TECNOLOGIA ALIADA DA SUSTENTABILIDADE

worldfashion • 30/04/25, 16:29

A sustentabilidade tem se tornado um pilar essencial para a indústria da moda – e conceitos como upcycling e moda circular vêm ganhando destaque, como soluções inovadoras para reduzir o impacto ambiental do setor e como impulsionadoras de negócios, trazendo uma nova forma de lidar com estoques que acabam ficando estagnados.

O reaproveitamento de materiais, premissa do upcycling, mais do que uma forma de repensar o uso de matérias-primas, é também um “boom” de criatividade e inovação no design de produtos. Incorporar a prática com uma visão mais estratégica de negócio pode potencializar vendas com foco no nicho da personalização.

“O upcycling pode ser aplicado em diversas etapas da produção e permite criar coleções únicas, com alto nível de personalização, atendendo a um perfil de público em crescente expansão, que valoriza a originalidade e a cadeia sustentável. E a Brother tem apoiado esse pilar do upcycling por acreditar que com as nossas máquinas (costura, bordado, corte, sublimação e impressão digital) o artesão, estilista ou fashionista tem mais possibilidades de uso e reaproveitamento dos materiais para agregar em suas criações”, comenta Paulo Akashi, diretor de Vendas da Brother.

Para ele, negócios da moda que apostam nesse movimento estão se adequando a um modelo de mercado que vai garantir a perenidade das marcas em um futuro próximo. “Hoje o upcycling já é um método que traz um novo olhar para estoques parados, por exemplo. Nosso objetivo é apoiar toda a cadeia para que tenhamos desde empresas que possuem esses estoques, e são o início do processo, até os artesãos, costureiros, fashionistas e estilistas que são os responsáveis em reutilizar, criar e dar vida a esses tecidos, utilizando qualquer uma das nossas máquinas junto a toda sua bagagem e olhar criativo”, reforça.

Tecnologias como a DTG (Direct-to-Garment), permite impressão direta no tecido, bordados personalizados e aplicação de recortes de materiais, como vinil ou mesmo outros tecidos para sobreposição, são alternativas para diversificar o catálogo de produtos. Com a impressora GTX Pro, por exemplo, é possível customizar roupas e acessórios sob demanda de forma eficiente e sem desperdício de tinta e água; bordadeiras facilitam a personalização de diversas peças, permitindo a criação de produtos únicos a partir de materiais já existentes; e a máquina de corte ScanNCut é uma aliada na produção de itens que se transformam em detalhes inovadores em camisetas, calças, bolsas e acessórios. Os equipamentos da Brother Brasil tem sido uma aliada importante para empresas que desejam atuar no segmento de moda sustentável.

“Entendemos que nossas soluções tecnológicas impulsionam esse movimento do upcycling, permitindo que empreendedores e marcas criem produtos sustentáveis e inovadores. Ao inserir no mercado equipamentos que promovem a personalização e o reaproveitamento de materiais, temos o objetivo de contribuir com a construção de um setor de moda mais consciente e responsável – e que traga retorno para os negócios do segmento”, finaliza Paulo.

A Brother Brasil é integrante da Brother Group, companhia centenária fundada no Japão e presente em mais de 40 países, a empresa desenvolve tecnologias para diversas frentes de negócio, com produtos para a casa, escritório e empresas. Para a indústria brasileira da moda, oferece soluções de impressão digital e uma ampla linha para bordado e costura. Etiquetadoras, impressoras, suprimentos e acessórios, além de suporte técnico, complementam a linha de produtos e serviços. A companhia possui sede em São Paulo (SP) e conta com distribuidores em todo o Brasil, além de loja online.

ARTIGO - “A reinvenção do fast fashion na era da sustentabilidade”

worldfashion • 29/04/25, 16:27

Por Symone Rech*

As transformações necessárias e vão muito além do uso de tecidos orgânicos ou reciclagem de embalagens. Se o problema da moda fosse apenas a matéria-prima, a gente já teria resolvido. O problema real é o modelo de negócio baseado em volume, velocidade e descarte rápido. É preciso reinventar toda a lógica de produção, consumo e relacionamento com o cliente.

Entre os exemplos que ilustram essa virada de chave está a norte-americana Patagonia, frequentemente citada como um case pioneiro em moda sustentável. Desde 1996, quando adotou o algodão orgânico, a marca vem desafiando o senso comum. Sua jaqueta fleece feita de garrafas PET recicladas tornou-se um ícone, mas o verdadeiro ponto de inflexão veio em 2011 com a campanha “Don’t Buy This Jacket”, veiculada na Black Friday. A provocação — pedindo que consumidores reconsiderassem a necessidade de novas aquisições — gerou polêmica, mas impulsionou um aumento de 30% nas vendas no ano seguinte.

O que a Patagônia mostra é que sustentabilidade autêntica não espanta o consumidor, ela o atrai. Quando a marca alinha discurso e prática, constrói lealdade. Sustentabilidade não é um freio, é um novo motor de crescimento.

Uma das principais apostas para tornar a moda mais sustentável é o desenvolvimento de produtos inteligentes — peças que entregam mais valor com menor impacto e volume. A lógica é simples: em vez de estimular trocas constantes de guarda-roupa, oferecer roupas funcionais, duráveis e atemporais.

A japonesa Uniqlo é referência nesse modelo, com suas linhas Heattech e Airism, que ajustam a temperatura corporal de acordo com o clima. Essas tecnologias oferecem conforto térmico em diferentes estações, reduzindo a necessidade de múltiplas peças para o mesmo fim. É um exemplo clássico de produto funcional.

O consumidor precisa de menos roupas para se adaptar a diferentes temperaturas, o que reduz o consumo desnecessário.

Na mesma linha, marcas como Levi’s apostam em peças atemporais como pilar estratégico. O modelo 501, por exemplo, permanece praticamente inalterado há décadas e continua sendo best-seller. “A Levi’s construiu um império sobre um produto clássico. Toda marca deveria ter o seu ‘501’: um item que vende sempre, independente de modismo e garante previsibilidade financeira”, acrescenta.

