130 anos da SWAROVSKI

worldfashion • 31/03/25, 14:27

A Swarovski Crystal Business, empresa de capital fechado e administrada pela família Swarovski, anunciou na última sexta feira (28/03) os seus resultados para o ano fiscal encerrado em 31 de dezembro de 2024.

A empresa registrou um forte crescimento orgânico* de (+) 6% em relação ao ano anterior, alcançando €1,906 bilhões em receita, com um crescimento robusto de (+) 8% no conceito “like-for-like”* em um ambiente de mercado desafiador. Esse desempenho foi impulsionado por um quarto trimestre sólido, com crescimento orgânico de (+) 11%. O EBITDA cresceu dois dígitos, e o lucro operacional foi totalmente positivo pela primeira vez em cinco anos.

(*) O crescimento é medido a moeda constante. O crescimento like-for-like é medido a moeda constante para lojas físicas e online próprias que operam há mais de 12 meses consecutivos.

“Esses resultados sólidos e consistentes validam ainda mais a força da estratégia LUXignite e a capacidade da Swarovski de executar com excelência. Esses sucessos, alcançados em um ambiente difícil e volátil, são um tributo à dedicação dos funcionários e parceiros da Swarovski em todo o mundo, bem como ao apoio do nosso conselho e acionistas”, diz o CEO Alexis Nasard.

“Em 2025, a instabilidade em nosso ambiente operacional provavelmente persistirá, mas, ao celebrarmos nosso 130º aniversário, nosso foco continuará na execução disciplinada de nossa estratégia, com ênfase contínua na criatividade excepcional, investimentos estratégicos e rigor financeiro.” completa.

Crescimento sustentado e abrangente em 2024
• A divisão de joias cresceu (+) 9% organicamente, mais de 3 vezes o mercado geral.
• Todas as regiões contribuíram para o crescimento, com a Europa registrando um aumento nas vendas like-for-like de (+) 11% em relação ao ano anterior, as Américas (+) 10% e a Ásia (+) 3%, apesar da desaceleração da China.
• Foram alcançados recordes de vendas no mercado estratégico dos EUA e no mercado doméstico da Áustria.
• A Swarovski ganhou participação de mercado em 8 dos 10 principais mercados.
• As vendas de Swarovski Created Diamonds (diamantes criados em laboratório) mais do que dobraram em relação ao ano anterior.
• A lucratividade das lojas aumentou (+) 7% em relação ao ano anterior.

A empresa atingiu um lucro operacional positivo em 2024, impulsionado pelo aumento da alavancagem operacional e disciplina de custos, com um crescimento de (+) 14% no EBITDA. Além disso, houve melhorias significativas na geração de fluxo de caixa e na relação de endividamento.

“Extravagância Alegre” em todos os pontos de contato com o cliente em 2024, foi marcado por uma série de eventos extraordinários que destacaram o savoir-faire da Swarovski, reafirmando seu papel como ícone cultural. A marca manteve sua presença tradicional no Baile da Ópera de Viena, celebrando sua herança austríaca, e brilhou no Met Gala de Nova York, onde a diretora criativa Giovanna Engelbert apresentou impressionantes peças de alta-costura Swarovski.

Além disso, a exposição “Masters of Light” percorreu Milão e Seul, e a marca inaugurou sua flagship store na Piazza del Duomo, em Milão. Outro marco importante foi o novo contrato de licenciamento com a Coty, para o lançamento de uma linha de perfumes finos Swarovski. No segmento de produtos, o lançamento global da Coleção Eternity, com Swarovski Created Diamonds, destacou o compromisso da empresa com a inovação e sustentabilidade. Além disso, a coleção cápsula Swarovski x Ariana Grande, co-criada com a estrela pop global, foi um grande exemplo do posicionamento Pop Luxury da marca.

Essas iniciativas continuaram impulsionando a atratividade da marca, que atingiu outro recorde em 2024, rejuvenescendo ainda mais sua base de clientes.

Em 2025, a Swarovski celebra seu 130º aniversário sob o lema “130 Anos de Alegria”. Este marco representa uma oportunidade única para homenagear o que definiu a Swarovski ao longo dos anos e continua moldando sua identidade.  E ao mesmo tempo, a empresa se concentrará em manter um crescimento lucrativo, elevar a experiência da marca e do cliente, e preservar a disciplina financeira.

SOBRE A SWAROVSKI - Empresa fundada em 1895 na Áustria, projeta, fabrica e vende os cristais mais finos do mundo, diamantes e zircônias Swarovski Criados, joias e acessórios, além de itens de decoração para casa e cristais para o setor automotivo.

O Swarovski Crystal Business está presente em mais de 140 países ao redor do mundo, com 2.300 boutiques Swarovski, complementadas por parceiros multimarcas selecionados, e emprega cerca de 18.600 pessoas. Juntamente com suas empresas irmãs Swarovski Optik (dispositivos ópticos) e Tyrolit (abrasivos). O Swarovski Crystal Business compõe o Swarovski Group.

Um relacionamento responsável com as pessoas e o planeta faz parte do legado da Swarovski. Hoje, essa herança se reflete em medidas sustentáveis ao longo de toda a cadeia de valor, com foco na inovação circular, na promoção da diversidade, inclusão e autoexpressão, além do trabalho filantrópico da Swarovski Foundation, que apoia organizações beneficentes gerando impacto ambiental e social positivo.

