agosto último, compras internacionais que seguissem a legislação e atendessem aos mecanismos tributários brasileiros estariam sujeitas a tributo federal de importação de até 60%.

Portanto, é falsa a alegação de que restituir condições iguais de competição entre empresas nacionais e aquelas que geram empregos do outro lado do mundo implicaria em cobrar imposto de mais de 90% em “blusinhas” ou qualquer outro item que seja comercializado.

Outro aspecto que estas plataformas buscam escamotear da opinião pública é a existência de milhares de itens que fazem chegar todos os dias ao país e que não atendem a normas técnicas produtivas nacionais, colocando em risco a saúde e a segurança do consumidor brasileiro, sem cumprimento a aferições e determinações de órgãos com Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia) e outros.

Produtos como álcool a 92%, peças de roupas produzidas com químicos desconhecidos ou brinquedos que trazem risco de engasgamento para crianças pequenas são alguns exemplos.

É importante ressaltar que indústria e varejo nacionais arcam com tributos que ultrapassam 90% e podem checar a 109% caso recorram a insumos importados para compor os itens que comercializam. Cenário em que geram empregos e contribuem com a economia brasileira, em muitos casos tratando-se de empreendimentos com cem anos de história com o país.

As entidades representativas, entre as quais a ABVTex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo) e outras, ressaltam também que esta isenção coloca em risco as atividades de cadeias produtivas que envolvem 18 milhões de empregos em todo o país, e 140 mil microempreendimentos apenas no segmento têxtil.

Por conta deste cenário, dezenas de associações, sindicatos, federações e lideranças de empresas e trabalhadores divulgaram na última terça-feira (14) um manifesto em defesa da aprovação pelos parlamentares ao relatório do deputado Atila Lira ao programa “Mover”.

Uma das principais reações de empresas estrangeiras que se beneficiaram da inexplicável e indefensável isenção nas compras de até 50 dólares foi acionar sua máquina de disseminar falsas informações, por meio de veículos de imprensa e também em redes sociais.

Além de trazer ameaças ao consumidor, aludindo à majoração de preços, e constrangimento ao Governo Federal e ao Congresso, tentando chantagear lideranças diversas ao jogá-las contra o consumidor e usuário de redes sociais, os “desinformantes” de empresas com Shein, Shopee e outras também falaram em “segurança jurídica” para suas operações. Contudo, essas empresas historicamente operaram por meio de fraudes aduaneiras, por exemplo com o envio simulado de pessoa física a pessoa física, e a própria Receita Federal pontou no ano passado uma mesma falsa pessoa física “internando” no Brasil mais de 10 milhões de itens.

ABCOMM – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico

ABEVD – Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas

ABICALÇADOS – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados

ABIESV – Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo

ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos

ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica

ABIÓPTICA – Associação Brasileira das Indústrias Ópticas

ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

ABLOS – Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings

ABMalls - Associação Brasileira de Strip Malls

ABMAPRO – Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização

ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão

ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers

ABRINQ – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos

ABVTEX – Associação Brasileira do Varejo Têxtil

ACB - Associação Comercial da Bahia

ACSP – Associação Comercial de São Paulo

ALOBRÁS – Associação de Lojistas do Brás

ALSHOP - Associação Brasileira de Lojistas de Shopping

ÁPICE – Associação pela Indústria e Comércio Esportivo

ASSINTECAL - Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos

CACB - Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

CEAB – RS – Câmara Empresarial Argentino-Brasileira do Rio Grande do Sul

CICB – Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil

CNTRV - Confederação Nacional dos Trabalhadores/as do Ramo Vestuário

ELETROS – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos

FECOMÉRCIO - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado De Minas Gerais

