27º Backstage do Varejo

worldfashion • 08/11/18, 15:19

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O 27º Backstage do Varejo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo – Abiesv, ocorrido no dia 26 de setembro, no auditório da FAAP, deu destaque a dois temas diretamente ligados ao bom desempenho do ponto de venda: Iluminação e  Visual Merchandising.
O primeiro deles, conduzido por Antônio Carlos Mingrone, da Mingrone Iluminação, abordou com conteúdo científico e casos práticos de diversos projetos a questão “Como a img_7052-640x427iluminação vem transformando os espaços de vendas”.
Na segunda metade, foi promovido o debate “Visual merchandising e iluminação”, sob a coordenação de Sônia Paloschi, diretora da Purchase Comunicação & Marketing e diretora de Marketing da Abiesv, com a participação de Ariane Cristine Diniz, gerente geral de Visual Merchandising do Grupo Riachuelo; de Carolina dos Santos Rodrigues de Melo, responsável pelo setor de Visual Merchandising junto ao Departamento de Franchising da Morena Rosa; de Milton Bueno, gerente de Visual Merchandising da Alô Bebê, e de Rogério Pacheco da Cunha Cruzatto , gerente de Visual Merchandising do Conceito & Store Design do Grupo de Lojas Marisa.
O painel ressaltou que para um trabalho efetivo de VM há a necessidade de se considerar a evolução tanto das técnicas, com uso de inovações e tecnologia, quanto da formação dos profissionais, o que resulta principalmente nos processos internos de trabalho.
Nesse novo processo, os profissionais de Arquitetura e de VM hoje trabalham juntos, como uma verdadeira dupla de criação. São perceptíveis os resultados tanto de vendas quanto da melhoria visual das lojas, tornando-as mais convidativas aos clientes.
Marjorie Lee, professora de VM do Lim Institute em Nova York, formada pela Universidade do Texas e pelo FIT (Fashion Institute of Technology), falou sobre “A Influência da Arte & Fashion no Visual Merchandising”.  Eric Feigenbaum, por sua vez, conselheiro editorial e diretor da New York Magazine, diretor de Workshops da WindowsWear, e presidente da Associação de Visual Merchandisiers,  abordou “O design é o desejo.
img_6739-640x427A Revista World Fashion entrevistou a consultora e palestrante Sônia Paloschi, com 30 anos de atuação na área de varejo e hoje à frente da Purchase Comunicação & Marketing, responsável por projetos de Store Design e Visual Merchandising, além de diretora de Marketing da Abiesv. A executiva tem contribuído de forma positiva para a evolução da importância do VM nas organizações varejistas, também na Moda.
VM e sua importância hoje: Visual Merchandising é um vendedor silencioso, faz com que o produto seja visto pelo cliente de forma bem atrativa, ou seja, ajuda a fazer com que a venda aconteça. Parto do princípio que o VM tem que ser visto como um trabalho estratégico. É a junção de compras, marketing e a operação da loja, que entra para dar suporte para uma boa arquitetura, e uma boa exposição de produto e uma boa compra.
O momento atual para o Varejo: Hoje, a tecnologia digital é vista como ameaça à loja física. Isso tem gerado certo medo em lojistas e funcionários, mais pelo desconhecimento do impacto real das consequências dessa inovação. Essa percepção não é a realidade total. Claro que o varejista não pode achar que a loja física vai continuar como é hoje. O digital vem com força de inovação e o lojista tem de fazer sua parte. A moda tem um desafio único que é a experiência de provar no próprio corpo, ver o que fica melhor, o que não fica bem, o que combina com o que, etc. A loja tem de fazer seu papel, que é atrair o cliente. O primeiro passo é o projeto arquitetônico considerar que trabalha com o sonho da mulher – isso vale também para a loja ou departamento masculino. O VM começa com a vitrine e tem de equilibrar a arquitetura da loja com a iluminação nos diversos espaços da loja para expor os produtos conforme sua posição naquele cenário.
img_6738-640x427A(o) cliente: Conforme pesquisa, reconhecida no mercado e mencionada em diversas publicações, inclusive do Sebrae, a cliente demora entre 2 a 5 segundos para decidir se entra na loja a partir da vitrine. Mesmo lojas do tipo open front (sem a vitrine) a porta é a VM e faz às vezes de vitrine. Também 50% das que entram numa loja viram a vitrine antes.
Confecção 4.0: A tecnologia está impulsionando a confecção a se modernizar, para a chamada Quarta Revolução Industrial, a chamada 4.0. Haverá necessidade de total integração Fornecedores – Confecção – Varejo – Clientes. Nesse caso, o VM terá que incorporar – hoje é ainda em casos isolados – maior participação do Gerente de Produtos orientando para as tendências de cada coleção, trabalhando em conjunto com colegas arquitetos, VM e estilistas.
Nesse trabalho, o Gerente de Produtos (GP) terá a função de: 1) definir as tendências da coleção e as fontes de inspiração e, conforme sua experiência… 2) apostar qual a tendências de Valor Alto, a de Valor Médio e a de Valor Baixo. É uma aposta que o GP elege para o êxito da coleção; 3) as apostas precisam obedecer aos seguintes critérios: a tendência de Valor Alto deve orientar a vitrine; a de Valor Médio deve ficar nos pontos focais e mais importantes da loja e a de Valor Baixo, distribuída pela loja.  Esse serviço é fundamental ser prestado ao varejo pela confecção, seja monomarca ou multimarca. Portanto, trata-se de um processo inovador e necessário.
por Tadeu Dix        fotos:divulgação

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