Outra frente que ganha tração é a da circularidade. Marcas estão investindo em reparo, revenda, aluguel e até recarga de produtos. A britânica Selfridges criou o programa RE-SELFRIDGES, com metas ambiciosas: até 2030, 45% de suas transações devem vir de modelos circulares. A parceria com a startup SOJO — especializada em consertos — garantiu um espaço permanente de reparos dentro da loja. Além disso, clientes podem revender itens de luxo e receber crédito, alugar roupas e até recarregar embalagens de beleza.

É uma mudança de mentalidade e de negócio. Em vez de depender de vendas únicas e descartáveis, essas empresas estão apostando em serviços recorrentes, que fidelizam o cliente e reduzem o impacto ambiental.

Se a sustentabilidade ainda carrega o estigma de ser “careta”, marcas como a Osklen vêm desmentindo esse mito. Desde 1998, a grife brasileira alia design sofisticado a práticas sustentáveis. Por meio do projeto e-fabrics, utiliza materiais como couro de pirarucu, juta da Amazônia e algodão orgânico. A proposta é oferecer não apenas moda ética, mas também estética refinada e conexão com a natureza.

As pessoas não compram só porque é ecológico. Compram porque é bonito, funcional e desejável. A estética precisa andar junto com a ética.

Apesar das iniciativas promissoras, o alerta é que muitas marcas sustentáveis erram ao comunicar sustentabilidade como se todo o público já estivesse convencido.

As marcas falam como se todos os consumidores já estivessem na ‘maioria inicial’ da curva de difusão da inovação. Mas a maioria ainda não vê valor real nisso. A proposta é aplicar a lógica da Curva de Adoção da Inovação, de Everett Rogers, adaptada à moda.

Para os inovadores — cerca de 2,5% do mercado — a chave está em oferecer produtos disruptivos, com alta tecnologia e apelo exclusivo. A marca britânica Vollebak, por exemplo, vende peças feitas com cobre, grafeno ou madeira flexível.

Eles não vendem sustentabilidade. Vendem o futuro.

No grupo dos early adopters, consumidores influentes e ligados ao luxo buscam status e diferenciação. Marcas como Veja, Stella McCartney e a própria Patagonia conseguiram se posicionar nessa camada, oferecendo produtos que unem propósito e prestígio.

Já para a maioria inicial, composta por consumidores mainstream, o foco está na validação social. Aqui, o importante é mostrar que todo mundo já está fazendo. Criar normas sociais, facilitar o acesso e tornar o sustentável mais prático do que o convencional. A Allbirds é um bom exemplo. A marca vende tênis sustentáveis, mas seu principal argumento é o conforto. Já H&M e Zara inseriram coleções ecológicas como parte das opções regulares, sem criar uma seção isolada para “moda verde”.

O futuro é inteligente — e desejável

No fim das contas, o caminho para a sustentabilidade não será pavimentado apenas com boas intenções ou campanhas pontuais. Ele exige uma transformação profunda na maneira como a indústria cria, vende e se relaciona com o consumidor.

O futuro da moda sustentável não depende de convencer as pessoas a comprar menos. Ele depende de criar produtos tão bons, tão icônicos e tão desejáveis que as pessoas naturalmente queiram comprar — e manter. As marcas que vão crescer não são as que produzem mais, mas as que constroem mais valor.

*Symone Rech é especialista em negócios de moda e fundadora da New & Now uma plataforma de conteúdo e pesquisa de moda que conecta o mercado brasileiro às tendências internacionais com foco em resultados comerciais, a ferramenta transforma tendências globais em coleções lucrativas para pequenos e médios empreendedores, oferecendo análises personalizadas, guias estratégicos e acesso a pesquisas realizadas em capitais da moda como Paris, Londres e Milão.

7ª EDIÇÃO DA TECNOTÊXTIL BRASIL

worldfashion • 28/04/25, 14:51

Conhecida como a Princesa Tecelã, a cidade de Americana vivenciou um ambiente de negócios intenso, com a presença de empresários, representantes de associações, autoridades públicas e especialistas do setor. A feira se tornou uma vitrine estratégica para o lançamento de produtos, fechamento de parcerias e apresentação de inovações tecnológicas.

“O impacto da Tecnotêxtil vai além dos negócios imediatos. O evento posiciona Americana como um hub estratégico para a indústria têxtil, contribuindo para a criação de um ambiente que favorece o futuro da indústria têxtil do país”, destacou Hélvio Júnior, diretor de Comunicação do Febratex Group.

Segundo dados divulgados pela ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, a produção têxtil cresceu 4,8% em 2024 em comparação com o ano anterior, enquanto o segmento de vestuário avançou 3,9%. O faturamento da cadeia chegou a R$ 212,6 bilhões, movimentando mais de 25 mil empresas e gerando 1,3 milhão de empregos diretos. Para 2025, a expectativa é de continuidade no crescimento, com projeções de aumento de até 1,2% em toda a cadeia, impulsionado por investimentos em inovação, automação e sustentabilidade.

O diretor-superintendente e presidente emérito da  ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Fernando Valente Pimentel, participou da feira com uma palestra sobre Perfil e Tendências do setor têxtil e de confecção. Para ele, feiras como a Tecnotêxtil desempenha um papel estratégico no fortalecimento da indústria nacional. “Trata-se de uma vitrine de inovações que contribuem para otimizar a produção, elevar a qualidade e ampliar a competitividade do setor”, afirmou.

O espaço - ARENA DO CONHECIMENTO - reuniu palestras, painéis e demonstrações ao vivo sobre os principais desafios e tendências da indústria. A inovação foi o grande foco: novos equipamentos, soluções digitais e tecnologias de produção mais sustentável ocuparam o centro das atenções.

Com conteúdo técnico e estratégico, os debates ampliam a visão dos profissionais sobre os caminhos possíveis para uma indústria mais competitiva, conectada e ambientalmente responsável.

Patrícia Roberta Storolli, do Senai Americana, compartilhou cases que mostram ganhos de produtividade nas indústrias têxteis e de confecção. Em seguida, Carlos Pereira da Silva, da Impulgest, apresentou um panorama dos desafios ambientais enfrentados pelas cadeias de suprimentos de marcas globais.