FECOMÉRCIO - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte

FECOMÉRCIO - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande Do Sul

FECOMÉRCIO - Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Santa Catarina

FCDL – RN – Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Norte

FEDERASUL - Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul

FIBRA - Federação das Indústrias do Distrito Federal

FIEB - Federação das Indústrias do Estado da Bahia

FIEMG – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerai

FIEP - Federação das Indústrias do Estado do Paraná

FIERGS – Federação Das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul

FIERN – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte

FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

FINDES - Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo

FITEMAVEST - Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharias, Vestuário, Calçados e Acessórios da Serra Gaúcha

FORÇA SINDICAL - Força Sindical

IDV – Instituto para Desenvolvimento do Varejo

IUB – Instituto Unidos Brasil

SIETEX – Sindicato das Indústrias de Especialidades Têxteis de São Paulo

SIFT – MG - Sindicato Das Industrias De Fiação E Tecelagem Do Estado De Minas Gerais

SIFTEC – Sindicato Patronal Textil – Brusque, Botuverá e Guabiruba

SIMMESP – BA FIAÇÃO E TECELAGEM - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem no Estado da Bahia

SINDIFITE – BA - Fiação E Tecelagem

SINDILOJAS - Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte

SINDIMALHAS - Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de MG

SINDIMEIAS - Sindicato das Indústrias de Meias de Juiz de Fora

SINDITEC - Sindicato das Indústrias Têxteis de Americana e Região

SINDITEXTIL – CE - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado do Ceará

SINDITÊXTIL – PE - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de Pernambuco

SINDITÊXTIL – RJ - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado do Rio de Janeiro

SINDITEXTIL SP - Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo

SINDIVEST – ALAGOAS - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Alagoas

SINDIVEST – BRUSQUE, BOTUVERÁ, GUABIRUBA E NOVA TRENTO Sindicato das Indústrias do Vestuário – Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento E Nova Trento

SINDIVEST – MG - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais

SINDIVEST – NOVA FRIBURGO E REGIÃO - Sindicato das Indústrias do Vestuário Nova Friburgo e Região

SINDVEST – BAHIA - Sindicato das Indústrias do Vestuário da Bahia

SINDVEST – MARINGÁ - Sindicato das Indústrias do Vestuário de Maringá

SINDVEST – Sindicato das Indústrias de Vestuário de Juiz de Fora

SINTEX – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau

SITERGS – Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado do Rio Grande do Sul

SIVERGS - Industria Do Vestuário do Estado do Rio Grande do Sul

TID BRASIL - Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento

UGT – União Geral dos Trabalhadores

Levi’s®️ celebra o 501®️ Day

worldfashion • 15/05/24, 10:38

A criação do jeans é um importante marco na história da moda: foi inicialmente produzido para pessoas que necessitavam de roupas resistentes para usar em seus árduos ambientes de trabalho, como as minas de carvão. Patenteados em 1873, os jeans se transformaram no 501® conhecido em todo o mundo, e a Levi’s® celebra o feito, surgido com a parceria firmada entre Levi Strauss e Jacob Davis.

Unindo a principal campanha da marca para este ano, a Live In Levi’s® 2024, que protagoniza o progresso e a autoexpressão convidando os consumidores a agirem com determinação a partir da força do fazer, e o aniversário do pioneiro 501® lembrado como 501®️ Day (20 de maio), a Levi’s® promove sua terceira sessão de eventos em comemoração a esses dois importantes momentos.

No dia 16 de maio, três badalados bares de São Paulo – o Bar Alto, a Porta e o FFFRONT – oferecerão shows, apresentações e ativações em nome da marca, e de forma aberta ao público. As pessoas também poderão livremente se movimentarem entre os três endereços. Os lineups das casas contam com nomes de DJs residentes e artistas da música brasileira a partir das 19h30. Leia a seguir:

Porta: abertura com DJ Otto Dardenne, seguido pelo show da cantora e compositora Nina Maia às 20h30. O DJ residente Vitão Moralez inicia seu set às 21h30 e, ao final, o DJ Otto Dardenne retorna para o fechamento.