Nota: Os números são preliminares, não auditados e sujeitos a alterações. As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (IFRS). Todos os valores estão expressos em euros.

da redação  com informações da MKT MIX Assessoria de Comunicação

Artigo - O paradoxo do emprego e da informalidade no Brasil

worldfashion • 27/03/25, 16:33

Por Fernando Valente Pimentel*

A informalidade não é um problema exclusivamente brasileiro, mas aqui assume proporções que nos distanciam bastante do mundo desenvolvido. A taxa média dentre os membros OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) varia entre 10% e 15%, beirando a 5% nos países nórdicos. No Brasil, oscila entre 36% e 38%. No Pará, Piauí, Maranhão, Ceará, Amazonas, Bahia e Paraíba, mais de 50% dos trabalhadores estão na informalidade. Até mesmo Santa Catarina, exemplo de desenvolvimento industrial, convive com uma taxa de 25% a 26%, também acima da média das nações ricas. Esse é um desafio que não se resolve apenas com políticas públicas genéricas, mas com ações regionalizadas e sensíveis às particularidades de cada região.

Um dos mitos que precisamos desconstruir é a ideia de que a informalidade é sempre uma escolha. Sim, há, hoje, quem prefira trabalhar por conta própria, seja pela flexibilidade, seja pela falta de atratividade dos empregos formais ou até mesmo pela diminuição da diferença de renda entre o trabalho informal e o informal: conforme dados do IBGE, em 2015 quem tinha carteira assinada ganhava 73% mais do que os que não eram registrados. Em 2024, apenas 31%

No Rio de Janeiro, por exemplo, fatores como criminalidade e distância do local de trabalho pesam na decisão. Muitos, em todo o nosso país, estão na informalidade por falta de opção. E é aí que entra a qualificação. Sem uma base educacional sólida, que prepare as pessoas para os empregos do presente e do futuro, fica difícil reduzir ampliar o índice de vagas com carteira assinada e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade.

A propósito, a questão da produtividade é crucial. A riqueza de um país não se sustenta sem ganhos recorrentes nesse quesito. Mas, a informalidade, em muitos casos, é um obstáculo a esses ganhos. Trabalhadores informais tendem a ter menos acesso a treinamentos, tecnologias e condições adequadas para produzir mais e melhor. Isso cria um ciclo vicioso: baixa produtividade gera menos riqueza, que, por sua vez, limita os investimentos em educação e infraestrutura, perpetuando a informalidade. Assim, é preciso refletir se os dados atuais do emprego, como já tivemos em outros momentos, não é um voo de galinha…

A solução, claro, não é simples. Não existe uma “bala de prata” que resolva todos os problemas de uma vez. Porém, há caminhos. Um deles é fortalecer a base industrial, setor que historicamente oferece mais empregos formais e mais bem remunerados. Estados com uma indústria robusta já mostram que essa é uma direção promissora. Outro caminho é pensar em formas flexíveis de trabalho que combinem proteção social e adaptação às necessidades das pessoas. O MEI (Microempreendedor Individual) é um exemplo interessante, pois permite que trabalhadores informais contribuam para a previdência social, ainda que de maneira modesta.

Cabe ponderar, ainda, que o Brasil é plural. Não há solução única para um “continente” com realidades tão diversas. O que funciona no Sul pode não fazer sentido no Nordeste. O que atrai um jovem na capital pode não interessar a um trabalhador rural. Por isso, políticas públicas precisam ser desenhadas com sensibilidade regional e um olhar atento às diferentes formas de trabalho que coexistem no País. Seja um emprego formal, um trabalho autônomo ou uma ocupação temporária, o importante é que todos tenham acesso a condições dignas e oportunidades de crescimento.

Afinal, o desafio é equilibrar o tripé: “qualificar as pessoas para que possam escolher entre a formalidade e a informalidade sem abrir mão de seus direitos”; “reduzir a informalidade sem engessar a economia”; e “aumentar a produtividade sem perder de vista a diversidade de realidades que compõem o Brasil”. Não é uma tarefa fácil, mas seu enfrentamento é essencial para que promovamos ampla inclusão socioeconômica, crescimento sustentado do PIB e geração massiva de empregos dignos em todas as modalidades hoje existentes.

*Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

IV World Plastic Connection Summit®

worldfashion • 21/03/25, 14:19

O evento acontecerá de 8 a 10 de abril, sendo o dia 8 aberto ao público, no Novotel Center Norte, em São Paulo. A ação é organizada pelo Think Plastic Brazil, criado pelo INP (Instituto Nacional do Plástico) e em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento).

O IV World Plastic Connection Summit® trará novidades no lançamento do Color Trend 2026®, guia de tendências de cores produzido pelo Think Plastic Brazil para nortear decisões de profissionais da indústria de plásticos transformados no Brasil. Esta edição é assinada pelo renomado arquiteto brasileiro Marcelo Rosenbaum, premiado internacionalmente e trará cores inspiradas nos biomas brasileiros.

“Nesta edição do Color Trend 2026®, temos a honra de contar com a curadoria do renomado arquiteto Marcelo Rosenbaum, que traz uma abordagem inspirada nos biomas brasileiros, conectando a identidade do nosso país à inovação no design e na produção industrial. Com essa iniciativa, o Think Plastic Brazil reforça seu compromisso em oferecer direções assertivas para o setor, ajudando profissionais a tomarem decisões embasadas em pesquisa e estética alinhada às demandas globais de mercado”, comenta Carlos Moreira, diretor-executivo do INP e de projetos do Think Plastic Brazil.