Outra solução que chamou a atenção do público foi a apresentada pela Futurize, com foco em corte a laser e reconhecimento de imagem. “Apresentamos um fluxo de produção completamente invertido: o corte a laser com reconhecimento de imagem elimina estoques de tecido branco, encaminhando diretamente para a sublimação final. Nossa tecnologia reduz perdas, acelera prazos e otimiza a mão de obra, tornando a confecção mais competitiva”, explica Cristiane Zanelatto, representante da empresa.

Ricardo Gomes e Giordana Madeira, do Febratex Group, conduzirem um debate sobre o futuro da moda no painel “Febratex Summit e Brasil Fashion Designers Profissionais – Projeção do Futuro”. A programação seguiu com Claudia Manhães, da Plataforma de Tendências Fashion2B, discutindo as principais tendências identificadas nas semanas internacionais de moda. Encerrando as atividades do dia, Eduardo Junger e Tatiana Laschuk, da Fratelli Ricci Brasil, falaram sobre tingimento natural em lavanderia, abordando práticas mais sustentáveis no processo de beneficiamento têxtil.

Marcelo Villin Prado (IEMI) analisou o perfil e o crescimento dos segmentos de nãotecidos e tecidos técnicos, apontado como o de maior expansão no Brasil. Ângela Bozzon (ABVTEX) apresentou as oportunidades geradas pelo Programa ABVTEX em sustentabilidade.

Marcelo A. C. Fernandes (NIACD / InovAILab) apresentou casos de uso de inteligência artificial na Indústria Têxtil 4.0 para aumentar a lucratividade. Luciana Crespim (Total Ecomáquinas) discutiu o equilíbrio entre sustentabilidade e rentabilidade, enquanto Gisele Rosati (Werken Química/Tanatex) falou sobre megatendências do setor e soluções inovadoras da empresa.

Além de consolidar o sucesso da 6ª edição de 2025, o Febratex Group já projeta o futuro. A 8ª edição, marcada para 2027, contará com expansão de área e infraestrutura, oferecendo mais espaço para expositores e uma programação ainda mais robusta.

“Estamos vivenciando um momento de reencontro do setor com o seu protagonismo. O crescimento registrado em 2024 e a movimentação de empresários aqui na feira demonstram que o mercado está reagindo, investindo e acreditando no potencial produtivo do Brasil”, destaca Hélvio Junior, diretor de comunicação do Febratex Group.

8ª EDIÇÃO DA TECNOTÊXTIL BRASIL  2027

O anúncio foi feito durante um coquetel de lançamento, que contou com a presença de autoridades, como o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, prefeito em exercício de Americana, Odir Demarchi, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Americana, Clemente Alves dos Santos - Léo da Padaria, além do vereador Lucas Leoncine.

“O setor têxtil é estratégico para o Estado de São Paulo. Outro aspecto fundamental é o perfil da mão de obra: São Paulo é um estado majoritariamente feminino, com 52,1% da população composta por mulheres, e o setor têxtil emprega aproximadamente 68% de mulheres, o que reforça seu papel nas políticas públicas de inclusão e desenvolvimento social. Feiras como a Febratex e outros eventos do setor são essenciais para fortalecer esse cenário, promovendo a troca de experiências, gerando novas oportunidades e fomentando a inovação, o que impulsiona o crescimento de toda a cadeia produtiva”, destacou Jorge Lima.

As instituições como o Sinditec, da Prefeitura de Americana, do CIESP/FIDAM e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas realizaram uma reunião estratégica para discutir diretrizes para um projeto pioneiro de economia circular voltado à cadeia têxtil da região. Entre os tópicos estavam a definição de metas iniciais, o cronograma de trabalho e a constituição de um comitê gestor multiparticipativo.

O presidente do Febratex Group, Hélvio Pompeo, destaca a importância da feira para a indústria da cidade. “A Tecnotêxtil é uma vitrine estratégica para o setor. Ela impulsiona a inovação, estimula novos negócios e reforça o compromisso da indústria têxtil nacional com o desenvolvimento sustentável e tecnológico”, afirma.

Para a 8ª edição da TECNOTÊXTIL 2027, com a intensa troca de conhecimentos promovida ao longo do evento, a cidade de Americana reafirma sua vocação para o desenvolvimento tecnológico, consolidando-se como referência nacional no segmento têxtil, com certeza atrairá novos investimentos, capazes de impulsionar a economia local e gerar impactos positivos em toda a região.

Sobre o Febratex Group

Com mais de 40 anos de experiência, o Febratex Group é a maior promotora de feiras e eventos têxteis do Brasil. O grupo organiza, entre outros eventos, a Febratex, considerada a terceira maior feira têxtil do mundo, que gera mais de 40% dos negócios de máquinas têxteis no Brasil. Comprometido com a sustentabilidade, o Febratex Group é pioneiro na adoção de práticas ambientais responsáveis e foi a primeira promotora de eventos têxteis na América Latina a conquistar o Selo Lixo Zero.

ARTIGO - Moda consciente: quando a sustentabilidade deixa o discurso e vira estratégia de crescimento

worldfashion • 25/04/25, 11:56

Por Rafael Reolon*

De acordo com um estudo da Nielsen, 66% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis — um salto considerável frente aos 50% registrados em 2013. No Brasil, a tendência é ainda mais evidente: uma pesquisa do Instituto Locomotiva revela que 9 em cada 10 brasileiros preferem adquirir produtos feitos com materiais sustentáveis. Mais do que isso, a maioria afirma sentir desconforto ao consumir itens com impacto ambiental negativo.

Para atender às mudanças no comportamento do consumidor, que busca marcas e produtos mais sustentáveis, o varejo de moda tem trabalhado para que a produção esteja alinhada à preservação ambiental. Nesse caminho, observamos o movimento de grandes varejistas, como a Renner, que implantou a produção sustentável de roupas a partir do uso de viscose e algodão certificados que não geram impactos ambientais negativos e utilizam fios reciclados, retirados da desfibragem das sobras de corte de tecidos ou de roupas já existentes.