FFFRONT: abertura será com a DJ residente Laurah, seguida pela DJ Juvi Chagas às 20h00. O vocalista da banda Lemonheads, Evan Dando, fará um show às 21h30, e, ao final, Juvi retorna para o fechamento.

Bar Alto: abertura com o DJ residente Hikkie, seguido pela performance do DJ Mexicano às 20h30. Às 22h30 haverá um show especial com artista surpresa e, ao final, o DJ Mexicano volta para o fechamento.

A Levi’s® anda de mãos dadas com a cultura, com a arte e principalmente com a música, sendo uma marca que presenciou eventos revolucionários da história, além de ter feito parte deles. Estrelas da música, no decorrer das décadas, adotaram suas peças como um símbolo de resistência e rebeldia, sendo esta, atualmente, a área acolhida pela marca para protagonizar suas campanhas e ações, como no vídeo de A Pista é Sua de Live In Levi’s 2024. Por esse motivo, a Levi’s® busca transmitir suas experiências por esses pilares como forma de propagar e dar continuidade àquilo em que acredita.

Sobre a Levi’s®

A Levi’s® traduz o estilo americano clássico e despojado. Desde sua invenção por Levi Strauss & Co. em 1873, o jeans Levi’s® tornou-se uma das roupas mais reconhecidas no mundo – capturando a imaginação e a fidelidade das pessoas por várias gerações. Hoje, o portfólio da Levi’s® continua a evoluir através de um pioneirismo persistente e um espírito inovador sem paralelo na indústria de vestuário. Nossa linha líder de jeans e acessórios está disponível em mais de 110 países, permitindo que pessoas do mundo inteiro expressem seu estilo pessoal.

Sobre Levi Strauss & Co.

Levi Strauss & Co. é uma das maiores companhias de vestuário de marca do mundo e líder global em jeanswear. A companhia desenvolve e comercializa jeans, casual wear e acessórios relacionados para homens, mulheres e crianças sob as marcas Levi’s®, Dockers®, Signature by Levi Strauss & Co.™, Denizen® e Beyond Yoga®. Seus produtos são vendidos em mais de 110 países em todo o mundo através de uma combinação de cadeia de varejistas, lojas de departamentos, lojas online e uma presença global em aproximadamente 3.200 lojas de varejo e shop-in-shops. Levi Strauss & Co. divulgou uma receita líquida de US$ 6,2 bilhões em 2022.

da redação com informações da Agência Lema - foto da imagem crédito: Breno da Matta.

FASHION MEET BY EPSON

worldfashion • 14/05/24, 15:24

Com convidados exclusivamente da indústria têxtil, a Epson marcou o fortalecimento da empresa no setor têxtil e consolidou como referência no segmento no Brasil, e comemorou também os 30 anos da carreira do estilista Alexandre Herchcovitch, parceiro de longa data da Epson, que apresentou um desfile inédito, com diversas técnicas de impressão têxtil.

A Epson, investe cada vez mais em soluções de impressão digital têxtil para auxiliar as empresas a produzirem mais, de forma econômica, rápida e inovadora, conforme contou Fábio Neves - vice presidente de vendas, marketing de produtos comerciais e industriais e comunicações da America Latina.

Os resultados das novas soluções desenvolvidas pela empresa, para o mercado têxtil nos últimos anos, os convidados do Fashion Meet puderam ver de perto. A coleção que Alexandre Herchcovitch apresentou foi o que há de melhor na impressão digital e o que é possível produzir são peças incríveis quando se investe em equipamentos inovadores.

“Estamos entusiasmados em apresentar diretamente aos líderes da indústria têxtil brasileira nossa tecnologia de impressão digital, que já está revolucionando o setor no Brasil e em outros mercados globais.”, disse Evelin Wanke, Diretora de vendas da Divisão de Impressoras Industriais da Epson no Brasil. “Estamos comprometidos em ajudar as empresas a impulsionar a inovação, reduzir seu impacto ambiental e melhorar sua rentabilidade. Acreditamos que essa tecnologia revolucionária abrirá novas oportunidades e possibilitará um crescimento significativo para o setor no país.”