Um dos projetos do ecossistema do World Plastic Connection Summit®, o Color Trend®, é um guia internacional de tendências de cores com foco e pesquisa a partir de uma visão brasileira, dedicado à indústria de plásticos transformados, oferecendo uma cartela completa que orienta o setor no ano seguinte à sua publicação, publicado em português, inglês e espanhol.

Com base em mais de 15 anos de pesquisa sobre cores, a iniciativa utiliza a arquitetura e o design como ferramentas de transformação social, promovendo um diálogo entre arquitetura, design e bioma. Marcelo Rosenbaum selecionou cores que retratam uma conexão com a diversidade de cada bioma brasileiro, valorizando suas particularidades, além de também refletir suas lembranças mais marcantes dos lugares e situações que passou durante a pesquisa, que a partir de fotografias, registraram as cores singulares do nosso país.

O Color Trend 2026® também trará como destaque de inovação a parceria entre o Think Plastic Brazil com o SENAI CETIQT (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil), uma das principais instituições de educação e inovação do Brasil, com foco em áreas como têxtil, confecção, química e design. A instituição será responsável pelos testes colorimétricos, realizados em colaboração com indústrias e fabricantes de produtos plásticos transformados, garantindo, com rigor laboratorial, a equidade de cores entre aquelas concebidas por Marcelo Rosenbaum e as aplicadas tanto na matéria-prima quanto nas peças finais do plástico.

Além disso, ainda em 2025, também iniciarão a criação de um sistema inovador de nomenclatura e codificação brasileira de cores específicas para o plástico transformado, com o objetivo de estabelecer uma referência mundial até 2026. Esse sistema propõe uma identificação única e eficiente das cores, alinhando-se às particularidades do setor nacional e oferecendo uma alternativa competitiva aos sistemas internacionais. O projeto inclui etapas como pesquisa de mercado, análise de padrões existentes, construção de uma paleta abrangente e validação com especialistas do setor.

No dia 8 de abril, as indústrias e empresas de plásticos transformados apresentarão ao público presente seus produtos com as novas cores do Color Trend 2026®, a fim de demonstrar na prática as tendências cromáticas, validar a aplicação das tonalidades em diferentes materiais e destacar a inovação no design do setor. Inscrições gratuitas: https://bit.ly/4iM1yJW

Programação

Dia 8 de abril

Seminário internacional híbrido

Lançamento do Color Trend

Lançamento do International Yearbook

Premiação - International Award

SERVIÇO

IV World Plastic Connection Summit®

Data: de 8 a 10 de abril (dia 8 aberto ao público e dias 9 e 10 exclusivo para associados do Think Plastic Brasil)

Horário: das 8h às 18h

Local: Novotel Center Norte | São Paulo - Av. Zaki Narchi, 500 - Vila Guilherme, São Paulo-SP

Os interessados podem garantir a vaga preenchendo o formulário online disponível no site https://worldplasticconnectionsummit.com/

Sobre a Curadoria - Rosenbaum é um escritório de arquitetura e design, fundado e dirigido há mais quase 30 anos por Marcelo Rosenbaum, Professor Honoris Causa de arquitetura, título concedido pelo Centro Universitário Belas Artes, e conta com a arquiteta Adriana Benguela, formada pela Universidade Estadual Paulista na gestão dos projetos.

Utiliza a arquitetura e o design como ferramentas para valorizar a sócio-biodiversidade brasileira, ancorada em conceitos de economia circular e sustentabilidade, em projetos desenvolvidos para organizações sociais, governos, comunidades, indústrias, empresas e escolas. Sua atuação na arquitetura e no design tem como foco a pesquisa de técnicas e materiais tradicionais, e seu encontro com novas tecnologias, para soluções mais sustentáveis e o reconhecimento do passado como testemunha do futuro.

Os principais prêmios do escritório de arquitetura são RIBA International Prize 2018, o Archdaily Building of the year (2018), APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte (2017), Tomie Ohtake AkzoNobel (2017), e o terceiro lugar no Prêmio Oscar Niemeyer para arquitetura da Latin American (2018), IAI Design Award (Asia Pacific Designers Federation) 2021, IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil em 2023. Recebeu também o prêmio de melhores produtos pelo Museu da Casa Brasileira em 3 edições (1999, 2016 e 2017), o IF Design Award em 2022. E teve seus projetos exibidos em diversas ocasiões, inclusive no Pavilhão Brasileiro da Bienal de Arquitetura em Veneza (2018) e no Conservatório e Jardim Botânico em Genebra (2018).

Sobre o Think Plastic Brazil

O Think Plastic Brazil começou suas atividades com 38 empresas e, ao longo dos últimos 20 anos, expandiu sua participação para mais de 220 empresas. Nesse período, o Portfólio promoveu 4.773 participações de empresas do setor em 240 projetos especificamente de Promoção Comercial, resultando em 64.366 reuniões. O impacto econômico foi significativo, com mais de US$ 1,247 bilhão em negócios gerados e um investimento total de US$ 12,338 milhões, alcançando um ROI impressionante de US$ 101,04 para cada dólar investido.