Além de oferecer produtos com fabricação mais sustentável, o varejo de moda também passou a surfar na onda da sustentabilidade com os itens de segunda mão. Um levantamento da ThredUp revelou que, em 2024, os gastos com esses itens chegaram a US$227 bilhões em todo o mundo, representando quase 10% de todo o gasto global com roupas.

Com a venda de peças de segunda mão, as marcas criam uma nova fonte de renda a partir da logística reversa. Isso significa que os varejistas podem receber doações de roupas compradas na loja, em bom estado, e revendê-las por preços mais acessíveis. Além de promover a sustentabilidade, é um novo formato de negócio que traz maior rentabilidade.

As marcas de luxo também entraram na onda da sustentabilidade com a venda de itens de segunda mão. A oferta de roupas, bolsas, sapatos e acessórios de grandes marcas permite que pessoas de diferentes classes sociais tenham acesso aos produtos, que antes eram voltados apenas para as classes mais altas da sociedade.

Um grande exemplo de sucesso nesse mercado é a Peça Rara, uma rede de brechós de roupas infantis, femininas, masculinas e mobiliário. A franquia vende mais de 2,7 milhões de itens por ano e o número de fornecedores (clientes que levam peças para vender nas lojas), quase dobrou de 2022 para 2023, alcançando mais de 250 mil pessoas.

O mercado de segunda mão cresce cada vez mais ao longo dos anos. Além dos brechós e lojas físicas disponíveis, um ecossistema online de vendas se expandiu, abrindo espaço para os marketplaces focados em consumidores que buscam produtos usados. Um grande case nesse setor é a Beni, uma empresa californiana que desenvolveu uma extensão nos navegadores para que todas as buscas por produtos direcionem o consumidor a itens usados de boa qualidade. Dessa forma, as empresas têm ainda mais facilidade em disponibilizar suas opções de segunda mão para os clientes dentro de marketplaces, aplicativos ou sites.

Outro exemplo relevante no cenário nacional é a Enjoei, plataforma brasileira de compra e venda de roupas usadas, que vem reforçando o papel da tecnologia na promoção da sustentabilidade no varejo. Em 2023, a marca inaugurou sua primeira loja física, conectando o digital ao físico para criar uma jornada de compra mais tangível e próxima do consumidor. A Linx participou da operação com soluções como o Microvix, Venda Fácil, Reshop, QR Linx, TEF e SmartPOS Stone, que garantiram uma experiência mais fluida — desde a gestão de estoque até os meios de pagamento. Esse ecossistema tecnológico não só melhora a eficiência operacional como também contribui diretamente para práticas mais sustentáveis, reduzindo desperdícios e apoiando o modelo de economia circular.

Se antes essa prática ficava restrita a brechós e comércios locais, agora existem grandes varejistas investindo na economia circular, como reflexo de uma mudança significativa nos hábitos de consumo, impulsionada por uma preocupação maior dos consumidores com a sustentabilidade atrelada a preços mais acessíveis. Com a disponibilidade de marketplaces que incentivam a venda de itens usados, o mercado de segunda mão para o varejo de moda se tornou ainda mais acessível para os empreendedores que desejam surfar na onda da sustentabilidade. A economia circular é uma realidade e tende a se fortalecer ainda mais ao longo do tempo.

*Rafael Reolon é diretor de Retail da Linx, empresa do grupo StoneCo e especialista em tecnologia para o varejo

ARTIGO - O Brasil precisa de uma estratégia anti-inflacionária multidimensional

worldfashion • 24/04/25, 13:39

Por Fernando Valente Pimentel*

O cenário inflacionário atual é particularmente preocupante pelo impacto desproporcional nos preços dos alimentos. A alta nos custos da cesta básica representa um fardo adicional para as famílias mais vulneráveis, agravando desigualdades sociais já pronunciadas no País. O problema tem estimulado diversas propostas de ações, algumas das quais merecem análise cuidadosa quanto à sua eficácia e consequências de médio e longo prazo.

Dentre as sugestões que circulam nos debates econômicos, destacam-se a elevação do centro da meta, adoção do núcleo da inflação como principal referência para a política monetária, redução de impostos de importação sobre alimentos e a eliminação do ICMS sobre produtos da cesta básica. Cada uma dessas medidas apresenta potenciais benefícios, mas também limitações significativas quando analisadas isoladamente. Há, ainda, a necessidade de uma coordenação maior entre as políticas monetária e fiscal, cujo equilíbrio adequado permite o controle inflacionário sem comprometer demasiadamente o crescimento econômico.

Um aspecto negligenciado com frequência nos debates sobre a questão é o alto grau de indexação presente na economia nacional. Este mecanismo, que ajusta automaticamente contratos de aluguel, salários, tarifas públicas e rendimentos financeiros com base na inflação passada, cria um ciclo de retroalimentação. A indexação generalizada configura-se como uma “memória inflacionária” institucionalizada, que dificulta qualquer processo de desinflação.

A redução sistemática dos mecanismos de indexação representa um dos maiores desafios, mas também uma das mais promissoras frentes de combate à inflação crônica no Brasil. A desindexação deve ocorrer de modo gradual e consistente, para minimizar custos de transição, mas com determinação suficiente para quebrar a inércia inflacionária. O processo envolve a revisão de legislações que institucionalizam a indexação, o desenvolvimento de novos parâmetros para reajustes contratuais e a construção de um ambiente macroeconômico estável, capaz de reduzir a demanda por proteções contra a inflação.

Não existe uma “bala de prata” capaz de resolver isoladamente o problema. A complexidade do fenômeno exige uma abordagem multidimensional e coordenada, fundamentada em alguns pilares essenciais. O equilíbrio das contas públicas constitui a base para qualquer estratégia anti-inflacionária sustentável. A disciplina fiscal não apenas reduz pressões de demanda sobre preços, mas também fortalece a credibilidade da política econômica como um todo, influenciando positivamente as expectativas dos agentes econômicos. Um arcabouço fiscal crível, com regras claras e respeitadas, reduz os prêmios de risco exigidos pelos investidores e permite que a política monetária opere de modo mais eficiente, com menores taxas de juros para controlar a inflação.