“O Epson Fashion Meet é mais que um evento, é uma celebração do futuro da indústria têxtil brasileira, onde a inovação e a criatividade se unem para moldar novos horizontes”, fala Alexandre Herchcovitch.

Sobre a Epson

A Epson é líder global em tecnologia dedicada a cocriar sustentabilidade e enriquecer comunidades ao alavancar suas tecnologias eficientes, compactas e de precisão, além das tecnologias digitais para conectar pessoas, coisas e informações. A empresa está focada na solução de problemas da sociedade por meio de inovações em impressão doméstica e de escritório, impressão comercial e industrial, e para manufatura, mercado visual e estilo de vida. A Epson se tornará carbono negativa e eliminará o uso de recursos subterrâneos esgotáveis, como petróleo e metal, até 2050. Liderado pela Seiko Epson Corporation, com sede no Japão, o Grupo Epson gera mundialmente vendas anuais de cerca de JPY 1 trilhão. Global.epson.com/

Saiba mais sobre impressão digital têxtil no link: https://epson.com.br/impressao-digital-textil



Sobre Alexandre Herchcovitch

Celebrando três décadas de inovação e influência na moda, Alexandre Herchcovitch é um ícone do design contemporâneo. Desafiando convenções desde o início, ele redefiniu os limites da expressão artística no vestuário, destacando-se como um dos designers mais inovadores de sua geração. Com colaborações em diversos setores criativos, sua visão única e compromisso com a excelência o consolidam como uma figura proeminente na moda contemporânea.

da redação com informações da CDI Comunicação

ARTIGO - Fast Fashion: a segunda indústria mais poluente…..

worldfashion • 10/05/24, 13:11

Fast Fashion: a segunda indústria mais poluente, repensar antes de comprar mais uma blusinha e um sapato.

Por Claudia Coser * e Nicole West *

O Fast Fashion, conhecido por sua produção em massa de roupas a preços acessíveis e pelas constantes mudanças de coleções para seguir as últimas tendências, tudo isso às custas de muito marketing com influenciadores, campanhas publicitárias e e-commerce com produtos e preços atrativos. Os consumidores, ao se olharem no espelho, no afã de estarem em dia com a moda, sequer se perguntam: quais danos ao planeta estão implícitos no hábito de encher guarda-roupas com peças que uso poucas vezes? Quais foram os meios de produção utilizados? E as pessoas que trabalham na cadeia produtiva desta indústria, estão em condições dignas de trabalho?

A constante pressão alimentada pelo marketing para seguir as últimas tendências leva os consumidores a comprarem mais do que necessitam e a descartar roupas em bom estado muito rapidamente, alimentando um ciclo vicioso de desperdício e excesso. Segundo relatórios da Ellen MacArthur Foundation, cerca de 60% das roupas são descartadas no primeiro ano de uso, enquanto 85% acabam em aterros sanitários. Esse looping perverso evidencia não apenas uma questão de desperdício, mas também uma falha sistêmica na forma como a moda é produzida e consumida atualmente, resultando em uma série de consequências adversas, desde a poluição da água e do ar até o desperdício de recursos naturais e condições de trabalho precarizadas.

As mídias sociais desempenham um papel significativo na formação dos padrões de consumo, especialmente no contexto da moda. Plataformas como Instagram, TikTok e Pinterest tornaram-se espaços onde as últimas tendências são exibidas, compartilhadas e até mesmo definidas. Os influenciadores digitais, muitas vezes pagos por marcas ou empresas de moda, têm um impacto considerável na maneira como as pessoas percebem e respondem às novas coleções e produtos.

O constante fluxo de conteúdo nas mídias sociais pode criar uma sensação de FOMO (Fear of Missing Out), onde os usuários se sentem pressionados a seguir as últimas tendências e adquirir produtos que estão em voga. Isso pode levar a um ciclo de consumo rápido e impulsivo, onde as pessoas compram itens apenas para se sentirem atualizadas ou aceitas dentro de determinadas comunidades online.