Para aqueles interessados em se juntar ao Portfólio, acesse www.thinkplasticbrazil.com, siga nossas redes sociais (@thinkplasticbrazil) ou entre em contato com Richard Assis pelo e-mail richard.assis@thinkplasticbrazil.com

Sobre o INP

Fundado em 1989, o Instituto Nacional do Plástico (INP) surge em meio ao processo de globalização e da necessidade de tornar o mercado plástico mais competitivo internacionalmente. Sua força e representatividade se dão devido à união da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) e do Sindicato das Indústrias de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo (SIRESP).

O objetivo do INP, como entidade tecnológica setorial, é ser a vertente de toda a cadeia produtiva do plástico no Brasil. Para isso, a entidade mantém um extenso programa de qualificação da mão de obra, promove o acesso às mais modernas tecnologias, em especial às pequenas e médias empresas, e desenvolve Normas Técnicas para a fabricação de produtos com melhor qualidade.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

da redação com informações da Promenade Comunicação

BFD - Brasil Fashion Designers

worldfashion • 20/03/25, 16:29

O BFD - Brasil Fashion Designers, organizado pelo Febratex Group e a Way2Tex*, integrará a programação do Febratex Summit 2025, que acontecerá entre 19 e 21 de agosto, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). O evento que já é  referência em inovação e sustentabilidade na cadeia têxtil, deve reunir mais de 10 mil visitantes, contará com mais de 110 expositores, além de palestras e espaços dedicados a startups.

BFD - Brasil Fashion Designers, concurso voltado agora para talentos da moda nacional, abriu as inscrições  e a competição será exclusiva para profissionais formados em design, moda e áreas correlatas, e terá como tema “Terra – Planeta Água”.

Para 2025, além do formato nacional, a organização estabeleceu um novo critério de participação, além de restringir a competição a profissionais já formados,  reforçou o seu compromisso com a sustentabilidade e selecionou as matérias-primas mais sustentáveis e inovadores para o desenvolvimento das coleções.

Os finalistas terão suas peças apresentadas em um desfile exclusivo no Febratex Summit, no dia 19 de agosto 2025. Um júri especializado avaliará as coleções com base em critérios como inovação, design e sustentabilidade. Além do desfile, os looks ficarão expostos nos dias 20 e 21 de agosto 2025, para visitação do público, que formará o júri popular votando na coleção que mais gostou.

Giordana Madeira, diretora-executiva do Febratex Group e idealizadora do Febratex Summit, reforça a importância do concurso. “O Brasil Fashion Designers Profissionais vai ser realizado no Febratex Summit porque acreditamos que inovação na moda começa na matéria-prima. A indústria da moda brasileira é resiliente e dinâmica e nada mais justo do que um concurso nacional para destacar as empresas que investem em tecnologia, design e boas práticas”, afirma.

“A edição 2025 do Brasil Fashion Designers dentro do Febratex Summit representa uma vitrine para designers brasileiros se destacarem no cenário nacional e internacional”, afirma Ricardo Gomes, gerente de Projetos Especiais do Febratex Group. “Nosso foco é incentivar soluções inovadoras e sustentáveis, que são fundamentais para o futuro da moda e da indústria têxtil”, destaca.

O grande vencedor será premiado com uma imersão no Fashion Express, em Milão e Florença, onde terá a oportunidade de conhecer bastidores da moda italiana, visitando fábricas e acompanhar de perto o processo de desenvolvimento da indústria têxtil, enfim conhecer da produção até o varejo, além de visitas a museus, lojas e ateliês exclusivos. Serão cinco dias com hospedagens e passagens pagas pelo evento.

As inscrições estão abertas no link: https://bit.ly/4iGMjSp

*WAY2TEX - Empresa com operações no Brasil e em Portugal, cria conexões entre pessoas e empresas e propõe alternativas de fornecimento sustentável para a indústria, desenvolvendo projetos de produtos e serviços para o mercado internacional. Com profissionais comprometidos no desenvolvimento dos projetos, que priorizam a transparência e a confiabilidade nas relações sempre buscando resultados positivos. Trabalham com empresas que acreditam no seu potencial como agentes transformadores das pessoas e do mercado onde atuam.

da redação com informações da Agencia PACOM360

PROJETO - ATACAMA RE-COMMERCE

worldfashion • 19/03/25, 16:45

O Projeto Atacama RE-commerce - é uma iniciativa que está transformando o desperdício da indústria da moda em oportunidade -, permitindo que peças de marcas renomadas, algumas nunca antes usadas e em ótimo estado, ganhem uma nova chance. A ação provoca o olhar para o problema do descarte têxtil, possibilitando que consumidores tenham acesso a essas roupas de forma online e gratuita, arcando apenas com o custo do frete. Ou seja, a pessoa está pagando para tirar a peça de roupa do deserto.

Assinado pela VTEX - Plataforma tecnológica de e-commerce, em parceria institucional com a Associação  global de conscientização do impacto social e ambiental da indústria da moda - Fashion Revolution Brasil e a ONG Desierto Vestido, o projeto chama atenção para o impacto ambiental da indústria da moda e incentiva a reflexão sobre os atuais modelos de superprodução e consumo.

O descarte de roupas em grandes volumes se tornou um problema ambiental no Atacama. Estima-se que cerca de 39 mil toneladas de peças sejam despejadas na região anualmente, formando verdadeiras montanhas de lixo. O fenômeno é consequência do modelo de produção acelerado da indústria da moda, que gera descarte excessivo de itens novos ou pouco usados, em sua grande maioria, herdados do mercado ‘fast fashion’ dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia.