Um ambiente econômico competitivo representa um poderoso mecanismo natural de controle de preços. A concorrência limita a capacidade de repasse de custos aos consumidores e incentiva ganhos de produtividade, elementos que contribuem para uma inflação estruturalmente mais baixa. Medidas que reduzam barreiras à entrada de novos participantes nos mercados, que simplifiquem a abertura e operação de empresas e que ampliem a integração da economia brasileira ao comércio internacional tendem a produzir efeitos desinflacionários duradouros.

O controle da inflação no Brasil requer uma estratégia abrangente e coordenada, que vá além de ajustes pontuais no regime de metas ou na tributação. O tripé composto por responsabilidade fiscal, promoção da concorrência e desindexação gradual oferece um caminho mais promissor para uma desinflação sustentável.

A experiência histórica brasileira e internacional demonstra que não existem atalhos no combate à inflação. Os custos de curto prazo de uma estratégia consistente são significativamente menores do que os danos permanentes causados pela corrosão do poder de compra, especialmente para a população mais vulnerável.

O verdadeiro desafio reside na capacidade de articular diferentes políticas em torno de objetivos comuns, superando interesses setoriais e visões de curto prazo. O controle da inflação é, em última análise, uma questão de escolha social e política por estabilidade e previsibilidade, valores essenciais para o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável.

*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

SPEEDO MULTISPORT

worldfashion • 15/04/25, 16:52

Speedo Multisport desenvolveu uma linha de roupas biodegradáveis, incorporando também tecnologia de proteção contra os raios ultravioleta (UV+80). Essas peças têm a capacidade de se decompor em até 3 anos quando descartadas corretamente em aterros sanitários, o que pode contribuir significativamente para a redução do impacto ambiental causado pelos resíduos têxteis. As peças são confeccionadas com malhas desenvolvidas pela Santaconstancia®️ com os fios poliamida biodegradável 6.6, produzido por Rhodia Solvay®️.

O principal objetivo dessa inovação não é apenas apresentar um produto tecnológico, mas alertar para a necessidade de repensar o ciclo de vida dos produtos consumidos. A linha sustentável Green n’ Blue oferece uma alternativa mais responsável para quem se preocupa com o meio ambiente, especialmente praticantes de esportes. A utilização de materiais biodegradáveis, que se decompõem mais rapidamente do que os convencionais, pode ser uma parte importante na busca por soluções mais sustentáveis para o setor de vestuário.

“Além do benefício ambiental, a nova linha também oferece proteção UV, um cuidado extra para aqueles que praticam atividades ao ar livre. Isso se reflete em maior segurança durante a exposição ao sol, ao mesmo tempo que mantém a funcionalidade das roupas esportivas.”, comenta Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport.

A coleção inclui camisetas biodegradáveis  feitas com a malha Carbon Neutral, um tecido leve e 100% poliamida, desenvolvido especialmente para acelerar a decomposição das peças após o descarte. Esse tipo de tecido é um exemplo do compromisso da  Speedo Multisport com soluções que minimizem o impacto ambiental sem abrir mão da qualidade e desempenho. Já na linha Swim,que contempla maiôs e sungas, a novidade é a combinação da poliamida biodegradável com elastano e a inclusão da tecnologia Stretch Wet 80+, que garante proteção UV 80+ mesmo quando o tecido está esticado e molhado.  A inovação é um diferencial para atletas e amantes da natação que buscam segurança e conforto durante a exposição ao sol.

Com esses avanços, a  Speedo Multisport reforça seu empenho em atender a um público cada vez mais consciente sobre a preservação ambiental, apostando em materiais sustentáveis que, ao mesmo tempo, oferecem conforto e segurança para quem busca desempenho e bem-estar, sem comprometer a qualidade e o desempenho característicos da marca.

A Speedo Multisport tem os produtos disponíveis nas 3 lojas físicas próprias e no e-commerce, e está presente em todo o território nacional através de 40 mil pontos de revenda, entre pequenos e médios lojistas e grandes varejistas.

A Speedo Multisport é uma das principais incentivadoras do esporte brasileiro, patrocinando grandes atletas, federações e mais de 400 competições anualmente, além de fomentar a prática esportiva em diferentes modalidades. Em seu Elite Team, a Speedo Multisport  conta  com a multicampeã mundial e ouro em Tóquio 2020, Ana Marcela Cunha, o atual campeão dos jogos Pan Americanos, Guilherme Caribé , com o Melhor Nadador da América do Sul pelo Swammy Awards, Guilherme Costa (O cachorrão), além de outros atletas. A empresa acredita que o futuro está nos jovens e, através do Future Team, apoia, atualmente, mais de 20 atletas.

da redação com informações da Gueratto Press

CONCURSO - “Every Body Matters”

worldfashion • 07/04/25, 16:06

O Conselho de Moda de Singapura (SFC) e a SHEIN anunciam parceria e promovem o concurso de design inclusivo  o “Every Body Matters”, “todos os corpos importam” em tradução livre, que celebra a diversidade promovendo o desenvolvimento profissional de designers iniciantes para criar uma moda mais acessível e com representatividade

A iniciativa tem como objetivo impulsionar a diversidade e a inclusão na indústria da moda, oferecendo uma plataforma para incentivar novos designers a criar coleções capazes de celebrar e refletir a diversidade do mundo em que vivemos.

O concurso encoraja designers iniciantes e profissionais da indústria de todo o mundo a desafiarem os padrões convencionais de beleza e estilo, com a criação de designs que abrangem todos os tipos de corpos. Um dos objetivos é destacar a importância da representação, reforçando a mensagem de que a moda é para todos, independentemente de forma, tamanho ou identidade.

“Every Body Matters” vai além de um concurso de design, é um movimento para garantir que a moda reflita a riqueza e a diversidade da humanidade. Ao oferecer aos designers iniciantes a oportunidade de mostrar seu talento, receber mentoria e expandir suas redes profissionais, esta competição catalisará mudanças positivas e capacitará a indústria da moda a abraçar a inclusão em todas as suas formas.