Já passou o tempo de mudar de cor a cada nova temporada, perpetuando tendências ultrapassadas e insustentáveis. É hora de reconhecer que a verdadeira mudança não vem apenas de onde compramos nossas roupas, mas sim de como as consumimos e valorizamos: precisamos repensar nossa relação com a moda, priorizando a qualidade sobre a quantidade, a durabilidade sobre a novidade; precisamos promover uma cultura de consumo mais consciente e sustentável, onde as roupas são valorizadas não apenas por sua aparência, mas também por sua origem, seus materiais e seu impacto no mundo ao nosso redor.

Há um movimento muito forte de negócios como brechós. Segundo dados apresentados pelo Sebrae no início de 2023, o Brasil abrigava 118.778 brechós em plena operação. Isso demonstra um notável crescimento de 30,97% ao longo dos últimos cinco anos.

Uma pesquisa da Global Data divulgada por um dos maiores brechós on-line dos Estados Unidos, o thredUp, revela que o mercado de roupas de segunda mão já cresce mais do que o do varejo em geral. A previsão é que o setor atinja US$ 64 bilhões (equivalente a R$ 317 bilhões) de faturamento em cinco anos e que, até 2029, ultrapasse o de fast fashion.

Enquanto inicialmente comprar em brechós pode parecer uma alternativa mais ética e sustentável, é fundamental considerar o impacto de nossos padrões de aquisição. A frequência constante nesses estabelecimentos pode, contraditoriamente, levar a um novo tipo de consumo desenfreado. Afinal, de que adianta buscar constantemente essas alternativas quando, em nossas casas, acumulamos pilhas de roupas que raramente ou nunca são utilizadas?

Para que um consumo seja sustentável, as pessoas precisarão mudar hábitos, comportamentos e cultura de consumo. Para autoavaliação do perfil de consumo, 3 questões serão muito úteis.

Consumo Sustentável

1 Eu preciso realmente comprar?

2 Estou no “controle da situação” quando faço compras ?

3 Escolho comprar de uma empresa responsável e sustentável ?

Consumo Insustentável

1 Meu guarda-roupas tem mais roupa que não uso, do que de roupas que uso ?

2 Estou comprando porque influencers recomendaram ?

3 Compro de empresas de venda fácil e acessível ?                                                                                                                   

É importante que as pessoas entendam que não se trata de poder ou não consumir. É uma questão de consumir com responsabilidade. E sim, todas as pessoas viventes no Planeta Terra devem ser cada vez mais responsáveis e sustentáveis. E isso não tem relação alguma com o poder aquisitivo, tem relação com a urgência dos problemas socioambientais que empresas e consumidores da indústria da moda têm total responsabilidade.

*Claudia Coser é doutora e mestre em Administração na área de Estratégia e Organizações e fundadora da Plataforma Nobis.

*Nicole West é designer e comunicação da Plataforma Nobis

Sobre a Plataforma Nobis: Atua na implementação de práticas ESG (princípios de meio ambiente, social e governança) em empresas de médio a grande porte, a exemplo da BASF e da Cargill. Conta com uma rede de mais de 60 especialistas responsáveis por gerar impacto ESG, prestando serviços que vão desde a implementação de projetos socioambientais, passando pela comunicação adequada para social branding, certificação dos investimentos em impacto e consequente expertise (how-to-do) e autoridade para palestras, treinamentos, implementação e incorporação de projetos permanentes, formas de investimento privado, comunicação e certificação de ações ESG. É signatária do Pacto Global desde 2020 e comprometida com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos projetos que desenvolve, contando com a carta de Recomendação dos Escritórios das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). É reconhecidamente sustentável e inovadora, sendo finalista do prêmio “Empresa Inovadora em Sustentabilidade”, organizada pela FIEP/SESI. Acesse a plataforma.