“Acreditamos que cada peça tem uma história e um propósito. Nossa missão é resgatar esses itens e dar a eles uma nova chance, promovendo um processo de conscientização sobre o consumismo exacerbado promovido pela indústria da moda atualmente”, afirma Mariano Gomide de Faria, CEO da VTEX, empresa responsável pela plataforma digital do projeto.

A operação do Atacama RE-commerce envolve um processo cuidadoso de seleção e restauração das roupas. Uma equipe especializada realiza a curadoria dos itens, o que garante que estejam em boas condições para revenda. As peças são higienizadas, organizadas e disponibilizadas na plataforma digital. Os consumidores podem acessar o site, escolher os produtos e pagar apenas o valor do frete – as roupas em si são oferecidas gratuitamente.

“Iniciativas como o Re-Commerce são essenciais para repensar a maneira como consumimos moda. O impacto ambiental da indústria têxtil é enorme, e fomentar alternativas sustentáveis é um caminho para reduzir o desperdício e preservar os recursos naturais e as comunidades locais, que são afetadas por esses problemas”, afirma Ángela Astudillo, cofundadora da Desierto Vestido, uma organização sem fins lucrativos dedicada a educar, conscientizar e incentivar a economia circular na indústria têxtil.

“Queremos ir além do e-commerce: nossa iniciativa convida à reflexão sobre os impactos do nosso atual modelo de produção, consumo e descarte desenfreado. Estamos vivendo uma Emergência Climática, e a indústria da moda precisa de compromissos mais robustos. Esta ação é uma forma de chamar atenção para o que está por trás das roupas e provocar novas formas de se relacionar com elas.” comenta Fernanda Simon, diretora executiva da Fashion Revolution Brasil, organização brasileira que faz parte do maior movimento ativista de moda do mundo.

O Projeto criado pela maior agencia de idéias e comunicação a Artplan, o site é www.recommerceatacama.com

EDIÇÃO N59 - SPFW 30 ANOS

worldfashion • 17/03/25, 15:14

O SPFW SÃO PAULO FASHION WEEK reafirma seu compromisso com a valorização da criatividade e da diversidade na moda nacional. Uma edição que celebra talentos, tradição e inovação. Ao longo de 30 anos, o SPFW se consolidou como um território de expressão e transformação, impulsionando e projetando a moda brasileira para o mundo. A edição N59 é o primeiro capítulo de uma celebração histórica que seguirá surpreendendo e inspirando.

A estréia de Leandro, conhecido por sua construção impecável a partir de tecnologias híbridas com uso de materiais descartados, faz sua estreia no dia 9 de abril. Constroi peças com o fazer tecnológico, ancestral e artesanal. E também de A MNMAL, de Flávio Gamaum, que sobe à passarela no dia 10 de abril, com seu conceito essencialista e estética sofisticada, com preocupação sustentável.

Além das estreias, a programação reúne nomes icônicos da moda brasileira e marcas que consolidam o SPFW como uma plataforma de experimentação e expressão artística. A edição marca o retorno da Piet, marca de Pedro Andrade, conhecida por sua estética streetwear sofisticada e sua conexão autêntica com a cultura urbana. O reencontro com o SPFW reforça a relevância da marca e sua evolução no cenário nacional e internacional.

A moda autoral e conceitual se faz presente com marcas como Aluf, que exibe sua pesquisa têxtil inovadora, e Dendezeiro, que propõe um olhar potente sobre a identidade brasileira. Patricia Viera, referência no trabalho em couro, e João Pimenta, com sua alfaiataria de vanguarda, reforçam a riqueza de técnicas e narrativas presentes na edição.

Outro destaque são os desfiles em locações externas, garantindo experiências imersivas e ampliando as conexões entre moda, cidade e público. João Pimenta, Herchcovitch; Alexandre, Aluf, Handred, Patricia Viera e Piet prometem surpreender, reforçando a transversalidade da moda com a arte e a cultura urbana.

LINE-UP

Dia 06 Abril

17h00 Aluf Externo

Dia 07 Abril

19h30 Herchcovitch; Alexandre Externo

Dia 08 de Abril

10h30 Normando JK Iguatemi

16h00 Leandro Castro JK Iguatemi

18h00 Lino Villaventura JK Iguatemi

20h30 Dario Mittmann JK Iguatemi

Dia 09 de Abril

10h30 Weider Silvério JK Iguatemi

16h00 Reptilla JK Iguatemi

18h00 Led JK Iguatemi

20h30 À La Garçonne JK Iguatemi

Dia 10 de Abril

10h30 João Pimenta Externo

16h00 Dendezeiro JK Iguatemi

18h00 Mnmal JK Iguatemi

20h30 Walério Araújo JK Iguatemi

Dia 11 de Abril

10h30 Handred Externo

14:30 Patricia Viera Externo

19h00 Piet Externo

Sobre o SPFW: Com 30 anos, o SPFW é um dos mais completos exemplos de como a economia criativa pode ser usada como estratégia de desenvolvimento para a cidade e o país. O evento cumpre um papel articulador e provocador, transcendendo o mundo da moda e estabelecendo-se como ponto de convergência de diversas redes criativas. Com investimentos que superam 1 bilhão de reais, o SPFW já recebeu mais de 3 milhões de pessoas e a transmissão de seus conteúdos pela TV e Internet alcançou mais de 1 bilhão de pessoas em cerca de 100 países. Mais que evento e mais que moda, o São Paulo Fashion Week é uma experiência relevante, estimulante, inspiradora e transformadora para todos os que se conectam à plataforma.