O concurso oferece aos participantes uma experiência completa de desenvolvimento profissional, com oito componentes essenciais:


•Desfile de Moda: uma exibição glamourosa das coleções finalistas, destacando seus designs e celebrando a diversidade e a inclusão.
•Workshops: sessões práticas para equipar os designers com ferramentas e conhecimentos essenciais para suas carreiras.
•Mentoria: líderes da indústria e profissionais de moda oferecerão orientação aos participantes, com insights valiosos capazes de cooperar para o desenvolvimento pessoal de suas artes.
•Campo e pesquisa: imersões em espaços relacionados à moda, permitindo que os designers obtenham inspiração e insights sobre diferentes contextos culturais e sociais.
•Exposição: oportunidade para os designers apresentarem seus trabalhos ao público e à indústria.
•Masterclass: sessões educacionais com especialistas em moda sustentável, design inclusivo e estratégias de negócios.
•Transmissão ao vivo: cobertura online dos eventos, levando a mensagem de inclusão a um público global.
•Networking: acesso exclusivo ao Be the Change Summit 2025 - evento anual para pensar em um futuro mais sustentável e equitativo para a indústria da moda, organizado pelo Conselho de Moda de Singapura (SFC), com o apoio da SHEIN como patrocinador Platinum.


As inscrições já estão abertas, e mais detalhes podem ser encontrados no site: https://www.ebmsgfashioncouncil.org/

Datas importantes

Período de inscrição: 1 de abril a 1 de junho

Seleção dos Semifinalistas: 23 de junho

Pitch dos semifinalistas  : 18 de julho

Seleção dos Finalistas: 1 de setembro

Desfile de Moda e Cerimônia de Premiação: 26 de setembro

“Estamos entusiasmados em colaborar com a SHEIN nesta ação inovadora”, afirma Zhang Ting-Ting, CEO do Conselho de Moda de Singapura. “A moda é uma linguagem universal, e acreditamos que deve acolher todas as pessoas, independentemente de suas características físicas, habilidades ou identidades. Com o concurso “Every Body Matters’’, buscamos criar um espaço inclusivo onde designers iniciantes podem apresentar criações que realmente refletem a diversidade do mundo em que vivemos. Queremos oferecer uma plataforma para capacitar esses talentos na criação de uma moda verdadeiramente capaz de representar o mundo diverso ao nosso redor.” completa

“Estamos muito felizes em fazer parte desta ação inspiradora com o Conselho de Moda de Singapura”, declara Leonard Lin, presidente da SHEIN EMEA, chefe global de Relações Governamentais e general manager de Singapura. “Na SHEIN, acreditamos na missão de tornar a beleza da moda acessível para todos. Por isso, estamos entusiasmados em colaborar com parceiros que compartilham nossa visão de um ecossistema de moda capaz de celebrar a inclusão e a diversidade. Esta competição se alinha perfeitamente com nossos valores. Nos orgulhamos de apoiar a próxima geração de designers que criarão um futuro mais inclusivo para a moda.” completou

Sobre a SHEIN - uma varejista global online de moda e lifestyle, que oferece peças de produção própria e produtos de uma rede global de fornecedores, todos a preços acessíveis. Com sede em Cingapura, a SHEIN é comprometida em tornar a beleza da moda acessível a todos a partir de sua metodologia líder de produção sob demanda para uma indústria mais inteligente e pronta para o futuro.

da redação com informções da FleishmanHillard Inc - assessoria da Shein

WTNB - COLLAB TENCEL™ E CANATIBA TÊXTIL

worldfashion • 04/04/25, 15:33

O primeiro drop da parceria anual da WTNB com as fibras TENCEL™️ e a Canatiba Têxtil com foco em sustentabilidade foi lançado no dia 27 de março.

O impacto da sustentabilidade na moda brasileira tem crescido de forma contínua, tornando-se uma forte tendência na indústria. A implementação de processos ecológicos desde a fase de concepção e a incorporação do upcycling são essenciais para o desenvolvimento de coleções sustentáveis e inovadoras, impulsionando mudanças positivas no mercado.

Assim o projeto, dividido em quatro coleções ao longo de 2025, une arte, cultura, moda e sustentabilidade. O primeiro drop apresenta cinco peças atemporais nas cores preta, branca e cru, confeccionadas com denim da Canatiba Textil feito com fibras TENCEL™ Liocel. A coleção incorpora conceitos como Shinrin Yoku, Kaizen, Sashiko e Boro, que destacam a importância de pausar, refletir sobre necessidades reais e aprimorar o que já existe — princípios que dialogam diretamente com o upcycling, que faz parte do DNA da marca. E já estão à venda no site da marca: https://wtnb.com.br/

“Cada fio, textura e cor apresentados pela WTNB, traduzem a nossa visão de um Brasil mais unido, consciente e humano. Para nós, o design é um ato político, com isso, escolhemos materiais sustentáveis, valorizamos técnicas tradicionais e preservamos os saberes ancestrais.  Vestir-se é também uma forma de expressar nossos valores. Neste ano, reafirmamos nosso compromisso com a sustentabilidade, trazendo coleções que destacam tecidos da Canatiba Textil, produzidos com as fibras sustentáveis TENCEL™️”, destaca Ana Clara Watanabe, CEO e Diretora Criativa da WTNB.

Produzidas pelo Grupo Lenzing, as fibras TENCEL™ Liocel são desenvolvidas com pelo menos 50% menos emissões de carbono e consumo de água, representando uma matéria-prima de baixo impacto ambiental, obtida a partir de fontes de madeira controladas ou certificadas. “Esta parceria reforça o nosso compromisso em transformar a indústria da moda e inspirar outras marcas a adotarem práticas mais sustentáveis. Ao aliar história, arte e atemporalidade, colaboramos com marcas como a WTNB para promover um estilo de vida mais consciente”, destaca Juliana Jabour, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios na América do Sul do Grupo Lenzing.

Há mais de 25 anos, a parceria entre TENCEL™ e Canatiba Textil tem sido um pilar na evolução dos tecidos ecológicos, unindo expertise e inovação para transformar a moda sustentável. Com mais de 50 anos de história, a Canatiba Textil destaca-se como referência global, fornecendo materiais de alta qualidade para marcas renomadas na Europa, América do Sul, América Central e África. Seu compromisso com a pesquisa e o aprimoramento contínuo de processos industriais reforça seu papel como pioneira na moda sustentável, impulsionando a inovação e promovendo um futuro mais consciente para a indústria têxtil.