da redação com informações da Smartcom   foto: divulgação

PROJETO REGEN BY VICUNHA

worldfashion • 07/05/24, 15:30

A iniciativa é um marco significativo na história da Vicunha, que segue investindo na implementação de ações de inovação e sustentabilidade ambiental e social em seus processos, com práticas que impactam positivamente toda a sua cadeia de valor. Atualmente, as três unidades produtivas da Vicunha localizadas na região Nordeste do Brasil são certificadas regenagri®, possibilitando a rastreabilidade de ponta a ponta do algodão regenerativo, de seu cultivo ao consumidor final, além de assegurar o bem-estar tanto do solo, quanto das pessoas que cuidam dele.

“Com sua qualidade, durabilidade e abordagem holística para a sustentabilidade, os tecidos produzidos com algodão regenerativo alinham-se com as atuais demandas do setor e tendências de consumo. Tais produtos proporcionam oportunidades de diferenciação e proposta de valor  para as marcas e designers que buscam se destacar em um mercado que exige cada vez mais transparência, consistência , ações reais e efetivas por parte dos players de moda”, comenta German Alejandro, diretor comercial e de marketing da Vicunha.

REGEN Collection

A partir desta temporada, a Vicunha oferece ao mercado uma variedade de possibilidades com algodão regenerativo em seu portfólio de Denim & Denim Colour, em diferentes construções e acabamentos, e combinadas com outras fibras sustentáveis. Uma das novidades é a colaboração da fabricante com a Lenzing, para a TENCEL x Regenerative Cotton Denim Collection, apresentando ao mercado artigos de alta qualidade e durabilidade, que combinam a fluidez, o toque macio e sofisticação do Tencel aos atributos sustentáveis do algodão regenerativo. O resultado desta parceria é um denim premium com visual autêntico e máximo conforto.

“Nesta coleção colaborativa com a Vicunha, queremos passar uma mensagem abrangente à indústria a partir de uma linha de produtos que tem uma história forte em termos de sustentabilidade, tendência e satisfação do consumidor, indispensáveis para o sucesso. Esperamos trabalhar em muitos outros projetos no futuro, pois só poderemos criar um impacto se trabalharmos juntos na cadeia de abastecimento”, afirma Tuncay Kılıçkan, Head de Desenvolvimento Global de Negócios para Denim na Lenzing.


Coleção FW 25/26

A Vicunha apresentou na Kingpins sua coleção FW 25/26, com artigos em Denim &  Denim Colour que vão ao encontro das principais demandas do mercado global e das mais atualizadas tendências de moda. Do uso de fibras sustentáveis, aplicação de técnicas especiais de tingimento, até o desenvolvimento de tecidos versáteis com looks atemporais ou que valorizam o visual vintage e autêntico do jeans, sem abrir mão do conforto, as novidades reforçam o compromisso da Vicunha em desenvolver soluções jeanswear com altos padrões de qualidade e sustentabilidade. Ao todo, são 6 conceitos apresentados inicialmente na Europa e que poderão chegar ao Brasil no segundo semestre de 2024, entre eles o Regen, Timeless, New Vintage, Fit & Flex, Wide & Flash e Premium Crafts.

Sobre a Vicunha

Reconhecida mundialmente pelos elevados padrões de qualidade e sustentabilidade, a Vicunha é uma multinacional brasileira presente na América Latina, Europa e Ásia. Com 55 anos de mercado, é referência global em soluções jeanswear, atuando no segmento de tecidos denim e brim. Além de produtos inovadores, a empresa leva ao mercado inteligência para a customização de serviços em tendências de moda, sustentabilidade, design e lavagens. É isso que faz da Vicunha uma empresa one stop shop, modelo de negócio que possibilita atender as necessidades dos clientes em um só lugar, ajudando a aumentar sua competitividade com soluções integradas. Celebrando a multiplicidade de um mundo em constante evolução, a Vicunha tem como propósito estimular a cultura do jeanswear, para que cada pessoa no mundo encontre seu jeansidentity.