Sobre a IMM: No mercado há mais de 10 anos, a IMM, que atua nas áreas de Mídia, Esporte e Entretenimento, é referência em entretenimento ao vivo para o público e marcas, e seu portfólio é seu maior diferencial. Vai do Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul, aos musicais da Broadway de primeira classe, passando pelo Cirque du Soleil, pelo maior festival de restaurantes do mundo, o Taste Festivals, pelo GO CUP, o maior torneio de futebol infantil do mundo e pelos consagrados São Paulo Fashion Week e São Paulo Oktoberfest.

Sobre o INMODE: Criado em 2004, o INMODE (Instituto Nacional de Moda, Design e Economia Criativa) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que tem como missão trabalhar, no mercado interno e externo, pelo reconhecimento e visibilidade da moda e do design brasileiros como segmentos de valor agregado. Desde sua fundação, o INMODE trabalha para integrar esforços públicos e privados em torno de um planejamento sustentável de médio e longo prazos para a moda e o design brasileiros, gerando desenvolvimento através da Economia Criativa. Desde a sua criação, o INMODE já

Assessoria de Comunicação - São Paulo Fashion Week  - MKTMIX

BUAISOU NA JAPAN HOUSE

worldfashion • 12/03/25, 18:49

Em 2015 a BUAISOU, foi fundada como um ateliê, com os artesãos que cuidam de todos os processos, desde a semeadura do índigo até o tingimento das roupas. Kakuo Kaji - o representante do BUAISOU, que veio ao Brasil, é o artista e artesão de tingimento de índigo. Nascido em Aomori, aprendeu sobre design têxtil no curso de Design Têxtil na Universidade Zokei de Tóquio e durante sua graduação conheceu o tingimento natural. Depois de se formar, ele se juntou a uma equipe de voluntários de revitalização regional da província de Tokushima para conhecer o índigo. Lá ele aprendeu as técnicas básicas, desde o cultivo até a produção do sukumo (corante) do índigo, e foi expandindo seus conhecimentos criativos de forma autodidata. Em 2012, inicia as atividades do BUAISOU, enquanto participa de trabalhos de revitalização regional. Em 2015, fundou a empresa em Tokushima e Nova Iorque simultaneamente. Todas as obras de BUAISOU são produzidas por ele.

Abaixo a transcrição das declarações e considerações de Kakuo Kaji na JAPAN HOUSE na abertura do workshop sobre  “ Preparo da tina de tingimento com índigo japonês ” e  a oficina do “ Tingimento com índigo japonês e KATAZOME *”  (*que utiliza uma pasta de arroz e estêncil para a criação de padrões e desenhos no tecido)  de uma peça com a técnica AIZOME* (*conhecida por gerar diferentes tonalidades de azul), produzidas a partir de processos naturais e sustentáveis, conforme ilustrado no vídeo.

KAKUO KAJI :

- Agradeço o convite de estar no Brasil, um país muito lindo e estou surpreendido pelo interesse despertado que o workshop despertou no grande público, pois no Japão não há tantos interessados e estamos muito impactados e felizes com as apresentações. Tivemos muita sorte de estarmos na época do carnaval e ter tido a oportunidade de estarmos no sambódromo, e como profissional que trabalha com cores admirei muito ver tantas cores e como japones ouvir o som foi muito impactante, levarei muitas reflexões deste momento.

- No meu trabalho, nas abordagens com as cores, não estou muito preocupado com a emoção que a determida cor vai  transmitir e sim em como atingir a cor que quero atingir, a cor que desejo e penso em  como conseguir.

- Quando comecei trabalhar com as cores não tinha muita conciência de como é fazer uma determinada cor, porque  quando trabalhamos com guache escolhemos uma determinada cor que queremos pintar e a gente escolhe e a cor que queremos. Mas quando trabalhamos com o tingimento natural ou com outras referencias de tingimentos naturais, já trabalhei como galhos, cascas e folhas, mas no caso do índigo é diferente, começamos do zero pela semente e isto realmente me encantou e por isso me especializei no cultivo e no tingimento do índigo.

- Como foi abordado na abertura a questão da sutentabilidade, quando eu comecei a trabalhar com o índigo, não tinha esta visão e esta abordagem e as pessoas começaram a falar que era um processo sustentável e aí comecei a tomar conciência.

- Aqui vocês devem estar com uma expectativa de que sigo um abordagem e métodos tradicionais, mas eu confesso não sigo esta visão do tradicional e tenho a sorte de estar numa empresa e que usa referências do tradicional, mas temos a nossa própria abordagem.

- E pensando sobre o que é tingimento tradicional (AIZOMÊ) por exemplo do mestre Kiri, eu não faço parte, sou a primeira geração ainda e não tenho a tradição centenária na nossa casa, então hoje inclusive, quando as pessoas falam, eu questiono sobre este conceito do que é tradicional, hoje nos temos uma abordagem muito mais livre e fico feliz por isto.

- Então precisamos pensar em como vamos transmitir esta nossa aboradagem como, vamos transmitir a cor que nos criamos e de fato divulgamos através dos nossos objetos e produtos e também com abordagens como estas que estamos mostrando aqui para vocês.