“A chegada da WTNB em 2025, num projeto anual, reforça o compromisso com a criatividade e a sustentabilidade por meio desta parceria. Entre as diversas bases de tecido produzidas com fibras TENCEL™️ escolhidas pela marca, destacam-se o Tencelino Éko, Resiklo Éko, Spirit MaxSkin e a base Special Fabrics Ryan MaxSkin, que recebeu uma estampa exclusiva que foi desenvolvida pela nossa área de estamparia digital. Esse processo integra a sustentabilidade de forma completa, assegurando a aplicação da técnica sem desperdício de corantes. É nisso que acreditamos: moda sustentável e acessível para o mercado brasileiro”, afirma Ivna Barreto, Gerente de Marketing da Canatiba Textil.

Sobre a WTNB - a marca nasceu em 2023 como marca-laboratório da designer Ana Clara Watanabe, explorando modelagens, texturas e materiais em peças de vestuário, mobiliário e materiais gráficos. Tendo a sustentabilidade como pilar principal, as primeiras coletas partiram do reaproveitamento de matéria-prima têxtil e reciclagem, com produtos construídos a partir da pesquisa de pontos de descarte de tecidos de alfaiataria e aviamentos, além da desconstrução e recuperação de peças de roupas garimpadas em fábricas que iriam descartá-las. A mão de obra da marca desde o seu início em os  equipamentos estão em Pindamonhangaba, cidade natal da designer e hoje conta com mais de 10 mulheres artesãs e costureiras.

Sobre a TENCEL™ - a marca de fibra têxtil líder do Grupo Lenzing. Desde 1992, a marca TENCEL™ tem sido uma potência defensora de mudanças positivas na indústria têxtil por meio de processos de produção eficientes em recursos e inovações contínuas em fibras. As fibras Liocel e Modal da marca TENCEL™ são materiais de alta conforto e eficiência de recursos, feitos a partir de fontes de madeira manejadas de forma sustentável. Ambas as fibras são naturalmente macias, suaves ao toque e podem suportar cores ricas nos tecidos. Com controle eficaz da umidade, os tecidos feitos com ambas as fibras também proporcionam uma sensação natural de secura.

Como soluções têxteis sustentáveis, as fibras TENCEL™ Liocel e Modal são altamente versáteis e podem ser combinadas com uma ampla gama de fibras têxteis, oferecendo uma variedade quase infinita de designs e funções de produtos. As fibras podem ser incorporadas em quase qualquer categoria têxtil, desde moda, denim, roupas íntimas, até roupas ativas, vestuário de trabalho, calçados e até produtos têxteis para o lar.

Feitas a partir de madeira, matéria-prima natural, as fibras TENCEL™ Liocel e Modal podem se decompor e ser compostadas no final de seu ciclo de vida. As fibras também são certificadas com o Ecolabel da UE (nº de licença AT/016/001) por sua excelência ambiental, reconhecendo os altos padrões ambientais ao longo de todo o seu ciclo de vida.


Sobre o Grupo Lenzing - representa a produção ecologicamente responsável de fibras especiais à base de celulose e material reciclado. Como líder em inovação, a Lenzing é parceira de fabricantes globais de têxteis e não tecidos e impulsiona muitos novos desenvolvimentos tecnológicos. As fibras de alta qualidade do Grupo Lenzing formam a base para uma variedade de aplicações têxteis, desde roupas funcionais, confortáveis e modernas até têxteis-lar duráveis e sustentáveis. Devido às suas propriedades especiais e à sua origem botânica, as fibras Lenzing biodegradáveis e compostáveis certificadas pela TÜV também são altamente adequadas para produtos de higiene do dia a dia.

O modelo de negócios do Grupo Lenzing vai muito além do de um produtor tradicional de fibras. Juntamente com seus clientes e parceiros, a Lenzing desenvolve produtos inovadores ao longo da cadeia de valor, criando valor agregado para os consumidores. O Grupo Lenzing se esforça para a utilização e processamento eficientes de todas as matérias-primas e oferece soluções para ajudar a transformar a indústria têxtil do atual sistema econômico linear para uma economia circular. A fim de reduzir a velocidade do aquecimento global e, assim, também apoiar as metas do Acordo de Paris e do “Green Deal” da Comissão Europeia, a Lenzing desenvolveu um plano de ação climática claro e baseado na ciência que visa reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e uma meta líquida zero (escopo 1, 2 e 3) até 2050.

Principais Fatos e Números Grupo Lenzing 2023

Receita: 2,52 bilhões de euros

Capacidade nominal: 1.110.000 toneladas

Funcionários (FTE): 7.917

TENCEL™, LENZING™ ECOVERO™, VEOCEL™, LENZING™ e REFIBRA™ são marcas comerciais da Lenzing

Sobre a Canatiba Têxtil - Indústria têxtil desde 1969, unindo inovação, tecnologia e sustentabilidade, agregando valor para o mercado têxtil nacional. São 3 unidades fabris, mais de 2300 colaboradores diretos, em Santa Barbara D’Oeste que abastecem o mercado nacional e marcam presença em países da Europa, América Latina e África.

Dividos em três unidades de negócio: Denim Industry, Special Fabrics e Utilitárius, integrando um novo conceito da indústria, para atender as necessidades de um mercado cada vez mais complexo.

Unido esforços em processos produtivos de ponta, para atender os mais rígidos critérios de sustentabilidade e qualidade. Mais do que fabricar tecidos, entendem que o papel da empresa de liderança é seguir a gerando valores em toda a cadeia têxtil, até as mãos dos consumidores mais exigentes.

da redação com informações da Tastemakers Brasil para o Grupo Lenzing

SFS - SUMMIT FASHION SYSTEM NO RIO2C

worldfashion • 01/04/25, 11:17

O Summit Fashion System trará um novo olhar, um novo sistema de moda na prática, como um ecossistema complexo que vai muito além do vestir e se conecta diretamente com as questões socioeconômicas, culturais e tecnológicas.  E para tanto reunirá os principais nomes nacionais e internacionais da indústria da moda.