da redação com informações da In Press Porter Novelli

ARTIGO - O importante equilíbrio fiscal no instável cenário do mundo

worldfashion • 06/05/24, 15:50

Por Fernando Valente Pimentel*
O momento de instabilidade global, que também afeta nosso país, provocado pelo quadro geopolítico tenso, a manutenção de taxas de juros elevadas nos Estados Unidos e a pressão sobre os preços de alimentos, commodities e insumos, exige atenção do setor público. Mais do que nunca, é importante buscar o equilíbrio orçamentário no âmbito dos Três Poderes, na União, estados e municípios.
Para isso, a mais plausível alternativa é a racionalização e melhoria da qualidade dos gastos, pois não há mais como aumentar a carga de impostos no Brasil, já excessivamente alta e onerosa para pessoas físicas e jurídicas. Também seria interessante rever incentivos fiscais que reduzem a arrecadação e, ao mesmo tempo, prejudicam a economia. Um exemplo é a isenção do Imposto de Importação para compras de até 50 dólares nas plataformas internacionais de e-commerce, benefício às estrangeiras nocivo à indústria e ao varejo nacionais, que, em decorrência, têm enfrentado uma grave concorrência desigual, com quedas de produção e perda de empregos.
No atual cenário, também é determinante mitigar todos os fatores que constituem o “Custo Brasil” e/ou provocam evasão de impostos e prejuízos aos setores produtivos. É o caso das perdas de arrecadação tributária referentes a atividades informais e/ou criminosas, que, em 2022, foram de R$ 136 bilhões. É o que demonstrou o seminário “Brasil Ilegal em Números”, realizado em Brasília, dia 18 de abril, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Para dimensionar melhor o que significa esse valor, fazemos uma impactante comparação: ele é superior ao orçamento de 2024 da prefeitura paulistana, o quinto do País, de R$ 111,8 bilhões. Ou seja, a cada ano perdemos mais do que uma São Paulo, maior cidade da América Latina, com seus 12 milhões de habitantes, para a sonegação e a evasão fiscais.
No total, segundo demonstrou o seminário das entidades, o contrabando, descaminho, pirataria, roubo, concorrência desleal por fraude fiscal, sonegação de impostos e furto de serviços públicos provocaram um prejuízo à Nação de R$ 453,5 bilhões. Além da perda de receita para saúde, educação, segurança, habitação e infraestrutura, o problema fere numerosos segmentos, dentre eles a indústria têxtil e de confecção, que representamos, com a concorrência desleal de produtos falsos, roubados ou fabricados de maneira ilícita e a falta de isonomia tributária.
Há soluções que podem ser adotadas de imediato, como a revogação da isenção tributária de até 50 dólares para as vendas das plataformas internacionais, e outras de médio e longo prazo, como a evasão fiscal, roubos e pirataria, que demandam medidas mais amplas, multidisciplinares e complexas. Mas, ambas são fundamentais.
Cabe imenso esforço em favor do equilíbrio orçamentário no setor público, da isonomia tributária e do combate à ilegalidade, pois é premente vencer os problemas que afetam o ambiente de negócios e dificultam o aumento da taxa de investimentos dos atuais 16% do PIB para cerca de 26%, índice balizador de um crescimento robusto e sustentado. Ademais, com o risco de piora do quadro fiscal, ressurge a possibilidade de se interromper o fluxo de queda dos juros ou até mesmo de o Banco Central voltar a aumentá-los para conter a inflação.
Para atenuar os fatores externos de instabilidade que nos afetam, não temos o poder de paralisar guerras, reduzir as tensões geopolíticas, controlar preços internacionais ou interferir nas decisões sobre juros do Federal Reserve (FED), o Banco Central dos Estados Unidos. No entanto, devemos trabalhar juntos para solucionar os problemas internos do Brasil e seguir uma trilha mais segura de desenvolvimento socioeconômico.
*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