- E cor apesar de parecer natural, é apenas cor, então é fácil enganar as pessoas sobre o tigimento natural, sendo que não é, pois a cor é apenas cor.

- Então o que seria ideal é divulgar o máximo possível, transmitir o máximo possível, o como é a forma do tingimento natural, no Japão tem locais que fazem os tingimentos, onde as pessoas entregam as pessoas e são feitos os tingimentos.

Com relação ao processo da plantação, cultivo e colheita do planta índigo, que inclusive é uma planta comestivel, seguem abaixo algumas considerações:

- Entre janeiro, fevereiro a março no grande inverno, é feito o preparo da terra, na província de Tokushima, onde vários agricultores especializados, se dedicam ao cultivo do índigo. O agricultor produz o índigo sem utilizar defensivos químicos, só herbicidas, pesticidas e de forma natural,  é ruim pois dá muito trabalho, mas a planta é utilizada também para o alimento.

- E é claro que todos esses pesticidas e tudo mais são desenvolvidos para que não impactem a saúde das pessoas. Sempre pensando em como as pessoas faziam antigamente, quando não existiam os produtos químicos e utilizam estas reflexões nas iniciativas deles.

- E claro, cada pessoa vai pensar de uma maneira, mas nós não queremos utilizar esses instrumentos químicos, porque se a gente fosse pensar que o índigo é um alimento, então será que a gente conseguiria comer se tivéssemos usando um pesticida?  Na verdade, impactará o planeta e nós repetimos muito que não queremos usar implementos químicos no nosso cultivo.

- O Japão entra na primavera a partir de março, então  a semente é cultivada nesta época.  E quando essa muda atinge 10 cm mais ou menos é transplantada para o campo

- E é quando inicia a correria porque no entorno das plantas do índigo  começam a crescer as ervas daninhas, e aí, precisam ser tiradas ao máximo essas ervas, pois na hora da colheita a máquina mistura tudo e no processo com certeza acabará impactando na qualidade. Não é algo extremamente produtivo, mas nós fazemos questão de tirar todas as ervas daninhas.

- No final de junho, então é o momento que nós vamos fazer a colheita e a planta verde índigo está mais ou menos na altura do quadril.  E depois que nós colhemos, nós secamos com uma máquina e levamos para uma sala cheia de ventiladores, para que as folhas, que são mais leves vão lá para o fundo da sala e os caules as partes mais densas fiquem no começo da sala e assim separamos o caule.

- Uma das características peculiares, do índigo japonês é que o pigmento está apenas nas folhas, então há necessidade de ter um local para separar os elementos, as impurezas, então fazemos questão de fazer ao máximo essa separação.

- Quando você vê a folha crua apesar de estar ainda verde, quando ela seca tem aspectos, mais azulados, mas a parte do caule é mais amarelada, então já dá para ver essa diferença. Isto mostra que o caule não tem pigmento.

- No final de setembro, o Japão fica mais frio é quando o índigo começa a florir, a direção dos pigmentos já não ficam tão forte, tão concentrado nas folhas, então é o fim desse ciclo, e a nossa batalha cotidiana é realmente finalizar o processo, até antes do final de setembro, que é quando paramos o cultivo.

- No inverno toda aquela folha seca, ela vai precisar ser fermentada pra criar nosso brilho. E pra fazer essa  pigmentação, temos um quarto específico, literalmente significa o dormitório, o espaço de dormir, exatamente como se fala no Japão, que é fazer dormir e a partir do momento em que essas plantas começam a fermentar essas folhas secas começam a ficar mais quente. Elas vão gerando o calor do processo, então são cobertos com um cobertor de palha que se chama futon, que é literalmente,  cobertor em japonês.

- Então uma vez por semana desfazermos esse monte colocamos água, fazemos buracos remexemos e cobrimos, com o futon novamente.  Sim, vamos fazer isso uma vez por semana por 20 semanas.

- E fazendo esse processo de fermentação a cada ano, talvez a gente tenha uns dias a mais outros a menos, mas no geral, nós fazemos isso por 120 dias a 140 dias e o resultado são as folhas secas compostadas, chamadas de sucumon.

- Então, o nosso pigmento, o que a gente vai usar pra atingir é uma mistura das folhas secas com água com oxigênio e o resultado depois de 120 a 140 dias parece tempo mesmo.

- Por que que nós fazemos isso? porque se dá pra esse trabalho? porque quando nós fazemos essa compostagem, nós conseguimos guardar esse pigmento por mais tempo. Ele fica muito mais fácil de preservar.

- Um segundo ponto é que o verão no Japão, é limitado,  um período de 3 meses, então não dá pra cultivar o ano todo. Além disso, o Japão é um país que tem sido atingido por muitos desastres naturais como muito tufão, por exemplo, então talvez em alguns anos o cultivo não ia ter tanto sucesso assim por pelo menos mais de 10 anos.

- Um outro benefício que é comum essas folhas que estão super concentradas e compostadas conseguirem rapidamente atingir uma cor mais segmentada, uma cor mais forte.

- Se a gente pensa no volume, das folhas secas, nós não temos espaço para conseguir armazenar, mas quando a gente faz o processo de compostagem e conseguimos  misturar uma quantidade gigante de folhas, e assim conseguir produzir líquido que é utilizado para o atingimento.