“Moda é um sistema complexo de geração de valor cultural que, nos últimos anos, se expandiu para todos os setores voltados ao desejo do consumidor. Trata-se de compreender imaginários, gerar expectativas, sentidos e propor personagens interpretados no mundo real” diz Olivia Merquior, diretora de conteúdo SFS.

Entre os convidados internacionais, estão:
• Adama Paris, fundadora da Dakar Fashion Week e da Fashion Africa TV
• Bella Freud, estilista britânica e criadora do podcast Fashion Neurosis
• IB Kamara, diretor criativo da Off-White, stylist e fotógrafo
• Marie Gomis-Trezise, diretora criativa da Nataal Media e fundadora da Galerie Gomis
• Reiner Holzemer, cineasta alemão e diretor dos documentários Dries e Martin Margiela: In His Own Words

O Summit Fashion System que acontecerá em 27 de maio dentro do Rio2C 2025 e apresentará painéis centrados em oito grandes eixos:

O FUTURO DA MODA À BRASILEIRA: COMO SE MANTER FORTE EM UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

(27/05 | 10:15 - 11:00 | Writers Room)

Negócios e cultura em tempos de mudança.

Convidados:

Paulo Correa, CEO C&A

Anna Araripe, diretora de Marketplace Moda Mercado Livre

Maria Prata, jornalista de inovação, empreendedorismo e moda (mediação)

DA FILA “A“ AO BROADCASTING: QUAL O FUTURO DAS SEMANAS DE MODA?

(27/05 | 11:15 - 12:00 | Writers Room)

A reinvenção das semanas de moda.

Convidados:

Paulo Borges, fundador São Paulo Fashion Week

Adama Paris, fundadora Dakar Fashion Week

Olivia Merquior, CEO Iara e fundadora BRIFW (mediação)

JK Iguatemi apresenta FASHION NEUROSIS: NO DIVÃ COM BELLA FREUD

(27/05 | 12:15 - 12:45 | Writers Room)

Imagem, psicanálise e identidade.

Convidados:

Bella Freud, estilista e fundadora do Fashion Neurosis

Maria Laura Neves, redatora-chefe Vogue Brasil (mediação)

OS NOVOS GATEKEEPERS: QUEM LEGITIMA O QUE ESTÁ IN OU OUT NO NOVO SISTEMA DE MODA?

(27/05 | 14:45 - 15:30 | Writers Room)

Influência, internet e legitimidade.

Convidados:

Malu Borges, criadora de conteúdo e empresária

Josy Ramos, creator

Verena Figueiredo, influencer

Luiza Brasil, CEO Mequelab (mediação)

A NOVA IMAGEM DE MODA: COMO CONSTRUIR RELEVÂNCIA EM UM MUNDO DE REPRODUÇÕES INSTANTÂNEAS

(27/05 | 12:15 - 12:45 | Writers Room)

Criatividade, inteligência artificial e autonomia.

Convidados:

Marie Gomis-Trezise, diretora criativa Nataal Media

Ib Kamara, diretor criativo da Off-White, stylist e fotógrafo

Augusto Marioti, editor-chefe FFW (mediação)

Village Mall apresenta MARGIELA: A MAGIA DO DESAPARECER

(27/05 | 15:45 - 16:30 | Writers Room)

Reflexões sobre o anonimato em um mundo de hiperexposição.

Convidados:

Reiner Holzemer, documentarista e diretor de Margiela: On his own words

Linda Loppa, educadora da Academia Real de Belas Artes da Antuérpia (Depoimento Online)

NOVELA, REDES E O ESPELHO: IMAGEM DE MODA E OS PERSONAGENS QUE QUEREMOS INTERPRETA

(27/05 | 16:45 - 17:30 | Writers Room)

Moda, entretenimento e os papéis que escolhemos viver.

Convidados:

Antonio Frajado, stylist

Marie Salles, figurinista Estúdios Globo

Maika Mano, stylist

Laís Frankling, editora-chefe Bravo! (mediação)

A MODA MUDA TUDO: COMO A MODA PODE ABRIR CAMINHOS PARA O SUCESSO

(27/05 | 17:45 - 18:30 | Writers Room)

Estilo, visibilidade e construção de sucesso.

Convidados:

Fayda Belo, advogada especialista em crimes de gênero

Raquel Virginia, CEO Nhaí

Daniela Falcão, CEO Nordestesse (mediação)

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A programação de moda com curadoria SFS- Summit Fashion System, acontecerão também nos dias 28, 29 e 30 de maio, no palco Arts&Crafts durante a semana no Rio2C:

DO BRASIL PARA O MUNDO: A NOVA GERAÇÃO DA MODA BRASILEIRA NO MERCADO INTERNACIONAL

(28/05 | 17h | Arts&Crafts)

Visibilidade internacional e novos talentos.

Convidados:

Nidia Aranha, diretora criativa

Mar + Vin, fotógrafos de moda

Lucas Leão, fashion designer

Marina Caruso, editora-chefe Ela em O Globo (mediação)

ORIGEM E FUTUROS ANCESTRAIS: CULTURAS NO SISTEMA DE MODA por Instituto Dom Phillips

(29/05 | 17h | Arts&Crafts)

Moda e cosmologias indígenas, com curadoria do Instituto Dom Phillips.

Convidados:

Zahy Tentehar, atriz

Kena Marubo, modelo, comunicadora, artesã e ativista

Renata Tupinambá, fundadora da Originárias Produções (mediação)

A NOVA ERA DA BELEZA: QUAIS SÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS CRIANDO O FUTURO DA AUTOESTIMA E DA SAÚDE

(30/05 | 17h | Arts&Crafts)

Bem-estar, tecnologia e cuidados pessoais.

Convidados:

Natália Calixto, diretora de gestão do consumo O Boticário

Victor Soffiatti, diretor de mídia e dados Grupo L’Oréal

Para aproveitar da programação dos 6 dias de Rio2C do Rio2C, garanta seu acesso Creator no link: https://bit.ly/441vyx0  Mais informações sobre o evento em: www.rio2c.com