ARTIGO - A conquista do pleno emprego

worldfashion • 02/05/24, 15:57

Por Rafael Cervone*

O Dia do Trabalho, comemorado em 1º de maio, alertou-nos este ano sobre a prioritária criação de empregos em larga escala, visando aumentar e distribuir melhor a renda, ampliar a inclusão e prover vida com mais qualidade aos brasileiros. O desafio é grande, considerando que o contingente de pessoas em busca de colocação no País encontra-se em torno de 8,3 milhões, o equivalente a cerca de 7% da população economicamente ativa. Assim, esforço concentrado deve ser feito em todas as frentes para solucionar esse gargalo.

Afinal, por mais que sejam pertinentes os programas de renda mínima, o trabalho é o principal fator de justiça social, erradicação da miséria e exercício das prerrogativas da cidadania. A propósito, o mais relevante indutor da geração de empregos em profusão é o crescimento sustentando do PIB em patamares expressivos.
Por isso, é premente eliminar os entraves que emperram nossa economia, sintetizados no “Custo Brasil” e em suas múltiplas causas, dentre as quais os impostos excessivos, incluindo os ônus trabalhistas, insegurança jurídica, ciclos prolongados de juros elevados e dificuldade de acesso ao crédito. Também cabe atenção ao equilíbrio fiscal, importante para reforçar a confiança dos setores produtivos, reduzir pressões inflacionárias e atrair investimentos. É preciso buscar soluções para todos esses pontos.
A reforma tributária sobre o consumo foi uma vitória, tendo potencial para resolver parte do problema, desde que sua regulamentação, em curso no Congresso, estabeleça alíquotas racionais, não crie privilégios e seja feita dentro dos prazos compatíveis com o cronograma das mudanças. Também é urgente iniciar a votação da reforma administrativa, que está parada. Em meio a todas as providências necessárias à melhoria do ambiente de negócios, à dinamização do nível de atividade e ao aumento da competitividade, muitas de médio ou de longo prazo, são fundamentais iniciativas eficazes mais imediatas voltadas à criação e preservação de postos formais de trabalho.
Uma delas é a manutenção da desoneração da folha de pagamentos até 2027, conforme lei aprovada pelo Parlamento. Diante de seu significado para a economia, os 17 setores mais intensivos em mão de obra e as cerca de nove milhões de pessoas que empregam, é preocupante a insistência do governo em derrubá-la. Depois de esgotar todas as possibilidades de reverter a deliberação dos senadores e deputados federais, inclusive por meio de medida provisória, o Executivo recorre agora ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a constitucionalidade da matéria. Seria de bom senso rever essa posição renitente e acatar a reiterada decisão do Legislativo.
Dentre as ações de curto prazo, a que tem o maior potencial para estimular um grande número de contratações é a Nova Indústria Brasil (NIB), política pública federal lançada este ano, que prevê financiamentos de R$ 300 bilhões em quatro anos. É crucial o cumprimento dessa agenda, pois o fomento do setor, como se observou em vários países, é essencial para um robusto crescimento sustentado, elevação do patamar de renda e inclusão socioeconômica.
Uma indústria forte proporciona oportunidades de boas carreiras profissionais a um número maior de habitantes, paga salários maiores e favorece o avanço social. Também promove a inovação, o aporte tecnológico e a exportação de bens com alto valor agregado. Portanto, desempenha papel crucial na economia e na sociedade e é estratégico para consolidar a inserção segura do Brasil no cenário global
Há totais condições de viabilizar o desenvolvimento. Para isso, porém, precisamos remover os obstáculos históricos que travam nosso progresso e garantir o êxito de planos como a NIB. Todo empenho deve ser feito para que, nos próximos anos, possamos comemorar o Dia do Trabalho com a conquista do pleno emprego.

*Rafael Cervone, engenheiro e empresário, é o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).