- Há várias formas de produzir o índigo, essa é uma forma que é muito específica do Japão. No Brasil, na Índia ou em países africanos, a forma de fazer esse pigmento é totalmente diferente. E uma das características diferentes é a própria planta.  No caso tem muitos que têm o pigmento tanto na folha quanto no caule.

- Vou explicando para vocês só pra vocês terem uma noção de como se faz:

Numa tina de índigo folha e caule, coloca num tanque cheio de água e vai fazer com que essas folhas e caule fiquem por 3 dias e vai começar a fermentar. E a cor da água desse tanque vai ficar meio azul esverdeada. E então essas folhas e caules são retiradas. A gente vai contar uma mistura com cal e vai mexer muitas vezes, para fazer com que o oxigênio incorpore essa mistura.  Então, por meio do oxigênio, essa mistura vai oxidando, e com o tempo os pigmentos também vão decantar.  E aí, você joga aquele líquido que ficar na parte superior e o que sobra que dá em um aspecto pastoso é o pigmento em si.

- E essa pasta  é que vai ser incorporada na tina, então, quando a gente parar pra pensar o tempo de preparo, dessa pasta,  o método tradicional e aqui no Brasil, por exemplo, outras regiões do Japão, é totalmente diferente.

A Japan House São Paulo (JHSP) trouxe em comemoração aos 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão,  pela primeira vez, o coletivo de artesãos japoneses BUAISOU. A JHSP é uma iniciativa internacional com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki. Desde 2017, a instituição promoveu mais de 48 exposições e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de 3,5 milhões de visitantes. A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina. A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações.

Por Yuko Suzuki   Crédito das imagens do vídeo  de Ale Virgílio

ARTIGO - Interação justa entre varejo e indústria têxtil é crucial na era da sustentabilidade e digitalização

worldfashion • 04/03/25, 15:37

Por Fernando Valente Pimentel* e Camila Zelezoglo*

As condições adversas do mercado geram consequências prejudiciais para todos os envolvidos. Para a indústria, resultam em instabilidade financeira, dificuldade no planejamento produtivo, investimentos limitados em tecnologia e inovação e, por vezes, comprometimento dos padrões de excelência. Os trabalhadores também são afetados. O próprio varejo sofre com problemas de qualidade, atrasos nas entregas, alta rotatividade de fornecedores e riscos à sua reputação.

A propósito, vale observar os dados de 2024 referentes aos prazos das encomendas dos varejistas aos fabricantes, apresentados na Première Vision, em novembro último, pelo Instituto Français de la Mode. O aprovisionamento de longo prazo (seis meses ou mais antes da estação) representou 48% do total, enquanto o médio prazo (seis meses ou menos antes da estação) foi de 33% e o curto prazo (dentro da estação), 19%.

A criação e adoção voluntária de práticas comerciais mais equilibradas podem melhorar o panorama da cadeia de valor, proporcionando benefícios significativos para todos. O planejamento colaborativo emerge como elemento crucial, abrangendo o estabelecimento conjunto de previsões de demanda, compartilhamento transparente de informações de mercado, definição clara de calendários de desenvolvimento e produção e compromissos de volume consistentes e de longo prazo. A precificação justa desempenha papel igualmente determinante, considerando os custos reais de produção, garantindo margens adequadas para investimentos em melhorias, chancelando o valor agregado e promovendo negociações transparentes.

Para a indústria, esses avanços significam maior estabilidade financeira, capacidade de investimento em inovação, desenvolvimento de produtos diferenciados e relacionamentos comerciais duradouros. Os trabalhadores beneficiam-se com melhores condições laborais e oportunidades mais amplas de crescimento profissional. O varejo, por sua vez, obtém produtos de maior qualidade, fornecedores mais comprometidos, cadeias de suprimento mais confiáveis e melhor reputação corporativa.

A revisão dos processos interativos deve considerar as transformações disruptivas pelas quais o setor têxtil e de confecção está passando globalmente. A digitalização avança rapidamente, viabilizando sistemas integrados de planejamento, plataformas colaborativas avançadas, rastreabilidade completa da cadeia de suprimentos e métricas precisas de desempenho. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade impõe-se como imperativo estratégico. Fibras regeneradas, tecnologias de reciclagem mecânica e química, além de novas regulamentações ambientais, estão inaugurando uma nova era para nossa atividade.

Nesse cenário dinâmico, a construção de relações comerciais mais equilibradas entre varejo e indústria têxtil não representa apenas uma questão ética, mas uma necessidade estratégica para a sustentabilidade do setor. A adoção proativa de melhores práticas comerciais pode criar um círculo virtuoso benéfico para toda a cadeia produtiva, desde os trabalhadores nas fábricas até o consumidor final.

O Brasil detém condições singulares para liderar esse movimento transformador, por contar com todos os elos da cadeia produtiva e distributiva integrados em seu território. As empresas que encabeçarem as mudanças contribuirão para que o setor seja mais sustentável e se destacarão, pois se posicionarão competitivamente em um mercado cada vez mais consciente e exigente.

O estabelecimento de modelos comerciais mais justos representa um investimento estratégico no futuro do setor, criando alicerces sólidos para inovação, crescimento sustentável e relações comerciais duradouras. À medida que mais empresas adotem voluntariamente essas práticas, será consolidado um novo paradigma de mercado, demonstrando ser possível harmonizar sucesso comercial e econômico com responsabilidade social e sustentabilidade ambiental.

*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

*Camila Zelezoglo é gerente de Sustentabilidade e Inovação da Abit.